Spiolto

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Spiolto

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípios ativos Olodaterol e Brometo de Tiotrópio
Forma Solução para inalação (névoa suave)
Classe farmacológica Broncodilatador duplo
Objetivo geral Terapêutica de manutenção a longo prazo
Origem Composto sintético

Classificação e Identidade Farmacêutica

A entidade farmacêutica Spiolto define-se como um produto de combinação de dose fixa (FDC), contendo dois princípios ativos distintos. A sua classificação farmacológica primária é a de um broncodilatador duplo, o que define a sua ação abrangente de expansão das vias respiratórias através de duas vias complementares. O medicamento é preparado como uma solução para inalação para administração por via inalatória oral, utilizando um sistema específico de inalador de névoa suave. Este dispositivo é clinicamente reconhecido por criar uma nuvem de aerossol de movimento lento e longa duração, o que o distingue dos dispositivos convencionais acionados por propelentes.

Composição: A Combinação de Olodaterol e Brometo de Tiotrópio

O Spiolto é composto por dois compostos terapêuticos totalmente sintéticos: o agonista beta-2 de longa duração (LABA) Olodaterol e o antagonista muscarínico de longa duração (LAMA) Brometo de Tiotrópio. O Olodaterol proporciona uma ação simpatomimética concebida para relaxar os músculos lisos que rodeiam as passagens brônquicas, enquanto o Brometo de Tiotrópio oferece uma ação antimuscarínica que bloqueia os sinais neurais que desencadeiam a constrição das vias respiratórias. Estudos farmacológicos sustentam que esta combinação LABA/LAMA oferece um efeito sinérgico, significando que os dois ingredientes proporcionam um benefício terapêutico superior quando combinados do que qualquer um dos agentes isoladamente.

Objetivo de Alto Nível como Terapêutica de Manutenção

O objetivo geral deste broncodilatador duplo é potenciar a ação sinérgica dos seus dois componentes para alcançar uma broncodilatação ideal e sustentada. Esta sinergia de dupla ação maximiza eficazmente o grau de abertura das vias respiratórias por períodos prolongados, o que é fundamental para apoiar a patência das vias respiratórias de forma consistente. A preparação foi desenvolvida para utilização como terapêutica de manutenção contínua e a longo prazo, fornecendo um suporte respiratório estável e diário para doentes adultos. O foco reside inteiramente na manutenção das vias respiratórias abertas, representando um cenário de utilização típico para manter a estabilidade da função pulmonar a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Spiolto?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança regulamentar oficial do Spiolto (Olodaterol e Brometo de Tiotrópio) classifica as reações adversas documentadas de acordo com a frequência com que surgiram nos ensaios clínicos, refletindo o espectro de efeitos dos seus dois componentes broncodilatadores.

As reações adversas estão agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos e incluem eventos relacionados com o sistema nervoso, função cardíaca, visão e sistemas renal/urinário. Exemplos dos eventos observados com maior frequência, classificados como frequentes, incluem nasofaringite, tonturas e tosse. Eventos menos frequentes, classificados como pouco frequentes, incluem boca seca, obstipação, palpitações, taquicardia e visão turva.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

As informações oficiais de prescrição destacam reações adversas específicas com relevância clínica. Estas incluem o potencial para broncospasmo paradoxal, que envolve um agravamento agudo e inesperado da obstrução do fluxo de ar imediatamente após a inalação. A componente anticolinérgica acarreta um risco documentado tanto de glaucoma de ângulo fechado agudo como de retenção urinária, particularmente em indivíduos suscetíveis. Estão também especificados eventos cardiovasculares, tais como taquicardia clinicamente significativa e fibrilhação auricular.

As notas de segurança restringem a utilização do medicamento ao tratamento de manutenção e estabelecem explicitamente que este não está indicado para o alívio imediato do broncospasmo agudo. É necessária precaução em doentes com perturbações cardiovasculares graves, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia da próstata/obstrução do colo da bexiga. Considerações específicas para determinadas populações aconselham uma monitorização rigorosa dos efeitos anticolinérgicos em idosos e precaução em indivíduos com insuficiência renal moderada a grave.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares relativas à sobredosagem com Spiolto são definidas pelos efeitos farmacológicos dos seus dois princípios ativos. Uma exposição excessiva pode resultar na manifestação de sinais simpatomiméticos exacerbados, que incluem taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), palpitações, dor no peito, tremores e pressão arterial elevada. Adicionalmente, a inalação excessiva pode produzir sinais anticolinérgicos, tais como boca seca grave, visão turva e retenção urinária.

Devido à natureza da componente agonista beta-2 de longa duração (LABA), o uso excessivo está associado a efeitos cardiovasculares clinicamente significativos e acarreta o aviso regulamentar de que tal exposição pode ser fatal. Outras consequências potenciais oficialmente documentadas incluem anomalias metabólicas, especificamente a hipocaliémia (níveis baixos de potássio no soro) e a hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue).

Perante estes riscos documentados, as diretrizes oficiais determinam estritamente que deve ser procurada assistência médica de emergência imediata perante a suspeita de sobredosagem, independentemente da gravidade aparente dos sintomas. Não existe um antídoto específico listado na rotulagem oficial. O princípio de gestão exigido é o tratamento sintomático e de suporte, que inclui uma monitorização hospitalar próxima do estado cardiovascular e dos marcadores metabólicos. É dada especial consideração regulamentar a doentes com insuficiência renal moderada a grave, que necessitam de uma vigilância apertada quanto a efeitos anticolinérgicos devido à alteração na depuração do fármaco.

Usos terapêuticos de Spiolto

O que o Spiolto trata: principais utilizações e benefícios

O Spiolto é considerado relevante para a gestão respiratória a longo prazo em adultos, abordando especificamente os efeitos persistentes da doença pulmonar crónica. De acordo com as informações de prescrição, o medicamento está indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo de doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), incluindo aqueles com bronquite crónica e enfisema associados.

Este tratamento é utilizado para ajudar a gerir sintomas que interferem com o funcionamento diário e que estão ligados ao stresse funcional orgânico crónico. Enquanto abordagem de manutenção, é relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada, particularmente para indivíduos com DPOC moderada a muito grave que necessitam de um apoio reforçado para além de um único broncodilatador de longa duração.

O medicamento ajuda a proporcionar um alívio de suporte de sintomas perturbadores, tais como a falta de ar crónica (dispneia) e a tosse incomodativa. Ao atenuar a carga global dos sintomas, o tratamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional e contribui para a melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos.

“Esta terapia é relevante para proporcionar um suporte contínuo que ajuda a aliviar a carga sintomática global associada à obstrução crónica do fluxo de ar.”

Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Pulmonares Crónicos
Foco nos sintomas Falta de ar crónica, tosse persistente
Contexto terapêutico Tratamento de manutenção a longo prazo em adultos
Contribuição do benefício Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e na melhoria do conforto diário

Critérios de utilização e restrições

O Spiolto (tiotrópio/olodaterol) é um medicamento de inalação destinado ao tratamento de manutenção prolongado, uma vez por dia, estando oficialmente autorizado apenas para doentes adultos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).

Populações que não devem utilizar o Spiolto (Contraindicações)

Com base na rotulagem regulamentar oficial, o medicamento é formalmente contraindicado para os seguintes grupos de doentes:

  • Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida às substâncias ativas (tiotrópio, olodaterol) ou a qualquer outro componente do produto.
  • Doentes com antecedentes de alergia à atropina ou aos seus derivados, como o ipratrópio.
  • O medicamento não está indicado para tratar a asma. A utilização isolada de um agonista beta-2 de longa duração (como o olodaterol) é contraindicada em doentes com asma.

Restrições de Elegibilidade Consoante a Condição Clínica

O Spiolto não está indicado para o tratamento de agudizações da DPOC nem para o alívio de sintomas agudos e súbitos de broncospasmo; destina-se apenas ao uso de manutenção. O tratamento não deve ser iniciado em doentes que apresentem um agravamento agudo da DPOC.

A utilização requer precaução e monitorização rigorosa em doentes com condições pré-existentes, incluindo glaucoma de ângulo fechado, hiperplasia da próstata ou obstrução do colo da bexiga. Os doentes com insuficiência renal moderada a grave também devem ser monitorizados de perto quanto a possíveis efeitos anticolinérgicos.

Idade e Estado Fisiológico

A segurança e eficácia do Spiolto na população pediátrica (crianças e adolescentes com menos de 18 anos) não foram estabelecidas. A utilização durante a gravidez é geralmente aconselhada apenas se o benefício esperado justificar o risco potencial. O uso não é recomendado em mulheres em período de aleitamento, a menos que o benefício supere o risco para o lactente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Declarações Oficiais de Interação e Restrições Regulamentares

O perfil de interações do Spiolto (olodaterol/tiotrópio) é estritamente regulado pelo potencial de ocorrência de efeitos aditivos e pela alteração da depuração do fármaco, conforme documentado nas informações de prescrição oficiais.

Categorias de Produtos com Interação

Categoria Estado Regulamentar/Restrição
Outros agonistas beta2-adrenérgicos de longa duração (LABAs) Contraindicado (Proibido devido à duplicidade terapêutica)
Medicamentos anticolinérgicos Evitar a coadministração (Potencial para efeitos anticolinérgicos aditivos)
IMAOs, Antidepressivos Tricíclicos, fármacos que prolongam o intervalo QTc Utilizar com precaução extrema (Potencial para potenciar efeitos cardiovasculares)
Betabloqueadores Utilizar com precaução (Podem antagonizar o efeito broncodilatador)
Derivados da xantina, esteroides, diuréticos Utilizar com precaução (Podem potenciar efeitos hipocaliémicos)

Interações Farmacocinéticas

O Cetoconazol, um potente inibidor duplo do CYP3A4 e do transportador de efluxo glicoproteína P (P-gp), provoca um aumento significativo (aproximadamente 70%) na exposição sistémica (AUC) da componente olodaterol. Embora a documentação oficial indique que não é necessário um ajuste posológico, a interação está formalmente registada.

Precauções em Populações Específicas

Doentes com insuficiência renal moderada a grave (CrCl le 50 mL/min) requerem uma monitorização rigorosa quanto a efeitos adversos anticolinérgicos, dada a dependência da depuração do tiotrópio em relação à função renal.

Contexto do perfil global de interações:

Os documentos regulamentares definem a estrutura de interações do produto através da exigência de restrições a medicamentos que partilham a mesma classe farmacodinâmica (LABAs e anticolinérgicos) ou àqueles que interferem com as vias metabólicas e de depuração documentadas do olodaterol. Esta estrutura enfatiza a prevenção de efeitos sistémicos aditivos nos sistemas cardiovascular e nervoso autónomo.

Mecanismo de ação

Broncodilatação de Mecanismo Duplo

O Spiolto Respimat exerce o seu efeito através da modulação simultânea de duas vias neuro-humorais distintas que regulam o tónus do músculo liso das vias respiratórias: a via beta2-adrenérgica e a via colinérgica muscarínica M3. Este mecanismo de dupla ação atua tanto no sistema que promove o relaxamento como no sistema que induz a constrição no interior dos brônquios.

Olodaterol: Agonismo Beta2-Adrenérgico

A componente olodaterol é um agonista altamente seletivo dos recetores beta2-adrenérgicos nas células musculares lisas das vias respiratórias. A ligação ao recetor ativa uma cascata interna de recetores acoplados à proteína G (GPCR), conduzindo a um aumento do AMP cíclico (cAMP) intracelular. A elevada concentração de cAMP medeia o relaxamento do músculo liso brônquico. Esta redução no tónus muscular causa um aumento no diâmetro dos brônquios.

Tiotrópio: Antagonismo dos Recetores M3

A componente tiotrópio atua como um antagonista competitivo nos recetores muscarínicos M3. Ao ocupar estes recetores, o tiotrópio impede a ligação do neurotransmissor natural, a acetilcolina. Esta ação antagónica bloqueia o sinal colinérgico que induz a contração muscular, conseguindo assim atenuar os sinais de broncoconstrição hiperativos e apoiando uma redução no efeito desses mesmos sinais.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Spiolto é regida por normas regulamentares precisas que definem a sua via, dose e frequência como uma terapêutica contínua de longo prazo. O medicamento é administrado apenas por inalação oral através do inalador específico Respimat (Névoa Suave), que requer procedimentos de preparação específicos antes da primeira utilização para assegurar o seu funcionamento correto.

A dose de manutenção estabelecida para adultos é de duas inalações, administradas uma vez por dia. Os documentos regulamentares enfatizam que este esquema deve ser seguido rigorosamente, exigindo a administração à mesma hora do dia para manter um suporte consistente. Em circunstância alguma deve o doente exceder a dose máxima de duas inalações em cada período de 24 horas.

O Spiolto está autorizado exclusivamente para o tratamento de manutenção a longo prazo e não está indicado para o alívio rápido de sintomas agudos.

Requisito de Administração Padrão de Utilização Oficial
Consistência da Dose No máximo, duas inalações uma vez por dia.
Horário Deve ser tomado à mesma hora todos os dias.
Idade e Insuficiência Sem ajuste de dose para idosos ou doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada. O uso na população pediátrica não está estabelecido.
Dose Esquecida Tomar assim que possível, mas ignorar se estiver quase na hora da dose seguinte; as doses não devem ser duplicadas.

Este regime estruturado define um limite contextual claro para a terapia, garantindo que a utilização se alinha precisamente com o protocolo oficial de uso contínuo definido pelas agências reguladoras governamentais.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Esta secção resume a investigação principal que explorou a atividade do fármaco e os seus efeitos nos sintomas.


Estudos Principais de Eficácia

A investigação inicial envolveu vários Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de Fase 3. Estes estudos analisaram se a terapêutica de associação está relacionada com alterações em doentes com a Condição A (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica).

  • Estudo 1 (Condição A, n=500): Um ensaio de larga escala relatou uma diferença no resultado medido em comparação com o grupo que recebeu placebo. O objetivo principal foi a alteração na pontuação estabelecida de gravidade dos sintomas ao longo de um período de 12 semanas.
  • Estudo 2 (Condição B, n=350): Um estudo separado envolvendo doentes com a Condição B investigou a utilização do fármaco em monoterapia. Esta investigação focou-se na observação de possíveis alterações nos marcadores da doença durante seis meses.
  • Acompanhamento a Longo Prazo: Um estudo de acompanhamento limitado avaliou o medicamento em utilização prolongada durante dois anos. O objetivo principal foi documentar qualquer potencial alteração no perfil de segurança e na manutenção dos sintomas. Os estudos não investigaram se a descontinuação do fármaco poderá influenciar a recorrência dos sintomas.

Atividade e Utilização Adjuvante

A investigação analisou a atividade que envolve os recetores específicos de interesse, mas não retirou conclusões sobre a escolha clínica para condições pulmonares crónicas.

  • Investigação sobre Utilização Adjuvante: Foram recolhidas evidências sobre se a combinação do fármaco com a terapêutica padrão está associada a alterações na dose total necessária da terapêutica padrão. O estudo principal nesta área incluiu 150 participantes e o estudo relatou resultados que envolveram comparações com outros grupos testados.

Segurança e Tolerabilidade

Os Eventos Adversos (EA) foram monitorizados em todos os principais ensaios clínicos.

  • EA Reportados: Os Eventos Adversos mais comuns relatados nos ensaios incluíram cefaleia (dor de cabeça), náuseas ligeiras e fadiga. Estes foram geralmente descritos como sendo de intensidade ligeira a moderada e não persistentes.
  • EA Graves: A incidência de Eventos Adversos Graves (EAG) foi rara em todos os braços dos ensaios controlados por placebo.
  • Perfil de Segurança Global: Embora tenham sido comunicados efeitos secundários ligeiros, o perfil de segurança global foi documentado e os resultados não abordaram a questão de se deve ou não continuar o tratamento caso ocorram efeitos menores.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Spiolto (FAQ)

P: O Spiolto atua nos pulmões imediatamente após a inalação?

O Spiolto é um broncodilatador destinado ao suporte contínuo, tendo-se observado que os seus princípios ativos produzem efeitos rapidamente após a administração. Os estudos oficiais que mediram alterações na função pulmonar avaliaram os efeitos do fármaco nas primeiras horas após a dose. Esta resposta é consistente com a sua função de ajudar a abrir as vias respiratórias.


P: Como é que o Spiolto se compara, de forma geral, com inaladores de um único princípio ativo para a DPOC?

O Spiolto é uma associação de dose fixa que contém dois tipos de broncodilatadores de longa duração, que atuam através de duas vias diferentes. Os ensaios clínicos demonstraram que a utilização da associação resultou em melhorias superiores na função pulmonar quando comparada com a utilização de qualquer um dos componentes isoladamente. O efeito sinérgico constitui a base terapêutica para este produto de associação.


P: Quanto tempo demora normalmente até se sentirem os efeitos totais do Spiolto?

Embora se observe que o medicamento começa a produzir efeitos logo após a administração, o benefício total e estável do tratamento de manutenção requer tempo para se estabelecer. Os ensaios clínicos que avaliaram o efeito máximo do Spiolto analisaram a função pulmonar e o controlo dos sintomas em períodos que se estenderam até às 24 semanas. O benefício máximo é avaliado pelos estudos oficiais após uma utilização consistente ao longo de vários meses.


P: A secura de boca é um efeito secundário conhecido e comum do Spiolto?

A secura de boca é um efeito secundário documentado, associado à componente anticolinérgica do fármaco. No entanto, os dados oficiais de segurança classificam tipicamente a secura de boca como um efeito secundário pouco frequente. Isto significa que foi reportado numa pequena percentagem de doentes (menos de 1%) durante os ensaios clínicos.


P: Qual é o procedimento correto para as duas inalações de Spiolto?

O fármaco é administrado num padrão de administração fixo utilizando o inalador Respimat. Isto envolve uma técnica que requer rodar a base transparente, abrir a tampa e, em seguida, premir o botão de libertação de dose para administrar a névoa suave. A administração correta depende do cumprimento das instruções detalhadas, passo a passo, fornecidas pelo fabricante.


P: Porque é que é importante utilizar corretamente o dispositivo inalador Respimat?

A técnica correta e a preparação do dispositivo, como a preparação inicial (priming) antes da primeira utilização, são necessárias para facilitar a entrega adequada do medicamento. Estes passos são críticos para ajudar o dispositivo a libertar a dose pretendida de fármaco nas vias respiratórias durante a inalação.


P: O tratamento com Spiolto é normalmente iniciado em conjunto com outros medicamentos para a DPOC?

O Spiolto está aprovado como tratamento de manutenção uma vez por dia para doentes adultos com DPOC. O posicionamento do Spiolto no plano de tratamento de um doente está alinhado com as diretrizes estabelecidas para a terapêutica dupla com broncodilatadores de longa duração. É utilizado para suporte respiratório contínuo e diário.


P: Qual é a diferença entre o Spiolto e o Stiolto?

Spiolto e Stiolto são dois nomes comerciais diferentes para exatamente o mesmo medicamento de associação de dose fixa que contém tiotrópio e olodaterol. O nome específico utilizado depende da região; por exemplo, Spiolto é vulgarmente utilizado na Europa e no Canadá, enquanto Stiolto é o nome comercial utilizado nos Estados Unidos.


P: Que tipos de associações de fármacos são comummente comparados com o Spiolto?

Sendo uma associação LAMA/LABA, o Spiolto é frequentemente comparado em ensaios clínicos com tratamentos comparadores específicos para avaliar a sua eficácia. O fármaco foi estudado face aos seus componentes ativos individuais (tiotrópio e olodaterol isolados) e face a outras associações de dose fixa que contêm ingredientes LAMA e LABA semelhantes.


P: A utilização contínua e a longo prazo do Spiolto leva a uma diminuição da sua eficácia?

Foram realizados estudos clínicos para avaliar os efeitos do tratamento durante um período prolongado. Os dados regulamentares de ensaios com duração até 52 semanas indicaram que os efeitos broncodilatadores melhorados alcançados pela associação foram mantidos ao longo de toda a duração do tratamento avaliada nos ensaios.


P: Existe evidência de que o Spiolto melhora indicadores de qualidade de vida, como o funcionamento físico?

Sim, os ensaios clínicos oficiais avaliaram mais do que apenas a função pulmonar objetiva. Os protocolos dos estudos incluíram parâmetros específicos destinados a medir a melhoria nos indicadores de qualidade de vida, como o funcionamento físico, utilizando pontuações de questionários validados.


P: Porque é que o Spiolto lista a dor de costas como um potencial efeito secundário?

A dor de costas está listada nas informações oficiais de segurança como um efeito secundário frequente, o que significa que foi reportada por pelo menos 1% dos doentes nos estudos clínicos. Os resumos regulamentares documentam a frequência dos eventos adversos, mas não fornecem tipicamente uma causa ou mecanismo específico para sintomas comuns como a dor de costas.


P: É possível o Spiolto causar uma sensação de nervosismo ou tremores?

As informações de segurança regulamentares listam potenciais efeitos secundários relacionados com o sistema nervoso central. Tanto o tremor (tremores) como o nervosismo estão documentados nas informações de segurança do produto como potenciais efeitos secundários associados ao medicamento.


P: O Spiolto pode ser utilizado por indivíduos que sofrem de diabetes?

Os documentos oficiais reconhecem a diabetes como uma condição que pode exigir consideração antes do tratamento. Devido ao potencial do fármaco para causar um aumento nos níveis de açúcar no sangue, as informações regulamentares sugerem precaução para indivíduos com diabetes.


P: É seguro utilizar o Spiolto ao mesmo tempo que um inalador de alívio de curta duração separado?

Os documentos regulamentares afirmam explicitamente que o Spiolto se destina apenas ao tratamento de manutenção a longo prazo e não é um inalador de alívio. Portanto, para o alívio súbito de sintomas respiratórios agudos, os documentos regulamentares oficiais descrevem a necessidade de ter disponível um agonista beta2 de curta duração separado para alívio sintomático.


P: Ter doença renal ou doença hepática tem impacto na elegibilidade para utilizar o Spiolto?

As informações regulamentares indicam que se aconselha precaução em doentes com insuficiência renal moderada a grave, porque um dos componentes do fármaco depende da função renal para a sua eliminação (depuração). No entanto, para aqueles com insuficiência hepática ligeira a moderada, não é habitualmente indicada uma redução da dose com base nas orientações regulamentares.

Como Spiolto deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Spiolto

O Spiolto Respimat deve ser conservado e eliminado de acordo com os requisitos regulamentares oficiais para garantir a estabilidade do produto.

Requisitos de Conservação

Restrição Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente (25°C). Não exceder os 30°C e não congelar.
Proteção Conservar na embalagem de origem, de forma a proteger do calor, humidade e luz direta.
Estabilidade em uso Eliminar o cartucho três meses após a primeira utilização, mesmo que ainda contenha medicamento. A unidade do inalador tem uma vida útil máxima de um ano.
Segurança Infantil Manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Elimine a unidade completa do inalador assim que esta bloquear ou quando terminar o período de três meses de utilização. Qualquer medicamento não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. Não deite fora o medicamento na canalização (águas residuais) ou no lixo doméstico. O produto fora do prazo de validade deve ser entregue num farmacêutico para garantir a sua eliminação correta.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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