pHisoHex

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pHisoHex

Opção de tratamento: Infection

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de pHisoHex

O que é o pHisoHex? Uma Visão Geral Fundamental

Propriedade Descrição
Princípio ativo Hexaclorofeno
Forma farmacêutica Emulsão espumante (produto de limpeza líquido)
Classe farmacológica Antisséptico, Agente antibacteriano
Uso comum Preparação higiénica da pele
Origem Sintética

Que Tipo de Preparação é o pHisoHex?

O pHisoHex é uma preparação tópica classificada como um antisséptico e agente antibacteriano, formulada como uma emulsão espumante para aplicação na pele. Este produto é distintamente reconhecido pelas suas qualidades detergentes, que o demarcam de tinturas simples ou de soluções que não produzem espuma. Foi concebido como um agente de limpeza líquido, pertencendo à categoria farmacêutica de compostos que inibem ou destroem microrganismos em tecidos vivos. A sua composição é inteiramente sintética, posicionando-o funcionalmente como um produto de limpeza medicado destinado a situações onde é necessária uma preparação higiénica persistente para reduzir a contagem de bactérias superficiais.

Hexaclorofeno: A Composição Ativa

O princípio ativo determinante é o Hexaclorofeno (DCI), um derivado fenólico sintético. Este hidrocarboneto clorado confere ao produto a sua atividade antimicrobiana essencial. Estudos farmacológicos caracterizam o Hexaclorofeno como um agente bacteriostático altamente eficaz. Esta substância atua primariamente através da restrição da capacidade de reprodução e multiplicação das bactérias — particularmente de organismos Gram-positivos. A estrutura química do composto permite a sua fixação na camada externa da pele, o que facilita a sua ação prolongada.

Objetivo Geral e Função Antisséptica

O objetivo geral principal do pHisoHex é servir como um agente de limpeza avançado para a preparação higiénica da pele. Ao proporcionar uma ação antimicrobiana persistente através da fixação do Hexaclorofeno à superfície cutânea, o produto é clinicamente reconhecido por ajudar a manter uma população reduzida de microrganismos superficiais ao longo do tempo. Um cenário de utilização típico envolve a preparação da pele no pré-operatório ou a lavagem higiénica das mãos. Esta característica distinta de persistência é o que permite uma proteção sustentada, a qual vai além da limpeza imediata oferecida pelos sabões comuns.

Quais efeitos secundários são possíveis com pHisoHex?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança dos produtos que contêm Hexaclorofeno, o princípio ativo do pHisoHex, é definido primordialmente pelo risco grave de toxicidade sistémica resultante de uma absorção significativa através da pele, conforme documentado em avisos regulamentares oficiais.

Riscos Sistémicos e Reações Adversas Graves

A preocupação de segurança mais grave refere-se à neurotoxicidade decorrente de níveis sanguíneos elevados do composto. As reações adversas documentadas no Sistema Nervoso incluem convulsões, movimentos clónicos generalizados e perturbações visuais. A exposição tem sido associada a danos cerebrais e, em casos de absorção sistémica grave ou utilização indevida, pode ocorrer a morte.

Reações Adversas Localizadas e Outras

Os efeitos adversos documentados no sistema da Pele e Tecido Subcutâneo incluem a dermatite localizada, que se pode manifestar como vermelhidão, secura ou descamação. Outras reações relatadas incluem irritação cutânea geral e fotossensibilidade, que consiste numa reação exagerada à exposição solar. Raramente, a exposição sistémica pode conduzir a perturbações gastrointestinais (por exemplo, vómitos e diarreia) ou a efeitos graves no Sistema Sanguíneo e Linfático, como a agranulocitose.

Restrições de Segurança Específicas

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem limitações rigorosas para mitigar o risco de absorção, particularmente em grupos vulneráveis. O produto está contraindicado para o banho de rotina de corpo inteiro em bebés, especialmente em bebés prematuros, devido ao risco acrescido de toxicidade sistémica e neurotoxicidade. A utilização em áreas extensas do corpo ou em pele desnudada (por exemplo, queimaduras ou escoriações) é restrita, uma vez que estas condições aumentam significativamente o perigo de absorção sistémica e subsequentes efeitos graves. Além disso, o produto está contraindicado para utilização em mucosas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais enfatizam que a sobredosagem de pHisoHex (Hexaclorofeno), ocorrendo geralmente após ingestão acidental, está associada a toxicidade sistémica grave e ao risco de fatalidades. É necessária intervenção médica imediata se houver suspeita de sobredosagem.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

Os sintomas documentados nas informações de prescrição regulamentares envolvem múltiplos sistemas do organismo:

  • Gastrointestinal: Vómitos, diarreia, cólicas abdominais e a desidratação resultante.
  • Neurológico: Convulsões e confusão mental.
  • Cardiovascular: Hipotensão (tensão arterial baixa), pulso rápido e fraco, e choque.

Ações Imediatas Necessárias

Procure assistência médica imediata e contacte um centro de informação antivenenos se suspeitar de ingestão acidental ou sobredosagem. O doente deve dirigir-se imediatamente a um serviço de urgência hospitalar.

Gestão de Suporte Oficial

O tratamento é sintomático e de suporte. As medidas descritas no rótulo oficial incluem o esvaziamento gástrico, através de procedimentos como a émese (indução do vómito) ou lavagem gástrica. Para o atraso na absorção, o protocolo descreve a administração de azeite ou óleo vegetal, seguida de um purgante salino. O suporte clínico adicional foca-se no tratamento da desidratação e na gestão da hipotensão com terapêutica vasopressora, se necessário.

Risco Específico em Populações Vulneráveis

Os documentos regulamentares referem que os bebés apresentam um risco acrescido. Devido a uma absorção tópica mais facilitada, foram observados efeitos no sistema nervoso central, incluindo convulsões, nesta população.

Usos terapêuticos de pHisoHex

Indicações do pHisoHex: Principais Utilizações e Benefícios

A função principal do pHisoHex aplica-se em áreas que requerem suporte higiénico adicional, atuando essencialmente como um agente de limpeza bacteriostático da pele para a preparação cirúrgica e como auxílio no controlo de surtos de infeções por microrganismos Gram-positivos. O processo de limpeza é geralmente utilizado para a redução da contagem bacteriana superficial nas mãos e antebraços dos profissionais de saúde, bem como em doentes no período pré-operatório, visando a presença de espécies de Staphylococcus. Esta preparação higiénica é relevante em contextos clínicos que envolvam quadros sintomáticos agudos ou instáveis.

O agente de limpeza é frequentemente utilizado para auxiliar na gestão de condições caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas, incluindo o tratamento higiénico adjuvante de erupções cutâneas recorrentes e acne ligeira a moderada. É considerado pertinente em contextos marcados por um aumento do desconforto relacionado com processos inflamatórios ou irritativos onde a colonização bacteriana possa ser um fator contribuinte.

“O papel do produto é de suporte, auxiliando na preparação higiénica contínua da pele para reduzir a presença de microrganismos de superfície.”

Os contextos terapêuticos fundamentais incluem a preparação pré-operatória da pele, a utilização em escovagem cirúrgica e o auxílio na gestão de problemas bacterianos recorrentes da pele. Este uso de suporte ajuda a melhorar o conforto diário durante períodos sintomáticos e apoia os doentes durante episódios de maior mal-estar, abordando um fator clínico relevante.


Facto Rápido: Alívio perante uma Elevada Carga Bacteriana Superficial O benefício principal é a prestação de uma ação antimicrobiana persistente na pele, o que é relevante para a higiene em contextos cirúrgicos e profissionais.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar pHisoHex?

Categoria Estado de Elegibilidade
Populações autorizadas Profissionais de saúde em contexto cirúrgico para a escovagem das mãos e doentes para a preparação cutânea pré-operatória.
Populações contraindicadas Bebés prematuros e bebés (incluindo para o banho de rotina), devido ao risco documentado de neurotoxicidade. Contraindicado para pessoas com hipersensibilidade ao hexaclorofeno ou a compostos relacionados.
Restrições de aplicação Não deve ser aplicado em pele queimada, desnudada, irritada ou com solução de continuidade (feridas), nem em mucosas. É proibida a utilização para o banho de corpo inteiro de rotina e como penso oclusivo.
Regras por faixa etária O uso em crianças é restrito e apenas permitido quando claramente necessário, devendo ser aplicado em quantidades mínimas. Os doentes geriátricos requerem uma utilização cautelosa, considerando a potencial diminuição da função orgânica.
Gravidez e lactação A gravidez (Categoria C da FDA) é condicional: permitida apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Quanto à lactação, desconhece-se se o fármaco é excretado no leite humano.

Contexto do perfil de elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem contraindicações absolutas baseadas na idade (proibindo o uso em bebés) e na integridade da pele (proibindo a aplicação em pele aberta). A elegibilidade é rigorosamente definida por padrões de utilização específicos e limitados, exigindo uma avaliação clínica condicional durante a gravidez e em populações geriátricas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial identifica interações baseadas no potencial de aumento da exposição sistémica e na interferência com a ação persistente pretendida do produto. Estes padrões documentados definem rigorosamente a forma como o pHisoHex (hexaclorofeno) pode interagir com substâncias coadministradas ou condições específicas.

Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Substância ou Condição Interagente Declaração Regulamentar
Condição Contraindicada Penso oclusivo ou compressa húmida A utilização sob estas condições é proibida, uma vez que aumenta significativamente a absorção sistémica, conduzindo ao risco de níveis sanguíneos tóxicos.
Alteração da Exposição Pele queimada ou desnudada A aplicação em pele danificada é restrita devido à absorção sistémica rápida e elevada, aumentando o risco de toxicidade.
Farmacodinâmica Outros Agentes Neurotóxicos A coadministração pode resultar num efeito toxicológico aditivo em caso de exposição sistémica.
Farmacodinâmica Agentes Fotossensibilizantes (ex: Metoxsaleno) Potencial risco de fotossensibilidade aditiva ou de fototoxicidade.
Interferência Tópica Produtos tópicos contendo álcool Estes produtos removem a película antibacteriana residual, o que neutraliza o efeito bacteriostático persistente do produto na pele.

Resumo Regulamentar das Restrições de Interação

O perfil regulamentar está estruturado em torno de métodos e substâncias que comprometem a segurança ou a eficácia deste agente de limpeza tópica. A restrição mais grave é a proibição da administração sob condições oclusivas, classificada desta forma devido à alteração farmacocinética resultante, que pode originar níveis sistémicos inseguros.

Não existem interações explicitamente documentadas mediadas por enzimas (CYP) ou baseadas em transportadores, e não estão listados tempos de separação de doses obrigatórios na rotulagem oficial. As considerações sobre interações baseiam-se na prevenção de métodos ou condições que potenciem a absorção e de agentes coadministrados que causem riscos aditivos.

Mecanismo de ação

O hexaclorofeno, o princípio ativo desta formulação, apresenta uma atividade bacteriostática contra organismos Gram-positivos, com particular incidência no Staphylococcus aureus e noutros cocos. O seu mecanismo de ação baseia-se na interferência do composto em processos enzimáticos essenciais das bactérias. Esta ação é alcançada através da ligação e rutura da membrana celular bacteriana, o que altera a sua permeabilidade e, consequentemente, inibe a função metabólica do microrganismo.

Esta sequência de mecanismos resulta, em última análise, numa redução sustentada da população bacteriana residente na pele. Adicionalmente, o composto é facilmente adsorvido pelo estrato córneo, estabelecendo uma concentração residual na superfície cutânea. A formulação do veículo de transporte favorece a interação do princípio ativo com o microbioma da pele, facilitando os efeitos localizados do composto.

Informações sobre dosagem e administração

O pHisoHex é administrado exclusivamente como uma preparação tópica, consistindo numa emulsão de limpeza espumante de hexaclorofeno a 3%. Esta via de administração é obrigatória, estando o produto oficialmente designado apenas para uso externo. O protocolo de utilização adequada exige um volume medido de aproximadamente 5 mL para cada aplicação, independentemente de ser utilizado para uma escovagem cirúrgica ou para uma limpeza bacteriostática geral. Esta quantidade deve ser minuciosamente misturada com água e friccionada até formar uma espuma abundante antes do contacto com a área pretendida.

A frequência e o tempo do regime de escovagem cirúrgica seguem um cronograma específico. A preparação inicial requer duas aplicações separadas, envolvendo cada uma o volume de 5 mL e um tempo de contacto de três minutos. Para escovagens repetitivas subsequentes, a duração é reduzida a uma única aplicação de três minutos. Este padrão de utilização repetida é fundamental para alcançar a ação antibacteriana cumulativa pretendida pelo produto.

Após qualquer utilização, a estrutura do procedimento exige um enxaguamento minucioso da área tratada, particularmente sob água corrente em procedimentos cirúrgicos. Uma limitação fundamental à sua utilização é o facto de a ação cumulativa poder ser removida se a pele for limpa posteriormente com álcool ou sabões que contenham álcool. Além disso, o produto não é recomendado para o banho de bebés.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o pHisoHex


Evidência para Preparação Higiénica da Pele e Escovagem Pré-operatória

A investigação sobre esta preparação tem explorado a sua utilização como agente de limpeza higiénica em contextos que analisam a gestão das contagens bacterianas de superfície na pele de profissionais de saúde e de doentes em fase pré-operatória. Os estudos analisaram as medições das populações bacterianas de superfície após a aplicação e monitorizaram a duração da atividade antimicrobiana na pele. Os relatórios descrevem padrões observados nos estudos onde a aplicação foi seguida por medições das populações bacterianas de superfície. Esta evidência contribui para a compreensão abrangente de como esta preparação foi estudada como um agente de limpeza cutânea bacteriostático em ambientes profissionais.

No entanto, o nível de certeza permanece baixo para esta aplicação quando comparado com os padrões modernos. Verifica-se uma lacuna de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) recentes e de grande escala que comparem diretamente os resultados medidos desta preparação face aos agentes antissépticos atuais. A evidência baseia-se fortemente em dados mais antigos e em observações práticas.


Evidência no Contexto de Gestão de Surtos Infecciosos

A base de evidência para a utilização desta preparação no contexto da gestão de infeções foi desenvolvida em estudos realizados durante períodos de episódios agudos ou disruptivos de infeção por Gram-positivos em ambientes institucionais. A investigação envolveu inquéritos clínicos históricos e revisões retrospetivas onde a preparação foi avaliada nestes ambientes como parte de um protocolo de controlo higiénico mais amplo. Os relatórios descreveram padrões observados nos estudos onde a utilização da preparação ocorreu durante períodos de alterações na transmissão de sépsis estafilocócica.

Apesar destas observações históricas, esta área de investigação permanece incerta. A aplicabilidade desta evidência é severamente limitada devido a fatores associados à absorção sistémica em certas populações, o que resultou numa investigação moderna limitada nesta área. Além disso, os estudos foram frequentemente não controlados ou quase-experimentais, tornando desafiante isolar o papel específico deste agente de limpeza de outras medidas simultâneas de controlo de infeção.


Lacunas de Evidência e Áreas de Incerteza

O panorama de investigação do pHisoHex apresenta diversas limitações. A base de dados global inclui estudos de qualidade heterogénea e está fortemente centrada em dados históricos recolhidos antes de os modernos protocolos de ensaios clínicos terem sido estabelecidos. Falta evidência comparativa para determinar como a ação higiénica desta preparação se compara às alternativas antissépticas padrão atuais. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada sobre resultados a longo prazo relacionados com a manutenção higiénica sustentada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o pHisoHex (FAQ)

P: Porque é que a embalagem do pHisoHex indica que é de uso exclusivo sob receita médica?

R: As informações oficiais estabelecem que este produto está restrito a venda mediante receita médica. Esta limitação deve-se ao risco documentado de toxicidade sistémica (toxicidade que afeta todo o corpo) e neurotoxicidade (danos no sistema nervoso) que podem ocorrer se o medicamento for absorvido significativamente através da pele.

P: Porque é que o pHisoHex já não é vendido sem receita médica?

R: No início da década de 1970, as autoridades reguladoras restringiram o acesso do público em geral a produtos contendo Hexaclorofeno em concentrações superiores a 0,45%. Esta ação regulamentar foi tomada devido a casos documentados de neurotoxicidade, particularmente em bebés, o que destacou o risco de efeitos secundários graves se o produto fosse utilizado incorretamente ou absorvido excessivamente.

P: Quanto tempo duram normalmente os efeitos da utilização do pHisoHex?

R: As informações oficiais do produto descrevem o efeito pretendido como uma ação antibacteriana cumulativa, o que significa que o efeito se intensifica com a utilização repetida. O princípio ativo cria uma concentração residual que permanece na superfície da pele durante um período de tempo. Não é definida explicitamente uma duração específica em horas ou dias na rotulagem regulamentar.

P: O que significa "atividade de largo espetro" no contexto do pHisoHex?

R: Em contextos regulamentares, largo espetro refere-se geralmente à atividade contra muitos tipos de microrganismos. No entanto, os documentos oficiais descrevem este produto principalmente como um antisséptico bacteriostático, altamente eficaz contra organismos Gram-positivos (como o Staphylococcus aureus). É referido que é muito menos eficaz contra organismos Gram-negativos.

P: Existem avisos específicos para grávidas ou pessoas a amamentar relativamente ao pHisoHex?

R: Quanto à gravidez, a utilização é condicional, sendo permitida apenas se o benefício potencial for considerado superior aos riscos possíveis, de acordo com os documentos oficiais. Relativamente à amamentação, não se sabe se o medicamento é excretado no leite humano; por isso, as informações regulamentares indicam que a decisão de amamentar deve ser tomada com cautela.

P: Quais são as tendências dos dados a longo prazo nos estudos sobre o pHisoHex?

R: Os estudos relacionados com este produto baseiam-se fortemente em dados históricos e em observações relativas à gestão de contagens bacterianas de superfície. A documentação oficial indica uma falta de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) recentes e de grande escala que comparem diretamente os resultados, notando-se que o nível de certeza da evidência sobre efeitos a longo prazo é considerado baixo.

P: Com que rapidez devo esperar ver os efeitos do pHisoHex?

R: A função pretendida do produto depende de uma ação antibacteriana cumulativa que aumenta ao longo do tempo com a utilização repetida. Embora o início imediato da ação após uma única lavagem não esteja explicitamente definido nas informações oficiais, os protocolos de utilização prescritos enfatizam a aplicação repetida para atingir o efeito higiénico total.

P: O pHisoHex pode ser utilizado em pele sensível ou seca?

R: Os documentos oficiais não definem especificamente o termo "pele sensível". Contudo, recomenda-se cautela em doentes com doenças cutâneas preexistentes, e os efeitos secundários documentados ao nível do sistema cutâneo incluem secura localizada, descamação e irritação. Os doentes devem estar cientes destes efeitos reportados.

P: Existem estudos que comparem o pHisoHex com agentes de limpeza de pele modernos?

R: O panorama da investigação indica que falta evidência comparativa para determinar como a ação higiénica desta preparação se compara diretamente às alternativas antissépticas padrão atuais. Os estudos mais antigos eram frequentemente observacionais e podem não ter incluído comparações diretas com agentes modernos, o que é identificado como uma lacuna de evidência nos resumos regulamentares.

P: Posso utilizar o pHisoHex se tiver antecedentes alérgicos?

R: O produto é contraindicado se o indivíduo tiver uma sensibilidade ou alergia conhecida ao hexaclorofeno ou a qualquer um dos componentes do produto. Existem também avisos oficiais para quem tenha demonstrado fotossensibilidade primária a compostos químicos semelhantes, e o rótulo menciona o potencial para uma reação alérgica do tipo asmático.

P: Existe um tempo máximo aprovado para a utilização do pHisoHex?

R: As informações regulamentares instruem que a duração da utilização deve seguir as orientações fornecidas por um profissional de saúde. O rótulo proíbe especificamente a utilização do produto de forma regular em áreas extensas do corpo ou para o banho total de rotina, uma vez que a utilização prolongada ou extensa aumenta o risco de absorção sistémica e toxicidade associada.

P: O pHisoHex é seguro para utilização diária repetida?

R: Os avisos oficiais indicam que o medicamento não deve ser utilizado de forma regular em áreas extensas do corpo e é contraindicado para o banho de rotina de corpo inteiro. Se for necessária uma utilização diária repetida, os documentos regulamentares especificam que esta deve seguir a duração e a frequência de aplicação prescritas por um médico.

P: Que tipo de evidência científica apoia a utilização do pHisoHex para o seu objetivo principal?

R: Os estudos que apoiam a utilização do produto exploram o seu papel como agente de limpeza higiénica em contextos profissionais para gerir contagens bacterianas de superfície na pele de profissionais de saúde e doentes. A investigação analisou a capacidade do produto de manter uma presença antimicrobiana na pele ao longo de um período de tempo, o que sustenta a sua ação bacteriostática.

P: Qual é o prazo típico para alguém notar um efeito?

R: O efeito pretendido do produto depende de uma ação cumulativa que se desenvolve com a utilização consistente ao longo do tempo, particularmente em protocolos de escovagem cirúrgica. Os documentos regulamentares não fornecem um prazo fixo para quando um indivíduo notará normalmente o efeito higiénico total.

P: O pHisoHex interage com tratamentos comuns para a acne de venda livre?

R: Os documentos regulamentares organizam as interações por tipo químico, listando agentes que aumentam a fotossensibilidade, a neurotoxicidade ou que removem a película residual do produto. Tratamentos específicos para a acne não são nomeados explicitamente. Recomenda-se cautela se o tratamento contiver uma base alcoólica (que anula o efeito do pHisoHex) ou se for um agente fotossensibilizante conhecido.

P: Quais são os pontos principais na informação ao doente sobre a utilização de pHisoHex?

R: Os pontos essenciais mandatados no rótulo incluem que o produto é apenas para uso externo e deve ser enxaguado minuciosamente após a utilização. Os avisos regulamentares indicam que a utilização regular em áreas extensas do corpo é restrita, devendo evitar-se o contacto com os olhos, ouvidos, boca ou vagina.

P: É verdade que o pHisoHex já foi utilizado em hospitais?

R: Sim, evidências históricas documentam a utilização do produto em contextos hospitalares para a preparação higiénica da pele, incluindo a escovagem cirúrgica dos profissionais. Foi também utilizado em inquéritos clínicos históricos e ensaios para a gestão e redução de surtos de infeções por Gram-positivos em ambientes institucionais, como berçários hospitalares.

P: Como é que a concentração do princípio ativo afeta a sua utilização?

R: O produto contém uma concentração de 3% de Hexaclorofeno, o que é relevante para o seu estatuto regulamentar. Uma vez que as autoridades proíbem a venda livre de produtos com concentrações superiores a 0,45%, a fórmula de 3% está restrita a venda mediante receita médica devido ao maior risco de absorção sistémica e neurotoxicidade.

P: Quais são os sinais de uma reação cutânea não grave ao pHisoHex?

R: Os efeitos adversos localizados documentados na pele incluem a dermatite, que se pode apresentar como vermelhidão, comichão, secura, descamação ou irritação geral no local de aplicação. Estas reações são classificadas como efeitos ao nível da pele e são distintas dos riscos graves associados à absorção sistémica.

P: O pHisoHex é absorvido pela pele?

R: Sim, os documentos oficiais de farmacologia confirmam que o hexaclorofeno é absorvido sistemicamente (por via percutânea) através da pele após a aplicação tópica. Foram detetadas concentrações no sangue do princípio ativo em indivíduos que realizavam escovagem regular com o produto.

P: É possível tornar-se resistente aos efeitos do pHisoHex ao longo do tempo?

R: Embora os documentos regulamentares não forneçam uma resposta específica, as autoridades já solicitaram dados aos fabricantes para abordar o potencial de resistência bacteriana. Isto indica que a capacidade de os microrganismos desenvolverem resistência aos efeitos bacteriostáticos desta classe de produtos é uma preocupação regulamentar reconhecida.

Como pHisoHex deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o pHisoHex

O armazenamento e a eliminação do pHisoHex (Emulsão de Limpeza de Hexaclorofeno) devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade do produto e prevenir o risco de envenenamento acidental.

Quanto ao ambiente de armazenamento, o produto deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, habitualmente entre os 15 °C e os 30 °C. O recipiente deve ser mantido protegido da luz e não deve ser permitida a sua congelação.

Relativamente à segurança infantil e ao acondicionamento, é obrigatório manter o pHisoHex fora do alcance de crianças e de animais de estimação em qualquer circunstância. O agente de limpeza deve ser guardado no seu recipiente original fechado e não deve ser vertido para outros frascos ou vasos, evitando assim a sua identificação errónea como alimento ou bebida.

No que toca à eliminação, o pHisoHex não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado em conformidade com os regulamentos locais e nacionais. Não deite o produto pelo ralo nem no autoclismo. Os resíduos institucionais que contenham hexaclorofeno devem seguir os protocolos específicos para Resíduos Perigosos (RCRA).

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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