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Dolex-P

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Dolex-P

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Dolex-P

O que é o Dolex-P? Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Paracetamol (Acetaminofeno) e Cloridrato de Tramadol
Forma Formulação sólida oral (Comprimido)
Classe farmacológica Analgésico Multimodal, Agente do Sistema Nervoso Central
Uso comum Atenuação dos sinais de dor e alívio do mal-estar
Origem Sintética

A entidade medicinal Dolex-P é uma preparação farmacêutica de combinação de dose fixa (CDF) que disponibiliza dois agentes farmacológicos distintos numa única formulação sólida oral. Trata-se de um composto sintético classificado como um Analgésico Multimodal, concebido para proporcionar uma gestão da dor abrangente através de um mecanismo de ação combinado.

Identidade e Classe Farmacológica

O Dolex-P é identificado primordialmente pela sua composição dual, representando um produto de combinação de dose fixa (CDF) que une um analgésico não opioide e um analgésico opioide sintético. Esta associação estratégica resulta na sua classificação como um Analgésico Multimodal, uma abordagem clinicamente reconhecida pela sua eficácia superior no tratamento do desconforto. Ao contrário dos analgésicos de componente único, o formato CDF do Dolex-P oferece uma proporção precisa e estabelecida dos seus ingredientes, uma característica distintiva que assegura a consistência da sua dupla contribuição terapêutica.

Composição: A Combinação de Paracetamol e Tramadol

As duas substâncias ativas são o Paracetamol (Acetaminofeno) e o Cloridrato de Tramadol. O Paracetamol contribui através da redução da resposta do sistema nervoso central aos estímulos dolorosos, enquanto o Tramadol atua como um analgésico de ação central, afetando os recetores opioides no cérebro. A formulação sólida oral assegura a administração simultânea de ambos os agentes para uma ação sinérgica máxima. A proporção fixa destes dois agentes foi projetada para proporcionar um efeito combinado superior ao que os componentes individuais poderiam oferecer isoladamente, um princípio fundamentado em revisões farmacológicas.

Objetivo Geral desta Combinação de Dose Fixa

O propósito geral da combinação do Dolex-P é alcançar uma atenuação significativa dos sinais de dor e uma gestão eficaz da dor. Ao combinar um não opioide e um opioide sintético numa CDF, o medicamento utiliza diferentes vias biológicas para interromper o processo doloroso. Esta estratégia de Analgesia Multimodal oferece um método estabelecido para potenciar o alívio e alargar o âmbito da gestão do mal-estar geral, sendo frequentemente utilizada no controlo de episódios agudos.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Dolex-P?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança da combinação de dose fixa de Paracetamol e Tramadol reflete os riscos estabelecidos para ambos os componentes ativos, conforme documentado em fontes oficiais.

Reações Adversas Classificadas Oficialmente

Os efeitos documentados com maior frequência encontram-se organizados por categoria de frequência e pelo Sistema de Classificação por Órgãos e Sistemas (SOC).

Classificação de Frequência Doenças Gastrointestinais Doenças do Sistema Nervoso
Muito Frequentes (≥ 1/10) Náuseas Tonturas, Sonolência
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Vómitos, Obstipação, Boca Seca Cefaleias, Estado confusional

Outros efeitos comuns incluem o aumento da transpiração (hiperidrose), ansiedade e insónia. Efeitos mais raros documentados incluem a dependência farmacológica e a anafilaxia.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais destacam riscos graves, particularmente associados ao componente Tramadol, incluindo Convulsões e Depressão Respiratória. O componente Paracetamol introduz o risco de Hepatotoxicidade (falência hepática), que constitui o fundamento para a limitação da dose diária máxima.

Este medicamento está contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave e em casos de intoxicação aguda por depressores do sistema nervoso central. A sua utilização é igualmente contraindicada em situações de insuficiência renal grave.

