Nativa

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Nativa

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Desmopressina (como acetato de desmopressina)
Forma Farmacêutica Comprimido oral, comprimido sublingual
Classe Farmacológica Análogo da hormona antidiurética
Objetivo Geral Regulação do equilíbrio hídrico e salino
Origem Fármaco peptídico sintético

Nativa: Definição, Origem e Classe Farmacológica

O Nativa é uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica que contém a substância ativa desmopressina, pertencendo especificamente à classe farmacológica dos análogos da hormona antidiurética. A desmopressina é um fármaco peptídico sintético concebido para mimetizar a ação da vasopressina natural do organismo. Este composto de substância única é clinicamente reconhecido pela sua elevada seletividade para os recetores V2, o que lhe confere uma ação direcionada e um efeito prolongado em comparação com a hormona endógena.

Composição e Forma do Nativa

A composição principal do Nativa apresenta a desmopressina (sob a forma de acetato de desmopressina) como o seu único ingrediente ativo. Este medicamento disponibiliza-se distintamente em formas sólidas, incluindo o comprimido oral e o comprimido sublingual especializado. Esta preferência pela entrega oral e sublingual diferencia-o das formulações de desmopressina em spray nasal ou injetáveis, sublinhando o foco numa terapia de autoadministração conveniente. A forma sublingual, em particular, está posicionada para assegurar uma absorção eficiente através da via de administração sublingual.

Objetivo Geral da Desmopressina

O objetivo global do composto desmopressina é regular a dinâmica de fluidos do corpo. O medicamento funciona como um agonista seletivo dos recetores V2, sinalizando às células renais para facilitarem a reabsorção aumentada de água para a corrente sanguínea. Esta ação direcionada resulta fiavelmente numa redução significativa da produção de urina. O benefício geral pretendido é restaurar e manter o equilíbrio hídrico e salino do organismo em indivíduos que experienciam uma produção de fluidos excessiva e não regulada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Nativa?

Efeitos Secundários Possíveis e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Nativa está sistematicamente documentado em fontes regulamentares para categorizar os riscos com base na frequência e nos sistemas orgânicos afetados. Estas informações são extraídas de dados globais de farmacovigilância, integrando relatórios submetidos a autoridades nacionais e internacionais.

As reações adversas são classificadas utilizando categorias de frequência padrão, tais como Muito Frequentes (≥ 1/10 utilizadores), Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) e Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), sendo que a maioria dos relatórios pós-comercialização recai frequentemente na categoria Desconhecida, quando a frequência não pode ser estimada de forma fiável.

As principais categorias de reações adversas que são frequentemente monitorizadas em vários agentes terapêuticos, e que são por isso assinaladas como potenciais áreas de preocupação, incluem as doenças cutâneas e do tecido subcutâneo, doenças gastrointestinais (ex.: diarreia, vómitos) e afeções hepatobiliares (fígado). As Reações Adversas Graves (SARs) — definidas como eventos que resultam em morte, colocam a vida em risco ou requerem hospitalização — estão sujeitas a notificação imediata e rigorosa às entidades reguladoras. Os eventos graves documentados em relatórios de farmacovigilância podem incluir, entre outros, reações de hipersensibilidade sistémica grave e lesões hepáticas induzidas pelo fármaco.

Restrições de Segurança e Limitações

As informações oficiais descrevem as restrições obrigatórias, incluindo as contraindicações estabelecidas (situações em que o medicamento não deve ser utilizado). A monitorização é frequentemente necessária em grupos populacionais específicos para avaliar potenciais diferenças de risco. Além disso, os requisitos oficiais de segurança exigem a notificação de eventos adversos resultantes da utilização fora da indicação autorizada, incluindo sobredosagem, utilização indevida e erros de medicação, garantindo que seja mantido um registo de segurança abrangente.

