Periochip

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Periochip

O que é o Periochip e que tipo de medicamento é?

O Periochip é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um agente antimicrobiano local num sistema de aplicação subgengival especializado. Apresenta-se como uma pequena forma farmacêutica sólida, destinada a ser colocada diretamente por um profissional de medicina dentária na bolsa periodontal. O produto foi desenvolvido como um veículo de libertação prolongada para o seu composto ativo, distinguindo-se de elixires ou géis orais de ação transitória. Esta abordagem altamente localizada é reconhecida pela sua capacidade de concentrar a medicação onde a infeção reside. O seu papel principal é servir como uma terapia anti-infeciosa adjuvante após procedimentos mecânicos para problemas gengivais crónicos.

Composição: Gluconato de Clorexidina e o Dispositivo Biodegradável

O princípio ativo do Periochip é o Gluconato de Clorexidina, um composto antisséptico sintético amplamente estabelecido. Este composto está incorporado numa pequena matriz sólida e totalmente biodegradável, composta maioritariamente por gelatina hidrolisada. Esta estrutura única em forma de "chip" torna-o um sistema de administração local de fármacos especializado. A Clorexidina é um antisséptico catiónico com atividade de largo espetro contra muitos microrganismos, o que constitui a base para a sua utilização no controlo de populações bacterianas. O formato rígido é uma característica diferenciadora fundamental, permitindo a administração precisa de uma dose única num local específico.

Qual é o benefício geral de um sistema de administração de antisséptico local?

O benefício geral reside na disponibilização de uma concentração eficaz e prolongada da dose de antisséptico diretamente na bolsa gengival afetada. Ao contrário das aplicações temporárias, a característica de libertação prolongada do dispositivo proporciona uma atividade bactericida extensiva, que é crucial para suprimir o crescimento de bactérias prejudiciais após procedimentos de limpeza mecânica. Esta ação localizada e prolongada ajuda a manter uma contagem bacteriana baixa, apoiando a saúde e a regeneração global do tecido gengival adjacente à raiz do dente. A administração não sistémica garante que o medicamento atue exatamente onde é necessário, com uma absorção mínima para o resto do corpo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Periochip?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do chip subgengival de Gluconato de Clorexidina caracteriza-se principalmente por reações localizadas no local de aplicação, o que é consistente com o seu método de libertação prolongada e administração não sistémica. A maioria das reações adversas observadas é classificada de acordo com a sua frequência.

Frequência e classes de órgãos e sistemas

A maioria dos efeitos é classificada como comum. Estas reações envolvem o local de administração e outros efeitos sistémicos:

  • Reações Locais: São frequentemente comunicados sintomas como dor, sensibilidade, inchaço, sangramento gengival e vermelhidão no local da gengiva. Outras condições locais comuns incluem sensibilidade dentária, úlceras e formação de abcessos.
  • Efeitos Sistémicos: Os eventos sistémicos listados como comuns incluem cefaleias (dores de cabeça) e síndrome gripal.

A maioria dos efeitos adversos locais foi observada durante a primeira semana após a aplicação do chip. Também são observadas alterações no paladar e descoloração dentária.

Considerações de segurança graves e restrições

Estão documentadas reações de hipersensibilidade generalizada grave e, raramente, anafilaxia como eventos pós-comercialização sérios associados ao princípio ativo, a Clorexidina. Devido a este risco, o produto está oficialmente contraindicado e não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica à clorexidina ou a qualquer componente do chip.

No que respeita a grupos específicos de pacientes, a segurança e eficácia do chip subgengival não foram estabelecidas na população pediátrica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

O perfil oficial do Periochip (chip subgengival de Gluconato de Clorexidina) indica que não foram reportados casos de sobredosagem especificamente para este sistema de administração local de baixa dose. O foco principal relativo a riscos graves incide sobre a ingestão acidental ou a ocorrência de uma reação sistémica severa.


Sobredosagem Documentada e Ações de Emergência

Domínio Declaração Oficial
Manifestações Documentadas Não foram reportados casos de sobredosagem para o chip. Sintomas de exposição elevada à Clorexidina (ex: perturbações gástricas, sinais de intoxicação) estão relacionados com a ingestão de formulações líquidas concentradas, não com o chip.
Riscos de Vida Foi reportada a possibilidade de reações alérgicas graves e fatais (anafilaxia) com produtos contendo Clorexidina, afetando os sistemas cardiovascular e respiratório.
Antídoto e Gestão Não é conhecido qualquer antídoto específico. A gestão em caso de exposição excessiva é geralmente sintomática e de suporte.

