Funzol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Funzol

Informações Principais

Propriedade Descrição
Princípio ativo Fluconazol
Forma de apresentação Oral (comprimido, cápsula, suspensão) e Intravenosa (solução IV)
Classe farmacológica Antifúngico triazólico
Objetivo geral Combate infeções fúngicas sistémicas e locais
Origem Sintética

Que tipo de medicamento é o Funzol?

O Funzol é um medicamento antifúngico sintético que contém o princípio ativo Fluconazol, pertencente à classe dos agentes antifúngicos triazólicos. Este fármaco é fabricado por via química e destina-se ao tratamento de infeções causadas por diversos organismos fúngicos e leveduras.

O Fluconazol é amplamente considerado um agente de referência na sua classe, sendo frequentemente citado como um pilar no tratamento de inúmeras patologias fúngicas devido à sua eficácia estabelecida e ao seu perfil de absorção previsível. A sua natureza sistémica — o que significa que se distribui através da corrente sanguínea — distingue-o dos cremes tópicos e é essencial para tratar doenças fúngicas internas ou generalizadas.


Como é apresentado e qual a sua composição?

O Funzol é disponibilizado em múltiplas formas, tanto para administração oral como intravenosa (IV), permitindo uma elevada flexibilidade nos diferentes contextos de tratamento. O componente central em todas as formulações é o Fluconazol, quer este seja apresentado em comprimidos, cápsulas ou numa solução estéril para injeção.

Estudos de farmacocinética demonstram que o fármaco atinge uma excelente absorção quando administrado por via oral, com uma biodisponibilidade medida acima de 90%. Esta elevada biodisponibilidade oral é uma característica diferenciadora fundamental, permitindo aos profissionais de saúde realizar facilmente a transição dos doentes de um tratamento hospitalar imediato por via intravenosa para uma terapia oral conveniente no domicílio.

Quais efeitos secundários são possíveis com Funzol?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Funzol (Fluconazol) está documentado segundo diversas classificações na rotulagem regulamentar oficial, incluindo a categorização por frequência e pelo sistema de órgãos afetado.

As reações adversas são classificadas primordialmente de acordo com a sua taxa de incidência. A reação considerada Muito Frequente (ocorre em pelo menos 1 em cada 10 utilizadores) é a dor de cabeça. As reações Frequentes (ocorrem em 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 utilizadores) incluem náuseas, dor abdominal, diarreia, vómitos, erupções cutâneas e a elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST, Fosfatase Alcalina), indicando efeitos nos sistemas Gastrointestinal e Hepatobiliar. Reações menos comuns podem afetar o sistema nervoso, conduzindo a tonturas ou convulsões.


Reações Adversas Graves e Restrições Principais

Os documentos oficiais destacam o potencial para reações graves, incluindo a Toxicidade Hepática Grave (por exemplo, insuficiência hepática), que pode ocorrer independentemente da dose ou da duração da terapia. Reações Adversas Cutâneas Graves (SCAR), tais como a síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica, bem como respostas alérgicas graves como a anafilaxia, estão documentadas como riscos raros, mas significativos. A rotulagem regulamentar refere ainda o potencial para o prolongamento do intervalo QT e Torsades de pointes, que constituem perturbações graves do ritmo cardíaco.

As restrições de segurança incluem contraindicações absolutas para indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Fluconazol ou a outros agentes azólicos, e restrições à utilização concomitante com certos medicamentos (por exemplo, a Cisaprida) devido ao elevado risco de interações cardíacas graves. A rotulagem contém também notas de segurança para populações específicas, nomeadamente a necessidade de ajuste posológico em doentes com Insuficiência Renal e a associação do uso prolongado de doses elevadas durante a gravidez a determinados riscos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação regulamentar oficial do Funzol (Fluconazol) descreve manifestações clínicas específicas e as ações de emergência obrigatórias em caso de uma sobredosagem.

As apresentações documentadas envolvem principalmente o Sistema Nervoso Central, o que inclui alucinações, comportamento paranoico, medo, desconfiança ou outras alterações mentais significativas.

Uma sobredosagem acarreta também o aviso regulamentar de potenciais efeitos cardiovasculares graves. Estes riscos documentados incluem o prolongamento do intervalo QT e a perturbação grave do ritmo cardíaco, potencialmente fatal, conhecida como Torsades de pointes.

As autoridades regulamentares determinam que, perante qualquer suspeita de sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata. É necessária ajuda médica urgente se o doente tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou não conseguir despertar, o que exige o contacto imediato com os serviços de emergência.

Declarações Oficiais de Gestão Clínica
Antídoto: Não se conhece um antídoto específico.
Tratamento: A gestão consiste em tratamento sintomático e medidas de suporte.
Eliminação: Os procedimentos podem incluir lavagem gástrica (se necessário) ou hemodiálise, que está documentada como sendo capaz de reduzir a concentração plasmática do fármaco em aproximadamente 50%.

Usos terapêuticos de Funzol

O Funzol (Fluconazol) é habitualmente utilizado no acompanhamento de um largo espetro de afeções fúngicas e leveduriformes, desempenhando um papel importante na gestão de sintomas tanto em infeções localizadas como disseminadas. De acordo com fontes de referência em informação sobre medicamentos, este fármaco é frequentemente utilizado em diversas condições que se apresentam com episódios agudos de patologias fúngicas graves.

Âmbito Terapêutico e Benefícios

Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos em zonas mucosas, incluindo a boca, a garganta e a vagina, sendo igualmente aplicado em condições sistémicas como as infeções fúngicas da corrente sanguínea (Candidemia) e a Meningite Criptocócica. O seu uso auxilia na manutenção da estabilidade funcional em doenças graves e contribui para um maior conforto durante episódios de irritação localizada.

“Desempenha um papel na gestão da prevenção (profilaxia) contra doenças fúngicas em doentes altamente vulneráveis.”

O Funzol é pertinente para gerir sintomas em situações que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas, sendo habitualmente utilizado para auxiliar na gestão da reincidência de infeções sérias. Desta forma, apoia o doente na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os riscos fúngicos são mais percetíveis.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Fúngicos
Uso Sistémico: Aplicado quando os sintomas estão relacionados com desequilíbrios sistémicos e stresse funcional de órgãos específicos.
Uso Local: Relevante para atenuar sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos em áreas mucosas.

Este tratamento oferece um suporte que ajuda a mitigar a carga geral de sintomas, quer se trate de candidíase oral aguda, candidíase vaginal, ou no apoio à estabilidade de doentes com patologias graves e profundas.

Critérios de utilização e restrições

Critérios de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Funzol

Esta secção descreve as restrições e contraindicações oficiais para o Funzol (fluconazol), conforme delineado nos documentos regulamentares governamentais.

Populações para as quais o uso é proibido

A utilização de Funzol está contraindicada (proibida) em doentes com hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica ao fluconazol, a substâncias azólicas relacionadas ou a qualquer um dos excipientes presentes na formulação.

A coadministração com vários medicamentos também é estritamente contraindicada, incluindo, entre outros, a cisaprida, astemizol, pimozida, quinidina e eritromicina. Esta proibição deve-se ao risco de anomalias graves e potencialmente fatais do ritmo cardíaco, particularmente o prolongamento do intervalo QT, quando o Funzol é utilizado em conjunto com estes fármacos específicos metabolizados através da enzima CYP3A4.

Precauções e Restrições Obrigatórias

Relativamente à Gravidez e Aleitamento, o uso não é geralmente recomendado durante a gestação, especialmente em terapias crónicas de doses elevadas, devido aos potenciais danos para o feto. Mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e durante aproximadamente uma semana após a última dose. A utilização durante a amamentação deve ser determinada com cautela por um profissional de saúde.

No que respeita à Insuficiência de Órgãos, doentes com insuficiência renal necessitam de um ajuste posológico cuidadoso em esquemas de doses múltiplas, com base no seu nível de depuração renal. Doentes com disfunção hepática requerem uma monitorização rigorosa, devendo o tratamento ser interrompido caso surjam sinais clínicos de doença do fígado.

Quanto às Condições Cardíacas, o uso exige precaução em doentes com patologias cardíacas pré-existentes, incluindo doença cardíaca estrutural ou insuficiência cardíaca avançada, e anomalias eletrolíticas, como níveis baixos de potássio ou magnésio, devido ao risco acrescido de alterações graves do ritmo cardíaco.

Sobre a Idade, embora a utilização esteja estabelecida para crianças e adultos, a dosagem é ajustada para recém-nascidos e lactentes. Os adultos mais velhos podem necessitar de ajustes na dose caso apresentem uma função renal reduzida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Funzol (Fluconazol) possui um perfil de interações documentado que se baseia principalmente na sua atividade como inibidor de enzimas hepáticas específicas. Oficialmente, o Funzol é classificado como um inibidor forte da CYP2C19 e um inibidor moderado das enzimas CYP2C9 e CYP3A4. Este mecanismo leva a uma redução da depuração e a um aumento das concentrações plasmáticas de diversos medicamentos administrados em simultâneo que sejam metabolizados por estas vias.

Combinações Contraindicadas

A coadministração com várias substâncias está contraindicada devido ao risco de cardiotoxicidade grave (por exemplo, prolongamento do intervalo QT) resultante do aumento da exposição. Estas combinações proibidas incluem o Astemizol, a Cisaprida, a Pimozida, a Quinidina e a Eritromicina. O uso com Terfenadina também está contraindicado quando a dose de Funzol é igual ou superior a 400 mg por dia.

Alterações na Exposição e Restrições

Substância Resultado Oficial da Interação
Abrocitinib A exposição sistémica (AUC) aumenta aproximadamente 4,8 vezes. A coadministração deve ser evitada.
Rifampicina Diminui a AUC do Funzol (Fluconazol) em 25%.
Hidroclorotiazida Aumenta as concentrações plasmáticas de Funzol em 40%.
Varfarina, Ciclosporina, Tacrolimus As concentrações plasmáticas são significativamente aumentadas; é necessária monitorização.

O Funzol pode ser tomado independentemente das refeições, uma vez que os alimentos não afetam significativamente a sua absorção.

Mecanismo de ação

Inibição Direcionada da Síntese Enzimática Fúngica

O Funzol (Fluconazol) inicia a sua ação ao atuar sobre uma enzima fúngica essencial, a 14-alfa-desmetilase do citocromo P450 (14alpha-DM). O fármaco funciona como um inibidor seletivo, ligando-se ao centro ativo da enzima e interrompendo de imediato a sua função catalítica. Este bloqueio molecular desencadeia a cascata mecanística principal que conduz às consequências celulares.


Comprometimento da Membrana Celular do Fungo

A inibição da enzima 14alpha-DM impede que o fungo complete a via de biossíntese do ergosterol. Isto causa uma carência grave de ergosterol, o lípido necessário para manter a estrutura da membrana celular, e leva simultaneamente à acumulação de esteróis intermédios tóxicos. A consequência fisiológica é uma membrana fúngica comprometida, com permeabilidade anómala e rigidez estrutural. Esta disfunção da membrana leva à interrupção do crescimento e da replicação das células fúngicas.


Mecanismos que Limitam a Eficácia do Fármaco

A eficácia deste mecanismo é condicionada pelas respostas biológicas dos fungos, principalmente através da resistência adquirida. Este processo envolve o desenvolvimento de mutações genéticas específicas no gene ERG11, que reduzem a afinidade de ligação do Funzol, ou através da superexpressão de bombas de efluxo celular (como a CDR1), que facilitam a expulsão rápida do medicamento. Estes fatores resultam em concentrações intracelulares do fármaco insuficientes para garantir a inibição.

Informações sobre dosagem e administração

O Funzol (Fluconazol) é administrado através de duas vias de administração oficialmente aprovadas: a via oral (cápsulas, comprimidos ou suspensão líquida) e a perfusão intravenosa (IV). A elevada capacidade de absorção por via oral permite a transição de um tratamento intravenoso em ambiente especializado para uma terapia oral conveniente, assim que o doente se encontre clinicamente estável. A dosagem diária é consistente, independentemente da via utilizada.

A utilização do fármaco segue as orientações posológicas regulamentares. Para regimes de vários dias, a administração é geralmente efetuada uma única vez por dia. O tratamento inicia-se frequentemente com uma dose de carga inicial no primeiro dia — que corresponde, por norma, ao dobro da dose de manutenção — com o objetivo de atingir rapidamente concentrações eficazes do medicamento no organismo. A duração total do tratamento é variável, podendo abranger desde uma dose oral única para condições locais agudas até vários meses de utilização contínua em infeções sistémicas profundas.

Existem considerações procedimentais específicas para assegurar a exposição adequada ao fármaco. No caso da solução intravenosa, esta deve ser administrada através de uma velocidade de perfusão controlada que não exceda os 10 mL por minuto. Relativamente à suspensão líquida oral, o produto deve ser bem agitado antes de cada utilização. São necessários ajustes na dosagem para populações específicas; em doentes adultos com insuficiência renal, a dose de manutenção deve ser reduzida em 50%, enquanto a dosagem pediátrica é calculada com base no peso corporal (mg/kg).

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Funzol (Fluconazol)

Esta visão geral resume a evidência científica oficial proveniente de ensaios clínicos e fontes autorizadas que descrevem a utilização do Funzol (Fluconazol) em diversas condições. O texto descreve os tipos de estudos realizados e os resultados monitorizados pelos investigadores, sem oferecer qualquer aconselhamento clínico ou interpretação de resultados individuais.


Evidência para Infeções Fúngicas Sistémicas na Corrente Sanguínea

A base de investigação para infeções fúngicas graves e disseminadas na corrente sanguínea, como a candidemia, baseia-se num número significativo de Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas que exploram a utilização deste medicamento em conjunto com outros tratamentos. Estes estudos foram avaliados em doentes hospitalizados e em estado crítico para explorar abordagens na gestão de desequilíbrios sistémicos ou funcionais graves.

Os investigadores monitorizaram resultados relacionados com a sobrevivência global e medições de erradicação micológica (ausência do fungo em hemoculturas). Os ensaios descreveram também padrões observados quando o medicamento foi investigado para utilização em conjunto com outras classes de tratamentos antifúngicos.

Estudos sobre Meningite Fúngica

A evidência para o tratamento da meningite fúngica (como a Meningite Criptocócica) baseia-se principalmente em ECA e estudos prospetivos. Esta investigação focou-se na utilização em doentes que enfrentam condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, particularmente adultos com infeção por VIH e imunossupressão grave.

Os principais resultados monitorizados relacionaram-se com a estabilidade funcional do sistema nervoso central, especificamente a taxa de esterilização do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) — a eliminação do fungo do fluido espinal — e os resultados de sobrevivência a longo prazo. Os estudos descrevem como o medicamento foi investigado para utilização durante um período prolongado como terapia de manutenção, visando examinar os resultados relacionados com a recorrência da infeção em doentes altamente imunossuprimidos.


O que permanece incerto na investigação

A qualidade da evidência varia entre os estudos, especialmente em ensaios mais antigos ou de menor dimensão, o que significa que as conclusões em subgrupos são incertas nalgumas áreas especializadas. Existe uma falta de evidência comparativa para certas indicações, o que dificulta a contextualização total de algumas descobertas. A investigação continua em curso para compreender plenamente as abordagens de gestão para estirpes fúngicas que demonstraram resistência em ambiente laboratorial.

É fundamental compreender que os resultados da investigação descrevem padrões de grupo e não resultados individuais. A evidência fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Funzol (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Funzol a começar a fazer efeito?

Estudos e informações oficiais indicam que o Funzol é rapidamente absorvido após a administração oral. Os dados farmacocinéticos revelam que as concentrações mais elevadas do fármaco no sangue são geralmente atingidas no prazo de uma a duas horas. Esta absorção rápida é o mecanismo que permite ao medicamento alcançar concentrações eficazes.


P: O que acontece se eu parar de tomar Funzol de repente?

Os documentos regulamentares estabelecem que a duração do tratamento com Funzol deve ser determinada pela resposta clínica à infeção em causa. A informação oficial do produto refere que interromper o medicamento precocemente pode estar associado ao reaparecimento da infeção.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Funzol?

A informação oficial documenta reações adversas comuns, como dores de cabeça, e efeitos menos frequentes no sistema nervoso, que incluem tonturas. Embora o cansaço em si possa não estar explicitamente listado como um efeito comum, estas ocorrências estão geralmente relacionadas com a forma como um medicamento pode afetar o sistema nervoso central.


P: O Funzol pode afetar os meus padrões de sono?

As listas de reações adversas descrevem eventos menos comuns que envolvem o sistema nervoso, tais como tonturas e convulsões. No entanto, a informação oficial do produto não costuma listar efeitos específicos nos padrões de sono, como a insónia, como reações comuns.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao Funzol?

O folheto oficial destaca o potencial para certas reações adversas graves, como a toxicidade hepática grave (fígado) e reações cutâneas graves (pele), que podem ocorrer independentemente da dose ou da duração do tratamento.


P: O Funzol pode ser tomado com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A informação oficial classifica o Funzol como um inibidor moderado de certas enzimas hepáticas, especificamente a CYP2C9. Isto pode resultar num aumento das concentrações de outros medicamentos processados por esta via, o que inclui alguns analgésicos comuns não sujeitos a receita médica. Este mecanismo indica que a coadministração pode exigir monitorização, conforme descrito nos documentos regulamentares.


P: O Funzol interage com a cafeína?

Os documentos regulamentares detalham que o Funzol inibe certas enzimas hepáticas. Embora a cafeína seja processada por uma via que pode ser afetada pelo fármaco, esta não é tipicamente listada como uma interação clinicamente significativa na informação oficial principal do produto.


P: O Funzol pode interagir com produtos à base de plantas, como a Erva de São João?

Os documentos oficiais advertem contra a coadministração com outros medicamentos que afetam as enzimas hepáticas. Sabe-se que alguns produtos à base de plantas alteram a concentração de medicamentos no corpo, e o rótulo oficial observa que isto pode resultar numa redução das concentrações de Funzol.


P: O Funzol é seguro para idosos?

O rótulo oficial aborda a utilização de Funzol em idosos. A informação regulamentar descreve que são necessários ajustes na dose se um doente idoso apresentar uma função renal reduzida, uma vez que a eliminação do fármaco pode ser mais lenta nesta população.


P: Qual é a melhor hora do dia para tomar Funzol?

A informação oficial do produto indica que o medicamento é geralmente tomado uma vez por dia. A hora específica do dia não é habitualmente especificada, uma vez que a sua absorção não é afetada pelo facto de ser tomado com ou sem alimentos.


P: O Funzol pode ser cortado ao meio ou esmagado?

A informação oficial descreve a utilização pretendida e a forma física do medicamento oral. Geralmente, não existem instruções na informação de prescrição para alterar fisicamente os comprimidos ou cápsulas, e a suspensão oral deve ser utilizada conforme fornecida pela farmácia.


P: O Funzol causa 'névoa mental' ou problemas de concentração?

Os documentos regulamentares listam reações adversas menos comuns que envolvem o sistema nervoso, tais como tonturas e convulsões. Estes são eventos neurológicos que podem estar associados a alterações na clareza mental ou na concentração.


P: Qual é a duração máxima de utilização estudada para o Funzol?

As secções relativas aos ensaios clínicos descrevem uma ampla gama de durações de tratamento. A utilização pode variar desde uma dose oral única para condições agudas e localizadas, até regimes prolongados de vários meses para infeções sistémicas graves.


P: O Funzol causa dependência?

O Funzol (Fluconazol) é classificado como um medicamento antifúngico pertencente à classe dos triazóis. Não é designado como uma substância controlada (estupefaciente) pelas principais entidades reguladoras.


P: O Funzol tem benefícios para além da sua utilização principal?

Alem do tratamento de infeções fúngicas ativas, o Funzol está oficialmente indicado para a profilaxia, ou prevenção, de certas infeções fúngicas em populações específicas de doentes de alto risco, de acordo com os documentos regulamentares.


P: As crianças ou adolescentes podem utilizar Funzol?

Os documentos oficiais confirmam que a dosagem para doentes pediátricos está estabelecida e baseia-se no peso corporal da criança (mg/kg). Esta abordagem permite uma utilização adequada em diferentes faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes.


P: O Funzol é adequado para pessoas com problemas renais?

O rótulo regulamentar indica que é necessária uma redução na dose de manutenção para doentes com comprometimento renal, devido à forma como o corpo elimina o fármaco.


P: O Funzol pode afetar a minha capacidade de engravidar?

Para mulheres com potencial para engravidar, os documentos regulamentares contêm a indicação de que deve ser utilizada uma contraceção eficaz durante o tratamento e durante aproximadamente uma semana após a última dose. Isto visa acautelar o potencial do medicamento afetar uma gravidez.


P: É necessário fazer análises ao sangue de rotina durante o tratamento com Funzol?

Devido ao potencial de toxicidade hepática grave mencionado no rótulo oficial, os documentos afirmam que a monitorização da função hepática é necessária, podendo considerar-se a interrupção do tratamento se surgirem sinais clínicos de doença hepática.


P: Quanto tempo permanece o Funzol no organismo após a última dose?

Os dados farmacocinéticos de fontes regulamentares descrevem a eliminação do fármaco com base na sua semivida de eliminação plasmática. A semivida média é de aproximadamente 30 horas, o que determina quanto tempo o medicamento permanece no corpo.


P: Existem diferentes dosagens de Funzol disponíveis?

O rótulo regulamentar oficial lista as formas farmacêuticas e dosagens comercialmente disponíveis para o medicamento oral, que incluem tipicamente cápsulas de 50 mg, 100 mg, 150 mg e 200 mg.


P: O Funzol contém alergénios comuns, como lactose ou glúten?

Os documentos oficiais listam todos os excipientes, ou ingredientes inativos, na formulação do produto. Esta lista contém a informação necessária para verificar a presença de substâncias específicas como a lactose ou o glúten.


P: Que tipo de monitorização é descrito para doentes que iniciam Funzol?

Os avisos oficiais descrevem que a monitorização da função hepática é necessária. Os documentos também referem a necessidade de precaução em doentes com condições cardíacas pré-existentes ou anomalias eletrolíticas, devido ao risco de alterações graves do ritmo cardíaco.


P: Existem interações medicamentosas conhecidas com medicamentos comuns para a constipação?

O rótulo identifica as enzimas hepáticas específicas inibidas pelo Funzol (CYP2C19, CYP2C9 e CYP3A4). Esta informação fornece o contexto necessário para avaliar o potencial de interação com outros medicamentos.


P: O Funzol causa efeitos secundários graves mas raros?

O rótulo regulamentar documenta reações adversas graves, que são raras, incluindo Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs) e problemas de ritmo cardíaco potencialmente graves, como Torsades de pointes.

Como Funzol deve ser armazenado e descartado?

O Funzol (fluconazol) requer condições específicas de conservação para manter a sua eficácia. Os comprimidos orais e o pó seco para suspensão oral devem ser conservados à temperatura ambiente controlada, geralmente abaixo dos 25°C ou 30°C, dependendo da formulação específica, e protegidos da humidade excessiva.

Formulação Condições de Conservação
Comprimidos/Pó Seco Conservar abaixo de 25°C ou 30°C. Manter o recipiente bem fechado.
Suspensão Reconstituída Conservar entre 5°C e 30°C. Rejeitar qualquer porção não utilizada após 14 dias.

Todas as formas farmacêuticas devem ser mantidas fora do alcance e da vista das crianças. Não utilize o Funzol se o prazo de validade tiver expirado ou se a embalagem parecer danificada. Para eliminar medicamentos não utilizados ou fora de validade, siga as diretrizes locais para programas de recolha de medicamentos, como o sistema VALORMED, ou consulte um farmacêutico para obter conselhos sobre métodos de eliminação seguros. Não deite o Funzol na sanita nem o verta num ralo, a menos que tenha recebido instruções específicas de uma autoridade de saúde para o fazer.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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