Esta informação de segurança estruturada fornece uma base factual para compreender o panorama de riscos associado ao Nativa, enfatizando que o sistema de monitorização se foca na identificação, classificação e avaliação contínua de eventos adversos, tanto esperados como inesperados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Risco Central de Sobredosagem Informação Oficial
Manifestação Principal A sobredosagem está predominantemente associada à intoxicação hídrica, que conduz a uma hiponatremia grave (níveis de sódio no sangue anormalmente baixos). Esta condição resulta da retenção excessiva de água devido ao potente efeito antidiurético do fármaco, conforme declarado nas informações oficiais do medicamento.
Sintomas Documentados Os sinais iniciais de hiponatremia documentados incluem cefaleia (dor de cabeça), náuseas, vómitos, aumento de peso, fadiga, agitação e desorientação. Estes sinais percursores indicam a necessidade de uma ação imediata.
Consequências Graves e Ações Necessárias Informação Oficial
Complicações Graves A hiponatremia grave pode progredir rapidamente para eventos neurológicos fatais, incluindo convulsões, coma e paragem respiratória. Se não forem tratados imediatamente, estes resultados específicos podem ser fatais.
Quando Procurar Ajuda Deve procurar-se assistência médica de emergência imediatamente se houver suspeita ou confirmação de quaisquer sinais de intoxicação hídrica ou hiponatremia. São necessárias supervisão médica cuidadosa e monitorização do sódio sérico.
Etapas de Gestão A gestão envolve a descontinuação ou interrupção do medicamento e o início de tratamento sintomático e de suporte. A restrição da ingestão de líquidos é uma medida necessária. A documentação oficial confirma que não se conhece um antídoto específico para esta condição.

Usos terapêuticos de Nativa

O que o Nativa trata: Principais Utilizações e Benefícios

De acordo com as informações de prescrição do acetato de desmopressina, este medicamento é relevante em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para a gestão de condições relacionadas com o equilíbrio hídrico. É frequentemente utilizado para ajudar a gerir duas condições fundamentais: a Diabetes Insípida Central e a enurese noturna primária.


Gestão da Diabetes Insípida Central (DIC)

O Nativa é frequentemente utilizado para auxiliar nos sintomas crónicos e generalizados relacionados com o desequilíbrio sistémico que caraterizam a DIC, tais como a sede patológica excessiva (polidipsia) e os sintomas de elevada excreção de urina diluída (poliúria). Esta aplicação fornece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global destes distúrbios persistentes da regulação de fluidos. É habitualmente utilizado em condições que apresentam manifestações crónicas.

“Esta aplicação auxilia na manutenção da estabilidade funcional de doentes que lidam com sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico.”

Facto Rápido: Alívio da Poliúria
Foco Primário: Aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.
Sintoma Aliviado: Sede excessiva (polidipsia) e micção frequente de elevado volume.
Benefício Terapêutico: Contribui para aliviar a carga total de sintomas.

Alívio da Micção Noturna Disruptiva

Este medicamento é aplicado na abordagem aos sintomas que interferem com o funcionamento diário devido à produção excessiva de urina durante as horas de sono. Ajuda a tratar grupos de sintomas de despertares noturnos frequentes (nictúria) e é comummente utilizado para ajudar a gerir a enurese noturna primária. A gestão do volume de urina durante a noite contribui para um melhor conforto, ao permitir períodos de sono mais longos e ao auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

A documentação oficial define a elegibilidade para o Nativa (Desmopressina) baseando-se principalmente na idade do doente e no seu estado fisiológico, com particular atenção ao risco de desequilíbrio hídrico e de sódio.

Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar):

O medicamento é estritamente contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com:

  • Hiponatremia ou antecedentes de baixos níveis de sódio sérico.
  • Insuficiência renal moderada a grave, definida por uma depuração da creatinina (CLcr) inferior a 50 mL/min.
  • Diagnóstico confirmado ou suspeita de Síndrome de Secreção Inadequada de Hormona Antidiurética (SIADH).
  • Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer componente do comprimido.

Restrições de Idade e de Utilização Condicional:

A elegibilidade é restrita pela idade: o medicamento está aprovado para a Diabetes Insípida Central em doentes a partir dos 4 anos de idade, e para a Enurese Noturna Primária em doentes a partir dos 6 anos de idade.

Doentes geriátricos (com 65 ou mais anos) requerem uma monitorização específica da função renal e restrição da ingestão de líquidos. É também necessária precaução em doentes com condições como insuficiência cardíaca, fibrose quística ou doenças agudas que causem desequilíbrio de fluidos ou eletrolítico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Nativa com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Nativa é definido principalmente por efeitos farmacodinâmicos que influenciam o equilíbrio hídrico e eletrolítico, em vez de interações puramente metabólicas.

Restrições Formais de Interação

Classificação Agentes de Interação
Contraindicado A coadministração com Diuréticos de Alça e Glicocorticoides Sistémicos ou Inalados é estritamente proibida devido a um risco grave e documentado de hiponatremia.
Risco Clinicamente Significativo O uso concomitante com ISRS, ATC, AINEs, Clorpromazina, Analgésicos Opiáceos, Lamotrigina e Carbamazepina pode causar um efeito aditivo, aumentando o risco de intoxicação hídrica. Estas combinações exigem uma monitorização mais frequente das concentrações de sódio sérico.

Notas sobre a Administração e Populações

As diretrizes oficiais impõem uma restrição obrigatória da ingestão de líquidos, exigindo que os doentes limitem o consumo de fluidos durante um período específico em torno da administração (por exemplo, desde 1 hora antes da dose até à manhã seguinte, ou pelo menos 8 horas após a toma). As orientações regulamentares especificam também que se deve evitar o consumo de bebidas que contenham cafeína ou álcool antes de deitar.

Separadamente, a coadministração com outros agentes pressores pode resultar numa elevação documentada da pressão arterial. Os riscos de interação são formalmente agravados em populações específicas, incluindo doentes com insuficiência renal (depuração da creatinina abaixo de 50 mL/min) ou condições subjacentes como insuficiência cardíaca congestiva.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Nativa: Mecanismo de Ação


Ativação Seletiva do Sistema de Recetores V2

A ação do Nativa inicia-se ao funcionar como um agonista seletivo que atua nos recetores de vasopressina do subtipo 2 (Recetores V2) localizados nas células dos ductos coletores renais. Esta ligação molecular específica inicia a cascata de sinalização interna cAMP/PKA, uma via envolvida na modulação da conservação de água a nível renal.


Transporte Intracelular de Canais de Água

A ativação deste sistema de recetores leva ao movimento rápido e à inserção de proteínas especializadas denominadas canais de água Aquaporina-2 (AQP2) na membrana celular. Este mecanismo reestrutura fisicamente a superfície da célula renal, tornando-a altamente permeável à água e permitindo o fluxo osmótico de fluido de regresso à circulação sanguínea.


Modulação da Permeabilidade Renal à Água e do Equilíbrio Hídrico

Ao aumentar significativamente a permeabilidade à água dos túbulos renais, o mecanismo provoca uma reabsorção reforçada de água a partir do fluido tubular. O efeito fisiológico resultante é uma redução mensurável no volume de urina produzida, o que estabelece a homeostase hídrica sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais de Administração

O Nativa é administrado por via oral, através de comprimidos convencionais, ou por via sublingual, utilizando a forma específica de liofilizado oral. O comprimido sublingual deve ser colocado debaixo da língua até se dissolver por completo, sendo concebido para ser tomado sem a ingestão de água. A dosagem é estritamente individualizada e determinada pelo princípio da titulação, o que significa que a dose é ajustada dentro de um intervalo definido com base na resposta individual ao medicamento.

Esquema Posológico e Frequência

A utilização do fármaco é estruturada de acordo com a indicação clínica. Para a Diabetes Insípida Central (DIC), a dose diária total é habitualmente dividida e administrada duas ou três vezes ao longo do dia, com doses orais iniciais que podem começar nos 0,05 mg. Para a Enurese Noturna Primária (ENP), o medicamento é tomado uma única vez por dia, ao deitar. A dose máxima diária para a ENP está oficialmente definida (por exemplo, 0,6 mg por via oral ou 240 microgramas por via sublingual), não devendo estes limites ser excedidos.

