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Xeljanz

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Xeljanz

Forma selecionada

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Método de ação: Musculoskeletal Agent

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Xeljanz

O que é o Xeljanz (tofacitinib) e que tipo de medicamento é?

O Xeljanz é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa tofacitinib (citrato de tofacitinib). Desenvolvido originalmente pela Pfizer, o tofacitinib é um medicamento sintético de pequena molécula. Está classificado oficialmente como um inibidor da cinase Janus (JAK) e é considerado um fármaco antirreumático modificador da doença sintético direcionado (tsDMARD). Este tipo farmacológico atua especificamente ao visar e inibir a via JAK, oferecendo uma abordagem sistémica na regulação da sinalização das células imunitárias.

A estrutura de pequena molécula é um diferenciador fundamental em relação aos DMARDs biológicos de maiores dimensões e injetáveis, uma vez que o seu tamanho permite que seja fabricado quimicamente e formulado para administração oral, proporcionando aos doentes uma via de terapia conveniente e estabelecida.

Composição, origem e formas disponíveis

A composição central baseia-se no componente ativo único, o tofacitinib, que é uma entidade química sintética desenvolvida para utilização sistémica. O tofacitinib foi concebido para administração oral e está disponível em três preparações primárias: um comprimido oral de libertação imediata, um comprimido oral de libertação prolongada (Xeljanz XR) e uma solução oral. A formulação de libertação prolongada (XR) foi projetada para libertar a substância ativa durante um período sustentado, oferecendo uma alternativa de toma única diária.

Objetivo geral e modulação imunitária direcionada

O propósito fundamental do tofacitinib é atuar como um modulador imunitário direcionado potente, através da inibição seletiva da via da cinase Janus. Ao interferir com a sinalização intracelular que impulsiona os processos inflamatórios crónicos, o objetivo terapêutico geral deste inibidor da JAK é ajudar a mitigar os efeitos danosos da inflamação crónica nos tecidos e articulações, bem como controlar a atividade autoimune subjacente.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Xeljanz?

O perfil de segurança oficial do tofacitinib (Xeljanz) está estruturado em torno de vários riscos de segurança significativos documentados pelas autoridades reguladoras, particularmente no que diz respeito a infeções, eventos cardiovasculares e neoplasias malignas.

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

A rotulagem oficial destaca os riscos de infeções graves, incluindo infeções oportunistas, tuberculose (TB) e herpes zoster (zona), que podem levar a hospitalização ou morte. Os documentos documentam também um risco acrescido de eventos cardiovasculares major (MACE) — incluindo enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral — neoplasias malignas (incluindo linfoma e cancro do pulmão) e trombose (embolia pulmonar, trombose venosa profunda e trombose arterial). Estes riscos graves são explicitamente sublinhados na documentação regulamentar.

Reações Adversas Comuns e Efeitos Sistémicos

As reações adversas mais frequentes classificadas como comuns (afetando até 1 em cada 10 pessoas) na documentação regulamentar incluem nasofaringite, infeção do trato respiratório superior, dores de cabeça, diarreia e herpes zoster. O fármaco está associado a efeitos no sistema sanguíneo e linfático, podendo causar alterações nas contagens de células sanguíneas (linfopenia, neutropenia), e pode afetar os valores laboratoriais, levando a níveis elevados de colesterol.

Limitações de Segurança e Considerações para Populações Específicas

Os documentos regulamentares especificam que doentes com 50 anos ou mais e com, pelo menos, um fator de risco cardiovascular, têm um risco documentado acrescido de MACE, mortalidade e trombose. Este risco é ainda maior para fumadores ou ex-fumadores. O uso de tofacitinib não é recomendado em doentes com insuficiência hepática grave ou naqueles com uma infeção grave ativa, enfatizando a restrição de que a terapia não deve ser iniciada na presença de uma infeção ativa. A dose mais elevada aprovada para a colite ulcerosa está associada a um risco superior de trombose, infeções graves e mortalidade.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Estas informações baseiam-se estritamente nos dados oficiais sobre sobredosagem contidos na documentação regulamentar.

Âmbito da Sobredosagem

Não existem sinais ou sintomas clínicos agudos específicos formalmente documentados para casos de sobredosagem. A orientação determina que o doente seja monitorizado quanto a sinais e sintomas de reações adversas, sendo que o tratamento deve ser sintomático e de suporte. Não foi identificado nenhum sistema fisiológico explicitamente afetado por uma síndrome de sobredosagem aguda única, permanecendo a monitorização de caráter geral. Além disso, não existe um nível de dose tóxica aguda específica citado na documentação oficial.

Observações que incluem doentes com doença renal em estádio terminal indicam uma utilidade limitada de medidas de suporte para a depuração do fármaco. Em caso de sobredosagem, deve considerar-se o contacto com um toxicologista médico ou com o Centro de Informação Antivenenos para obter recomendações sobre a gestão clínica do quadro.

Classificações de Sobredosagem

Não existe uma classificação de gravidade explícita definida na secção de sobredosagem. É fundamental notar que não é conhecido qualquer antídoto específico para a sobredosagem com este medicamento.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

O tratamento da sobredosagem com tofacitinib requer uma abordagem sintomática e de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico. O doente deve ser monitorizado para identificar o aparecimento de reações adversas. Procedimentos de eliminação, como a hemodiálise, são considerados de valor limitado para a remoção do fármaco do organismo. Para orientações de gestão em cenários de sobredosagem, recomenda-se o contacto com especialistas em toxicologia ou centros de informação antivenenos.

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Usos terapêuticos de Xeljanz

De acordo com as informações regulamentares, este tratamento é indicado em contextos clínicos que envolvem diversas patologias inflamatórias crónicas, sendo habitualmente aplicado quando é necessário um suporte sintomático adicional após esforços terapêuticos iniciais.

Abordagem de Patologias Inflamatórias Crónicas

Este medicamento é geralmente aplicado em contextos clínicos caracterizados por doenças autoimunes de atividade moderada a grave. Estas incluem, em adultos, a Artrite Reumatoide (AR), a Artrite Psoriática (APs), a Espondilite Anquilosante (EA) e a Colite Ulcerosa (CU). É também relevante na gestão de formas relacionadas de artrite em crianças a partir dos dois anos de idade. O tratamento foca-se essencialmente na abordagem de conjuntos de sintomas que provocam um esforço fisiológico percetível, tais como dor articular crónica, inchaço, rigidez e sintomas gastrointestinais severos, como diarreia persistente e perda de sangue pelo reto.

A sua utilização ocorre frequentemente em fases em que os sintomas se tornam mais evidentes e criam um desgaste físico notório.

“Este medicamento é considerado relevante para atenuar o mal-estar e auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante fases sintomáticas desafiantes.”

O benefício para o doente reside no alívio da carga global dos sintomas, o que contribui para um maior conforto em períodos de exacerbação sintomática e ajuda a manter a estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Suporte para Sintomas de Dor e Inflamação Articular (Este tratamento é comummente utilizado para auxiliar em conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, especialmente os relacionados com estados inflamatórios ou irritativos que afetam as articulações ou o cólon.)

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Xeljanz?

Este medicamento está aprovado para utilização em doentes adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos que cumpram critérios de elegibilidade específicos. A sua utilização ocorre principalmente após uma resposta inadequada ou intolerância a um ou mais fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) ou bloqueadores de TNF anteriores.

A utilização não é recomendada em combinação com DMARDs biológicos ou imunossupressores potentes, tais como a azatioprina ou a ciclosporina.

Populações Contraindicadas

O Xeljanz está contraindicado nos seguintes grupos:

  • Doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.
  • Doentes com infeções graves ativas, incluindo tuberculose ativa, septicemia ou infeções oportunistas.
  • Mulheres grávidas ou a amamentar.
  • Doentes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C).

Restrições Adicionais de Elegibilidade

O início do tratamento não é recomendado em doentes com determinadas anomalias laboratoriais pré-existentes, tais como contagens severamente baixas de linfócitos, neutrófilos ou níveis de hemoglobina. São necessários ajustes na dosagem ou a interrupção do tratamento em doentes com insuficiência hepática moderada, insuficiência renal moderada a grave, ou caso os valores laboratoriais diminuam durante o tratamento. O uso da dose mais elevada (10 mg duas vezes por dia ou 22 mg de libertação prolongada) para a colite ulcerosa não é recomendado para tratamento de manutenção em doentes com determinados fatores de risco, como idade igual ou superior a 65 anos, antecedentes de doença cardiovascular ou neoplasias malignas.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial do tofacitinib define as interações clinicamente significativas principalmente através da sua via metabólica e da sua função imunomoduladora.

Interações com risco de aumento da exposição (Farmacocinética)

A eliminação do tofacitinib ocorre predominantemente por metabolismo através da enzima CYP3A4, com uma contribuição menor da CYP2C19. A coadministração com inibidores potentes da CYP3A4 (como o cetoconazol) ou inibidores combinados de atividade moderada da CYP3A4 e inibidores potentes da CYP2C19 (como o fluconazol) está documentada como aumentando a exposição sistémica ao tofacitinib. Inversamente, a coadministração com indutores potentes da CYP3A4 (como a rifampicina) não é recomendada, uma vez que esta diminui significativamente a exposição e pode levar a uma perda ou redução da resposta clínica.

Restrições relacionadas com interações

A coadministração de tofacitinib com DMARDs biológicos ou imunossupressores potentes (azatioprina, ciclosporina) não é recomendada devido ao potencial de imunossupressão adicional. Além disso, deve ser evitada a administração concomitante de vacinas vivas. Relativamente a outros DMARDs não biológicos, como o metotrexato ou corticosteroides, a sua utilização é permitida, embora se note que a maioria dos doentes que desenvolveram infeções graves durante os ensaios clínicos estava a receber estes imunossupressores concomitantemente.

Considerações para populações específicas

A alteração da depuração devido a insuficiência renal moderada ou grave, ou a insuficiência hepática moderada, requer uma modificação formal da dosagem. O uso de tofacitinib não é recomendado em doentes com insuficiência hepática grave, devido ao aumento significativo da exposição sistémica documentado. O tofacitinib pode ser tomado com ou sem alimentos, não havendo interações documentadas com a ingestão de comida.

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Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação: Inibição da Cinase Janus

Este medicamento funciona como um inibidor de pequena molécula direcionado, que atravessa a membrana celular para bloquear a atividade de enzimas específicas denominadas cinases Janus (JAK), particularmente a JAK1, JAK2 e JAK3. Esta interação intracelular impede que as enzimas JAK desempenhem o seu papel nas etapas iniciais das vias de comunicação celular.

O bloqueio das enzimas JAK interrompe a cascata de sinalização JAK-STAT. O fármaco impede a ativação de proteínas mensageiras fundamentais (as STATs), travando assim a transmissão de mensagens provenientes de citocinas importantes (mensageiros do sistema imunitário) que, de outra forma, ativariam genes responsáveis pela produção de substâncias inflamatórias. Esta ação direcionada modula a atividade da rede de citocinas, o que resulta numa redução dos mediadores inflamatórios desregulados. Este abrandamento sistémico da sinalização inflamatória excessiva limita os efeitos generalizados de uma cascata inflamatória hiperativa, resultando numa resposta fisiológica moderada.

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Informações sobre dosagem e administração

O Xeljanz (tofacitinib) é administrado exclusivamente por via oral e encontra-se disponível sob a forma de comprimidos de libertação imediata (IR), comprimidos de libertação prolongada (XR) e solução oral. Este medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Regimes de Dosagem e Frequência Padrão

A dosagem e a frequência necessárias são determinadas pela condição clínica específica a tratar. Para situações como a artrite reumatoide, artrite psoriática e espondilite anquilosante, o regime padrão consiste em 5 mg (libertação imediata) duas vezes ao dia ou 11 mg (libertação prolongada) uma vez ao dia. No caso da colite ulcerosa, é utilizada uma dose de indução mais elevada de 10 mg (libertação imediata) duas vezes ao dia ou 22 mg (libertação prolongada) uma vez ao dia durante uma fase inicial de curto prazo, seguida de uma transição para a dose de manutenção padrão de 5 mg (libertação imediata) duas vezes ao dia ou 11 mg (libertação prolongada) uma vez ao dia.

Regras Especiais de Administração

Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser cortados, esmagados, partidos ou mastigados, uma vez que tal alteraria o perfil de libertação planeado. O tratamento deve ser iniciado e gerido sob a supervisão de um médico especialista.

As instruções oficiais estabelecem uma redução da dose para 5 mg (libertação imediata) uma vez ao dia para doentes com insuficiência renal moderada ou grave, ou insuficiência hepática moderada. A dosagem para doentes pediátricos é determinada com base no peso do doente e é administrada duas vezes ao dia.

Se ocorrer a omissão de uma dose, as orientações regulamentares instruem o doente a saltar a dose esquecida e a retomar a toma seguinte no horário regularmente agendado.

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Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Xeljanz

Evidência para utilização na Artrite Reumatoide (AR)

A investigação avaliou o Xeljanz em adultos com artrite reumatoide moderada a gravemente ativa, uma condição caracterizada por limitações funcionais e resultados relacionados com o desconforto físico. A evidência deriva predominantemente de ensaios clínicos controlados, nos quais a equipa de investigação monitorizou a forma como os participantes responderam ao longo de intervalos de tempo definidos. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico, focando-se especificamente em medições como as pontuações de atividade da doença. A evidência recolhida descreve padrões relacionados com alterações nos resultados associados ao desequilíbrio sistémico ou funcional ligado à AR. Os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.


Evidência para utilização na Artrite Psoriática (APs) e Espondilite Anquilosante (EA)

O Xeljanz foi avaliado em adultos com artrite psoriática (APs) ativa e espondilite anquilosante (EA) ativa. Os estudos para ambas as condições (APs e EA) analisaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, bem como medidas de sintomas relacionados com as articulações ou a coluna vertebral. No caso da APs, os estudos mostram padrões relacionados com alterações no inchaço e na sensibilidade das articulações. Embora os estudos ajudem a mostrar o que foi observado até agora, podem existir diferentes padrões relacionados com as manifestações específicas de cada condição.


Estudos de longo prazo e acompanhamento

Os estudos de longo prazo analisam o que acontece após o período principal do ensaio de curto prazo, especificamente no que diz respeito a padrões sustentados de alteração observada. O que se sabe sobre a utilização a longo prazo provém principalmente de estudos de extensão abertos. No entanto, é importante notar que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e este tipo de evidência possui limitações inerentes.


Evidência em populações especiais

O Xeljanz foi avaliado em crianças e adolescentes com artrite idiopática juvenil poliarticular (AIJp) ou artrite psoriática juvenil (APsJ). Os resultados destes estudos contribuem para a compreensão dos padrões de sintomas em crianças, mas, frequentemente, as dimensões das amostras foram modestas e o nível de certeza permanece baixo. Para outros grupos, a evidência específica deriva muitas vezes de análises de subgrupos dos ensaios principais e, nestes casos, as conclusões dos subgrupos são incertas.


O que ainda é incerto sobre o Xeljanz

A qualidade da evidência varia entre os estudos e a investigação ainda apresenta lacunas, particularmente no que diz respeito aos resultados a longo prazo na monitorização da tensão ou stresse fisiológico. Verifica-se uma falta de evidência comparativa em relação a outros tratamentos disponíveis. A investigação fornece contexto, mas destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto. A investigação continua em curso para colmatar estas lacunas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Xeljanz (FAQ)

P: Quais são os sinais específicos de um coágulo sanguíneo que requerem atenção imediata durante a toma de Xeljanz?

Os documentos regulamentares indicam que os sintomas associados a coágulos sanguíneos podem incluir falta de ar súbita ou dificuldade em respirar, dor no peito, inchaço ou sensibilidade numa perna ou num braço, ou pele vermelha ou descolorada no membro afetado. O potencial para estas condições, como a embolia pulmonar ou a trombose venosa profunda, está documentado nas informações de segurança.

P: Por que razão o Xeljanz possui uma Advertência de Caixa (Boxed Warning) sobre certos riscos graves para a saúde?

A FDA exige uma Advertência de Caixa (Boxed Warning) para destacar certos riscos graves com base em resultados de ensaios clínicos. Esta advertência chama especificamente a atenção para os riscos documentados de infeções graves, Eventos Cardiovasculares Maiores (MACE), tumores malignos (cancros), trombose (coágulos sanguíneos) e mortalidade.

P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente comunicados do Xeljanz?

De acordo com as informações oficiais do produto, os efeitos secundários comuns (aqueles que afetam até 1 em cada 10 pessoas) incluem tipicamente infeções do trato respiratório superior, tais como constipação ou infeção sinusal, dor de cabeça, diarreia e nasofaringite.

P: Existem riscos cardíacos específicos associados ao Xeljanz, particularmente para adultos mais velhos?

As informações oficiais indicam que doentes com idade igual ou superior a 50 anos e que apresentem pelo menos um fator de risco cardiovascular (como um historial de diabetes ou doença arterial coronária) têm um risco aumentado documentado de Eventos Cardiovasculares Maiores (MACE), o que inclui ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

P: Existe um risco aumentado de certos tipos de cancro, como linfoma ou cancro da pele, com a utilização de Xeljanz?

O Xeljanz está associado a um risco aumentado de certos cancros, incluindo linfoma e cancro do pulmão, com base em documentos regulamentares. Também foram comunicados cancros da pele, particularmente em fumadores atuais ou ex-fumadores.

P: O Xeljanz aumenta o risco de eventos cardiovasculares maiores, como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral?

Sim, a rotulagem oficial destaca um risco aumentado de Eventos Cardiovasculares Maiores (MACE), o que abrange o enfarte do miocárdio não fatal (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral. Nota-se que este risco é superior em doentes com 50 anos ou mais que apresentem fatores de risco cardiovascular pré-existentes.

P: Quais são os sintomas de uma reação alérgica grave ao Xeljanz?

As reações alérgicas graves estão assinaladas no rótulo oficial. Os sintomas podem incluir urticária, erupção cutânea, dificuldade em respirar ou inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta. Estes sintomas estão listados nas informações do produto como podendo necessitar de atenção médica.

P: É verdade que o Xeljanz pode causar zona (Herpes Zoster)?

Sim, os documentos regulamentares listam o Herpes Zoster (zona) como uma reação adversa comum, o que significa que foi observado afetar até 1 em cada 10 pessoas em ensaios clínicos. As informações oficiais de segurança referem que os doentes podem necessitar de monitorização para deteção de sinais desta infeção viral.

P: O Xeljanz pode afetar os níveis de colesterol no sangue?

De acordo com as informações oficiais do produto, o tratamento com Xeljanz está associado a aumentos dependentes da dose em certos níveis de lípidos no sangue. Isto inclui elevações no colesterol total, colesterol LDL e colesterol HDL.

P: A perda de cabelo é um efeito secundário comunicado do Xeljanz?

A perda de cabelo (alopécia) tem sido comunicada na vigilância pós-comercialização e na literatura clínica, embora não conste habitualmente entre as reações adversas comuns nas tabelas regulamentares principais. Os relatórios pós-comercialização descrevem observações fora dos ensaios clínicos controlados.

P: O Xeljanz pode causar problemas estomacais ou intestinais, como perfuração?

Sim, ruturas (perfurações) no estômago ou nos intestinos foram comunicadas em ensaios clínicos. Os documentos regulamentares aconselham cautela em doentes com historial de diverticulite ou naqueles que tomam medicamentos como AINEs ou corticosteroides, que também podem aumentar este risco.

P: Existem analgésicos de venda livre que interagem com o Xeljanz?

O rótulo regulamentar oficial aconselha cautela quando o Xeljanz é utilizado ao mesmo tempo que Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Isto deve-se ao facto de a combinação poder potencialmente aumentar o risco de perfuração gastrointestinal.

P: Devo evitar certos suplementos enquanto tomo Xeljanz?

O rótulo regulamentar refere que todas as substâncias consumidas devem ser discutidas com um médico. Alguns suplementos, vitaminas e ervas, particularmente os conhecidos por inibir a enzima CYP3A4, podem levar ao aumento dos níveis de Xeljanz no corpo.

P: É necessário evitar a toranja ou o sumo de toranja durante a toma de Xeljanz?

Sim, o rótulo oficial e as informações ao doente indicam que a toranja e o sumo de toranja devem ser evitados durante o tratamento com Xeljanz. Isto ocorre porque podem aumentar o nível do medicamento no sangue, o que pode levar a um risco acrescido de efeitos secundários.

P: Quanto tempo demora normalmente uma pessoa a notar os efeitos do Xeljanz?

Estudos e informações oficiais indicam que, para condições como a artrite reumatoide, a maioria dos doentes que responde ao Xeljanz nota tipicamente uma melhoria nas primeiras 12 semanas após o início do tratamento.

P: O Xeljanz precisa de ser refrigerado ou como deve ser armazenado?

As instruções regulamentares indicam que tanto os comprimidos como a solução oral devem ser armazenados a Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C), o que significa que não devem ser refrigerados. A solução oral deve ser eliminada 60 dias após a primeira abertura do frasco.

P: O Xeljanz é um tratamento de longo prazo ou destina-se a ser temporário?

O Xeljanz é geralmente prescrito como um tratamento de longo prazo para condições inflamatórias crónicas. Ensaios clínicos, incluindo estudos de extensão a longo prazo, recolheram dados sobre a utilização contínua durante vários anos.

P: Qual é o papel do Xeljanz no tratamento da Colite Ulcerosa em comparação com outras doenças imunitárias?

Para a Colite Ulcerosa, o Xeljanz é prescrito como uma terapia oral direcionada para a doença moderada a gravemente ativa. A dosagem oficial envolve uma dose de indução inicial mais elevada para estabilizar a condição, seguida de uma dose de manutenção a longo prazo mais baixa.

P: Por que razão deve um médico testar a Tuberculose (TB) latente antes de iniciar o Xeljanz?

O rastreio da Tuberculose (TB) latente é obrigatório antes e durante a terapia com Xeljanz. Isto acontece porque o efeito do medicamento no sistema imunitário pode diminuir a capacidade do corpo de combater infeções, o que poderia permitir que uma infeção de TB latente (inativa) se tornasse ativa.

P: O Xeljanz pode causar tensão arterial elevada?

Sim, a hipertensão (tensão arterial elevada) está listada nos documentos regulamentares oficiais como um efeito secundário comum do tratamento com Xeljanz, observado em ensaios clínicos para condições como a artrite reumatoide.

P: O Xeljanz está disponível numa forma que não seja comprimido, como uma solução oral?

Sim, o Xeljanz está disponível em três formas: um comprimido de libertação imediata, um comprimido de libertação prolongada (XR) e uma solução oral. A solução oral está aprovada para utilização em doentes pediátricos com base no seu peso corporal.

P: Existe um perfil de risco diferente para fumadores atuais ou ex-fumadores que tomam Xeljanz?

Sim, os documentos regulamentares indicam que o risco de certos efeitos secundários graves, incluindo Eventos Cardiovasculares Maiores (MACE), cancros e mortalidade, é ainda mais elevado para fumadores atuais ou ex-fumadores em comparação com não fumadores.

P: Por que razão é importante a monitorização das contagens de células sanguíneas durante a toma de Xeljanz?

A monitorização das contagens de células sanguíneas, especificamente linfócitos e neutrófilos, é importante porque o Xeljanz pode causar a diminuição destes níveis. Contagens baixas estão associadas a um risco aumentado de infeções graves, e as informações oficiais exigem a interrupção da terapia se as contagens baixarem demasiado.

P: Que investigação foi feita sobre os efeitos a longo prazo do Xeljanz?

A segurança a longo prazo foi avaliada em estudos de extensão abertos para condições como a artrite reumatoide. Estes estudos fornecem dados sobre o perfil de segurança e padrões sustentados de alteração observada durante um período de até 8,5 anos de utilização contínua, embora apresentem limitações inerentes.

P: O que ainda é incerto sobre o Xeljanz?

Os documentos regulamentares oficiais reconhecem que as principais áreas de incerteza incluem os efeitos do medicamento a longo prazo em todos os sistemas fisiológicos. Além disso, a evidência comparativa que mostre como o Xeljanz se posiciona diretamente face a todos os tratamentos disponíveis para certas indicações continua a ser uma lacuna na investigação.

P: Existem restrições alimentares específicas relacionadas com o Xeljanz além da toranja?

Os rótulos regulamentares oficiais não listam quaisquer outras restrições alimentares específicas além da toranja, uma vez que o Xeljanz pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, as informações oficiais do produto referem que a dieta e as substâncias concomitantes são geralmente discutidas com um médico especialista.

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Como Xeljanz deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação de XELJANZ

O XELJANZ (tofacitinib) deve ser conservado estritamente de acordo com as instruções de rotulagem para garantir a estabilidade do produto.

Condições de Conservação

Para os comprimidos (de libertação imediata e de libertação prolongada), deve manter-se uma temperatura ambiente controlada entre os 20°C e os 25°C. É importante que o medicamento não seja reacondicionado, devendo permanecer na sua embalagem original.

No caso da solução oral, os requisitos de temperatura são idênticos (20°C a 25°C), devendo o frasco ser conservado dentro da cartonagem original para proteção contra a luz. Independentemente da formulação, todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação e Estabilidade

A solução oral de XELJANZ apresenta restrições específicas de estabilidade após o início da utilização, devendo ser eliminada 60 dias após a primeira abertura do frasco. Relativamente à eliminação de comprimidos ou soluções que não tenham sido utilizados ou que tenham excedido o prazo de validade, esta deve ser efetuada de acordo com as regulamentações locais em vigor.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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