Levopar

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Levopar

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Levopar

Levopar: Identidade e Classificação Farmacológica

O Levopar é uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte do grupo N04BA02, que abrange as combinações de levodopa com inibidores da descarboxilase. Trata-se de um medicamento de associação de dose fixa que contém duas substâncias ativas distintas de origem sintética: a Levodopa e a Benserazida. Este produto de ingrediente duplo é conhecido genericamente como Co-beneldopa e atua como um agente antiparkinsonónico, concebido para a gestão terapêutica de patologias neurodegenerativas relacionadas com o movimento. É reconhecido como uma formulação padrão, partilhando a sua combinação de substâncias ativas com outras marcas conhecidas, como o Madopar e o Prolopa.

Composição e Lógica da Fórmula Dual

Este medicamento é disponibilizado para administração por via oral em formas farmacêuticas de elevado nível, tais como comprimidos ou cápsulas. A sua composição baseia-se na ação sinérgica dos seus componentes: a Levodopa atua como um precursor da dopamina, enquanto a Benserazida é um inibidor da descarboxilase dos aminoácidos aromáticos L. A benserazida possui uma ação periférica — é intencionalmente incapaz de atravessar a Barreira Hematoencefálica (BHE). Esta limitação estratégica, sustentada por estudos farmacológicos extensos, evita a conversão prematura da essencial Levodopa em dopamina nos tecidos extracerebrais. Esta combinação é utilizada especificamente para aumentar a quantidade de levodopa disponível para o cérebro.

Objetivo Geral e Aplicação Terapêutica

Ao inibir a descarboxilação periférica, a formulação garante que uma proporção significativamente maior de Levodopa terapêutica atinja o Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo principal desta estratégia farmacológica é compensar a deficiência fundamental do neurotransmissor Dopamina observada na patologia, que é clinicamente reconhecida como o fator-chave na progressão da doença. Ao otimizar a entrega do componente essencial, a Levodopa, diretamente ao cérebro, o medicamento visa facilitar o restabelecimento do sinal químico necessário para o controlo motor funcional. A aplicação global foca-se em ajudar a melhorar os sintomas motores associados ao Parkinsonismo, auxiliando na restauração de um equilíbrio químico mais estável dentro do SNC.

Quais efeitos secundários são possíveis com Levopar?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de reações adversas oficialmente documentado para o Levopar (levodopa/benserazida) reflete a sua atividade no sistema nervoso e encontra-se detalhado em documentos regulamentares. Os efeitos secundários são formalmente classificados por frequência e por Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) para definir o perfil de risco do medicamento.

As reações adversas frequentemente observadas na classe das Doenças do Sistema Nervoso incluem a discinesia (movimentos involuntários), que está documentada como sendo Muito Frequente. Outras flutuações e alterações motoras são comummente observadas em exposições de longo prazo. No que respeita às Perturbações Psiquiátricas, são frequentemente reportadas alucinações, confusão e insónia. Reações gastrointestinais como náuseas, vómitos e diarreia são, muitas vezes, mais proeminentes no início do tratamento.

As reações adversas graves listadas nos textos regulamentares incluem um complexo de sintomas semelhante à Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), que tem sido associada à interrupção abrupta ou à redução rápida do medicamento. Outras reações graves incluem hemorragia gastrointestinal e depressão com tendências suicidas.

As restrições de segurança limitam a utilização do medicamento em certas populações e condições. O Levopar está contraindicado em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar, e em indivíduos com glaucoma de ângulo fechado ou historial de melanoma maligno. Recomenda-se precaução e monitorização em doentes com arritmias cardíacas pré-existentes ou úlcera péptica, conforme indicado nas informações oficiais de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial define a sobredosagem com Levodopa e Benserazida como um evento de intoxicação aguda grave, provocado por uma atividade dopaminérgica excessiva. Os sinais clínicos documentados de sobre-exposição incidem sobre o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular. Estas manifestações incluem discinesias (movimentos involuntários), confusão mental, agitação, taquicardia sinusal e flutuações significativas da pressão arterial (hipertensão ou hipotensão).

Uma sobredosagem tem o potencial de evoluir para resultados graves com risco de vida, tais como o desenvolvimento da Síndrome de Discinesia-Hiperpiréxia (SDH), que está documentada como podendo levar a complicações secundárias como a rabdomiólise e eventual insuficiência renal aguda. Indivíduos que apresentem qualquer uma destas manifestações graves devem procurar assistência médica imediata.

As agências regulamentares indicam que não se conhece um antídoto específico para a intoxicação por Levodopa/Benserazida. O tratamento limita-se a medidas sintomáticas e de suporte, incluindo a monitorização médica contínua e a observação específica da função cardíaca (ECG). A sobredosagem que envolva formulações de libertação controlada requer uma observação hospitalar prolongada, devido ao potencial documentado de reaparecimento da toxicidade até 48 horas após a ingestão.

Usos terapêuticos de Levopar

Para que serve o Levopar: Principais utilizações e benefícios

O Levopar é habitualmente utilizado para auxiliar no alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico e o esforço motor na doença de Parkinson e noutras formas de parkinsonismo. Este medicamento ajuda a atenuar o conjunto principal de sintomas motores, que inclui a lentidão de movimentos significativa (bradicinesia), a rigidez muscular generalizada e o tremor em repouso, frequentemente angustiante. Um benefício primordial é o facto de apoiar um maior controlo motor funcional, o que auxilia os doentes na realização de atividades diárias essenciais com maior facilidade e confiança.


Aplicações Principais e Foco nos Sintomas

O medicamento é considerado relevante para a gestão das flutuações da resposta motora, crónicas e imprevisíveis, que caracterizam o parkinsonismo estabelecido. É habitualmente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos, incluindo a Doença de Parkinson idiopática, o Parkinsonismo pós-encefálico e formas de Parkinsonismo sintomático resultantes de intoxicações específicas. Além disso, esta formulação é aplicada na abordagem do desconforto intenso associado à Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). Quando utilizado para gerir flutuações, o Levopar oferece um alívio de suporte que ajuda a manter um nível mais constante de estabilidade motora e pode auxiliar no alívio da imobilidade noturna.

Facto Rápido: Alívio para Flutuações Motoras O medicamento é aplicado na abordagem de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, gerindo especificamente o reaparecimento de sintomas ou a rigidez que se manifesta durante períodos de alteração na intensidade sintomática.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Levopar

O Levopar é um medicamento indicado para o tratamento da doença de Parkinson e de certas formas de parkinsonismo. No entanto, a sua utilização não é adequada para todos os indivíduos, existindo critérios específicos de elegibilidade e contraindicações rigorosas que devem ser respeitadas para garantir a segurança do doente.

Quem não pode utilizar (Contraindicações)

O Levopar não deve ser utilizado por pessoas que apresentem as seguintes condições:

  • Hipersensibilidade: Indivíduos com alergia conhecida à levodopa, à benserazida ou a qualquer outro componente da formulação.
  • Disfunções Orgânicas Graves: Doentes com doenças graves do sistema endócrino (como hipertiroidismo), insuficiência renal ou hepática grave, ou doenças cardíacas graves (especialmente arritmias cardíacas ou insuficiência cardíaca grave).
  • Perturbações Psiquiátricas: Pessoas com psicoses graves ou outras doenças mentais com componente psicótico.
  • Glaucoma de Ângulo Fechado: O medicamento está contraindicado em doentes com glaucoma de ângulo fechado não controlado.
  • Idade: Geralmente, não é recomendado para doentes com menos de 25 anos, uma vez que o desenvolvimento ósseo deve estar completo.
  • Gravidez e Amamentação: O Levopar não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar sem uma contracepção adequada. Se ocorrer uma gravidez, o tratamento deve ser interrompido. A amamentação também é contraindicada durante o uso deste fármaco.
  • Interações Medicamentosas: Não deve ser administrado simultaneamente com inibidores não seletivos da monoamina oxidase (MAO). A combinação com inibidores da MAO-A e MAO-B deve ser avaliada com extrema cautela pelo médico.

Precauções e Grupos de Risco

A utilização de Levopar requer monitorização cuidadosa em determinados grupos:

  • Doença Cardiovascular: Doentes com historial de enfarte do miocárdio, arritmias cardíacas ou insuficiência coronária necessitam de vigilância cardíaca regular, especialmente no início do tratamento.
  • Úlceras Gastroduodenais: Pessoas com antecedentes de úlceras no estômago ou duodeno devem ser acompanhadas, devido ao risco de hemorragia gastrointestinal.
  • Diabetes: Doentes diabéticos devem realizar controlos mais frequentes da glicemia, uma vez que a levodopa pode interferir com o metabolismo da glucose.
  • Melanoma: Existe uma monitorização recomendada para doentes com historial de melanoma maligno, devendo qualquer alteração cutânea suspeita ser avaliada por um especialista.

Antes de iniciar o tratamento, é fundamental que o doente informe o profissional de saúde sobre todo o seu historial clínico e outros medicamentos que esteja a tomar, de forma a prevenir complicações ou interações adversas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Restrições Formais de Interação

O perfil regulamentar da associação Levodopa/Benserazida (Levopar/Co-beneldopa) define várias proibições e limitações de administração obrigatórias. A coadministração com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) não seletivos é estritamente contraindicada devido ao risco documentado de crise hipertensiva. Esta proibição aplica-se igualmente à utilização combinada de inibidores seletivos da MAO-A e da MAO-B. Além disso, o anestésico geral Halotano deve ser evitado em cirurgias de emergência em doentes a tomar este medicamento, conforme especificado nos documentos regulamentares.

Alterações Farmacodinâmicas e de Exposição

Estão documentadas interações com diversas classes de produtos medicinais. Os Fármacos Antipsicóticos (neurolépticos) podem neutralizar o efeito do Levopar devido às suas propriedades de bloqueio dos recetores de dopamina. O uso concomitante com Agentes Anti-hipertensores pode aumentar a resposta hipotensora (descida da tensão arterial), e a ação de Simpaticomiméticos pode ser potenciada, aumentando o risco cardiovascular.

Regras de Alimentos e Cronologia

As informações oficiais descrevem interações nos transportadores que alteram a exposição à levodopa. Os Sais de Ferro (Sulfato Ferroso) reduzem significativamente a biodisponibilidade da levodopa e não devem ser tomados ao mesmo tempo que o Levopar.

Para mitigar a competição por parte das proteínas da dieta (Grandes Aminoácidos Neutros), que também reduzem a absorção, a formulação padrão deve ser administrada pelo menos 30 minutos antes ou 1 hora após as refeições. Separadamente, os Inibidores da COMT (ex.: Entacapona) são conhecidos por aumentar a exposição à levodopa (AUC - Área Sob a Curva). A combinação com Piridoxina (Vitamina B6) documenta a ausência de interação significativa devido ao componente protetor da benserazida.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Levopar: O Mecanismo de Ação

O mecanismo do Levopar baseia-se numa ação dupla e coordenada, desenhada para aumentar a concentração funcional de Dopamina no Sistema Nervoso Central (SNC). O ingrediente complementar, a Benserazida, atua como um inibidor periférico da enzima descarboxilase dos aminoácidos aromáticos L (AADC) fora do cérebro. A exclusão da benserazida da Barreira Hematoencefálica (BHE) localiza a sua ação inibidora, aumentando a fração do precursor Levodopa disponível para atravessar para o SNC.

Após ultrapassar a BHE, a Levodopa é metabolizada pela AADC residual no neurotransmissor ativo, a Dopamina. Esta Dopamina atua como um agonista, estimulando os recetores dopaminérgicos pós-sinápticos dentro da via nigroestriada. O aumento funcional resultante no estímulo dopaminérgico modifica a atividade neural dentro das vias de sinalização do controlo motor.