Padrões de Segurança e Exposição na População

As tonturas, a sonolência e as náuseas são observadas frequentemente nas fases iniciais do tratamento. Os dados indicam que o risco de dependência física aumenta com a exposição a longo prazo. Os doentes idosos (com idade superior a 75 anos) podem apresentar uma sensibilidade acrescida, o que exige uma análise cuidada do seu perfil clínico.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Uma sobredosagem da combinação de dose fixa de Paracetamol e Tramadol exige uma intervenção médica imediata devido ao risco de toxicidade grave e potencialmente fatal decorrente de ambos os componentes. As diretrizes oficiais determinam que deve ser procurada assistência médica urgente e contactados os serviços de emergência, mesmo que o indivíduo pareça estar bem, dado que as complicações mais graves podem ter um início tardio.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

O perfil oficial de sobredosagem caracteriza-se por uma toxicidade dual. A sobredosagem do componente paracetamol pode manifestar-se inicialmente através de sinais inespecíficos, como náuseas, vómitos e palidez; contudo, o risco crítico reside na necrose hepática dependente da dose, que pode progredir para uma insuficiência hepática fatal. A toxicidade do componente tramadol manifesta-se pela depressão do sistema nervoso central (SNC), incluindo sonolência, miose e convulsões. Os resultados graves documentados incluem a depressão respiratória, que pode evoluir para paralisia respiratória, colapso circulatório e paragem cardíaca.

Gestão de Emergência e Monitorização

A gestão clínica é definida como um tratamento sintomático e de suporte. Existem antídotos específicos para cada componente: a N-acetilcisteína para a toxicidade do paracetamol e a Naloxona para reverter parcialmente os efeitos respiratórios induzidos pelo tramadol. É obrigatória a vigilância hospitalar, que inclui a monitorização contínua dos sinais vitais e a realização de exames laboratoriais para detetar possíveis anomalias na função hepática. Ressalva-se que os doentes com insuficiência hepática pré-existente ou alcoolismo crónico apresentam um risco de toxicidade significativamente acrescido.

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Usos terapêuticos de Dolex-P

O que trata o Dolex-P: Principais Usos e Benefícios

A função terapêutica primária do Dolex-P (a combinação de dose fixa de Paracetamol e Tramadol) consiste em proporcionar um alívio sintomático da dor aguda que é difícil de gerir apenas com medicamentos não opioides. A sua aplicação destina-se a contextos onde a gestão de suporte dos sintomas, a curto prazo, é considerada adequada.

Esta combinação é frequentemente utilizada quando a dor aguda sentida pelos doentes é forte e para a qual as alternativas terapêuticas isoladas podem ser insuficientes. Este medicamento é habitualmente empregue para auxiliar no controlo de sintomas acentuados em condições onde a dor se pode intensificar temporariamente, tais como o período após intervenções cirúrgicas, dor musculoesquelética aguda ou agudizações de condições crónicas como a osteoartrose.

“A abordagem combinada oferece um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais resiliente com episódios difíceis.”

Gestão de Episódios de Dor Aguda Moderada a Forte

Este medicamento é utilizado para tratar sintomas pronunciados quando a intensidade da dor escalou para um nível moderado a forte. É relevante em contextos clínicos marcados por um sofrimento acrescido do doente, como após lesões súbitas, procedimentos dentários ou intervenções cirúrgicas. Esta abordagem de gestão proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Suporte em Agudizações de Dor Musculoesquelética Desafiantes

O Dolex-P é aplicável em condições caracterizadas por padrões de sintomas episódicos ou flutuantes, particularmente na dor musculoesquelética intensa. É comummente utilizado quando os sintomas se agrupam em padrões que requerem suporte sintomático adicional. Para o doente, isto oferece um alívio sintomático que auxilia a ultrapassar episódios complexos com maior estabilidade e ajuda na manutenção da capacidade funcional.

Facto Rápido: Alívio para Dor Aguda Moderada a Forte

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Critérios de utilização e restrições

O Dolex-P é um medicamento de associação que contém, tipicamente, um anti-inflamatório não esteroide (AINE) e Paracetamol, e a sua adequação depende do historial médico individual de cada paciente.

Quem Pode Utilizar o Dolex-P (Com Cautela e Aconselhamento Médico)

A maioria dos adultos saudáveis que sofrem de dor de curta duração, inflamação e febre podem ser candidatos a este medicamento. No entanto, a sua utilização requer uma consulta detalhada com um profissional de saúde, especialmente para doentes com patologia renal ou hepática ligeira a moderada, indivíduos com antecedentes de problemas gastrointestinais ou riscos de hemorragia, e doentes idosos, que podem necessitar de uma dose ajustada mais baixa.


Quem NÃO Deve Utilizar o Dolex-P

Devido aos componentes do Dolex-P, este é geralmente contraindicado para certas populações de doentes, de modo a minimizar o risco de efeitos adversos graves. Os doentes devem evitar este medicamento se apresentarem uma alergia conhecida ou reação de hipersensibilidade grave a qualquer componente do fármaco ou a outros AINE (por exemplo, aspirina). Também está contraindicado em casos de úlceras gástricas graves, ativas ou recorrentes, ou hemorragia gastrointestinal.

A utilização deve ser evitada por indivíduos com doença hepática grave ou insuficiência hepática ativa, assim como por aqueles com doença renal grave ou insuficiência renal em fase terminal. Adicionalmente, o medicamento não deve ser utilizado por pessoas com insuficiência cardíaca grave, enfarte do miocárdio recente ou indivíduos submetidos a cirurgia de bypass coronário (revascularização do miocárdio).

O medicamento não é, geralmente, recomendado para utilização em mulheres grávidas, especialmente durante o último trimestre, nem em mães a amamentar, a menos que tal seja especificamente aconselhado por um médico que tenha ponderado os benefícios face aos riscos.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Categorias de Interação Documentadas

As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem os Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), outros Depressores do SNC (incluindo o álcool), Fármacos Serotoninérgicos, Inibidores da CYP2D6, Inibidores da CYP3A4, Indutores da CYP3A4 e derivados da Varfarina. Substâncias específicas, como a Carbamazepina e outros produtos que contenham Tramadol ou Paracetamol, são explicitamente mencionadas nos documentos normativos.

Efeitos de Interação Descritos Oficialmente

A documentação oficial indica que a coadministração com Inibidores da CYP2D6 (ex: Fluoxetina) pode diminuir os níveis do metabolito ativo M1, reduzindo potencialmente o efeito analgésico. Os Indutores da CYP3A4 (ex: Carbamazepina, Erva de São João) aumentam o metabolismo do Tramadol, o que pode levar a uma menor exposição ao fármaco. As interações farmacodinâmicas envolvem principalmente efeitos aditivos, resultando num aumento da depressão do SNC ou num risco elevado de Síndrome Serotoninérgica e convulsões quando existe uma combinação com agentes serotoninérgicos.

Restrições Regulamentares e Regras Temporais

A utilização deste produto é contraindicada em simultâneo ou nos 14 dias seguintes à interrupção de uma terapia com Inibidores da MAO. É igualmente contraindicada a coadministração de Dolex-P com outros produtos que contenham Tramadol ou Paracetamol. A administração conjunta com o indutor da CYP3A4 Carbamazepina não é recomendada. Para doentes com Insuficiência Renal Grave, as informações regulamentares determinam que a dose máxima deve ser restringida e o intervalo entre tomas prolongado.

Ligação ao Perfil Geral de Interações

O perfil oficial de interações define tanto a potenciação farmacodinâmica (ex: com depressores do SNC) como a modificação farmacocinética (através das enzimas CYP) como os riscos primários. Este enquadramento estabelece as combinações específicas que são contraindicadas ou não recomendadas, a par das regras temporais obrigatórias e dos ajustes dependentes da população descritos nos documentos regulamentares.

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Mecanismo de ação

Como Funciona o Dolex-P

O Dolex-P exerce a sua ação através de múltiplos domínios farmacológicos, ativando vias mecanísticas distintas para influenciar processos fisiológicos que se encontram hiperativos ou desregulados.


Inibição Central da Sinalização da Dor

Este domínio refere-se ao efeito do fármaco sobre as vias mediadas por enzimas no sistema nervoso central (SNC), principalmente através da sua componente analgésica. O medicamento modula as vias da ciclo-oxigenase (COX), especialmente no cérebro e na medula espinal, o que reduz a síntese de prostaglandinas. Esta alteração das etapas moleculares iniciais na cascata de sinalização conduz à modulação da transdução de sinal em vias neuronais específicas.


Modulação dos Recetores Adrenérgicos

Este domínio é utilizado quando a formulação inclui uma componente que atua como agonista nos recetores adrenérgicos alfa-1. Este efeito desencadeia uma sequência de sinalização que leva à constrição dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) em sistemas periféricos localizados, como a mucosa nasal. A ativação destes mecanismos resulta numa alteração da pressão hidrostática e na redução do diâmetro luminal dentro dos vasos periféricos visados.

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Informações sobre dosagem e administração

O Dolex-P, uma combinação de dose fixa de Tramadol e Paracetamol, é administrado por via oral sob a forma de comprimidos sólidos. O protocolo oficial de utilização define a dose inicial para adultos como sendo de dois comprimidos, o que perfaz um total combinado de 75 mg de Tramadol e 650 mg de Paracetamol. As doses subsequentes são geridas consoante a necessidade de alívio, devendo, contudo, respeitar-se uma restrição temporal rigorosa.

A frequência da dosagem é regulada por um intervalo obrigatório não inferior a 4 a 6 horas entre tomas. Os documentos normativos estabelecem um limite máximo absoluto de 8 comprimidos por dia, correspondentes a 300 mg de Tramadol e 2600 mg de Paracetamol, de modo a controlar o consumo total. A duração da utilização é, geralmente, restrita ao curto prazo, existindo diretrizes que aconselham a sua utilização por um período não superior a cinco dias.

Para uma administração adequada, os comprimidos devem ser engolidos inteiros com auxílio de líquidos, não devendo ser esmagados nem partidos. O regime de ingestão permite flexibilidade, uma vez que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. A utilização está sujeita a restrições de segurança importantes: o fármaco não deve ser coadministrado com qualquer outro medicamento que contenha os mesmos princípios ativos. Além disso, as orientações oficiais descrevem ajustes posológicos específicos para determinadas populações, tais como a limitação da dose máxima a dois comprimidos a cada 12 horas para indivíduos com insuficiência renal grave.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Dolex-P

Evidência na Dor Aguda Moderada a Grave

A investigação nesta área baseou-se prioritariamente em ensaios controlados de curto prazo, de dose única e de doses múltiplas (Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados ou ECCA) e em revisões sistemáticas subsequentes. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram padrões de sintomas episódicos, focando-se na medição dos sintomas ao longo de intervalos de tempo definidos, frequentemente após eventos como cirurgias dentárias ou pequenos procedimentos ortopédicos. As comparações analisadas na investigação foram habitualmente feitas face a um placebo não medicado ou face aos componentes individuais — Paracetamol isolado ou Tramadol isolado. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto percebido e reportado pelo doente, examinando a intensidade e medidas funcionais. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com as alterações medidas na intensidade dos sintomas e o tempo decorrido até que um limite de intensidade de sintomas pré-definido fosse alcançado ou ultrapassado.

Evidência na Dor Crónica Não Oncológica

A combinação foi estudada em populações com patologias marcadas por limitações funcionais, tais como a lombalgia crónica e a osteoartrite. A investigação explorou os resultados desta combinação face a um placebo ou a outras opções de tratamento de longo prazo. Os resultados dos estudos analisados estenderam-se para além da simples intensidade da dor, incluindo indicadores que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, avaliados através de escalas reportadas pelos doentes durante intervalos de tempo definidos. Os ensaios de duração intermédia relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de algumas semanas, variando geralmente entre as duas semanas e os três meses.

Lacunas e Limitações na Investigação Existente

A base de investigação possui um alicerce mais robusto para modelos de dor aguda do que para condições crónicas e flutuantes. A evidência disponível para a dor crónica envolve, habitualmente, períodos de acompanhamento limitados, tipicamente não superiores a três meses em contextos altamente controlados. Consequentemente, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A investigação descreve o que foi observado em períodos mais curtos — e o que permanece incerto relativamente aos resultados após uma utilização prolongada. Além disso, os dados para determinados grupos permanecem insuficientes, o que significa que falta evidência comparativa e os resultados aplicam-se principalmente às populações específicas que foram alvo dos estudos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dolex-P (FAQ)


P: Que situações são habitualmente tratadas com Dolex-P?

De acordo com os documentos oficiais, o Dolex-P está indicado para o tratamento sintomático da dor moderada a grave. A sua utilização destina-se a situações em que um profissional de saúde determinou que a dor requer a ação combinada do Tramadol e do Paracetamol.


P: Como é que o Dolex-P é geralmente descrito nas fontes médicas oficiais?

O Dolex-P é geralmente descrito como um produto de combinação de dose fixa. É classificado como um analgésico multimodal por conter dois agentes distintos: um fármaco não opioide (Paracetamol) e um agente opioide sintético (Tramadol).


P: Com que rapidez se pode esperar que o Dolex-P comece a aliviar os sintomas?

Os estudos farmacocinéticos fornecem informações sobre o tempo de absorção. O componente Paracetamol atinge geralmente a sua concentração máxima no sangue por volta das 0,9 horas, enquanto o componente Tramadol atinge o seu pico cerca das 1,8 horas. Estes tempos refletem o momento em que as substâncias ativas alcançam a sua concentração mais elevada na corrente sanguínea.


P: O corpo processa o Dolex-P de forma diferente dependendo da idade do utilizador?

Sim. Os dados oficiais indicam que a degradação e eliminação do fármaco podem variar consoante a idade. Por exemplo, a eliminação do componente Tramadol e do seu metabolito ativo está frequentemente prolongada em doentes idosos. Inversamente, a semivida do Paracetamol é descrita como sendo mais curta em crianças do que em adultos.


P: O Dolex-P é utilizado tanto para dores inflamatórias como não inflamatórias?

Estudos e informações oficiais indicam que o mecanismo de ação combinado é geralmente aplicável à gestão de tipos de dor inflamatórios e não inflamatórios. O medicamento influencia a sinalização da dor através da via COX, relevante na inflamação, e através da ação nos recetores opioides centrais no cérebro e na espinal medula.


P: É verdade que o Dolex-P tem um risco potencial de interação com medicamentos anticoagulantes?

Sim. A informação oficial refere especificamente que a coadministração com anticoagulantes, como a Varfarina, pode potenciar os seus efeitos. Isto significa que a combinação pode aumentar o risco de complicações hemorrágicas graves, podendo a associação exigir uma monitorização rigorosa dos testes de coagulação por um profissional de saúde.


P: Qual é o significado do 'P' no nome do medicamento Dolex-P?

O 'P' no nome comercial Dolex-P refere-se tipicamente a um dos seus princípios ativos, o Paracetamol. A informação oficial descreve o Dolex-P como um produto de combinação de dose fixa que contém tanto Paracetamol como o agente opioide Tramadol.


P: O Dolex-P é o mesmo tipo de medicamento que o ibuprofeno?

Não, o Dolex-P é classificado como um analgésico multimodal porque combina dois tipos diferentes de fármacos: um agente opioide (Tramadol) e Paracetamol. Em contraste, o ibuprofeno pertence a uma classe separada de medicamentos conhecida como anti-inflamatórios não esteroides (AINE), o que significa que possuem mecanismos de ação primários diferentes.


P: Posso tomar medicamentos de venda livre para a constipação ou alergias enquanto utilizo Dolex-P?

As advertências oficiais aconselham extrema cautela quanto à utilização combinada. É contraindicado utilizar Dolex-P com qualquer outro produto que já contenha Paracetamol ou Tramadol. Adicionalmente, recomenda-se precaução com outros medicamentos, tais como alguns produtos para a constipação ou alergias, que causem depressão do sistema nervoso central devido ao risco de potenciação dos efeitos.


P: Que informação está disponível nas fontes oficiais sobre a toma de Dolex-P durante o aleitamento?

A informação de segurança indica que o Tramadol passa para o leite materno em quantidades muito pequenas. Embora seja geralmente considerado improvável que cause efeitos secundários no lactente quando utilizado a curto prazo, a decisão de utilizar o medicamento deve envolver uma avaliação de risco.


P: O Dolex-P interage com medicamentos comuns para a depressão ou ansiedade?

Sim. Os documentos oficiais alertam para interações com duas categorias principais de medicamentos que incluem tratamentos para a depressão e ansiedade. A combinação de Dolex-P com fármacos serotoninérgicos pode aumentar o risco de Síndrome Serotoninérgica. Pode também potenciar os efeitos de depressores do sistema nervoso central.


P: Existem interações conhecidas entre o Dolex-P e suplementos naturais comuns como a Erva de São João?

Sim, a documentação menciona explicitamente o suplemento Erva de São João como uma substância que causa interação conhecida. É descrita como um indutor da CYP3A4, um processo que pode aumentar o metabolismo do componente Tramadol e levar a uma menor exposição ao medicamento ativo.


P: Quais são as classificações de segurança específicas atribuídas ao Dolex-P?

Os documentos oficiais descrevem um perfil de risco para o medicamento devido à presença do componente Tramadol. Os avisos referem que a utilização prolongada de Dolex-P durante a gravidez pode levar ao risco de Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal no recém-nascido após o parto. Estudos em animais também descreveram o potencial para efeitos embriotóxicos e fetotóxicos.


P: Porque é que o Dolex-P é por vezes acompanhado de um aviso especial sobre a função hepática?

O aviso especial é incluído devido ao componente Paracetamol e ao risco potencial de hepatotoxicidade. Este risco é particularmente elevado em casos de sobredosagem, quando as substâncias protetoras do fígado são sobrecarregadas por um metabolito tóxico produzido durante a degradação do Paracetamol.


P: Existem restrições na utilização de Dolex-P para pessoas com problemas renais pré-existentes?

Sim. O medicamento é contraindicado em doentes com doença renal grave. Para indivíduos com outros graus de compromisso da função renal, os documentos oficiais descrevem a necessidade de restringir a dose máxima e prolongar o intervalo entre as tomas.


P: O Dolex-P é adequado para utilização em idosos?

Os documentos oficiais referem que os doentes idosos, particularmente aqueles acima dos 75 anos, podem apresentar uma sensibilidade aumentada aos efeitos do medicamento. Isto pode levar a um risco superior de efeitos adversos, e as orientações descrevem a necessidade de uma consideração cuidadosa do perfil médico por parte do profissional de saúde.

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Como Dolex-P deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Dolex-P

A conservação do Dolex-P (comprimidos de Paracetamol e Cloridrato de Tramadol) deve cumprir rigorosamente as condições indicadas na rotulagem para manter a estabilidade do produto.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório manter o medicamento na sua embalagem original, com a tampa bem fechada, e proteger os comprimidos da humidade. O produto não deve ser congelado.

Segurança Infantil: Todas as doses devem ser mantidas fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

A eliminação deve seguir as diretrizes aplicáveis a substâncias controladas. Não deite o Dolex-P na sanita nem o despeje num lavatório ou cano. O medicamento não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser entregue num programa de recolha de medicamentos ou num local comunitário de eliminação de fármacos, quando disponível. Caso a retoma não seja possível, o produto deve ser misturado com uma substância pouco apelativa, selado num saco de plástico e colocado no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Dolex-P encontrado em:

ÍNDICE A-Z: