Estalis

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Estalis

Propriedade Descrição
Substância ativa Estradiol, Acetato de noretisterona
Forma Adesivo transdérmico
Classe farmacológica Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH)
Uso comum Reposição hormonal sistémica
Origem Bioidêntica (Estradiol) e Sintética (Acetato de noretisterona)

O Estalis é um produto de associação, sujeito a receita médica, classificado como Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH). Trata-se especificamente de um adesivo transdérmico concebido para administrar duas hormonas sexuais de forma simultânea e contínua. O seu propósito geral principal é fornecer a reposição hormonal sistémica para gerir sintomas associados ao declínio da produção hormonal natural em mulheres na pós-menopausa. Esta terapia combinada é clinicamente reconhecida pelo seu papel no suporte a tecidos dependentes destas hormonas.


Que Tipo de Medicamento é o Estalis e Qual o seu Objetivo?

O Estalis é um sistema de terapia combinada contínua, uma abordagem distinta face aos regimes sequenciais, nos quais os níveis hormonais sofrem alterações ao longo do tempo. A classificação do medicamento como TSH combinada contínua significa que este se destina especificamente a mulheres com útero intacto, uma vez que a administração contínua do componente progestagénio, o Acetato de noretisterona, é essencial para a proteção do endométrio. Este modelo integrado, uma característica central apoiada por estudos farmacológicos, visa restaurar um ambiente hormonal mais representativo do ponto de vista fisiológico, o que constitui uma função fundamental da terapia combinada.

Composição do Estalis: Adesivo Transdérmico e Substâncias Ativas

A forma física do Estalis é um adesivo transdérmico, que funciona como um veículo de libertação controlada, administrando as hormonas através da pele para entrega sistémica. Este método de administração é um fator diferenciador, pois evita o processo metabólico inicial que ocorre com as formas orais. As duas substâncias ativas são o Estradiol e o Acetato de noretisterona. O Estradiol é um estrogénio humano de ocorrência natural e é aqui classificado como uma hormona bioidêntica, enquanto o Acetato de noretisterona é um progestagénio sintético derivado da testosterona. Esta combinação está integrada numa matriz polimérica adesiva, o que permite ao adesivo manter níveis circulantes estáveis e consistentes de ambas as hormonas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Estalis?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Estalis, uma Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) combinada contínua, é rigorosamente definido pelas classificações regulamentares de reações adversas, riscos sistémicos e restrições de utilização específicas.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são classificadas por frequência, com base em dados clínicos. Os efeitos Muito Frequentes (ge 1/10) relacionam-se frequentemente com o local de administração e com efeitos hormonais, incluindo dor de cabeça, reações no local de aplicação, e dor ou sensibilidade mamária. As reações Frequentes (ge 1/100 a < 1/10) incluem efeitos como náuseas, dor abdominal e retenção de líquidos. Podem ocorrer hemorragias de disrupção ou pequenas perdas de sangue (spotting) nos primeiros meses de tratamento.

Riscos Sistémicos e Restrições de Segurança

Os documentos oficiais registam riscos significativos, embora menos comuns, associados à TSH combinada:

  • Reações Adversas Graves: Estes riscos incluem o Tromboembolismo Venoso (TEV), como a Trombose Venosa Profunda e a Embolia Pulmonar, e Eventos Tromboembólicos Arteriais, tais como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Enfarte do Miocárdio. O risco de TEV é mais elevado durante o primeiro ano de utilização. Estão também documentados riscos de Cancro da Mama e Cancro do Endométrio, que podem estar associados à duração da terapia.
  • Nota de Segurança para a População Alvo: Para mulheres com o útero intacto, o componente progestagénio é necessário para a proteção do endométrio, de modo a atenuar o risco acrescido de hiperplasia e cancro do endométrio associado aos estrogénios sem oposição.
  • Restrições de Segurança: O medicamento está contraindicado na presença de certas condições, incluindo cancro da mama ou do endométrio (conhecido ou suspeito), antecedentes de doença tromboembólica ativa ou insuficiência hepática grave. É necessária a interrupção imediata se ocorrer um aumento significativo da pressão arterial ou icterícia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial do Estalis (Estradiol e Acetato de noretisterona) define a sobredosagem como o resultado de uma exposição aguda e excessiva às hormonas ativas administradas pelo adesivo transdérmico. As manifestações clínicas de sobredosagem são, geralmente, de natureza endócrina e encontram-se oficialmente classificadas como reversíveis mediante a adoção das medidas adequadas.

