Stavigile

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Stavigile

Método de ação: Psychoanaleptics

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Stavigile

O que é o Stavigile e como é classificado?

O Stavigile é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, que contém a substância ativa Modafinil. Este é classificado como um agente promotor da vigília ou eugeroico, uma classe farmacológica distinta dos estimulantes tradicionais do tipo anfetamina. Esta classificação é clinicamente reconhecida para identificar medicamentos que visam e apoiam especificamente os sistemas de alerta. O Stavigile é fabricado consistentemente como um produto de substância ativa única sob a forma de comprimidos destinados a administração oral, utilizando excipientes farmacêuticos sólidos inertes em conjunto com o composto Modafinil. A característica distintiva do Modafinil, enquanto composto racémico, é a sua estrutura, que resulta em efeitos que os estudos farmacológicos demonstram ser mais focados na promoção da vigília do que numa estimulação generalizada.

Qual é o objetivo geral do Stavigile?

O objetivo geral do Stavigile é aumentar e manter ativamente um estado de alerta para neutralizar o sintoma de sonolência diurna excessiva, que pode perturbar significativamente a rotina de uma pessoa. O composto promove a vigília através de um mecanismo que envolve a modulação seletiva de circuitos cerebrais fundamentais, incluindo as vias da orexina/hipocretina e da dopamina, que são cruciais para a regulação do ciclo sono-vigília. A ação primária do medicamento é melhorar a vigília, o que indica que o benefício central se foca no estabelecimento de um estado de alerta mais estável para indivíduos que sofrem de sonolência patológica. O perfil de estimulante não anfetamínico é um fator de diferenciação essencial, sugerindo que a ação do composto é direcionada para a promoção da vigília sem os efeitos fisiológicos amplos e inespecíficos associados a outras classes de psicoestimulantes.

Quais efeitos secundários são possíveis com Stavigile?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

As informações oficiais de segurança do Stavigile (Modafinil) classificam as reações adversas documentadas de acordo com a sua frequência e o sistema do organismo afetado, com base nas normas regulamentares das autoridades de saúde.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

A rotulagem do produto categoriza a incidência de efeitos secundários da seguinte forma:

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes (≥ 10%) Cefaleia (dor de cabeça), Náusea
Frequentes (1% a 10%) Insónia, Nervosismo, Tonturas, Ansiedade, Diarreia, Hipertensão, Taquicardia, Anorexia, Depressão

Estes efeitos estão formalmente agrupados em categorias como afeções do sistema nervoso, afeções gastrointestinais, perturbações psiquiátricas e afeções cardíacas.


Considerações de Segurança Graves

Os documentos regulamentares destacam reações adversas específicas que, embora menos frequentes, são clinicamente críticas. Estas incluem reações dermatológicas graves, tais como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), que geralmente se manifestam nas semanas iniciais de tratamento. Estão também formalmente documentados eventos psiquiátricos graves, incluindo o aparecimento ou agravamento de psicose, mania ou ideação suicida. O medicamento está oficialmente classificado como tendo potencial para abuso e dependência.


Restrições em Populações Específicas

A rotulagem oficial assinala restrições de segurança específicas para indivíduos com determinadas condições pré-existentes. O uso pode ser restrito ou exigir uma monitorização atenta em pacientes com insuficiência hepática grave e naqueles com condições cardiovasculares pré-existentes, tais como hipertrofia ventricular esquerda ou alterações isquémicas no eletrocardiograma (ECG). As contraindicações proíbem estritamente a utilização em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Modafinil ou ao seu composto relacionado, o Armodafinil.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Propriedade Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas As manifestações incluem efeitos no sistema nervoso central (agitação, excitação, confusão, alucinações, insónia, tremores), alterações cardiovasculares (taquicardia, hipertensão, palpitações, dor no peito) e sintomas gastrointestinais (náuseas, diarreia).
Sistemas fisiológicos afetados Sistema Nervoso Central, Sistema Cardiovascular e Sistema Gastrointestinal.
Fatores relacionados com a dose ou exposição Foram relatadas sobredosagens fatais com o Modafinil isoladamente ou em combinação com outros fármacos.
Notas sobre sobredosagem em populações específicas Os sintomas relatados em pacientes pediátricos são, geralmente, semelhantes aos observados em adultos.
Quando é necessária ajuda médica imediata Procure assistência médica imediata e contacte uma linha de apoio toxicológico.

