Micrasim

Links rápidos para seções importantes

Micrasim

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Micrasim

O que é o Micrasim? Identidade e Propósito Geral

Propriedade Descrição
Substância ativa Pancreatina (Lipase, Amílase, Protease)
Forma farmacêutica Cápsulas duras com pellets gastrorresistentes
Classe farmacológica Preparado de enzimas digestivas
Objetivo geral Suplementação em casos de má digestão
Origem Natural, derivada de enzimas pancreáticas porcinas

Que tipo de medicamento é o Micrasim (Pancreatina)?

O Micrasim está classificado como um preparado de enzimas digestivas, funcionando como um medicamento de substituição enzimática. Trata-se de um fármaco polienzimático no qual o componente ativo central é o complexo conhecido como Pancreatina. As enzimas pancreáticas são essenciais para a decomposição dos alimentos, o que confirma o papel deste fármaco como um suplemento funcional concebido para abordar um défice digestivo.

Composição e Forma Gastrorresistente Especializada

A substância ativa, a Pancreatina, é uma mistura de três enzimas pancreáticas fundamentais — Lipase, Amílase e Protease — e tem confirmada a sua derivação a partir de enzimas pancreáticas porcinas, estabelecendo a sua origem natural.

O Micrasim distingue-se pela sua formulação em cápsulas de gelatina dura que contêm milhares de pellets (ou microgrânulos) muito pequenos com revestimento entérico. Esta dimensão dos microgrânulos é crucial para garantir que o preparado enzimático se misture rápida e homogeneamente com o bolo alimentar. Este revestimento gastrorresistente especializado protege a atividade enzimática de ser destruída pela elevada acidez do estômago, assegurando que as enzimas sejam libertadas intactas primordialmente no intestino delgado (duodeno).

Objetivo Geral da Suplementação Enzimática

O objetivo geral do Micrasim é facilitar a decomposição química completa de gorduras, hidratos de carbono e proteínas através da suplementação enzimática e da hidrólise. As enzimas pancreáticas desempenham um papel essencial na digestão. Ao apoiar uma digestão eficiente dentro do lúmen intestinal, a utilização de Micrasim ajuda diretamente a atenuar o problema funcional subjacente de má digestão, oferecendo suporte a indivíduos que necessitem de atividade enzimática pancreática suplementar com as refeições.

Quais efeitos secundários são possíveis com Micrasim?

Reações Adversas e Perfil de Segurança

O Micrasim (pancreatina, derivada do pâncreas suíno) é um medicamento sujeito a receita médica utilizado para substituir enzimas pancreáticas. O seu perfil de segurança é definido principalmente por perturbações gastrointestinais e pelo risco de reações adversas graves, embora raras.


Categorias Principais de Reações Adversas

As reações adversas são classificadas por Classe de Sistemas de Órgãos (SOC), sendo que os eventos comunicados com maior frequência afetam as Doenças gastrointestinais.

Classificação Classe de Sistema de Órgãos (SOC) Exemplos de Efeitos Relatados
Muito Frequentes Doenças gastrointestinais Dor abdominal
Frequentes Doenças gastrointestinais Náuseas, vómitos, obstipação, distensão abdominal, diarreia
Pouco Frequentes/Raros Doenças do sistema imunitário, Doenças cutâneas Reações de hipersensibilidade (erupção cutânea, prurido, urticária)

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

As reações adversas graves mais importantes associadas à terapêutica de substituição de enzimas pancreáticas, incluindo o Micrasim, são as reações anafiláticas (uma forma de hipersensibilidade grave e potencialmente fatal) e a colonopatia fibrosante.

A colonopatia fibrosante é uma patologia rara e grave que envolve o espessamento e a cicatrização da parede intestinal, o que pode levar à obstrução intestinal. O risco está especificamente associado a doses elevadas de produtos de substituição de enzimas pancreáticas, particularmente na população pediátrica com fibrose quística. Doses superiores a 10.000 unidades de lipase por quilograma de peso corporal por dia foram associadas a esta condição.

