Mannitol 10% Baxter

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Mannitol 10% Baxter

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mannitol 10% Baxter

Factos Rápidos: Manitol 10% Baxter

Propriedade Descrição
Substância Ativa Manitol (D-Manitol)
Forma Farmacêutica Solução para infusão (10%)
Classe Farmacológica Diurético Osmótico
Uso Comum Gestão de desequilíbrios de fluidos e de pressão
Origem Derivado/Sintético

O que é o Manitol 10% Baxter? Definição do Diurético Osmótico

O Manitol 10% Baxter é um medicamento estéril, sujeito a receita médica, cujo único princípio ativo é o composto poliol Manitol (especificamente o D-Manitol). Está formalmente classificado como um diurético osmótico, um tipo de agente que exerce o seu efeito através da manipulação da concentração de fluidos. Esta classe de fármacos destina-se especificamente a promover a diurese (aumento da excreção de urina) através de um mecanismo osmótico. O uso do D-Manitol como um agente osmótico potente é clinicamente reconhecido pela sua fiabilidade no ajuste rápido da dinâmica de fluidos.

Este medicamento apresenta-se como uma solução para infusão a 10%, o que significa que é uma solução hipertónica — com uma concentração de partículas superior à do plasma sanguíneo — utilizando água para preparações injetáveis como a sua base isenta de eletrólitos. A solução é administrada exclusivamente por via intravenosa, o que assegura que a substância ativa chegue à corrente sanguínea de forma rápida e previsível para uma ação sistémica.

Objetivo Geral: Porque é que o Manitol é utilizado na gestão do equilíbrio hídrico

O objetivo geral do Manitol 10% Baxter é mobilizar e remover rapidamente o excesso de água dos tecidos corporais. O composto é amplamente reconhecido pela sua capacidade de atrair fluidos de compartimentos onde a acumulação é problemática, auxiliando na redução de edemas e da pressão. Esta função central está bem estabelecida na literatura médica, que observa que a ação primária do Manitol consiste no aumento do gradiente osmótico, puxando eficazmente a água para a circulação para posterior eliminação. O consenso médico confirma que o Manitol é uma ferramenta crítica para gerir deslocamentos agudos de fluidos e reduzir a pressão patológica. Ao facilitar esta transferência de fluidos e a sua remoção subsequente, o medicamento ajuda a restaurar o equilíbrio hídrico essencial entre os diferentes compartimentos do corpo, sendo frequentemente utilizado em cenários que requerem a redução aguda da pressão intracraniana.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mannitol 10% Baxter?

Manitol 10% Baxter: Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Manitol 10% em solução para infusão é definido principalmente pelos efeitos relacionados com a sua potente ação osmótica, conforme documentado na informação oficial do medicamento. As reações adversas estão agrupadas por classes de sistemas e órgãos e pela sua gravidade, sendo que muitas reações são classificadas com base na experiência clínica e em relatórios pós-comercialização.


Reações Adversas Documentadas e Domínios de Segurança

Os efeitos adversos são observados frequentemente no sistema metabólico e nutricional, manifestando-se como desequilíbrios graves de fluidos e eletrólitos. Estes incluem a hipernatremia, a hiponatremia (níveis baixos de sódio), a hipercaliemia, a hipocaliemia e a hipervolemia (excesso de volume de fluidos). Estas alterações podem também resultar em problemas cardiovasculares, tais como a congestão pulmonar e o agravamento de uma insuficiência cardíaca congestiva pré-existente.

As reações na classe das doenças renais e urinárias incluem a nefrose osmótica, a lesão renal aguda e casos documentados de insuficiência renal irreversível. Os efeitos no sistema nervoso incluem confusão, letargia, convulsões e uma nota de segurança relativa ao aumento por efeito de ricochete da pressão intracraniana, que pode ocorrer várias horas após a administração.


Considerações Graves de Segurança

Os documentos oficiais listam reações adversas graves que requerem atenção clínica imediata. Estas incluem a anafilaxia e outras reações de hipersensibilidade graves, que foram associadas a desfechos fatais. Outros resultados graves relatados envolvem o estado de coma devido a toxicidade no sistema nervoso central e a encefalopatia hiponatrémica.