Classificações de Sobredosagem (Nível Geral)

Detalhe da Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade Pode conduzir a sintomas psiquiátricos graves (psicose, mania, ideação suicida) e tem sido associada a resultados fatais.
Restrições no contexto de sobredosagem Não se conhece a existência de um antídoto específico para os efeitos tóxicos.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem

O tratamento da sobredosagem deve ser sintomático e de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico conhecido para os efeitos tóxicos. A monitorização cardiovascular contínua e a monitorização dos sinais vitais são procedimentos de gestão documentados em ambiente clínico.

Devido ao potencial para sintomas psiquiátricos graves e aos resultados fatais relatados, deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem.

Ligação ao perfil global de sobredosagem

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem do Stavigile ao estabelecerem um risco de sobre-estimulação do sistema nervoso central e de instabilidade cardíaca, que podem evoluir para eventos potencialmente fatais. A ausência documentada de um antídoto específico exige que a intervenção de emergência seja focada exclusivamente na estabilização através de cuidados médicos de suporte e observação contínua.

Usos terapêuticos de Stavigile

O Stavigile (Modafinil) é habitualmente utilizado para ajudar a gerir a Sonolência Diurna Excessiva (SDE), um sintoma que interfere com o funcionamento quotidiano. O medicamento é geralmente aplicado em domínios terapêuticos onde é necessário um suporte sintomático adicional para promover a vigília. As condições principais que aborda incluem a Narcolepsia, a sonolência residual em pacientes com Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) e a Perturbação do Sono por Trabalho por Turnos (PSTT).

Foco Terapêutico e Alívio

O Stavigile é utilizado para ajudar a tratar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos nestas condições. Este suporte pode contribuir para atenuar o desconforto e auxilia na manutenção da estabilidade funcional e de um estado de alerta sustentado. O medicamento é considerado relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto devido ao desalinhamento circadiano ou à sonolência crónica.

Nestas situações, o fármaco proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, auxiliando os pacientes na manutenção da estabilidade funcional. Por exemplo, no tratamento da SAHOS, o Stavigile é aplicado na abordagem da sonolência excessiva residual que persiste mesmo após o tratamento primário com CPAP, contribuindo para atenuar o impacto da sonolência persistente e debilitante. Pode auxiliar na redução da carga global de sintomas durante as horas de vigília necessárias, quer durante turnos diurnos ou noturnos.


Facto Rápido: Alívio para a Sonolência Patológica
O Stavigile é vulgarmente utilizado para ajudar a gerir a sonolência patológica que define os principais distúrbios do sono-vigília, em vez do cansaço ligeiro ou situacional.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Stavigile? — Informação Regulamentar Oficial

A elegibilidade para o Stavigile (Modafinil) é definida estritamente pela rotulagem regulamentar, que estabelece contraindicações e restrições específicas com base na população de pacientes e no historial médico. O medicamento está oficialmente aprovado para utilização em adultos (tipicamente com idade ≥ 17 ou ≥ 18 anos) com sonolência excessiva associada a narcolepsia, apneia obstrutiva do sono ou perturbação do sono por trabalho por turnos.

Populações com Contraindicação Populações com Uso Restrito ou Limitado
Hipersensibilidade conhecida ao modafinil ou armodafinil. População pediátrica (menores de 18 anos): O uso não é recomendado; a segurança não está estabelecida.
Hipertensão moderada a grave não controlada ou arritmias cardíacas. Insuficiência hepática grave: A dose deve ser reduzida para metade.
Mulheres grávidas ou mulheres que planeiem engravidar. Pacientes idosos (≥ 65 anos): Requer doses mais baixas e monitorização atenta.
Pacientes com historial de hipertrofia ventricular esquerda ou cor pulmonale. Pacientes com historial de psicose, mania ou abuso de substâncias: Utilizar com precaução.

O uso é contraindicado durante a gravidez, e as mulheres em idade fértil que utilizem contracetivos hormonais devem obrigatoriamente usar contraceção não hormonal alternativa ou concomitante durante o tratamento e até dois meses após a sua interrupção. O Stavigile não é recomendado para a população pediátrica, e a sua utilização em adultos mais velhos exige consideração especial e redução da dose devido ao potencial de uma eliminação mais lenta do fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Stavigile (modafinil) possui o potencial de alterar a forma como o organismo processa outros medicamentos, devido principalmente aos seus efeitos sobre as enzimas hepáticas. Está documentado que o composto atua como um indutor da CYP3A4/5 e como um inibidor reversível da CYP2C19.

Medicamentos Afetados pelo Stavigile

Categoria de Medicamento Afetado Implicação Prática (Restrição ou Requisito)
Contracetivos Hormonais (ex.: os que contêm etinilestradiol) A eficácia pode ser reduzida. Recomenda-se o uso de contraceção não hormonal alternativa ou concomitante durante o tratamento e por um período de um a dois meses após a interrupção do Stavigile.
Substratos da CYP3A4/5 (ex.: ciclosporina, triazolam) A exposição pode diminuir devido ao aumento da eliminação (clearance). Pode ser necessária a monitorização e/ou o ajuste da dose do fármaco coadministrado.
Substratos da CYP2C19 (ex.: diazepam, fenitoína, omeprazol) A exposição pode aumentar devido à redução da eliminação. Deve considerar-se a monitorização de efeitos aumentados e a possível redução da dose do fármaco coadministrado.
Varfarina e outros Substratos da CYP2C9 A eliminação pode ser reduzida. Os tempos de protrombina devem ser monitorizados regularmente durante os dois primeiros meses de coadministração e após alterações na dose para gerir o risco de hemorragia.

Resumo do Perfil de Interação

O perfil de interação documentado estrutura-se em torno da modulação das enzimas metabólicas pelo Stavigile, o que exige ações específicas de gestão de risco. Existem diretrizes explícitas sobre o risco de falha contracetiva com contracetivos esteroides e a necessidade de uma monitorização rigorosa de fármacos com índices terapêuticos estreitos, como a varfarina, quando coadministrados. Os efeitos duais do fármaco nas enzimas CYP significam que este pode diminuir ou aumentar os níveis circulantes de diversos medicamentos administrados concomitantemente.

Mecanismo de ação

Modulação dos Neurotransmissores Centrais de Alerta

Este bloco sobre o mecanismo de ação aborda as interações moleculares diretas do fármaco, especificamente a sua atuação como um inibidor fraco do Transportador de Dopamina (DAT) e o seu papel como agonista parcial nos recetores adrenérgicos alfa1B. Ao abrandar a remoção da dopamina e ao estimular os recetores adrenérgicos, o Stavigile aumenta a disponibilidade de mensageiros químicos fundamentais para a promoção do alerta, dando início ao seu efeito fisiológico.


A Cascata de Ativação Central da Orexina

A presença aumentada de dopamina e norepinefrina conduz indiretamente à ativação do sistema da Orexina (Hipocretina) no hipotálamo. Este sistema é um regulador mestre da estabilidade da vigília. Esta ativação resulta na libertação generalizada de orexina, que amplifica a sinalização em todo o cérebro e impulsiona o estado contínuo e elevado de vigilância e alerta.


Influenciar o Equilíbrio da Atividade Cerebral

A cascata combinada resulta, em última análise, numa mudança no ambiente químico do cérebro. O Stavigile diminui a sinalização inibitória (através do GABA) enquanto aumenta a sinalização excitatória (através do Glutamato) em circuitos cerebrais críticos. Esta modulação do equilíbrio entre excitação e inibição contribui para o efeito global de promoção da vigília, ao influenciar as forças reguladoras naturais que medeiam as transições para o repouso. O mecanismo resulta na manutenção de um estado fisiológico de alerta.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Stavigile — Diretrizes Oficiais de Administração