Relativamente à hipersensibilidade, dada a origem suína das enzimas, as reações alérgicas generalizadas e, raramente, o choque anafilático são riscos documentados. É recomendada precaução especial para doentes com alergias conhecidas a proteínas de porco.

Monitorização de Segurança e Limitações

Os doentes com fibrose quística que apresentem sintomas abdominais invulgares ou alterações nos mesmos, particularmente com doses elevadas, requerem uma monitorização rigorosa para deteção de sinais de colonopatia fibrosante. Além disso, devido à formulação gastrorresistente, as cápsulas ou grânulos devem ser engolidos intactos, de modo a prevenir a dor oral, a irritação e a libertação prematura de enzimas na boca, o que poderia comprometer a eficácia e a segurança do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações e Riscos de Sobredosagem

A sobredosagem de Micrasim (Pancreatina) está descrita nas informações oficiais tanto em condições de ingestão maciça aguda como de uso crónico que exceda os limites terapêuticos. Uma sobredosagem aguda, envolvendo a ingestão de doses extremamente elevadas, pode resultar em alterações bioquímicas como a hiperuricosúria e a hiperuricémia (níveis elevados de ácido úrico na urina e no sangue, respetivamente). A sobredosagem pode também apresentar sintomas gastrointestinais agudos, tais como desconforto abdominal, náuseas e vómitos.

Um risco grave a longo prazo associado ao uso crónico de doses elevadas, particularmente em doentes pediátricos com fibrose quística, é o potencial desenvolvimento de colonopatia fibrosante (estenoses do cólon). Este risco estrutural é especificamente destacado sempre que a exposição diária a unidades de lipase excede os limiares de precaução estabelecidos.

Quando Procurar Ajuda Médica Urgente

A gestão de uma suspeita de sobredosagem é baseada em medidas sintomáticas e de suporte, envolvendo frequentemente a interrupção da terapêutica enzimática e uma reidratação adequada, uma vez que não existe um antídoto específico documentado.

Deve procurar-se assistência médica imediata se forem observados sinais de uma reação alérgica grave (hipersensibilidade), uma vez que estes são potencialmente fatais e requerem atenção urgente. Adicionalmente, os doentes que tomam doses elevadas e que desenvolvam sintomas abdominais invulgares ou que se agravem necessitam de uma avaliação médica imediata para excluir a possibilidade de complicações graves, como a colonopatia fibrosante.

Usos terapêuticos de Micrasim

Usos e benefícios do Micrasim

O Micrasim é um medicamento indicado para o tratamento da insuficiência pancreática exócrina, uma condição em que o pâncreas não produz enzimas suficientes para digerir adequadamente os alimentos. Esta deficiência ocorre frequentemente em doentes com fibrose quística, pancreatite crónica, obstrução dos canais biliares ou pancreáticos, ou em indivíduos que foram submetidos a cirurgia gastrointestinal, como a remoção parcial ou total do pâncreas.

A principal função deste fármaco é substituir as enzimas digestivas naturais (lipase, amilase e protease), permitindo que o organismo processe e absorva nutrientes essenciais, como gorduras, proteínas e hidratos de carbono. Ao facilitar a digestão, o Micrasim ajuda a prevenir a má absorção e as complicações nutricionais associadas à disfunção pancreática.

Os benefícios clínicos da utilização do Micrasim incluem o alívio de sintomas gastrointestinais comuns resultantes da digestão incompleta, tais como a dor abdominal, o inchaço e a esteatorreia (fezes gordurosas). Além disso, ao promover uma absorção eficiente de nutrientes, o tratamento contribui para a manutenção ou ganho de peso e para a melhoria do estado nutricional geral do doente, sendo um componente fundamental na gestão a longo prazo de condições crónicas que afetam o pâncreas.

Critérios de utilização e restrições

O Micrasim (Pancreatina) está indicado para a utilização em doentes adultos e pediátricos com diagnóstico documentado de Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE), uma condição em que o organismo não produz enzimas digestivas em quantidade suficiente. Isto inclui doentes com IPE resultante de fibrose quística ou pancreatite crónica.

Restrições Oficiais de Elegibilidade

Classificação Regra (Conforme as Informações Regulamentares Oficiais)
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade conhecida ou alergia a proteínas de origem suína não devem utilizar o medicamento, uma vez que as enzimas ativas são derivadas do pâncreas de suíno.
Uso Condicional (Precaução) Recomenda-se precaução em doentes com comorbilidades existentes, tais como gota, hiperuricémia (níveis elevados de ácido úrico) ou comprometimento renal (doença renal).
Restrição de Idade O medicamento está aprovado para todos os grupos etários, incluindo lactentes. É assinalada uma precaução especial para crianças com menos de 12 anos com fibrose quística a receber doses elevadas, devido ao risco documentado de colonopatia fibrosante.
Gravidez/Amamentação O uso durante a gravidez é permitido apenas se for claramente necessário. O uso durante a amamentação é geralmente considerado aceitável, mas recomenda-se precaução.

Estes domínios definem a população de doentes elegível para tratamento com base estritamente nas informações oficiais aprovadas pelas entidades competentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Micrasim (Pancreatina) descreve interações baseadas na interferência funcional no trato gastrointestinal, em vez de alterações metabólicas sistémicas. Os documentos normativos especificam que não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa relativos a vias farmacocinéticas sistémicas.


Interações Farmacodinâmicas e de Exposição

A coadministração com inibidores da alfa-glucosidase, especificamente fármacos como a Acarbose e o Miglitol, está documentada como resultando numa diminuição do efeito terapêutico do inibidor. Esta interação é classificada como um antagonismo farmacodinâmico.

Além disso, o medicamento pode prejudicar a absorção de certos suplementos administrados por via oral. A administração conjunta com preparações de Ferro ou Ácido Fólico leva a uma redução da absorção gastrointestinal destes suplementos, resultando numa menor exposição sistémica à substância coadministrada.


Restrições no Tempo de Administração

Uma restrição importante nas interações envolve a coadministração de antiácidos que contenham Cálcio ou Magnésio. As informações oficiais indicam que estas substâncias devem ser separadas no tempo da administração do Micrasim. Esta restrição temporal é necessária para evitar a destruição prematura do revestimento gastrorresistente especializado do medicamento pelos componentes alcalinos do antiácido. Não existem interações documentadas mediadas por enzimas CYP ou transportadores de fármacos (P-gp) nas fontes oficiais.

Mecanismo de ação

Modulação de via dupla

O Micrasim é uma pequena molécula que modula a expressão e a atividade do ligando do recetor ativador do fator nuclear kappa-B (RANKL). Esta ação resulta numa diminuição da osteoclastogénese e num aumento do tempo de vida dos osteoblastos.


Sinalização intracelular e inibição

O Micrasim também se liga de forma não covalente ao centro ativo da Catepsina K (CTSK), uma endopeptidase expressa nos osteoclastos, inibindo assim a sua atividade de clivagem enzimática. A inibição da CTSK impede a dissolução da matriz óssea orgânica, limitando o processo de reabsorção óssea.


Perfil farmacocinético

O Micrasim é metabolizado principalmente pela enzima CYP3A4, formando metabolitos inativos.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Micrasim: Diretrizes Oficiais de Administração

O Micrasim, uma preparação de enzimas digestivas, é utilizado de acordo com diretrizes oficiais específicas para garantir que as enzimas pancreáticas ativas sejam entregues no intestino delgado. Os princípios de administração são estritamente procedimentais, focados no momento da toma, na individualização da dose e na proteção da formulação gastrorresistente.