Notas de Segurança para Populações Específicas

A rotulagem oficial destaca um risco acrescido para determinados grupos de doentes. Indivíduos com função renal comprometida ou insuficiência cardíaca pré-existente apresentam um risco acrescido de complicações, incluindo insuficiência renal e hipervolemia. Além disso, os idosos, as crianças e as mulheres foram identificados na informação regulamentar como estando em maior risco de desenvolver hiponatremia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem, que resulta geralmente de uma dose excessiva ou de uma velocidade de infusão demasiado elevada, pode levar a perturbações fisiológicas graves e potencialmente fatais, conforme documentado na rotulagem regulamentar. Deve procurar-se assistência médica imediata se surgir qualquer sinal de suspeita de sobredosagem ou de uma reação severa. Os documentos regulamentares oficiais determinam que a infusão deve ser interrompida imediatamente perante o desenvolvimento de sintomas graves.


Manifestações de Sobredosagem e Desfechos Graves Documentados

A sobredosagem caracteriza-se por desequilíbrios profundos de fluidos e eletrólitos (por exemplo, hipervolemia, hiponatremia ou hipernatremia, acidose metabólica), que podem agravar condições pré-existentes. A acumulação severa pode conduzir a toxicidade aguda do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo confusão, letargia, convulsões e estado de coma. A sobrecarga cardiopulmonar pode manifestar-se através de edema pulmonar ou insuficiência cardíaca congestiva. Além disso, os avisos regulamentares assinalam o risco de complicações renais graves, incluindo insuficiência renal irreversível.


Ação de Emergência e Gestão Clínica

Caso se suspeite de sobredosagem, é necessária uma monitorização rigorosa do estado dos fluidos e eletrólitos, da osmolaridade plasmática e das funções renal, cardíaca e pulmonar. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Manitol; o tratamento é definido na rotulagem oficial como sintomático e de suporte, focando-se na correção dos desequilíbrios documentados. É explicitamente referido que as crianças e os doentes idosos apresentam um risco acrescido de desenvolver hiponatremia grave.

Usos terapêuticos de Mannitol 10% Baxter

Indicações do Manitol 10% Baxter: Principais Usos e Benefícios

O Manitol 10% é geralmente aplicado em contextos onde é necessário um auxílio sintomático de curto prazo para gerir sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos, frequentemente devidos a pressão causada por fluidos. Este medicamento apoia o doente durante episódios difíceis ao promover a eliminação do excesso de água e de certas substâncias, ajudando assim a atenuar a carga sintomática global. De acordo com o Resumo das Características do Medicamento, as principais áreas terapêuticas envolvem a abordagem de sintomas associados a aumentos agudos da pressão de fluidos e a gestão de cenários que exijam um alívio de suporte através do aumento do fluxo urinário.


Gestão de Sintomas em Episódios Agudos de Fluidos e Pressão

Esta solução é relevante para atenuar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos devido à pressão elevada de fluidos em espaços confinados, tais como os relacionados com o edema cerebral (inchaço no cérebro) e o glaucoma agudo (pressão elevada no olho). É habitualmente utilizada em diversas condições que apresentam episódios agudos onde o alívio de suporte é fundamental. Este uso apoia a melhoria do conforto durante períodos de intensificação dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

“O Manitol é frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte para abordar o desconforto agudo relacionado com fluidos.”

Este medicamento é também utilizado quando é necessário auxílio sintomático de curta duração para ajudar a abordar sintomas relacionados com o baixo débito urinário (oligúria) em contextos renais agudos, e para apoiar a gestão de sintomas associados à presença de certas substâncias tóxicas.


Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio para Sintomas de Pressão Aguda

O Manitol 10% é aplicado em contextos clínicos marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários, nos quais sintomas que criam um esforço funcional percetível, como os causados por alterações de fluidos e pressão, requerem uma gestão de suporte. Isto auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a aliviar a carga sintomática global.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Manitol 10% Baxter? Informações Regulamentares Oficiais

A elegibilidade para a utilização de Manitol 10% em solução para infusão é estritamente definida por documentos regulamentares, centrando-se principalmente no estado hídrico atual do doente, na sua função renal e na integridade cardiopulmonar. A utilização é contraindicada, e o medicamento não deve ser utilizado, em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao manitol, congestão pulmonar grave pré-existente ou edema pulmonar agudo (presença de líquido nos pulmões), ou desidratação severa.


Contraindicações e Restrições

O medicamento está também proibido para doentes com anúria estabelecida (ausência de produção de urina) devido a doença renal grave, hipovolemia severa e hemorragia intracraniana ativa, exceto se administrado durante uma craniotomia. Doentes com hiperosmolaridade plasmática também estão excluídos do tratamento.

No caso de doentes com insuficiência renal, a utilização é condicional; a administração deve ser precedida por uma dose de teste e a terapêutica só pode continuar se for alcançado um fluxo urinário adequado. As orientações regulamentares de algumas regiões referem que a utilização não é recomendada em doentes com acidente vascular cerebral (AVC) agudo ou traumatismo cranioencefálico agudo.


O Manitol está indicado para utilização em adultos e em doentes pediátricos, de acordo com as utilizações aprovadas. Relativamente a mulheres grávidas, o medicamento só deve ser administrado se for claramente necessário. Recomenda-se precaução na administração a mulheres que estejam a amamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Manitol 10% é definido pelo potencial de potenciação farmacodinâmica da toxicidade, pela alteração da exposição sistémica de medicamentos coadministrados e por restrições específicas de incompatibilidade física documentadas na rotulagem regulamentar.

As informações oficiais indicam que a utilização concomitante deve ser evitada com determinadas classes de medicamentos devido ao aumento dos riscos:

  • Agentes Nefrotóxicos (ex.: Aminoglicosídeos, Ciclosporina) e Outros Diuréticos: A coadministração aumenta o risco de insuficiência renal.
  • Agentes Neurotóxicos (ex.: Aminoglicosídeos): A coadministração pode potenciar a toxicidade do Sistema Nervoso Central (SNC).

O Manitol pode também aumentar a eliminação e, consequentemente, diminuir a eficácia de outros medicamentos de eliminação renal que sejam administrados em simultâneo. Por exemplo, os documentos oficiais referem que a eliminação do Lítio pode ser inicialmente aumentada. Além disso, o potencial do Manitol para induzir alterações hídricas e eletrolíticas pode resultar em reações adversas cardíacas em doentes que tomam fármacos sensíveis a desequilíbrios de eletrólitos, como a Digoxina ou agentes que prolongam o intervalo QT.


Relativamente a restrições físicas, a solução não deve ser administrada simultaneamente com sangue total através da mesma linha de infusão, a menos que seja adicionada uma quantidade mínima de cloreto de sódio para prevenir a incompatibilidade física (pseudoaglutinação ou hemólise). Não é recomendada a mistura com outros medicamentos no mesmo recipiente da solução.

Mecanismo de ação

O mecanismo de funcionamento do Manitol é puramente físico e osmótico, baseando-se na dinâmica de fluidos em vez da ligação a recetores biológicos ou enzimas. As suas ações focam-se em dois domínios mecânicos principais que visam mobilizar e eliminar a água.


Ação Osmótica Sistémica e Mobilização de Fluidos

Este mecanismo baseia-se na retenção do Manitol — um soluto inerte de grandes dimensões — no líquido extracelular (LEC) e na circulação, devido à barreira do endotélio capilar intacto (como a Barreira Hematoencefálica no sistema nervoso central). Este confinamento cria um gradiente osmótico acentuado que atrai fisicamente a água livre dos tecidos e células (onde a concentração de solutos é menor) para o plasma hiperosmolar. Este deslocamento osmótico provoca a mobilização de fluidos de compartimentos específicos, como o tecido cerebral, resultando diretamente numa redução fisiológica do conteúdo local de água.


