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Metotrexato

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Metotrexato

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Metotrexato (MTX)
Formas Farmacêuticas Comprimidos, Solução Injetável
Classe Farmacológica Antimetabolito, Antifolato
Objetivo Geral Controlo do crescimento celular e modulação do sistema imunitário
Origem Sintética (Análogo do Ácido Fólico)

O Metotrexato, conhecido internacionalmente como Methotrexate (MTX), é um fármaco sintético especializado, disponível apenas mediante receita médica. É classificado principalmente como um antimetabolito e um antifolato, o que significa que possui a capacidade química de interferir com processos metabólicos essenciais para a multiplicação das células. A sua estrutura química é um análogo deliberado do ácido fólico (uma vitamina do complexo B), permitindo-lhe interromper vias biológicas específicas.


Que Tipo de Medicamento é o Metotrexato (Methotrexate)?

O Metotrexato é um fármaco antifolato que atua através do bloqueio de uma enzima necessária para a síntese de componentes fundamentais do ADN e ARN celular. Este medicamento é clinicamente reconhecido pelo seu papel essencial em duas áreas distintas: o uso em doses elevadas como agente antineoplásico (utilizado contra o crescimento celular anómalo) e o uso em doses baixas como um Medicamento Antirreumático Modificador da Doença (DMARD). Estudos farmacológicos confirmam que o antagonismo específico desta molécula na via do folato é o que sustenta tanto as suas propriedades citotóxicas como as imunossupressoras. Sendo um produto de substância ativa única, o princípio ativo é o Metotrexato, frequentemente formulado como metotrexato sódico.


Composição, Formas e Objetivo Geral

O princípio ativo, Metotrexato, está disponível em múltiplas apresentações farmacêuticas para se adaptar às diversas necessidades dos doentes e estratégias terapêuticas. As formas farmacêuticas mais comuns incluem comprimidos orais e soluções injetáveis estéreis administradas por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa. O objetivo geral do Metotrexato é controlar a atividade de doenças graves, retardando a proliferação celular anómala e suprimindo a inflamação crónica causada por um sistema imunitário hiperativo. Por exemplo, é um tratamento de referência para doentes que necessitam de um controlo sistémico da artrite reumatoide grave ou da psoríase.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Metotrexato?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Metotrexato detalha potenciais reações adversas em vários sistemas do organismo, as quais são categorizadas por frequência na documentação regulamentar. Os efeitos são organizados desde "Muito Frequentes" a "Raros", proporcionando uma compreensão formal dos riscos expectáveis.

As reações adversas Muito Frequentes (que ocorrem em 10% ou mais dos pacientes) incluem a estomatite (aftas ou feridas na boca), náuseas, vómitos e a elevação transitória das enzimas hepáticas.

Os efeitos Frequentes (que ocorrem entre 1% a menos de 10% dos pacientes) podem envolver cefaleias (dores de cabeça), diarreia, fadiga e, significativamente, um risco grave de pneumonite intersticial (inflamação pulmonar). Estes eventos adversos são geralmente agrupados pela Classe de Sistemas de Órgãos que afetam, tais como distúrbios Gastrointestinais, do Sangue e Hepatobiliares.

As Reações Adversas Graves explicitamente documentadas nas informações oficiais incluem a mielossupressão grave (supressão da medula óssea), a hepatotoxicidade (risco de fibrose ou cirrose com a utilização a longo prazo) e a toxicidade pulmonar. Estes riscos graves exigem uma monitorização médica rigorosa.