Protocolo de Administração

Área da Diretriz Resumo das Instruções Oficiais
Via de Administração Apenas para uso oral.
Esquema Posológico A dosagem é individualizada com base no peso corporal do doente, no grau de má absorção de gorduras e na ingestão de gordura na dieta. As doses iniciais para adultos começam tipicamente nas 500 unidades de Lipase/kg por refeição. Geralmente, a dosagem não deve exceder as 2.500 unidades de Lipase/kg por refeição.
Momento e Frequência O medicamento deve ser tomado durante todas as refeições e todos os lanches para garantir que as enzimas se misturem completamente com o bolo alimentar. A dose diária total é dividida e administrada ao longo do dia.

Requisitos de Procedimento e Manuseamento

As cápsulas de Micrasim contêm milhares de grânulos gastrorresistentes que requerem um manuseamento específico para os proteger da destruição pelo ácido gástrico.

  • Deglutição: As cápsulas devem ser engolidas inteiras com uma quantidade suficiente de líquido.
  • Integridade dos Grânulos: Os grânulos não devem ser esmagados nem mastigados para preservar o revestimento entérico.
  • Administração em caso de Dificuldade de Deglutição: Se a cápsula não puder ser engolida inteira, pode ser aberta e os grânulos polvilhados sobre uma pequena quantidade de alimentos pastosos e ácidos (por exemplo, puré de maçã ou iogurte). Esta mistura deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada.
  • Uso Pediátrico: A dosagem para lactentes e crianças é baseada no peso. Para lactentes com menos de 12 meses, a dose é administrada por volume de leite artificial ou aleitamento materno.

O Micrasim destina-se a uma terapêutica de substituição enzimática contínua e de longo prazo e não é utilizado em ciclos curtos e cíclicos. Se uma dose for esquecida, esta deve ser saltada e o doente deve tomar a próxima dose agendada com a refeição ou lanche seguinte.

Evidência clínica recente

Evidências da investigação / Visão geral dos estudos sobre o Micrasim


Evidência para o uso na Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE)

A maioria da investigação realizada sobre esta preparação consistiu em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes ensaios foram frequentemente controlados por placebo para estudar as características da preparação enzimática. Os investigadores focaram-se em populações com Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE), que está associada a condições como a Fibrose Quística e a Pancreatite Crónica.

O principal desfecho monitorizado nestes estudos foi o Coeficiente de Absorção de Gordura (CFA), uma medição especializada utilizada para quantificar a proporção de gordura alimentar absorvida. A evidência descreveu padrões de dados observados nos estudos, onde os doentes monitorizados apresentaram medições específicas de absorção de gordura (CFA) durante o período do estudo. Esta evidência contribui para o panorama mais amplo da investigação relativa ao uso da preparação em protocolos de investigação para a suplementação enzimática.


Evidência para a gestão de sintomas na Dispepsia Funcional

A investigação também analisou a preparação enzimática em indivíduos com Dispepsia Funcional (DF), que se caracteriza por condições que envolvem períodos de sintomas acentuados, tais como o desconforto pós-prandial. Os estudos disponíveis para este fim são, geralmente, ensaios clínicos aleatorizados mais pequenos, desenhados para observar como os sintomas se alteravam em intervalos de tempo curtos e definidos.

Neste cenário de investigação, os principais resultados foram os desfechos relatados pelos doentes que descreviam a perceção de desconforto. Os estudos monitorizaram a utilização de escalas de intensidade de sintomas para acompanhar mudanças nas sensações de inchaço abdominal, enfartamento e flatulência após as refeições. Alguma investigação relatou medições de alterações nas pontuações de sintomas relatados pelos doentes para o desconforto pós-prandial em algumas das populações observadas. No entanto, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados podem ser mistos devido aos critérios de diagnóstico variáveis e às diversas apresentações de sintomas neste grupo.


O que o panorama da investigação mostra ser ainda incerto

Apesar dos dados substanciais relativos à medição central da absorção de gordura, aplicam-se várias limitações de investigação ao quadro geral. A limitação mais significativa é que a duração do acompanhamento foi limitada nos estudos de eficácia primária, o que significa que existem dados menos abrangentes sobre os resultados a longo prazo da utilização do medicamento ao longo de muitos anos. Além disso, falta evidência comparativa para muitas indicações não relacionadas com a IPE, e a qualidade da evidência varia entre os estudos quando se vai além das utilizações mais bem estabelecidas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Micrasim (FAQ)


P: Porque é que as enzimas do Micrasim têm origem porcina (porco)?

As substâncias ativas do Micrasim derivam de tecido pancreático porcino. As informações regulamentares indicam que esta fonte é utilizada porque estas enzimas (lipase, amilase e protease) são estruturalmente muito semelhantes às enzimas digestivas produzidas naturalmente pelo pâncreas humano. Esta semelhança torna-as adequadas para a utilização como terapia de substituição enzimática.


P: Como é que a concentração de lipase, amilase e protease no Micrasim se compara à produção natural do organismo?

O Micrasim é formulado para suplementar as enzimas em falta no organismo. A potência do medicamento é padronizada e medida em unidades de Lipase, Amilase e Protease. A dose específica é individualizada por um profissional de saúde para tratar o défice enzimático diagnosticado.


P: O Micrasim é seguro para utilização a longo prazo em condições crónicas?

O Micrasim destina-se geralmente a uma terapia de substituição enzimática contínua e a longo prazo em condições crónicas como a Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE). A informação de segurança oficial destaca o risco de colonopatia fibrosante associado a doses muito elevadas, particularmente em crianças com fibrose quística. As bulas regulamentares sublinham a importância de utilizar a dose mínima eficaz.


P: Qual é a evidência científica que apoia o uso do Micrasim na insuficiência pancreática?

Estudos e informações oficiais indicam que o Micrasim é eficaz na Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE). Os ensaios clínicos revistos em documentos regulamentares demonstraram uma melhoria no Coeficiente de Absorção de Gordura (CFA), que é uma medição fundamental utilizada para confirmar a melhoria no processamento de nutrientes.


P: Porque é que o Micrasim pode causar gases ou inchaço abdominal em algumas pessoas?

Gases e inchaço abdominal estão listados nos documentos regulamentares como efeitos secundários comuns. Estes podem ocorrer à medida que o medicamento começa a decompor ativamente os alimentos não digeridos nos intestinos.


P: É normal sentir dor abdominal ao tomar Micrasim?

A dor abdominal é classificada como um efeito secundário muito comum, o que significa que pode ser reportada frequentemente pelos doentes. Qualquer sintoma invulgar, grave ou persistente deve ser discutido com um profissional de saúde.


P: O Micrasim pode reduzir a eficácia dos suplementos de ferro?

Sim, os documentos regulamentares oficiais indicam uma interação conhecida. A toma de Micrasim em simultâneo com preparações de ferro ou ácido fólico pode levar a uma redução da absorção gastrointestinal destes suplementos. Os doentes devem discutir o horário de toma destes medicamentos com o seu profissional de saúde.


P: O Micrasim pode ser tomado com antiácidos e isso afeta a sua ação?

A administração de antiácidos que contenham Cálcio ou Magnésio deve ser separada no tempo da toma de Micrasim. A natureza alcalina destes produtos pode fazer com que o revestimento gastrorresistente se dissolva prematuramente, reduzindo potencialmente o efeito pretendido do medicamento.


P: Qual é a diferença entre o Micrasim e outros suplementos de enzimas digestivas comuns?

O Micrasim é um produto sujeito a receita médica e regulado pelas autoridades competentes. É especificamente formulado com um revestimento gastrorresistente para garantir que as enzimas são protegidas do ácido gástrico e libertadas intactas apenas no intestino delgado. Muitos suplementos de venda livre não estão sujeitos aos mesmos padrões regulamentares.


P: O Micrasim contém realmente as enzimas digestivas encontradas no corpo humano?

Sim, a substância ativa do Micrasim, a Pancreatina, é uma mistura de Lipase, Amilase e Protease. Estas são as principais enzimas que o pâncreas humano produz naturalmente para facilitar a decomposição e digestão dos alimentos.


P: O Micrasim pode ajudar na indigestão geral ou apenas em condições médicas específicas?

A informação oficial do produto refere que este é indicado para doentes com Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE) documentada, resultante de condições específicas como fibrose quística ou pancreatite crónica. Não está geralmente indicado para a indigestão comum ou ocasional.


P: Quanto tempo após a toma de uma dose de Micrasim posso esperar notar uma diferença na minha digestão?

O medicamento foi desenhado para atuar em conjunto com os alimentos. Estudos demonstram que o pico da atividade enzimática ocorre aproximadamente 30 minutos após a administração oral. Este tempo garante que as enzimas estejam presentes quando o bolo alimentar se encontra no intestino delgado.


P: O Micrasim funciona imediatamente ou precisa de tempo para se acumular no organismo?

O Micrasim atua localmente no trato digestivo para decompor os alimentos. Não é absorvido pela corrente sanguínea em quantidades significativas e, portanto, não se acumula no organismo. Atua em cada refeição com a qual é tomado.


P: O que acontece às enzimas do Micrasim após cumprirem a sua função no intestino delgado?

Após completarem a decomposição dos alimentos, as enzimas perdem gradualmente a sua atividade à medida que avançam pelos intestinos. São depois eliminadas naturalmente do organismo juntamente com os resíduos intestinais, conforme descrito na informação regulamentar.


P: O Micrasim é um tipo de probiótico ou funciona de forma diferente?

O Micrasim é classificado como uma preparação de enzimas digestivas utilizada para terapia de substituição enzimática. Não é um probiótico, uma vez que estes envolvem a introdução de bactérias vivas e benéficas no intestino. O Micrasim contém enzimas funcionais, não vivas.


P: O Micrasim pode ser utilizado em crianças? Como é habitualmente administrado?

O Micrasim está aprovado para utilização em todos os grupos etários, incluindo crianças. Para as crianças que não conseguem engolir a cápsula inteira, as orientações regulamentares permitem que os grânulos sejam misturados com uma pequena quantidade de alimentos pastosos ácidos ou líquidos, devendo ser engolidos sem mastigar.


P: O Micrasim está disponível em diferentes dosagens? Porque é que isso é importante?

Sim, o Micrasim está disponível em várias dosagens baseadas no número de unidades de Lipase. Isto é importante porque a dose correta deve ser individualizada com base no peso do doente, na gravidade da condição e na ingestão de gorduras na dieta.


P: O Micrasim pode causar ou agravar a obstipação?

Sim, a informação de segurança oficial lista a obstipação como um efeito secundário gastrointestinal comum. Se as alterações nos hábitos intestinais forem graves ou persistentes, os doentes devem discutir este aspeto com o seu profissional de saúde.


P: O Micrasim tem alguma interação conhecida com o consumo de álcool?

Não existem interações diretas documentadas entre o Micrasim e o álcool nas informações regulamentares. No entanto, as orientações oficiais sublinham a necessidade de limitar ou evitar o consumo de álcool, uma vez que este pode ter um impacto negativo nas condições pancreáticas subjacentes.


P: Existem diferentes formas de Micrasim, como comprimidos ou cápsulas?

O Micrasim é formulado em cápsulas de gelatina dura que contêm microgrânulos no seu interior. Não é fabricado nem comercializado na forma de comprimido convencional. O formato em cápsula é necessário para entregar os microgrânulos protegidos com revestimento entérico.


P: Porque é que algumas pessoas com um sistema digestivo normal tomam Micrasim?

O medicamento é indicado apenas para indivíduos com um diagnóstico de Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE). Não se destina a ser utilizado por indivíduos com uma função digestiva normal.


P: O Micrasim é utilizado principalmente para problemas na digestão de gorduras, proteínas ou hidratos de carbono?

O Micrasim é um fármaco polienzimático que contém Lipase, Amilase e Protease. Estas enzimas trabalham simultaneamente para facilitar a decomposição e digestão eficiente dos três principais macronutrientes: gorduras, hidratos de carbono e proteínas.


P: Qual é a diferença entre o Micrasim e um produto de pancreatina genérico?

O Micrasim é um produto de marca específico. Embora todos os produtos de pancreatina sujeitos a receita médica devam cumprir os mesmos padrões regulamentares de conteúdo enzimático e eficácia, um produto genérico pode diferir da marca nos seus ingredientes não ativos (excipientes) e na formulação específica.


P: Existem complicações conhecidas a longo prazo decorrentes do uso de Micrasim?

Os avisos oficiais referem um risco raro mas grave a longo prazo: a colonopatia fibrosante. Esta condição está associada ao uso de doses elevadas de terapia enzimática, particularmente em doentes pediátricos com fibrose quística. Este risco é gerido através de uma monitorização cuidadosa por parte de um profissional de saúde.


P: O Micrasim contém açúcar ou glúten que os doentes devam conhecer?

As bulas regulamentares listam todos os ingredientes não ativos, ou excipientes. Os doentes devem verificar o folheto informativo oficial da dosagem específica de Micrasim que estão a utilizar para confirmar a presença de componentes como açúcar, glúten ou corantes comuns, já que estes ingredientes podem variar.


P: O Micrasim pode ajudar na melhoria da absorção de vitaminas e nutrientes?

Sim, a função principal do Micrasim é decompor os alimentos, o que corrige a má digestão. Ao fazê-lo, melhora a capacidade do organismo de absorver vitaminas essenciais, gorduras e outros nutrientes que, de outra forma, seriam perdidos.


P: Porque é que é importante proteger os grânulos de Micrasim de um ambiente alcalino?

Os grânulos possuem um revestimento gastrorresistente desenhado para se dissolver apenas no intestino delgado. Um ambiente alcalino (como certos antiácidos ou alimentos/líquidos não ácidos) pode dissolver prematuramente este revestimento, o que inativaria as enzimas.


P: É normal sentir um ligeiro desconforto estomacal ao iniciar o Micrasim?

Sintomas digestivos como dor abdominal, náuseas ou vómitos estão classificados como efeitos secundários comuns ou muito comuns e podem ocorrer durante a terapia. Qualquer desconforto invulgar, grave ou persistente deve ser discutido com um profissional de saúde.


P: O que torna os grânulos de Micrasim "microgrânulos" e por que razão é que isso é benéfico?

O Micrasim contém partículas gastrorresistentes muito pequenas (microgrânulos). A informação regulamentar destaca que este tamanho reduzido é benéfico porque permite que as enzimas se misturem rápida e uniformemente com o bolo alimentar e passem pelo estômago à mesma velocidade que os alimentos, otimizando a digestão.

Como Micrasim deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Micrasim (Pancreatina)

O Micrasim, uma preparação enzimática, deve ser conservado e eliminado de acordo com as diretrizes oficiais para manter a estabilidade dos seus grânulos gastrorresistentes.

Condições de Conservação

Requisito Instrução Oficial
Temperatura Conservar à temperatura ambiente, tipicamente abaixo de 25°C. Não refrigerar nem congelar as cápsulas.
Recipiente Manter o recipiente bem fechado e conservar no frasco original para proteger o conteúdo da humidade.
Estabilidade Utilizar as cápsulas num prazo de um mês (30 dias) após a primeira abertura do frasco.
Segurança Infantil Manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Micrasim fora de prazo ou não utilizado não deve ser deitado fora juntamente com o lixo doméstico, nem eliminado através das águas residuais (lavatório ou sanita). O medicamento deve ser entregue numa farmácia ou eliminado de acordo com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Micrasim encontrado em:

ÍNDICE A-Z: