EllaOne

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de EllaOne

O que é o EllaOne?

Propriedade Descrição
Substância ativa Acetato de Ulipristal (DCI)
Forma Comprimido oral
Classe farmacológica Modulador Seletivo do Recetor da Progesterona (SPRM)
Uso comum Contraceção de emergência
Origem Composto sintético

Identificação e Classificação

O EllaOne é um medicamento contracetivo de emergência, disponível mediante receita médica, que contém o princípio ativo Acetato de Ulipristal. É classificado como um Modulador Seletivo do Recetor da Progesterona (SPRM), um tipo específico de composto sintético concebido para atuar sobre vias hormonais. Esta classificação como SPRM é sustentada por estudos farmacológicos detalhados, que confirmam o seu mecanismo distinto em comparação com intervenções hormonais mais antigas. O Acetato de Ulipristal está indicado como um método de contraceção de emergência.


Composição e Forma Farmacêutica

Este medicamento é apresentado para administração oral na forma farmacêutica de um comprimido sólido de substância ativa única. A preparação contém Acetato de Ulipristal juntamente com excipientes farmacêuticos padrão, tais como a lactose mono-hidratada, necessária para a integridade da estrutura do comprimido. O EllaOne diferencia-se pelo seu estatuto de composto sintético único de elevada potência. A literatura médica descreve o Acetato de Ulipristal como um novo tipo de modulador dos recetores da progesterona.


Objetivo Principal e Ação Única

O propósito abrangente deste medicamento é reduzir o risco de gravidez após situações de relações sexuais não protegidas ou perante a falha conhecida de um método contracetivo. Um cenário de utilização típico envolve a intervenção após a falha de um método de barreira, como o preservativo. A principal ação fisiológica é clinicamente reconhecida como sendo a inibição ou o retardamento do processo natural de ovulação (a libertação de um óvulo pelo ovário). Ao adiar este evento, o fármaco impede que o óvulo esteja disponível para encontrar qualquer espermatozoide viável, desempenhando assim o seu papel como uma intervenção eficaz contra uma gravidez não planeada.

Quais efeitos secundários são possíveis com EllaOne?

Reações Adversas Documentadas Oficialmente

O perfil de segurança do acetato de ulipristal é estabelecido através da classificação regulamentar das reações adversas com base na sua frequência. O efeito secundário comunicado com maior frequência é a cefaleia, que é classificada como Muito Frequente (ocorre em 1 ou mais de cada 10 doentes).

Outras reações adversas comunicadas frequentemente, categorizadas como Frequentes (entre 1 em cada 100 e menos de 1 em cada 10 doentes), envolvem habitualmente perturbações gastrointestinais e do sistema reprodutor. Estes efeitos comuns incluem náuseas, dor abdominal, dismenorreia (menstruação dolorosa), dor pélvica, fadiga e tonturas.

Restrições e Considerações de Segurança

As informações oficiais sobre este medicamento destacam restrições específicas e considerações de segurança críticas:

Contraindicações: A utilização é estritamente contraindicada em caso de gravidez conhecida ou suspeita. O medicamento também não é recomendado para indivíduos com comprometimento hepático grave, devido à inexistência de estudos específicos nesta população de doentes.

Desfechos Graves: Tal como com qualquer contracetivo de emergência, se ocorrer falha do tratamento e resultar em gravidez, deve ser considerada a possibilidade de uma gravidez ectópica grave e potencialmente fatal.

Padrão Temporal: Existe um padrão documentado relativo ao potencial de perturbação do ciclo menstrual, podendo o período seguinte ocorrer ocasionalmente mais cedo ou mais tarde do que o esperado. Um atraso superior a sete dias justifica um acompanhamento de segurança.

Interações: A segurança do medicamento pode ser reduzida quando administrado em conjunto com certos indutores da enzima CYP3A4 (tais como fármacos antiepilépticos específicos ou erva de São João), o que pode comprometer a sua eficácia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações oficiais de prescrição documentam que a experiência relativa à sobredosagem com acetato de ulipristal é limitada. Dados de ensaios clínicos reportaram que doses únicas até quatro vezes a dose terapêutica (120 mg) foram administradas a indivíduos sem que resultassem quaisquer reações adversas. Além disso, estudos que envolveram doses únicas ainda mais elevadas, até 200 mg, não comunicaram reações adversas graves ou sérias. O perfil de sobredosagem documentado caracteriza-se, portanto, pela ausência de manifestações clínicas graves específicas observadas nestes cenários de elevada exposição.

Devido aos riscos gerais associados a qualquer sobredosagem de medicamentos, deve ser procurada assistência médica imediata em todos os casos suspeitos. Os indivíduos devem contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para obter orientação. Os serviços médicos de emergência devem ser contactados imediatamente se estiverem presentes sinais clínicos críticos, incluindo colapso, ocorrência de uma convulsão, dificuldade respiratória grave ou se o indivíduo não conseguir despertar.

Os documentos regulamentares oficiais não especificam um antídoto conhecido para a sobredosagem de acetato de ulipristal, nem detalham intervenções procedimentais específicas, como a lavagem gástrica. A gestão é geralmente descrita como sendo composta por cuidados sintomáticos e de suporte. Não são mencionadas considerações específicas baseadas na população relativamente à gravidade da sobredosagem para grupos como indivíduos com comprometimento renal ou hepático.

Usos terapêuticos de EllaOne

Para que é utilizado o EllaOne: Principais Usos e Benefícios

O EllaOne (Acetato de Ulipristal) é aplicado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes após eventos inesperados, sendo relevante em áreas onde a gestão de sintomas a curto prazo é apropriada. O medicamento é geralmente utilizado em contextos onde a gestão de sintomas a curto prazo se adequa, sendo aplicado em situações que envolvem certos sintomas angustiantes. A sua indicação é relevante para utilização após a ocorrência do evento.

Este medicamento é aplicado na abordagem do potencial de conceção que surge após uma instância de relação sexual não protegida ou na sequência da falha de um método contracetivo primário. O principal benefício da sua utilização é a prestação de um suporte que ajuda a aliviar a carga global do risco, sendo comummente utilizado após o evento, oferecendo um apoio crítico e sensível ao fator tempo para gerir o risco reprodutivo. O fármaco é aplicável em cenários clínicos como a rutura ou o deslizamento do preservativo e a omissão de várias doses programadas de pílulas contracetivas de rotina.

“Este alívio de suporte pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas são mais percetíveis, contribuindo para atenuar a carga sintomática global durante episódios de sintomas mais intensos.”


Facto Rápido: Alívio para o Risco Contracetivo Agudo O produto é comummente utilizado quando os sintomas se agrupam em padrões que requerem uma gestão de suporte após uma exposição potencial, proporcionando um alívio sintomático que ajuda as pacientes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar o ellaOne?

O ellaOne (acetato de ulipristal) está aprovado para utilização por mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes após a menarca (primeira menstruação), na sequência de uma relação sexual desprotegida ou de falha de um método contracetivo num prazo de cinco dias (120 horas). A elegibilidade é estritamente definida pelos documentos regulamentares oficiais com base no estado fisiológico, condições preexistentes e potencial de interação.

Estatuto da População Classificação Regulamentar Detalhes
Gravidez Contraindicado Não deve ser utilizado se a gravidez for conhecida ou suspeita.
Hipersensibilidade Contraindicado Proibido para pacientes com hipersensibilidade ao acetato de ulipristal ou a qualquer um dos excipientes.
Comprometimento Hepático Grave Não Recomendado O uso não é recomendado em pacientes com doença hepática grave devido à insuficiência de dados.
Amamentação Utilização Restrita Não recomendado durante uma semana após a ingestão, uma vez que a substância ativa é excretada no leite materno.

O medicamento não se destina à utilização em crianças em idade pré-puberal ou em mulheres pós-menopáusicas. Além disso, o uso não é recomendado para mulheres com condições específicas, tais como asma grave tratada com glucocorticoides orais, ou para aquelas que tenham utilizado medicamentos indutores fortes do CYP3A4 nas quatro semanas anteriores. Pacientes com problemas metabólicos hereditários raros, como a deficiência de lactase de Lapp, também não são elegíveis devido à presença de lactose. Não está especificado qualquer ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar do acetato de ulipristal é estruturado por restrições farmacocinéticas e farmacodinâmicas específicas. A principal interação farmacocinética envolve a via metabólica do citocromo CYP3A4. Os produtos classificados como indutores fortes ou moderados do CYP3A4 têm a sua coadministração formalmente restringida. Estes indutores, que incluem medicamentos sujeitos a receita médica como a rifampicina, a carbamazepina e a fenitoína, bem como o produto à base de plantas erva de S. João, reduzem drasticamente as concentrações plasmáticas (AUC e Cmax) do acetato de ulipristal em 90% ou mais, o que pode diminuir a sua eficácia. Inversamente, os inibidores do CYP3A4 (por exemplo, o cetoconazol) aumentam a exposição à substância, mas considera-se geralmente improvável que este efeito cause consequências clínicas.

Existe um conflito farmacodinâmico essencial com os contracetivos hormonais que contêm progestagénios e com os contracetivos de emergência com levonorgestrel. Estas combinações são restringidas porque podem prejudicar a capacidade do acetato de ulipristal em retardar a ovulação, através de uma ação antagónica no recetor da progesterona. Para gerir este conflito, as informações oficiais exigem que os contracetivos hormonais sejam iniciados ou reiniciados não antes de decorridos 5 dias após a toma do acetato de ulipristal. Adicionalmente, os produtos que aumentam o pH gástrico podem reduzir as concentrações plasmáticas do acetato de ulipristal.

Mecanismo de ação

Como funciona o ellaOne

O ellaOne é um contracetivo de emergência que contém a substância ativa acetato de ulipristal. O seu principal mecanismo de ação consiste em atrasar a ovulação. Para que a gravidez ocorra, é necessário que um óvulo seja libertado pelo ovário e fertilizado por um espermatozoide. Ao retardar este processo biológico, o medicamento impede que o óvulo seja libertado a tempo de ser fecundado pelos espermatozoides que possam estar presentes no trato reprodutivo após uma relação sexual desprotegida.

O acetato de ulipristal atua como um modulador seletivo dos recetores da progesterona. A progesterona é uma hormona fundamental para desencadear a ovulação através do aumento dos níveis da hormona luteinizante. Ao ligar-se aos recetores desta hormona, o ellaOne interrompe a sinalização normal necessária para a libertação do óvulo.

É importante notar que o ellaOne é eficaz mesmo quando o processo de ovulação já se iniciou, conseguindo adiar a libertação do óvulo até cinco dias após a relação sexual desprotegida. No entanto, o medicamento não é eficaz se a ovulação já tiver ocorrido. Da mesma forma, o ellaOne não interrompe uma gravidez em curso nem afeta o desenvolvimento de um embrião já implantado no útero.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o ellaOne

Esta secção descreve as diretrizes oficiais de administração do ellaOne (acetato de ulipristal), focando-se estritamente nas instruções procedimentais estabelecidas para este medicamento.


Âmbito da Administração

O ellaOne é administrado por via oral, consistindo numa dose única de um comprimido de 30 mg de acetato de ulipristal. O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos. No que respeita ao protocolo em caso de rejeição da dose, se ocorrerem vómitos nas 3 horas seguintes à ingestão, é necessária a administração de uma nova dose de substituição.


Restrições Procedimentais

O medicamento foi concebido como uma intervenção de tempo crítico, o que determina as suas regras de frequência e temporização. A dose única deve ser administrada o mais cedo possível e nunca depois de decorridas 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida ou falha de um método contracetivo. A administração pode ocorrer em qualquer momento do ciclo menstrual. No entanto, a administração repetida dentro do mesmo ciclo menstrual não é recomendada.

Relativamente a restrições específicas em certas populações, o medicamento pode ser utilizado por mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes. Não está especificado qualquer ajuste de dose para utilizadoras com comprometimento renal. Contudo, o uso não é recomendado em mulheres com comprometimento hepático grave devido à inexistência de dados de estudos específicos.


Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

Estas instruções estabelecem um protocolo estruturado que define a utilização do medicamento como uma intervenção não rotineira de dose oral única. Esta estrutura prioriza a administração célere dentro da janela rigorosa de 120 horas, oferecendo flexibilidade quanto à ingestão de alimentos e à fase do ciclo. Este produto destina-se a uma utilização ocasional, aconselhando-se a adoção de um método de barreira fiável para atos sexuais subsequentes até ao início do período menstrual seguinte.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente: Acetato de Ulipristal (ellaOne)

O acetato de ulipristal é um contracetivo de emergência aprovado para utilização até 120 horas (cinco dias) após uma relação sexual desprotegida. A investigação clínica, incluindo ensaios controlados aleatorizados, foca-se na sua eficácia, na janela temporal ideal para a sua utilização e no seu perfil de segurança em comparação com outros métodos de contraceção de emergência.

Estudos de Eficácia e Comparativos

Os ensaios clínicos investigaram a taxa de gravidez após a utilização de acetato de ulipristal (UPA) em comparação com o levonorgestrel (LNG). Nos principais estudos comparativos, verificou-se que o UPA preveniu uma maior percentagem de gravidezes esperadas do que o LNG quando tomado nas 72 horas seguintes a uma relação desprotegida. O UPA é consistentemente eficaz ao longo de toda a janela de 120 horas, enquanto a eficácia do LNG pode diminuir de forma mais significativa após as 72 horas.

A vigilância pós-comercialização e as revisões sistemáticas indicam que o mecanismo do UPA — a inibição ou o atraso da ovulação — pode permitir que este seja eficaz mesmo quando administrado após o início do pico da hormona luteinizante (LH), um ponto em que é menos provável que o LNG seja eficaz. Estudos sugeriram também que a eficácia do UPA pode ser menos impactada pelo aumento do peso corporal ou do Índice de Massa Corporal (IMC) em comparação com o LNG, embora os dados nesta área permaneçam limitados.

Segurança e Tolerabilidade

O UPA tem sido geralmente observado como sendo bem tolerado. Os efeitos secundários comunicados com maior frequência em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização incluem cefaleia, náuseas, dor abdominal e irregularidades menstruais, tais como um atraso ou uma antecipação do período menstrual seguinte. Não surgiram preocupações de segurança graves, novas ou inesperadas, decorrentes da experiência de pós-comercialização com o UPA.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o ellaOne (FAQ)


Q: Qual é a diferença entre o ellaOne e a outra pílula do dia seguinte comum (levonorgestrel)?

Estudos comparativos analisaram o efeito do ellaOne face ao levonorgestrel. As evidências regulamentares indicam que o ellaOne previne uma maior percentagem de gravidezes esperadas do que o levonorgestrel quando tomado nas primeiras 72 horas. A indicação de utilização deste medicamento estende-se até às 120 horas (cinco dias).


Q: As pílulas contracetivas afetam a eficácia do ellaOne?

Os documentos oficiais indicam que a toma de contracetivos hormonais combinados ou de contraceção apenas com progestagénio pode interferir com a ação do medicamento. Esta interferência pode potencialmente reduzir o efeito pretendido do fármaco. Para relações sexuais subsequentes até ao próximo período menstrual, o protocolo oficial prevê a utilização de um método de barreira fiável.


Q: O que deve uma pessoa fazer se se atrasar na toma da sua contraceção regular após usar o ellaOne?

O medicamento não se destina a fornecer proteção contínua. As diretrizes oficiais estabelecem que, se a contraceção hormonal for retomada imediatamente após a toma do ellaOne, as instruções preveem a utilização de um método de barreira fiável em todas as relações sexuais subsequentes até ao início do próximo período menstrual.


Q: Que informações existem sobre a dor abdominal como efeito secundário?

A dor abdominal está listada como um efeito secundário comum nas informações oficiais do produto. Os avisos regulamentares sublinham que, se um teste de gravidez for positivo após o tratamento, deve ser considerada a possibilidade de uma gravidez ectópica grave e potencialmente fatal.


Q: Existem limites de peso específicos mencionados nos documentos oficiais para o uso do ellaOne?

Os documentos oficiais não estabelecem limites de peso específicos para a utilização do medicamento. Estudos clínicos sugeriram que a eficácia do medicamento pode ser menos impactada pelo aumento do peso corporal, em comparação com o levonorgestrel.


Q: O ellaOne pode ser adquirido por alguém que tome medicação para a epilepsia?

A toma do medicamento não é recomendada em conjunto com certos fármacos antiepilépticos, tais como a carbamazepina, a fenitoína ou o fenobarbital. Isto deve-se ao facto de estes fármacos serem conhecidos por reduzir significativamente as concentrações da substância ativa no organismo, o que pode resultar numa diminuição da eficácia.


Q: Tomar ellaOne garante que não ficarei grávida?

Os documentos oficiais indicam que o medicamento não previne a gravidez em todos os casos. A contraceção de emergência com ellaOne reduz o número de gravidezes não planeadas.


Q: O ellaOne pode alterar a data do meu próximo período?

Sim, o medicamento pode afetar o momento do próximo período menstrual. Este pode ocorrer mais cedo ou mais tarde do que o esperado. Foram documentados em estudos clínicos atrasos superiores a sete dias.


Q: Existem medicamentos ou suplementos sem receita médica que interajam com o ellaOne?

A informação regulamentar estabelece especificamente que o produto à base de plantas Erva de São João pode interagir com o medicamento. A sua utilização não é recomendada devido à potencial interferência que pode diminuir a eficácia pretendida.


Q: O ellaOne é eficaz se a ovulação já tiver ocorrido?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que o medicamento atua principalmente ao prevenir ou retardar a ovulação (a libertação de um óvulo). Se a ovulação já tiver ocorrido, o medicamento já não é eficaz.


Q: O ellaOne está disponível para compra sem receita médica?

O medicamento está geralmente disponível para compra sem receita médica em farmácias na União Europeia e no Reino Unido. Este estatuto regulamentar pode variar consoante o país ou região específica.


Q: Quanto tempo permanece o ellaOne no organismo ou mantém-se eficaz?

A ação protetora do medicamento limita-se ao caso único de relação sexual para o qual foi tomado. O fármaco não se destina a fornecer proteção contínua contra relações sexuais desprotegidas subsequentes no mesmo ciclo menstrual.


Q: O ellaOne pode ser utilizado por pessoas com menos de 18 anos?

O medicamento está aprovado para utilização em mulheres em idade fértil, o que inclui adolescentes que já tenham iniciado a menstruação (pós-menarca). Alguns organismos reguladores declararam não haver restrição de idade para a sua utilização.


Q: Existem condições médicas que impeçam alguém de utilizar o ellaOne?

A utilização é estritamente contraindicada em caso de gravidez conhecida ou suspeita, ou hipersensibilidade conhecida aos componentes. O uso também não é geralmente recomendado para indivíduos com comprometimento hepático grave ou asma grave tratada com glucocorticoides orais.


Q: Os antibióticos afetam a forma como o ellaOne atua?

Os documentos regulamentares indicam que apenas certos antibióticos, especificamente a rifampicina e a rifabutina, são conhecidos por reduzir as concentrações do medicamento no organismo, não sendo recomendados. Outros antibióticos comuns não estão listados como tendo esta interação específica nas informações oficiais do produto.


Q: Pode uma pessoa tomar ellaOne se estiver a amamentar?

A utilização não é recomendada durante a amamentação. A informação regulamentar descreve que, durante uma semana (7 dias) após a toma do medicamento, o leite materno deve ser extraído e rejeitado, uma vez que a substância ativa é excretada no leite.


Q: O uso de ellaOne tem impacto na fertilidade futura?

O medicamento apenas afeta o ciclo menstrual em que é tomado. Após a sua utilização, espera-se um rápido retorno à fertilidade e o ciclo menstrual subsequente deverá retomar o seu ritmo normal.


Q: O que deve uma pessoa fazer se o período regular se atrasar após tomar ellaOne?

A orientação oficial indica que, se o próximo período menstrual se atrasar mais de sete dias, for invulgarmente escasso ou intenso, ou se forem sentidos sintomas de gravidez, poderá ser justificada a realização de um teste de gravidez para excluir essa possibilidade.


Q: Que informações são fornecidas relativamente a interações medicamentosas com fármacos para o VIH?

Os documentos regulamentares listam medicamentos específicos para o VIH, tais como o efavirenz, a nevirapina e a utilização a longo prazo de ritonavir, como substâncias que podem reduzir as concentrações do medicamento, não sendo recomendados.


Q: O consumo de álcool interfere com a função do ellaOne?

Não se conhece qualquer interação farmacológica entre o medicamento e o álcool. A informação regulamentar não indica que o álcool reduza diretamente a eficácia do comprimido em si.


Q: Existem estudos que comparem a tolerabilidade do ellaOne face ao levonorgestrel?

Os dados dos ensaios clínicos indicam que o medicamento é geralmente bem tolerado. Os efeitos secundários comuns comunicados incluem cefaleia, náuseas e dor abdominal.


Q: O ellaOne está aprovado para utilização como contraceção regular?

O medicamento está aprovado apenas como contracetivo de emergência e não se destina a ser utilizado como uma forma regular e rotineira de controlo de natalidade. Limita-se a uma intervenção de dose oral única.


Q: Qual é a diferença entre o ellaOne e o ella (a versão sujeita a receita médica nos EUA)?

Os dois nomes referem-se à mesma substância ativa, o acetato de ulipristal. O nome utilizado depende da região; por exemplo, "ella" é o nome comercial utilizado nos Estados Unidos e "ellaOne" é o nome comercial comum na Europa.


Q: O que diz a investigação clínica sobre a taxa de eficácia?

Estudos clínicos demonstraram que 2,1% das mulheres que tomaram o medicamento engravidaram, em comparação com uma taxa esperada de 5,5% caso não tivessem tomado qualquer contracetivo.


Q: Existem efeitos a longo prazo reportados decorrentes da toma de ellaOne?

Os efeitos do medicamento limitam-se principalmente ao ciclo menstrual em que é tomado. Espera-se que o período subsequente retome o seu ritmo regular.


Q: Existem fatores genéticos que influenciem a forma como o ellaOne atua numa pessoa?

A substância ativa é metabolizada pelo sistema enzimático CYP3A4 no organismo. A função desta enzima pode ser influenciada por certos medicamentos coadministrados, mas os documentos regulamentares não fornecem uma declaração para o consumidor sobre fatores genéticos gerais.


Q: Existem avisos sobre a toma de ellaOne com medicamentos antifúngicos?

A informação regulamentar refere que inibidores potentes do CYP3A4, que incluem alguns medicamentos antifúngicos como o cetoconazol, podem aumentar a exposição à substância ativa. No entanto, a relevância clínica deste aumento não é atualmente conhecida.


Q: A informação do fabricante inclui detalhes sobre efeitos secundários graves?

Os documentos oficiais detalham os efeitos secundários categorizados por frequência e referem a possibilidade rara de uma reação alérgica grave. Os avisos também destacam a necessidade de considerar uma gravidez ectópica caso o tratamento falhe.


Q: Quais são os fatores de risco que podem diminuir a eficácia do ellaOne?

Os fatores de risco que podem diminuir a eficácia incluem a toma do medicamento mais de 120 horas após a relação sexual desprotegida. A eficácia também pode ser reduzida pela toma em conjunto com medicamentos indutores da enzima CYP3A4 específicos ou produtos à base de plantas.


Q: O que foi reportado relativamente a alterações de humor ou dores de cabeça após a toma de ellaOne?

A cefaleia é reportada como um efeito secundário muito comum. As alterações de humor também são reportadas, mas estão listadas na categoria de frequência menos comum.

Como EllaOne deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o ellaOne

A documentação oficial do ellaOne (acetato de ulipristal 30 mg) fornece instruções específicas para a conservação, proteção e eliminação do medicamento.


Requisitos de Conservação e Manuseamento

No que respeita à temperatura e ao ambiente, deve conservar o medicamento a uma temperatura inferior a 25 °C. Para garantir a proteção contra a luz e a humidade, é fundamental manter o comprimido na embalagem original e dentro da embalagem exterior. Relativamente à segurança infantil, o produto deve ser guardado rigorosamente fora da vista e do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

De acordo com o protocolo de resíduos, não deve eliminar medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade no lixo doméstico nem através da rede de esgotos. Para ajudar na proteção do ambiente, deve entregar qualquer medicamento de que já não necessite na sua farmácia, para que seja garantida a sua eliminação de forma adequada e segura.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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