Existem limitações devido à redução progressiva de neurónios funcionais, o que leva a uma libertação de dopamina menos regulada ao longo do tempo. Além disso, a entrada de Levodopa no SNC está sujeita a uma ligação competitiva de substratos no transportador saturável LAT1, o que pode modular a quantidade de precursor que atinge a área-alvo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Levopar

O Levopar (Co-beneldopa, Levodopa/Benserazida) é um medicamento de administração oral utilizado como terapêutica de substituição sistémica. Este produto encontra-se disponível em diversas formas farmacêuticas orais, que incluem cápsulas de libertação imediata, comprimidos dispersíveis e cápsulas de libertação modificada.

Dosagem Oficial e Frequência

O tratamento segue um protocolo de titulação gradual, iniciando-se com uma dose inicial baixa que é aumentada lentamente, geralmente com intervalos semanais ou quinzenais, até se alcançar um regime estável.

Fase do Regime Dose Inicial Típica (Levodopa/Benserazida) Intervalo Típico da Dose Diária Total
Tratamento Inicial 50 mg/12,5 mg, 3 a 4 vezes por dia 400 mg/100 mg a 800 mg/200 mg

A quantidade total diária é administrada em doses fracionadas para garantir uma disponibilidade contínua, sendo que a dose diária máxima recomendada raramente excede 1000 mg de Levodopa/250 mg de Benserazida.


Requisitos de Administração

Para otimizar a absorção, as formas padrão são geralmente tomadas com o estômago vazio, especificamente 30 minutos antes ou 1 hora após uma refeição. Se ocorrer desconforto gástrico, o medicamento pode ser administrado com um pequeno lanche pobre em proteínas. A utilização deste produto de associação não é permitida em indivíduos com menos de 25 anos de idade, de forma a assegurar o completo desenvolvimento esquelético.

O Manuseamento Específico das Formas Farmacêuticas determina que as cápsulas de libertação modificada devem ser engolidas inteiras, sem serem esmagadas ou mastigadas. Os comprimidos dispersíveis requerem preparação através da sua dissolução em um quarto de copo de água (25–50 mL), devendo a solução ser consumida no prazo de 30 minutos. No caso de esquecimento de uma dose, as instruções do produto indicam que se deve tomar a dose seguinte no horário previsto e não duplicar a dose.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação e Panorama dos Estudos sobre Levopar


Evidência na Doença de Parkinson Idiopática (Tratamento Inicial)

A investigação sobre a combinação de Levodopa/Benserazida (Levopar) na Doença de Parkinson (DP) idiopática inclui numerosos estudos controlados. Têm sido amplamente aplicados Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (RCTs) e Revisões Sistemáticas para explorar os efeitos a curto prazo. Estes estudos focaram-se na medição de alterações nas características motoras centrais da doença, particularmente na intensidade da bradicinesia (lentidão de movimentos) e da rigidez, utilizando escalas de avaliação padronizadas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, destacando as alterações medidas durante o período de investigação em doentes adultos com DP, tanto recém-diagnosticados como em fase avançada. A investigação continua em curso para melhor compreender e gerir os resultados complexos a longo prazo, uma vez que o nível de certeza para estratégias de gestão prolongada ainda é uma área em desenvolvimento.

Evidência nas Flutuações da Resposta Motora

A investigação que explora a gestão das flutuações da resposta motora (tais como os episódios "on-off" e de "fim de dose" ou wearing-off) utilizou Ensaios Clínicos Cruzados Aleatorizados (Crossover) e estudos controlados ativos. Estes ensaios foram aplicados em contextos de investigação que envolveram sintomas flutuantes entre doentes sob terapia de longa duração. Os estudos centraram-se em resultados que descrevem alterações episódicas, monitorizando a forma como os doentes experienciam períodos de maior atividade dos sintomas (o estado "Off") face a períodos de redução da sintomatologia (o estado "On"). As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com as medições reportadas do tempo passado no estado "Off" e a medição do tempo decorrido até à alteração dos sintomas após uma dose.

O Que Ainda é Incerto na Evidência sobre o Levopar

Existem limitações e incertezas fundamentais na investigação em áreas específicas. Para a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), a base de evidência consiste essencialmente em ensaios de curta duração, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo, particularmente quanto ao potencial de "agravamento" (piora dos sintomas com a utilização prolongada). Além disso, a evidência para o Parkinsonismo Sintomático (devido a causas raras) baseia-se largamente em Séries de Casos e Estudos Observacionais, e não em ensaios aleatorizados prospetivos dedicados, o que implica que a qualidade da evidência varia entre estes grupos menos comuns. Os efeitos a longo prazo relacionados com a gestão ideal de complicações ao longo de décadas não estão ainda totalmente estabelecidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Levopar (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente a sentir-se os efeitos visíveis do Levopar após o início do tratamento?

A informação oficial do produto descreve que a formulação de libertação imediata começa a atuar cerca de 30 a 60 minutos após a sua toma. No entanto, para que um doente sinta o benefício total e estável do seu esquema terapêutico com Levopar, o processo pode demorar várias semanas, à medida que o tratamento é ajustado gradualmente.


P: Qual é a diferença entre o Levopar de marca e a sua versão genérica?

O Levopar de marca e a sua versão genérica contêm os mesmos princípios ativos (Levodopa/Benserazida) na mesma dose. A diferença reside nos ingredientes não ativos, ou excipientes. Estes excipientes podem variar entre produtos e podem influenciar fatores como a velocidade de dissolução do comprimido e a subsequente absorção pelo organismo.


P: Existem analgésicos comuns de venda livre que devam ser evitados com o Levopar?

Documentos regulamentares indicam que certos medicamentos comuns de venda livre, como o paracetamol e o ácido acetilsalicílico (aspirina), podem afetar a forma como o organismo elimina a benserazida. Isto pode, potencialmente, alterar os níveis de benserazida observados na corrente sanguínea.


P: Quais são as recomendações gerais relativas ao consumo de álcool durante a toma de Levopar?

De acordo com a informação oficial para o doente, o consumo de álcool deve ser evitado ou cuidadosamente limitado durante o tratamento com Levopar. O álcool pode aumentar os efeitos adversos no sistema nervoso, tais como sonolência, tonturas e dificuldade de concentração, podendo também prejudicar a capacidade de discernimento.


P: O que dizem os resultados da investigação sobre o perfil de segurança a longo prazo do Levopar?

Resumos de investigação referem que a utilização por cinco anos ou mais está frequentemente associada ao desenvolvimento de flutuações da resposta motora e discinésia (movimentos involuntários). A terapia a longo prazo tem sido também associada a condições como a síndrome de desregulação dopaminérgica e potencial stresse oxidativo.


P: Existe alguma ligação entre o Levopar e alterações nos padrões de sono ou episódios de sono súbito?

Avisos regulamentares afirmam que a Levodopa/Benserazida tem sido associada à sonolência, que é um estado de dormência. Muito raramente, foram reportados episódios de sono súbito durante as atividades diárias, ocorrendo por vezes sem quaisquer sinais de alerta prévios.


P: O Levopar pode causar alteração na cor da urina, do suor ou da saliva?

A informação oficial para o doente indica que o medicamento pode causar a alteração da cor dos fluidos corporais. A saliva, o suor e a urina podem apresentar-se descolorados, por vezes com uma aparência avermelhada, acastanhada, preta ou alaranjada. Esta observação não é considerada prejudicial, mas a alteração da cor pode manchar a roupa.


P: O Levopar é considerado uma cura para a doença que se destina a tratar?

O Levopar é um esquema terapêutico destinado a gerir e melhorar os sintomas motores associados à condição que aborda. Atua compensando uma deficiência química no cérebro. Documentos clínicos e regulamentares não descrevem o medicamento como uma cura para a patologia progressiva subjacente.


P: O Levopar pode interagir com medicamentos comummente utilizados para problemas gástricos ou gastrointestinais?

A informação oficial de prescrição indica que o Levopar pode interagir com certos medicamentos utilizados para tratar problemas gástricos e gastrointestinais. Por exemplo, recomenda-se geralmente que os bloqueadores de dopamina de ação central, como a metoclopramida, sejam evitados, uma vez que podem anular o efeito terapêutico pretendido do fármaco.


P: O que reportam os estudos clínicos sobre a eficácia geral do Levopar nos sintomas motores?

Os estudos clínicos medem a eficácia para os sintomas motores reportando alterações no tempo diário "OFF" do doente (quando os sintomas estão acentuados) e no tempo "ON" (quando os sintomas estão reduzidos). Melhorias significativas na duração do estado "ON" são um resultado fundamental reportado, focando-se na gravidade das características motoras centrais.


P: Qual é a fundamentação científica para o Levopar ser frequentemente considerado um tratamento de primeira linha?

A levodopa, em combinação com um inibidor da descarboxilase, é considerada altamente eficaz em contexto clínico para o alívio de sintomas motores na maioria dos doentes adultos. Esta elevada eficácia, sustentada por um vasto corpo de evidência clínica, fundamenta a sua utilização comum em estratégias de tratamento inicial.


P: Que informação oficial está disponível sobre atividades como conduzir durante a toma de Levopar?

Avisos oficiais abordam o risco potencial de sonolência e, raramente, de sono súbito ao tomar este medicamento. Documentos regulamentares referem que doentes que tenham experienciado episódios de sono súbito devem ser aconselhados a não realizar atividades como conduzir ou operar máquinas.


P: Existem terapias de ervas ou alternativas comuns que sejam conhecidas por interagir com o Levopar?

Informação proveniente de documentos regulamentares oficiais alerta que certos remédios à base de ervas e terapias alternativas podem interagir com o fármaco ou com os seus efeitos. Isto é particularmente notado em produtos que afetam o sistema nervoso.


P: Qual é a investigação atual sobre a eficácia do Levopar em tremores resistentes à melhoria?

Investigações indicam que, embora o tremor seja um sintoma, este é geralmente muito responsivo ao tratamento com Levopar. O tremor não responsivo à levodopa, definido como uma melhoria inferior a 25%, é considerado um evento raro, observado apenas numa pequena percentagem de doentes.


P: Qual é a relevância da semivida do Levopar?

Dados farmacocinéticos mostram que a semivida de eliminação da levodopa, quando combinada com um inibidor da descarboxilase, é relativamente curta, tipicamente entre 0,75 e 1,5 horas. Esta semivida curta está diretamente relacionada com a duração da resposta terapêutica de curto prazo observada após uma dose única.


P: De que forma ter mais de 65 anos afeta os potenciais efeitos secundários do Levopar?

A informação oficial refere que doentes com 65 anos ou mais podem ser mais suscetíveis a certos efeitos secundários. Inversamente, nota-se também que os doentes mais velhos são menos propensos a desenvolver a complicação a longo prazo de discinésia induzida pela levodopa e flutuações motoras do que os doentes mais jovens.


P: A perda de apetite é um possível efeito secundário da utilização de Levopar?

A documentação regulamentar lista a perda de apetite como um possível efeito secundário associado a este medicamento. Adicionalmente, foram também reportados casos isolados relativos a uma alteração temporária do sentido do paladar.

Como Levopar deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação de Levopar (Levodopa/Benserazida)

O Levopar deve ser conservado sob condições ambientais e de acondicionamento específicas para manter a sua integridade, conforme definido na rotulagem regulamentar.

Requisitos de Conservação

Existem condições essenciais que devem ser respeitadas para garantir a estabilidade do medicamento:

  • Temperatura: Conservar abaixo de 25 °C (temperatura ambiente).
  • Proteção: Manter o medicamento protegido da luz e da humidade.
  • Embalagem: Deve ser mantido na embalagem original e o frasco deve estar hermeticamente fechado.
  • Segurança Infantil: Deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade e Eliminação

O prazo de validade oficial para o produto não aberto é de três anos. No que diz respeito à integridade física dos comprimidos, qualquer unidade que não se parta de forma limpa ao longo da ranhura de quebra deve ser descartada.

Os medicamentos fora do prazo de validade ou que já não sejam necessários devem ser eliminados como resíduos medicinais. O doente deve seguir as regulamentações locais ou as instruções fornecidas por um farmacêutico para proceder à sua eliminação correta, evitando deitar o medicamento no lixo doméstico ou na rede de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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