Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Invega
Evidência no Tratamento Agudo da Esquizofrenia
Foram realizados estudos utilizando um formato conhecido como ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curta duração. Estes são relevantes em ensaios que avaliam padrões de sintomas episódicos ou de curto prazo, envolvendo principalmente doentes adultos que apresentam uma atividade sintomática aguda e acentuada associada à doença. A investigação analisou resultados relacionados com a intensidade ou variabilidade dos sintomas, utilizando tipicamente escalas padronizadas para monitorizar sintomas psicóticos e negativos ao longo de intervalos definidos, geralmente entre três e nove semanas.
A investigação destaca as medições registadas durante estes curtos períodos de estudo. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde foram registadas alterações nas pontuações dos sintomas. A evidência global descreve tendências relacionadas com mudanças medidas no estado clínico, conforme avaliado por clínicos durante estes períodos iniciais de curto prazo. Os resultados reportados foram de curta duração e avaliaram medições imediatas da gravidade dos sintomas.
É importante notar que a duração do acompanhamento foi limitada nestes estudos agudos iniciais. Por conseguinte, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos quando se considera a fase inicial de controlo. Além disso, existe uma lacuna na evidência comparativa ao avaliar o desempenho específico deste medicamento face a todas as outras opções de tratamento disponíveis num cenário de investigação comparativa direta.
Evidência para Manutenção e Prevenção de Recaídas na Esquizofrenia
Estudos que exploram a estabilidade e a prevenção de recaídas foram aplicados em contextos de investigação envolvendo sintomas flutuantes ou instáveis. Estes foram concebidos como estudos de manutenção de longo prazo, em dupla ocultação e controlados por placebo, envolvendo doentes adultos que já tinham alcançado um período de estabilidade sintomática com o medicamento. Esta investigação foi utilizada em ambientes observacionais para avaliar o funcionamento na vida quotidiana, monitorizando resultados que captam fases de maior atividade sintomática, como o tempo até à recaída ou exacerbação.
Os estudos analisaram o tempo decorrido até à ocorrência de uma recaída. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde o tempo registado até à recaída foi mais longo no grupo do medicamento em estudo do que no grupo de controlo inativo (placebo). Os dados mostram tendências onde as taxas de hospitalização foram registadas e examinadas no grupo de estudo ao longo do período de manutenção. Esta evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas associados a condições caracterizadas por ciclos de estabilidade e agudizações.
Evidência no Uso na Perturbação Esquizoafetiva
A investigação explorou a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo em doentes com diagnóstico de perturbação esquizoafetiva, uma condição que envolve períodos de maior atividade sintomática. Os estudos foram realizados durante períodos de aumento da atividade dos sintomas e monitorizaram resultados relacionados com sintomas psicóticos, bem como sintomas maníacos e depressivos, utilizando escalas como a YMRS e a HAM-D.
Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, notando medições nos três principais tipos de sintomas (psicóticos, maníacos e depressivos) na investigação de fase aguda. Os estudos de manutenção monitorizaram a estabilidade. Os resultados descrevem padrões observados onde o tempo registado até um evento de recaída foi mais longo no grupo do medicamento em estudo do que no grupo placebo. A investigação descreve estudos que avaliaram o medicamento tanto como terapia única, como quando administrado concomitantemente com outros estabilizadores de humor ou antidepressivos.
Evidência em Populações Específicas de Doentes
Foram realizados estudos para avaliar o Invega em grupos específicos de doentes fora das coortes principais de adultos. A investigação descreve padrões observados em estudos que envolveram adolescentes dos 12 aos 17 anos com esquizofrenia. Os dados mostram tendências onde foram registadas alterações na pontuação dos sintomas durante o período de estudo para este grupo etário. Da mesma forma, os investigadores estudaram o papel do medicamento em doentes idosos com perturbação esquizoafetiva, onde os resultados descrevem padrões de evolução dos sintomas nesta população.
Contudo, as dimensões das amostras foram frequentemente modestas nestes estudos de populações específicas. Como resultado, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados aplicam-se apenas às populações específicas estudadas. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para estes grupos e os dados para certos subgrupos, como crianças com menos de 12 anos, permanecem insuficientes.
Lacunas na Investigação e Aspetos Indeterminados
O panorama geral da evidência sugere várias áreas onde é necessária mais informação. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, particularmente no que toca a resultados que reflitam o funcionamento diário ou o nível de atividade ao longo de muitos anos. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos ensaios iniciais, o que significa que os dados para resultados a longo prazo permanecem insuficientes.
Além disso, falta evidência comparativa; existe informação limitada de estudos que comparem diretamente o Invega com todos os outros tratamentos disponíveis para ajudar a contextualizar os padrões observados. A qualidade da evidência varia entre os estudos e os dados continuam a ser insuficientes para muitos grupos específicos, tais como doentes pediátricos com perturbação esquizoafetiva. Devido a estas limitações da investigação, a certeza permanece baixa em determinados contextos. Os resultados da investigação descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.