Pacifol

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Pacifol

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pacifol

Propriedade Descrição
Princípio ativo Propofol
Forma farmacêutica Emulsão lipídica injetável
Grupo farmacológico Anestésico geral, hipnótico de curta duração
Uso comum Anestesia geral e sedação
Origem Composto sintético

O Pacifol é um medicamento de venda exclusiva sob receita médica, de origem sintética, identificado principalmente como um anestésico geral e um hipnótico potente de curta duração. A sua função central é induzir, de forma rápida e reversível, um estado profundo de inconsciência controlada ou de sedação profunda para a realização de procedimentos médicos. Esta classificação é clinicamente reconhecida e sustentada por estudos farmacológicos publicados por organismos de saúde competentes.

Este medicamento pertence à classe farmacológica mais abrangente dos sedativos e anestésicos não barbitúricos. O Propofol distingue-se nesta categoria pelo seu início de ação excecionalmente rápido e pela sua capacidade característica de permitir uma recuperação suave e clara do estado de inconsciência, uma propriedade que o tornou um dos agentes mais utilizados na anestesiologia moderna. O Propofol está aprovado para a indução e manutenção de anestesia geral em adultos e crianças.


Composição e Forma Física do Pacifol

O princípio ativo do Pacifol é o Propofol, uma substância química sintética identificada como 2,6-diisopropilfenol. O Pacifol é um produto de ingrediente único, formulado como uma emulsão lipídica injetável, estéril e de cor branca.

O Propofol é altamente lipofílico, o que significa que não se dissolve facilmente em água. Por conseguinte, o medicamento é formulado numa base de emulsão lipídica segura e estável — uma preparação de óleo em água tipicamente composta por componentes como óleo de soja, lecitina de ovo e glicerol. Esta forma física única é fundamental para garantir que a substância possa ser administrada em segurança por via intravenosa, o que é necessário para a sua distribuição rápida e eficaz até ao cérebro.


O Objetivo Geral do Pacifol

O objetivo terapêutico geral do Pacifol é a indução e manutenção rápidas de anestesia geral em doentes submetidos a diversos procedimentos médicos e cirúrgicos. O seu efeito hipnótico, altamente potente, é central para a sua utilidade.

Além do seu papel em colocar os doentes em estado de sono para cirurgia, este agente anestésico é também utilizado para proporcionar sedação profunda e controlada. Esta aplicação é necessária para doentes em contextos de cuidados intensivos que necessitem de assistência respiratória (ventilação mecânica) ou durante procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos específicos onde a imobilidade do doente e a redução da consciência sejam clinicamente exigidas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pacifol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Pacifol (Propofol) é estruturado por organismos reguladores governamentais, classificando as reações adversas pela sua frequência e pelo sistema corporal afetado. Estas classificações estabelecem o espetro de efeitos documentados, desde reações esperadas até complicações raras e graves.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos adversos são categorizados com base na ocorrência reportada durante a utilização clínica:

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Muito frequentes Dor no local da administração durante a injeção.
Frequentes Hipotensão (tensão arterial baixa), bradicardia (ritmo cardíaco lento), apneia (interrupção temporária da respiração), náuseas e vómitos.
Raros Anafilaxia (reação alérgica grave), movimentos de tipo epilético e pancreatite aguda.

Padrões de Segurança Documentados por Sistema

As reações adversas mais frequentes e significativas afetam as classes de Doenças vasculares (hipotensão) e Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino (apneia). Estão também oficialmente documentadas Doenças do sistema nervoso, tais como dor de cabeça durante a fase de recuperação e, em casos raros, movimentos semelhantes a convulsões.

Restrições de Segurança Graves e Contextuais

A rotulagem oficial identifica diversas reações adversas graves, incluindo hipotensão acentuada e profunda, paragem cardíaca e anafilaxia. Está igualmente documentada a Síndrome de Perfusão de Propofol (PRIS), uma complicação potencialmente fatal associada a perfusões prolongadas de doses elevadas, habitualmente em contexto de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

As considerações de segurança específicas para certas populações indicam que os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis a depressão cardiorrespiratória, e o risco de PRIS é assinalado como sendo superior na população pediátrica que recebe sedação prolongada. O risco de depressão cardiorrespiratória é também reconhecido como sendo mais pronunciado durante a fase inicial de indução da anestesia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Resultados Graves

A documentação regulamentar define o perfil de sobredosagem do Pacifol (Propofol) essencialmente pela sua capacidade de induzir uma depressão cardiorrespiratória profunda. A sobredosagem, que pode resultar de uma administração demasiado rápida ou excessiva, está documentada como causa de hipotensão arterial grave e apneia (interrupção da respiração), podendo levar à dessaturação da hemoglobina.

Um resultado crítico com risco de vida é a possibilidade de paragem cardíaca decorrente de uma depressão circulatória grave. A exposição prolongada a doses elevadas está associada à Síndrome de Perfusão de Propofol (PRIS), uma complicação grave embora rara, caracterizada por acidose metabólica grave, rabdomiólise e insuficiência renal aguda. Os doentes idosos e debilitados encontram-se identificados na rotulagem oficial como tendo um risco acrescido de sofrerem efeitos cardiorrespiratórios profundos.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

É necessária assistência médica urgente perante a observação de sintomas que coloquem a vida em risco, tais como hipotensão grave ou falência respiratória. As orientações regulamentares exigem que os equipamentos para a manutenção de uma via aérea livre (patente), prestação de ventilação artificial e instituição de ressuscitação cardiovascular devem estar imediatamente disponíveis para gerir estes efeitos. Não existe um antídoto específico para a sobredosagem de Pacifol. A gestão da situação é sintomática e de suporte, focada na estabilização das funções respiratória e circulatória do doente.

Usos terapêuticos de Pacifol

Anestesia Geral e Sedação Procedimental Controlada

O Pacifol é habitualmente utilizado pelo seu potente efeito hipnótico, sendo aplicado para auxiliar na indução de um estado de inconsciência controlada para anestesia geral durante procedimentos cirúrgicos em adultos e crianças. Este fármaco é também aplicado para alcançar a sedação profunda necessária para doentes submetidos a diversos procedimentos diagnósticos ou terapêuticos, como a endoscopia. O principal benefício terapêutico contribui para o estabelecimento do estado hipnótico controlado, o qual favorece o conforto ao longo da intervenção. As indicações comuns incluem a indução e manutenção de anestesia geral e a sedação para procedimentos diagnósticos.

“O medicamento é considerado relevante para proporcionar alívio de suporte durante episódios difíceis, ao aliviar o mal-estar.”

Apoio em Cuidados Intensivos e Neuroexcitação Aguda

Este medicamento é relevante em contextos clínicos marcados por um elevado mal-estar do doente, especificamente em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), onde proporciona sedação profunda contínua. Isto apoia os doentes durante episódios difíceis, ajudando a gerir a elevada atividade fisiológica associada à ventilação mecânica. Além disso, é aplicado quando os sintomas se agrupam em padrões que exigem uma gestão especializada, como a excitação descontrolada do sistema nervoso central observada no estado de mal epilético refratário. Pode auxiliar na gestão destas manifestações, apoiando o doente durante episódios complexos ao aliviar o mal-estar. As características do medicamento, tais como a qualidade da recuperação clara, apoiam o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Apoio em Situações de Aflição Aguda
O Pacifol é comummente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados com uma elevada atividade fisiológica e pode auxiliar na gestão da excitação descontrolada do sistema nervoso central.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e não pode utilizar Pacifol

O Pacifol é um medicamento sujeito a receita médica e a sua utilização deve ser sempre determinada por um profissional de saúde após uma avaliação clínica individual. A adequação deste tratamento depende do historial médico do doente, do estado de saúde atual e da presença de outras condições que possam interagir com a substância ativa.

Indicações e Elegibilidade

Este medicamento é geralmente indicado para adultos que necessitam de intervenção farmacológica para as condições específicas aprovadas no seu protocolo clínico. Antes de iniciar o tratamento, o médico avaliará se os benefícios potenciais superam os riscos, considerando a gravidade dos sintomas e a resposta a tratamentos anteriores.

Contraindicações e Restrições

Existem grupos de pessoas para os quais o Pacifol não é recomendado ou deve ser utilizado com extrema precaução:

  • Hipersensibilidade: O Pacifol não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos componentes da formulação (excipientes). Reações alérgicas podem variar de erupções cutâneas a reações sistémicas graves.
  • Condições Médicas Pré-existentes: Pessoas com disfunções graves em órgãos vitais, como insuficiência hepática ou renal avançada, podem não ser elegíveis para este tratamento, uma vez que estas condições podem afetar a forma como o medicamento é processado e eliminado pelo organismo.
  • Gravidez e Amamentação: A utilização durante a gravidez e a amamentação não é recomendada, a menos que seja estritamente necessário e sob supervisão médica direta, devido à falta de dados conclusivos sobre a segurança para o feto ou para o lactente.
  • Idade: A segurança e eficácia em crianças e adolescentes não foram estabelecidas, pelo que o seu uso nesta faixa etária é geralmente desencorajado.
  • Interações Medicamentosas: Doentes que já estejam a tomar outros medicamentos, especialmente aqueles que afetam o sistema nervoso central ou que são metabolizados pelas mesmas vias enzimáticas, devem informar o seu médico, pois podem ocorrer interações significativas.

É fundamental que os doentes forneçam um historial médico completo e informem sobre todos os suplementos ou medicamentos que estejam a tomar antes de iniciar o Pacifol. Qualquer alteração no estado de saúde durante o tratamento deve ser comunicada de imediato ao médico assistente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil das interações do Pacifol baseia-se em três categorias documentadas: o reforço farmacodinâmico, a alteração da exposição farmacocinética e as restrições físicas de administração.

Classificação Interações Oficialmente Documentadas
Reforço Farmacodinâmico A coadministração com opioides, sedativos ou outros agentes analgésicos pode aumentar os efeitos anestésicos e a depressão cardiorrespiratória, levando potencialmente à redução do débito cardíaco. O uso do antibiótico Rifampicina está associado a relatos de hipotensão profunda durante a fase de indução.
Alteração da Exposição Farmacocinética Está documentado que o anticonvulsivante Valproato pode levar ao aumento dos níveis de propofol no sangue. Este aumento da exposição exige a consideração de uma dose mais baixa de propofol.
Restrições Físicas/Temporais A emulsão não deve ser misturada com outros produtos medicinais na mesma linha ou recipiente. A linha intravenosa deve ser lavada (flushing) antes da administração de Pacifol quando são utilizados certos Agentes Bloqueadores Neuromusculares.

Esta estrutura de interações inclui restrições formais, como a contraindicação em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos componentes da sua formulação, especificamente produtos de soja ou ovo. Adicionalmente, está documentado que o consumo de álcool potencia a depressão do sistema nervoso central.

Nota Específica para Populações: Os doentes idosos apresentam uma eliminação (depuração) alterada do fármaco, o que resulta em concentrações plasmáticas máximas mais elevadas. Esta alteração na farmacocinética predispõe esta população a efeitos cardiorrespiratórios mais intensos, incluindo hipotensão e apneia.

Mecanismo de ação

Inibição Central da Síntese de Prostaglandinas

O mecanismo principal do Pacifol envolve a inibição da atividade da enzima ciclo-oxigenase (COX) seletivamente no Sistema Nervoso Central (SNC), atuando como um co-substrato redutor para o sítio da peroxidase da enzima. Esta ação direcionada ao SNC reduz a síntese da Prostaglandina E2 (PGE₂), um mediador primário na sinalização da febre e da dor. A redução subsequente dos níveis de PGE₂ no hipotálamo resulta na diminuição do ponto de regulação hipotalâmico e numa redução da temperatura corporal central (antipirese).

Modulação das Vias Descendentes da Dor

O Pacifol é convertido no metabolito bioativo AM404, que ativa vias secundárias que modulam a sinalização da dor. O AM404 interage com o recetor de Potencial de Recetor Transitório Vaniloide-1 (TRPV1) e com o sistema endocanabinoide, modulando a atividade dos sinais inibitórios descendentes da dor que se projetam do cérebro para a medula espinhal. Este mecanismo multi-recetor contribui para um aumento do limiar central da dor, o que constitui uma consequência fisiológica característica deste processo.

Informações sobre dosagem e administração

O Pacifol (Propofol) é administrado exclusivamente por via intravenosa (IV) sob a forma de uma emulsão lipídica estéril de cor branca. Por ser um agente potente, o seu protocolo de utilização baseia-se numa titulação individualizada para atingir e manter a profundidade de inconsciência ou de sedação necessária, conforme definido nas informações de prescrição regulamentadas.

Princípios de Administração e Posologia

A administração está estruturada em torno de duas utilizações principais, que requerem diferentes princípios de dosagem e de procedimento:

  • Titulação e Ajuste: A dosagem é determinada pela resposta do doente, exigindo uma administração lenta e controlada. Deve ser respeitado um intervalo mínimo de três a cinco minutos entre os ajustes de dose para avaliar devidamente o efeito clínico antes de se proceder a nova titulação.
  • Indução de Anestesia: Na maioria dos adultos saudáveis, a indução da anestesia geral é normalmente alcançada com uma variação de dose de 2 a 2,5 mg/kg por injeção intravenosa. A manutenção do estado anestésico é geralmente conseguida através de uma perfusão contínua de 100 a 200 mcg/kg/min.
  • Sedação em UCI: Quando utilizado para sedação a longo prazo em doentes com ventilação mecânica, a dose de manutenção varia habitualmente entre 5 e 50 mcg/kg/min. Os protocolos de utilização exigem que a dosagem seja titulada diariamente para a taxa mínima eficaz.

Manuseamento e Uso em Populações Específicas

Devido à sua formulação, é necessária uma técnica assética rigorosa durante o manuseamento e a administração da emulsão. O produto destina-se apenas a uso num único doente, devendo qualquer porção não utilizada ser descartada dentro do limite de tempo especificado para prevenir contaminações.

  • Doentes Idosos ou Debilitados: Para adultos mais velhos ou doentes debilitados, a dose necessária é inferior. A dose deve ser reduzida (por exemplo, indução de 1 a 1,5 mg/kg) e a administração deve ser realizada lentamente; deve evitar-se a injeção rápida em bólus.

Evidência clínica recente

Pacifol: Evidência Clínica Recente

Esta secção resume a investigação clínica realizada sobre o fármaco. Globalmente, os estudos investigaram o potencial do medicamento em doentes adultos, com resultados que variam consoante os desenhos da investigação. A investigação analisou o potencial papel do fármaco na condição clínica em questão. Os ensaios clínicos exploraram se a sua utilização estava associada a uma melhoria no prognóstico a longo prazo dos doentes.


Avaliação de Eficácia e Segurança

Os estudos primários exploraram se a administração do fármaco estava associada a efeitos mensuráveis na dor e na inflamação.

  • Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA): A maioria dos ECA foram do tipo duplamente cego e controlados por placebo. Os estudos exploraram se o fármaco estava associado a um efeito tanto em casos ligeiros como graves. Os resultados foram inconsistentes entre os estudos, com alguns a relatarem uma alteração observada e outros a não mostrarem qualquer diferença em comparação com o placebo.
  • Estudos Observacionais: Estes estudos comunicaram geralmente resultados que se alinham com as conclusões dos ECA. No entanto, as limitações no desenho dos estudos exigem cautela ao considerar possíveis relações de causa e efeito. Nas populações estudadas, a observação inicial do efeito variou, com alguns estudos a relatarem alterações na primeira semana.

Populações Estudadas na Investigação Clínica

A investigação caracterizou os acontecimentos adversos relatados, mas este resumo foca-se nas populações dos estudos e nos resultados encontrados. Indivíduos com condições cardíacas pré-existentes foram, geralmente, excluídos ou não foram incluídos nos ensaios clínicos primários.

  • Idade e Gravidade: A investigação centrou-se principalmente em adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Os estudos exploraram o potencial efeito do fármaco tanto em casos ligeiros como graves da condição.
  • Investigação Comparativa: Estudos de comparação direta que avaliassem o fármaco face a outras opções de tratamento não estavam amplamente disponíveis ou apresentaram resultados mistos.

Outros Resultados Explorados na Investigação

A investigação analisou se a utilização do fármaco estava associada a alterações na qualidade de vida e nos padrões de sono. Os resultados nestes desfechos secundários foram inconsistentes.

  • Estudos de Combinação: Os estudos avaliaram o fármaco em combinação com a Substância A. As investigações exploraram o potencial efeito da combinação na absorção. Os resultados relatados foram mistos.

Esta informação resume apenas dados de estudos e não substitui o julgamento clínico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Common questions about Pacifol (FAQ)

Q: O Pacifol causa aumento ou perda de peso?

A informação oficial indica que o Pacifol é formulado como uma emulsão lipídica (gordura). Devido a esta composição, a informação do produto recomenda que os níveis de lípidos no sangue sejam monitorizados em doentes que possam apresentar risco de sobrecarga de gordura. Alterações metabólicas, como o ganho ou a perda de peso, não estão especificamente listadas entre os efeitos adversos comuns ou raros documentados no perfil de segurança oficial.

Q: O Pacifol pode afetar o sono ou causar sonolência durante o dia?

O Pacifol é classificado como um agente anestésico e hipnótico, o que significa que causa sonolência e redução da consciência. Devido a esta propriedade, a informação oficial do medicamento refere que os doentes podem sentir tonturas ou sonolência. O fármaco é tipicamente administrado num contexto médico controlado, onde os doentes são monitorizados de perto até que os efeitos desapareçam.

Q: O Pacifol pode ser utilizado durante a gravidez ou a amamentação?

Os documentos regulamentares aconselham que o Pacifol deve ser utilizado durante a gravidez apenas se for claramente determinado que o benefício supera os riscos potenciais. Geralmente, não é recomendado para anestesia obstétrica porque o fármaco pode atravessar a placenta. O Pacifol é excretado no leite humano em pequenas quantidades e a orientação oficial aconselha precaução relativamente à amamentação após a administração, podendo recomendar a interrupção temporária da mesma.

Q: O Pacifol é seguro para pessoas com problemas renais ou hepáticos?

As orientações oficiais estabelecem que o Pacifol é contraindicado em indivíduos com doença hepática ativa grave ou insuficiência hepática grave. A utilização requer precaução e, possivelmente, um ajuste de dose em casos de insuficiência renal grave ou outras condições hepáticas ativas. A utilização nestas populações de doentes está sujeita a avisos regulamentares específicos, sendo estas condicionantes geridas pelo profissional de saúde responsável.

Q: Que evidência científica apoia a utilização do Pacifol?

A investigação clínica, baseada principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), analisou o potencial papel do fármaco em adultos, explorando os seus efeitos na inflamação e na dor. Os resultados foram mistos entre os diversos desenhos de investigação, com alguns relatórios a notar efeitos potenciais e outros a não mostrar diferença quando comparados com um placebo. Esta informação resume apenas dados de estudos.

Q: É necessário tomar o Pacifol a uma hora específica do dia?

O Pacifol é administrado exclusivamente por via intravenosa (IV) num ambiente médico controlado para procedimentos específicos ou sedação. A dosagem baseia-se nas necessidades clínicas individuais e na resposta do doente, como para um procedimento ou sedação prolongada em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), em vez de ser programada para uma hora fixa do dia.

Q: O Pacifol alterará significativamente a minha personalidade ou o meu humor?

Os dados oficiais de segurança documentam acontecimentos adversos que afetam o sistema nervoso e categorias psiquiátricas, incluindo agitação, ansiedade e confusão durante a fase de recuperação. No entanto, alterações significativas ou duradouras na personalidade não estão incluídas entre as reações adversas comuns ou de longo prazo documentadas no perfil de segurança oficial.

Q: É possível desenvolver tolerância ao Pacifol com o tempo?

O protocolo oficial para sedação prolongada em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) com Pacifol envolve a titulação diária (ajuste gradual) da dosagem para garantir que se mantém a taxa mínima eficaz. Embora o termo 'tolerância' não seja explicitamente utilizado no rótulo regulamentar, o protocolo de titulação envolve o ajuste contínuo da dosagem para manter o efeito clínico pretendido.

Q: O Pacifol pode afetar a minha pressão arterial ou o ritmo cardíaco?

Sim, os dados oficiais de segurança listam claramente a hipotensão (pressão arterial baixa) e a bradicardia (ritmo cardíaco lento) como reações adversas comuns associadas à administração de Pacifol. Estes efeitos cardiovasculares são esperados e monitorizados de perto durante a utilização do medicamento.

Q: Existem limitações religiosas ou culturais indicadas para o uso do Pacifol?

A formulação do Pacifol é uma emulsão lipídica para injeção que tipicamente contém ingredientes derivados de óleo de soja e lecitina de ovo. O rótulo oficial inclui uma contraindicação para doentes com hipersensibilidade conhecida a produtos de soja ou de ovo. Esta contraindicação é relevante para doentes com hipersensibilidade conhecida a componentes de soja ou de ovo.

Q: É normal ter sonhos vívidos enquanto se toma Pacifol?

As listas oficiais de reações adversas incluem relatos raros de delírio ou alucinações durante o despertar da anestesia. Sonhos vívidos não estão explicitamente listados, mas a documentação refere este tipo de efeitos neurológicos associados ao fármaco.

Q: Existe informação oficial sobre a eficácia do Pacifol em diferentes grupos etários?

A informação oficial refere que os adultos mais velhos apresentam um clearance alterado do fármaco e requerem uma dose de indução reduzida e uma administração mais lenta devido a um risco acrescido de efeitos cardiorrespiratórios. A eficácia na população pediátrica está sujeita a restrições específicas de idade e indicação, não estando geralmente estabelecida para certos grupos de doentes jovens.

Q: O Pacifol pode causar sensibilidade à luz solar?

As listas oficiais de acontecimentos adversos documentam reações na pele e anexos, tais como rubor transitório e erupção cutânea. No entanto, a fotossensibilidade (sensibilidade à luz solar) não está incluída entre as reações adversas dermatológicas documentadas no perfil de segurança oficial do medicamento.

Q: Porque é que por vezes se recomenda iniciar o Pacifol com uma quantidade baixa?

Os princípios oficiais de administração exigem o início com uma dose reduzida e uma administração lenta para populações de doentes específicas, como doentes idosos ou debilitados. Isto deve-se ao facto de estes indivíduos serem mais suscetíveis a efeitos cardiorrespiratórios acentuados, incluindo uma queda súbita da pressão arterial (hipotensão).

Q: O Pacifol é um medicamento tomado todos os dias ou apenas quando necessário?

O Pacifol é um anestésico e hipnótico potente de curta duração. É utilizado para a indução e manutenção da anestesia geral em procedimentos médicos ou para sedação em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Não é prescrito para uso diário rotineiro fora destes contextos médicos monitorizados continuamente.

Q: O Pacifol pode causar problemas na condução ou na utilização de máquinas?

Devido ao potencial de sonolência e redução do estado de alerta mental, a informação oficial indica que atividades como conduzir, operar máquinas ou assinar documentos legais devem ser evitadas até que um profissional de saúde determine que é seguro fazê-lo.

Q: Qual é a finalidade do revestimento ou design único do comprimido de Pacifol?

O Pacifol é um medicamento formulado como uma emulsão lipídica estéril para injeção, o que significa que é um líquido administrado apenas por via intravenosa (IV). Não está disponível numa forma sólida, como comprimido ou cápsula, e, portanto, não possui revestimento ou design de comprimido.

Q: Existe alguma preocupação em tomar Pacifol antes ou depois de uma cirurgia?

O Pacifol é um anestésico potente de curta duração utilizado durante um procedimento. Após receber Pacifol, os doentes são geralmente aconselhados a evitar conduzir, operar máquinas ou assinar documentos legais durante um período recomendado pelo seu profissional de saúde, devido à possível sonolência residual e redução da capacidade mental.

Q: Qual é a diferença entre a marca Pacifol e quaisquer versões genéricas?

Por definição regulamentar, uma versão genérica contém a mesma substância ativa (propofol) na mesma quantidade e provou ter a mesma qualidade, eficácia e segurança que o produto de marca. As diferenças podem estar relacionadas com os ingredientes inativos (excipientes) utilizados na formulação ou com o aspeto físico do frasco.

Q: O Pacifol tem um elevado potencial de utilização indevida?

O Pacifol não é classificado como uma substância controlada, mas o seu rótulo regulamentar inclui relatos de abuso e dependência de substâncias. A sua administração está restrita a contextos médicos e está sujeita a supervisão médica próxima e contínua.

Como Pacifol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Pacifol?

O Pacifol (Propofol) é uma emulsão lipídica estéril para injeção que exige o cumprimento rigoroso de normas regulamentares de conservação e eliminação para preservar a sua integridade e evitar contaminações.

Requisitos de Conservação

O produto deve ser conservado a uma temperatura que não exceda os 25°C e não deve ser congelado. O congelamento pode comprometer a estabilidade física da emulsão. O recipiente deve ser agitado antes da utilização para garantir que o conteúdo se apresenta de forma homogénea; o produto não deve ser utilizado se forem visíveis duas camadas distintas no interior do frasco.

Manuseamento e Estabilidade Durante a Utilização

O Pacifol destina-se a uma única utilização. Devido ao risco de contaminação microbiana, deve ser mantida uma técnica assética rigorosa durante o manuseamento. A administração deve estar concluída no prazo de 12 horas após a abertura ou a perfuração do selo do recipiente.

Instruções de Eliminação

Qualquer quantidade de medicamento não utilizada que permaneça no recipiente ou na linha de perfusão após o limite de 12 horas deve ser descartada imediatamente. A eliminação de todo o produto não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser realizada em conformidade com os requisitos locais aplicáveis aos resíduos de produtos medicinais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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