Segurança em Populações Específicas: As diretrizes oficiais estabelecem que o medicamento é, geralmente, contraindicado em casos de insuficiência hepática ou renal grave, devido ao aumento do risco de toxicidade. É também contraindicado durante a gravidez para utilizações não oncológicas, devido à toxicidade embriofetal documentada. Os perfis de segurança observam que certos efeitos, como os problemas gastrointestinais, podem ser mais evidentes no início do tratamento, enquanto problemas crónicos, como os danos no fígado, estão associados à exposição a longo prazo.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de metotrexato pode ocorrer devido à ingestão de uma quantidade superior à prescrita ou, mais frequentemente, devido a um erro de medicação em que a dose semanal é tomada acidentalmente todos os dias. Isto pode levar a uma toxicidade grave e potencialmente fatal, ao afetar as células do organismo que se dividem rapidamente, tais como as da medula óssea e do trato gastrointestinal.

Sintomas de Sobredosagem/Toxicidade

Os sintomas de toxicidade pelo metotrexato podem surgir horas ou dias após o evento. É necessária ajuda médica imediata se aparecer algum destes sinais:

Sistema Sintomas
Gastrointestinal Náuseas graves, vómitos, diarreia persistente, feridas na boca (estomatite), hemorragia gastrointestinal.
Hematológico Febre, calafrios, dor de garganta, hematomas fáceis ou hemorragias invulgares (sinais de contagens baixas de células sanguíneas).
Respiratório Tosse seca nova ou que se agrava, febre, falta de ar.
Renal/Hepático Diminuição ou aumento significativo da micção, amarelecimento da pele ou dos olhos (icterícia), fadiga grave.

Quando Procurar Ajuda

Contacte imediatamente os serviços de emergência locais se você ou outra pessoa tiver tomado uma dose de metotrexato que seja superior ou mais frequente do que a prescrita.

Além disso, procure aconselhamento médico urgente junto do seu médico prescritor ou de um serviço de urgência se desenvolver quaisquer sintomas de toxicidade grave, especialmente problemas gastrointestinais persistentes, sinais de infeção ou hemorragias invulgares, durante a terapia. O tratamento para a toxicidade grave, que pode envolver a administração de um antídoto como a leucovorina (ácido folínico) ou a glucarpidase, deve ser iniciado o mais rapidamente possível.

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Usos terapêuticos de Metotrexato

O que o Metotrexato trata: principais utilizações e benefícios

O metotrexato é um medicamento aplicado em diversos domínios terapêuticos para a gestão de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. A sua utilização visa principalmente o controlo de sintomas que interferem com o funcionamento diário e que criam um esforço fisiológico visível. O medicamento é relevante em contextos clínicos onde a gestão de suporte dos sintomas é adequada e contribui para aliviar a carga sintomática global. A sua utilização é considerada relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados.

O medicamento é habitualmente utilizado em condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos. É também aplicado em contextos marcados por desequilíbrio fisiológico temporário. Ao abordar estas questões, o medicamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional e proporciona um alívio de suporte.

“Ajuda os pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas, aliviando o mal-estar associado a manifestações persistentes.”

Facto Rápido: Foco em Sintomas que Interferem com o Funcionamento Diário

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Metotrexato

Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos para a utilização do metotrexato, estabelecidos principalmente através de uma lista de contraindicações absolutas e de restrições específicas para determinadas populações.


Âmbito de Elegibilidade

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos com artrite reumatoide grave ou psoríase, e Pacientes Pediátricos (com idade igual ou superior a 3 anos) para indicações oncológicas e reumatológicas específicas, como a Artrite Idiopática Juvenil poliarticular (AIJp).
Populações para as quais o uso não é recomendado Crianças com menos de 3 anos de idade, devido à insuficiência de dados sobre a eficácia e segurança nesta faixa etária.
Populações para as quais o uso é contraindicado Mulheres grávidas (no tratamento de doenças não neoplásicas) e mulheres a amamentar.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade A utilização em adultos mais velhos exige extrema precaução e a consideração de uma redução da dose devido ao potencial declínio da função orgânica associado à idade.
Regras de elegibilidade por condição específica Contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), doença hepática alcoólica ou discrasias sanguíneas pré-existentes (ex.: leucopenia grave, anemia significativa).

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

O estado reprodutivo exige a utilização obrigatória de contraceção eficaz, tanto para pacientes do sexo feminino como masculino com potencial reprodutivo, durante o tratamento e por um período especificado após a sua conclusão. Quanto à função orgânica, pacientes com insuficiência renal moderada (depuração da creatinina entre 30-59 mL/min) ou acumulação de líquidos (como ascite ou derrame pleural) requerem um ajuste posológico e uma monitorização clínica cuidadosa. Relativamente à imunidade, o medicamento é contraindicado em pacientes com síndromes de imunodeficiência ou infeções graves ativas, como por exemplo a tuberculose.

Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares estruturam a elegibilidade impondo contraindicações absolutas baseadas no estado reprodutivo, na função de órgãos críticos e em condições hematológicas ou imunitárias pré-existentes. A utilização em populações aprovadas é condicional, exigindo a adesão a ajustes rigorosos baseados na idade e no estado funcional do organismo.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do metotrexato é definido principalmente pelos seus efeitos na exposição sistémica e pelo risco de toxicidade aditiva, conforme documentado nas diretrizes regulamentares.

Classificação Produtos com Interação Clinicamente Significativa
Risco de Aumento da Exposição AINEs (ex.: Ibuprofeno, Naproxeno): A coadministração pode elevar e prolongar os níveis séricos de MTX, aumentando o risco de toxicidade. Inibidores da Bomba de Protões (IBP) (ex.: Omeprazol): O uso concomitante pode também atrasar a eliminação do MTX e elevar a sua concentração. Antibióticos Orais (ex.: Penicilinas, Tetraciclinas): Podem reduzir a eliminação renal do MTX.
Risco de Toxicidade Aditiva Outros Agentes Hepatotóxicos (ex.: Fluconazol): Aumenta o risco de danos no fígado. Radioterapia: Pode aumentar o risco de necrose dos tecidos moles e osteonecrose. Outros Antifolatos (ex.: Trimetoprima/Sulfametoxazol): Potenciam os efeitos antifolatos, podendo causar supressão da medula óssea.
Contraindicações Formais Vacinas Vivas: Proibidas devido ao risco associado à imunossupressão. Consumo Crónico de Álcool: Oficialmente restringido devido ao aumento significativo do risco de hepatotoxicidade.

Contexto e Restrições das Interações

O mecanismo mais comummente documentado é a competição pelos locais de excreção tubular renal, o que leva a uma maior exposição ao metotrexato. O Ácido Fólico ou o Ácido Folínico são agentes documentados e utilizados para modular e reduzir toxicidades específicas do MTX. Aplicam-se precauções específicas a pacientes com função renal comprometida ou acumulação patológica de líquidos (como ascite), uma vez que estas condições reduzem a eliminação do metotrexato, aumentando significativamente o risco de acumulação e toxicidade inesperada. É também necessária monitorização em pacientes idosos devido a uma potencial diminuição da depuração (clearance).

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Mecanismo de ação

Como funciona o Metotrexato

O metotrexato (MTX) utiliza uma estratégia de dupla ação para modular a atividade imunitária e o crescimento celular, interferindo com vias metabólicas e de sinalização fundamentais.

A principal ação molecular é a inibição competitiva da enzima di-hidrofolato redutase (DHFR). Este bloqueio impede a formação de cofatores essenciais de tetra-hidrofolato, que são necessários para a síntese dos componentes estruturais do ADN e ARN. Este mecanismo suprime a multiplicação de células altamente ativas, alterando assim os padrões de sinalização que impulsionam o crescimento celular excessivo.

Os efeitos anti-inflamatórios são impulsionados por metabolitos ativos, os Poliglutamatos de Metotrexato (MTX-PGs). Estes metabolitos inibem indiretamente a enzima ATIC (AICAR Transformilase), causando um aumento da adenosina extracelular. A adenosina atua em recetores de adenosina específicos nas células imunitárias, iniciando uma cascata que suprime vias inflamatórias principais e reduz a libertação de citocinas pró-inflamatórias. Isto contribui para a modulação sistémica de vias de sinalização imunitária sobreativas.

