Foraseq

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Foraseq

Foraseq: Definição e Classificação Farmacológica

O Foraseq é uma preparação de combinação fixa, de origem sintética, classificado como um medicamento sujeito a receita médica para a terapêutica de manutenção de doenças respiratórias crónicas em grupos de doentes adultos e adolescentes. Este medicamento é definido estruturalmente pela combinação de duas entidades farmacológicas primárias: um Glucocorticoide (GCS) e um Agonista Beta2-Adrenérgico de Longa Ação (LABA). A associação de budesonida e formoterol é utilizada pelas suas propriedades complementares no controlo tanto da inflamação como da broncoconstrição associadas a estas condições. A componente GCS foca-se na patologia inflamatória subjacente, um conceito fundamental e clinicamente reconhecido para alcançar a estabilidade da doença a longo prazo.

Composição, Forma e Método de Administração

A preparação é composta por duas substâncias ativas principais: a Budesonida, que atua como o agente anti-inflamatório potente, e o Fumarato de formoterol di-hidratado, que funciona como o broncodilatador de ação rápida e de longa duração. Esta entidade é fornecida exclusivamente como um tratamento localizado através da via de administração obrigatória por inalação, estando disponível como pó para inalação ou aerossol pressurizado de dose calibrada (pMDI). A formulação em pó, por exemplo, utiliza frequentemente uma base de excipientes como a lactose mono-hidratada para assegurar que os componentes sintéticos sejam entregues de forma eficiente e precisa diretamente nas vias respiratórias. As combinações fixas inaladas constituem uma abordagem amplamente utilizada e eficaz para combinar estas duas classes de medicamentos.

Objetivo Geral: Terapêutica de Manutenção de Dupla Ação

O benefício geral desta preparação combinada de broncodilatador e corticosteroide é proporcionar uma ação bidirecional abrangente para o suporte de longo prazo das vias aéreas. Esta dualidade significa que a preparação oferece simultaneamente uma ação anti-inflamatória para controlar o edema crónico, enquanto a broncodilatação de longa duração relaxa o músculo liso brônquico para manter as passagens de ar abertas. Esta abordagem coordenada apoia um controlo mais consistente e estável dos sintomas associados a doenças respiratórias crónicas do que a utilização isolada de um corticosteroide ou de um broncodilatador de longa ação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Foraseq?

Perfil de Segurança e Reações Adversas Oficiais

As informações oficiais de segurança para este medicamento de combinação classificam os potenciais efeitos secundários com base na frequência com que foram comunicados na utilização clínica, focando-se nos efeitos relacionados com os componentes Glucocorticoide (GCS) e Agonista Beta2 de Longa Ação (LABA).

Classificação de Frequência das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Frequentes Cefaleias, tremores, palpitações, candidíase oral e faríngea (sapinhos), irritação na garganta, tosse, rouquidão.
Pouco Frequentes Ansiedade, inquietação, distúrbios do sono, tonturas, taquicardia, nódoas negras, cãibras musculares.
Raros Arritmias cardíacas, hipocaliemia, sinais de efeitos sistémicos do GCS.

Classes de Órgãos e Sistemas e Eventos Graves

As reações adversas são agrupadas formalmente pelo sistema corporal afetado, de acordo com as normas regulamentares, incluindo o Sistema Nervoso, Doenças Cardíacas e Perturbações Psiquiátricas. O rótulo oficial destaca reações adversas graves, incluindo um risco raro de broncoespasmo paradoxal — um agravamento súbito e inesperado da respiração imediatamente após a administração. São observados efeitos sistémicos raros e graves do componente corticosteroide, tais como a supressão suprarrenal e o potencial para o desenvolvimento de glaucoma ou cataratas, particularmente com a exposição a longo prazo.

Considerações de Segurança Específicas para Populações

Os documentos de segurança contêm considerações específicas para certos grupos de doentes. Para a população pediátrica, é referida uma potencial redução na velocidade de crescimento e um risco mais elevado de perturbações comportamentais. Adicionalmente, doentes com insuficiência hepática podem registar uma maior exposição sistémica ao componente GCS, devido ao facto de o seu metabolismo primário ocorrer no fígado. As informações de segurança referem também que efeitos como tremores e palpitações são frequentemente observados no início do tratamento e podem diminuir com a utilização continuada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação oficial descreve que as manifestações de sobredosagem estão primariamente relacionadas com a estimulação excessiva resultante da componente Formoterol. Os sintomas indicativos de uma sobredosagem aguda incluem Taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), Palpitações, Cefaleia e Tremor, os quais são consistentes com uma atividade beta-adrenérgica excessiva.

Manifestações Clínicas e Metabólicas

Uma sobredosagem pode também resultar em anomalias fisiológicas documentadas, tais como a Hipocaliemia (baixos níveis de potássio) e a Hiperglicemia (elevados níveis de açúcar no sangue). A ultrapassagem crónica da dosagem prescrita acarreta o risco de efeitos sistémicos corticosteroides da componente Budesonida, incluindo a Supressão Suprarrenal e o Hipercorticismo.

Ações de Emergência Necessárias

As diretrizes oficiais determinam que se deve procurar assistência médica de emergência imediatamente se houver suspeita de uma sobredosagem. É especificamente necessária uma avaliação médica urgente se o controlo da doença do doente se deteriorar de forma súbita e progressiva, uma vez que este cenário é considerado potencialmente fatal. Os serviços de emergência devem ser contactados de imediato se um doente apresentar colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de ser despertado.

A gestão do tratamento é descrita como sendo sintomática e de suporte, com requisitos de monitorização cardíaca rigorosa devido ao potencial relatado para efeitos cardiovasculares graves.

Usos terapêuticos de Foraseq

A combinação de budesonida/formoterol é uma terapêutica sujeita a receita médica utilizada na gestão a longo prazo de condições respiratórias obstrutivas crónicas, centrando-se na prestação de um controlo estável e no alívio sintomático. Este fármaco é geralmente utilizado para o tratamento de manutenção tanto da asma como da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em grupos de doentes apropriados.

É aplicado em áreas terapêuticas onde é necessário um suporte sintomático adicional, abordando condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos nas vias respiratórias. Este efeito de suporte contribui para atenuar a carga global de sintomas. Esta combinação é habitualmente utilizada para gerir os sintomas primários destas patologias, incluindo a pieira ou sibilos diários, o aperto torácico, a falta de ar (dispneia) e a tosse persistente.

O medicamento é comummente utilizado em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados para auxiliar na gestão do risco de agravamentos súbitos e graves (exacerbações), que são frequentemente observados em casos de doença persistente moderada a grave. Isto pode ajudar a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas e auxilia na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.


Facto Rápido: Suporte para Sintomas Relacionados com a Restrição do Fluxo de Ar

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Restrições Oficiais da População

A elegibilidade para a utilização do Foraseq (budesonida/formoterol) está estritamente definida na documentação regulamentar oficial para o seu uso como tratamento de manutenção a longo prazo.

Contraindicações Absolutas

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado para o tratamento primário de episódios agudos, tais como o estado asmático ou exacerbações agudas graves da DPOC. A utilização é também proibida em doentes com hipersensibilidade conhecida à budesonida, ao formoterol ou a qualquer excipiente do produto. Adicionalmente, doentes que estejam atualmente a receber outro agonista beta2-adrenérgico de longa ação (LABA) não devem utilizar este medicamento.

Elegibilidade Relacionada com a Idade

Para a manutenção da asma, a aprovação regulamentar está geralmente estabelecida para adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos de idade). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com idade inferior a 6 anos. O tratamento da DPOC está restrito à população adulta (com 18 ou mais anos de idade).

Utilização Condicional e Precauções

A utilização requer precaução em populações com doenças cardiovasculares graves (incluindo arritmias cardíacas), insuficiência hepática grave ou condições metabólicas como a diabetes. Durante a gravidez e a amamentação, a utilização é condicional e deve ser considerada apenas se for determinado que o benefício potencial supera o risco potencial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial da combinação Budesonida/Formoterol estabelece diversos condicionamentos baseados em interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas documentadas. A administração concomitante com qualquer outro agonista beta2-adrenérgico de longa ação (LABA) é estritamente proibida, devido ao risco de sobredosagem resultante de efeitos farmacológicos excessivos.

Uma interação farmacocinética fundamental envolve substâncias classificadas como inibidores potentes do citocromo P450 3A4, tais como o ritonavir ou o cetoconazol. Está documentado que estes agentes inibem a depuração metabólica da budesonida, o que leva a um aumento da exposição sistémica ao corticosteroide.

A componente formoterol determina várias interações farmacodinâmicas significativas. Os Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) e os Antidepressivos Tricíclicos (ATC) podem potenciar os efeitos do formoterol no sistema vascular. Inversamente, os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem antagonizar os efeitos broncodilatadores, causando potencialmente broncoespasmo grave.

Estão documentadas precauções adicionais para a utilização com diuréticos não poupadores de potássio, derivados da xantina e outros esteroides, uma vez que esta combinação pode agravar a hipocaliemia (níveis baixos de potássio no sangue) ou potenciar alterações eletrocardiográficas associadas. Relativamente a populações específicas, a exposição sistémica de ambas as substâncias ativas pode estar aumentada em doentes com insuficiência hepática grave, devido à redução da eliminação do medicamento pelo organismo.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Foraseq

O Foraseq é um inalador de combinação que contém formoterol e budesonida, os quais visam mecanismos biológicos distintos para influenciar a função pulmonar. O formoterol atua como um agonista beta2-adrenérgico de longa ação (LABA), ligando-se diretamente e ativando os recetores beta2-adrenérgicos localizados principalmente nas células do músculo liso que revestem as vias respiratórias.

Esta ligação ao recetor inicia uma cascata de sinalização que inclui a ativação da adenilciclase e um aumento subsequente nos níveis intracelulares de monofosfato de adenosina cíclico (cAMP). O cAMP elevado medeia a fosforilação de proteínas específicas, o que acaba por conduzir ao relaxamento das células musculares lisas bronquiais, causando a broncodilatação.

A budesonida, um esteroide glucocorticoide, funciona difundindo-se através da membrana celular e ligando-se aos recetores de glucocorticoides (GR) intracelulares nas células-alvo, incluindo células imunitárias e inflamatórias pulmonares. Este complexo ligante-recetor desloca-se para o núcleo, onde modula a transcrição génica. Especificamente, o complexo GR suprime a expressão de genes que codificam proteínas pró-inflamatórias, tais como citocinas, quimiocinas e moléculas de adesão, enquanto aumenta simultaneamente a expressão de mediadores anti-inflamatórios. O resultado global desta cascata é a supressão da resposta inflamatória na mucosa do trato respiratório.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Foraseq: Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização da combinação budesonida/formoterol é regida por instruções específicas delineadas na documentação regulamentar, estabelecendo uma abordagem padronizada para a sua administração.

Âmbito da Administração

Via de administração: Exclusivamente para inalação por via oral.
Esquema posológico: A dosagem é individualizada e titulada até ao nível de manutenção eficaz mais baixo. A dose recomendada para a DPOC é frequentemente de 2 inalações, duas vezes ao dia, na dosagem de 160/4,5 mcg.
Regras por grupo etário: Para doentes pediátricos (6 a <12 anos) com asma, a administração é tipicamente de 2 inalações, duas vezes ao dia, na dosagem de 80/4,5 mcg. Doentes geriátricos (≥65 anos) geralmente não requerem ajustes posológicos especiais.
Regras para doses esquecidas: Se uma dose for esquecida, os doentes são instruídos a ignorar a dose esquecida e a continuar com a dose seguinte programada; a dose não deve ser duplicada para compensar.
Condições procedimentais: Esta combinação destina-se ao tratamento de manutenção a longo prazo. Determinados protocolos permitem um regime de Terapêutica de Manutenção e Alívio (MART), em que o medicamento é utilizado tanto regularmente como conforme necessário para os sintomas, dentro dos limites máximos totais diários estabelecidos.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas (Passos-chave):

  • Administrar a dose fixa prescrita através do dispositivo de inalação à hora programada.
  • Enxaguar a boca com água e deitar a água fora (não engolir) após cada dose de inalação para cumprir os passos procedimentais adequados.

Ligação ao protocolo global de utilização

Estas instruções oficiais determinam uma administração de duas vezes ao dia, com horário fixo, através da via inalatória para manter níveis terapêuticos consistentes. O requisito procedimental de enxaguar a boca e a regra rigorosa contra a duplicação de doses asseguram a adesão ao protocolo de utilização padronizado e de longo prazo delineado pelas autoridades de saúde.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Foraseq

Esta síntese resume os estudos de investigação formal e os ensaios clínicos realizados para avaliar a combinação budesonida/formoterol, focando-se nos tipos de evidência existentes, nos parâmetros medidos e nas áreas onde a incerteza científica persiste, de acordo com fontes regulamentares e científicas oficiais.


Evidência para Utilização na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

A evidência regulamentar para este medicamento na DPOC foi desenvolvida principalmente através de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), nos quais os investigadores comparam a terapêutica de combinação com um placebo ou com o tratamento composto por apenas uma das substâncias ativas. Os estudos incluíram doentes adultos com condições caracterizadas por limitações funcionais e sintomas flutuantes. A investigação analisou alterações nas medidas da função pulmonar, tais como o volume expiratório máximo no primeiro segundo (VEMS), e explorou resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas, monitorizando essencialmente a taxa de exacerbações (agudizações) moderadas ou graves da DPOC ao longo de intervalos de tempo definidos.

Embora muitas descobertas contribuam para o panorama geral da evidência, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos quanto à consistência dos resultados para além de um ano. Adicionalmente, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nos ECA, o que significa que os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que toca a doentes com DPOC complexa em contexto real.


Evidência para Utilização na Asma

A investigação sobre o uso da terapêutica de combinação na asma persistente envolve inúmeros Ensaios Clínicos Aleatorizados, incluindo estudos relevantes em ensaios que avaliam padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos, analisando a sua utilização tanto na terapêutica de manutenção de dose fixa como em regimes flexíveis (conhecidos como MART). Um foco central recaiu sobre resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, especificamente através da contagem do número de exacerbações graves de asma que requerem intervenção. Os estudos também exploraram resultados relacionados com o desconforto físico, acompanhando medidas de sintomas diários e noturnos comunicadas pelos próprios doentes.

No caso das crianças, as durações de acompanhamento foram limitadas em grupos pediátricos muito reduzidos, o que significa que existe investigação limitada a muito longo prazo nesta população, particularmente no que diz respeito aos resultados de crescimento e desenvolvimento. Além disso, os dados comparativos diretos face a outras terapêuticas de combinação disponíveis não estão estabelecidos de forma uniforme.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Foraseq (FAQ)

P: O Foraseq tem algum sabor ou cheiro específico?

A formulação em pó para inalação utiliza frequentemente lactose monohidratada como excipiente (uma substância inativa que transporta o fármaco). Se existir um sabor percetível, este está geralmente associado a este excipiente. A documentação oficial foca-se na administração precisa do fármaco e não na sua descrição sensorial.


P: Os estudos demonstram que o Foraseq melhora a função pulmonar a longo prazo?

Os ensaios clínicos analisaram medidas da função pulmonar, como o volume expiratório máximo no primeiro segundo (VEMS), em períodos de utilização de até um ano. No entanto, os documentos oficiais indicam que a evidência sobre a consistência destes benefícios em períodos mais longos não está totalmente estabelecida em todas as populações estudadas.


P: Qual é a principal diferença entre um LAMA e um LABA, e qual deles está presente no Foraseq?

O medicamento contém formoterol, que é classificado como um Agonista Beta2-Adrenérgico de Longa Ação (LABA). Esta classe atua relaxando os músculos lisos das vias aéreas para causar broncodilatação. Trata-se de um mecanismo distinto de um LAMA (Antagonista Muscarínico de Longa Ação), que funciona de forma diferente para atingir um resultado semelhante.


P: O Foraseq é seguro para adultos mais velhos ou idosos?

A documentação indica que, geralmente, não são necessários ajustes posológicos específicos para doentes geriátricos (com idade igual ou superior a 65 anos). Esta orientação foca-se no facto de não serem habitualmente necessários ajustes especiais na dose para este grupo etário.


P: É seguro utilizar Foraseq se tiver hipertensão arterial?

É necessária precaução quando este medicamento é utilizado em populações com doenças cardiovasculares graves. Uma vez que a hipertensão arterial pode ser incluída nesta categoria, trata-se de uma condição que requer vigilância durante a utilização, de acordo com os avisos oficiais.


P: O Foraseq pode afetar os resultados de uma análise ao sangue de rotina?

Uma reação adversa rara documentada no perfil de segurança é a hipocaliemia, que significa um nível baixo de potássio no sangue. Este tipo de alteração seria detetável através de análises ao sangue padrão e requer monitorização em algumas populações.


P: A utilização correta do Foraseq é diferente de um inalador pressurizado comum?

As instruções oficiais detalham requisitos de procedimento específicos para o dispositivo. Um passo fundamental determinado na documentação é enxaguar a boca com água e deitar a água fora (não engolir) após cada dose. Estes passos ajudam a limitar a exposição sistémica e a prevenir a candidíase oral.


P: Posso viajar com o Foraseq ou existem restrições?

As precauções oficiais de conservação determinam que o medicamento deve ser mantido a uma Temperatura Ambiente Controlada (entre 20 °C e 25 °C). O dispositivo deve ser protegido do calor excessivo, da luz e da humidade, sendo estritamente proibido congelá-lo.


P: Se mudar de um inalador de manutenção diferente para o Foraseq, o que devo esperar?

O perfil de segurança oficial observa que certos efeitos secundários, como tremor e palpitações, são frequentemente observados ao iniciar o tratamento. A informação oficial indica que estes efeitos iniciais podem diminuir ou desaparecer com a utilização contínua e regular.


P: As pessoas com intolerância à lactose podem utilizar a forma em pó do Foraseq?

A forma em pó do medicamento utiliza lactose monohidratada como excipiente. Recomenda-se precaução quando o produto é utilizado em doentes com problemas hereditários graves relacionados com a intolerância à lactose ou com uma deficiência grave da enzima lactase.


P: O que devo fazer se os meus sintomas parecerem estar a piorar durante a utilização do Foraseq?

Os avisos oficiais indicam que, se os sintomas da condição subjacente parecerem estar a agravar-se durante a terapêutica de manutenção, é necessário consultar um profissional de saúde. Além disso, a informação do produto refere que a dose não deve ser aumentada sem orientação profissional.


P: Os investigadores conhecem a lista completa dos efeitos a longo prazo da utilização do Foraseq durante muitos anos?

Os documentos oficiais referem que a investigação sobre os efeitos para além de um ano não está totalmente estabelecida em todas as populações. No entanto, existem notas sobre efeitos sistémicos graves e raros da componente corticosteroide, como a supressão suprarrenal, que pode estar associada à exposição prolongada.


P: Existe a possibilidade de me tornar alérgico ao Foraseq após algum tempo de utilização?

A utilização do medicamento é estritamente proibida se o doente tiver uma hipersensibilidade conhecida a qualquer uma das suas substâncias ativas ou inativas. Se houver suspeita de uma reação, é necessária uma consulta imediata com um profissional de saúde relativa à descontinuação do mesmo.


P: Quanto tempo demora normalmente a sentir os efeitos após a utilização do Foraseq?

A componente formoterol do medicamento foi concebida para atuar rapidamente. De acordo com as propriedades farmacodinâmicas do produto, a broncodilatação começa habitualmente entre um a três minutos após a administração da dose por inalação.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar enquanto tomo Foraseq?

A documentação desaconselha a utilização do medicamento concomitantemente com sumo de toranja. Isto deve-se ao facto de o sumo de toranja inibir a enzima CYP3A4, o que poderia levar a um aumento da exposição sistémica à componente budesonida.


P: Posso continuar a utilizar o meu inalador de alívio rápido se utilizar Foraseq diariamente?

Os avisos oficiais especificam que é necessária a disponibilidade de um inalador de alívio com um agonista beta2 de curta ação (SABA) para o alívio de sintomas agudos. O produto destina-se a ser utilizado em conjunto com um SABA para sintomas agudos.


P: O Foraseq interage com medicamentos para a constipação comum ou alergias?

Recomenda-se precaução na utilização concomitante com outros agentes simpaticomiméticos. Esta classe de fármacos inclui certos descongestionantes presentes em medicamentos comuns e a sua utilização conjunta pode levar a potenciais efeitos aditivos no sistema cardiovascular.


P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que interajam com o Foraseq?

Aconselha-se precaução quando o medicamento é utilizado em conjunto com inibidores potentes do citocromo P450 3A4. Certos suplementos, como a erva de São João, são conhecidos por afetar esta via metabólica e poderiam aumentar a exposição sistémica da componente budesonida.


P: Qual é o risco de desenvolver pneumonia durante a toma de Foraseq?

O risco de desenvolver pneumonia está especificamente assinalado na documentação para doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) que utilizam corticosteroides inalados. Os avisos oficiais aconselham os profissionais de saúde a manterem-se vigilantes quanto ao possível desenvolvimento desta condição.


P: O que deve ser feito se sentir um broncoespasmo paradoxal após utilizar o Foraseq?

Se ocorrer um broncoespasmo paradoxal — um agravamento súbito e inesperado da respiração —, é necessária a descontinuação imediata do medicamento. A terapêutica subsequente deve ser instituída prontamente sob orientação profissional.


P: Existem interações conhecidas entre o Foraseq e o álcool?

Recomenda-se precaução relativamente à utilização concomitante de doses elevadas de álcool. Isto deve-se ao potencial de um efeito aditivo no sistema cardiovascular causado pela componente formoterol.

Como Foraseq deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Foraseq

O Foraseq (budesonida/formoterol) deve ser conservado estritamente de acordo com as especificações regulamentares para garantir a sua estabilidade e segurança.

Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C)
Proibições Não congelar; proteger do calor excessivo, da luz e da humidade.
Acondicionamento Manter na embalagem original, bem fechada, e armazenar com o bocal voltado para baixo.
Estabilidade Eliminar o inalador 3 meses após a sua remoção da saqueta protetora, ou quando o contador de doses chegar a zero.

Manuseamento e Eliminação

O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças para evitar uma utilização acidental. O Foraseq não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as instruções regulamentares locais. O recipiente pressurizado nunca deve ser perfurado ou queimado, mesmo quando estiver vazio.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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