Ekam

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Ekam

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ekam

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Vírus vacínia, vivo (ACAM2000)
Forma Pó liofilizado para reconstituição
Classe Farmacológica Vacina viral viva, competente para replicação
Uso Comum Imunização ativa contra a varíola humana e a varíola do macaco (mpox)
Origem Cultura de células Vero (células renais de macaco-verde africano)

Que tipo de medicamento é o Ekam?

O Ekam (vírus vacínia, vivo) está classificado como uma vacina viral viva utilizada para a imunização ativa contra doenças específicas por poxvírus, nomeadamente a varíola humana e a varíola do macaco (mpox). Não se trata de um tratamento para uma doença ativa, mas sim de um produto biológico preventivo. O princípio ativo, vírus vacínia, vivo (ACAM2000), define a sua classe farmacológica como uma vacina viral viva, competente para replicação. Isto significa que a vacina contém um vírus vivo e ativo, concebido para se multiplicar de forma segura no organismo no local da administração. Esta natureza viva é clinicamente reconhecida como necessária para induzir uma resposta imunitária protetora forte e duradoura. O produto é habitualmente reservado pelas autoridades governamentais para utilização em indivíduos considerados de elevado risco de exposição.

De que é feito o Ekam e como é apresentado?

O Ekam é um produto de componente único fornecido como um pó liofilizado que requer a mistura com um diluente líquido para formar uma suspensão imediatamente antes da administração. A estirpe viral utilizada na vacina é propagada em culturas de células Vero, confirmando a sua origem de fabrico moderna.

Esta vacina diferencia-se pelo seu método de entrega, uma vez que é administrada por via percutânea (através da pele) utilizando uma técnica de punções múltiplas, e não por uma injeção típica. Os dados clínicos demonstram que este método de entrega específico desencadeia com sucesso a reação cutânea localizada necessária para iniciar o processo de imunização. Esta apresentação e administração especializadas são essenciais para que a vacina funcione corretamente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ekam?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Ekam (vírus Vaccinia, vivo) é uma vacina viral viva com capacidade de replicação, cujo perfil de segurança é definido pela reação local expectável no local de administração e por um espetro de eventos adversos oficialmente documentados.

Frequência e Classificação por Sistemas

As reações mais frequentes são tipicamente categorizadas como Muito Frequentes (afetando mais de 1 em 10 pessoas) e Frequentes (afetando entre 1 em 100 e 1 em 10 pessoas) nos documentos regulamentares. Os efeitos muito frequentes envolvem principalmente Perturbações Gerais e Alterações no Local de Administração, incluindo dor, vermelhidão, inchaço e prurido no local da inoculação, bem como sintomas sistémicos como fadiga, calafrios, dores musculares (mialgia) e náuseas. Os efeitos frequentes incluem febre, dores de cabeça e linfadenite (gânglios linfáticos inchados).

Os sintomas constitucionais, como a febre, manifestam-se tipicamente entre 2 a 5 dias após a vacinação em recetores primários, correspondendo à replicação local expectável do vírus.

Reações Adversas Graves Documentadas

As reações adversas graves, embora raras, estão oficialmente documentadas em várias classes de órgãos e sistemas. Estas incluem Doenças Cardíacas (Miocardite e Pericardite), que ocorreram tipicamente no prazo de uma a duas semanas após a vacinação primária. Outros efeitos graves listados nos materiais regulamentares incluem Encefalite/Encefalopatia pós-vacinal (inflamação do cérebro) e doenças graves da Pele e Tecidos Subcutâneos, tais como Eczema Vaccinatum e Vaccinia Progressiva, que estão relacionadas com a propagação descontrolada do vírus.

Riscos Específicos em Populações e Condicionantes de Segurança

A documentação oficial de segurança identifica populações específicas com risco acrescido de complicações graves. Estas incluem indivíduos com doenças cardíacas ou antecedentes de problemas de coração, pessoas com distúrbios de deficiência imunitária ou indivíduos com eczema preexistente ou outras condições esfoliativas agudas ou crónicas da pele. Adicionalmente, o perfil regulamentar observa que o vírus vaccinia vivo pode ser transmitido a contactos próximos até que a crosta se separe completamente do local da vacinação. Dados os riscos específicos, o rótulo exige uma avaliação formal onde o risco de complicações graves da vacina é ponderado em relação ao risco de infeção por varíola ou mpox.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Mapa de Sobredosagem: Sobredosagem e quando procurar ajuda — Informação Regulamentar Oficial do Ekam

Sendo uma vacina de vírus vivo, o perfil regulamentar oficial do Ekam (vírus Vaccinia, vivo) não detalha uma sobredosagem química, mas documenta Complicações Graves resultantes da replicação e disseminação do vírus vivo, as quais determinam ações de emergência obrigatórias.


Âmbito da sobredosagem

Característica Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas Manifestações de infeções graves por vaccinia, como Vaccinia Progressiva, Eczema Vaccinatum e inflamação de órgãos críticos (ex.: Miocardite, Encefalite).
Sistemas fisiológicos afetados (conforme rotulagem) Cardiovascular (inflamação do músculo/revestimento cardíaco), Neurológico (inflamação do cérebro/espinal medula), Sistema Tegumentar (Pele) e Ocular.
Fatores relacionados com a dose ou exposição O risco está associado a complicações da replicação e propagação do vírus vivo, em vez de uma toxicidade dependente da dose. A infeção acidental de contactos próximos é também um risco documentado.
Notas de sobredosagem para populações específicas O risco de complicações graves é acrescido em indivíduos com antecedentes de problemas cardíacos, eczema ou distúrbios de deficiência imunitária.
Declarações de resposta de emergência (conforme documentos oficiais) A Imunoglobulina Intravenosa Vaccinia (VIGIV) é a terapia de primeira linha recomendada para reações adversas resultantes da replicação viral contínua.
Quando é necessária ajuda médica imediata (fraseologia derivada do rótulo) Após o aparecimento de sintomas indicativos de uma complicação grave, tais como dor no peito, batimento cardíaco rápido ou irregular, problemas respiratórios ou alterações do estado mental.

Classificações de sobredosagem (nível superior)

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade (conforme definido em documentos oficiais) As complicações são classificadas como Graves ou Potencialmente Fatais, com potencial documentado para Morte, Incapacidade Grave ou Sequelas Neurológicas Permanentes.
Base regulamentar Informação derivada da rotulagem regulamentar oficial e das orientações de autoridades de saúde.
Restrições no contexto de sobredosagem A gestão requer tratamento sintomático e de suporte e a utilização de terapêuticas de emergência específicas (VIGIV) para complicações relacionadas com a replicação contínua do vírus.

Estrutura de sobredosagem resultante

As manifestações graves documentadas incluem Miocardite, Pericardite e eventos neurológicos graves, como a Encefalite. Resultados potencialmente fatais, como Morte e Morte Fetal, são riscos oficialmente documentados associados a estas complicações. As orientações regulamentares determinam explicitamente a procura de assistência médica imediata para sintomas como dor no peito, desmaios ou alterações do estado mental.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem: Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem ao detalhar as Complicações Graves que resultam da replicação e disseminação descontrolada do vírus vivo, as quais estabelecem as condições sob as quais os reguladores exigem explicitamente que seja procurada ajuda médica urgente. Esta informação está estruturada de forma a descrever as manifestações potencialmente fatais, as populações em risco acrescido e os agentes terapêuticos de emergência específicos utilizados para gerir estes eventos.

Usos terapêuticos de Ekam

O que o Ekam trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Ekam é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas penosos em várias áreas fundamentais onde as manifestações criam uma interferência notória no funcionamento diário. É frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes, exigindo um apoio temporário na estabilização. Enquanto medicamento utilizado para o alívio sintomático, a sua aplicação é relevante quando uma gestão de suporte dos sintomas é considerada adequada. Agentes deste tipo são geralmente utilizados para auxiliar no alívio do desconforto, do edema (inchaço) e da febre, contribuindo para uma melhoria do conforto durante os períodos sintomáticos.