No entanto, a atividade funcional plena é condicionada por um processo lento e dependente do tempo: a necessidade de os MTX-PGs se acumularem gradualmente no interior das células-alvo para inibir a ATIC, o que é uma limitação inerente a esta cascata mecanística.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Metotrexato

A administração do metotrexato é rigorosamente determinada pela sua aplicação terapêutica, existindo distinções fundamentais entre regimes de doses baixas e doses elevadas. No tratamento de condições inflamatórias, como a artrite reumatoide ou a psoríase, o medicamento deve ser administrado segundo um esquema estritamente semanal, quer numa dose única, quer dividida em três tomas ao longo de um período de 36 horas. A dose consiste habitualmente numa quantidade fixa de miligramas, iniciando-se frequentemente nos 7,5 mg e, de uma forma geral, não ultrapassando os 25 mg por semana, dependendo da via de administração e das especificações constantes nas informações de prescrição.


O fármaco é disponibilizado na forma de comprimidos orais e soluções injetáveis, o que permite a sua administração por via oral, subcutânea ou intramuscular. Os regimes de doses elevadas, utilizados em protocolos de oncologia, apresentam uma variabilidade significativa e exigem a administração por perfusão intravenosa, frequentemente em contexto hospitalar especializado. A via de administração pode também incluir a injeção intratecal, utilizando uma formulação específica sem conservantes, conforme indicado nos documentos regulamentares.


As instruções oficiais contemplam contextos de utilização específicos: os comprimidos orais podem ser tomados com ou sem alimentos. Além disso, é necessária uma redução da dose em adultos mais velhos ou em indivíduos com função renal comprometida, sendo que a dosagem pediátrica é calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC). Para a utilização de doses baixas em contextos não oncológicos, a suplementação com ácido fólico é uma parte integrante do regime terapêutico global, devendo este ser tomado em dias diferentes do dia da toma do metotrexato, conforme especificado no protocolo oficial.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Metotrexato


Evidência na Artrite Reumatoide

A utilização do metotrexato em adultos com Artrite Reumatoide ativa foi estudada através de uma ampla gama de desenhos de estudo, incluindo Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto e médio prazo, bem como estudos observacionais de longo prazo. Estas investigações exploraram a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo, focando-se em resultados relacionados com o desconforto físico, compromisso sistémico ou funcional, e o nível de atividade ou funcionamento diário. As populações estudadas incluíram tanto pacientes sem tratamento prévio como aqueles que não apresentaram uma resposta satisfatória a tratamentos convencionais anteriores.

Nestes ensaios, o metotrexato foi observado em estudos que examinaram medidas clínicas de atividade da doença e resultados comunicados pelos pacientes sobre a perceção de desconforto. Os ECA reportaram medições de alteração nos scores de sintomas inflamatórios em períodos que, tipicamente, se estenderam até aos 12 meses. Estudos observacionais de maior duração monitorizaram o percurso dos pacientes ao longo de vários anos para acompanhar os resultados medidos.

No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, particularmente no que diz respeito ao impacto final na integridade das articulações, uma vez que esta informação deriva frequentemente de estudos observacionais e não de ECA prolongados e altamente controlados. Além disso, subsiste uma carência de evidência comparativa em certas áreas quando se avalia o metotrexato face a tratamentos direcionados mais recentes durante períodos longos.


Evidência na Psoríase Grave

A evidência científica sobre o metotrexato na psoríase grave inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e Revisões Sistemáticas. Os resultados primários foram avaliados em ensaios baseados em medidas de limpeza da pele e na gravidade da doença, nomeadamente através do Índice de Gravidade da Psoríase por Área (PASI). Ensaios de curto prazo reportaram a evolução dos sintomas nas populações observadas ao longo do tempo, com medições de índices de gravidade cutânea em períodos que variaram entre as 12 e as 24 semanas.

Apesar do seu longo historial clínico, a base de evidência contém menos ECA de grande escala e longa duração em comparação com os estudos para a artrite reumatoide, e a qualidade da evidência varia entre os estudos. Os desenhos dos ensaios e os esquemas posológicos comunicados têm demonstrado, historicamente, heterogeneidade (variabilidade), o que pode limitar a síntese de dados entre diferentes estudos.


Investigação em Populações Especiais

Foram realizados estudos específicos sobre o metotrexato em populações distintas, nomeadamente em pacientes pediátricos com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ). A investigação nesta população pediátrica é limitada por amostras de menor dimensão em comparação com os ensaios em adultos. No caso dos adultos mais velhos, recorreu-se a registos de pacientes e a estudos observacionais de longo prazo para acompanhar os resultados, reconhecendo-se que as conclusões sobre subgrupos são incertas devido à presença de outras condições de saúde coexistentes (comorbilidades) nestas coortes.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Metotrexato (FAQ)

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose semanal de Metotrexato?

As instruções oficiais de segurança para o doente fornecem orientações caso uma dose seja esquecida. No regime de toma única semanal, a recomendação oficial consiste em tomar a dose se esta for recordada no dia seguinte ou no segundo dia após a data prevista. Se a dose for recordada com mais de dois dias de atraso, a orientação oficial aconselha a saltar a dose esquecida e a tomar a seguinte no dia habitual agendado. As instruções regulamentares estipulam que nunca devem ser tomadas duas doses ao mesmo tempo.

P: Quanto tempo após interromper o Metotrexato é seguro tentar engravidar?

Devido ao risco documentado de toxicidade embriofetal, é obrigatório que tanto homens como mulheres utilizem métodos contracetivos eficazes durante e após o tratamento. As diretrizes oficiais recomendam geralmente aguardar, pelo menos, três meses após a dose final antes de tentar a conceção. Alguns fabricantes recomendam aguardar até seis meses para as mulheres.

P: O Metotrexato pode causar queda de cabelo?

Sim, a queda de cabelo (alopécia) é um efeito secundário documentado, de acordo com as listagens oficiais de reações adversas. É geralmente pouco frequente, afetando tipicamente uma pequena percentagem de doentes (1% a 3%). Este efeito é habitualmente descrito como ligeiro e pode resolver-se após a descontinuação do medicamento.

P: O Metotrexato vai tornar-me mais sensível ao sol?

As advertências oficiais de segurança indicam que o Metotrexato pode aumentar a sensibilidade da pele à luz solar (fotossensibilidade). As advertências regulamentares incluem a recomendação geral de utilizar proteção solar, usar vestuário protetor e evitar lâmpadas solares ou solários enquanto estiver a tomar este medicamento.

P: Quanto tempo após iniciar o Metotrexato deve o meu médico verificar a minha função hepática?

As diretrizes de monitorização regulamentar e clínica exigem testes intensivos, especialmente durante a fase inicial do tratamento. A monitorização inicial envolve frequentemente análises ao sangue (incluindo hemogramas completos e testes de função hepática e renal) e é tipicamente repetida a cada 2 a 6 semanas, passando a ser mensal ou trimestral com base no cronograma prescrito pelo médico.

P: Tomar Metotrexato requer precauções especiais quando estou perto de pessoas doentes?

Uma vez que o Metotrexato afeta o sistema imunitário, é classificado como um imunossupressor, o que pode aumentar potencialmente o risco de infeção. O aconselhamento geral de segurança para indivíduos imunossuprimidos inclui precauções como minimizar o contacto com pessoas que estejam doentes ou que tenham infeções ativas.

P: O Metotrexato é um esteroide?

Não, o Metotrexato não é um esteroide. É classificado como um antifolato e um antimetabolito, o que significa que o seu mecanismo de ação interfere com o metabolismo celular e é distinto dos corticosteroides.

P: O Metotrexato é o mesmo fármaco utilizado para a gravidez ectópica?

Sim, os documentos regulamentares oficiais confirmam que o Metotrexato é uma opção de tratamento aprovada para a gravidez ectópica. É utilizado neste contexto para gerir o crescimento celular associado à condição.

P: Existem suplementos comuns que interagem com o Metotrexato?

Os guias oficiais de interação medicamentosa indicam que certos compostos em suplementos, tais como o Salgueiro Branco, a Erva de São João e certos compostos de Citrato, podem interagir com o Metotrexato. A orientação regulamentar geral aconselha cautela e consulta prévia antes de combinar o Metotrexato com quaisquer remédios à base de plantas ou suplementos.

P: O Metotrexato é uma forma de quimioterapia?

O Metotrexato é classificado como um agente antineoplásico (uma classe frequentemente utilizada em quimioterapia) quando administrado em doses elevadas para tratar o cancro. Quando utilizado em doses baixas para doenças autoimunes, é classificado como um imunossupressor e um Fármaco Antirreumático Modificador da Doença (DMARD).

P: O Metotrexato trata a causa da doença ou apenas os sintomas?

De acordo com o mecanismo de ação do fármaco, este funciona suprimindo o sistema imunitário hiperativo do organismo (abordando o mecanismo subjacente da doença) e, consequentemente, reduzindo a inflamação e a dor associadas (tratando os sintomas).

P: Qual é a duração máxima que um doente pode manter o Metotrexato?

Não existe uma duração máxima de utilização oficialmente especificada nos documentos regulamentares. No entanto, o tratamento contínuo a longo prazo requer uma monitorização médica contínua e regular devido ao risco de toxicidade hepática cumulativa.

P: Quanto tempo demora normalmente a começar a sentir os efeitos do Metotrexato?

Os dados oficiais de eficácia indicam que o efeito total do fármaco está condicionado por um processo lento e dependente do tempo. Estudos para condições autoimunes medem frequentemente a melhoria na atividade da doença ao longo de um período de 3 a 6 meses.

P: Que tipos de métodos contracetivos são recomendados durante o Metotrexato?

Os documentos regulamentares oficiais estipulam a exigência de contraceção eficaz para ambos os parceiros durante e após o tratamento, devido aos riscos graves. No entanto, o folheto do produto não especifica tipicamente os tipos exatos de métodos contracetivos recomendados (por exemplo, métodos hormonais ou de barreira).

P: O Metotrexato causa aumento ou perda de peso?

Alterações significativas no peso corporal (aumento ou perda) não constam habitualmente como uma Reação Adversa Muito Frequente, Frequente ou Grave no perfil oficial de efeitos secundários do fármaco.

P: O Metotrexato interage com medicação para a tiróide?

As bases de dados de regulação e de interação medicamentosa não listam uma interação clínica major ou contraindicação entre o Metotrexato e os medicamentos para a tiróide mais comuns, como a levotiroxina.

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Como Metotrexato deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Metotrexato

As instruções de conservação e eliminação do metotrexato são regulamentadas para manter a estabilidade do produto e garantir o manuseamento seguro deste agente citotóxico.

Regras de Conservação e Ambientais Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, entre 20 °C e 25 °C. Não congelar.
Proteção Manter na embalagem de origem, bem fechada, ao abrigo da luz e da humidade.
Estabilidade após perfuração Os frascos injetáveis multidose devem ser refrigerados (2 °C a 8 °C) e utilizados num prazo de 30 dias após a primeira perfuração.

O metotrexato deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação: Uma vez que este fármaco é classificado como perigoso, o produto não utilizado ou fora de validade não deve ser eliminado no lixo doméstico nem nos esgotos. Todas as agulhas e seringas utilizadas devem ser colocadas imediatamente num recipiente para objetos cortantes e perfurantes dedicado e resistente à perfuração. Deve consultar um profissional de saúde sobre como descartar corretamente qualquer medicamento não utilizado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Metotrexato encontrado em:

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