Quando é Necessário Socorro Médico Imediato

Deve procurar-se assistência médica imediata em situações específicas, conforme determinado pelas informações oficiais:

  • Se o Periochip for engolido acidentalmente, particularmente por uma criança.
  • Se surgirem sintomas alérgicos graves, tais como dificuldade em respirar, inchaço do rosto ou da garganta, ou ritmo cardíaco acelerado, após a exposição ao produto.

As informações oficiais de prescrição referem que o produto não está aprovado para utilização por menores de 18 anos, uma vez que pode causar irritação grave ou queimaduras químicas em crianças pequenas.

Usos terapêuticos de Periochip

Indicações principais e benefícios do Periochip

A aplicação terapêutica do Periochip (chip subgengival de Gluconato de Clorexidina) é habitualmente utilizada para fornecer suporte anti-infecioso local no contexto dos cuidados periodontais em adultos.

Este tratamento é comummente utilizado como um complemento aos procedimentos profissionais de destartarização e alisamento radicular, sendo relevante para a gestão de sintomas associados a bolsas profundas em pacientes com periodontite do adulto.

É aplicado em contextos clínicos que envolvem condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados e é pertinente para atenuar sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. As condições onde este tratamento local pode ser utilizado incluem a doença periodontal crónica, o aumento da profundidade das bolsas gengivais (≥ 5 mm) e a colonização bacteriana subgengival.

Esta intervenção adjuvante auxilia o processo de cicatrização estrutural e contribui para o benefício global do paciente na gestão de bolsas profundas, podendo ajudar na manutenção da estabilidade funcional do tecido gengival afetado. É frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes, particularmente em pacientes que seguem um programa de manutenção periodontal a longo prazo.


Facto Rápido: Alívio para Bolsas Periodontais

O tratamento é frequentemente utilizado para ajudar a gerir o sintoma mensurável das bolsas gengivais profundas, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades quotidianas.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade oficial para o uso de Periochip

A elegibilidade para a utilização do Periochip (chip subgengival de gluconato de clorexidina) é estritamente definida e determinada pela idade do paciente, histórico de alergias e condições clínicas específicas.

Quem pode utilizar?

O medicamento está formalmente aprovado para utilização em adultos (incluindo idosos) como tratamento adjuvante para a periodontite do adulto em pacientes com profundidade de bolsa periodontal igual ou superior a 5 mm. O uso em pacientes pediátricos (crianças e adolescentes) não é recomendado, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas por organismos oficiais.

Quem não deve utilizar? (Contraindicações)

O Periochip é absolutamente contraindicado em pacientes com uma hipersensibilidade conhecida (alergia) documentada à substância ativa, o digluconato de clorexidina, ou a qualquer um dos outros componentes (excipientes) presentes no chip biodegradável.

Uso na Gravidez e Amamentação

  • Gravidez: O uso deve ser geralmente evitado, sendo restrito a casos em que seja claramente necessário e onde o benefício potencial para a mãe justifique o risco potencial para o feto.
  • Amamentação: O chip não deve ser administrado em mulheres que estejam a amamentar, dado que não se pode excluir o risco para o lactente.

Restrições em Condições Específicas

A utilização não é recomendada em bolsas periodontais com abcessos agudos, visto que não existem dados de eficácia e segurança disponíveis para esta condição aguda específica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial do Periochip é definido pela sua função como um sistema de libertação subgengival local, o que resulta em preocupações mínimas quanto a interações sistémicas.

Interações Medicamentosas e Farmacodinâmicas

Existe uma restrição formal que determina que produtos contendo o agente antifúngico Nistatina devem ser evitados, devido a um efeito de antagonismo farmacodinâmico documentado que compromete a eficácia pretendida da Clorexidina. Em contrapartida, confirma-se a ausência de interações farmacocinéticas sistémicas (tais como as que envolvem enzimas CYP ou transportadores de fármacos), o que é consistente com as concentrações plasmáticas mínimas ou indetetáveis da substância ativa após a colocação do chip.

Incompatibilidades Locais e Restrições de Administração

O composto ativo é conhecido por ser incompatível com agentes aniónicos (presentes em algumas pastas dentífricas) e com a sacarose da dieta. No entanto, nota-se que esta incompatibilidade não tem um impacto significativo na eficácia global do chip. Relativamente à administração, existe uma restrição temporal que determina que o uso de fio dentário ou outros instrumentos deve ser evitado no local da inserção durante 10 dias. Separadamente, confirma-se que não são necessárias restrições quanto aos hábitos alimentares gerais.