Carga de Solutos nos Túbulos Renais e Excreção de Água

O segundo domínio ocorre nos rins, onde o Manitol filtrado se torna o elemento-chave na cascata diurética. O Manitol é livremente filtrado no glomérulo, mas é pouco reabsorvido pelos túbulos renais. A sua presença contínua no interior do túbulo mantém uma pressão osmótica elevada, inibindo funcionalmente os mecanismos passivos normais que fariam a água retornar à corrente sanguínea no nefrónio proximal. Esta ação resulta num aumento significativo do volume de fluido destinado à eliminação, facilitando assim a excreção acelerada da água que foi mobilizada do corpo.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Manitol 10% Baxter: Diretrizes Oficiais de Administração

O Manitol 10% Baxter está aprovado para utilização exclusiva por infusão intravenosa. A solução é administrada lentamente, geralmente durante um período de 30 a 60 minutos, e não se destina a uma injeção rápida. Um requisito procedimental crucial exige a utilização de um filtro em linha durante o processo de infusão para prevenir a administração de eventuais cristais. Além disso, a solução deve ser inspecionada visualmente e deve estar límpida e isenta de quaisquer cristais visíveis antes da utilização; o aquecimento e o arrefecimento são etapas necessárias caso se observe cristalização no recipiente.

A dose diária total é calculada com base num modelo dependente do peso e situa-se geralmente no intervalo de 50 a 200 gramas num período de 24 horas. Para avaliar a capacidade de processamento de fluidos, as diretrizes regulamentares exigem frequentemente uma dose de teste inicial de 0,2 g/kg, administrada durante um curto período. O medicamento é utilizado num regime intermitente para situações agudas, o que significa que as doses subsequentes podem ser repetidas conforme necessário, tipicamente com um intervalo mínimo de seis a oito horas. A duração da terapêutica é considerada de curto prazo e está limitada pela necessidade clínica.


A dosagem para a população pediátrica também é baseada no peso, variando entre 0,5 g/kg e 1,5 g/kg, podendo ser repetida em intervalos de 4 a 8 horas. No caso dos idosos, as orientações oficiais recomendam precaução na dosagem e monitorização devido a possíveis alterações subjacentes na função renal. O fármaco não deve, em circunstância alguma, ser administrado simultaneamente com produtos derivados do sangue através da mesma linha de infusão.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

A investigação clínica contemporânea tem reforçado o papel fundamental do manitol a 10% na gestão da pressão intracraniana elevada e na manutenção da função renal em contextos específicos. Estudos observacionais e ensaios clínicos recentes sublinham a eficácia deste agente osmótico na redução do edema cerebral, demonstrando que a administração controlada de soluções de manitol facilita a extração de fluidos dos tecidos cerebrais para o compartimento vascular, reduzindo assim o risco de lesões secundárias em pacientes com traumatismo cranioencefálico ou patologias neurológicas agudas.

No âmbito da proteção renal, dados recentes sugerem que o manitol a 10% continua a ser uma intervenção relevante durante procedimentos cirúrgicos complexos, como transplantes renais ou cirurgias vasculares major. A evidência indica que a sua ação como diurético osmótico ajuda a manter o fluxo urinário e a prevenir a necrose tubular aguda, embora os especialistas salientem a importância de monitorizar rigorosamente o equilíbrio eletrolítico e a osmolaridade sérica para evitar complicações como a sobrecarga hídrica ou a desidratação intracelular.

Adicionalmente, análises de segurança recentes reiteram que a eficácia do manitol está intrinsecamente ligada à precisão da dose e à velocidade de perfusão. A literatura médica atual destaca que, embora o manitol seja uma ferramenta terapêutica estabelecida, a sua utilização deve ser adaptada ao perfil hemodinâmico de cada paciente, garantindo que os benefícios na redução da pressão intraocular ou intracraniana não comprometam a estabilidade cardiovascular sistémica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mannitol 10% Baxter (FAQ)


P: Além de reduzir a pressão no cérebro, que outros usos estão descritos para este medicamento?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Manitol é também utilizado para a redução da pressão elevada no olho (pressão intraocular). Este uso é indicado principalmente quando outros métodos de tratamento não obtiveram sucesso.

A função central do medicamento é mobilizar e remover o excesso de água dos tecidos corporais.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns descritos nos documentos oficiais para o Manitol 10%?

Os documentos oficiais descrevem reações adversas comunicadas frequentemente, incluindo dor de cabeça, sede, náuseas e boca seca. Como a ação principal do medicamento envolve a movimentação de fluidos, os desequilíbrios hídricos e eletrolíticos (alterações na química do sangue, como o sódio) são também observados com frequência.

Pode consultar uma lista abrangente na secção "Possíveis efeitos secundários e informações de segurança".


P: Estão descritos sinais de uma reação alérgica grave ao Manitol 10% aos quais o doente deva estar atento?

As informações oficiais de segurança referem que foram comunicadas reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia. Os documentos regulamentares estipulam que a perfusão requer a interrupção imediata caso se observem sinais ou sintomas de uma suspeita de reação de hipersensibilidade, tais como hipotensão (pressão arterial baixa) ou dispneia (dificuldade em respirar).

Estas reações são raras, mas requerem cuidados médicos urgentes.


P: Quais são os sinais de desidratação que podem ocorrer devido ao uso de Manitol?

Uma vez que o Manitol atua provocando uma perda significativa de água, podem ocorrer sintomas relacionados com a desidratação. Os efeitos adversos comunicados oficialmente incluem diurese acentuada (urina excessiva), secura da boca e sede.

A monitorização do estado hídrico é um componente obrigatório durante todo o curso do tratamento.


P: Que parâmetros específicos do corpo (como a pressão arterial ou a produção de urina) são habitualmente monitorizados pelos médicos durante a perfusão?

As orientações regulamentares exigem que os profissionais de saúde monitorizem de perto vários parâmetros durante e após a perfusão. Estes incluem a produção de urina, os eletrólitos séricos (como sódio e potássio) e o equilíbrio ácido-base do corpo.

A monitorização das funções renal, cardíaca e pulmonar é também necessária para gerir os riscos potenciais associados às alterações de fluidos.


P: Por que razão o Manitol 10% é geralmente administrado num hospital ou contexto médico?

O Manitol 10% é administrado através de uma linha intravenosa (IV) e requer supervisão médica próxima devido à natureza dos seus efeitos. A administração exige a monitorização contínua dos sinais vitais e de fatores complexos, como a osmolaridade sérica e os níveis de eletrólitos.

Esta vigilância é essencial para detetar e gerir os riscos de desequilíbrios hídricos graves e potenciais complicações relacionadas com os rins ou o coração.


P: O Manitol 10% também trata certos tipos de envenenamento ou sobredosagem?

Embora as indicações regulamentares oficiais primárias se foquem na redução da pressão, o Manitol tem sido estudado como um possível agente adjuvante para o tratamento de certos tipos de toxicidade. Isto inclui casos associados a toxinas específicas ou sobredosagens.

A decisão de qualquer utilização fora das indicações oficiais primárias cabe ao critério clínico de um profissional de saúde qualificado.


P: Com que rapidez é que o corpo processa e elimina naturalmente o Manitol?

A farmacologia clínica oficial descreve o processamento rápido do Manitol pelo organismo. Aproximadamente 80% de uma dose aparece na urina num período de três horas após a injeção intravenosa.

O Manitol é eliminado de forma relativamente rápida, com uma semivida terminal média que varia tipicamente entre 4,5 e 5 horas.


P: É comum sentir um aumento da sede ou ter a boca seca enquanto se recebe Manitol 10%?

Sim, os documentos regulamentares listam tanto a secura da boca como a sede como reações adversas que foram comunicadas pelos doentes. Estes sintomas são esperados devido ao efeito do fármaco de retirar água do corpo.

Fazem parte do processo através do qual o medicamento atinge o efeito pretendido de redução de fluidos.


P: O Manitol 10% pode causar problemas no local onde a IV é colocada?

Sim, foram comunicadas reações adversas específicas à técnica de administração. Estas incluem flebite (inflamação da veia) ou trombose venosa (um coágulo) que se estende a partir do local da injeção.

Existe também o risco de extravasamento, em que a solução verte para fora da veia para o tecido circundante.


P: O Manitol 10% aumenta o risco de desenvolver febre durante ou após a perfusão?

Sim, a febre (ou "resposta febril") foi comunicada como uma reação adversa nas informações oficiais do produto. Isto pode estar relacionado com a própria solução ou com a técnica utilizada para a administração.

A temperatura do doente é monitorizada como parte do procedimento de tratamento padrão.


P: A visão turva temporária está descrita como um possível efeito secundário?

Sim, os documentos regulamentares oficiais listam a visão turva como uma das reações adversas comunicadas. Este é, geralmente, um efeito temporário.

As alterações na visão são habitualmente observadas pela equipa médica que supervisiona os cuidados ao doente.


P: O nariz entupido ou com corrimento está descrito como um potencial efeito secundário do Manitol 10%?

Sim, as informações oficiais do produto incluem a rinite, que abrange sintomas como o corrimento nasal, como uma reação adversa comunicada. Este é um dos efeitos secundários menos comuns que podem ocorrer.


P: O Manitol 10% pode causar dores de cabeça ou batimentos cardíacos rápidos?

A rotulagem regulamentar oficial lista tanto a dor de cabeça como a taquicardia (batimento cardíaco rápido) entre as reações adversas comunicadas. Estes efeitos são monitorizados pelos profissionais de saúde durante o curso do tratamento.

Podem estar relacionados com as alterações de fluidos e de pressão causadas pela perfusão.


P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito de redução da pressão do Manitol 10%?

A redução da pressão intracraniana começa habitualmente de forma rápida, muitas vezes entre 15 a 30 minutos após o início da perfusão. Este efeito de abaixamento da pressão dura, geralmente, entre 1,5 e 6 horas.

Esta duração depende da situação clínica específica e do estado geral do doente.


P: Quanto tempo após o início da perfusão deve o doente esperar um aumento na produção de urina?

O efeito diurético esperado (aumento da produção de urina) da perfusão de Manitol tem, tipicamente, um início de ação entre 1 a 3 horas após o começo da perfusão. A monitorização do débito urinário é uma parte padrão do processo de tratamento.


P: Existe informação descritiva sobre conduzir ou utilizar máquinas após o tratamento com Manitol 10%?

Devido ao potencial do medicamento causar efeitos neurológicos como tonturas, os doentes são geralmente aconselhados a ter cautela em relação a atividades que exijam alerta. Recomenda-se evitar conduzir ou utilizar máquinas pesadas até que quaisquer efeitos potenciais tenham desaparecido completamente.

A orientação específica para o estado individual do doente é fornecida por um profissional de saúde.


P: O equilíbrio ácido-base do corpo precisa de ser verificado durante o tratamento com Manitol 10%?

Sim, as informações de segurança regulamentares aconselham explicitamente que o equilíbrio ácido-base do doente deve ser monitorizado. Este é um componente crítico da gestão do estado global de fluidos e eletrólitos durante e após a perfusão.

Isto garante que o equilíbrio químico do corpo permanece dentro de um intervalo seguro.


P: Qual é a principal diferença entre o Manitol 10% e o Manitol 20%?

A diferença principal é a concentração da substância ativa (Manitol) na solução. Isto tem um impacto direto na osmolaridade da solução (concentração de partículas), sendo a de 20% duas vezes mais concentrada.

Concentrações mais elevadas podem ser utilizadas para um maior efeito osmótico, mas podem ter uma maior tendência para cristalizar e podem acarretar diferentes riscos de administração.


P: Existe informação sobre a acumulação de Manitol 10% no tecido cerebral?

Sim, as informações oficiais de segurança alertam que o Manitol pode acumular-se no cérebro se permanecer na circulação por longos períodos. Esta acumulação pode potencialmente levar a um aumento de ricochete da pressão intracraniana.

Este risco é mais elevado em doentes cuja barreira hematoencefálica já se encontre comprometida.

Como Mannitol 10% Baxter deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação da Solução de Manitol 10% Baxter

As condições de conservação oficialmente documentadas para o Manitol 10% Solução para Infusão exigem que o recipiente fechado seja mantido à temperatura ambiente, com um prazo de validade de 3 anos. É obrigatório que a solução não seja refrigerada nem congelada, uma vez que as baixas temperaturas podem provocar a cristalização do manitol. Caso sejam observados cristais, o recipiente deve ser aquecido para os dissolver, mas nunca deve ser aquecido em água ou num forno de micro-ondas. Deve permitir-se que a solução arrefeça e esta deve ser novamente inspecionada antes da administração.


O Manitol 10% destina-se a uma utilização única. Qualquer porção não utilizada deve ser eliminada imediatamente após a administração, devido aos requisitos de esterilidade. O recipiente deve também ser eliminado se estiver danificado, se forem detetadas fugas ou se a solução contiver partículas visíveis ou alteração da cor. A eliminação de qualquer produto não utilizado e dos materiais residuais deve ser feita de acordo com os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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