DDAVP

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de DDAVP

DDAVP: Definição da Desmopressina e a sua Origem

O DDAVP é o nome comercial de referência para o medicamento cujo componente ativo é o acetato de desmopressina, formalmente classificado como um agente de reposição da hormona antidiurética. A desmopressina é um análogo sintético da hormona produzida naturalmente pela hipófise, a 8-arginina vasopressina (Hormona Antidiurética ou ADH). Este composto especializado representa um avanço único face à hormona natural, uma vez que as modificações químicas, fundamentadas por estudos farmacológicos, confirmam a sua capacidade de potenciar o efeito antidiurético, minimizando simultaneamente o potencial impacto na pressão arterial. Esta otimização estrutural assegura um perfil de ação mais potente e específico, resultando no seu reconhecimento clínico para a gestão de condições relacionadas com a deficiência da função da ADH.


Que Tipo de Medicamento é o DDAVP e Como Funciona Geralmente?

A desmopressina pertence à classe farmacológica dos análogos da vasopressina e atua como um agonista seletivo dos recetores V2 da vasopressina. A utilidade geral deste medicamento é dupla: auxilia primordialmente no controlo do equilíbrio hídrico e, secundariamente, apoia a capacidade de coagulação do organismo. Esta ação seletiva é clinicamente reconhecida pela sua eficácia em ajudar os doentes a alcançar uma conservação de fluidos adequada. O medicamento funciona sinalizando os rins para aumentarem a reabsorção de água para a corrente sanguínea, permitindo assim a conservação de líquidos e reduzindo o volume de urina produzido. Além disso, o seu mecanismo envolve a libertação de fatores de coagulação (Fator VIII e fator de von Willebrand) a partir das paredes vasculares. A disponibilidade da desmopressina em formas como o spray nasal, em contraste com análogos mais antigos, oferece vantagens distintas para grupos específicos de doentes.


Composição e Formas Disponíveis de DDAVP

O fármaco é um produto de substância única que contém a entidade ativa, o acetato de desmopressina, formulado em solução aquosa ou com excipientes farmacêuticos. O DDAVP é fornecido em diversas formas farmacêuticas para maior versatilidade, incluindo comprimidos orais, comprimidos sublinguais (liofilizados orais), solução intranasal (spray nasal) e solução estéril para injeção. O conjunto de vias de administração — oral, sublingual, intranasal e parentérica — distingue a desmopressina ao proporcionar opções de gestão flexíveis para doentes que necessitem de intervenção aguda ou a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com DDAVP?

DDAVP: Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Âmbito das Reações Adversas

A preocupação de segurança mais grave documentada em fontes regulatórias para a desmopressina (DDAVP) é o risco de hiponatremia grave (baixos níveis de sódio no sangue), que pode colocar a vida em risco e levar a convulsões, coma ou paragem respiratória. Este risco deve-se principalmente ao potente efeito antidiurético do medicamento associado a uma ingestão excessiva de líquidos. Os doentes devem ser monitorizados atentamente quanto a sintomas de hiponatremia, tais como dores de cabeça, náuseas, vómitos, aumento súbito de peso e confusão.

As reações adversas comuns documentadas na prática clínica incluem dores de cabeça, náuseas, cólicas abdominais, rubor facial e retenção ligeira de líquidos.

Reações Graves e Clinicamente Significativas: Hiponatremia grave, eventos trombóticos raros (ex.: enfarte agudo do miocárdio ou cerebral) e reações de hipersensibilidade raras, incluindo anafilaxia.


Considerações de Segurança e Restrições

Contraindicações O DDAVP é contraindicado em doentes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina < 50 mL/min), hiponatremia (ou historial da mesma) e hipersensibilidade conhecida. Certas formulações são também contraindicadas em doentes que utilizem diuréticos da ansa ou glucocorticoides sistémicos/inalados, os quais aumentam o risco de hiponatremia.

Avisos para Populações Específicas Tanto os doentes pediátricos como os geriátricos são identificados como tendo um risco acrescido de desenvolver hiponatremia. A ingestão de líquidos deve ser cuidadosamente restringida nestas populações. Os doentes geriátricos requerem também cautela devido à maior probabilidade de diminuição da função renal.

Monitorização de Segurança de Alto Nível Os documentos regulatórios enfatizam a necessidade de monitorização do sódio sérico antes de iniciar ou retomar a terapia, durante a primeira semana, ao fim de um mês e periodicamente daí em diante. O risco elevado de hiponatremia grave é frequentemente realçado através de um aviso de segurança de destaque nas informações oficiais de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de DDAVP e Quando Procurar Ajuda

Uma sobredosagem de desmopressina (DDAVP) está oficialmente documentada como levando a um efeito antidiurético exagerado, resultando numa retenção grave de água e na consequente hiponatremia (baixos níveis de sódio no sangue). As manifestações clínicas associadas a este desequilíbrio detalhadas na rotulagem regulatória incluem sintomas iniciais como dores de cabeça, náuseas, vómitos, fadiga e um aumento rápido de peso. Os documentos regulatórios especificam que os casos graves podem progredir para desfechos sérios e potencialmente fatais, incluindo convulsões, coma e paragem respiratória, enfatizando que a hiponatremia grave pode ser fatal se não for gerida prontamente. Além disso, as informações do medicamento referem que as crianças muito jovens e os doentes idosos estão explicitamente em maior risco de desenvolver hiponatremia grave e as complicações associadas.

Ações de Emergência Necessárias

É formalmente necessária assistência médica imediata perante a suspeita de uma sobredosagem ou o aparecimento destes sintomas. Se um indivíduo colapsar, sofrer uma convulsão ou não conseguir ser acordado, as orientações oficiais determinam o contacto imediato com os serviços de emergência. A gestão é prioritariamente sintomática e de suporte, uma vez que os documentos oficiais afirmam que não se conhece nenhum antídoto específico para uma sobredosagem de desmopressina. Os passos procedimentais oficialmente descritos envolvem a interrupção imediata da medicação e a implementação de uma restrição rigorosa de fluidos. É necessária uma monitorização próxima dos níveis de sódio sérico e do débito urinário durante o período de observação hospitalar.

Usos terapêuticos de DDAVP

O DDAVP (Desmopressina) é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas perturbadores em duas áreas terapêuticas fundamentais: a gestão de sintomas do equilíbrio hídrico e o fornecimento de suporte temporário para tendências hemorrágicas hereditárias específicas. O medicamento pode auxiliar na gestão de sintomas persistentes e contribui para aliviar a carga sintomática global nestes domínios terapêuticos. A sua utilização nestas áreas ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.

O DDAVP é considerado relevante para o alívio de sintomas em patologias como a Diabetes Insípida Central, a Enurese Noturna Primária, a Noctúria decorrente de poliúria noturna e em contextos de suporte para a Hemofilia A ligeira a moderada ou a Doença de Von Willebrand de Tipo 1.


Facto Rápido: Alívio para a Perda Disruptiva de Água

O DDAVP é habitualmente utilizado para ajudar na gestão dos sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico observado em patologias hídricas crónicas, e pode auxiliar na abordagem de sintomas que interferem com o funcionamento diário, tais como a micção frequente e a sede extrema. Isto contribui para atenuar a carga sintomática global relacionada com as micções noturnas e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

O medicamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo relevante quando é necessária assistência sintomática de curto prazo para gerir o aumento da tendência hemorrágica em coagulopatias pertinentes, como sucede em determinados contextos de pré-procedimento.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar DDAVP? — Informações Regulamentares Oficiais

A elegibilidade para o DDAVP (desmopressina) é estritamente definida pelas autoridades regulamentares com base em características específicas do doente e condições de saúde subjacentes. A elegibilidade é categorizada em populações onde o uso está estabelecido, restrito ou absolutamente contraindicado.

Contraindicações (Não Deve Utilizar)

A rotulagem oficial proíbe o uso de DDAVP em doentes com certas condições, incluindo:

  • Insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina inferior a 50 mL/min).
  • Hiponatremia existente (baixo nível de sódio no sangue) ou historial desta condição.
  • Diagnóstico de insuficiência cardíaca ou hipertensão não controlada.
  • SIADH conhecida ou suspeita (Síndrome de Secreção Inadequada de Hormona Antidiurética).
  • Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Elegibilidade por Idade e Restrições

Grupo Etário Estado Regulamentar / Limitação
Crianças < 4 anos O uso para Diabetes Insípida Central (DIC) não está estabelecido.
Crianças < 6 anos O uso para Enurese Noturna Primária (ENP) não está estabelecido (comprimidos orais).
Idosos (≥ 65 anos) Maior risco de hiponatremia; o uso requer monitorização próxima do sódio sérico e da função renal.

A elegibilidade é adicionalmente restrita para formulações e indicações específicas, tais como em doentes com certos tipos graves da doença de von Willebrand ou quando a via intranasal está comprometida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O DDAVP (desmopressina) apresenta interações medicamentosas clinicamente significativas que se centram, principalmente, no risco de aumento da retenção de água e na consequente redução dos níveis de sódio no sangue (hiponatremia).

Interações Farmacodinâmicas

As principais interações envolvem produtos medicinais que podem potenciar o efeito antidiurético da desmopressina ou aumentar, de forma independente, o risco de hiponatremia. A administração conjunta com estas substâncias requer uma monitorização cuidadosa do equilíbrio de fluidos e do sódio sérico.

Categoria da Substância Exemplos (se citados em documentos regulatórios)
Antidepressivos ISRS (Inibidores seletivos da recaptação da serotonina), Antidepressivos Tricíclicos (ADTs)
Outros Fármacos Clorpromazina, Analgésicos opiáceos, Lamotrigina, Carbamazepina
Anti-inflamatórios Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs)
Diuréticos Diuréticos tiazídicos e diuréticos da ansa

Modificações na Farmacocinética e na Exposição

Algumas substâncias podem afetar a absorção ou a concentração de desmopressina no organismo:

  • Loperamida: Está documentado que esta substância aumenta a concentração plasmática da desmopressina oral, aumentando assim o potencial para efeitos antidiuréticos e o risco de hiponatremia.
  • Epinefrina intranasal: Pode aumentar a absorção sistémica da desmopressina nasal.
  • Refeições: Uma refeição com elevado teor de gordura pode reduzir significativamente a taxa e a extensão da absorção da desmopressina oral.

Restrições Relacionadas com Interações

Os documentos regulatórios restringem ou contraindicam o uso de desmopressina com certos produtos, tais como Diuréticos da ansa e Glucocorticoides sistémicos ou inalados, devido ao risco elevado de hiponatremia grave. A ingestão de líquidos deve também ser restringida durante a administração de desmopressina oral.

Mecanismo de ação

Ativação Seletiva de Recetores e Modulação Fisiológica

A desmopressina (DDAVP) é um análogo da vasopressina de elevada seletividade que funciona através do alvo preciso no recetor V2 — um recetor acoplado à proteína G — para induzir dois efeitos fisiológicos distintos. A sua estrutura é modificada para minimizar a ativação do recetor V1a, que é o responsável pela mediação da vasoconstrição.

Antidiurese Renal: O fármaco atua como um agonista de alta afinidade nos recetores V2 localizados nos túbulos coletores renais. Esta ativação inicia uma cascata molecular que desencadeia a inserção de canais de água denominados aquaporina-2 (AQP-2) nas membranas das células renais. Este processo aumenta significativamente a reabsorção de água do filtrado urinário de volta para a corrente sanguínea, o que resulta na retenção de água e numa diminuição do volume final de urina.

Secreção Vascular: O DDAVP também ativa os recetores V2 nas células endoteliais vasculares. Esta via de sinalização induz rapidamente a exocitose do conteúdo dos corpos de Weibel-Palade — vesículas de armazenamento no interior destas células. Este evento de secreção aguda resulta na libertação súbita de grandes quantidades de fator de von Willebrand (VWF) e de Fator VIII de Coagulação (FVIII) na circulação. Este mecanismo modula o processo hemostático através do aumento da disponibilidade de fatores de coagulação.

Limitação do Mecanismo: A função hemostática é transitória e está sujeita a taquifilaxia (diminuição rápida do efeito) em caso de administrações repetidas em intervalos curtos, uma vez que o mecanismo depende da depleção aguda destas reservas finitas e pré-formadas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o DDAVP

O DDAVP deve ser utilizado exatamente conforme as instruções do profissional de saúde. A forma de administração e a dosagem dependem da condição específica que está a ser tratada, seja através de comprimidos, spray nasal ou injeção. É fundamental seguir o horário estabelecido para garantir a eficácia do tratamento e manter níveis consistentes do medicamento no organismo.

Para os doentes que utilizam a formulação oral, os comprimidos são geralmente tomados por via parenteral, com ou sem alimentos. No caso do spray nasal, é necessário preparar a bomba antes da primeira utilização ou se o frasco não tiver sido usado recentemente. A aplicação deve ser feita nas narinas, evitando a inalação profunda para que o medicamento seja absorvido pela mucosa nasal.

Um aspeto crítico da utilização do DDAVP é a gestão da ingestão de líquidos. Em muitos casos, especialmente no tratamento da enurese noturna ou da diabetes insípida, é necessário limitar o consumo de água e outros fluidos desde uma hora antes da administração até oito horas após a dose. A ingestão excessiva de líquidos durante o tratamento pode levar a um desequilíbrio eletrolítico grave, conhecido como intoxicação por água ou hiponatremia.

Se falhar uma dose, esta deve ser administrada assim que possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada para evitar a duplicação do medicamento. Não interrompa o tratamento nem altere a dosagem sem consultar previamente o médico assistente, uma vez que o ajuste terapêutico deve ser monitorizado regularmente.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação do DDAVP / Visão Geral dos Estudos

A investigação que explora a desmopressina estudou o seu papel em condições caracterizadas por desequilíbrios sistémicos ou funcionais relacionados com a conservação de líquidos e padrões de micção. Os estudos foram realizados durante períodos de maior atividade dos sintomas e monitorizaram o esforço fisiológico relacionado com estas condições.


Evidência de Investigação para a Diabetes Insípida Central (DIC)

A evidência relativa à desmopressina provém principalmente de estudos de intervenção não aleatórios e de estudos que comparam diferentes vias de administração do medicamento, tais como o spray nasal face aos comprimidos orais. A investigação analisou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, incluindo o volume urinário de 24 horas e o grau de concentração da urina. A investigação acompanhou a variabilidade individual nas respostas fisiológicas nas populações observadas. A evidência descreve que a desmopressina foi estudada pelo seu papel como substituta da hormona antidiurética natural. Os resultados a longo prazo não estão totalmente caracterizados, particularmente na comparação dos efeitos sustentados de todas as formulações disponíveis.


Evidência de Investigação para a Enurese Noturna Primária (ENP)

Para crianças diagnosticadas com ENP, a investigação explorou alterações de curto prazo nos sintomas, principalmente através de Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (ECCA). Os estudos monitorizaram a frequência de noites com episódios de enurese (noites molhadas) durante o período de tratamento. A investigação explorou padrões relacionados com a duração das alterações medidas após o término do tratamento experimental, tendo sido observada a recorrência em alguns relatórios. Os períodos de acompanhamento foram limitados para o rastreio a longo prazo após a cessação, e a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a diferenças na definição de "resposta", tornando incertos os resultados em subgrupos.


Evidência de Investigação do DDAVP para Apoio à Coagulação

Para certas formas de Hemofilia A ligeira a moderada e Doença de von Willebrand (DVW) Tipo 1, a investigação descreve estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática, principalmente para avaliar a resposta aguda de fatores no organismo. Os estudos monitorizaram os níveis plasmáticos resultantes do Fator VIII e do fator de von Willebrand após a administração do medicamento, registando as alterações na sua concentração plasmática. Os resultados aplicam-se apenas às populações específicas estudadas, onde a concentração de fatores foi medida. A evidência focou-se em grupos específicos de doentes, incluindo aqueles com certos tipos mais ligeiros de DVW e Hemofilia A.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o DDAVP (FAQ)

P: Quais são as principais diferenças entre o spray nasal e os comprimidos?

A informação oficial do produto indica que o spray nasal e os comprimidos diferem na dose máxima permitida e nas faixas etárias aprovadas para algumas condições. Apresentam também perfis de risco distintos; por exemplo, o risco de desenvolver níveis baixos de sódio (hiponatremia) pode ser superior com algumas formulações nasais. A eficácia da administração nasal pode ser comprometida por condições como congestão ou obstrução nasal.


P: O DDAVP é considerado uma substância controlada?

Não. O DDAVP, que contém a substância ativa desmopressina, não está classificado como uma substância controlada nos termos da lei de substâncias controladas (CSA) dos Estados Unidos, nem possui classificações equivalentes de estupefaciente noutras jurisdições.


P: Quanto tempo demora normalmente o DDAVP a começar a fazer efeito?

Os dados farmacológicos oficiais indicam que o efeito antidiurético (a redução na produção de urina) inicia-se rapidamente. Após a administração intravenosa, o efeito é habitualmente rápido, tornando-se evidente em 30 minutos e atingindo o seu ponto máximo entre 90 minutos a duas horas.


P: Qual é a duração esperada dos efeitos do DDAVP?

A duração da ação antidiurética do DDAVP é geralmente longa, permitindo uma ou duas doses diárias, dependendo da condição que está a ser tratada. Os documentos regulatórios indicam que o efeito dura tipicamente entre 8 a 20 horas, embora isto possa variar com base na formulação específica utilizada.


P: O DDAVP provoca aumento de peso?

O aumento de peso não é geralmente listado como um efeito secundário comum isolado. A informação oficial do produto refere que um aumento de peso súbito pode ser um sintoma de retenção de líquidos ou de hiponatremia grave (baixo sódio), o que pode ocorrer com uma ingestão excessiva de líquidos durante o uso da medicação.


P: Existe um tempo máximo durante o qual se pode utilizar o DDAVP com segurança?

A duração adequada do uso de DDAVP é geralmente determinada pela condição específica que está a ser gerida. Os documentos oficiais indicam que a necessidade de continuar a terapia, particularmente para condições como a enurese noturna em crianças, é frequentemente reavaliada em intervalos regulares, como a cada três meses. Para certas doenças hemorrágicas, administrações repetidas com intervalos demasiado curtos podem levar a uma diminuição rápida do efeito, denominada taquifilaxia.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante a toma de DDAVP?

As diretrizes oficiais de administração enfatizam que a ingestão de líquidos é limitada como condição de uso para mitigar o risco de desenvolver níveis baixos de sódio (hiponatremia). Adicionalmente, a rotulagem oficial para a forma em comprimido oral nota que a sua ingestão com uma refeição rica em gorduras pode reduzir significativamente a quantidade de medicamento que o corpo absorve.


P: Existe algum risco de o DDAVP causar alterações na pressão arterial?

A informação oficial do produto documenta reações adversas cardiovasculares que incluem tanto a hipertensão (pressão arterial elevada) como a hipotensão (pressão arterial baixa). Estas são reações conhecidas, embora geralmente pouco comuns.


P: Estão documentadas interações entre o DDAVP e o álcool?

As bases de dados oficiais de interações medicamentosas listam geralmente uma interação com o álcool para a desmopressina. Esta interação potencial está relacionada com o efeito do fármaco no equilíbrio de fluidos e eletrólitos do organismo, o que é uma consideração fundamental durante o tratamento.


P: É possível desenvolver tolerância ao DDAVP com o tempo?

Estudos e informações oficiais indicam que a função anticoagulante da forma injetável está sujeita a taquifilaxia (uma diminuição rápida do efeito) se as doses forem administradas com demasiada frequência. Embora seja menos comum para o seu efeito antidiurético, alguma evidência sugere também que pode ocorrer uma diminuição da capacidade de resposta ao longo do tempo em indivíduos que tratam a diabetes insípida.


P: Existem preocupações específicas com a função hepática associadas ao DDAVP?

A rotulagem do fabricante indica geralmente que a medicação não requer ajustes de dosagem para doentes with insuficiência hepática. Isto sugere que a função hepática não é considerada um fator primário na forma como o corpo processa ou elimina o fármaco.


P: Qual é a principal condição que o DDAVP está aprovado para tratar?

O DDAVP está oficialmente aprovado para tratar várias condições, incluindo Diabetes Insípida Central, Enurese Noturna Primária, Hemofilia A e Doença de von Willebrand Tipo 1. A Diabetes Insípida Central é frequentemente citada em fontes regulatórias como a primeira e principal indicação, devido ao seu potente efeito de conservação de água (antidiurético).


P: Existem formas diferentes de DDAVP disponíveis para crianças versus adultos?

O medicamento é fornecido nas mesmas formas físicas (comprimidos, spray, solução injetável) tanto para adultos como para crianças. No entanto, a aprovação regulamentar oficial indica que formas diferentes apenas estão aprovadas para grupos etários e condições específicas; por exemplo, certas formas nasais apenas estão aprovadas para adultos com mais de 50 anos.


P: Está descrito em fontes oficiais que o DDAVP pode ser utilizado durante a gravidez?

A FDA classifica o DDAVP como um fármaco de Categoria B de Gravidez. A rotulagem oficial do produto indica que o seu uso durante a gravidez é tipicamente considerado apenas quando o benefício esperado é determinado como superior aos riscos potenciais.


P: Existe evidência científica que apoie o uso de DDAVP para a noctúria em adultos?

Sim, existe investigação disponível para esta indicação. As diretrizes clínicas, baseadas frequentemente em revisões regulamentares, fornecem evidência robusta que apoia o uso da desmopressina para tratar a noctúria (acordar à noite para urinar) em adultos, quando esta é causada pela produção excessiva de urina noturna (poliúria noturna).


P: O DDAVP afeta outros níveis hormonais além da hormona antidiurética?

O DDAVP é um análogo sintético da hormona antidiurética natural (ADH) e não é conhecido por alterar diretamente outros níveis hormonais principais. O seu mecanismo envolve a libertação aguda de certos fatores não hormonais na corrente sanguínea, especificamente o fator de von Willebrand e o Fator VIII, que auxiliam na coagulação.


P: A forma em spray nasal do DDAVP tem riscos diferentes da forma em comprimido?

Sim, os avisos oficiais destacam que o risco de hiponatremia (baixo sódio) é observado mais frequentemente com as formulações nasais e sublinguais. Além disso, efeitos secundários específicos da via nasal, como a congestão nasal ou a epistaxe (hemorragia nasal), são exclusivos da forma em spray.


P: O DDAVP está aprovado para uso em bebés?

A aprovação regulamentar para o DDAVP em crianças é altamente específica quanto à idade e à condição a ser tratada. Embora certas formas, como a solução injetável, estejam aprovadas para uso em crianças a partir dos três meses de idade para a Diabetes Insípida Central, o uso em bebés com menos de três meses para esta condição, ou abaixo da idade especificada para outros usos, não está estabelecido na informação oficial de prescrição.


P: O que se entende pelo termo 'central diabetes insipidus' em relação ao DDAVP?

A Diabetes Insípida Central (DIC) é a condição que o DDAVP foi desenhado para tratar. Define-se como uma carência da hormona antidiurética natural (ADH), o que resulta tipicamente em sede excessiva e na produção de quantidades excessivas de urina diluída.

Como DDAVP deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação de DDAVP: Requisitos Oficiais

Os produtos DDAVP (acetato de desmopressina) devem ser conservados rigorosamente de acordo com a respetiva formulação para garantir a sua estabilidade.

Formulação de DDAVP Condição de Armazenamento Obrigatória
Solução injetável Conservar no frigorífico: entre 2 °C e 8 °C.
Comprimidos e Spray Nasal Conservar à temperatura ambiente controlada: entre 20 °C e 25 °C. Não deve ser congelado.

Os comprimidos devem ser protegidos do calor excessivo e da luz, sendo essencial manter o recipiente bem fechado. O frasco do spray nasal deve ser guardado na vertical. Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora do alcance e da vista das crianças. Qualquer medicação não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser eliminada de acordo com os regulamentos locais. Os objetos cortantes ou perfurantes da forma injetável requerem a eliminação num recipiente resistente a furos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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