Os sinais e sintomas documentados de sobredosagem, que são consistentes com o excesso hormonal, podem incluir náuseas, vómitos, sensibilidade ou dor mamária, dor abdominal e cefaleias (dores de cabeça). A hemorragia vaginal anormal, apresentando-se frequentemente como uma hemorragia por privação após a interrupção subsequente da dose elevada, é também uma manifestação reconhecida e listada na informação oficial de prescrição.

Em todos os casos de suspeita de sobredosagem, a primeira ação obrigatória exigida pelos documentos regulamentares é a interrupção imediata e a remoção do adesivo transdérmico para cessar a administração hormonal. O tratamento é estritamente definido como sintomático e de suporte, uma vez que os rótulos regulamentares confirmam que não se conhece nenhum antídoto específico para esta Terapêutica de Substituição Hormonal combinada.

Deve procurar-se assistência médica urgente de imediato em caso de suspeita de sobredosagem ou se forem observados sinais de alerta graves específicos. Estas condições graves, que podem exigir avaliação profissional e observação hospitalar, incluem o desenvolvimento de sinais de Tromboembolismo Venoso (TEV) (tais como inchaço doloroso nas pernas ou dor súbita no peito), o aparecimento de uma nova cefaleia do tipo enxaqueca, ou um aumento significativo e preocupante da pressão arterial.

Usos terapêuticos de Estalis

O que o Estalis trata: principais utilizações e benefícios

O Estalis é uma Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) combinada contínua, frequentemente prescrita para gerir sintomas associados ao declínio sistémico das hormonas naturais em mulheres na pós-menopausa que possuam o útero intacto. O objetivo terapêutico primordial deste medicamento é o alívio sintomático da deficiência de estrogénio associada à fase de transição da vida, focando-se em manifestações específicas deste grupo de doentes. Esta abordagem é pertinente quando se considera adequado o recurso a uma gestão de suporte dos sintomas.

O medicamento é habitualmente utilizado para auxiliar em condições que se manifestam com desconforto sistémico ou localizado, incluindo a gestão de sintomas vasomotoros de moderados a graves, como os fogachos e os suores noturnos, bem como a abordagem da atrofia vulvovaginal e a gestão da perda de densidade mineral óssea pós-menopausal. “Este proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras,” tratando grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos. O suporte sistémico auxilia na gestão de sintomas que criam uma tensão fisiológica notória, contribuindo assim para atenuar a carga sintomática total durante períodos de maior mal-estar. O tratamento é também considerado relevante para apoiar a gestão de futuras fraturas osteoporóticas em mulheres de elevado risco.

Facto rápido: Alívio dos sintomas vasomotoros
A administração combinada contínua ajuda a gerir os sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica, apoiando uma redução na frequência e na intensidade dos fogachos disruptivos.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade Oficial: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Estalis?

A utilização do Estalis, um adesivo de Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) combinada contínua, é estritamente definida por critérios de elegibilidade regulamentares baseados no estado de saúde, idade e historial médico da doente.

Categoria Declaração Regulamentar
População Elegível Mulheres na pós-menopausa que conservam o útero intacto.
Não Recomendado Mulheres submetidas a uma histerectomia (uma vez que a componente progestagénio é desnecessária).

Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar)

A utilização está absolutamente contraindicada em mulheres com as seguintes condições:

  • Diagnóstico conhecido, suspeito ou historial de cancro da mama ou qualquer neoplasia dependente de estrogénio.
  • Doença tromboembólica venosa ou arterial ativa ou anterior (ex.: trombose venosa profunda, embolia pulmonar, AVC ou enfarte do miocárdio) ou distúrbios trombofílicos confirmados.
  • Doença hepática grave ou insuficiência hepática.
  • Hemorragia genital anormal não diagnosticada ou hiperplasia endometrial não tratada.
  • Gravidez ou amamentação conhecida ou suspeita.

Restrições Condicionais e por Idade

  • Utilização Pediátrica: O medicamento não está indicado para utilização em crianças (geralmente com menos de 18 anos de idade).
  • Utilização Geriátrica: Aplica-se precaução regulamentar a mulheres com 65 anos ou mais, devido ao risco potencial de provável demência se a TSH for iniciada nesta faixa etária.
  • Outras Restrições: Condições como a Porfíria e a hipersensibilidade aos componentes do adesivo são contraindicações absolutas. Mulheres com condições como endometriose ou miomas uterinos requerem uma avaliação cuidadosa.

O perfil regulamentar define a população elegível com base no estado uterino e na fase da menopausa, estabelecendo simultaneamente a não-elegibilidade absoluta em categorias de risco vascular, maligno e hepático.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais detalham interações específicas com medicamentos e produtos que podem afetar as concentrações plasmáticas ou a atividade fisiológica dos componentes hormonais do Estalis.

Interações Farmacocinéticas (Exposição ao Medicamento)

A administração conjunta de certos medicamentos pode alterar o processamento da componente estrogénica pelo organismo, levando à redução ou ao aumento dos níveis hormonais.

  • Indutores Enzimáticos: Medicamentos que induzem as enzimas hepáticas, tais como a Rifampicina, certos antiepilépticos (ex.: Fenobarbital, Fenitoína, Carbamazepina) e o produto à base de plantas Erva de S. João, podem reduzir a concentração sistémica do estrogénio. Isto pode diminuir o efeito pretendido da terapia.
  • Inibidores Enzimáticos: Inibidores potentes de certas enzimas, incluindo alguns anti-infeciosos (ex.: Cetoconazol, Claritromicina) e o Ritonavir, podem aumentar a concentração sistémica da componente estrogénica. Isto pode elevar o potencial de efeitos relacionados com uma maior exposição.

Interações Farmacodinâmicas (Efeitos Fisiológicos)

  • Função Tiroideia: A administração de estrogénios pode aumentar o nível da globulina de ligação à tiroide (TBG). As doentes que recebem terapêutica de substituição da hormona tiroideia (ex.: levotiroxina) podem necessitar de monitorização regular e de um potencial ajuste na dose da hormona tiroideia para manter níveis adequados de hormona livre.
  • Outros Medicamentos: A utilização combinada com regimes antivirais específicos para a Hepatite C (ex.: os que contêm Dasabuvir, Ombitasvir, Paritaprevir e Ritonavir) é explicitamente mencionada na rotulagem oficial e pode exigir uma avaliação médica cuidadosa ou uma abordagem terapêutica alternativa.

Estas interações estabelecem as condicionantes para a administração conjunta, exigindo consideração clínica quanto a potenciais ajustes posológicos ou terapias alternativas para garantir a exposição hormonal e a resposta fisiológica adequadas.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Estalis

O Estalis utiliza um mecanismo de administração transdérmica para assegurar a difusão contínua e controlada dos seus dois componentes ativos, o estradiol e o acetato de noretisterona, na circulação sistémica. Este processo permite manter concentrações plasmáticas estáveis, necessárias para uma ativação constante das vias biológicas.

Mecanismo do Estradiol

O estradiol atua como um ligante, ligando-se e ativando os Recetores de Estrogénio (ERalfa e ERbeta) intracelulares. Este complexo hormona-recetor desloca-se para o núcleo da célula, onde interage com sequências específicas de ADN (Elementos de Resposta ao Estrogénio), modulando diretamente a transcrição genética. Este mecanismo influencia a síntese e a repressão de proteínas, modificando a sinalização em processos fisiológicos centrais.

Mecanismo do Acetato de Noretisterona

O acetato de noretisterona, um progestagénio ativo, atua nos Recetores de Progesterona (PR) que se encontram predominantemente no endométrio. A ativação dos PR modula a expressão genética através de uma via distinta, que restringe a sinalização proliferativa impulsionada pela ativação dos recetores de estrogénio. Esta interação inicia um estado de diferenciação celular no revestimento uterino através de um mecanismo de via dupla de contrarregulação.

Informações sobre dosagem e administração

O adesivo transdérmico Estalis é uma terapia hormonal combinada contínua administrada por via transdérmica (através da pele). Este produto é indicado exclusivamente para mulheres na pós-menopausa que conservam o útero intacto.

Posologia Oficial e Frequência

Os adesivos Estalis devem ser aplicados de acordo com um calendário fixo e são substituídos duas vezes por semana (a cada 3 ou 4 dias), sempre nos mesmos dois dias da semana. O tratamento deve ser iniciado com a dose mínima eficaz e pela duração mais curta que seja consistente com os objetivos terapêuticos. A dose é ajustada com base na resposta clínica, devendo as doentes ser reavaliadas periodicamente para determinar se a continuidade do tratamento é necessária.

Procedimento de Administração

  1. Preparação e Seleção do Local: O adesivo deve ser aplicado numa área limpa, seca e fresca do abdómen inferior ou das nádegas. A pele deve estar isenta de pós, loções, óleos ou irritações. O adesivo nunca deve ser aplicado nas mamas ou em áreas onde o vestuário apertado (como a linha da cintura) possa causar fricção e desprendê-lo.
  2. Aplicação: Abra a saqueta protetora rasgando-a (não corte). Remova a película protetora e pressione imediatamente o lado adesivo do adesivo firmemente contra a pele durante, pelo menos, 10 segundos, garantindo que as margens estão em bom contacto.
  3. Rotação do Local: O local de aplicação do adesivo deve ser rodado a cada substituição, permitindo um intervalo de, pelo menos, uma semana antes de aplicar um novo adesivo num local utilizado anteriormente.

Esquecimento de Dose e Remoção

Caso ocorra o esquecimento da substituição do adesivo no dia agendado, deve ser aplicado um novo adesivo assim que possível. A doente deve, então, continuar a seguir o calendário de tratamento original para as substituições subsequentes. Ao remover um adesivo usado, este deve ser dobrado ao meio com o lado adesivo para dentro e eliminado de forma segura, fora do alcance das crianças.

Evidência clínica recente

O Estalis é uma formulação em adesivo transdérmico que combina o 17beta-estradiol e o acetato de noretisterona (NETA), um progestagénio. É utilizado como terapêutica hormonal de substituição (THS) na menopausa em mulheres que conservam o útero intacto.

Eficácia nos Sintomas Vasomotores (SVM)

Ensaios clínicos investigaram o papel deste sistema transdérmico combinado na gestão de sintomas vasomotores (SVM) moderados a graves, tais como as ondas de calor (afrontamentos) e os suores noturnos. Os resultados de um ensaio de 12 semanas, duplamente cego e controlado por placebo, indicaram que a combinação transdérmica de estradiol/NETA esteve associada a uma redução significativa na frequência média e na gravidade das ondas de calor diárias logo a partir da segunda semana de tratamento, em comparação com o placebo.

  • Frequência: Às 12 semanas, os dados clínicos sugeriram que as doentes que utilizaram o adesivo de estradiol/NETA registaram uma redução superior no número médio de ondas de calor diárias, face aos valores iniciais, quando comparadas com as doentes que receberam um adesivo placebo.
  • Gravidade: Observaram-se também reduções significativas na intensidade média dos SVM nos grupos de tratamento ativo, em comparação com o grupo placebo, ao longo das 12 semanas de duração do estudo.

Proteção Endometrial

A administração transdérmica de NETA destina-se a conferir proteção contra a estimulação do endométrio induzida pelos estrogénios, a qual pode levar à hiperplasia endometrial e aumentar potencialmente o risco de cancro do endométrio. A inclusão de um progestagénio é uma componente padrão da THS para mulheres com o útero intacto.

Considerações Comparativas e de Segurança

Evidência comparativa entre a THS transdérmica e a THS oral sugere potenciais diferenças em determinados resultados de segurança. Alguma investigação indica que os sistemas de administração transdérmica de estrogénio podem estar associados a um risco potencialmente menor de tromboembolismo venoso (TEV), ou coágulos sanguíneos, em comparação com a THS oral. No entanto, a eficácia clínica global e os perfis de segurança a longo prazo, incluindo riscos relacionados com o cancro da mama e eventos cardiovasculares, são avaliados com base nas diretrizes estabelecidas para a THS e nos resultados de estudos de larga escala, como o Women’s Health Initiative (WHI).

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Estalis (FAQ)

P: Em quanto tempo o Estalis começa a atuar nos sintomas da menopausa?

A informação oficial indica que o Estalis se destina a tratar os sintomas da menopausa. Os dados clínicos sugerem que se pode observar uma redução na frequência e na gravidade dos afrontamentos por volta da segunda semana de tratamento. Contudo, o ajuste total da dose e a avaliação da resposta clínica são geralmente geridos por um profissional de saúde durante os primeiros meses de terapia.

P: É possível ter alergia ao adesivo do Estalis?

A rotulagem oficial descreve a hipersensibilidade ou reação alérgica a qualquer componente do Estalis, incluindo os excipientes, como uma contraindicação para a sua utilização. As orientações oficiais referem que uma reação alérgica real ao adesivo ou a outros componentes requer uma avaliação médica.

P: Qual é a diferença entre a componente de progesterona no Estalis e a progesterona isolada?

O Estalis é uma terapêutica hormonal combinada que utiliza duas substâncias ativas. O componente estrogénico, o Estradiol, é uma hormona bioidêntica que ocorre naturalmente no corpo humano. No entanto, o componente progestagénio, o Acetato de noretisterona (NETA), é classificado como uma hormona sintética.

P: O que acontece se eu aplicar o adesivo num local com pelos?

As orientações oficiais para a aplicação do adesivo especificam a utilização de uma zona de pele sem pelos, limpa e seca, como a parte inferior do abdómen ou as nádegas. A aplicação numa zona sem pelos é um requisito do procedimento que visa apoiar a adesão correta e a absorção contínua do medicamento através da pele.

P: Existe um tempo máximo de utilização para o Estalis segundo as diretrizes oficiais?

As diretrizes regulamentares recomendam que o Estalis seja utilizado durante a duração mais curta possível que seja consistente com os objetivos do tratamento. A documentação oficial determina que a necessidade de continuar o tratamento deve ser reavaliada periodicamente por um profissional de saúde.

P: O Estalis pode ser utilizado para tratar sintomas na perimenopausa?

A indicação oficial do Estalis é para o tratamento de sintomas moderados a graves que ocorrem devido à menopausa. O perfil de elegibilidade especifica a utilização em mulheres na pós-menopausa que conservam o útero.

P: Como é que as fontes oficiais definem as condições que o Estalis trata?

A rotulagem oficial do produto indica que o Estalis trata sintomas vasomotores (SVM) moderados a graves relacionados com a menopausa. Estes sintomas são oficialmente descritos como sensações súbitas e fortes de calor e suores, comummente conhecidos como afrontamentos.

P: O Estalis é considerado um tratamento de curto ou de longo prazo?

As diretrizes regulamentares classificam o Estalis como uma terapia que deve ser utilizada pela duração mais curta consistente com os objetivos do tratamento. A decisão de manter a terapia é gerida através de reavaliações periódicas por um profissional de saúde.

P: Existem doses ou dosagens diferentes do adesivo Estalis?

O Estalis está disponível em várias dosagens de adesivo, refletindo diferentes quantidades das suas substâncias ativas: estradiol e acetato de noretisterona. Os documentos regulamentares indicam que a dose prescrita é selecionada com base na avaliação clínica e na resposta individual à terapia.

P: O Estalis pode causar alterações no peso?

De acordo com os relatórios oficiais de efeitos adversos, algumas doentes que utilizam o medicamento registaram ligeiras alterações de peso. Isto está documentado como um dos efeitos secundários reportados nos documentos regulamentares.

P: O Estalis é semelhante a outros adesivos de THS?

O Estalis está classificado como um adesivo transdérmico de terapêutica hormonal de substituição (THS) combinada contínua. Isto significa que liberta dois tipos de hormonas — um estrogénio e um progestagénio — de forma contínua através da pele. Esta classificação é utilizada para descrever formulações semelhantes de adesivos combinados.

P: Os estudos sugerem que o Estalis afeta o humor ou o sono?

A rotulagem oficial dos componentes do medicamento lista alterações de humor, incluindo desânimo ou depressão, como uma reação adversa. Inversamente, uma vez que o Estalis está aprovado para tratar os afrontamentos, o tratamento pode levar ao alívio de perturbações do sono que estejam relacionadas com esses mesmos afrontamentos.

P: Posso nadar ou tomar banho enquanto uso o adesivo Estalis?

O adesivo transdérmico Estalis foi concebido para ser resistente à água. Por conseguinte, as instruções oficiais para a doente indicam que o contacto com a água, como durante o banho, duche ou natação, não deve afetar o adesivo ou o seu funcionamento.

