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Klomipramin

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Klomipramin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Klomipramin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Clomipramina
Formas farmacêuticas Comprimido, Cápsula, Solução injetável
Classe farmacológica Antidepressivo Tricíclico (ATC)
Uso comum Modulação do humor e do comportamento
Origem Composto sintético

Definição da Klomipramin: Identidade, Tipo e Origem

A Klomipramin é um medicamento sujeito a receita médica, classificado quimicamente como um Antidepressivo Tricíclico (ATC), constituindo uma classe distinta de fármaco psicoativo utilizado na gestão do funcionamento do sistema nervoso central. O seu princípio ativo é a Clomipramina, preparada habitualmente sob a forma estável de cloridrato. Este medicamento é um composto sintético cuja estrutura fundamental é um derivado da dibenzazepina. A Klomipramin é clinicamente reconhecida pela sua utilidade duradoura, mesmo após o desenvolvimento de novas classes de agentes antidepressivos.


Composição e Formas Farmacêuticas Disponíveis

A composição central da Klomipramin foca-se num único princípio ativo, o Cloridrato de Clomipramina. Este agente é fabricado em diversas formas farmacêuticas padrão para suportar diferentes vias de administração. Geralmente, é prescrita aos doentes sob a forma sólida de comprimido ou cápsula para ingestão oral. O medicamento também se encontra disponível como solução injetável estéril para permitir a administração parentérica em contexto clínico. Ao contrário de muitos ATCs genéricos, a Klomipramin é frequentemente escolhida quando se pretende um elevado grau de inibição da recaptação da serotonina.


Objetivo Geral da Klomipramin como Agente Antidepressivo

O objetivo geral da Klomipramin é atuar como um agente antidepressivo estabelecido, influenciando mensageiros químicos críticos no cérebro. A sua função é atribuída principalmente ao seu efeito potente como Inibidor da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina, o que significa que foi concebida para modular os níveis de serotonina e noradrenalina, ajudando a restabelecer a estabilidade nas vias neurais. O papel terapêutico do fármaco consiste em proporcionar um efeito regulador no sistema nervoso central, abordando desequilíbrios relacionados com o humor e o comportamento.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Klomipramin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Klomipramin (Clomipramina) está documentado pelas autoridades de saúde, que classificam as reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado. Estas informações refletem dados de estudos clínicos e da monitorização pós-comercialização, fornecendo um resumo factual dos riscos potenciais associados.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão agrupadas pela sua taxa aproximada de ocorrência, variando entre Muito frequentes (ge 1 em 10 doentes) e Frequência desconhecida (quando não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Categoria de frequência Exemplos de sistemas afetados/efeitos
Muito frequentes Sistema Nervoso (sonolência, tonturas, tremores); Gastrointestinal (boca seca, obstipação); Gerais (fadiga, aumento da sudação)
Frequentes Cardíaco (taquicardia); Distúrbios Oculares (visão turva); Psiquiátricos (inquietação, aumento do apetite)
Pouco frequentes Sistema Nervoso (convulsões); Psiquiátricos (ativação de psicose)

Reações Adversas Graves e Restrições

As Reações Adversas Graves são eventos raros, mas clinicamente significativos, que se encontram oficialmente documentados. Estas incluem efeitos cardíacos (ex.: arritmias, defeitos de condução como o prolongamento do intervalo QT), Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), agranulocitose (uma perturbação sanguínea grave), hepatite e episódios de ideação ou comportamento suicida, particularmente durante a fase inicial do tratamento ou em períodos de ajuste de dose.

As Restrições de Segurança definem as situações em que o medicamento não deve ser utilizado (contraindicações). A Klomipramin está, geralmente, contraindicada em conjunto com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), na fase de recuperação após um enfarte do miocárdio e em doentes com determinadas condições cardíacas congénitas.

Notas Específicas para Grupos Populacionais

Os reguladores fornecem precauções específicas para certos grupos. Os adultos mais velhos podem apresentar um risco acrescido de efeitos adversos, tais como sedação e hipotensão ortostática. A utilização durante a gravidez e a amamentação exige cautela, uma vez que se sabe que a substância atravessa a placenta e é excretada no leite materno.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil de sobredosagem da Klomipramin, conforme documentado no rotulagem regulamentar, envolve eventos graves nos sistemas nervoso central e cardiovascular. A sobredosagem é oficialmente classificada como potencialmente fatal, exigindo cuidados médicos imediatos e urgentes.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Manifestações Listadas na Informação Oficial
Sistema Nervoso Central (SNC) Estupor, coma, agitação, confusão, rigidez muscular e convulsões.
Sistema Cardiovascular Pressão arterial baixa (hipotensão), ritmo cardíaco acelerado (taquicardia), distúrbios de condução e arritmias potencialmente fatais, incluindo torsades de pointes.
Desfechos Graves Paragem cardíaca, insuficiência respiratória e Síndrome Serotoninérgica (uma reação potencialmente fatal).

Ações de Emergência Necessárias

Devido à gravidade, deve-se procurar assistência médica de emergência imediatamente em caso de suspeita de sobredosagem. As diretrizes oficiais determinam o internamento hospitalar e uma vigilância apertada durante, pelo menos, 72 horas para monitorizar possíveis recaídas, especialmente no que respeita à função cardíaca. A ingestão acidental de qualquer quantidade por uma criança é oficialmente considerada grave e potencialmente fatal. O tratamento é definido como sintomático e de suporte, incluindo intervenções como lavagem gástrica e a administração de carvão ativado. As informações regulamentares declaram que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Klomipramin.

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Usos terapêuticos de Klomipramin

O que a Klomipramin Trata: Principais Utilizações e Benefícios

A Klomipramin é aplicada em áreas que requerem apoio sintomático adicional, focando-se prioritariamente em condições caracterizadas por períodos de agudização dos sintomas que interferem com o funcionamento diário. Este fármaco desempenha um papel na gestão de perturbações psiquiátricas específicas e das respetivas manifestações clínicas desgastantes.

É habitualmente utilizada para auxiliar no tratamento da Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), da Perturbação Depressiva Maior e de condições episódicas como a Perturbação de Pânico. Pode também ser aplicada, quando considerado adequado, para aliviar certos sintomas físicos, tais como a dor crónica de origem neuropática e a perda patológica do tónus muscular (cataplexia).

“O tratamento pode proporcionar um benefício terapêutico de suporte que auxilia na estabilidade funcional durante os períodos em que os sintomas são mais percetíveis.”


Facto Rápido: Alívio da Carga Obsessiva

Foco no Sintoma Contexto de Utilização Benefício para o Doente
Pensamentos intrusivos e rituais Sintomas que geram um esforço funcional notório Pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas
Depressão grave e desânimo Relevante quando os sintomas criam limitações funcionais visíveis Contribui para um maior conforto durante os períodos de maior intensidade sintomática
Pânico episódico e desconforto neuropático Aplicada em domínios onde é necessário suporte sintomático extra Pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes
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Critérios de utilização e restrições

Regras Oficiais de Elegibilidade para o Uso de Clomipramina

As autoridades reguladoras definem diretrizes populacionais rigorosas que detalham quem pode e quem não pode utilizar a clomipramina. O folheto oficial estabelece contraindicações absolutas que proíbem o seu uso em determinados grupos. Isto inclui indivíduos com hipersensibilidade conhecida à clomipramina ou a outros antidepressivos tricíclicos (ATC), bem como doentes que se encontrem no período de recuperação aguda imediatamente após um enfarte do miocárdio.

A clomipramina está também estritamente contraindicada em doentes com insuficiência hepática grave, glaucoma de ângulo fechado não tratado ou retenção urinária. Além disso, não deve ser utilizada em simultâneo com, ou num intervalo de 14 dias após a interrupção de, um inibidor da monoamina oxidase (IMAO).

Idade e Restrições Condicionais

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Regulamentar)
Crianças com menos de 10 anos Não recomendado; utilização não estabelecida
Adolescentes (10+) Permitido apenas para a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC)
Idosos (Geriátrico) Requer uma dose inicial reduzida e monitorização cuidadosa
Gravidez/Lactação Não recomendado; utilizar apenas se o benefício justificar o risco
Insuficiência Renal/Cardiovascular Requer precaução e monitorização próxima

Estas regras garantem que o medicamento seja reservado a doentes adultos e pediátricos elegíveis (com idade igual ou superior a 10 anos para a POC) que não apresentem nenhuma das contraindicações ou restrições graves listadas.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações da Klomipramin é determinado principalmente pelo seu metabolismo através das enzimas hepáticas e pela sua ação específica nos sistemas de neurotransmissores, conforme documentado na informação oficial de prescrição.

Categorias de Interação Farmacocinética e Farmacodinâmica

Tipo de Interação Categoria do Agente Interagente (Resultado Oficial)
Combinações Contraindicadas Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), incluindo a Linezolida e o Azul de Metileno intravenoso. (Proibido devido ao risco de Síndrome Serotoninérgica.)
Modificação da Exposição Inibidores do CYP2D6 e CYP1A2 (ex.: Fluvoxamina, Fluoxetina). (Aumentam as concentrações plasmáticas da Klomipramin.)
Sinergia Farmacodinâmica Outros fármacos serotoninérgicos (ex.: Triptanos, Hipericão (Erva de S. João)). (Elevam o risco de Síndrome Serotoninérgica.)
Risco Cardíaco Fármacos que prolongam o intervalo QTc. (Restrição formal devido ao risco de arritmia.)

A administração conjunta com IMAOs exige períodos de intervalo obrigatórios: é necessário um período de interrupção (wash-out) de 14 dias ao iniciar a Klomipramin após a suspensão da maioria dos IMAOs, e vice-versa. No caso da Moclobemida, é necessário um intervalo de 48 horas. O consumo de álcool está documentado como agravante dos efeitos da Klomipramin no sistema nervoso central, nomeadamente a sedação.

Determinados agentes específicos que aumentam as concentrações plasmáticas incluem o Haloperidol e o Metilfenidato. Adicionalmente, existe um risco acrescido de toxicidade relacionada com interações para indivíduos classificados como Metabolizadores Lentos do CYP2D6 quando coadministrados com inibidores desta enzima.

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Mecanismo de ação

A Klomipramin, um composto tricíclico, atua essencialmente como um inibidor duplo da recaptação da serotonina (5-HT) e da noradrenalina (NE). Esta ação ocorre nos terminais pré-sinápticos, onde a Klomipramin bloqueia competitivamente as bombas de recaptação, especificamente o Transportador da Serotonina (SERT) e o Transportador da Noradrenalina (NET). A inibição destes transportadores leva a uma concentração elevada de 5-HT e NE dentro da fenda sináptica.

O metabolito ativo do fármaco, a desmetilclomipramina, contribui para o perfil farmacológico global, demonstrando uma atividade inibidora preferencial face ao NET. Além do bloqueio da recaptação de monoaminas, a Klomipramin é um antagonista em vários outros locais recetores. Estes incluem os recetores colinérgicos muscarínicos, os recetores de histamina H1 e os recetores alfa1-adrenérgicos. Esta interação em múltiplos alvos resulta numa modulação abrangente das vias de sinalização do sistema nervoso central.

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Informações sobre dosagem e administração

A Klomipramin (Clomipramina) é um medicamento de administração oral disponível em formas como cápsulas e comprimidos, com a sua utilização estruturada por diretrizes regulamentares oficiais sobre protocolos de administração e dosagem. A administração inicia-se com uma dose diária inicial baixa, habitualmente de 25 mg para adultos com Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) ou 10 mg para adultos mais velhos, de forma a estabelecer a tolerância do doente. A dose diária total é subsequentemente aumentada de forma gradual — um processo conhecido como escalonamento ou titulação — ao longo de aproximadamente duas semanas, até que a dose eficaz pretendida seja alcançada.

A dosagem é estritamente regida pelas diretrizes oficiais e é específica para cada condição; por exemplo, a dose máxima para adultos com POC está limitada a 250 mg por dia, enquanto o limite superior para o tratamento da cataplexia é tipicamente de 75 mg por dia. As doses iniciais são frequentemente divididas em várias tomas e ingeridas com as refeições para reduzir a possibilidade de desconforto gastrointestinal.

Uma vez estabelecida, a dose diária de manutenção pode ser consolidada e tomada como uma administração única ao deitar, de forma a ajudar a mitigar a potencial sonolência diurna. As instruções específicas por grupo etário determinam uma dose inicial mais baixa e um escalonamento cauteloso para adultos mais velhos. A dosagem pediátrica para a POC (a partir dos 10 anos) não deve exceder os 200 mg ou 3 mg/kg por dia, aplicando-se o valor que for menor. Além disso, o tratamento nunca deve ser interrompido abruptamente; o procedimento oficial exige que a dose seja reduzida gradualmente antes da descontinuação total. As instruções oficiais especificam também que os comprimidos de libertação prolongada ou revestidos por película não devem ser partidos ou divididos ao meio.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Klomipramin

Evidência para o uso na Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC)

A investigação que explora o perfil deste medicamento na Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) baseia-se, essencialmente, em ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. Os investigadores monitorizaram os resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas através da utilização de ferramentas padronizadas, sendo a mais notável a Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (YBOCS), para quantificar a intensidade e os padrões de comportamentos compulsivos e obsessivos. Os estudos avaliaram o medicamento em adultos diagnosticados com POC moderada a grave, e alguns ensaios distintos foram aplicados em estudos que analisaram as experiências relatadas pelos doentes em crianças e adolescentes.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, com dados que mostram padrões relacionados com diferenças medidas em relação aos observados nos grupos de controlo durante o período de curta duração dos ensaios. O que permanece incerto refere-se à extensão da evidência para além destas avaliações iniciais. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo no que respeita à estabilidade sustentada ou à manutenção destas alterações medidas.


Evidência para o uso na Perturbação Depressiva Major (PDM)

A base de investigação para a Perturbação Depressiva Major (PDM) consiste em ensaios clínicos históricos e estudos comparativos com outras classes de fármacos antidepressivos. A investigação analisou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, monitorizando especificamente a redução da gravidade dos sintomas depressivos através de escalas de avaliação padrão. Análises conjuntas de toda a classe de fármacos descreveram a frequência da monitorização de resultados relacionados com o risco em coortes de jovens adultos, adolescentes e crianças. Alguns resumos históricos de peritos indicam que a evidência que compara os resultados medidos deste medicamento com agentes modernos é limitada. Uma limitação fundamental é que a qualidade da evidência varia entre os estudos devido à dependência de ensaios mais antigos, historicamente estabelecidos.


Evidência para o uso em Condições Episódicas (Perturbação de Pânico)

Este medicamento foi estudado quanto ao seu perfil no tratamento da Perturbação de Pânico, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. As medições em ensaios clínicos monitorizaram a frequência e a intensidade dos ataques de pânico. Estudos de seguimento, que monitorizaram as respostas ao longo de intervalos de tempo definidos, descreveram padrões relacionados com resultados medidos para períodos que se estendem até um ano. A evidência é limitada, uma vez que algum suporte documental depende de estudos históricos ou abertos (open-label).


O que ainda permanece incerto na investigação sobre a Klomipramin

A evidência comparativa face a muitas das opções de tratamento mais recentes é limitada, particularmente sob a forma de ensaios clínicos modernos de grande escala. Existe informação limitada para resultados a longo prazo em relação tanto à eficácia como à tolerabilidade, especialmente para o tratamento de manutenção em todas as condições. Além disso, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, com informações limitadas sobre o perfil do medicamento em populações especiais, como idosos e indivíduos com condições coexistentes complexas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Klomipramin (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre a Klomipramin e outros antidepressivos comuns?

Os documentos oficiais classificam a Klomipramin como um Antidepressivo Tricíclico (ATC). O seu mecanismo primário é descrito como a inibição potente da recaptação de dois químicos cerebrais fundamentais: a serotonina e a norepinefrina. Muitos antidepressivos mais recentes visam primariamente apenas a serotonina ou possuem um mecanismo principal diferente.


P: Quanto tempo demora normalmente a sentir os efeitos da Klomipramin?

A informação clínica indica que os níveis ativos do fármaco, ou concentrações plasmáticas em estado estacionário, são tipicamente atingidos no prazo de uma a duas semanas após o início de doses diárias múltiplas. O início das alterações sintomáticas completas é habitualmente gradual e varia entre os doentes.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso de Klomipramin?

Os documentos regulamentares listam muitas reações adversas possíveis que ocorrem durante o tratamento. No entanto, o resumo oficial dos ensaios clínicos refere que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada relativamente à estabilidade sustentada ou ao perfil de segurança para o uso de manutenção a longo prazo.


P: Pode-se tomar Klomipramin com analgésicos como o ibuprofeno?

A documentação oficial aconselha precaução ao utilizar Klomipramin com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Esta combinação pode aumentar o risco de hemorragia. A comunicação de todos os medicamentos coadministrados a um profissional de saúde é referida como importante para a avaliação de risco.


P: Existem interações conhecidas entre a Klomipramin e medicamentos para a constipação ou gripe?

As informações oficiais de prescrição alertam contra a coadministração com outros fármacos que afetem os níveis de serotonina ou com aqueles que prolonguem o intervalo QTc (uma medida elétrica do coração). Os documentos regulamentares afirmam que certos ingredientes comummente encontrados em medicamentos para a constipação e gripe podem enquadrar-se nestas categorias de risco.


P: A Klomipramin pode ser tomada com alimentos?

Sim. De acordo com as instruções oficiais de administração, as doses iniciais são frequentemente tomadas com as refeições. Isto é tipicamente recomendado para ajudar a reduzir a probabilidade de ocorrência de desconforto gastrointestinal. Os dados regulamentares indicam que a alimentação, em geral, não afeta a forma como o corpo absorve o medicamento.


P: A Klomipramin causa efeitos secundários sexuais?

Sim, a informação oficial de prescrição documenta que a Klomipramin pode estar associada a efeitos secundários sexuais. Estes podem incluir problemas como diminuição da libido, ejaculação anormal e dificuldade em atingir o orgasmo (anorgasmia) tanto em homens como em mulheres.


P: A Klomipramin causa aumento de peso?

Estudos oficiais indicam que o aumento de peso é uma reação adversa relatada. Os estudos clínicos revistos pelos reguladores reportaram que uma percentagem de doentes sentiu um aumento de peso de, pelo menos, 7% em relação ao seu peso corporal inicial.


P: A Klomipramin é segura para utilizar durante a gravidez?

A Klomipramin não é geralmente recomendada para utilização durante a gravidez. O texto regulamentar afirma que o medicamento é reservado apenas para situações em que o benefício potencial para a mãe seja considerado superior ao risco potencial para o feto.


P: É difícil parar de tomar Klomipramin?

Os documentos regulamentares determinam que a dose deve ser reduzida gradualmente antes de interromper o medicamento completamente. O procedimento oficial observa que a cessação abrupta pode levar a sintomas de descontinuação, tais como náuseas, tonturas e dores de cabeça.


P: A Klomipramin afeta a coordenação ou a capacidade de conduzir?

Sim. Os documentos oficiais advertem que a Klomipramin pode causar sonolência, tonturas ou visão turva. Estes efeitos no sistema nervoso central podem prejudicar as reações físicas de uma pessoa e a sua capacidade de conduzir ou operar máquinas em segurança.


P: Existem suplementos comuns que interagem com a Klomipramin?

Os documentos oficiais advertem especificamente contra a utilização concomitante do suplemento herbáceo Hipericão (Erva de São João). Isto deve-se ao potencial de este se combinar com a Klomipramin para aumentar o risco de Síndrome Serotoninérgica, uma condição grave relacionada com a atividade elevada da serotonina.


P: Quais são os riscos se eu tomar acidentalmente demasiada Klomipramin?

A sobredosagem acidental é uma emergência médica grave. Manifestações críticas documentadas nos textos regulamentares incluem efeitos graves no coração (disritmias cardíacas), hipotensão grave (pressão arterial muito baixa) e depressão do SNC, que pode levar ao coma. É necessária assistência médica imediata.


P: A Klomipramin é utilizada para tratar a ansiedade?

A Klomipramin está oficialmente indicada para o tratamento da Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC). A evidência de investigação também apoia o seu uso em condições como a Perturbação de Pânico, que se caracteriza por sintomas de ansiedade flutuantes.


P: A Klomipramin pode tornar-me sensível ao sol?

A informação oficial do produto refere que a Klomipramin pode causar fotossensibilidade. Isto significa que a pele pode tornar-se mais sensível à luz solar do que o habitual, aumentando o risco de sofrer queimaduras solares ou outras reações cutâneas.


P: Existe um período máximo recomendado para utilizar a Klomipramin?

Os resumos regulamentares indicam que a base de investigação clínica envolve primariamente ensaios clínicos de curto prazo. Devido a isto, a informação é limitada relativamente à estabilidade sustentada ou a resultados a longo prazo para o tratamento de manutenção.


P: A Klomipramin aparece em testes de drogas?

A Klomipramin e o seu principal metabolito ativo, a norclomipramina (desmetilclomipramina), podem ser medidos no sangue. Estas substâncias podem ser detetadas durante a monitorização terapêutica de fármacos ou como parte de um rastreio toxicológico para avaliar a toxicidade potencial.


P: Existem riscos específicos da Klomipramin para homens vs. mulheres?

Os documentos regulamentares relatam eventos adversos baseados no género, particularmente no que concerne à disfunção sexual. Efeitos secundários específicos como ejaculação anormal e impotência estão documentados nos homens, enquanto alterações na função sexual global são observadas tanto em homens como em mulheres.

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Como Klomipramin deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação de Klomipramin (Cloridrato de Clomipramina)

O cloridrato de clomipramina deve ser conservado de acordo com requisitos regulamentares específicos para manter a sua estabilidade.

Condições Oficiais de Conservação

Requisito Condição
Temperatura Temperatura Ambiente Controlada (20 a 25 °C)
Recipiente Recipiente bem fechado e resistente à luz
Proteção Proteger da humidade

O armazenamento deve garantir que o medicamento permaneça fora da vista e do alcance das crianças, e o recipiente deve ter um fecho resistente à abertura por crianças. Deve ser evitada a exposição a temperaturas fora do intervalo permitido.

Instruções de Eliminação

A Klomipramin não consta na lista de medicamentos recomendados para eliminação imediata através de sistemas de esgoto ou sanita. O medicamento não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa autorizado de recolha de fármacos. Se não estiver disponível um programa deste tipo, deve misturar o medicamento com uma substância desagradável, selá-lo num recipiente e depositá-lo no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Klomipramin encontrado em:

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