Zaltrap

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Zaltrap

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Zaltrap

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Aflibercept (Ziv-aflibercept)
Forma Solução para perfusão intravenosa (Sistémica)
Classe Farmacológica Inibidor do Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF)
Utilização Comum Terapia dirigida para cancro metastático
Origem Biológico (Proteína de fusão recombinante)

Que tipo de medicamento é o Aflibercept (Zaltrap)?

O Zaltrap é um agente antineoplásico classificado como um Inibidor do Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF), indicado para utilização na gestão de cancro avançado. A substância ativa, o Aflibercept (ou Ziv-aflibercept), é um medicamento biológico, o que significa que se trata de uma proteína de grandes dimensões, produzida por engenharia biotecnológica — e não de um fármaco químico tradicional de pequena molécula. Este medicamento é sustentado por estudos farmacológicos que demonstram as suas propriedades de ligação de elevada afinidade a múltiplos fatores de crescimento, uma característica distintiva dentro da sua classe.

Composição, Origem e Forma

O componente central do Zaltrap é a molécula de Aflibercept, que é estruturalmente criada como uma proteína de fusão recombinante, através da fusão de porções dos recetores humanos de VEGF 1 e 2 a uma parte de uma proteína de anticorpo humano. Esta estrutura complexa faz dele uma potente "VEGF Trap" (armadilha de VEGF). O Zaltrap é preparado como uma solução aquosa estéril para perfusão intravenosa. Esta formulação destina-se estritamente à administração sistémica numa veia, o que é fundamental para distribuir a proteína terapêutica por todo o organismo para a terapia oncológica dirigida.

De que forma o Zaltrap beneficia geralmente o organismo?

A função principal do Aflibercept é abrandar o crescimento e a progressão da doença, intervindo no processo de angiogénese, a formação de novos vasos sanguíneos. O fármaco funciona atuando como um recetor isco que se liga e neutraliza fatores de crescimento essenciais — especificamente o VEGF-A, o VEGF-B e o Fator de Crescimento Placentar (PlGF) — que sinalizam a criação de novos vasos sanguíneos. Ao bloquear estes fatores, o Zaltrap inibe eficazmente a angiogénese, limitando o fornecimento de oxigénio e nutrientes de que os tumores necessitam para sobreviver e se propagar. Este bloqueio abrangente das vias de sinalização é o pilar do seu benefício na gestão da doença metastática.

Quais efeitos secundários são possíveis com Zaltrap?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Os documentos oficiais de segurança do Aflibercept (Zaltrap) detalham as reações adversas observadas na utilização clínica, as quais são frequentemente classificadas de acordo com o sistema de órgãos afetado e a frequência da sua ocorrência.

Âmbito das Reações Adversas

Área de Classificação Características Documentadas
Principais Categorias de Reações Adversas O perfil de segurança é fortemente caracterizado por Doenças vasculares (ex.: hemorragia, hipertensão), Doenças gastrointestinais (ex.: diarreia, perfuração, fístula) e Doenças do sangue e sistema linfático (ex.: neutropenia, leucopenia).
Classificação de Frequência As reações adversas classificadas como Muito Frequentes (≥ 1/10) incluem Leucopenia, Diarreia, Neutropenia, Proteinúria (proteína na urina), Estomatite (feridas na boca), Fadiga e Hipertensão (tensão arterial elevada). Os Acontecimentos Tromboembólicos Arteriais (ATA) são classificados como Pouco Frequentes.
Classes de Sistemas de Órgãos Envolvidas Os sistemas primários afetados, conforme categorizado nos documentos oficiais, são as Doenças vasculares, Doenças gastrointestinais, Doenças renais e urinárias e Doenças do sangue e sistema linfático.
Reações Adversas Graves Os riscos graves oficialmente documentados incluem Hemorragia severa e por vezes fatal, Perfuração Gastrointestinal, Comprometimento da Cicatrização, Formação de Fístulas e Acontecimentos Tromboembólicos Arteriais (tais como acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio).
Segurança Específica por População Doentes idosos (≥ 65 anos) podem apresentar uma incidência aumentada de diarreia grave e desidratação em comparação com doentes mais jovens. Não está especificado qualquer ajuste de dose para insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada.
Padrões Relacionados com a Exposição O desenvolvimento de Hipertensão com necessidade de gestão clínica foi frequentemente relatado como ocorrendo nos primeiros dois ciclos de tratamento em mais de metade dos doentes afetados.
Restrições Relacionadas com a Segurança A administração deve ser suspensa pelo menos quatro semanas antes de uma cirurgia programada e não deve ser retomada até pelo menos quatro semanas após uma cirurgia de grande porte e a ferida estar totalmente cicatrizada, devido ao risco documentado de comprometimento da cicatrização. O medicamento não deve ser iniciado em doentes com hemorragia grave.