Propriedade Instrução das Fontes Regulamentares
Via de administração Oral (comprimido), deglutido inteiro.
Esquema posológico A dose padrão é de 200 mg uma vez ao dia. Podem ser utilizadas doses até 400 mg por dia em certos regimes, embora o benefício consistente além dos 200 mg não esteja estabelecido para todas as indicações aprovadas.
Momento em relação às refeições Pode ser tomado com ou sem alimentos, uma vez que a comida não afeta a absorção global.
Requisitos de preparação Nenhum, além de engolir o comprimido inteiro.
Regras de administração por grupo etário Insuficiência Hepática Grave: A dose deve ser reduzida para metade (ex.: para 100 mg diários). Adultos mais velhos: Deve considerar-se uma dose inicial mais baixa (ex.: 100 mg diários) devido a uma potencial eliminação mais lenta. Pacientes Pediátricos: Utilização não estabelecida para menores de 17 anos.
Regras para doses esquecidas Se uma dose for esquecida, deve ignorar-se essa dose e retomar o horário normal; não deve ser tomada uma dose dupla.
Condições procedimentais especiais Para a Perturbação do Sono por Trabalho por Turnos (PSTT), a dose é tomada aproximadamente uma hora antes do início do turno de trabalho. Para a Apneia Obstrutiva do Sono, os pacientes devem continuar a utilizar qualquer tratamento primário como o CPAP.

Classificações das Instruções (Nível Geral)

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Oral
Padrão de frequência Diário (uma vez por dia)
Restrições de contexto de uso O momento da toma depende da condição; a redução da dose está especificada para insuficiência hepática grave.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de passos:

O comprimido é administrado por via oral, tipicamente de manhã para narcolepsia ou apneia obstrutiva do sono, ou uma hora antes do turno de trabalho no caso de PSTT.

A dose padrão de 200 mg pode ser ajustada até 400 mg/dia, mas deve ser reduzida para metade (100 mg) em pacientes com insuficiência hepática grave.

Os pacientes não devem tomar uma dose dupla para compensar qualquer falha no horário.

Ligação ao protocolo global de utilização

As instruções oficiais estabelecem um protocolo preciso e não interpretativo para a utilização do Stavigile, que define a via oral fixa, estabelece limites claros de dose entre 200 mg e 400 mg, e determina momentos específicos de toma e modificações de dose para certas populações, definindo as fronteiras para uma administração padronizada conforme delineado nas orientações regulamentares.

Evidência clínica recente

Stavigile: Evidência Clínica Recente


Evidência para o Uso na Narcolepsia

A investigação envolvendo o composto Stavigile foi avaliada em indivíduos com narcolepsia, utilizando ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curta duração, duplamente cegos e controlados por placebo. Os investigadores monitorizaram medidas objetivas da capacidade de manter o estado de vigília e medidas subjetivas que captam a sonolência relatada pelos pacientes. Os estudos descrevem padrões observados na investigação relacionados tanto com os resultados dos testes objetivos como com as pontuações reportadas pelos pacientes. No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos por evidência controlada de elevada qualidade, uma vez que as durações de acompanhamento foram limitadas, tipicamente a apenas algumas semanas. Os dados relativos a outras características fundamentais da narcolepsia, tais como eventos de cataplexia, permanecem limitados.


Evidência para o Uso na Síndrome de Apneia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS)

A investigação sobre o Stavigile foi observada em indivíduos com sonolência diurna excessiva residual na SAHOS, proveniente principalmente de ECAs de curta duração e controlados por placebo. O composto foi examinado para o seu uso como um complemento ao tratamento primário. A investigação analisou resultados que refletem o funcionamento diário e utilizou medidas de vigília objetiva e de sonolência subjetiva. O quadro de investigação não analisa os problemas respiratórios subjacentes associados à própria SAHOS.


Evidência para o Uso na Perturbação Crónica do Sono por Trabalho por Turnos (PSTT)

A investigação envolvendo o Stavigile foi analisada em indivíduos com PSTT através de ensaios controlados de curta duração. Estes estudos mediram principalmente o alerta e a atenção objetiva durante o período de trabalho programado e recolheram resultados subjetivos relatados pelos pacientes. Os dados mostram padrões relacionados com o desempenho em testes de vigilância administrados durante o turno de trabalho em comparação com o placebo. Tal como noutras indicações, a evidência existente é limitada para resultados a longo prazo, com durações de acompanhamento tipicamente restritas a algumas semanas.


Investigação a Longo Prazo, Incerteza e Grupos Específicos de Pacientes

A investigação mais rigorosa foi observada na categoria de curta duração. Consequentemente, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos por ensaios controlados; os dados de acompanhamento prolongado provêm principalmente de estudos de extensão abertos, que são menos rigorosos. As conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais. As principais limitações incluem dados insuficientes para evidência comparativa com outros agentes e investigação limitada em grupos específicos de pacientes. A investigação que envolve o Stavigile foi avaliada em adolescentes, embora os dados permaneçam insuficientes quando comparados com a população adulta, e os dados para idosos ou indivíduos com comorbilidades específicas são frequentemente limitados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Stavigile (FAQ)


P: Quais são os efeitos a longo prazo da toma de Stavigile?

A maioria dos estudos clínicos que apoiaram a aprovação formal do Stavigile foi realizada durante períodos curtos, tipicamente de apenas algumas semanas. Devido a este facto, a amplitude total dos efeitos a longo prazo além de vários meses não está totalmente estabelecida por evidência controlada de elevada qualidade. A informação oficial indica que a eficácia do fármaco se manteve em alguns indivíduos em estudos com até 40 semanas de utilização.

P: Existem suplementos comuns de venda livre que devam ser evitados durante a toma de Stavigile?

A informação oficial aconselha os pacientes a informarem sempre o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos, vitaminas e suplementos à base de plantas que estejam a utilizar. Alguns produtos específicos, como o Hipericão (Erva de S. João), são referidos nos guias regulamentares como podendo potencialmente interferir com a forma como o fármaco é processado pelo organismo.

P: O Stavigile interage com o álcool, mesmo em pequenas quantidades?

Nos documentos regulamentares é aconselhado evitar o consumo de álcool durante a utilização de Stavigile. A informação oficial sugere que esta combinação pode aumentar potencialmente o risco de certos efeitos secundários, tais como tonturas e náuseas.

P: Existe uma versão genérica do Stavigile disponível?

Sim, a substância ativa do Stavigile é o Modafinil, e uma versão genérica deste composto foi revista e aprovada pelas agências regulamentares, encontrando-se disponível no mercado.

P: O que devo fazer se surgir uma erupção cutânea enquanto tomo Stavigile?

Os documentos regulamentares indicam que a medicação deve ser interrompida ao primeiro sinal de erupção cutânea, a menos que a erupção seja claramente não relacionada com o fármaco. Devido ao potencial de reações graves, recomenda-se assistência médica imediata caso se desenvolva uma erupção cutânea.

P: O Stavigile é conhecido por causar dependência?

O Stavigile é classificado pelas autoridades governamentais como uma substância controlada (Classe IV). Esta classificação oficial indica que o fármaco tem um potencial conhecido de abuso e dependência. Este potencial é uma restrição assinalada na informação de segurança oficial.

P: O Stavigile aparece em testes de rotina à presença de drogas?

O fármaco em si não é tipicamente incluído nas análises laboratoriais padrão concebidos para detetar substâncias comuns. No entanto, existem métodos de teste especializados capazes de detetar o composto e os seus principais produtos de degradação (metabolitos) no organismo.

P: Existem alimentos que interajam negativamente com o Stavigile?

A rotulagem oficial do produto ou os guias associados advertem que o consumo de toranja e de sumo de toranja deve ser discutido com um profissional de saúde. Esta precaução é recomendada porque a toranja pode interferir potencialmente com a degradação do medicamento no organismo.

P: Quanto tempo após interromper o Stavigile é que o fármaco é eliminado do sistema?

De acordo com as secções de farmacologia clínica regulamentar, o tempo que demora para metade do fármaco ser eliminado da corrente sanguínea (a semivida) é de aproximadamente 12 a 15 horas. A eliminação completa do fármaco do corpo demora um período mais longo.

P: O Stavigile pode afetar o humor ou causar alterações emocionais?

A informação de segurança oficial refere que eventos psiquiátricos graves são reações adversas documentadas associadas à medicação. Estas incluem o potencial para alterações emocionais, tais como ansiedade, depressão, mania ou o aparecimento de psicose.

P: O Stavigile é um fármaco novo ou já existe há algum tempo?

A substância ativa do Stavigile, o Modafinil, está disponível para utilização há vários anos. Foi aprovado formalmente pela primeira vez nos Estados Unidos em 1998.

P: Existem estudos sobre o efeito do Stavigile no desempenho da condução?

Os ensaios clínicos para o fármaco utilizam frequentemente medidas objetivas, como testes de vigilância, para avaliar o desempenho durante o estado de vigília. Os guias oficiais indicam que os pacientes não devem conduzir automóveis ou operar máquinas até que tenham determinado como o fármaco influencia o seu desempenho.

P: O Stavigile interage com analgésicos como o ibuprofeno ou o paracetamol?

As principais interações medicamento-medicamento descritas na literatura regulamentar envolvem fármacos metabolizados por enzimas hepáticas específicas. As verificações de interações baseadas em dados oficiais reportam, habitualmente, não existirem interações conhecidas com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol.

P: Existem interações conhecidas com chás de ervas ou produtos naturais?

A informação oficial aconselha os pacientes a informarem sempre o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos, vitaminas e suplementos à base de plantas ou produtos naturais que estejam a utilizar. Alguns produtos específicos são referidos nos guias regulamentares como podendo interferir potencialmente com o metabolismo do fármaco.

P: Com que rapidez se pode esperar sentir os efeitos do Stavigile?

De acordo com os dados de farmacologia clínica em documentos oficiais, a concentração máxima do fármaco no sangue, que se relaciona com o pico do seu efeito, é tipicamente atingida aproximadamente duas a quatro horas após a toma oral do comprimido.

P: Qual é a duração média de ação do Stavigile?

Os documentos regulamentares indicam que o fármaco tem uma semivida de eliminação de 12 a 15 horas. Isto sustenta o seu efeito prolongado na promoção do estado de vigília, com ações documentadas que duram, em média, 11 a 12 horas.

P: O Stavigile ajuda no foco ou na concentração?

Estudos clínicos que apoiam a utilização do fármaco em certas indicações, como a perturbação do sono por trabalho por turnos, mediram o seu impacto no alerta e na atenção objetiva durante o turno de trabalho.

P: O Stavigile pode ser tomado por pessoas com problemas renais?

A informação de segurança oficial aconselha que é necessária precaução em pacientes com insuficiência renal grave. Devido ao potencial de acumulação do principal produto de degradação do fármaco no organismo, pode ser considerada uma monitorização atenta.

P: É necessário efetuar uma monitorização ou testes especiais durante a toma de Stavigile?

Os documentos oficiais descrevem que a monitorização atenta da frequência cardíaca e da tensão arterial é relevante durante o tratamento. Adicionalmente, são necessários testes específicos quando o Stavigile é tomado em simultâneo com certos medicamentos, como a varfarina.

P: A eficácia do Stavigile diminui com o tempo (tolerância)?

Os estudos clínicos revistos pelos organismos reguladores não demonstraram que a perda de eficácia, ou tolerância ao fármaco, seja um efeito adverso comum quando o Stavigile é utilizado terapeuticamente. A eficácia foi mantida em ensaios controlados com duração de até 40 semanas.

Como Stavigile deve ser armazenado e descartado?

Condições de Armazenamento

A rotulagem regulamentar oficial exige que os comprimidos de Stavigile sejam conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, situada entre os 20°C e os 25°C (68°F e 77°F).

O recipiente deve ser mantido bem fechado para proteger o medicamento da humidade excessiva e do calor, devendo também evitar-se a sua congelação. Como substância controlada, o produto deve ser guardado num local seguro e mantido fora do alcance das crianças para prevenir roubos ou a ingestão acidental.


Instruções de Eliminação

Quando o medicamento já não for necessário, o método preferencial para a sua eliminação é a utilização de um programa de retoma de medicamentos ou de um envelope de devolução por correio. Se estas opções não estiverem prontamente disponíveis, recomenda-se a eliminação da substância controlada no lixo doméstico, misturando-a com um material indesejável (como borras de café usadas ou terra) num recipiente selado antes de a descartar. Toda a eliminação deve seguir os requisitos locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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