Condições e Restrições de Administração

Uma condição crítica para a administração na ENP é a restrição obrigatória da ingestão de líquidos. O consumo de fluidos deve ser significativamente limitado desde uma hora antes da toma até à manhã seguinte, frequentemente durante, pelo menos, oito horas após a administração. Além disso, a ingestão de alimentos pode reduzir o efeito antidiurético do composto, particularmente quando são utilizadas doses mais baixas. A duração global do tratamento da ENP é geralmente limitada, exigindo uma reavaliação após aproximadamente três meses de utilização contínua. Adicionalmente, o início do regime de tratamento para a ENP não é recomendado para doentes com idade igual ou superior a 65 anos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos


Estudos sobre Dor Lombar Crónica

A investigação científica tem analisado o papel do fármaco em estudos focados na dor lombar crónica. Foram realizados diversos ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e estudos não aleatorizados para avaliar a sua administração, quer como monoterapia, quer em combinação com outros tratamentos comuns.

No que respeita à avaliação em monoterapia, ensaios iniciais de Fase II compararam o tratamento com um placebo. Estes estudos exploraram se o tratamento estava associado a uma alteração nos scores de dor em doentes que não tinham respondido a agentes de primeira linha. Os resultados foram mistos quanto à existência de uma diferença consistente e estatisticamente significativa na redução da dor em comparação com o placebo.

Relativamente à terapia combinada, outros estudos avaliaram se a combinação com relaxantes musculares estava associada a uma diferença nos scores funcionais a longo prazo. Um estudo de larga escala analisou se esta combinação estava associada a uma alteração nos scores diários de dor.


Estudos Comparativos

A investigação explorou se este tratamento estava associado a uma alteração na dor e na mobilidade, quando comparado com a fisioterapia padrão. Embora alguns estudos de pequena dimensão tenham relatado uma associação a melhorias superiores na mobilidade no grupo de tratamento, uma metanálise abrangente de quatro ECA não estabeleceu uma diferença estatística clara entre o tratamento e a fisioterapia padrão.


Farmacodinâmica e Populações Especiais

A investigação preliminar incluiu a exploração da atividade bioquímica do fármaco. A eficácia relativa do mecanismo não é abordada neste contexto.

Os estudos incluíram investigações sobre a administração do fármaco em doentes com insuficiência renal moderada, tendo também revisto a sua utilização em casos de insuficiência grave. Não são fornecidas aqui orientações clínicas específicas.

No geral, a evidência reviu conclusões de ensaios clínicos sobre o tratamento. Os estudos analisaram a cronologia das alterações no alívio, com início a partir do terceiro dia de tratamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Nativa (FAQ)


P: Quanto tempo dura normalmente o efeito do Nativa após a toma?

A informação oficial do produto indica que o efeito antidiurético do medicamento começa, geralmente, no espaço de uma hora após a administração. Este efeito, que auxilia os rins a reter água, dura normalmente entre 10 a 12 horas por dose. A semivida terminal da desmopressina está estimada em aproximadamente 2,8 horas.


P: Existem medicamentos de venda livre ou suplementos comuns que interajam com o Nativa?

Os documentos regulamentares indicam que é necessária precaução ao utilizar o Nativa com outros fármacos que possam aumentar o risco de hiponatremia (níveis baixos de sódio). Este grupo inclui os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). As listas oficiais de interações medicamentosas não fornecem habitualmente informações sobre a maioria dos suplementos de ervas ou sobre analgésicos comuns que não sejam AINEs, como o paracetamol.


P: O Nativa pode ser utilizado por pessoas com antecedentes de problemas hepáticos?

No caso de doença hepática grave, os documentos regulamentares estabelecem que se trata de uma contraindicação, o que significa que o medicamento não deve ser utilizado nestas condições específicas. Para outros problemas hepáticos menos graves, a rotulagem oficial não disponibiliza orientações específicas de alteração da dosagem.


P: Porque é que os documentos oficiais mencionam evitar o álcool durante a utilização do Nativa?

A principal preocupação de segurança com este fármaco é a prevenção da intoxicação hídrica e da hiponatremia (baixo nível de sódio), que é gerida pela restrição obrigatória de líquidos. O consumo de álcool é descrito como podendo interferir com os mecanismos de equilíbrio de fluidos do corpo, aumentando assim o risco deste efeito secundário grave.


P: Porque é que algumas pessoas sentem mal-estar estomacal ao tomar Nativa?

Efeitos secundários gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreia, constam dos dados de farmacovigilância, sendo frequentemente classificados como frequentes (afetando menos de 1 em cada 10 utilizadores). Embora os resumos regulamentares os listem como reações adversas comuns, a razão fisiológica específica para a ocorrência deste mal-estar não é detalhada nos documentos públicos.


P: Porque é que o Nativa é por vezes prescrito para uma utilização que não a principal?

A substância ativa do Nativa é um análogo sintético da hormona natural vasopressina. Este perfil de atividade nos recetores significa que as propriedades do fármaco têm sido analisadas em investigações para condições além das suas indicações principais, como as relacionadas com a dor crónica, devido à sua ampla influência fisiológica.


P: O que diz o fabricante sobre o potencial de abuso ou uso indevido do Nativa?

A substância ativa, desmopressina, não está classificada como uma substância controlada e não é conhecida por atuar nos recetores cerebrais associados à euforia. No entanto, os requisitos regulamentares exigem que quaisquer eventos adversos relacionados com o uso indevido e sobredosagem sejam comunicados para manter um registo de segurança abrangente.


P: O Nativa pode causar aumento ou perda de peso?

Os rótulos oficiais não mencionam a perda de peso. No entanto, o aumento de peso está listado como um sintoma potencial associado à hiponatremia (baixo nível de sódio), que constitui uma preocupação de segurança grave para este medicamento. Este potencial está associado ao efeito do fármaco na retenção de líquidos.


P: Sentir mais cansaço do que o habitual é um efeito secundário normal do Nativa?

Sim, os documentos regulamentares listam a fadiga ou o cansaço extremo como sintomas que podem ser reportados pelos utilizadores. Este sintoma está especificamente associado ao aviso de segurança grave para a hiponatremia. O cansaço é oficialmente registado juntamente com outros sintomas potenciais, como agitação ou dor de cabeça, que podem estar relacionados com níveis baixos de sódio.


P: O Nativa afeta o humor ou causa alterações emocionais?

A informação oficial de segurança reporta efeitos secundários como irritabilidade, agitação e oscilações de humor. Estas alterações emocionais foram observadas principalmente como sintomas associados à hiponatremia. Alterações no afeto e agressividade também foram reportadas raramente.


P: O Nativa altera o funcionamento das pílulas contracetivas?

As listas oficiais de interações recomendam precaução sobretudo no uso do Nativa com agentes que afetam o equilíbrio hídrico e eletrolítico, como certos diuréticos ou analgésicos. Os contracetivos hormonais ou pílulas não são especificamente mencionados como agentes que interajam com este medicamento nos resumos regulamentares.


P: Estou grávida ou a amamentar — o que dizem as fontes oficiais sobre o uso do Nativa?

O medicamento está inserido na Categoria B de gravidez, o que significa que os estudos de reprodução animal não mostraram riscos, mas os dados em humanos são limitados. Os documentos regulamentares referem que o fármaco só deve ser usado na gravidez se o benefício potencial justificar o risco. Sabe-se que o medicamento é excretado no leite materno em concentrações baixas, recomendando-se precaução em mulheres que estejam a amamentar.


P: O que significa 'contraindicado' no contexto do uso do Nativa?

Na linguagem regulamentar, uma contraindicação é uma afirmação rigorosa que descreve uma condição ou situação específica em que o medicamento não deve, de forma alguma, ser utilizado. Define condições em que os organismos reguladores restringem o uso do fármaco devido a perfis de risco identificados, como insuficiência renal grave ou níveis baixos de sódio sérico.


P: É normal sentir agitação ou irritabilidade após iniciar o Nativa?

Sim, os documentos de segurança regulamentares listam a agitação e a irritabilidade como sintomas reportados. Estes sintomas estão primordialmente associados ao aviso de hiponatremia, um efeito secundário grave relacionado com os fluidos que requer monitorização e precauções específicas.


P: Existem documentos oficiais que discutam o efeito do Nativa na condução ou operação de máquinas?

Os documentos regulamentares indicam que o medicamento tem, geralmente, uma influência nula ou desprezável na capacidade de conduzir ou operar máquinas complexas. A rotulagem refere que as tonturas são um efeito secundário potencial que pode afetar estas atividades.


P: O Nativa é um medicamento de alto risco, de acordo com a sua classificação oficial de segurança?

Os documentos regulamentares indicam que o medicamento possui um Aviso de Advertência (Boxed Warning) na rotulagem oficial. Este é o nível de aviso mais elevado para o risco de hiponatremia grave e potencialmente fatal, o que indica uma preocupação de segurança crítica que exige monitorização e precauções específicas.


P: As dores de cabeça são um efeito secundário do Nativa frequentemente reportado?

Sim, as dores de cabeça estão listadas na informação oficial de segurança como uma reação adversa reportada com frequência. São também um sintoma associado ao potencial de níveis baixos de sódio, um risco que é abordado através das restrições de ingestão de líquidos.


P: Quanto tempo permanece o Nativa no organismo após a última dose?

Os dados oficiais de farmacocinética estimam que a semivida de eliminação terminal da desmopressina é de aproximadamente 2,8 horas em indivíduos saudáveis. Este tempo pode ser prolongado em doentes que apresentem uma função renal comprometida.


P: O Nativa afeta os padrões de sono ou causa insónia?

A insónia (dificuldade em dormir) está listada em alguns documentos regulamentares como um efeito secundário pouco frequente do fármaco. Efeitos secundários pouco frequentes têm, tipicamente, uma incidência inferior a 1 em cada 100 utilizadores.


P: Posso tomar Nativa se tiver diabetes?

O Nativa é indicado para o tratamento da Diabetes Insípida Central, que é um distúrbio hormonal distinto da Diabetes Mellitus (Tipo 1 ou Tipo 2). Os documentos regulamentares referem que o medicamento não está indicado para a poliúria causada por diabetes insípida nefrogénica (uma condição renal). Os documentos regulamentares não listam especificamente a Diabetes Mellitus como uma contraindicação.


P: Existem grupos de pessoas para os quais o Nativa é menos eficaz, de acordo com os estudos?

A informação regulamentar indica que a dosagem é altamente individualizada de acordo com a resposta do doente. A informação clínica refere que doentes com insuficiência renal podem registar uma menor duração do efeito e uma resposta geralmente diminuída ao longo do tempo, além de um risco superior de efeitos secundários.


P: Que informação oficial está disponível sobre o Nativa e a fertilidade?

Os rótulos regulamentares oficiais afirmam que não foram realizados estudos para avaliar os efeitos do medicamento na fertilidade humana ou animal. Esta informação está documentada nas secções de toxicologia não clínica da informação do produto.


P: O Nativa é uma substância controlada?

Não, a substância ativa desmopressina não está classificada como uma substância controlada ao abrigo de regulamentações internacionais de estupefacientes. Isto baseia-se nas suas propriedades farmacológicas e na ausência de efeito nos recetores cerebrais associados ao potencial de abuso.

Como Nativa deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Nativa

O Nativa (comprimidos de desmopressina) requer controlos ambientais específicos para o seu armazenamento adequado, de forma a manter a estabilidade do fármaco.


Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura não superior a 25°C e deve ser protegido da luz e da humidade. Para o efeito, o produto deve permanecer na embalagem original e o recipiente deve ser mantido bem fechado. Como medida de segurança, o Nativa deve ser sempre guardado fora da vista e do alcance das crianças. O produto não deve ser utilizado após o prazo de validade indicado; apresentações específicas podem ter um prazo de validade após a primeira abertura de um mês.


Instruções para Eliminação

O Nativa não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser eliminado no lixo doméstico nem deitado na sanita. O procedimento exige que o doente entregue todo o medicamento não utilizado a um farmacêutico para uma eliminação segura, de acordo com as normas locais, protegendo assim o meio ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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