Serecor

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Serecor

Factos Rápidos: Serecor (Propionato de Fluticasona/Salmeterol)

Propriedade Descrição
Princípio ativo Propionato de Fluticasona (ICS) e Salmeterol (LABA)
Forma Pó para inalação, Aerossol para inalação
Classe farmacológica Combinação de Corticosteróide Inalado e Agonista beta2-Adrenérgico de Longa Duração
Objetivo geral Manutenção a longo prazo da função respiratória
Origem Produto de combinação sintética

Que Tipo de Medicamento Combinado é o Serecor?

O Serecor é um fármaco de combinação de dose fixa utilizado na terapêutica de manutenção de condições respiratórias crónicas, estando formalmente classificado como um medicamento de Combinação Broncodilatadora. Esta preparação utiliza dois componentes ativos distintos e totalmente sintéticos: o Propionato de Fluticasona e o Salmeterol, permitindo que a ação anti-inflamatória e o relaxamento muscular prolongado sejam administrados em simultâneo. O Propionato de Fluticasona pertence à classe dos Corticosteróides Inalados (ICS), enquanto o Salmeterol é definido como um Agonista Beta-Adrenérgico de Longa Duração (LABA), clinicamente reconhecido pela sua duração de ação de 12 horas. Esta abordagem sincronizada é clinicamente fundamentada para a manutenção da estabilidade respiratória e para reduzir a dependência de tratamentos isolados com um único agente para o controlo da patologia.

Formas de Administração, Diferenciação e Propósito Terapêutico Geral

Esta combinação é fornecida para via inalatória, existindo habitualmente como Pó para Inalação (por exemplo, num dispositivo tipo Diskus) ou como Aerossol para Inalação (num inalador pressurizado de dose medida), concebidos para uma entrega pulmonar local. No que respeita à sua função, o propósito terapêutico geral consiste em proporcionar um controlo contínuo e de dupla ação sobre dois processos patológicos: a inflamação subjacente e a constrição física das vias aéreas, sustentando assim uma melhoria da função respiratória. Esta abordagem combinada é apoiada por investigação que sugere que a associação do Salmeterol com um corticosteróide inalado oferece um controlo superior quando comparada com outras monoterapias. Embora o nome genérico se refira a este produto respiratório, a marca comercial Serecor é também utilizada regionalmente para o Cloridrato de Hidroquinidina, um medicamento antiarrítmico inteiramente distinto, o que constitui um ponto de diferenciação essencial com base na regulamentação geográfica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Serecor?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Serecor, que contém Propionato de Fluticasona (um corticosteróide inalado) e Salmeterol (um agonista beta de longa duração), é definido pelas classificações de frequência oficialmente reconhecidas e pelos efeitos em órgãos e sistemas documentados na rotulagem regulamentar.

Âmbito das Reações Adversas

Classificação Reações Adversas Comuns (Listagem Oficial)
Muito Frequentes Cefaleia, Nasofaringite (em doentes com DPOC)
Frequentes Candidíase oral (sapinho), Faringite, Disfonia (rouquidão), Bronquite, Dor musculoesquelética

Reações Adversas Graves: Os documentos regulamentares destacam um efeito de classe associado ao componente LABA, incluindo o risco de morte relacionada com a asma ou hospitalização. Outros riscos graves documentados incluem o broncoespasmo paradoxal (agravamento imediato da respiração), efeitos sistémicos dos corticosteróides, tais como a supressão suprarrenal ou hipercorticismo, e efeitos cardiovasculares, como batimentos cardíacos acelerados ou hipertensão.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

  • Padrões Relacionados com a Duração: A exposição prolongada ao componente corticosteróide inalado está associada, na rotulagem oficial, a riscos de glaucoma, cataratas e diminuição da densidade mineral óssea.
  • Doentes Pediátricos: A rotulagem oficial aconselha a monitorização do crescimento em doentes pediátricos.
  • Restrições: O medicamento é contraindicado para uso concomitante com um medicamento adicional que contenha um Agonista Beta de Longa Duração (LABA) e em casos de hipersensibilidade conhecida a qualquer componente.
  • Patologias Coexistentes: É necessária precaução em doentes com distúrbios cardiovasculares pré-existentes, convulsões, tirotoxicose e diabetes mellitus, devido ao componente beta-adrenérgico.

Ligação ao perfil de segurança global: Os dados oficiais de segurança estruturam o perfil de risco do medicamento ao definirem formalmente a frequência e a natureza das reações adversas esperadas através da classificação regulamentar. Este enquadramento também isola os riscos críticos, como os efeitos sistémicos dos corticosteróides e os avisos associados aos LABA, que estabelecem limitações explícitas e requisitos de monitorização de segurança definidos em documentos governamentais.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A consequência mais crítica e potencialmente fatal de uma sobredosagem aguda é a Acidose Láctica associada à Metformina (MALA). Esta condição de risco de vida caracteriza-se por níveis elevados de lactato no sangue, acidose com hiato aniónico e concentrações plasmáticas elevadas de Metformina, o que pode resultar em morte.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os sinais iniciais de sobredosagem são frequentemente inespecíficos e podem incluir perturbações gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos, dor abdominal e mal-estar geral. Estes sintomas podem progredir rapidamente para um compromisso sistémico grave, incluindo:

  • Metabólico: Acidose láctica grave, hipotermia e hipoglicemia (menos frequente).
  • Cardiovascular: Hipotensão (pressão arterial baixa) e bradiarritmias (ritmo cardíaco lento).
  • Neurológico: Sonolência, convulsões e coma.

Ação de Emergência Necessária

Deve procurar-se ajuda médica de emergência imediata perante qualquer suspeita ou confirmação de sobredosagem. Uma vez que a MALA pode ter um início subtil seguido de uma deterioração rápida, é necessária atenção urgente mesmo que os sintomas iniciais pareçam ligeiros ou inespecíficos.

Caso se suspeite de Acidose Láctica associada à Metformina, devem ser iniciadas medidas de suporte geral em ambiente hospitalar. O método oficial e mais eficaz para a remoção do fármaco e para a correção da acidose grave em casos de sobredosagem é a hemodiálise imediata.

Usos terapêuticos de Serecor

Indicações do Serecor: Principais Utilizações e Benefícios

Controlo a Longo Prazo dos Sintomas de Asma Persistente

O Serecor é um componente frequentemente utilizado na terapêutica de manutenção para doentes, incluindo adultos e crianças a partir dos 4 anos, cuja asma persistente não se encontra adequadamente controlada apenas com medicação de controlo de longo prazo. É utilizado para gerir a carga diária de sintomas crónicos como sibilos, tosse e aperto no peito. O medicamento é indicado para a gestão de condições caracterizadas por sintomas crónicos, tais como a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).


Gestão de Agudizações e Manutenção da Estabilidade

O medicamento é considerado relevante no tratamento de manutenção a longo prazo da DPOC, que inclui a bronquite crónica e o enfisema, em adultos com doença de grau moderado a grave. O seu propósito é apoiar a gestão contínua da limitação do fluxo aéreo e dos sintomas crónicos, sendo habitualmente utilizado para auxiliar na estabilização da condição. O principal benefício terapêutico pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações (agudizações), o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante episódios difíceis.

“A terapêutica é habitualmente utilizada para ajudar na manutenção da estabilidade funcional e na gestão do risco de eventos respiratórios agudos.”


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Respiratórios Crónicos
Objetivo Terapêutico Principal Apoia a gestão contínua da limitação do fluxo aéreo e dos sintomas crónicos.
Domínios de Sintomas Abrangidos Sibilos, tosse, aperto no peito e falta de ar.
Papel no Tratamento Componente da terapêutica de manutenção a longo prazo (não indicado para alívio agudo).

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Serecor (Propionato de Fluticasona/Salmeterol) é rigorosamente definida por documentos regulamentares, que distinguem os grupos de utilizadores aprovados das populações para as quais o uso é contraindicado ou restrito.

Grupos Etários Aprovados

O medicamento está oficialmente aprovado para adultos e adolescentes (com 12 ou mais anos) com asma, e para crianças com idade igual ou superior a quatro anos com asma. Está também autorizado para utilização em doentes adultos com DPOC. Em crianças com idade inferior a quatro anos, a segurança e a eficácia não foram estabelecidas. Não é necessário ajuste de dose para a população geriátrica ou para doentes com insuficiência renal.

Exclusões Absolutas (Contraindicações)

O uso é contraindicado para o tratamento primário do estado de mal asmático ou de outros episódios agudos de asma ou DPOC, uma vez que o medicamento se destina estritamente ao tratamento de manutenção. É também proibido para doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente, incluindo excipientes (por exemplo, alergia grave à proteína do leite). A utilização concomitante com outro Agonista Beta-Adrenérgico de Longa Duração (LABA) é proibida.

Restrições Condicionais

A rotulagem regulamentar exige precaução e monitorização próxima em doentes com insuficiência hepática (doença do fígado), distúrbios cardiovasculares, diabetes mellitus ou infeções não tratadas específicas (como a tuberculose). Durante a gravidez e amamentação, a administração apenas deve ser considerada se o benefício esperado para a mãe for superior a qualquer possível risco para o feto ou para a criança, refletindo os dados humanos limitados.

Estes critérios de elegibilidade definem quem pode e quem não pode utilizar o fármaco de acordo com a documentação oficial governamental, impedindo a sua utilização em condições agudas ou em populações com riscos de saúde específicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Serecor é definido pelas restrições farmacocinéticas e farmacodinâmicas documentadas na rotulagem regulamentar.

A coadministração do Serecor com qualquer outro medicamento que contenha um Agonista beta2-Adrenérgico de Longa Duração (LABA) é estritamente proibida, uma vez que esta combinação acarreta um elevado risco de sobredosagem de agonistas beta2.

Inibidores Potentes do Citocromo P450 3A4 (CYP3A4)

A coadministração com inibidores potentes do CYP3A4, tais como o ritonavir ou o cetoconazol, não é recomendada oficialmente. Estas substâncias interferem com o metabolismo do Propionato de Fluticasona, aumentando a sua concentração plasmática sistémica (exposição), o que pode resultar num aumento dos efeitos sistémicos dos corticosteróides.

Interações Farmacodinâmicas e Precauções

A rotulagem regulamentar exige precaução extrema na coadministração com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) ou Antidepressivos Tricíclicos (ATC), que podem potenciar os efeitos do componente Salmeterol no sistema vascular. Do mesmo modo, os agentes bloqueadores dos recetores beta-adrenérgicos devem ser utilizados com cautela, pois podem antagonizar a ação broncodilatadora do Salmeterol e potencialmente precipitar um broncoespasmo grave. Os diuréticos não poupadores de potássio também requerem precaução devido ao risco de agravamento da hipocaliemia associada aos agonistas beta2. Adicionalmente, o sumo de toranja é assinalado como um potencial agente de interação. A eliminação documentada de ambos os princípios ativos pode estar reduzida em doentes com insuficiência hepática, necessitando de uma utilização cautelosa nesta população.

Mecanismo de ação

Modulação da Sinalização Mediada por Recetores

O Serecor atua em domínios que envolvem a sinalização mediada por recetores ou enzimas, ligando-se de forma seletiva a recetores específicos de elevada afinidade. Esta interação inicia ou suprime sequências de sinalização que geram efeitos nas vias biológicas subsequentes. O mecanismo resultante envolve o ajuste da sensibilidade nestes pontos reguladores fundamentais.

Alvo em Sistemas com Mediadores Desregulados

O composto afeta sistemas onde predominam transmissores ou mediadores específicos, particularmente aqueles associados à ativação sustentada de determinadas vias. O Serecor ativa mecanismos que regulam processos, frequentemente através da modificação de etapas moleculares precoces que moldam os resultados das vias sistémicas. Isto influencia diretamente o impacto da atividade dos mediadores dentro do sistema biológico visado.

Influência na Regulação por Retroalimentação nas Vias Biológicas

O Serecor influencia a regulação por retroalimentação (feedback) em cascatas onde ocorrem múltiplas camadas de ativação, apoiando a modulação de processos impulsionados por padrões de sinalização distintos. O efeito resultante envolve a influência no estado de sinalização dentro das vias alvo, moldando assim o perfil farmacológico global do medicamento.

Informações sobre dosagem e administração

O Serecor (Propionato de Fluticasona/Salmeterol) é utilizado como um medicamento de controlo a longo prazo com um esquema posológico fixo. O protocolo oficial para a sua utilização é rigoroso e rege-se pelas normas de posologia e administração estabelecidas nos documentos regulamentares, focando-se numa toma consistente e agendada. O medicamento deve ser administrado exclusivamente por inalação oral e não se destina ao alívio do broncoespasmo agudo. Toda a utilização deve cumprir as diretrizes gerais de administração resumidas abaixo.

Diretrizes Oficiais de Administração

Característica Instrução Oficial da Rotulagem Contexto da Fonte
Via de Administração Apenas inalação oral O medicamento foi concebido para uma entrega pulmonar local.
Frequência Posológica Esquema fixo, duas vezes ao dia Deve ser administrado com um intervalo de aproximadamente 12 horas e não deve exceder duas tomas em 24 horas.
Posologia na Asma (Adultos) Uma inalação das concentrações 100/50, 250/50 ou 500/50 mcg, duas vezes ao dia. A concentração máxima recomendada para a asma é de 500/50 mcg, duas vezes ao dia.
Posologia na DPOC Uma inalação da concentração 250 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia. Esta é a dose específica aprovada para o tratamento de manutenção em adultos com DPOC.
Posologia Pediátrica Crianças dos 4 aos 11 anos: concentração de 100 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia. Esta é a dose inicial para doentes pediátricos com asma.

Passos Procedimentais Obrigatórios

O cumprimento das normas procedimentais oficiais assegura uma administração correta:

  • Higiene Oral: Após cada administração, o utilizador deve enxaguar a boca com água e deitá-la fora, não devendo engoli-la.
  • Dose Esquecida: No caso de se esquecer de uma toma, as instruções regulamentares proíbem a inalação de uma dose extra. O utilizador deve simplesmente tomar a dose seguinte à hora habitual.
  • Preparação do Dispositivo (Priming): Os dispositivos de aerossol para inalação requerem uma sequência de preparação específica antes da primeira utilização ou caso o dispositivo não seja utilizado durante quatro semanas ou mais.

Estas instruções padronizadas definem o protocolo obrigatório para a utilização do Serecor, estruturando a administração em torno de um horário preciso de duas tomas diárias e de uma higiene procedimental específica para manter a consistência da terapêutica.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama de Estudos sobre o Serecor

Evidência para Uso na Asma Persistente

A investigação sobre o Serecor no contexto da manutenção da asma foi realizada em doentes com asma persistente que já utilizavam um corticosteróide inalado (ICS). Os estudos efetuados incluem inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e Revisões Sistemáticas abrangentes que avaliam a sua utilização em adultos, adolescentes e crianças a partir dos quatro anos. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico e parâmetros ligados a estados inflamatórios ou irritativos.

Estes ensaios descreveram padrões observados nos estudos relativos à variabilidade dos sintomas e à necessidade de inaladores de emergência. Os resultados estudados incluíram alterações objetivas na função pulmonar (como o VEMS/FEV1) e a frequência de exacerbações da asma (agudizações). Estas conclusões descrevem a forma como os doentes relataram a sua experiência e contribuem para a base de investigação em condições onde a intensidade dos sintomas pode variar.

Evidência para Uso na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

A investigação sobre o Serecor analisou a forma como os sintomas e as limitações do fluxo de ar se alteraram ao longo do tempo em adultos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) moderada a grave, incluindo casos de bronquite crónica e enfisema. Os cenários de investigação envolveram principalmente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de grande escala.

Os estudos monitorizaram resultados que refletem o funcionamento diário, com um foco central na taxa anualizada de exacerbações da DPOC. Os achados mostram padrões relacionados com a forma como as populações observadas relataram alterações nas métricas de estado de saúde. Os dados são limitados no que toca a comparações com todas as outras terapias broncodilatadoras de longa duração sem corticosteróides para determinados resultados a longo prazo, como o risco de mortalidade por todas as causas, onde o nível de certeza permanece baixo.

Áreas Críticas de Incerteza Científica

Embora a investigação forneça contexto, existem áreas onde a qualidade da evidência varia entre estudos ou onde os dados ainda estão a surgir. Os dados são insuficientes para a utilização de Serecor na população pediátrica com menos de quatro anos de idade. Além disso, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, particularmente para durações muito extensas (por exemplo, vários anos) em determinados subgrupos de doentes. A investigação oferece uma visão sobre alterações a curto prazo, mas as conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Serecor (FAQ)


P: Para que serve o Serecor, de forma simples?

R: O Serecor é indicado oficialmente como um tratamento de manutenção de longo prazo, com um esquema fixo, para doenças respiratórias crónicas como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). O medicamento destina-se ao controlo diário e não deve ser utilizado para o alívio de problemas respiratórios súbitos e agudos.


P: Quanto tempo dura o efeito do Serecor?

R: O componente broncodilatador (Salmeterol) deste medicamento é considerado de longa duração, com efeitos que se prolongam por mais de 12 horas. Esta ação prolongada sustenta a sua utilização como um medicamento de toma programada.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interajam com o Serecor?

R: A informação oficial refere que o sumo de toranja é um potencial agente de interação. Este pode interferir com a decomposição do componente Propionato de Fluticasona pelo organismo, o que poderá levar a um aumento dos efeitos sistémicos. Recomenda-se discutir o consumo de produtos com toranja com o médico assistente.


P: O Serecor interage com medicamentos para a tensão arterial?

R: Sim, a rotulagem oficial indica que é necessária precaução com agentes bloqueadores dos recetores beta-adrenérgicos (betabloqueadores), frequentemente utilizados para a tensão arterial e problemas cardíacos. O uso de betabloqueadores pode bloquear a ação broncodilatadora do Serecor e acarretar o risco de um agravamento súbito e grave da função respiratória.


P: O Serecor pode ser utilizado a longo prazo?

R: O Serecor é prescrito especificamente como um medicamento de controlo a longo prazo para tratamento de manutenção. Segundo os documentos oficiais, o uso prolongado do componente corticosteróide inalado pode exigir uma monitorização periódica dos efeitos na densidade mineral óssea e na taxa de crescimento das crianças.


P: Existem interações conhecidas entre o Serecor e suplementos à base de ervas?

R: Embora a rotulagem regulamentar identifique especificamente o sumo de toranja como um agente de interação, não existe uma lista exaustiva que cubra todos os suplementos naturais. Dado que os suplementos podem afetar o processamento dos medicamentos pelo corpo, recomenda-se informar o profissional de saúde sobre todos os produtos herbais e medicamentos não sujeitos a receita médica que esteja a tomar.


P: Quais são os principais motivos para alguém interromper o uso do Serecor?

R: A informação regulamentar refere que o fármaco deve ser descontinuado se ocorrerem efeitos secundários graves. Estes incluem um agravamento súbito da respiração chamado broncoespasmo paradoxal, ou se o doente desenvolver sinais de efeitos sistémicos dos corticosteróides, como hipercorticismo ou supressão adrenal.


P: Existe um tempo máximo de utilização do Serecor segundo as fontes regulamentares?

R: O Serecor destina-se geralmente a uma terapia de manutenção prolongada. As fontes regulamentares não especificam uma duração máxima fixa de utilização. Assim que o controlo da asma é alcançado, a rotulagem refere a necessidade de uma avaliação regular pelo médico para determinar se uma redução na terapia é adequada.


P: O Serecor ajuda a prevenir uma condição ou apenas a gerir sintomas?

R: A indicação oficial descreve-o como um tratamento de manutenção, focado no controlo dos sintomas subjacentes e da obstrução do fluxo de ar. Estudos e informações oficiais indicam resultados relacionados com a redução da taxa de exacerbações (crises ou agudizações) tanto na população com DPOC como com asma.


P: O que significa o termo 'contraindicação' para o Serecor?

R: Uma contraindicação descreve uma condição ou situação em que o medicamento não deve ser utilizado, pois considera-se que os riscos documentados são superiores aos potenciais benefícios. Para o Serecor, as contraindicações incluem alergia grave conhecida a qualquer componente e o tratamento primário de emergências respiratórias agudas com risco de vida.


P: Com que rapidez se pode esperar que o Serecor comece a fazer efeito?

R: Estudos e informações oficiais indicam que a melhoria no controlo da asma pode começar de forma relativamente rápida, frequentemente nos primeiros 30 minutos após a primeira inalação. No entanto, o benefício terapêutico máximo pode demorar uma semana ou mais a ser totalmente atingido.


P: O Serecor possui algum aviso de 'caixa negra' (Black Box Warning)?

R: Sim. O componente agonista beta2 de longa duração (LABA) do Serecor possui um Aviso de Advertência Destacada (Boxed Warning) exigido pela FDA. Este aviso aborda o risco aumentado de morte relacionada com a asma e hospitalização relacionada com a asma observado em certos estudos, envolvendo principalmente doentes pediátricos e adolescentes.


P: O Serecor causa habituação ou dependência?

R: A documentação regulamentar não lista este medicamento em qualquer categoria de substâncias controladas. A documentação oficial não contém informação relativa a riscos de dependência ou habituação.


P: O Serecor pode afetar a minha capacidade de conduzir?

R: A rotulagem oficial refere que é necessária precaução em doentes com distúrbios do sistema nervoso central devido aos efeitos estimulantes do componente beta-adrenérgico. Foram registados efeitos secundários pouco frequentes, como tonturas ou tremores, que poderiam potencialmente afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.


P: O que devo saber sobre tomar Serecor com álcool?

R: A informação oficial não refere uma interação direta entre o álcool e o medicamento. Contudo, o consumo de álcool pode agravar efeitos secundários pouco frequentes, como tonturas ou dores de cabeça. Recomenda-se discutir o consumo de álcool com o médico, especialmente se surgirem efeitos secundários.


P: O Serecor pode interagir com analgésicos de venda livre?

R: A rotulagem oficial exige precaução com certos medicamentos sujeitos a receita médica, mas nem todos os medicamentos não sujeitos a receita médica estão explicitamente listados como agentes de interação. Foi sugerida precaução com analgésicos comuns, como o paracetamol, em populações de doentes específicas. Recomenda-se discutir o uso de todos os analgésicos com o médico.


P: O Serecor afeta os resultados de exames laboratoriais?

R: Sim, o Serecor pode afetar certos resultados de análises clínicas. O componente Salmeterol pode influenciar os níveis de potássio e glicose no plasma. Separadamente, o componente Propionato de Fluticasona pode afetar os níveis de cortisol na urina, que são por vezes monitorizados pelos médicos.


P: O Serecor está relacionado com medicamentos para a ansiedade?

R: A ansiedade está listada como um efeito secundário pouco frequente do Serecor (em 0,1% a 1% dos doentes). Além disso, a secção oficial de interações refere que é necessária precaução se estiver a tomar Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) ou Antidepressivos Tricíclicos (ATC), que são classes de medicamentos por vezes utilizadas para tratar a ansiedade ou distúrbios do humor.


P: O Serecor causa aumento ou perda de peso?

R: Relatórios oficiais pós-comercialização indicam que o aumento de peso está listado como um efeito secundário frequente, ocorrendo entre 1% e 10% dos doentes. Se as alterações de peso forem uma preocupação, recomenda-se falar com um profissional de saúde.


P: O Serecor pode causar problemas de sono?

R: Sim. Os distúrbios do sono estão listados na informação oficial de segurança como um efeito secundário pouco frequente, ocorrendo em 0,1% a 1% dos doentes. Isto pode incluir dificuldade em adormecer ou em manter o sono.


P: O que acontece se o Serecor for tomado perto da hora de deitar?

R: O medicamento é prescrito para um esquema de duas tomas diárias, com doses separadas por aproximadamente 12 horas. Uma vez que os distúrbios do sono são um efeito secundário conhecido, embora pouco frequente, o horário da dose da noite deve ser discutido com o médico se o sono for afetado.


P: É comum o Serecor causar fadiga?

R: A fadiga ou o cansaço invulgar não constam como efeitos secundários frequentes no perfil oficial de segurança. No entanto, a fraqueza invulgar é referida como um potencial sintoma de um risco mais grave envolvendo as glândulas adrenais, associado ao uso prolongado.


P: Posso usar Serecor se tiver uma cirurgia agendada?

R: O uso do medicamento durante períodos de stress grave, como uma cirurgia, pode exigir ajustes temporários. As orientações oficiais referem que, devido aos potenciais efeitos adrenais, poderá ser necessária medicação temporária durante períodos de stress grave ou intervenções cirúrgicas.


P: O Serecor pode afetar o humor ou causar alterações emocionais?

R: Sim. Os relatórios oficiais listam a ansiedade e alterações mentais/de humor gerais como efeitos secundários pouco frequentes. Em relatórios pós-comercialização, foram também observados efeitos adversos como depressão e agressividade, predominantemente em doentes pediátricos.


P: É possível ter uma sobredosagem de Serecor?

R: Sim. A rotulagem oficial refere que a utilização de Serecor em combinação com outros agonistas beta2 de longa duração acarreta um risco sério de sobredosagem. Os sintomas de uma sobredosagem podem incluir dor no peito, tremores e convulsões.


P: O Serecor pode ser esmagado ou dividido?

R: O medicamento é administrado exclusivamente por via inalatória e não foi concebido para ser modificado, através de esmagamento, divisão ou mastigação. Tentar modificar o dispositivo ou a formulação comprometeria a administração correta do medicamento.

Como Serecor deve ser armazenado e descartado?

O Serecor (propionato de fluticasona/salmeterol) deve ser conservado de acordo com as indicações oficiais da rotulagem para manter a estabilidade e a segurança do produto.

Condições de Conservação e Manuseamento

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações entre os 15°C e os 30°C. É obrigatório manter o produto na sua embalagem original e protegê-lo do congelamento, do calor direto, da humidade e da luz. O frasco de aerossol pressurizado não deve ser perfurado nem exposto a temperaturas superiores a 49°C. O produto deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Estabilidade e Eliminação

O dispositivo de pó para inalação deve ser eliminado 1 mês após a abertura da bolsa protetora ou quando o contador de doses indicar zero. O produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com a regulamentação local; o frasco não deve ser incinerado nem atirado para o fogo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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