Treanda

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Treanda

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Treanda

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Cloridrato de Bendamustina
Forma Farmacêutica Pó liofilizado para concentrado para solução para infusão
Classe Farmacológica Agente Alquilante, Agente Antineoplásico
Objetivo Geral Tratamento de doenças malignas
Origem Composto Sintético

Que Tipo de Medicamento é o Treanda (Bendamustina)?

O Treanda é um medicamento potente de prescrição exclusiva, cujo componente ativo, o Cloridrato de Bendamustina, é classificado como um agente antineoplásico. É especificamente definido como um fármaco quimioterápico pertencente à classe dos agentes alquilantes, utilizado na gestão terapêutica de várias doenças malignas. O composto é uma substância sintética complexa derivada do grupo das mostardas azotadas, concebida para proporcionar uma atividade citotóxica direcionada contra células em divisão rápida.

A bendamustina é clinicamente reconhecida pela sua natureza híbrida única, uma vez que a sua estrutura química incorpora características tanto de um agente alquilante como de um análogo da purina. Este elemento estrutural é confirmado por estudos farmacológicos e distingue-o das terapias alquilantes tradicionais. O composto é fornecido como um produto de princípio ativo único e a sua utilização especializada está estritamente reservada para administração sistémica através de infusão intravenosa.

Composição, Forma e Objetivo Terapêutico Geral

O princípio ativo é o Cloridrato de Bendamustina, que é tipicamente fabricado e fornecido como um pó liofilizado para concentrado para solução para infusão. Esta forma deve ser reconstituída com precisão por pessoal qualificado numa solução aquosa adequada para a administração. A ação terapêutica do fármaco está diretamente ligada à sua estrutura química, que lhe permite formar ligações cruzadas moleculares dentro do material genético das células. A investigação confirma a sua classificação como um agente alquilante eficaz, utilizado pela sua capacidade de interromper a reprodução celular. A lógica abrangente para a sua utilização é reduzir a carga total de populações de células anormais, utilizando as suas potentes propriedades citotóxicas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Treanda?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Treanda (Bendamustina) baseia-se estritamente nas classificações de fontes regulamentares. Os efeitos adversos mais comuns estão associados à toxicidade hematológica, especificamente à mielossupressão (supressão da função da medula óssea), o que leva à ocorrência de linfopénia, neutropénia e anemia, observadas frequentemente durante o tratamento.


Principais Classificações de Segurança Regulamentares

Domínio de Classificação Exemplo Documentado Oficialmente
Reações Mais Comuns Náuseas, fadiga, vómitos, piréxia (febre), diarreia, obstipação, estomatite
Infeções Graves Sépsis, pneumonia e reativação de infeções (ex.: Herpes Zoster)
Reações Adversas Graves Síndrome de Lise Tumoral (SLT), Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), Insuficiência Cardíaca, Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP)

As reações adversas que afetam o sistema gastrointestinal (como náuseas e vómitos) e as perturbações gerais (como fadiga, febre e calafrios) também são classificadas como comuns. Eventos graves, com potencial risco de vida, incluindo reações anafiláticas graves à infusão e reações cutâneas graves (SSJ/NET), estão explicitamente documentados na rotulagem oficial.

Os documentos regulamentares destacam padrões de segurança relacionados com o tempo, observando que a SLT tende a ocorrer durante o primeiro ciclo de tratamento, enquanto as reações graves à infusão ocorrem com maior frequência no segundo ciclo e nos ciclos subsequentes.

Existem condicionalismos de segurança específicos para determinados grupos de doentes: o medicamento é contraindicado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade à bendamustina e naqueles com insuficiência hepática moderada ou grave. A sua utilização é também restringida em doentes com insuficiência renal grave (Depuração da Creatinina <40 mL/min ou <30 mL/min, dependendo do rótulo específico).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Uma sobredosagem de Treanda (Cloridrato de Bendamustina) está oficialmente documentada como resultando na exacerbação das toxicidades conhecidas, principalmente através de efeitos graves e limitantes da dose nas linhagens de células sanguíneas.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As manifestações mais significativas descritas na rotulagem regulamentar incluem a mielossupressão grave, que conduz a condições como a leucopénia e a trombocitopénia. Efeitos gastrointestinais severos, incluindo náuseas e vómitos, são também apresentações listadas. Uma sobredosagem pode elevar o risco de complicações potencialmente fatais, nomeadamente infeções graves como a sépsis e o choque sético, problemas metabólicos agudos como a Síndrome de Lise Tumoral (SLT) — que pode levar a insuficiência renal aguda — e eventos cardíacos sérios, como o enfarte do miocárdio ou a insuficiência cardíaca.

Medidas de Emergência Necessárias

As informações oficiais de prescrição declaram explicitamente que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por bendamustina. Por conseguinte, a gestão clínica deve ser estritamente de suporte e sintomática.

As diretrizes regulamentares determinam que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata perante sinais de reações anafiláticas graves ou eventos de hipersensibilidade, bem como perante a suspeita de uma lesão por extravasamento. A gestão da sobredosagem requer uma monitorização rigorosa dos parâmetros hematológicos e a realização de eletrocardiogramas (ECG). A hidratação vigorosa é uma medida de suporte necessária para mitigar o risco de SLT.

Usos terapêuticos de Treanda

Para que é utilizado o Treanda: Principais Indicações e Benefícios

“Esta terapêutica desempenha um papel na gestão da carga sintomática da doença e pode auxiliar os doentes durante fases terapêuticas desafiantes.” O medicamento é frequentemente utilizado em domínios terapêuticos que visam cancros do sangue específicos, incluindo a Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) e o Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de células B indolente que tenha progredido durante ou nos seis meses seguintes ao tratamento com um regime contendo rituximab. As indicações onde o medicamento é relevante são a LLC, o LNH indolente, o Linfoma de Células do Manto (LCM) e outros linfomas de células B relacionados.


Tratamento de Cancros Hematológicos e Linfáticos Centrais

Este medicamento é fundamentalmente utilizado para a gestão destas neoplasias linfoides malignas. Ajuda a gerir a doença ao atuar contra as populações celulares envolvidas na condição, contribuindo para o controlo geral da patologia. Pode auxiliar na obtenção de um estado de estabilidade da doença ou de remissão.

Alívio da Elevada Carga da Doença e Sintomas Sistémicos

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Sistémicos Associados ao Cancro

Propriedade Descrição
Indicação Primária Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) e LNH Indolente
Domínio dos Sintomas Sintomas B Sistémicos (febre, suores noturnos, perda de peso)
Contexto Clínico Doença Recidivante ou Refratária, Terapêutica de primeira linha (em grupos específicos)
Benefício para o Doente Apoia a estabilidade da doença e a melhoria do conforto diário

A terapêutica ajuda a gerir manifestações desafiantes, tais como o aumento dos gânglios linfáticos e os Sintomas B Sistémicos (febres, suores noturnos e perda de peso). Apoia o alívio do desconforto físico associado à compressão de órgãos e favorece o bem-estar geral durante as fases sintomáticas. O medicamento é habitualmente utilizado quando o cancro reapareceu (recidivante) ou quando se revelou difícil de gerir (refratário) após tratamentos anteriores.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Treanda

A utilização do Treanda (bendamustina) é rigorosamente regulada com base na população de doentes e em determinadas condições pré-existentes, conforme definido nas informações oficiais de prescrição. O medicamento destina-se principalmente à utilização em doentes adultos com Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) ou Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de células B indolente.

Contraindicações Absolutas

A utilização é proibida em doentes que tenham uma reação conhecida de hipersensibilidade (por exemplo, anafilaxia) à bendamustina ou a qualquer um dos seus excipientes, como o manitol.

Exclusões Baseadas em Condições Clínicas

O medicamento não deve ser utilizado em doentes com compromisso orgânico grave, especificamente:

  • Insuficiência Renal Grave: Depuração da Creatinina (CrCL) inferior a 30 mL/min.
  • Insuficiência Hepática Moderada ou Grave: Definida por limiares elevados específicos de Bilirrubina Total e/ou das enzimas hepáticas AST/ALT.

Restrições em Populações Especiais

  • Utilização Pediátrica: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças ou adolescentes com idade inferior a 18 anos.
  • Gravidez: A utilização é desaconselhada, uma vez que o medicamento pode causar danos fetais. É obrigatória a utilização de métodos contracetivos eficazes durante e por um período especificado após o tratamento, tanto para doentes do sexo masculino como do sexo feminino com potencial reprodutivo.
  • Amamentação: A amamentação não é recomendada durante o tratamento e durante, pelo menos, uma semana após a última dose.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O Treanda (cloridrato de bendamustina) é parcialmente metabolizado através de uma enzima do fígado denominada citocromo P450 1A2 (CYP1A2). Substâncias que aumentem (induzam) ou diminuam (inibam) a atividade desta enzima podem, potencialmente, afetar a concentração de bendamustina no organismo. Os profissionais de saúde podem considerar o ajuste dos planos de tratamento caso seja necessária a utilização concomitante de indutores ou inibidores fortes da CYP1A2.

Uma preocupação de segurança significativa envolve a utilização conjunta de alopurinol e outros medicamentos conhecidos por estarem associados a reações cutâneas graves. Foram reportados casos de Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e de Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), alguns dos quais fatais, quando a bendamustina foi administrada juntamente com o alopurinol.

Restrição de Interação Procedimental

No caso da formulação líquida do Treanda, existe uma incompatibilidade física crítica com certos componentes de dispositivos médicos. A solução concentrada não deve entrar em contacto com materiais que contenham policarbonato ou acrilonitrilo-butadieno-estireno (ABS) antes da sua diluição no saco de infusão. Isto exige a utilização de seringas e dispositivos compatíveis, como os de polipropileno, durante o processo de preparação.

Mecanismo de ação

Como funciona o Treanda

O mecanismo de ação do Cloridrato de Bendamustina é definido pela sua estrutura híbrida, que visa o código genético da célula e ativa múltiplas vias de morte celular, levando a uma diminuição do número de células-alvo.


Danos Covalentes no ADN e Bloqueio da Transcrição

O Treanda atua como um agente alquilante bifuncional, formando ligações cruzadas covalentes estáveis, principalmente com as bases do ADN no interior da célula. Esta lesão provoca uma distorção estrutural da dupla hélice do ADN, resultando numa obstrução física. Este mecanismo afeta diretamente processos como a replicação do ADN e a transcrição do ARN, que são essenciais para a divisão e o funcionamento das células. O efeito fisiológico resultante é a interrupção da capacidade da célula em manter a sua integridade genética e de se proliferar.


Indução de Cascatas de Morte Celular Programada

Os danos no ADN ativam o sistema de Sinalização de Resposta a Danos no ADN. O fármaco desencadeia a Morte Celular Programada (Apoptose) e força um processo de falha especializado designado por Catástrofe Mitótica, ao inibir pontos de controlo fundamentais do ciclo celular (G2/M). Ao envolver múltiplas vias de morte não redundantes, o mecanismo influencia o ciclo celular e os controlos de proliferação. Esta cascata combinada resulta na eliminação da população celular visada, o que constitui a base fisiológica da sua atividade citotóxica.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Treanda é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Treanda (cloridrato de bendamustina) é administrado exclusivamente através de infusão intravenosa (IV) sob a supervisão de um profissional de saúde qualificado. A sua utilização segue um padrão de dosagem específico, cíclico e intermitente, com o regime definido pela patologia a tratar, aderindo rigorosamente às especificações regulamentares.

A dosagem é calculada com precisão com base na área de superfície corporal do doente (m²) e é administrada em dois dias consecutivos (Dia 1 e Dia 2) dentro de um ciclo programado. Para a Leucemia Linfocítica Crónica (LLC), a dose padrão é de 100 mg/m², infundida durante 30 minutos como parte de um ciclo de 28 dias, geralmente até um máximo de seis ciclos. O regime oficial para o Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de células B indolente é de 120 mg/m², infundida durante 60 minutos como parte de um ciclo de 21 dias, habitualmente até oito ciclos.

Preparação e Condicionalismos do Procedimento

O medicamento é fornecido como um pó liofilizado e requer etapas de preparação obrigatórias. A solução reconstituída deve ser diluída com exatidão num saco de infusão de 500 mL utilizando soluções específicas, tipicamente Cloreto de Sódio a 0,9% ou Dextrose a 2,5%/Cloreto de Sódio a 0,45%. Esta diluição deve ser concluída no prazo de 30 minutos após a reconstituição inicial.

Os documentos regulamentares oficiais contêm restrições de utilização, indicando que o medicamento não deve ser utilizado em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min) ou naqueles com insuficiência hepática moderada a grave. As especificações definem também protocolos específicos de redução de dose para os ciclos subsequentes, caso ocorram determinados eventos, o que formaliza a estrutura procedimental do curso do tratamento.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Científica

Esta secção resume as principais conclusões da investigação clínica, incluindo ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA) e dados regulamentares, relativos às utilizações aprovadas da bendamustina (a substância ativa do Treanda), focando-se na estrutura dos estudos e nos parâmetros de avaliação analisados.


Evidência para a Utilização na Leucemia Linfocítica Crónica (LLC)

A investigação sobre a utilização da bendamustina na Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) inclui prioritariamente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos compararam tipicamente a terapia baseada em bendamustina, frequentemente associada ao rituximab, com alguns tratamentos de quimioterapia mais antigos, como o clorambucil. Os investigadores centraram-se em doentes adultos com LLC avançada ou sintomática que não tinham recebido tratamento prévio. Os estudos monitorizaram medidas fundamentais como a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), que registou o tempo decorrido até ao agravamento ou progressão da doença, e a frequência global de resposta tumoral.

Os resultados nestes grupos específicos descreveram como os sintomas evoluíram durante os intervalos de observação em doentes com diferentes perfis de saúde. No entanto, a base de investigação não inclui comparações diretas e extensas entre a bendamustina e alguns dos novos tratamentos direcionados (não quimioterápicos) analisados noutros estudos. Além disso, embora os estudos descrevam a evolução dos sintomas nas populações observadas em prazos intermédios, a evidência que descreve a duração da resposta a longo prazo, para além de vários anos, ainda está em fase de consolidação.


Evidência para a Utilização no Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de Células B Indolente

A investigação clínica também se focou no Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de células B indolente. Esta investigação inclui ECCA de Fase III que compararam a bendamustina associada ao rituximab (BR) com regimes específicos de imunoquimioterapia mais antigos (por exemplo, R-CHOP) em doentes a receber terapia de primeira linha. Separadamente, foram utilizados estudos de braço único para explorar a utilização do medicamento em doentes cuja doença tinha sofrido uma recidiva ou progredido nos seis meses após um tratamento anterior que incluísse rituximab. As principais medições monitorizadas nestes estudos incluíram a frequência de resposta global, a Duração da Resposta (DR) e a SLP.

Os resultados descreveram padrões observados nos estudos relacionados com a SLP ao comparar o regime de combinação com bendamustina com regimes de referência mais antigos. Um ponto fundamental é que a evidência inicial que sustentou a utilização em contextos de recidiva ou doença refratária baseou-se em estudos de braço único de menor dimensão, que são geralmente menos robustos do que os ECCA comparativos. Embora tenham sido realizados ensaios comparativos posteriormente, a evidência para todos os subgrupos permanece limitada. Além disso, embora a investigação ofereça perspetivas sobre alterações a curto prazo, a duração a longo prazo das respostas observadas ao longo de muitos anos não está totalmente estabelecida para todos os subtipos de LNH indolente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Treanda (FAQ)


P: O Treanda é geralmente administrado sozinho ou em combinação com outros medicamentos?

Estudos e informações oficiais indicam que o Treanda é frequentemente utilizado como parte de um esquema terapêutico combinado com outros agentes. Para condições como o Linfoma Não-Hodgkin (LNH), é frequentemente administrado juntamente com anticorpos monoclonais, como o rituximab, tal como foi realizado em ensaios clínicos.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo ou tardios associados à utilização do Treanda?

Os documentos de segurança incluem avisos sobre o potencial de efeitos a longo prazo ou tardios. Estes riscos incluem o desenvolvimento de uma malignidade secundária (outro tipo de cancro, como a síndrome mielodisplásica) após o tratamento. Problemas graves como insuficiência cardíaca também foram comunicados em dados de segurança.


P: O Treanda causa habitualmente queda de cabelo, como outros medicamentos de quimioterapia?

A informação do produto refere que a queda de cabelo, ou alopecia, é um efeito secundário comunicado, embora possa ser geralmente caracterizada como um enfraquecimento do cabelo. Os dados oficiais não fornecem uma comparação direta com outros medicamentos de quimioterapia.


P: O Treanda pode afetar a capacidade de uma pessoa ter filhos (fertilidade)?

A informação do produto observa que, com base no modo de funcionamento do medicamento e em estudos em animais, o medicamento pode causar comprometimento da fertilidade tanto em homens como em mulheres. O tratamento tem o potencial de causar efeitos a longo prazo na capacidade de conceber.


P: O Treanda interage com alguma vacina e porque é que isso é uma preocupação?

Sim, a interação é uma preocupação porque o medicamento afeta o sistema imunitário, levando a contagens baixas de glóbulos brancos. O uso concomitante de vacinas vivas não é geralmente recomendado durante e por um período especificado após o tratamento, pois isso pode reduzir a eficácia da vacina e aumentar o risco de infeção.


P: Existem relatórios de uma infeção cerebral rara como a LMP associada ao Treanda?

Os avisos de segurança incluem a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP) como uma potencial reação adversa grave. A LMP é uma infeção viral cerebral rara e grave que tem sido comunicada na vigilância de segurança pós-comercialização após a utilização deste medicamento.


P: O Treanda pode ser utilizado para tratar outras condições além da leucemia e do linfoma?

O medicamento está oficialmente indicado para o tratamento de tipos específicos de Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) e Linfoma Não-Hodgkin (LNH) de células B indolente. As indicações oficiais especificam apenas estas condições.


P: Existem considerações especiais para doentes idosos que utilizam Treanda?

Os estudos clínicos incluíram doentes idosos (com idade igual ou superior a 65 anos) e não demonstraram diferenças globais na eficácia em comparação com doentes mais jovens. No entanto, embora não tenham sido identificadas diferenças globais na eficácia, foi observada uma frequência aumentada de reações adversas graves em alguns estudos clínicos que envolveram doentes mais velhos.


P: O Treanda foi estudado ou utilizado na população pediátrica?

De acordo com a informação de prescrição, a segurança e a eficácia deste medicamento não foram estabelecidas em crianças ou adolescentes, o que inclui todos os doentes com menos de 18 anos.


P: Quais são as regras relativas a doses omitidas ou atrasadas de Treanda?

As orientações enfatizam a adesão estrita aos ciclos de tratamento programados. Se uma dose for atrasada, geralmente devido a eventos adversos como contagens sanguíneas baixas, o tratamento só deve ser reiniciado quando o evento tiver sido resolvido para um nível aceitável. A equipa de saúde poderá necessitar de ajustar a dose para os ciclos subsequentes após a recuperação.


P: É seguro conduzir ou utilizar máquinas após receber uma perfusão de Treanda?

A informação de segurança para o doente observa que podem ocorrer efeitos secundários como tonturas, fadiga ou sonolência após receber a perfusão. Caso o doente apresente este tipo de sintomas, deve ser utilizada precaução ao conduzir ou utilizar máquinas complexas.


P: Uma pessoa precisa de tomar medicação profilática para prevenir infeções enquanto está a tomar Treanda?

Devido ao risco acrescido de infeção, a profilaxia de infeções (medicação preventiva) pode ser considerada para doentes que sejam determinados como tendo um risco elevado de infeções oportunistas. Isto deve-se ao efeito do fármaco nas contagens de células imunitárias.


P: O Treanda pode causar alterações no paladar ou no olfato que afetem o apetite?

Sim, tanto as alterações no paladar (disgeusia) como a perda de apetite são reações adversas documentadas. Estes efeitos estão incluídos nos dados de segurança do doente comunicados em estudos clínicos.


P: É normal ter diarreia ou obstipação como efeito secundário do Treanda?

Sim, tanto a diarreia como a obstipação estão listadas entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência que afetam o sistema digestivo.


P: O Treanda pode causar retenção de líquidos ou inchaço nas mãos e nos pés?

A informação para o doente lista o inchaço das mãos, pés ou parte inferior das pernas como um potencial efeito secundário comunicado. Esta condição é frequentemente referida clinicamente como edema periférico.


P: O Treanda pode causar ansiedade ou alterações no humor/sono?

Os relatórios de reações adversas incluem termos relacionados com o sistema nervoso central e o domínio psiquiátrico. Os efeitos secundários específicos comunicados incluem ansiedade, depressão e insónia (dificuldade em dormir).


P: Quais são os sintomas de contagens baixas de plaquetas (trombocitopenia) a que se deve estar atento?

O medicamento pode causar trombocitopenia, que é uma diminuição na contagem de plaquetas no sangue. Os sintomas de plaquetas baixas incluem sinais invulgares de hemorragia ou nódoas negras, tais como gengivas a sangrar, pequenos pontos vermelhos na pele (petéquias) ou fezes pretas.


P: O tratamento com Treanda pode causar sintomas como suores noturnos ou dores ósseas?

Sim, os relatórios de segurança documentaram tanto suores noturnos como dores gerais nas articulações (artralgia) ou dor nas costas como reações adversas conhecidas associadas à utilização do medicamento.


P: É seguro fazer tratamentos dentários ou pequenas cirurgias durante o tratamento com Treanda?

Devido ao risco de hemorragia ou infeção relacionado com as baixas contagens de células sanguíneas, os doentes devem informar a sua equipa de saúde sobre tratamentos dentários ou pequenas cirurgias planeadas. Isto é essencial para gerir o risco acrescido destas complicações.


P: Porque é que algumas pessoas sentem calafrios ou febre não relacionados com uma infeção após a perfusão?

Calafrios e febre estão documentados como sintomas comuns que podem ocorrer como parte de uma reação relacionada com a perfusão. Estas reações podem acontecer durante a administração do medicamento ou pouco tempo após a conclusão da perfusão intravenosa.


P: Qual é a definição de uma 'reação cutânea grave' associada ao Treanda?

A informação de segurança descreve uma reação cutânea grave, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ou a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), como um evento raro mas sério. Os sintomas podem incluir febre, dor na pele, uma erupção cutânea vermelha ou roxa que se espalha, e formação de bolhas e descamação da pele.


P: Que evidência existe relativa à eficácia do Treanda em diferentes fases do linfoma?

Os ensaios clínicos examinaram a eficácia do medicamento no contexto de diferentes cenários de tratamento para o Linfoma Não-Hodgkin (LNH) indolente. Isto inclui a utilização como terapia de primeira linha (tratamento inicial) e para a doença que sofreu recidiva ou progrediu após tratamento prévio.


P: Quanto tempo após a interrupção do tratamento podem os efeitos secundários do Treanda começar a desaparecer?

Embora o tempo de resolução varie de acordo com o doente e o efeito secundário, um determinante fundamental é a recuperação das contagens de células sanguíneas. Os ciclos de tratamento são habitualmente geridos de acordo com o tempo necessário para que as contagens sanguíreas regressem a níveis aceitáveis, o que indica que os efeitos hematológicos começam a resolver-se dentro de um período definido pela duração do ciclo.

Como Treanda deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do Treanda (Cloridrato de Bendamustina)

Condições de Conservação

Conservação do frasco para injetáveis: O frasco fechado contendo a solução líquida deve ser conservado sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C. O frasco fechado contendo o pó liofilizado deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, até 25 °C. Ambas as formulações devem ser mantidas na embalagem de origem para proteger da luz.

Estabilidade: Após a diluição, a solução para infusão é estável durante 24 horas se for mantida sob refrigeração ou apenas durante 3 horas se for mantida à temperatura ambiente.

Manuseamento e Eliminação

Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora do alcance e da vista das crianças. O produto é classificado como um medicamento perigoso (antineoplásico). Qualquer medicamento não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os procedimentos institucionais em vigor para resíduos citotóxicos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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