Mecanismo de ação

A rutura da membrana como o principal alvo biológico

Este mecanismo é definido pela natureza físico-química da ação do fármaco: a sua carga catiónica facilita uma ligação eletrostática rápida e de elevada afinidade à membrana celular aniónica das bactérias. Esta interação molecular causa a rutura imediata da membrana e a precipitação do citoplasma, levando a uma ação bactericida e à consequente redução da flora patogénica subgengival.

Cadeia causal para a regulação do tecido local

O mecanismo opera através da iniciação de uma cascata onde a redução massiva e persistente da carga microbiana diminui os estímulos biológicos que sustentam a inflamação crónica. Esta supressão de antigénios bacterianos modula funcionalmente a resposta imunitária local, o que constitui uma alteração fisiológica central que apoia a regulação do ambiente dos tecidos.

Papel mecânico do sistema de libertação prolongada

O mecanismo depende criticamente do chip biodegradável especializado para assegurar a cinética de libertação localizada necessária para uma concentração funcional ideal. Ao manter uma concentração elevada e sustentada do agente antimicrobiano ao longo de sete a dez dias, o sistema sustenta a supressão da proliferação bacteriana e mantém o estado biológico de redução microbiana.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Periochip

A administração do Periochip (chip subgengival de Gluconato de Clorexidina) segue um protocolo profissional rigoroso, uma vez que se trata de um produto especializado para administração local. O seu uso é estritamente definido por diretrizes que regem a via, a dose e a frequência de aplicação.


Diretrizes Oficiais de Administração

Parâmetro Instrução
Via de Administração Periodontal (Local, Intra-bolsa, Subgengival). O chip é inserido diretamente na bolsa gengival afetada por um profissional de medicina dentária.
Dosagem Padrão Um chip (2,5 mg de Gluconato de Clorexidina) é administrado por cada bolsa periodontal com uma profundidade ≥ 5 mm. Pode ser inserido um máximo de oito chips numa única visita.
Contexto de Utilização O chip é utilizado como adjuvante, imediatamente após o procedimento mecânico de Destartarização e Alisamento Radicular (SRP).
Frequência de Retratamento A reaplicação no mesmo local é permitida uma vez a cada três meses (ou 90 dias), desde que a profundidade da bolsa permaneça igual ou superior a 5 mm.

Estrutura do Procedimento e Instruções

A administração é uma intervenção exclusivamente profissional. Antes da inserção, o local deve ser submetido a secagem. O chip não é removido após a colocação, pois foi desenvolvido para se biodegradar completamente ao longo de aproximadamente 7 a 10 dias.

Os pacientes são instruídos a evitar o uso de fio dentário no local tratado durante 10 dias para prevenir o deslocamento acidental. Se um chip se deslocar nas primeiras 48 horas após a colocação, deve ser inserido um novo; se o deslocamento ocorrer após 48 horas, não deve ser inserido um novo chip até à reavaliação de 3 meses.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Periochip


Evidência para Uso na Periodontite do Adulto

A investigação principal sobre este produto analisou a sua utilização como complemento a um procedimento de limpeza profunda designado por destartarização e alisamento radicular (SRP) em doentes com periodontite do adulto. A investigação explorou a forma como a profundidade das bolsas gengivais se altera ao longo do tempo quando o chip foi utilizado em bolsas com 5 milímetros ou mais, comparando esta abordagem apenas com a SRP. Estes estudos foram, frequentemente, ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCT) de curto prazo.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde os participantes que receberam o chip demonstraram padrões específicos nas medições médias da alteração da profundidade da bolsa, em comparação com os que realizaram apenas a SRP. Esta evidência ajuda a demonstrar as alterações medidas relacionadas com a doença gengival nas populações específicas incluídas nos ensaios. A investigação sublinha que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e que a duração do acompanhamento foi limitada nalguns dos estudos fundamentais.


Tipos de Resultados Analisados em Ensaios Clínicos

Os estudos exploraram outros resultados ligados a estados inflamatórios ou irritativos na gengiva, a par de medições físicas fundamentais, como a redução da profundidade da bolsa e o nível de inserção clínica. Os estudos também monitorizaram a ocorrência de efeitos secundários, refletindo a tolerabilidade do tratamento. Os resultados relatados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado foram acompanhados nalgumas investigações, embora o foco tenha incidido prioritariamente em medições físicas efetuadas por profissionais de medicina dentária.


