Krystexxa

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Krystexxa

Forma selecionada

Opção de tratamento: Gout

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Krystexxa

O que é o Krystexxa? (Pegloticase)

O Krystexxa é um medicamento especializado, sujeito a receita médica e destinado a adultos, utilizado para controlar níveis persistentemente elevados de ácido úrico no organismo. A sua substância ativa, a pegloticase, é uma enzima biológica única concebida para decompor rapidamente o excesso de ácido úrico. É fabricado pela Horizon Therapeutics.

Factos Rápidos Descrição
Substância ativa Pegloticase (DCI)
Forma Solução para perfusão intravenosa (IV)
Classe farmacológica Agente redutor do ácido úrico
Origem Recombinante (enzima uricase peguilada)

Que tipo de medicamento é o Krystexxa? (Identidade e Classificação)

O Krystexxa é categorizado como um medicamento biológico e uma enzima específica do ácido úrico peguilada. Esta classificação significa que a substância ativa, a pegloticase, é uma proteína produzida através de biotecnologia a partir de fontes vivas, distinguindo-se dos comprimidos de compostos químicos tradicionais.

O fármaco é classificado como um potente agente redutor de urato. Proporciona uma terapia de substituição enzimática que ajuda o corpo a gerir o ácido úrico, um metabolito das purinas que os seres humanos, naturalmente, não conseguem processar além de um determinado ponto. A pegloticase é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de reduzir níveis elevados de ácido úrico em doentes para os quais outras terapias não foram eficazes.


Composição e Forma: O que é a Pegloticase?

A componente ativa, a pegloticase, é uma versão recombinante e modificada da enzima uricase. A enzima é alterada através de peguilação (ligação covalente ao polietileno glicol), o que ajuda o medicamento a manter-se estável e ativo na corrente sanguínea por um período prolongado.

O Krystexxa é fornecido como uma solução estéril para injeção e é administrado como uma perfusão intravenosa (IV) em ambiente clínico. Este método de administração é essencial porque, sendo uma enzima proteica de grandes dimensões, seria decomposta e inativada pelo sistema digestivo se fosse tomada por via oral.


Qual é o objetivo geral do Krystexxa?

O objetivo principal do Krystexxa é diminuir, de forma rápida e eficaz, a quantidade total de ácido úrico na corrente sanguínea. Isto é conseguido através de uma conversão química direta.

A enzima pegloticase atua como um catalisador, convertendo o ácido úrico em alantoína. A alantoína é significativamente mais solúvel em água, permitindo que os rins a excretem facilmente do corpo através da urina. A sua função é transformar o ácido úrico problemático numa substância inofensiva que o organismo consiga eliminar facilmente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Krystexxa?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Krystexxa (pegloticase) está estruturado em torno do risco de reações de hipersensibilidade e de restrições específicas para o doente, conforme documentado na rotulagem oficial. Estas reações adversas encontram-se classificadas pela sua frequência e pela classe de órgãos e sistemas afetada.


Reações Adversas e Classificação de Frequência

As reações adversas estão formalmente agrupadas pelo sistema corporal afetado e pela frequência com que foram comunicadas na utilização clínica:

As reações classificadas como muito frequentes, que afetam mais de 1 em cada 10 doentes, incluem as reações à perfusão e o aumento temporário de crises de gota, que são observados com frequência no início do tratamento. Outros efeitos nesta categoria incluem náuseas, vómitos, obstipação e várias reações cutâneas, tais como prurido (comichão) e urticária.

As reações classificadas como frequentes, afetando entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 doentes, englobam cefaleias (dores de cabeça), edema periférico, fadiga, desconforto torácico, dispneia (dificuldade respiratória) e dores musculoesqueléticas, como artralgia e mialgia.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais destacam o potencial para a ocorrência de eventos adversos graves. A anafilaxia e as reações graves à perfusão são riscos documentados associados ao tratamento, o que exige que a administração seja realizada num ambiente de saúde preparado para a sua gestão e sob monitorização estreita do doente.

Crucialmente, a pegloticase está contraindicada em indivíduos com deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), devido ao risco grave e potencialmente fatal de hemólise e metemoglobinemia. O rastreio da deficiência de G6PD é um requisito de segurança obrigatório antes do início do tratamento. Em doentes com insuficiência cardíaca congestiva pré-existente, recomenda-se precaução, uma vez que foi relatado o agravamento desta condição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As informações regulamentares relativas à sobredosagem com Krystexxa (pegloticase) definem-se pela ausência de um perfil de toxicidade específico. Oficialmente, não foram comunicados casos de sobredosagem durante o desenvolvimento clínico do medicamento, o que estabelece que não existe uma síndrome de sobredosagem característica descrita nas informações do produto. A dose intravenosa única mais elevada administrada em estudos clínicos foi de 12 mg, o que confere o contexto regulamentar para este dado.

Ações Regulamentares Imediatas

Devido ao perfil de risco conhecido do medicamento, as normas oficiais determinam que os doentes devem procurar assistência médica imediata perante a suspeita de sobredosagem ou o aparecimento súbito de qualquer reação sistémica grave. A gestão de um cenário de suspeita de sobredosagem deve focar-se prioritariamente no potencial aumento da incidência ou da gravidade de reações adversas graves documentadas, especificamente a anafilaxia e as reações à perfusão graves.

Gestão da Sobredosagem e Antídoto

Não foi identificado qualquer antídoto específico para a pegloticase. A abordagem terapêutica é estritamente sintomática e de suporte. Por conseguinte, doentes com suspeita de terem recebido uma sobredosagem devem ser assistidos prontamente através da prestação de medidas de suporte gerais e devem ser monitorizados num ambiente de prestação de cuidados de saúde. Não existem considerações específicas detalhadas nas secções regulamentares oficiais quanto à gravidade ou gestão da sobredosagem em populações específicas.

Usos terapêuticos de Krystexxa

Factos Rápidos

  • Condição: Gota crónica em adultos que são refratários (não respondem) às terapias convencionais.
  • Objetivo: Pode ajudar a baixar os níveis de ácido úrico sérico.
  • Benefício: Pode auxiliar na gestão dos sinais e sintomas da gota não controlada.

Para que serve o Krystexxa: principais utilizações e benefícios

O Krystexxa (pegloticase) é uma opção terapêutica indicada para o tratamento da gota crónica em doentes adultos considerados refratários à terapia convencional. A gota refratária é uma apresentação da patologia na qual os doentes não conseguiram normalizar os seus níveis de ácido úrico sérico e cujos sinais e sintomas permanecem controlados de forma inadequada, apesar do tratamento com doses máximas apropriadas de agentes redutores de urato convencionais, tais como inibidores da xantina oxidase, ou para os quais estes fármacos padrão não são clinicamente adequados.

Este medicamento é utilizado principalmente para ajudar a reduzir o nível de ácido úrico na corrente sanguínea. A manutenção de níveis mais baixos de ácido úrico pode auxiliar na gestão da gota crónica e pode contribuir para a redução de tofos (depósitos de ácido úrico) no corpo. Estudos clínicos sugerem que o Krystexxa pode ajudar os doentes a atingir uma redução nos níveis de ácido úrico sérico, o que constitui o principal objetivo terapêutico neste contexto. O tratamento não é recomendado para a hiperuricemia assintomática (níveis elevados de ácido úrico sem sintomas de gota). Para informações mais detalhadas sobre as utilizações aprovadas deste fármaco, consulte a visão geral terapêutica para a pegloticase.

Critérios de utilização e restrições

A utilização do Krystexxa (pegloticase) está estritamente limitada a uma população adulta específica e é explicitamente contraindicada para determinados grupos de doentes.

Critérios de Elegibilidade e Exclusão

Classificação Populações Abrangidas
Utilização Permitida (Apenas Adultos) Adultos (com 18 ou mais anos) com gota crónica refratária à terapia convencional. Isto significa que o doente não conseguiu normalizar os níveis de ácido úrico sérico e que os sinais e sintomas não estão adequadamente controlados por doses máximas apropriadas de inibidores da xantina oxidase, ou que estes fármacos estão contraindicados.
Utilização Não Recomendada O tratamento da hiperuricemia assintomática (níveis elevados de ácido úrico sem histórico de sintomas de gota). A utilização também não é recomendada durante a gravidez ou a amamentação.

Contraindicações Formais

O Krystexxa não deve ser utilizado em doentes com:

Deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). Os doentes com elevado risco para esta condição, tais como os de ascendência africana ou mediterrânica, devem realizar um rastreio antes de iniciarem o tratamento. A utilização em doentes com deficiência de G6PD pode causar hemólise e metemoglobinemia potencialmente fatais.

Histórico de reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia, ao Krystexxa ou a qualquer um dos seus componentes.

A utilização pediátrica, em doentes com menos de 18 anos de idade, não foi estabelecida. Doentes com insuficiência cardíaca congestiva devem ser tratados com precaução e monitorizados de perto, devido a relatos de agravamento desta condição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação oficial do Krystexxa (pegloticase) estabelece restrições específicas quanto à coadministração com outros medicamentos, centrando-se principalmente na interferência farmacodinâmica e em restrições baseadas em características específicas de determinadas populações.


Interações Documentadas com Medicamentos e Substâncias

Agentes Redutores de Urato Orais

A coadministração com agentes redutores de urato por via oral, como o alopurinol ou o febuxostat, não é recomendada. Esta é uma restrição temporal crítica: estes medicamentos devem ser descontinuados antes de se iniciar o tratamento com a pegloticase e não devem ser administrados em simultâneo.

Esta separação obrigatória é necessária porque os agentes orais interferem com a monitorização da atividade terapêutica do Krystexxa. O seu uso continuado pode mascarar o aumento necessário nos níveis de ácido úrico sérico, o qual é um indicador fundamental da perda de resposta ao tratamento, aumentando potencialmente o risco de reações adversas.

Outras Interações

O produto está contraindicado em doentes com deficiência conhecida de glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). Esta restrição deve-se ao potencial para uma interação grave entre o medicamento e este distúrbio metabólico, que pode resultar em hemólise (destruição de glóbulos vermelhos).

Não foram realizados, nem se encontram documentados nas informações oficiais de prescrição, estudos de interação farmacocinética de pequenas moléculas, como os relacionados com enzimas CYP ou transportadores de fármacos. Não existem interações específicas documentadas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Substituição Enzimática e Conversão do Ácido Úrico

O mecanismo de ação é definido pela substituição enzimática, na qual a pegloticase — uma uricase recombinante — atua na conversão do substrato circulante, o ácido úrico (urato), em alantoína. Esta conversão altera funcionalmente a etapa final da via de catabolismo das purinas, mudando fundamentalmente o estado químico deste metabolito central.


Inversão do Gradiente Sistémico e Mobilização Tecidular

Esta ação molecular promove uma diminuição rápida e sustentada na concentração de ácido úrico no plasma. Esta alteração fisiológica cria um gradiente de concentração que impulsiona a mobilização do ácido úrico a partir dos depósitos sólidos de cristais de urato monossódico (UMS) — os tofos — presentes nos tecidos para a circulação. Uma vez no sangue, o urato mobilizado é convertido em alantoína solúvel, que é prontamente eliminada através da excreção renal.


Limitação Mecanística por Neutralização Imunitária

Uma restrição fundamental a este mecanismo é o potencial de o sistema imunitário produzir anticorpos antimedicamento (ADAs). Estes anticorpos ligam-se à enzima pegloticase e inativam-na, interrompendo funcionalmente o processo de conversão. Esta limitação resulta na perda do estado sustentado de baixos níveis de ácido úrico plasmático, o qual é necessário para a ação sistémica do mecanismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Krystexxa é Utilizado

O Krystexxa (pegloticase) é um medicamento biológico especializado, cuja administração segue diretrizes procedimentais rigorosas. A sua aplicação distingue-se dos medicamentos por via oral, exigindo um regime supervisionado e tempos de execução controlados.


Protocolo de Administração

Entidade de Instrução Diretriz Oficial de Administração
Via de Administração Exclusivamente por perfusão intravenosa (IV). Não deve ser administrado por injeção direta (push) ou bólus intravenoso.
Dosagem Padrão A dose recomendada é de 8 mg de pegloticase, administrada através de uma perfusão.
Frequência de Dose A perfusão é agendada a cada duas semanas.
Duração da Perfusão A perfusão deve ser administrada num período não inferior a 120 minutos (2 horas) num ambiente de saúde devidamente equipado.

Preparação e Restrições do Procedimento

O concentrado de Krystexxa requer diluição: a dose de 8 mg é injetada num saco único de 250 mL de cloreto de sódio a 0,9% ou 0,45% para injeção (soro fisiológico) antes da sua administração; não deve ser misturado com outros fármacos.

Antes da iniciação do Krystexxa, todos os agentes redutores de urato orais (tais como o alopurinol ou o febuxostat) devem ser descontinuados, não devendo ser retomados durante o curso do tratamento. O regime recomendado inclui a coadministração com metotrexato oral semanal.

Regras para a Continuidade do Tratamento

A gestão do tratamento é governada pela monitorização laboratorial. Os níveis de ácido úrico sérico devem ser medidos antes de cada perfusão. De acordo com as instruções oficiais, deve proceder-se à descontinuação do Krystexxa se forem detetados dois níveis consecutivos de ácido úrico sérico superiores a 6 mg/dL, o que estabelece o limite terapêutico para o curso do tratamento. Não está especificado qualquer ajuste de dose para doentes idosos ou para aqueles que apresentam insuficiência renal.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Krystexxa (Pegloticase)

Esta secção fornece uma descrição factual da investigação clínica realizada sobre o Krystexxa (pegloticase). Os dados apresentados descrevem padrões observados em grupos e não resultados individuais; esta investigação fornece um contexto, mas não previsões individuais sobre a forma como o medicamento se poderá associar a determinadas alterações.


Evidência para Utilização na Gota Crónica Refratária

A base da investigação clínica para a pegloticase deriva principalmente de dois ensaios clínicos replicados, de curta duração, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo. Estes estudos utilizaram um desenho controlado para comparar os resultados entre grupos que receberam pegloticase e grupos que receberam um tratamento inativo (placebo). A investigação centrou-se em doentes adultos com gota crónica cuja condição não tinha sido adequadamente controlada por terapias convencionais prévias de redução de urato.

A investigação analisou duas áreas principais: marcadores bioquímicos medidos na corrente sanguínea e resultados físicos ou funcionais comunicados pelos doentes.

Resultados Avaliados: Ácido Úrico, Tofos e Função

Os estudos principais monitorizaram a proporção de doentes que atingiram um nível de ácido úrico sérico (sUA) inferior a 6,0 mg/dL, que é o valor bioquímico alvo específico definido pelo protocolo do estudo. A investigação também explorou resultados clínicos, acompanhando especificamente a evolução das medições de tofos (os depósitos físicos de ácido úrico) nas populações estudadas.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

A duração do acompanhamento nos dados principais dos ensaios controlados iniciais foi limitada, restringindo-se geralmente a seis meses para os objetivos primários. Para compreender os efeitos num período mais alargado, estudos subsequentes de extensão em regime aberto (OLE) observaram doentes por períodos mais longos, com alguns acompanhamentos a durar até 2,5 anos.

Esta evidência, derivada de contextos com diferentes cargas de sintomas, ajuda a fornecer contexto, uma vez que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos apenas pela evidência controlada primária. A investigação contribui para a compreensão dos padrões de sintomas ao longo do tempo, particularmente a durabilidade da resposta bioquímica, que é um fator relevante ao observar esta condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas.


Evidência em Populações Específicas de Doentes

Os ensaios clínicos primários incluíram doentes adultos com gota crónica e problemas de saúde concomitantes, dado que muitas pessoas com gota apresentam outras condições comuns, como hipertensão e obesidade. Os investigadores analisaram as características e os resultados dos doentes dentro destes subgrupos.

No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Especificamente, os ensaios fundamentais excluíram geralmente doentes com doença renal crónica grave (por exemplo, eGFR <40 mL/min/1,73 m^2) ou com determinados problemas cardiovasculares. Por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e não fornecem informações robustas sobre os resultados para doentes com estes problemas de saúde específicos e mais graves.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Krystexxa (FAQ)

P: O Krystexxa é considerado um tratamento a longo ou a curto prazo?

Os documentos oficiais indicam que o Krystexxa não está classificado como um ciclo de tratamento vitalício. A gestão da terapêutica depende da monitorização rotineira dos níveis de ácido úrico sérico (sUA). Recomenda-se a descontinuação do tratamento se forem detetados dois níveis consecutivos de sUA superiores a 6 mg/dL.

P: Quanto tempo dura, geralmente, o efeito de uma dose de Krystexxa?

O regime de gestão envolve a administração do medicamento a cada duas semanas. A ação sustentada do fármaco é avaliada através da medição dos níveis de ácido úrico sérico (sUA) diretamente antes de cada infusão programada. Esta medição ajuda a indicar se o medicamento continua a proporcionar o efeito bioquímico necessário ao longo do intervalo entre doses.

P: Existem efeitos secundários específicos que ocorram apenas com o Krystexxa?

A documentação oficial destaca o risco de reações específicas ligadas à natureza do fármaco, incluindo anafilaxia e reações à infusão. A rotulagem regulamentar inclui um aviso específico sobre o potencial de hemólise grave (destruição dos glóbulos vermelhos) em pessoas com uma condição preexistente denominada deficiência de G6PD.

P: Os efeitos secundários tendem a melhorar ou a piorar ao longo do tratamento?

A informação oficial indica que as crises de gota são uma reação adversa muito comum e são frequentemente observadas aquando do início da terapêutica com Krystexxa. Isto sugere que estas crises podem ser mais frequentes durante as fases iniciais do tratamento.

P: O Krystexxa pode causar aumento ou perda de peso?

De acordo com a informação oficial de prescrição, as alterações de peso (aumento ou perda) não constam entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência. Os eventos adversos são formalmente classificados e as alterações de peso não aparecem nas categorias "Muito Frequentes" ou "Frequentes".

P: Existem considerações especiais para pessoas com problemas renais que utilizam Krystexxa?

Os documentos regulamentares referem que os principais ensaios clínicos excluíram geralmente doentes com doença renal crónica grave. No entanto, a informação oficial afirma que não está especificado qualquer ajuste de dose específico para doentes com insuficiência renal.

P: O que acontece se alguém faltar a uma consulta para a sua infusão de Krystexxa?

A informação oficial do produto não especifica um protocolo para uma única dose omitida. A gestão do tratamento baseia-se na receção da infusão a cada duas semanas e na monitorização do sUA antes de cada administração. O cumprimento do intervalo programado é essencial para uma monitorização eficaz do tratamento.

P: O Krystexxa pode ser tomado ao mesmo tempo que os meus suplementos vitamínicos habituais?

A informação oficial de prescrição afirma que não existem interações específicas documentadas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas. Esta declaração geral indica que a utilização concomitante com suplementos vitamínicos comuns não está listada como uma contraindicação específica nos documentos regulamentares.

P: O Krystexxa interage com analgésicos comuns como o paracetamol ou o ibuprofeno?

A documentação oficial indica que não foram formalmente realizados ou documentados estudos farmacocinéticos de interação de pequenas moléculas. Por conseguinte, não existem dados regulamentares formais que detalhem interações medicamentosas específicas com analgésicos comuns de venda livre.

P: Qual é a diferença entre uma crise de gota e a gota crónica que o Krystexxa trata?

O Krystexxa é oficialmente indicado para o estado subjacente da doença de gota crónica que não respondeu a outros tratamentos convencionais. As crises de gota, que são ataques agudos, são listadas como uma reação adversa muito comum, frequentemente observada quando o ciclo de tratamento se inicia.

P: O Krystexxa está disponível em países fora dos EUA?

Sim, a documentação regulamentar oficial confirma que o fármaco está autorizado e regulamentado em várias regiões para além dos Estados Unidos, incluindo a União Europeia, o que indica disponibilidade nestas áreas.

P: O Krystexxa afeta a fertilidade ou a capacidade de engravidar?

Os documentos regulamentares oficiais não contêm dados formais relativos ao efeito do fármaco na fertilidade humana. No entanto, com base na informação disponível, a utilização de Krystexxa não é recomendada durante os períodos de gravidez ou amamentação.

P: O que acontece ao corpo se o tratamento com Krystexxa for interrompido subitamente?

O tratamento é descontinuado se a monitorização indicar uma perda de atividade do fármaco, o que é refletido pelo aumento dos níveis de sUA acima de 6 mg/dL. Se o tratamento for interrompido, espera-se que o efeito de redução do urato cesse, o que está associado a um aumento nos níveis de sUA.

P: Existem interações conhecidas entre o Krystexxa e medicamentos comuns para as alergias?

A documentação oficial indica que não foram formalmente realizados ou documentados estudos farmacocinéticos de interação de pequenas moléculas. Por conseguinte, não existem dados regulamentares formais que detalhem interações específicas com medicamentos comuns para alergias de venda livre.

P: O Krystexxa contém algum componente de origem animal?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, a substância ativa, pegloticase, não é um produto animal direto. Trata-se de uma enzima recombinante produzida através de uma estirpe geneticamente modificada da bactéria E. coli.

P: Quais são as regras gerais para comer antes de uma infusão de Krystexxa?

Não existem diretrizes oficiais específicas que exijam jejum ou restrinjam a alimentação antes de uma infusão de Krystexxa. Isto indica que os doentes podem, geralmente, seguir os seus hábitos alimentares normais ao prepararem-se para a infusão programada.

P: Existem fatores ambientais conhecidos que reduzam a eficácia do Krystexxa?

A informação regulamentar enfatiza que a estabilidade do medicamento é altamente sensível às condições de armazenamento e manuseamento. Os frascos para injetáveis devem ser conservados no frigorífico e protegidos da luz; a solução diluída também tem limites de tempo específicos antes de ter de ser eliminada.

P: O Krystexxa é considerado um fármaco imunossupressor?

O Krystexxa está formalmente categorizado como uma Enzima Específica do Ácido Úrico, e não como um fármaco imunossupressor por si só. No entanto, o regime recomendado envolve a coadministração com metotrexato, que é classificado como um medicamento imunossupressor.

P: Como é que o corpo elimina o Krystexxa após uma infusão?

O fármaco atua convertendo o ácido úrico em alantoína, uma substância que é depois eliminada do corpo principalmente através dos rins. Sendo uma proteína peguilada, a eliminação da própria enzima ativa é retardada em comparação com as proteínas não peguiladas.

P: Que tipo de especialista costuma prescrever o Krystexxa?

As diretrizes oficiais estabelecem que o tratamento deve ser iniciado e supervisionado por médicos especialistas. Isto inclui tipicamente especialistas com experiência no diagnóstico e gestão da gota crónica grave refratária, como um reumatologista.

Como Krystexxa deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do KRYSTEXXA (pegloticase)

Os frascos por abrir de KRYSTEXXA devem ser conservados no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C, e protegidos da luz dentro da embalagem original. O produto não deve ser congelado e nunca deve ser submetido a aquecimento artificial.


Estabilidade e Manuseamento

Condição Requisito
Frasco por abrir Conservar no frigorífico e proteger da luz.
Solução diluída Estável durante 4 horas quando conservada no frigorífico ou à temperatura ambiente (20°C a 25°C).

É necessária uma inspeção visual para detetar partículas ou descoloração antes da utilização. A solução deve ser eliminada caso se verifique a presença de qualquer uma destas alterações.


Requisitos de Eliminação

O KRYSTEXXA é um produto de dose única. Qualquer porção não utilizada que permaneça no frasco após a aspiração deve ser eliminada. Toda a eliminação de medicamentos não utilizados e de materiais residuais deve ser efetuada de acordo com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos, devendo o produto ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Krystexxa encontrado em:

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