Estrutura de Segurança Resultante

As reações adversas mais frequentes estão relacionadas com os sistemas gastrointestinal e sanguíneo/linfático, bem como efeitos vasculares, incluindo a tensão arterial elevada. As principais preocupações regulamentares definem-se pelo risco de eventos raros mas de consequências elevadas, especificamente a perfuração gastrointestinal, hemorragia grave e o risco de acontecimentos tromboembólicos arteriais. As condicionantes de segurança estão ligadas ao período perioperatório e à gravidez, refletindo o potencial do fármaco para o comprometimento da cicatrização e toxicidade embriofetal.

As informações oficiais de segurança confirmam que o perfil de risco do medicamento é estruturado por efeitos relacionados com o seu mecanismo de alvo vascular, levando a um conjunto documentado de eventos adversos sistémicos frequentes e complicações graves específicas. O perfil de segurança exige consciência dos riscos que envolvem o sistema vascular e a integridade gastrointestinal, conforme declarado nos documentos regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As informações oficiais definem o contexto de emergência não por uma dose específica de sobredosagem, mas pela ocorrência de toxicidades graves, com risco de vida, que requerem intervenção médica imediata.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As seguintes manifestações clínicas estão associadas a toxicidade grave e exigem uma ação urgente:

Sistema Manifestação Grave/Agrupamento de Sintomas
Hemorragia Sinais de hemorragia interna (ex.: vomitar sangue, fezes com sangue ou pretas, dor de cabeça intensa, tossir sangue)
Gastrointestinal Sintomas de Perfuração Gastrointestinal (ex.: dor abdominal intensa, febre, vómitos)
Vascular/SNC Sinais de Crise Hipertensiva (ex.: dor de cabeça intensa e súbita, confusão, convulsões) ou Eventos Tromboembólicos Arteriais (ETA) (ex.: dor no peito, fraqueza súbita)
Neurológico Sintomas de Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (SLPR) (ex.: alterações visuais, dor de cabeça intensa, confusão)

Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata

Os doentes devem procurar assistência médica imediata ou dirigir-se à unidade de emergência mais próxima perante quaisquer sinais destes eventos graves, incluindo hemorragia grave, perfuração gastrointestinal ou um evento tromboembólico arterial. O medicamento deve ser interrompido imediatamente após a confirmação destes eventos com risco de vida, que podem incluir hemorragia fatal ou perfuração gastrointestinal fatal. A gestão clínica envolve a prestação de tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico documentado. Doentes com 65 ou mais anos de idade podem apresentar uma incidência acrescida de diarreia grave e desidratação, necessitando de uma monitorização rigorosa.

Usos terapêuticos de Zaltrap

Para que serve o Zaltrap: principais utilizações e benefícios

O Zaltrap é um agente antineoplásico utilizado em situações que envolvem a condição maligna conhecida como cancro colorretal metastático (mCRC), na qual o cancro se espalhou a partir do seu local original. Este agente é aplicado quando os doentes experienciam condições caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas após determinada terapia prévia, sendo a sua utilização considerada relevante na gestão da doença avançada. Conforme estabelecido nas informações técnicas de referência, o medicamento é especificamente aplicado no tratamento do mCRC que se agravou ou progrediu após um regime terapêutico que incluía oxaliplatina.

Este cenário clínico envolve tipicamente um tratamento de segunda linha, e o agente é considerado pertinente quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada em conjunto com a quimioterapia padrão (FOLFIRI). A abordagem terapêutica é utilizada em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica para abordar sintomas relacionados com o desequilíbrio do organismo. O apoio que o Zaltrap oferece contribui para atenuar a carga sintomática global, auxiliando na gestão da condição maligna.

“Esta intervenção é comummente utilizada quando a doença avançada requer uma gestão sistémica para auxiliar no controlo dos sintomas relacionados com condições malignas que interferem com o funcionamento diário.”


Facto Rápido

Propriedade Descrição
Foco da Indicação Cancro colorretal metastático (mCRC)
Contexto de Utilização Terapia de segunda linha, utilizada após progressão num regime contendo oxaliplatina
Benefício Terapêutico Apoia a gestão dos sintomas relacionados com condições malignas e ajuda a atenuar a carga sintomática global

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar Zaltrap?

A elegibilidade para o Zaltrap (aflibercept) é estritamente definida com base na população de doentes e em condições de saúde pré-existentes.

Resumo do Estado de Elegibilidade

Estado População/Condição
Utilização Aprovada Adultos com cancro colorretal metastático que tenha progredido após um regime contendo oxaliplatina.
Contraindicado Doentes com hemorragia grave ou hipersensibilidade grave conhecida ao medicamento. Também doentes com insuficiência cardíaca congestiva de classe NYHA III ou IV.
Não Estabelecido Doentes pediátricos (menos de 18 anos) e doentes com insuficiência hepática grave.
Utilização Condicional Doentes com hipertensão pré-existente devem ter a condição adequadamente controlada antes de iniciarem o tratamento.

Restrições Principais

As mulheres com potencial reprodutivo devem verificar o estado de não grávida e, juntamente com os homens, utilizar contraceção eficaz durante e por um período após a última dose, devido ao risco de danos fetais. O medicamento deve ser suspenso pelo menos 4 semanas antes de uma cirurgia eletiva e após uma cirurgia de grande porte até que a ferida cirúrgica esteja totalmente cicatrizada. Embora não seja necessária qualquer alteração de dose para insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, os doentes com insuficiência grave devem ser tratados com precaução devido aos dados muito limitados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Zaltrap (Aflibercept/Ziv-aflibercept) é definido por restrições obrigatórias de administração e pelos resultados documentados da sua utilização conjunta com agentes quimioterápicos.


Restrições de Administração e Temporização

Um requisito regulamentar fundamental é a separação física do Zaltrap de todos os outros produtos medicinais. As normas de rotulagem proíbem estritamente a coadministração com qualquer outro fármaco ou substância no mesmo saco de perfusão ou linha intravenosa, devido a considerações de compatibilidade física. Adicionalmente, é obrigatória uma sequência de administração específica: o Zaltrap deve ser administrado antes de qualquer componente do regime FOLFIRI no dia do tratamento. Esta restrição é necessária para assegurar a ordem correta de distribuição sistémica.


Resultados Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

Estudos formais confirmam que o Zaltrap não apresenta interações farmacocinéticas clinicamente importantes com os componentes centrais da sua terapia combinada. Especificamente, não foi encontrada nenhuma interação farmacocinética significativa com o irinotecano (incluindo o seu metabolito ativo SN-38) ou com o fluorouracilo. Isto indica que o Zaltrap não altera substancialmente a exposição terapêutica a estes agentes de quimioterapia.

No entanto, os dados oficiais relatam um reforço do risco farmacodinâmico: a utilização de Zaltrap em combinação com o regime FOLFIRI está associada a uma maior incidência de hemorragia (incluindo casos graves de Grau ≥ 3) em comparação com o uso exclusivo de FOLFIRI. Não existem restrições conhecidas documentadas relativas a alimentos, álcool ou suplementos de ervas que exijam regras específicas de temporização ou de exclusão por motivos de interação.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Zaltrap baseia-se na intervenção molecular no processo de angiogénese, que consiste na formação de novos vasos sanguíneos. O fármaco, Aflibercept, é uma proteína de fusão recombinante que funciona como uma armadilha de ligandos para suprimir este processo. O Aflibercept liga-se e neutraliza os ligandos dos fatores de crescimento que circulam no organismo: o Fator de Crescimento Endotelial Vascular A (VEGF-A) e o Fator de Crescimento Placentar (PlGF).

Ao capturar estas moléculas de sinalização, o medicamento inibe de forma competitiva a sua capacidade de ativar os seus recetores naturais de superfície celular, o VEGFR-1 e o VEGFR-2, situados nas células endoteliais. O bloqueio prolongado deste sinal interrompe a via VEGF/PlGF, o que suprime diretamente os sinais necessários para a proliferação e migração das células endoteliais envolvidas na criação de novos vasos. A consequência fisiológica global é a interrupção da neovascularização patológica, o que leva a uma restrição das vias de fornecimento de nutrientes e oxigénio necessárias para a proliferação celular. Esta limitação do suporte vascular influencia a dinâmica do sistema ao modular a capacidade de crescimento das células.

Informações sobre dosagem e administração

A administração de Zaltrap (aflibercept) é regida por um protocolo preciso e padronizado, estabelecido em combinação com o regime de quimioterapia FOLFIRI, conforme exigido pelos documentos regulamentares oficiais. O medicamento é preparado e administrado exclusivamente como uma perfusão intravenosa (IV) e não deve ser administrado por via intravenosa direta ou em bolus.

Âmbito da Administração

Entidade Instrução
Via de administração Exclusivamente Perfusão Intravenosa (IV) ao longo de 1 hora.
Esquema posológico A dose padrão é de 4 mg por kg de peso corporal real, administrada em combinação com FOLFIRI.
Redução de dose Está especificada uma redução permanente para 2 mg por kg nos ciclos subsequentes, após a resolução de certas toxicidades limitantes da dose, tais como a proteinuria grave recorrente.
Regras por grupo etário Não é necessário ajuste de dose para idosos ou em casos de insuficiência hepática ligeira a moderada.

Protocolo de Frequência e Temporização

O tratamento é administrado a cada duas semanas (quinzenalmente), definindo a duração de um ciclo, e é continuado até que se observe a progressão da doença ou uma toxicidade inaceitável. A perfusão intravenosa deve ser administrada ao longo de 1 hora e deve ser realizada antes de qualquer componente do regime FOLFIRI no dia do tratamento. Antes da perfusão, a solução concentrada deve ser diluída utilizando diluentes apropriados, tais como Cloreto de Sódio a 0,9% ou Dextrose a 5% para injeção, devendo ser administrada através de um filtro de polietersulfona de 0,2 micra.

Além disso, uma regra procedimental crítica exige que o Zaltrap seja suspenso pelo menos quatro semanas antes de qualquer procedimento cirúrgico programado. O medicamento não deve ser retomado durante um período mínimo de quatro semanas após uma cirurgia de grande porte, garantindo que a ferida cirúrgica esteja totalmente cicatrizada.

Evidência clínica recente

Evidências da investigação / Visão geral dos estudos sobre o Zaltrap

Evidência de Utilização no Cancro Colretal Metastático (CCRm)

Esta secção resume a evidência clínica principal que fundamentou a aprovação regulamentar do Zaltrap, detalhando os ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de grande escala que avaliaram os resultados em doentes cujo cancro progrediu após tratamento prévio. A investigação primária para o Zaltrap está disponível no contexto do cancro coloretal metastático (CCRm) avançado. Especificamente, os estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram sintomas flutuantes ou instáveis em doentes cuja doença progrediu após terem sido tratados com um regime de quimioterapia contendo oxaliplatina. O Zaltrap foi estudado para utilização quando combinado com o regime de quimioterapia FOLFIRI (irinotecano, 5-fluorouracilo e ácido folínico).

A evidência principal foi observada num único ensaio clínico de Fase III, internacional e de grande escala, onde doentes adultos foram aleatoriamente distribuídos por dois grupos: um que recebeu Zaltrap combinado com FOLFIRI e outro que recebeu um placebo (uma substância inativa) acompanhado de FOLFIRI. Este tipo de estudo é desenhado para avaliar os resultados medidos entre os grupos do estudo.

Desenho do Estudo e Resultados Medidos

Os investigadores desenharam o ensaio principal para monitorizar resultados relacionados com a forma como a doença progrediu nas populações observadas. A investigação primária examinou a Sobrevivência Global (SG), que mede o tempo médio de vida dos doentes após a sua inscrição no estudo. As medições secundárias, utilizadas na investigação que explora a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo, incluíram a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), que é a quantidade de tempo decorrido antes do agravamento do cancro ou da ocorrência de óbito. Adicionalmente, os estudos monitorizaram a Taxa de Resposta Global (TRG), relatando a percentagem de doentes que registaram uma redução pré-definida no tamanho do tumor.

Estudos de Longo Prazo e Seguimento

Esta parte fornece uma visão geral da duração dos principais ensaios clínicos, resumindo o período de tempo durante o qual os doentes foram monitorizados quanto aos resultados e abordando a extensão dos dados disponíveis sobre resultados a longo prazo e a consistência das alterações medidas.

O estudo primário foi observado em doentes durante um período considerado de médio a longo prazo para este tipo de investigação em cancro avançado, com um período mediano de seguimento de aproximadamente 22 meses. No entanto, os dados de resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existem dados limitados para resultados a longo prazo além da data da análise final do estudo principal. A consistência destes resultados medidos após a descontinuação do tratamento não está totalmente caracterizada pelos dados originais.

Principais Limitações e Áreas de Investigação em Curso

A revisão regulamentar dos dados primários indica que a magnitude da diferença medida na sobrevivência global foi observada por alguns avaliadores. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos quando se vai além do ensaio clínico fundamental de Fase III, e falta evidência comparativa para avaliações diretas (head-to-head) face a outros tratamentos ativos, não quimioterápicos, utilizados neste contexto. A investigação também descreve que a combinação com Zaltrap foi associada a uma taxa mais elevada de descontinuação por parte dos doentes em comparação com o outro grupo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Zaltrap (FAQ)

P: O Zaltrap é utilizado como tratamento de primeira linha para o cancro coloretal metastático?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Zaltrap está indicado para utilização no cancro coloretal metastático após a doença se ter agravado na sequência de um tratamento inicial que incluiu um regime contendo oxaliplatina. Isto descreve a utilização após o cancro de um doente ter progredido numa linha de terapia anterior.


P: O Zaltrap pode afetar a cicatrização de feridas após uma cirurgia?

Sim, os documentos oficiais de segurança abordam o risco de compromisso da cicatrização de feridas. Os documentos regulamentares descrevem que o medicamento deve ser suspenso por um período de, pelo menos, quatro semanas antes de qualquer procedimento cirúrgico eletivo. O tratamento não deve ser reiniciado até que tenham decorrido pelo menos quatro semanas após uma cirurgia de grande porte, e apenas se a ferida cirúrgica estiver total e devidamente cicatrizada.


P: O tratamento com Zaltrap pode ser interrompido subitamente?

As informações oficiais estabelecem que o tratamento com Zaltrap é tipicamente continuado até que o cancro se agrave ou que o doente sinta efeitos secundários inaceitáveis. O rótulo oficial descreve toxicidades graves específicas (tais como hemorragia grave ou perfuração gastrointestinal) que são condições para a descontinuação permanente do medicamento.


P: Quais são os efeitos secundários comunicados com maior frequência para o Zaltrap?

As reações adversas mais comuns comunicadas (o que significa que ocorreram em 20% ou mais dos doentes nos estudos) incluem condições como a redução na contagem de glóbulos brancos (leucopenia e neutropenia), tensão arterial elevada, diarreia, feridas dolorosas na boca, presença de proteínas na urina (proteinúria) e fadiga. Estes resultados estão detalhados nas informações oficiais de prescrição.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao tratamento com Zaltrap?

Os documentos regulamentares listam reações adversas graves, tais como a cicatrização de feridas comprometida, a formação de ligações anormais entre órgãos (formação de fístulas) e coágulos sanguíneos perigosos nas artérias (eventos tromboembólicos arteriais). A segurança de reiniciar o medicamento após certas complicações relacionadas com a cicatrização de feridas não foi estabelecida nos documentos oficiais.


P: Existem restrições alimentares ou alimentos específicos a evitar durante a toma de Zaltrap?

Com base nos estudos oficiais de interação medicamentosa, não existem restrições específicas conhecidas e documentadas relativas a alimentos, álcool ou suplementos de ervas que exijam regras especiais de tempo ou de exclusão diretamente relacionadas com o próprio Zaltrap.


P: O Zaltrap interage com analgésicos comuns ou suplementos?

Os documentos oficiais confirmam que o Zaltrap não tem interações farmacocinéticas clinicamente importantes com os medicamentos quimioterápicos com os quais é administrado. Não consta nos dados oficiais de interação farmacocinética qualquer menção específica a analgésicos comuns ou suplementos.


P: Com que frequência são comunicados os efeitos secundários graves do Zaltrap?

Os documentos oficiais especificam a frequência de certos riscos graves com base em ensaios clínicos. Por exemplo, a hemorragia grave interna ou externa (hemorragia de Grau 3-4) foi comunicada em 3% dos doentes, e coágulos sanguíneos graves nas artérias (eventos tromboembólicos arteriais ou ETAs) foram comunicados em 2,6% dos doentes.


P: O Zaltrap provoca queda de cabelo como a quimioterapia tradicional?

A queda de cabelo, medicamente conhecida como alopecia, não está listada como uma das reações adversas muito frequentes ou frequentes nas informações oficiais de prescrição do Zaltrap.


P: Com que rapidez deve um doente esperar ver alterações relacionadas com a investigação do Zaltrap?

Nos estudos clínicos, os investigadores monitorizam a resposta do tumor e o controlo da doença ao longo do tempo. Medições como a Taxa de Resposta Global foram avaliadas pela primeira vez no primeiro exame imagiológico planeado do tumor, que ocorreu tipicamente por volta das oito semanas dentro do protocolo de tratamento.


P: O Zaltrap enfraquece o sistema imunitário?

As informações oficiais do produto listam a redução de certos glóbulos brancos (leucopenia e neutropenia) como efeitos secundários muito frequentes. Além disso, as infeções também são classificadas como uma reação adversa muito frequente em doentes que recebem o medicamento.


P: O Zaltrap causa alterações na voz?

Sim, uma alteração na voz, como a rouquidão (disfonia), é uma reação adversa que é comunicada nas informações oficiais de prescrição.


P: O Zaltrap é uma cura para o cancro coloretal metastático?

O Zaltrap é um agente antineoplásico (um tipo de tratamento para o cancro) indicado para tratar o cancro coloretal metastático que progrediu. O rótulo oficial descreve o papel do medicamento na gestão da doença e no abrandamento da sua progressão, mas não descreve o medicamento como proporcionando uma cura para esta fase avançada do cancro.


P: É normal ter proteínas na urina durante a toma de Zaltrap?

Os dados oficiais de segurança indicam que a presença de proteínas na urina (proteinúria) é uma reação adversa Muito Frequente associada ao Zaltrap. Isto significa que foi observada em pelo menos 1 em cada 10 doentes nos estudos clínicos.


P: Quais são os resultados dos principais ensaios clínicos para o Zaltrap?

Os principais ensaios regulamentares demonstraram que a combinação de Zaltrap com o regime FOLFIRI levou a melhorias estatisticamente significativas na Sobrevivência Global (o tempo médio de vida dos doentes) e na Sobrevivência Livre de Progressão (o tempo até ao agravamento do cancro) em comparação com receber apenas FOLFIRI.


P: Que tipo de médico especialista costuma prescrever o Zaltrap?

A documentação oficial especifica que o Zaltrap deve ser administrado sob a supervisão de um médico experiente na utilização de medicamentos antineoplásicos, o que se refere tipicamente a um oncologista (especialista em cancro).


P: Os doentes idosos podem utilizar o Zaltrap?

As informações oficiais do produto indicam que não é necessário ajuste de dose para doentes com idade igual ou superior a 65 anos. No entanto, os dados oficiais de segurança indicam que os doentes neste grupo etário podem registar uma incidência aumentada de diarreia grave e desidratação em comparação com doentes mais jovens.


P: Existem outras utilizações para o Zaltrap além do cancro coloretal?

O medicamento está aprovado exclusivamente para o tratamento do cancro coloretal metastático que progrediu após um regime contendo oxaliplatina. Não existem outras utilizações aprovadas listadas nas informações oficiais de prescrição atuais.

Como Zaltrap deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Zaltrap

Os frascos de Zaltrap por abrir devem ser conservados sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, e mantidos dentro da embalagem exterior de cartão original para proteger da luz. O medicamento não deve ser congelado.

Requisitos de Estabilidade e Eliminação

O Zaltrap é disponibilizado como um frasco de dose única; qualquer produto não utilizado que permaneça no frasco ou na solução de infusão preparada deve ser eliminado. Após a diluição, a solução apresenta limites de estabilidade específicos: até 24 horas se for refrigerada ou até 8 horas à temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C). A eliminação de todo o medicamento não utilizado e dos materiais relacionados deve seguir os regulamentos locais para o manuseamento de medicamentos citotóxicos e resíduos perigosos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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