Estudos de Longo Prazo e Acompanhamento

A investigação explorou os resultados em indivíduos durante um período mais longo, como nove meses ou até dois anos, através de estudos de acompanhamento ou extensões de estudos abertos. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, verificando se as alterações medidas alcançadas durante os ensaios de curto prazo foram mantidas. Apesar destes estudos mais longos, existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo no que respeita à manutenção da saúde, e a duração do acompanhamento foi limitada quando comparada com a duração total da doença gengival.


Evidência em Populações Especiais

Os ensaios clínicos iniciais monitorizaram participantes adultos que cumpriam critérios de inclusão específicos. Alguma investigação analisou se os padrões observados diferiam para certos subgrupos, tais como participantes fumadores. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A investigação descreve que o chip não foi estudado para utilização em indivíduos com bolsas com abcessos agudos. Do mesmo modo, existem poucos dados disponíveis para indivíduos com diabetes não controlada ou para mulheres grávidas ou a amamentar.


O Que Ainda é Incerto na Investigação

O corpo atual de evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto — sobre este procedimento adjuvante. Uma área fundamental de incerteza é a falta de evidência comparativa entre este chip e outros tipos de materiais antimicrobianos de aplicação local. As comparações diretas são limitadas nos poucos estudos de menor dimensão que analisaram estes produtos. A evidência não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante à média medida no grupo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Periochip (FAQ)


P: Quanto tempo após a colocação do chip pelo dentista posso comer normalmente?

Os documentos regulamentares indicam que não são necessárias restrições específicas quanto aos hábitos alimentares gerais após a colocação do chip. O profissional de medicina dentária poderá fornecer orientações sobre como evitar alimentos duros ou pegajosos nas primeiras horas, visando o seu conforto.

P: O que acontece se o Periochip cair?

Caso o chip se desloque da bolsa gengival, as instruções oficiais ao paciente recomendam que informe prontamente o seu dentista. O profissional dará as orientações adequadas com base no tempo decorrido desde o deslocamento.

P: É seguro escovar os dentes ou usar fio dentário na zona onde o Periochip foi colocado?

As diretrizes oficiais referem que deve evitar o uso de fio dentário no local de inserção do chip durante um período de cerca de 10 dias, para prevenir que este se solte. No entanto, a informação regulamentar indica que todos os outros procedimentos normais de higiene oral, incluindo a escovagem suave, podem geralmente continuar a ser realizados nessa área.

P: O álcool interfere com a ação do Periochip?

Os documentos regulamentares confirmam que o fármaco tem uma absorção sistémica mínima, o que significa que permanece localizado na bolsa gengival. Em conformidade, a rotulagem oficial confirma a ausência de interações farmacocinéticas sistémicas e não lista o álcool como uma restrição específica.

P: O tabagismo afeta a eficácia do Periochip?

Os estudos clínicos que fundamentaram os documentos regulamentares do produto monitorizaram o estado tabágico dos participantes. Este acompanhamento reconhece o conhecimento existente de que o hábito de fumar é um fator que pode influenciar a forma como um indivíduo responde ao tratamento periodontal.

P: Qual é a diferença entre o Periochip e uma limpeza profunda (destartarização e alisamento radicular)?

O Periochip é utilizado como um complemento (adjuvante) à destartarização e alisamento radicular (SRP) e não como um substituto. Os estudos clínicos indicam que a utilização do chip em conjunto com a SRP resultou numa maior redução média da profundidade da bolsa — uma medida fundamental da saúde gengival — em comparação com a realização exclusiva da SRP.

P: É normal sentir uma sensação ligeira no local onde o chip foi colocado?

A rotulagem oficial adverte que alguma sensibilidade, de ligeira a moderada, na zona onde o chip foi inserido é considerada normal. Esta sensação ocorre tipicamente durante a primeira semana após a colocação do chip.

P: O chip pode ser visto ou sentido com a língua?

As instruções de administração exigem que o profissional de medicina dentária insira totalmente o chip, garantindo que este fique posicionado de forma subgengival, ou seja, completamente abaixo da linha da gengiva. Devido a este método de colocação, espera-se que o chip permaneça oculto e não seja facilmente acessível à língua.

P: O Periochip pode ser utilizado para inflamações nas gengivas que não sejam periodontite?

A indicação oficial (uso aprovado) do Periochip limita-se especificamente ao tratamento adjuvante da periodontite crónica do adulto. Não se recomenda a sua utilização no tratamento de outros tipos de inflamação gengival, como a gengivite comum.

P: Existe investigação sobre a duração dos efeitos do Periochip?

Os resumos oficiais dos dados clínicos indicam que a substância ativa é libertada do chip biodegradável ao longo de um período de aproximadamente 7 a 10 dias. Reporta-se que a elevada concentração resultante do agente antimicrobiano sustenta a supressão das populações bacterianas até 11 semanas.

P: O Periochip funciona imediatamente ou demora alguns dias?

A substância ativa do chip é um antissético de ação rápida, o que significa que a sua ação molecular começa de imediato. São alcançadas concentrações elevadas do medicamento no fluido da bolsa periodontal poucas horas após a colocação.

P: O que devo fazer se as minhas gengivas começarem a sangrar alguns dias após a inserção do chip?

O sangramento gengival é referido nos documentos oficiais como uma reação local comum. A informação regulamentar ao paciente aconselha a notificação imediata do dentista se ocorrer dor, inchaço excessivo ou outros problemas inesperados.

P: O Periochip pode afetar restaurações dentárias ou coroas?

A informação oficial ao paciente aconselha os indivíduos a informar o seu profissional de medicina dentária sobre trabalhos dentários existentes, tais como coroas ou restaurações. Esta notificação permite que o profissional considere todos os fatores durante a colocação.

P: Como é que o medicamento passa do chip para o tecido gengival?

A substância ativa é libertada do chip para o fluido crevicular gengival (FCG), que é o fluido naturalmente presente na bolsa gengival. O FCG atua como um reservatório natural que circula o antissético por toda a bolsa para uma ação prolongada.

P: Existem estudos que comparem o Periochip com outros tratamentos localizados?

As revisões regulamentares da investigação clínica referem que, embora existam alguns estudos, a evidência comparativa direta entre o chip e outros tipos de materiais antimicrobianos de libertação local é geralmente limitada.

P: O Periochip causa boca seca?

A boca seca não consta da lista dos eventos adversos mais frequentemente observados ou comuns nos ensaios clínicos fundamentais que suportam a rotulagem regulamentar oficial do produto.

P: Os estudos sugerem que o Periochip ajuda a prevenir a perda de dentes?

Os resumos dos ensaios clínicos focam-se em resultados medidos diretamente relacionados com a doença gengival, como a redução da profundidade da bolsa e a melhoria do nível de inserção clínica. A investigação não determina nem alega diretamente a prevenção da perda de dentes, que é um resultado de saúde a longo prazo.

P: Vou precisar de anestesia geral para a colocação do Periochip?

Os documentos regulamentares referem que a consistência do chip permite a sua colocação rápida na bolsa gengival com o mínimo de desconforto para o paciente. Isto é consistente com um procedimento que não requer anestesia geral.

P: Quanto tempo demora o procedimento de colocação?

A administração é considerada um procedimento rápido. A informação clínica indica que a inserção de um único chip numa bolsa periodontal adequada pode ser realizada, tipicamente, em aproximadamente 30 segundos.

P: O material do Periochip pode causar uma reação alérgica localizada?

Embora reações alérgicas sistémicas graves sejam raras, as reações de hipersensibilidade local, como o inchaço gengival temporário, são classificadas como reações adversas comuns associadas ao uso do chip.

P: Qual é a taxa de sucesso descrita nos ensaios clínicos para o Periochip?

Os ensaios clínicos não estabelecem uma 'taxa de sucesso' percentual única e universal para todos os utilizadores. Em vez disso, reportam a percentagem de doentes e de bolsas que alcançaram melhorias clínicas medidas específicas, como uma redução da profundidade da bolsa de 2 milímetros ou mais.

Como Periochip deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do PerioChip

O PerioChip (chip subgengival de gluconato de clorexidina) deve ser conservado sob restrições ambientais específicas para manter a sua estabilidade, conforme definido pela rotulagem regulamentar.


Condições de Armazenamento

  • Temperatura: Conservar a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre 15°C e 25°C (59°F e 77°F). O armazenamento não deve exceder os 30°C.
  • Proteção: O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original (blister) para proteger o chip da humidade.
  • Acesso: Deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.
  • Estabilidade: Não utilize o chip após o prazo de validade impresso na embalagem.

Instruções para Eliminação

  • O PerioChip não utilizado ou com prazo de validade expirado não deve ser eliminado através das águas residuais (cano ou sanita) nem no lixo doméstico comum.
  • O procedimento recomendado é devolver o produto não utilizado a um farmacêutico ou seguir as orientações dos sistemas locais de recolha de resíduos de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Periochip encontrado em:

ÍNDICE A-Z: