Lexapro

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lexapro

O Lexapro é um medicamento sujeito a receita médica que pertence a uma classe de fármacos designados por inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). É habitualmente prescrito para o tratamento do transtorno depressivo maior e do transtorno de ansiedade generalizada em adultos. Em determinados casos, também pode ser indicado para adolescentes a partir dos 12 anos de idade no tratamento da depressão.

A substância ativa do Lexapro é o escitalopram. Este composto atua no sistema nervoso central para ajudar a restaurar o equilíbrio da serotonina, um neurotransmissor no cérebro que desempenha um papel fundamental na regulação do humor, do sono e dos níveis de ansiedade. Ao aumentar a disponibilidade de serotonina nas sinapses neuronais, o medicamento auxilia na melhoria dos sintomas emocionais e físicos associados à depressão e à ansiedade.

Como todos os medicamentos desta classe, o Lexapro deve ser utilizado sob estrita supervisão médica. O tratamento requer geralmente um período de várias semanas até que os efeitos terapêuticos completos sejam observados, sendo fundamental seguir as orientações profissionais relativamente à dosagem e à duração da terapia para garantir a eficácia e a segurança do processo de recuperação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lexapro?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança do escitalopram documentadas oficialmente, conforme definido na rotulagem regulamentar governamental.

Frequência e Categorias de Reações Adversas

Os documentos regulamentares classificam as reações adversas com base na incidência obtida em dados clínicos. Os efeitos Muito Frequentes (≥ 10%) incluem náuseas e cefaleias. As reações adversas Frequentes (≥ 1% a < 10%) incluem insónia, sonolência, fadiga, boca seca, aumento da sudação, diarreia, perturbações da ejaculação (em homens) e diminuição da libido. As reações adversas estão agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo as do Sistema Nervoso, Gastrointestinais e Perturbações Psiquiátricas.


Reações Adversas Graves (RAG)

O perfil de segurança oficial destaca riscos que exigem uma precaução particular. Estas Reações Adversas Graves incluem o potencial para a Síndrome Serotoninérgica, um risco aumentado de pensamentos e comportamentos suicidas (especialmente em adolescentes e jovens adultos até aos 24 anos) e potenciais efeitos no ritmo cardíaco, tais como o prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes. Outros riscos graves documentados envolvem hemorragias anómalas e hiponatrémia (níveis baixos de sódio no sangue).


Restrições de Segurança e Notas Populacionais

O Lexapro está contraindicado para utilização concomitante com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) devido ao risco de Síndrome Serotoninérgica. É necessária precaução em doentes com doença cardíaca preexistente ou historial de convulsões. Os documentos regulamentares contêm avisos específicos para idosos (risco acrescido de hiponatrémia) e para grávidas (risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido quando utilizado no final da gravidez). A monitorização quanto ao agravamento dos sintomas é explicitamente exigida durante o início do tratamento e em alterações de dose.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência médica

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do escitalopram com base nas manifestações clínicas documentadas e nas ações de emergência obrigatórias. Os quadros de sobredosagem envolvem habitualmente o Sistema Nervoso Central (SNC), caracterizando-se por sinais como convulsões, coma, sonolência e tonturas. A toxicidade cardiovascular também está documentada, incluindo manifestações como taquicardia (batimento cardíaco acelerado ou palpitações), hipotensão e alterações observáveis no ECG.

Consequências Documentadas e Gestão Clínica

Uma consequência potencialmente grave associada a uma toxicidade significativa é o desenvolvimento da Síndrome Serotoninérgica, que constitui uma reação com risco de vida. Relativamente à gestão da sobredosagem, não é conhecido nenhum antídoto específico, pelo que as diretrizes regulamentares determinam uma estratégia focada no tratamento sintomático e de suporte. Isto inclui a monitorização cardíaca contínua e a estabilização dos sinais vitais em ambiente hospitalar. As orientações regulamentares indicam que métodos como a administração de carvão ativado podem ser considerados.

Quando é Necessária Ajuda Médica Urgente

As orientações oficiais sobre o momento em que se deve procurar atenção médica urgente são explícitas: é necessário o contacto imediato com o 112 ou com os serviços de emergência se a pessoa afetada tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. O contacto com a linha de apoio do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) é também uma ação de emergência oficialmente estabelecida. Estes sinais graves indicam a necessidade urgente de uma avaliação e cuidados médicos profissionais.

Usos terapêuticos de Lexapro

Indicações e Benefícios Terapêuticos do Lexapro

A aplicação terapêutica deste medicamento está direcionada para condições clínicas específicas. O escitalopram é habitualmente utilizado no tratamento da Perturbação Depressiva Maior (PDM) em adultos e adolescentes, bem como da Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) em adultos. Adicionalmente, é aplicado para abordar sintomas associados à Perturbação de Pânico, à Perturbação de Ansiedade Social (Fobia Social) e à Perturbação Obsessivo-Compulsiva (TOC).

O Lexapro é frequentemente utilizado em condições que apresentam episódios agudos e naquelas caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas que geram um impacto funcional percetível. Ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, tais como a tristeza persistente, a perda de prazer (anedonia) e a preocupação generalizada e de difícil gestão.

“O alívio de suporte pode auxiliar quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, contribuindo para a manutenção da estabilidade funcional.”

Gestão do Humor, Ansiedade e Sintomas Compulsivos

Ao oferecer alívio sintomático, o Lexapro ajuda a atenuar a carga global dos sintomas, contribuindo para um maior conforto durante estes períodos. É relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional e ajudando os pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. Este apoio é pertinente em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, sendo aplicado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas de Ansiedade e Depressão O Lexapro é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados tanto com a doença depressiva maior como com várias formas de perturbações de ansiedade, apoiando o equilíbrio emocional e reduzindo o impacto da preocupação recorrente ou crónica.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Lexapro (Escitalopram)

Os documentos regulamentares oficiais definem regras rigorosas de elegibilidade populacional para a utilização do escitalopram. A elegibilidade é determinada pela idade, pela utilização concomitante de medicamentos e por condições de saúde preexistentes específicas.


Contraindicações Absolutas

O Lexapro é estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com as seguintes condições, de acordo com as informações oficiais:

  • Hipersensibilidade conhecida ao escitalopram, ao citalopram ou a qualquer um dos componentes da formulação.
  • Utilização concomitante de Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO), incluindo linezolida e cloreto de metiltionínio (azul de metileno) por via intravenosa.
  • Utilização concomitante de pimozida ou de outros medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT.
  • Historial de síndrome de QT longo congénito ou prolongamento do intervalo QT adquirido.
  • Epilepsia não controlada.

Restrições Etárias e Fisiológicas

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade
Adultos (≥ 18 anos) Geralmente Aprovado para PDM e PAG.
Adolescentes (12–17 anos) Aprovado apenas para PDM.
Crianças (Menos de 12 anos) Não Estabelecido / Não Recomendado para qualquer indicação.
Idosos (≥ 65 anos) Uso Condicional (geralmente recomenda-se uma dose máxima inferior).
Gravidez/Amamentação Não Recomendado (especialmente no terceiro trimestre/amamentação).
Insuficiência Hepática Uso Condicional (requer ajuste de dose em casos de insuficiência ligeira a moderada).

A elegibilidade é também restrita em casos de insuficiência renal grave e exige precaução em doentes com historial de mania/hipomania ou distúrbios hemorrágicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil Oficial de Interações

Os documentos regulamentares oficiais classificam diversas categorias críticas de interação para o escitalopram, detalhando tanto alterações farmacocinéticas como riscos farmacodinâmicos.

Tipo de Interação Produtos Interagentes e Estado da Documentação
Combinações Contraindicadas IMAOs (incluindo linezolida e cloreto de metiltionínio/azul de metileno por via intravenosa), pimozida e medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT. A coadministração é formalmente proibida.
Riscos Farmacodinâmicos Risco aumentado de Síndrome Serotoninérgica quando combinado com outros agentes serotonérgicos (por exemplo: triptanos, tramadol, lítio, erva de São João). Maior risco de hemorragias anómalas na coadministração com fármacos que interferem com a hemostase (por exemplo: AINEs, varfarina).
Efeitos Farmacocinéticos O escitalopram é um inibidor da enzima CYP2D6, levando a um aumento documentado na exposição plasmática (AUC) de substratos desta enzima, como o metoprolol. A coadministração com inibidores do CYP, como a cimetidina, está documentada como elevando as concentrações plasmáticas de escitalopram.

Restrições e Requisitos de Temporização

Ao transitar de ou para um IMAO indicado para perturbações psiquiátricas, deve decorrer um período de intervalo obrigatório de 14 dias entre a interrupção de um fármaco e o início do outro. Recomenda-se precaução em doentes com condições subjacentes que resultem em respostas hemodinâmicas ou metabolismo alterados. O consumo concomitante de álcool não é geralmente aconselhado, devido ao potencial de agravamento do compromisso cognitivo e motor.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Lexapro

O Lexapro (escitalopram) atua como um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS), o que constitui o seu principal mecanismo farmacodinâmico. Esta ação é exercida através da inibição alostérica não competitiva e competitiva da proteína transportadora da serotonina (SERT).

A inibição da SERT impede a reabsorção do neurotransmissor serotonina da fenda sináptica de volta para o neurónio pré-sináptico. Consequentemente, verifica-se um aumento da concentração extracelular local de serotonina. Esta concentração mais elevada altera a cinética de ligação da serotonina aos seus recetores pós-sinápticos, modificando assim o fluxo global do sinal serotonérgico através da sinapse.

Esta alteração sustentada na disponibilidade do neurotransmissor desencadeia cascatas mecanísticas subsequentes no sistema nervoso central. Estas cascatas envolvem a regulação negativa (downregulation) de recetores e alterações nas vias de sinalização intracelular, que subsequentemente modificam os perfis de atividade e os padrões de disparo a longo prazo em circuitos neurais específicos.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização de Lexapro (escitalopram) baseia-se em instruções oficiais que padronizam o método, a frequência e os intervalos de dosagem prescritos. O medicamento destina-se a administração oral, estando disponível em comprimidos (nas apresentações de 5 mg, 10 mg e 20 mg) e em solução oral (1 mg/mL). É administrado uma vez por dia, podendo a dose diária ser tomada de manhã ou à noite, com ou sem alimentos.

A dose inicial padrão para a maioria das indicações em adultos é de 10 mg, uma vez por dia. A dose pode ser aumentada até um máximo de 20 mg diários, após um intervalo mínimo de uma semana com a dose inicial. Populações específicas requerem limites de dose inferiores; por exemplo, a dose recomendada para idosos (a partir dos 65 anos) e doentes com insuficiência hepática é, geralmente, limitada a 10 mg uma vez por dia. No caso dos comprimidos de 10 mg e 20 mg, o comprimido é sulcado e pode ser dividido para uma administração precisa. Se for utilizada a solução oral, deve ser utilizado um dispositivo de medição calibrado para garantir a toma do volume exato.

A duração da utilização estende-se para além do período agudo e pode exigir vários meses ou períodos mais longos de terapia sustentada. O tratamento de manutenção requer uma reavaliação periódica da necessidade de continuidade. No caso de esquecimento de uma dose, a dose seguinte deve ser tomada no horário regularmente agendado, não devendo ser tomada uma dose dupla para compensar. Após a conclusão do tratamento, a dose deve ser reduzida gradualmente (desmame) ao longo de um período mínimo de uma a duas semanas, de forma a gerir as etapas do processo de cessação.

Evidência clínica recente

Lexapro: Evidência Clínica Recente

O panorama da investigação sobre o escitalopram, o princípio ativo do Lexapro, baseia-se principalmente em ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) e em revisões sistemáticas subsequentes que comparam o composto com um placebo ou, por vezes, com outros fármacos. O foco principal incide na evidência que descreve a forma como os sintomas são mensurados. Esta investigação descreve os padrões observados que são utilizados pelas entidades reguladoras.


Evidência na Perturbação Depressiva Maior (PDM) e na Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG)

A investigação explorou os resultados em indivíduos que apresentam condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas de humor e preocupação. A evidência central consiste em ECA de curto prazo, tipicamente com uma duração de 8 a 12 semanas, onde a investigação analisou adultos com PDM ou PAG em comparação com grupos que receberam um placebo. Para a PDM, estes estudos exploraram a evolução dos sintomas, monitorizando resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade.

Relativamente à PAG, os estudos exploraram a forma como os sintomas evoluíram ao longo de um período de observação de 8 semanas. Embora estas conclusões descrevam padrões observados em estudos agudos, os dados sobre resultados sistemáticos a longo prazo, para além da janela inicial de curto prazo, são ainda limitados e continuam a surgir.

Acompanhamento a Longo Prazo e Lacunas na Evidência

Os resultados a longo prazo foram estudados, particularmente para condições que apresentam ciclos de estabilidade e agudizações. Estes estudos de manutenção acompanham indivíduos que atingiram critérios de resposta para observar como os sintomas se alteram em intervalos de tempo prolongados. Para a PDM, a investigação a longo prazo foi avaliada em ensaios de manutenção que estenderam o período de acompanhamento até às 36 semanas.

Contudo, para muitas condições, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A certeza permanece baixa quando se projetam as conclusões de estudos de curto prazo para anos de utilização, sem dados dedicados de manutenção a longo prazo. A investigação foi também avaliada em adolescentes (12–17 anos) e em populações geriátricas, onde os resultados foram variáveis entre diferentes grupos de ensaios, reforçando que a qualidade da evidência varia entre os estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lexapro (FAQ)

P: O Lexapro é igual a outros medicamentos ISRS? Se não, qual é a diferença?

A: O Lexapro é classificado como um Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS). Os documentos oficiais descrevem a substância ativa, o escitalopram, como sendo quimicamente distinta por ser o enantiómero S único e purificado de um composto relacionado. Esta estrutura química específica é o que o diferencia de alguns outros medicamentos ISRS.

P: Quanto tempo demora normalmente a sentir os efeitos do Lexapro?

A: Estudos e informações oficiais indicam que os efeitos do Lexapro não são imediatos. Os ensaios clínicos monitorizam tipicamente as alterações nos sintomas durante um período de observação de 8 a 12 semanas. Os documentos regulamentares indicam que a monitorização de uma potencial resposta faz parte do processo clínico e envolve frequentemente várias semanas.

P: O Lexapro pode causar alterações no apetite ou no peso?

A: As informações de segurança regulamentares indicam que alterações no apetite e no peso são efeitos documentados possíveis. As listas oficiais de reações adversas incluem tanto a diminuição do apetite ou perda de apetite, como o aumento do apetite e o ganho de peso.

P: É comum as pessoas sentirem-se mais ansiosas ao iniciar o Lexapro?

A: As informações regulamentares referem que alguns doentes podem sentir inquietação ou ansiedade como eventos adversos relatados. Isto é especialmente verdade no início do tratamento. Os documentos oficiais estabelecem que a monitorização destas alterações é necessária durante o período inicial do tratamento ou após ajustes na dose.

P: O Lexapro pode afetar os padrões de sono, como causar insónia ou sonolência excessiva?

A: Sim, os documentos oficiais de reações adversas listam efeitos que podem alterar o sono. Tanto a insónia (dificuldade em dormir) como a sonolência (sonolência ou dormência invulgar) são citadas como efeitos comuns documentados do medicamento.

P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente relatados de acordo com a informação oficial de prescrição?

A: De acordo com a informação oficial de prescrição, os efeitos mais frequentemente relatados (ocorrendo em 10% ou mais dos doentes nos dados clínicos) são náuseas e cefaleias (dores de cabeça). Estes estão listados como reações adversas Muito Comuns.

P: É verdade que o Lexapro pode afetar a função sexual?

A: As informações de segurança regulamentares oficiais confirmam que as perturbações sexuais são efeitos documentados. Estas incluem comummente a diminuição do desejo sexual (libido), perturbação da ejaculação (em homens) e dificuldades em atingir o orgasmo (em mulheres).

P: O Lexapro pode causar alterações na pressão arterial ou no ritmo cardíaco?

A: A rotulagem oficial alerta que a substância ativa no Lexapro pode causar alterações no ritmo cardíaco, especificamente através do prolongamento do intervalo QT. A rotulagem recomenda precaução relativamente à utilização em doentes com condições cardíacas preexistentes. Outros efeitos graves mencionados incluem batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.

P: Qual é o período de tempo típico para os efeitos secundários começarem ou pararem após o início do Lexapro?

A: Os documentos oficiais para o doente afirmam que muitos efeitos secundários são ligeiros e podem desaparecer após alguns dias de início do tratamento. Se os efeitos forem persistentes ou se tornarem problemáticos, as informações regulamentares incentivam a procura de orientação clínica.

P: Existem avisos oficiais sobre tomar Lexapro se eu tiver glaucoma?

A: As informações regulamentares incluem um aviso explícito para doentes com glaucoma de ângulo fechado. Isto deve-se ao facto de o fármaco poder causar a dilatação da pupila, o que poderá potencialmente desencadear uma crise aguda.

P: Porque é importante informar quem prescreve sobre todos os outros medicamentos ao iniciar o Lexapro?

A: A divulgação total de todos os medicamentos é importante porque o Lexapro pode interagir com muitas substâncias. Os documentos regulamentares detalham que a coadministração com outros medicamentos pode levar a combinações contraindicadas, aumento do risco de condições graves como a Síndrome Serotoninérgica ou alteração da exposição ao fármaco devido a efeitos enzimáticos.

P: O que significa o termo 'inibidor seletivo da recaptação da serotonina' (ISRS) em termos simples?

A: Um ISRS, ou Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina, é uma classe de fármacos cujo mecanismo central é bloquear temporariamente a recaptação neuronal do neurotransmissor serotonina. Esta ação aumenta a presença de serotonina no cérebro, ajudando a regular a atividade química associada ao humor e à ansiedade.

P: É possível o Lexapro afetar os meus níveis de energia?

A: As listas regulamentares de reações adversas incluem efeitos relacionados com os níveis de energia. Estes incluem sonolência e fadiga, que são efeitos secundários documentados que podem ser sentidos pelos doentes.

P: Porque é que as pessoas são frequentemente instruídas a vigiar alterações comportamentais ao iniciar esta medicação?

A: Os documentos regulamentares exigem uma monitorização rigorosa de certas alterações no comportamento, particularmente durante os meses iniciais de tratamento ou após ajustes na dose. Esta monitorização é necessária devido ao potencial de aumento de pensamentos e comportamentos suicidas e comportamentos associados, como agitação ou irritabilidade.

P: Como é que os médicos monitorizam a eficácia do Lexapro?

A: A rotulagem oficial afirma que a eficácia é avaliada clinicamente através da monitorização de alterações nos sintomas, particularmente durante a fase inicial do tratamento. Os ensaios clínicos utilizam escalas de avaliação específicas para acompanhar a melhoria. A monitorização do agravamento dos sintomas é também uma parte fundamental obrigatória do processo.

P: É necessário fazer análises ao sangue regulares enquanto tomo Lexapro?

A: Os documentos oficiais citam o risco de Hiponatrémia (baixos níveis de sódio) como uma reação adversa grave, especialmente em adultos mais velhos. Esta condição é monitorizada clinicamente, e a análise dos níveis de sódio no sangue pode ser utilizada.

P: A eficácia do Lexapro depende da condição específica que está a ser tratada?

A: Os documentos regulamentares citam resultados de eficácia e indicações aprovadas separadas para a Perturbação Depressiva Maior (PDM) e para a Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG). Isto sugere que o seu efeito esperado está ligado e é avaliado com base na condição específica para a qual é prescrito.

P: Existem declarações oficiais sobre a potencial interação do Lexapro com suplementos de ervas como a Erva de São João?

A: Os documentos regulamentares oficiais afirmam explicitamente que a combinação do Lexapro com outros agentes serotonérgicos, incluindo a Erva de São João, pode aumentar o risco de Síndrome Serotoninérgica.

P: Qual é a evidência relativa ao Lexapro e à função cognitiva?

A: A rotulagem oficial refere que o medicamento tem sido associado a efeitos no Sistema Nervoso Central. Isto inclui a interferência documentada tanto no desempenho cognitivo como motor.

P: O Lexapro pode afetar a minha coordenação ou equilíbrio?

A: A rotulagem oficial lista efeitos adversos como tonturas e sonolência. Riscos graves como a perda de coordenação (como sintoma da Síndrome Serotoninérgica ou de níveis baixos de sódio) são também efeitos documentados que podem afetar o equilíbrio e a coordenação.

P: Que informação está disponível sobre a utilização a longo prazo do Lexapro?

A: Os documentos regulamentares discutem estudos de manutenção que acompanharam adultos com Perturbação Depressiva Maior por períodos até 36 semanas para avaliar a resposta a longo prazo. Embora estes dados existam, os documentos oficiais também referem lacunas na evidência para períodos que se estendem muito além das fases iniciais de tratamento e manutenção.

P: O Lexapro pode ser utilizado para tratar outras coisas além da depressão maior e da perturbação de ansiedade generalizada?

A: Os documentos regulamentares listam as utilizações oficialmente aprovadas do fármaco como Perturbação Depressiva Maior (PDM) em adultos e adolescentes, e Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) em adultos. O âmbito da aprovação oficial limita-se a estas indicações.

P: Qual é a população geral de doentes que o Lexapro se destina a tratar?

A: As indicações oficiais aprovadas estabelecem que o fármaco está aprovado para o tratamento da Perturbação Depressiva Maior e da Perturbação de Ansiedade Generalizada. A elegibilidade para utilização é determinada pela idade, medicamentos concomitantes e condições de saúde preexistentes.

P: O Lexapro é geralmente considerado uma opção de tratamento a curto ou a longo prazo?

A: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Lexapro é pretendido como um tratamento que se estende além do período agudo. Afirmam que o tratamento de manutenção e a utilização continuada por vários meses ou mais é frequentemente necessária.

P: Existem avisos sobre conduzir ou utilizar máquinas enquanto se toma Lexapro?

A: A rotulagem oficial afirma que o fármaco pode causar tonturas, fadiga ou perturbações visuais, e aconselha a não conduzir ou utilizar máquinas até que o doente saiba como o medicamento o afeta.

P: O Lexapro foi estudado para utilização no tratamento de condições como a perturbação obsessivo-compulsiva (POC)?

A: Embora o rótulo da FDA dos EUA liste PDM e PAG, algumas informações regulamentares internacionais mencionam a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) como uma indicação para a qual o fármaco tem sido utilizado.

P: Existe uma dose 'teto' conhecida para a eficácia do Lexapro?

A: Os documentos regulamentares estabelecem que a dose diária máxima recomendada é de 20 mg. Os ensaios clínicos para a Perturbação Depressiva Maior observaram especificamente que uma dose de 20 mg não demonstrou um benefício superior comparado com a dose de 10 mg, o que se relaciona com um limite de eficácia.

P: Porque é que é descrita uma redução lenta da dose ao interromper o Lexapro?

A: Os documentos regulamentares recomendam que a dose seja gradualmente reduzida (desmame) ao interromper a medicação. Isto é feito para gerir e reduzir o potencial de sintomas de descontinuação, tais como tonturas, agitação, ansiedade ou sonhos anormais.

P: Qual é a diferença entre o Lexapro de marca e a sua forma genérica?

A: Lexapro é o nome comercial do medicamento e escitalopram é o ingrediente genérico (ativo). Tanto o produto de marca como o seu equivalente genérico contêm a mesma substância ativa e estão sujeitos aos mesmos padrões regulamentares.

P: A forma de solução líquida do Lexapro é utilizada para grupos de doentes específicos?

A: O rótulo oficial indica que a solução oral (1 mg/mL) está disponível. Esta forma é frequentemente utilizada para fornecer uma opção de dosagem flexível para doentes que possam ter dificuldade em engolir comprimidos.

Como Lexapro deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Lexapro (Oxalato de Escitalopram)

O armazenamento e a eliminação do Lexapro devem seguir rigorosamente os requisitos documentados na rotulagem regulamentar oficial.


Condições de Armazenamento

O Lexapro deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente a 25 °C (77 °F), sendo permitidas variações limitadas entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F a 86 °F). O produto deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechado e protegido do calor excessivo, humidade e luz para manter a sua estabilidade. É um requisito de segurança obrigatório que todos os medicamentos sejam mantidos fora do alcance e da vista das crianças e dos animais de estimação.


Instruções para Eliminação

O Lexapro não está designado pelas autoridades regulamentares como um medicamento que deva ser eliminado na sanita ou nos esgotos. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados prioritariamente através de um programa autorizado de recolha de resíduos de medicamentos. Se não estiver disponível uma opção de recolha oficial, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou areia para gatos) num saco selado antes de ser colocado nos resíduos domésticos comuns. A eliminação deve respeitar os requisitos ambientais locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lexapro encontrado em:

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