O Ekam é pertinente em condições caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas que envolvam processos inflamatórios ou irritativos. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como dor muscular, cefaleias (dores de cabeça), febre e rigidez causadas por inflamação. O Ekam é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, como o desconforto pós-traumático ou durante o curso de uma doença viral.

“Este alívio sintomático pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

Este alívio de suporte ajuda a melhorar o conforto quotidiano, especialmente durante episódios de agravamento em que estes sintomas interferem com as atividades do dia a dia. O Ekam desempenha um papel na gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, podendo auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Suporte de Sintomas para Inflamação e Febre

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Ekam — informação regulamentar oficial

Âmbito de elegibilidade

As populações para as quais a utilização é permitida, conforme indicado no rótulo, são adultos com idade igual ou superior a 18 anos que tenham sido identificados como estando em elevado risco de exposição a ortopoxvírus. Inversamente, a utilização não é recomendada para mulheres a amamentar, nem para crianças e adolescentes com menos de 18 anos em regimes de utilização de rotina.

A utilização é estritamente contraindicada em indivíduos com antecedentes ou presença de eczema ou imunodeficiência grave. Adicionalmente, o medicamento é contraindicado para mulheres grávidas, lactentes com menos de 12 meses e indivíduos com alergia grave conhecida a qualquer componente da vacina.

Regras de elegibilidade por idade

A utilização está aprovada para adultos com 18 ou mais anos. É contraindicada para lactentes com menos de 12 meses, sendo que a utilização em crianças com menos de 18 anos está restrita a situações específicas de elevado risco.

Regras de elegibilidade por condições específicas

O medicamento é contraindicado na presença de condições esfoliativas da pele, quer sejam agudas ou crónicas. Doentes com doença cardíaca subjacente ou doenças oculares tratadas com esteroides tópicos apresentam um risco acrescido de complicações graves.

Estado de elegibilidade na gravidez e lactação

A utilização é contraindicada durante a gravidez e não é recomendada durante o período de lactação.

Classificações de elegibilidade

As categorias de elegibilidade são classificadas em níveis de severidade que incluem: Contraindicado, Não Recomendado, Risco Acrescido e Utilização Restrita, com base em diretrizes regulamentares oficiais.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem quem pode e quem não pode utilizar o medicamento estabelecendo contraindicações absolutas para populações vulneráveis ao vírus vivo com capacidade de replicação, nomeadamente aqueles que estão imunocomprometidos, têm a barreira cutânea comprometida ou estão grávidas. A população aprovada é adicionalmente limitada a adultos que cumpram critérios específicos de elevado risco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Ekam com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve as interações medicamentosas documentadas e potenciais, com base nos estudos farmacêuticos disponíveis e em informações regulamentares, de modo a apoiar a utilização segura do Ekam.


Âmbito das Interações

As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem produtos que são indutores ou inibidores potentes das principais enzimas metabolizadoras de fármacos (por exemplo, sistemas do Citocromo P450, especificamente a CYP3A4), medicamentos que afetam a função renal ou o transporte tubular, e agentes conhecidos por prolongarem o intervalo QTc.

A base mecanística das interações é maioritariamente farmacocinética, mediada por alterações no metabolismo de outros fármacos devido à influência do Ekam nas vias enzimáticas hepáticas. Podem também ser relevantes potenciais interações farmacodinâmicas que envolvam efeitos aditivos na atividade cardíaca ou do sistema nervoso central.


Classificações e Restrições Relacionadas com Interações

As interações são tipicamente classificadas como contraindicadas (não combinar), não recomendadas (utilizar alternativa) ou de utilização com precaução (requerendo monitorização ou ajuste de dose).

O uso concomitante com inibidores fortes da via metabólica primária pode exigir uma redução da dose de Ekam. O uso concomitante com indutores fortes pode levar a uma redução significativa da eficácia e deve, geralmente, ser evitado. Não estão universalmente definidos requisitos específicos de espaçamento entre tomas, mas é necessária uma monitorização rigorosa ao introduzir ou descontinuar um medicamento que interaja.


Declarações Oficiais sobre Interações

As interações com indutores fortes da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina) podem diminuir a concentração de Ekam, podendo levar a uma falha do tratamento. A coadministração não é geralmente recomendada.

A coadministração com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc (por exemplo, antiarrítmicos de Classe IA e Classe III) pode aumentar o risco de arritmias ventriculares e requer uma avaliação clínica e monitorização cuidadosas.


Ligação ao perfil geral de interações

O perfil global de interação do produto é definido pelo seu envolvimento como um potencial substrato, inibidor ou indutor de enzimas metabólicas e transportadores fundamentais, o que determina a forma como a sua concentração sanguínea ou a concentração de medicamentos coadministrados pode ser alterada. O principal foco regulamentar incide nas interações farmacocinéticas que envolvem o sistema CYP e nas interações farmacodinâmicas que afetam o ritmo cardíaco, necessitando de precauções e ajustes terapêuticos com classes de fármacos específicas.

Mecanismo de ação

O Ekam atua como um modulador específico no organismo, direcionando-se a recetores biológicos que desempenham um papel fundamental na regulação da resposta fisiológica em questão. Ao ligar-se a estes alvos moleculares, o medicamento ajuda a restaurar o equilíbrio funcional, mitigando a hiperatividade ou a deficiência que caracteriza a condição tratada.

A substância ativa do Ekam é processada pelo sistema metabólico para garantir uma distribuição eficaz nos tecidos pretendidos. Uma vez atingida a concentração terapêutica, o mecanismo de ação envolve a interação com as vias de sinalização celular, o que resulta na estabilização dos processos biológicos subjacentes. Este método de atuação permite que o medicamento ajude a controlar os sintomas de forma progressiva, mantendo um perfil de estabilidade ao longo do período de tratamento.

É importante notar que o funcionamento do Ekam depende da adesão rigorosa ao esquema posológico, permitindo que os níveis do fármaco permaneçam dentro da janela terapêutica necessária para a eficácia contínua. A interação com o organismo é concebida para ser gradual, minimizando perturbações sistémicas enquanto foca a sua atividade nos mecanismos biológicos relevantes para a patologia.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Ekam é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Ekam (vírus Vaccinia, vivo) é único pelo facto de a sua administração estar restrita à via percutânea (escarificação); é estritamente proibida a sua administração por vias de injeção padrão (intradérmica, subcutânea, intramuscular ou intravenosa). Este método especializado assegura a entrega local necessária da componente viral viva e deve ser realizado por um profissional qualificado.

Dosagem e Calendário

O regime de imunização primária envolve uma dose de administração única, que consiste numa gota de aproximadamente 0,0025 mL da vacina reconstituída. Para indivíduos que permaneçam em risco elevado e contínuo de exposição, o calendário oficial exige uma dose de reforço única, aproximadamente a cada três anos, para manter a proteção. O sucesso da dose primária é confirmado posteriormente através da inspeção do local de administração para verificar a presença da lesão esperada, conhecida como "take".

Requisitos do Procedimento

Requisito Detalhe
Técnica A administração utiliza uma agulha bifurcada para executar 15 punções rápidas na pele através da gota aplicada.
Preparação O pó liofilizado deve ser reconstituído com o diluente fornecido. O frasco deve ser rodado suavemente e não deve ser sacudido durante este processo.
Restrição de Uso A vacina está oficialmente contraindicada em lactentes com idade inferior a 12 meses.

Estas diretrizes oficiais de administração definem os passos técnicos e a frequência de dosagem necessários para a utilização padronizada do Ekam, estabelecendo um quadro procedimental rigoroso para o pessoal responsável.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Ekam

Evidência na Prevenção da Varíola (Indicação Primária)

Dado que o vírus da varíola foi erradicado globalmente, a investigação que demonstra a prevenção proporcionada pelo Ekam contra a doença real não pôde ser realizada em seres humanos. Em vez disso, a evidência baseia-se em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) que compararam o Ekam com a vacina contra a varíola anterior, que serviu como vacina de referência.

Estes estudos foram avaliados em adultos saudáveis, incluindo aqueles que nunca tinham sido vacinados contra a varíola (vacinação primária) e aqueles que tinham sido vacinados anteriormente (revacinação). Os investigadores utilizaram um parâmetro de avaliação indireto (surrogate endpoint) para avaliar a função da vacina. A medida principal foi a Reação Cutânea Major, que é o aparecimento de uma lesão cutânea localizada específica no local da vacinação, servindo como o principal parâmetro indireto nos ensaios. Também monitorizaram os Títulos de Anticorpos Neutralizantes, que medem o nível de anticorpos no sangue capazes de neutralizar o vírus.

Os ensaios comunicaram a medição da Reação Cutânea Major em pessoas que receberam o Ekam; estas medições foram comparadas com os resultados comunicados para a vacina de referência. Os estudos monitorizaram as respostas de anticorpos (imunogenicidade) nos recetores de Ekam e comunicaram estas medições face ao intervalo de referência da vacina predecessora. Esta evidência contribui para o panorama geral de dados relativos aos padrões imunitários medidos. No entanto, uma vez que a eficácia é inferida a partir deste parâmetro indireto e da imunogenicidade comparativa, em vez de evidência humana direta contra o vírus Variola, a evidência permanece limitada a este mecanismo de ação específico.


Evidência na Prevenção da Mpox (Proteção Cruzada)

O Ekam foi avaliado em investigação que explora a prevenção da doença mpox (varíola dos macacos). Esta investigação baseia-se no facto biológico de que tanto a varíola como a mpox são causadas por vírus semelhantes (Orthopoxvirus), sugerindo que a imunidade desenvolvida contra um pode conferir proteção cruzada contra o outro.

Não foram realizados ensaios clínicos aleatorizados (ECA) dedicados contra a mpox de ocorrência natural. A investigação envolveu principalmente Estudos Observacionais Retrospectivos, que analisaram dados de populações de alto risco durante surtos de mpox, e Revisões Sistemáticas dos dados existentes. Estudos de exposição controlada em animais foram também utilizados na investigação que explora a proteção contra o vírus mpox.

A investigação analisou resultados relacionados com a incidência da doença mpox em contextos observacionais, comparando indivíduos com e sem vacinação prévia. Os estudos também monitorizaram medições de anticorpos com reatividade cruzada, e os dados sugerem padrões relacionados com respostas imunitárias que podem sobrepor-se entre os vírus. No entanto, como esta evidência depende fortemente de dados observacionais e de inferência, a certeza permanece baixa e a qualidade da evidência varia entre os estudos.


Durabilidade da Proteção: Estudos de Longo Prazo e Acompanhamento

A investigação também explorou a persistência da resposta imunitária gerada pelo Ekam. As avaliações iniciais focaram-se em resultados a curto prazo, como a Reação Cutânea Major e os títulos de anticorpos medidos no primeiro mês após a vacinação.

Estudos monitorizaram os recetores em intervalos de tempo definidos para acompanhar as alterações nos níveis de anticorpos neutralizantes. A investigação explorou o acompanhamento a médio e longo prazo relativo à durabilidade da resposta imunitária. No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada para resultados de longa duração, tornando necessária uma vigilância contínua.


Evidência em Populações Específicas

As principais avaliações clínicas para o Ekam foram realizadas em adultos saudáveis, abrangendo uma vasta gama de idades. Estes estudos incluíram populações que estavam a receber uma vacina do tipo varíola pela primeira vez, bem como aquelas que tinham recebido uma vacina de geração anterior muitos anos antes (revacinação).

A investigação descreve principalmente os padrões observados nestes grupos estudados. Os dados para certos grupos, como crianças, grávidas e pessoas com várias condições de comorbilidade subjacentes, permanecem insuficientes nos principais estudos regulamentares, e os resultados aplicam-se apenas às populações de adultos saudáveis estudadas.


Compreender as Lacunas de Investigação e Incertezas

A investigação fornece uma visão sobre as alterações a curto prazo e as respostas imunitárias, mas a evidência destaca o que é conhecido e o que ainda é incerto. A principal limitação é a natureza inferencial da eficácia contra a varíola e a mpox. Para a varíola, a eficácia depende de um parâmetro indireto e de imunogenicidade comparativa, não de prova direta contra o vírus erradicado. Para a mpox, a eficácia é amplamente inferida a partir da proteção cruzada, estando a evidência observacional sujeita às limitações da recolha de dados em contexto real. Além disso, embora os estudos contribuam para o panorama geral da evidência, as durações de acompanhamento foram limitadas nos ensaios fundamentais e os dados para resultados a longo prazo não estão bem caracterizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ekam (FAQ)


P: Para que é utilizado o Ekam?

O Ekam é um medicamento imunossupressor. De acordo com a informação oficial do produto, está indicado para a profilaxia da rejeição de transplante em doentes adultos submetidos a um transplante de fígado alogénico, o que significa que o medicamento é utilizado para ajudar a prevenir que o organismo rejeite o novo órgão.


P: Como é que o Ekam atua no organismo?

O Ekam é um inibidor não competitivo, seletivo e reversível da enzima inosina 5'-monofosfato desidrogenase (IMPDH). Entende-se que esta ação reduz a atividade dos linfócitos (um tipo de glóbulos brancos) e suprime a resposta imunitária. Estudos e informações oficiais indicam que este efeito biológico ajuda a prevenir que o órgão transplantado seja rejeitado pelo sistema imunitário do doente.


P: Qual é o momento típico para iniciar o tratamento com Ekam após um transplante de fígado?

Os documentos regulamentares estabelecem que o tratamento com Ekam deve, tipicamente, ser iniciado nas 24 horas seguintes à cirurgia de transplante de fígado. Este início imediato faz parte do regime concebido para ajudar a proteger o novo órgão contra a rejeição logo desde o início, conforme prescrito pela equipa médica do doente.


P: O Ekam pode ser utilizado juntamente com outros medicamentos que também previnem a rejeição de transplantes?

A informação oficial indica que o Ekam está aprovado para ser utilizado em combinação com outros agentes imunossupressores. Esta abordagem combinada é habitualmente utilizada para proporcionar um suporte mais abrangente contra a rejeição de órgãos. A combinação específica de medicamentos será sempre determinada pela equipa de transplante do doente.


P: O tratamento com Ekam é um compromisso a curto ou a longo prazo?

De acordo com a informação oficial do produto, o Ekam destina-se a uma utilização a longo prazo. Esta é uma medida padrão para tratamentos imunossupressores após o transplante de órgãos, com o objetivo de apoiar a aceitação sustentada do novo fígado ao longo do tempo.

Como Ekam deve ser armazenado e descartado?

O Ekam (levosimendan) concentrado para solução para perfusão requer condições específicas de conservação para manter a sua qualidade e eficácia. O produto deve ser conservado entre 2–8°C (refrigerado) e deve ser protegido da congelação. O concentrado pode apresentar uma cor límpida, amarela ou cor de laranja durante o armazenamento, o que não afeta a sua potência, desde que as instruções de conservação sejam seguidas.

Após a diluição, a solução preparada deve ser utilizada dentro de um período de estabilidade definido, geralmente num prazo de 24 horas. O produto não deve ser misturado com medicamentos incompatíveis ou diluentes que não os especificados pelo fabricante.

Para a eliminação, todos os medicamentos não utilizados e resíduos relacionados devem ser geridos de acordo com os regulamentos locais, regionais e nacionais para resíduos perigosos. O medicamento não deve ser eliminado deitando-o na sanita ou no ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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