P: O Estalis ajuda na perda de densidade óssea relacionada com a menopausa?

Os documentos oficiais indicam que o componente estrogénico do Estalis está indicado para a prevenção da osteoporose pós-menopáusica, que é a perda de densidade óssea. No entanto, as diretrizes regulamentares afirmam que os tratamentos não estrogénicos devem ser considerados primeiro quando a prescrição se destina exclusivamente a este fim.

P: O Estalis afeta os resultados de exames médicos?

A administração de estrogénios está documentada em fontes oficiais como aumentando o nível de uma proteína chamada globulina de ligação à tiroide (TBG) na corrente sanguínea. Esta alteração na TBG pode exigir uma revisão clínica e um potencial ajuste nas doses da terapêutica de substituição da hormona tiroideia.

P: Por que razão o Estalis não é recomendado para homens?

O Estalis é um medicamento sujeito a receita médica indicado apenas para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a graves em mulheres na pós-menopausa que conservam o útero. A rotulagem oficial não inclui indicações de utilização em homens.

P: O uso de Estalis significa que não preciso de outros tratamentos para a saúde óssea?

Os documentos regulamentares indicam que, ao considerar o Estalis apenas para a prevenção da osteoporose, os profissionais de saúde são aconselhados a considerar primeiro a utilização de medicamentos não estrogénicos.

P: O que devo fazer se o adesivo começar a descolar-se antes do dia da troca?

Se o adesivo começar a descolar-se ou cair completamente, a orientação oficial para a doente é tentar reaplicar o mesmo adesivo ou aplicar um novo adesivo. Independentemente da ação tomada, a doente deve retomar o esquema de substituição original de duas vezes por semana para todas as trocas subsequentes.

P: Existe investigação sobre o Estalis e as enxaquecas?

A presença ou historial de enxaqueca é uma condição registada nos documentos regulamentares oficiais. É descrita como uma situação que pode exigir uma avaliação médica cuidadosa ou é listada como uma contraindicação à utilização de Estalis.

P: O Estalis contém alérgenos comuns, como o látex?

A lista completa de excipientes do adesivo Estalis está detalhada no folheto informativo oficial. A hipersensibilidade a qualquer componente, incluindo os excipientes, está listada como uma contraindicação oficial ao uso do medicamento.

P: O Estalis está disponível sob um nome genérico?

Estalis é um nome de marca registado para um sistema transdérmico que contém as substâncias ativas estradiol e acetato de noretisterona. Outros produtos transdérmicos que contenham a mesma combinação de hormonas podem ser comercializados sob diferentes nomes comerciais.

P: Posso praticar exercício físico enquanto uso o adesivo Estalis?

As orientações oficiais para a doente indicam que as atividades normais, incluindo o exercício físico e o desporto, podem ser realizadas durante a utilização do adesivo. No entanto, para manter a adesão, o adesivo não deve ser colocado em zonas onde a roupa justa ou cintas possam roçar nele.

Como Estalis deve ser armazenado e descartado?

Condições e Requisitos de Conservação

Os adesivos transdérmicos Estalis devem ser conservados na saqueta original selada até ao momento da sua utilização e não devem ser utilizados após o prazo de validade. As saquetas por abrir são habitualmente conservadas no frigorífico, entre 2 °C e 8 °C. O produto não pode ser congelado.

Os adesivos podem ser conservados à temperatura ambiente (entre 20 °C e 25 °C), mas, nesse caso, devem ser utilizados num período específico — frequentemente seis meses — ou antes da data de validade original, consoante o que ocorrer primeiro. Todos os adesivos devem ser guardados num local fresco e seco, protegidos do calor e da luz solar direta, e nunca devem ser guardados na casa de banho.

Eliminação e Segurança Infantil

Devido ao conteúdo hormonal residual, tanto os adesivos usados como os não utilizados devem ser mantidos estritamente fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação. Após remover um adesivo usado, este deve ser dobrado ao meio com os lados adesivos para dentro, de modo a conter com segurança o medicamento restante. O adesivo dobrado deve ser colocado num recipiente robusto e à prova de crianças. O medicamento não deve ser eliminado através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Estalis encontrado em:

ÍNDICE A-Z: