Enal

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Enal

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Maleato de enalapril
Forma farmacêutica Comprimido oral
Classe farmacológica Inibidor da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA)
Objetivo geral Reduzir a pressão arterial e a carga de trabalho cardíaca
Origem Sintética (derivado dipeptídico)

Que tipo de medicamento é o Enal? (Definição e Classificação)

O Enal é a marca comercial de um medicamento sujeito a receita médica, destinado principalmente à gestão sistémica do sistema cardiovascular. Contém a substância ativa maleato de enalapril, que é classificada cientificamente como um Inibidor da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA). Esta substância integra a classe estabelecida dos agentes anti-hipertensores, utilizados para modular os sistemas do organismo responsáveis pelo fluxo sanguíneo.

A eficácia clínica do mecanismo dos inibidores da ECA é amplamente reconhecida e fundamentada por extensos estudos farmacológicos. O Enal é um composto de síntese, não derivado de fontes naturais, sendo especificamente indicado para doentes adultos que necessitam de tratamento a longo prazo. A sua inclusão na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde sublinha a sua relevância terapêutica.

Composição, Forma e Origem do Maleato de Enalapril

O medicamento apresenta-se na forma de comprimido oral, o formato padrão para agentes cardiovasculares sistémicos, e contém o maleato de enalapril como substância ativa única, em conjunto com excipientes farmacêuticos. A substância ativa propriamente dita é um derivado dipeptídico sintetizado quimicamente, conforme detalhado no seu perfil químico.

Fundamentalmente, o maleato de enalapril é definido como um pró-fármaco, o que significa que o composto administrado é inicialmente inativo e requer uma conversão metabólica interna, que ocorre principalmente no fígado, para a sua forma terapeuticamente ativa, o enalaprilato. Este mecanismo de conversão necessário está bem documentado na investigação farmacocinética, assegurando a ativação correta do composto antes de este exercer o efeito sistémico pretendido.

Qual é o Objetivo Geral dos Inibidores da ECA? (Benefício de Alto Nível)

O objetivo geral do Enal é baixar a pressão arterial de forma sistémica e reduzir a carga de trabalho do coração, promovendo o alargamento ou dilatação dos vasos sanguíneos. Este efeito é alcançado através da interrupção de uma sequência bioquímica natural que, de outra forma, causaria a constrição dos vasos, sendo esta uma ação primária da classe dos inibidores da ECA.

Ao reduzir a resistência vascular global que o sangue deve vencer ao circular, o Enal ajuda o coração a bombear de forma mais eficiente e com menos força. Este benefício fundamental de manter uma pressão sistémica mais baixa e uma tensão cardíaca reduzida é central para o seu papel na gestão de doenças cardiovasculares, sendo tipicamente prescrito em cenários onde a pressão arterial excede consistentemente os parâmetros saudáveis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Enal?

Amplitude das Reações Adversas

Os documentos regulamentares oficiais classificam os potenciais efeitos do Enal (maleato de enalapril) de acordo com a sua taxa de incidência (frequência) e a classe de sistemas e órgãos afetada, proporcionando uma visão estruturada do seu perfil de segurança.

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes (igual ou superior a 1/10) Tonturas, Tosse, Astenia (fraqueza), Visão turva.
Frequentes (entre 1/100 e 1/10) Cefaleias (dores de cabeça), Hipotensão (pressão arterial baixa), Fadiga, Náuseas, Diarreia e aumento da creatinina ou do potássio sérico (Hipercaliemia).
Raros / Muito Raros Insuficiência hepática, Neutropenia, Agranulocitose, Síndrome de Stevens-Johnson, Angioedema intestinal.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

O folheto informativo destaca que o Edema Angioneurótico (angioedema — inchaço da face, extremidades ou garganta) é uma reação grave e potencialmente fatal que pode ocorrer em qualquer momento do tratamento. Outras reações graves documentadas incluem a Insuficiência Hepática (hepatite que progride para necrose) e a Insuficiência Renal Aguda.

Segurança em Populações Específicas: O medicamento está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez devido ao risco confirmado de lesões fetais e morte (Toxicidade Fetal). As notas de segurança abordam também um risco acrescido de hipotensão após a dose inicial em doentes com depleção de volume ou insuficiência cardíaca, recomendando-se precaução em doentes com estenose bilateral da artéria renal.

Resumo de Segurança Regulamentar

O perfil de segurança oficial fornece uma documentação formal do cenário de riscos, movendo-se de eventos comuns e não críticos (como a tosse) para reações raras que colocam a vida em risco (como o angioedema). Esta estrutura regulamentar informa sistematicamente sobre restrições específicas, tais como as contraindicações de utilização na gravidez e em determinados subgrupos de doentes com condições renais pré-existentes.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Enal (maleato de enalapril) indica que a manifestação mais provável é a hipotensão profunda, caracterizada por uma descida excessiva e sintomática da pressão arterial. Este efeito tóxico grave constitui uma extensão esperada da ação principal do fármaco. As apresentações clínicas secundárias a este evento fisiológico grave podem incluir tonturas ligeiras, síncope (desmaio) e bradicardia (ritmo cardíaco lento). A hipotensão grave e prolongada pode potencialmente levar a complicações sérias, tais como insuficiência renal aguda ou eventos cardiovasculares como choque ou um acidente vascular cerebral (AVC).

É necessária assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. Os documentos regulamentares determinam que os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se o indivíduo colapsar, tiver uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou não conseguir acordar. Caso ocorra hipotensão, o doente deve ser colocado na posição de decúbito dorsal (deitado de costas) enquanto aguarda por ajuda profissional.

A gestão clínica é estritamente de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. Os procedimentos oficialmente descritos incluem a administração intravenosa de solução salina isotónica (soro fisiológico) para corrigir a hipotensão e, quando indicado, a realização de hemodiálise para remover o metabolito ativo, o enalaprilato. Os doentes necessitam de vigilância hospitalar e observação até que os sinais vitais tenham estabilizado.

Usos terapêuticos de Enal

O que o Enal trata: principais utilizações e benefícios

O Enal, cujo princípio ativo é o maleato de enalapril, pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). Este medicamento é prescrito principalmente para tratar a hipertensão arterial e certas condições cardíacas, atuando no relaxamento e alargamento dos vasos sanguíneos para facilitar a circulação do sangue.

Tratamento da Hipertensão

A utilização principal do Enal é o controlo da pressão arterial elevada. Ao reduzir a pressão nas artérias, o medicamento ajuda a prevenir complicações graves a longo prazo. O controlo eficaz da hipertensão é fundamental para reduzir o risco de eventos cardiovasculares, tais como acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes do miocárdio.

Gestão da Insuficiência Cardíaca

O Enal é também indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca sintomática. Nestes casos, o medicamento ajuda a melhorar a função cardíaca, permitindo que o coração bombeie o sangue de forma mais eficiente para o resto do corpo. O seu uso pode ajudar a aliviar sintomas comuns, como a falta de ar e o inchaço (edema) nos tornozelos e pés.

Prevenção e Proteção Cardiovascular

Além do tratamento de condições existentes, o Enal é utilizado de forma preventiva em doentes com disfunção ventricular esquerda assintomática. Nestas situações, o objetivo é retardar o desenvolvimento de insuficiência cardíaca clinicamente manifesta. Em doentes com insuficiência cardíaca, o tratamento regular com Enal tem demonstrado benefícios na redução da frequência de hospitalizações e na melhoria das taxas de sobrevivência global.

O benefício terapêutico do Enal manifesta-se progressivamente. Embora a redução da pressão arterial possa ser observada pouco tempo após a administração, podem ser necessárias várias semanas de tratamento contínuo para que se alcancem os efeitos máximos e a estabilização da condição clínica do paciente.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Enal?

A elegibilidade para o uso de Enal (maleato de enalapril) é determinada por regras regulamentares rigorosas que definem a utilização autorizada, restrita ou absolutamente proibida, com base na rotulagem oficial governamental.


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estado Regulamentar
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e doentes pediátricos com mais de 1 mês de idade (para hipertensão).
Populações para as quais o uso não é recomendado Recém-nascidos, mães a amamentar e doentes hipertensos de raça negra (menor resposta média em monoterapia).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com antecedentes de angioedema (hereditário ou relacionado com terapia anterior com inibidores da enzima de conversão da angiotensina - IECA).

Regras de elegibilidade baseadas em condições específicas

  • Uso Concomitante Proibido: Contraindicado com alisquireno em doentes com diabetes ou compromisso renal, e com sacubitril/valsartan.
  • Estado Renal/Volemia: A utilização condicional aplica-se a doentes com função renal diminuída ou com depleção de volume; o uso requer supervisão médica estreita e monitorização.
  • Exclusão Pediátrica: Contraindicado em crianças com compromisso renal grave (TFG < 30 mL/min/1,73 m^2).

Estado de elegibilidade na gravidez e amamentação

  • Gravidez: Contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres.
  • Amamentação: Não recomendado (devido à passagem para o leite materno).

Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares estabelecem contraindicações definitivas baseadas em condições de alto risco, tais como o histórico de angioedema e gravidez avançada. A elegibilidade é adicionalmente definida por limiares de idade e restrições condicionais ligadas à função renal e a medicações concomitantes, garantindo que o medicamento seja prescrito apenas dentro da população oficialmente prevista na rotulagem.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do maleato de enalapril foca-se na gestão do risco de bloqueio duplo do sistema angiotensina e em interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas específicas.

Combinações Proibidas e de Alto Risco

Classificação Substância(s) Interagente(s) Restrição de Interação
Contraindicado Sacubitril / Valsartan Proibido; exige um período de separação de 36 horas devido ao risco de angioedema.
Contraindicado Alisquireno Proibido em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal significativo (TFG < 60 mL/min/1,73 m^2).
Risco Elevado Diuréticos Poupadores de Potássio (ex: Espironolactona) e Suplementos de Potássio Resulta num risco significativo de Hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue).
Risco Elevado Lítio Provoca um aumento reversível das concentrações séricas de Lítio, elevando o risco de toxicidade.
Risco Elevado AINEs (Anti-inflamatórios Não Esteroides) Risco acrescido de deterioração da função renal, particularmente em idosos e doentes com depleção de volume.

Outras Notas sobre Interações Documentadas

Podem ocorrer efeitos hipotensores adicionais quando o medicamento é utilizado em conjunto com outros agentes que baixam a pressão arterial, Antidepressivos Tricíclicos, Antipsicóticos e Anestésicos. O risco de angioedema também aumenta quando coadministrado com inibidores da mTOR.

Está oficialmente documentado que a absorção do enalapril não é influenciada pelos alimentos. No entanto, o consumo de álcool pode aumentar o risco de ocorrência de tonturas.

Mecanismo de ação

O Enal pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA). O seu principal mecanismo de ação consiste em facilitar a circulação sanguínea através do relaxamento e do alargamento dos vasos sanguíneos.

No organismo, existe uma substância natural que provoca a constrição dos vasos sanguíneos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar o coração. O componente ativo do Enal atua bloqueando a produção desta substância, permitindo que as artérias e veias permaneçam mais relaxadas. Como resultado, a pressão arterial é reduzida.

Para os doentes com insuficiência cardíaca, este processo ajuda o coração a bombear o sangue com menos esforço para o resto do corpo. Ao diminuir a resistência que o coração enfrenta para expelir o sangue, o medicamento contribui para melhorar a função cardíaca e pode ajudar a prevenir o agravamento dos sintomas associados a estas condições clínicas.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração para Enalapril

Estas orientações detalham a utilização correta do Enalapril (Enal) estritamente como delineado nos documentos regulamentares, incluindo as vias aprovadas, a dosagem inicial e os ajustes necessários para grupos específicos de doentes.

Formas e Vias de Administração

Tipo de Administração Forma Via
Maleato de enalapril Comprimidos, Solução Oral Oral (PO)
Enalaprilato Solução Injetável Intravenosa (IV)

Posologia Padrão e Horários

Os comprimidos de enalapril podem ser tomados com ou sem alimentos. A dose oral inicial para a hipertensão em adultos é, habitualmente, de 5 mg uma vez por dia. No caso da insuficiência cardíaca, a dose inicial é inferior, tipicamente de 2,5 mg uma ou duas vezes por dia, seguida de um aumento gradual e controlado da dose (titulação) baseado na tolerância do doente, até um máximo diário de 40 mg.

O Enalaprilato intravenoso é administrado através de uma perfusão IV lenta durante, pelo menos, 5 minutos, com uma dose inicial de 1,25 mg, que pode ser repetida a cada 6 horas.

Ajustes de Procedimento e de População

As instruções oficiais exigem a modificação da dose para certos grupos de doentes:

  • Compromisso Renal: Para doentes com compromisso renal grave (Depuração da Creatinina inferior ou igual a 30 mL/min), a dose oral inicial deve ser reduzida para 2,5 mg uma vez por dia.
  • Uso de Diuréticos: Os doentes que já se encontram sob terapia com diuréticos devem também iniciar com a dose mais baixa de 2,5 mg uma vez por dia.
  • Uso Pediátrico: A dose inicial para crianças (com idade igual ou superior a 1 mês) com hipertensão é de 0,08 mg/kg uma vez por dia, até um máximo de 5 mg.

Instruções em Caso de Esquecimento de Dose

Se uma dose for esquecida, as orientações regulamentares instruem os doentes a tomar a dose seguinte no horário regularmente previsto e não tomar duas doses para compensar a dose omitida.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação para a Tensão Arterial Elevada Crónica (Hipertensão)

A investigação que explorou o Enal estudou a sua aplicação na gestão da tensão arterial elevada crónica. Estes estudos examinaram não só as medições da pressão (leituras sistólicas e diastólicas), mas também acompanharam resultados a longo prazo através da monitorização do esforço ou stresse fisiológico, como a frequência de eventos cardiovasculares major. Os estudos descreveram medições de redução da tensão arterial nas populações de doentes participantes em comparação com grupos de controlo. Esta investigação contribui para o panorama mais amplo de evidências sobre a forma como agentes específicos são aplicados em contextos de investigação que envolvem sintomas flutuantes ou instáveis de tensão arterial elevada.

No entanto, a investigação destaca o que é conhecido — e o que ainda permanece incerto. Alguns ensaios observaram que a magnitude da resposta da tensão arterial comunicada em estudos de monoterapia foi menor em doentes hipertensos de raça negra em comparação com doentes não pertencentes a este grupo, indicando que os dados para certos grupos continuam a ser insuficientes para uma generalização ampla.


Evidência de Investigação para a Insuficiência Cardíaca Sintomática

A base de evidência para a insuficiência cardíaca baseia-se principalmente em ensaios clínicos multicêntricos significativos que exploraram os efeitos deste agente quando adicionado à terapia padrão existente. A investigação foi avaliada em contextos focados em resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade e em indicadores críticos relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, como a hospitalização por insuficiência cardíaca e a mortalidade. Os principais ensaios clínicos comunicaram observações relativas ao número de eventos de mortalidade monitorizados, tanto por todas as causas como específicos por insuficiência cardíaca. A evidência é limitada quanto à utilização a longo prazo em doentes com insuficiência cardíaca cuja função de bombeamento está preservada (ICFEp).


Evidência em Populações Específicas e Lacunas de Dados

A investigação também estudou pessoas assintomáticas, mas diagnosticadas com uma capacidade reduzida de bombeamento cardíaco. Os ensaios monitorizaram a frequência de participantes que progrediram para insuficiência cardíaca sintomática e descreveram padrões em comparação com os que receberam placebo. Estão ainda a surgir dados sobre todos os aspetos desta utilização, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para todas as populações especiais, como crianças com mais de um mês de idade que sofrem de hipertensão.

No caso da doença renal diabética, os estudos basearam-se em marcadores de substituição, como os níveis de proteína na urina, em vez de monitorizarem exclusivamente o desfecho irreversível a longo prazo da insuficiência renal terminal. Além disso, existe uma falta de evidência comparativa em algumas áreas no que diz respeito a comparações diretas ("head-to-head") com a geração mais recente de agentes terapêuticos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Enal (FAQ)


P: Para que outras condições, além da tensão arterial elevada, é utilizado o Enal?

A informação oficial e os estudos indicam que o Enal (enalapril) é também utilizado no tratamento da insuficiência cardíaca sintomática e da disfunção ventricular esquerda assintomática (quando o lado esquerdo do coração não bombeia o sangue tão bem como deveria). Os documentos regulamentares referem ainda a sua utilização em contexto clínico na doença renal diabética para atrasar a sua progressão, frequentemente através da redução da proteína na urina.

P: Existem efeitos a longo prazo ao tomar Enal?

A informação oficial sobre a utilização prolongada na tensão arterial elevada refere que os estudos acompanham resultados sérios a longo prazo, como eventos cardiovasculares major, para monitorizar os efeitos do medicamento ao longo do tempo. O principal benefício do uso continuado está associado ao auxílio na redução do risco de problemas graves, como enfarte, acidente vascular cerebral (AVC) e lesões renais ligadas à tensão arterial elevada não controlada.

P: Posso utilizar substitutos do sal enquanto tomo Enal?

Os documentos regulamentares advertem que a toma de suplementos de potássio ou de certos diuréticos poupadores de potássio pode levar a níveis elevados de potássio no sangue (hipercaliemia). Uma vez que muitos substitutos do sal contêm cloreto de potássio, recomenda-se precaução quanto ao risco de potássio elevado. A informação oficial destaca a necessidade de monitorizar os níveis de potássio durante a toma do medicamento.

P: A idade afeta a forma como o Enal atua ou é processado?

As diretrizes oficiais abordam a idade principalmente no que respeita a ajustes na dosagem, recomendando doses iniciais mais baixas para crianças e doentes com problemas renais relacionados com a idade. Embora a função renal possa afetar a eliminação da substância ativa do organismo, existe informação limitada nos resumos regulamentares sobre uma diferença geral na forma como a idade afeta o metabolismo básico ou o processamento do fármaco.

P: Estão disponíveis diferentes dosagens de Enal?

Sim, o Enal (enalapril) está disponível em várias dosagens diferentes para administração por via oral. A informação oficial de prescrição confirma que o Enal é disponibilizado em múltiplas dosagens.

P: Quais são os benefícios típicos de tomar Enal descritos nos estudos?

Em ensaios clínicos, o Enal é indicado para baixar a tensão arterial, o que reduz a carga de trabalho do coração. Além de reduzir as leituras da pressão, estudos em grupos específicos de doentes indicam benefícios potenciais na melhoria da função cardíaca e na redução do risco global de desenvolver insuficiência cardíaca ou de sofrer um evento cardiovascular major.

P: O Enal é um medicamento para toda a vida?

O Enal destina-se principalmente ao tratamento a longo prazo para gerir condições crónicas como a tensão arterial elevada e a insuficiência cardíaca. Como estas são frequentemente condições vitalícias que exigem controlo contínuo, o medicamento é frequentemente tomado de forma crónica e continuada para apoiar o controlo da condição.

P: Tenho de tomar o Enal a uma hora específica do dia?

O Enal é comummente prescrito para ser tomado uma vez por dia, embora possa ser administrado em duas doses divididas para certas condições. Embora os documentos oficiais não determinem uma hora específica do dia (ex: manhã ou noite), a toma consistente faz geralmente parte do regime prescrito.

P: Quanto tempo demora o Enal a começar a fazer efeito?

De acordo com os dados oficiais de farmacologia clínica, o efeito do Enal inicia-se de forma relativamente rápida. Após uma dose oral, o início da ação (quando os efeitos começam) ocorre tipicamente no espaço de cerca de uma hora, com o efeito máximo de redução da tensão arterial a verificar-se, geralmente, quatro a seis horas após a toma do medicamento.

P: Qual é o período mais longo que alguém costuma tomar Enal?

Visto que o Enal é utilizado para controlar condições crónicas não curáveis, como a tensão arterial elevada e a insuficiência cardíaca, a terapia é definida como de longo prazo. Qualquer alteração à terapia prescrita a longo prazo deve ser discutida com um profissional de saúde.

P: Porque é que algumas pessoas sentem uma tosse seca com o Enal?

A informação de prescrição oficial refere que uma tosse seca e persistente é um efeito secundário comum dos inibidores da ECA, como o Enal. Esta tosse é tipicamente não produtiva (seca) e está relacionada com o mecanismo através do qual esta classe de fármacos atua no organismo.

P: A tosse provocada pelo Enal é permanente?

Se se confirmar que a tosse está relacionada com o Enal, os relatórios oficiais indicam que este efeito secundário geralmente desaparece após a interrupção do medicamento. A tosse não é considerada permanente.

P: O Enal é um medicamento que precisa de ser interrompido lentamente?

Em estudos controlados, a interrupção abrupta do Enal não foi associada a um aumento rápido ou reflexo da tensão arterial. Como acontece com qualquer medicamento sujeito a receita médica, a decisão de parar de tomar Enal deve ser tomada em consulta com um profissional de saúde.

P: Posso parar de tomar Enal se a minha tensão arterial parecer normal?

A informação regulamentar indica que o Enal se destina a controlar a tensão arterial elevada e não a curá-la. Embora a tensão arterial possa parecer normal, o uso continuado é geralmente indicado para manter o efeito terapêutico e auxiliar na redução do risco de eventos cardiovasculares graves.

P: Existe uma versão genérica do Enal?

Sim, Enal é o nome comercial da substância ativa maleato de enalapril. O fármaco está amplamente disponível como um equivalente genérico, que contém a mesma substância ativa e é aprovado pelas autoridades regulamentares.

P: Porque é que o Enal é por vezes administrado com um segundo medicamento?

O Enal é frequentemente prescrito em combinação com outros medicamentos, como diuréticos ou betabloqueadores, para alcançar um efeito terapêutico mais potente ou abrangente. Esta abordagem combinada é apoiada por estudos clínicos para otimizar a redução da tensão arterial e melhorar os sintomas em condições como a insuficiência cardíaca.

P: Porque é que a monitorização da tensão arterial é importante ao tomar Enal?

A monitorização da tensão arterial é fundamental devido ao risco de uma descida excessiva da pressão arterial (hipotensão), particularmente quando o tratamento é iniciado. A monitorização é utilizada para garantir a gestão adequada da tensão arterial e para orientar qualquer ajuste de dose necessário.

P: Posso tomar medicamentos para a constipação e gripe com Enal?

Recomenda-se precaução com certos medicamentos de venda livre para a constipação e gripe. Alguns produtos contêm ingredientes como descongestonantes, que podem aumentar a tensão arterial, ou AINEs (como o ibuprofeno), que podem diminuir os efeitos do Enal e aumentar o risco de problemas renais. Recomenda-se geralmente a revisão de todos os medicamentos de venda livre com um profissional de saúde antes de os tomar com Enal.

P: Porque é que o Enal é por vezes administrado após um enfarte?

O Enal está aprovado para o tratamento da insuficiência cardíaca sintomática e da disfunção ventricular esquerda assintomática, que podem ocorrer após um enfarte. O objetivo principal neste cenário clínico é reduzir o risco de eventos cardiovasculares não fatais subsequentes e melhorar a função cardíaca.

Como Enal deve ser armazenado e descartado?

Os comprimidos de maleato de enalapril devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações temporárias entre os 15 °C e os 30 °C. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechada e protegida da humidade excessiva, o que impede a sua conservação em áreas de elevada humidade, como a casa de banho. Os comprimidos não devem ser congelados.

Um requisito de segurança obrigatório é manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças, sendo frequentemente recomendado o seu acondicionamento num local alto e fechado. Relativamente à eliminação, os comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade não devem ser deitados na sanita. O método oficial de eliminação consiste na utilização de um programa de recolha de medicamentos (como a entrega na farmácia) ou, caso este não esteja disponível, na mistura dos comprimidos com uma substância indesejável (por exemplo, terra ou borras de café), selando a mistura num recipiente antes de o colocar no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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