Dextran

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Dextran

Método de ação: Antianemic

Opção de tratamento: Iron Deficiency

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dextran

O que é o Dextrano?

O dextrano é um polímero complexo de glucose ramificada, classificado como um expansor do volume plasmático. Esta substância é produzida através da fermentação da sacarose por determinadas bactérias e é utilizada clinicamente para restaurar o volume de sangue circulante em situações de perda hemática ou desidratação grave. Ao aumentar a pressão oncótica no compartimento vascular, o dextrano ajuda a reter fluidos nos vasos sanguíneos, melhorando a estabilidade hemodinâmica do paciente.

Além da sua função como expansor de volume, o dextrano possui propriedades reológicas que influenciam o fluxo sanguíneo. Ele atua na redução da viscosidade do sangue e na inibição da agregação eritrocitária, o que pode facilitar a microcirculação em condições específicas. Dependendo do seu peso molecular, o dextrano pode também ser utilizado em soluções oftalmológicas para lubrificação ocular ou como componente em formulações intravenosas destinadas a prevenir complicações tromboembólicas após cirurgias.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dextran?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Dextrano foca-se no risco de reações sistémicas imediatas e nas potenciais consequências relacionadas com a sua função como expansor de volume, com base na documentação regulamentar oficial.


Reações Adversas Graves e Sistémicas

O padrão de segurança mais crítico envolve as Reações Anafilactoides Induzidas pelo Dextrano (DIAR), que são classificadas como graves, imediatas e potencialmente fatais nos avisos regulamentares oficiais. As reações adversas graves oficialmente listadas incluem hipotensão acentuada, paragem cardíaca, paragem respiratória e choque. É relatado que a maioria destas reações graves ocorre precocemente durante o período de perfusão.

Outros Efeitos Oficialmente Documentados

Os efeitos adversos são categorizados pelo sistema corporal afetado, embora as classificações de frequência variem. Os efeitos oficialmente listados incluem reações urticariosas ligeiras e erupções cutâneas (dermatológicos), náuseas e vómitos (gastrointestinais), e febre ou reações no local da injeção, como flebite.


Considerações de Segurança para Populações Específicas

As informações oficiais abordam condições onde o Dextrano requer cautela devido aos seus efeitos fisiológicos:

  • Sobrecarga Circulatória: Sendo um potente expansor de volume, o Dextrano pode causar sobrecarga de fluidos, o que acarreta o risco de precipitar edema pulmonar ou estados congestivos, particularmente em doentes com função cardíaca comprometida.
  • Função Renal: Recomenda-se precaução em indivíduos com compromisso da depuração renal, uma vez que doses excessivas podem precipitar ou agravar uma insuficiência renal.
  • Coagulação: O fármaco pode interferir com a função plaquetária e causar um prolongamento transitório do tempo de hemorragia, exigindo cautela em doentes com defeitos hemostáticos pré-existentes.

Este quadro de riscos oficialmente documentados enfatiza a necessidade de precaução relacionada com os efeitos vasculares rápidos e profundos do fármaco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Resultados Graves

A sobredosagem de Dextrano é definida principalmente pelas consequências da sobrecarga vascular aguda, que resulta da sua função como expansor do volume plasmático. As manifestações documentadas incluem hipervolemia, estados congestivos e o aparecimento de edema pulmonar. A perfusão excessiva ou rápida pode também levar à diluição das concentrações de eletrólitos no soro e, em doses cumulativas elevadas, a um prolongamento transitório do tempo de hemorragia e à depressão da função plaquetária.

Os resultados graves documentados incluem o risco de precipitar insuficiência renal aguda, particularmente em doentes desidratados ou naqueles com doença renal avançada pré-existente. Além disso, pode ocorrer sofrimento cardíaco ou descompensação devido à carga vascular extrema. Os doentes com função cardíaca comprometida estão em maior risco de resultados graves resultantes da sobrecarga vascular.

Quando Procurar Ajuda Médica Urgente

A ação imediata é necessária em dois cenários principais:

  1. Sinais de Sobrecarga Circulatória: A perfusão deve ser interrompida imediatamente após a observação de sinais clínicos de sofrimento vascular, tais como um aumento acentuado da Pressão Venosa Central ou o desenvolvimento de edema pulmonar.
  2. Reação com Risco de Vida: É necessária atenção médica imediata para quaisquer sinais de desenvolvimento rápido de uma reação alérgica grave (anafilactoide), que pode progredir para colapso circulatório.

O tratamento da sobredosagem é sintomático e de suporte. Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem por Dextrano, e as medidas podem incluir a utilização de um diurético osmótico para mitigar a acumulação grave de fluidos.

Usos terapêuticos de Dextran

O que o Dextrano trata: Principais usos e benefícios

O dextrano é um agente relevante utilizado para fornecer um suporte oportuno em situações clínicas críticas, caracterizadas por uma instabilidade grave de fluidos e uma elevada sobrecarga sistémica. É empregado para abordar padrões sintomáticos agudos associados ao stresse circulatório.

Estabilização do Choque Circulatório Agudo

Com base em evidências clínicas sobre as suas utilizações, o dextrano é frequentemente utilizado para tratar condições que envolvem uma diminuição acentuada do volume de sangue circulante, nomeadamente a hipovolemia e várias formas de choque resultantes de hemorragia, queimaduras graves ou trauma. É utilizado para ajudar a estabilizar a pressão arterial, apoiar a perfusão tecidual e atenuar as manifestações graves de um estado de choque iminente ou estabelecido.

Gestão da Perda de Fluidos em Lesões Graves

O dextrano é pertinente em situações de lesões agudas e extensas, particularmente em queimaduras graves, onde a fuga massiva de plasma provoca uma rápida depleção de volume. O benefício terapêutico é a substituição oportuna do volume plasmático perdido, o que ajuda a manter a estabilidade circulatória essencial e auxilia na manutenção da estabilidade funcional associada ao défice severo de fluidos nestes contextos críticos de pacientes.

Melhoria da Microcirculação e Redução do Risco de Coágulos

Para além da expansão de volume, o dextrano ajuda a gerir padrões de sintomas relacionados com o fluxo sanguíneo condicionado nos pequenos vasos, o que é considerado um risco significativo em procedimentos complexos. É aplicado para melhorar o fluxo, especialmente em microcirurgias, e proporciona o benefício de reduzir o risco de certas complicações vasculares pós-operatórias.


Facto Rápido: Alívio do Mal-estar Circulatório Grave
Domínio Terapêutico Sintoma Principal Abordado
Restauração de Volume Sintomas de pressão arterial profundamente baixa e hipoperfusão.
Gestão de Lesões Graves Sobrecarga sistémica causada por perda massiva de plasma ou fluidos.
Apoio Vascular Fluxo sanguíneo condicionado em pequenos vasos durante a recuperação cirúrgica.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Populacional Oficial para o Dextrano

Existem critérios rigorosos que definem as populações elegíveis para utilizar Dextrano (Dextrano 40 e Dextrano 70) com base em condições de saúde pré-existentes e fatores demográficos.

Populações com Contraindicação (Não Devem Utilizar) Elegibilidade por Idade
Hipersensibilidade conhecida ao dextrano Adultos e Adolescentes são geralmente autorizados para a expansão de volume.
Descompensação cardíaca acentuada ou insuficiência cardíaca congestiva manifesta Recém-nascidos (menos de 2 anos, Dextrano 40) não têm a segurança ou eficácia estabelecida.
Oligúria ou anúria grave (doença renal) Idosos requerem precaução oficial devido ao risco de sobrecarga de fluidos.
Defeitos hemostáticos acentuados (distúrbios hemorrágicos) Infantes e Crianças são autorizados, mas estão sujeitos a limites rigorosos de dose máxima diária.

Restrições Específicas por Condição

A utilização de Dextrano requer precaução oficial em doentes com insuficiência cardíaca ou compromisso renal existente que não possuam gravidade suficiente para constituir uma contraindicação. No que respeita à gravidez, o Dextrano está classificado na Categoria C e pode ser administrado apenas se for claramente necessário. A sua excreção no leite humano durante a amamentação é desconhecida, o que resulta num estado de precaução para esta população.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Combinações Oficialmente Restritas

A coadministração de Dextrano está formalmente contraindicada com fármacos que causem defeitos hemostáticos acentuados, incluindo a Heparina e a Varfarina. Esta proibição deve-se a uma interação farmacodinâmica grave que resulta num risco aditivo de diátese hemorrágica e num prolongamento do tempo de hemorragia.

Restrições de Administração e de Tempo

As informações oficiais incluem restrições de administração que estabelecem que medicamentos aditivos e produtos sanguíneos não devem ser administrados através da solução de Dextrano, nem pela mesma linha intravenosa, devido a incompatibilidade física. Existe uma regra temporal obrigatória que exige que as amostras de sangue para determinação do grupo sanguíneo e testes de compatibilidade (cross-matching) sejam colhidas antes da perfusão de Dextrano. Além disso, o Dextrano 1 deve ser administrado antes da perfusão de Dextrano 40 ou Dextrano 70 para mitigar o risco de reações anafilactoides graves.

Precauções Não Metabólicas e Populacionais

Não estão documentadas interações farmacocinéticas (via enzimas CYP) ou mediadas por transportadores. É necessária precaução quando o Dextrano (frequentemente suspenso em cloreto de sódio) é utilizado com Corticosteroides ou Corticotropina, uma vez que a carga aditiva de sódio pode contribuir para a retenção de fluidos, um risco que é mais significativo em doentes com função renal ou cardíaca diminuída.

Interferência em Testes Laboratoriais

O Dextrano interfere formalmente com diversos testes de diagnóstico. A sua presença pode causar resultados falsamente elevados em ensaios de glicose em testes que utilizem concentrações elevadas de ácido, e pode provocar turbidez que interfere com os ensaios de Bilirubina e de Proteínas Totais.

Mecanismo de ação

Expansão do Volume de Fluidos através da Pressão Osmótica Coloidal

O mecanismo primário do Dextrano é físico-químico, funcionando como um coloide que modula as forças de Starling através do endotélio vascular. Devido à sua grande dimensão molecular, o Dextrano permanece confinado no interior dos vasos sanguíneos, gerando uma elevada Pressão Osmótica Coloidal (COP). Este gradiente de pressão atrai ativamente o fluido intersticial dos tecidos circundantes para a circulação, o que leva rapidamente à restauração do volume de sangue circulante e à modulação da pressão sistémica.


Modulação Microcirculatória e Hemorreologia

O Dextrano influencia a hemorreologia, ou seja, as propriedades de fluxo do sangue, principalmente na microcirculação. As suas moléculas adsorvem-se à superfície dos eritrócitos (glóbulos vermelhos) e das plaquetas, reduzindo a sua tendência para se agregarem (fenómeno de "sludging"). Esta modulação física, combinada com a diluição da água do plasma (hemodiluição), diminui a viscosidade do sangue, o que resulta na modulação da dinâmica do fluxo e no aumento da perfusão tecidual através dos capilares mais pequenos.


Modulação da Hemostase e Antiagregação

Um mecanismo secundário é a modulação do sistema hemostático. O Dextrano reduz a concentração plasmática e a atividade de fatores de coagulação fundamentais, nomeadamente o Fator VIII e o Fator de Von Willebrand (vWF). Também contribui para o reforço do sistema fibrinolítico natural do corpo (degradação de coágulos). Estas ações combinadas contribuem para a redução da adesividade plaquetária e causam um prolongamento do tempo de hemorragia.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Dextrano: Diretrizes Oficiais de Administração

O Dextrano é administrado exclusivamente como uma solução para perfusão intravenosa (IV) e está disponível em concentrações como Dextrano 40 a 10% ou Dextrano 70 a 6%. Este método de administração exige a sua utilização num contexto clínico monitorizado. O protocolo oficial de utilização está estruturado em torno de limites rigorosos baseados no peso e requisitos temporais específicos, diferenciando a administração inicial do tratamento subsequente.

Protocolo de Administração

Para a reposição aguda de volume, a primeira parte da perfusão pode ser administrada rapidamente para obter um efeito imediato, mas o restante da dose deve ser administrado a uma velocidade mais lenta e controlada (por exemplo, 20 a 40 mL por hora). Um passo procedimental crítico é a administração obrigatória do inibidor hapteno, Dextrano 1, apenas 1 a 2 minutos antes da perfusão principal de Dextrano.

Limites de Dosagem e Duração

A administração é regida por máximos definidos. Para o Dextrano 40 utilizado em situação de choque, a dosagem total não deve exceder 20 mL/kg nas primeiras 24 horas, com as doses diárias subsequentes limitadas a 10 mL/kg/dia. A duração do tratamento para uso agudo geralmente não excede cinco dias consecutivos. Para a profilaxia contra o tromboembolismo, o esquema envolve frequentemente uma perfusão diária inicial seguida de uma transição para o uso intermitente (por exemplo, 500 mL a cada 2 ou 3 dias) por um período máximo de duas semanas.

Utilização em Populações Específicas

Tanto para a população pediátrica como para a geriátrica, a dosagem deve ser cuidadosamente calculada e baseia-se em limites específicos relativos ao peso (para crianças) ou no limite inferior das doses recomendadas para adultos (para adultos mais velhos), devido às variações fisiológicas expectáveis.

Evidência clínica recente

Dextrano: Evidência Clínica Recente

A investigação sobre o Dextrano foca-se essencialmente na sua utilização como expansor do volume plasmático e como agente de revestimento no transporte de fármacos. Os estudos clínicos avaliam o seu perfil com base em diferentes pesos moleculares, principalmente o Dextrano 40 e o Dextrano 70, que determinam a sua aplicação principal.


Expansão de Volume e Hemodiluição

Ensaios pivotais, incluindo estudos aleatorizados controlados, investigaram o Dextrano 70 para a gestão da hipovolemia aguda (baixo volume sanguíneo) resultante de trauma ou cirurgia. Estes estudos analisam a sua eficácia na restauração e manutenção do volume circulatório em comparação com cristaloides ou outros coloides. Os resultados indicam geralmente que o Dextrano 70 contribui para uma rápida expansão plasmática e para uma estabilidade hemodinâmica sustentada. O Dextrano 40, devido ao seu peso molecular inferior, é frequentemente estudado pelo seu papel na prevenção da oclusão vascular (bloqueios) na microcirculação após intervenções cirúrgicas, uma conclusão derivada principalmente de coortes observacionais e ensaios de pequena escala.


Aplicações Especializadas e Emergentes

A investigação tem também explorado a utilização do Dextrano em procedimentos especializados e novas formulações:

  • Transplante: A investigação analisa soluções de Dextrano na preservação e perfusão de órgãos, focando-se na redução da resistência vascular e na melhoria da sobrevivência do enxerto em modelos pré-clínicos.
  • Administração de Fármacos: Enquanto polímero, o Dextrano é avaliado pela sua capacidade de estabilizar compostos farmacêuticos e permitir sistemas de administração direcionada, particularmente na oncologia, onde é utilizado para criar nanopartículas biodegradáveis. Esta aplicação permanece, em grande parte, numa fase de investigação inicial e translacional.

No geral, a evidência relativa ao Dextrano continua concentrada no seu papel estabelecido na reanimação volémica e no suporte cirúrgico especializado, com um interesse crescente nas suas aplicações como polímero.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Dextrano (FAQ)

P: O Dextrano é um tipo de anticoagulante?

As descrições oficiais do produto referem que o Dextrano prolonga o tempo de hemorragia e reduz a adesividade das plaquetas e dos glóbulos vermelhos (um processo designado por antiagregação). Embora nem sempre seja classificado como um anticoagulante tradicional, o Dextrano encontra-se entre os agentes que afetam a coagulação sanguínea devido a estas ações.

P: Porque é que o Dextrano é administrado por perfusão e não em comprimidos?

A informação disponível indica que o Dextrano apresenta uma absorção muito reduzida quando tomado por via oral. Por conseguinte, para garantir que o medicamento alcança a corrente sanguínea para estabilizar o volume de fluidos, este é administrado diretamente na circulação através de uma perfusão intravenosa.

P: Quais são os efeitos secundários mais comunicados do Dextrano?

Os efeitos adversos documentados incluem reações cutâneas ligeiras, como erupção cutânea ou urticária, perturbações gastrointestinais como náuseas e vómitos, e febre. Existe um aviso importante relativamente ao risco de Reações Anafilactoides Induzidas por Dextrano (DIAR), que são classificadas como graves e potencialmente fatais.

P: Quanto tempo duram os efeitos do Dextrano?

A duração dos efeitos do Dextrano depende do peso molecular da substância administrada. Os efeitos fisiológicos continuam até que as moléculas sejam decompostas em componentes mais pequenos pelo fígado ou eliminadas do organismo pelos rins.

P: Porque é que algumas pessoas precisam de receber uma dose de teste antes do Dextrano?

O procedimento envolve a administração de uma pequena quantidade de uma substância inibidora específica, o Dextrano 1, imediatamente antes da perfusão principal de Dextrano. Este passo é realizado para ajudar a mitigar o risco de reações anafilactoides graves.

P: Porque é que o Dextrano é por vezes utilizado no revestimento de dispositivos médicos?

Estudos indicam que o Dextrano também é avaliado para utilizações como polímero, além do seu papel principal como expansor plasmático. Isto inclui a sua utilização como ingrediente em certos dispositivos médicos e em procedimentos cirúrgicos especializados para apoiar a microcirculação.

P: O que acontece se o Dextrano for administrado demasiado depressa?

As diretrizes de administração especificam que o Dextrano deve ser administrado a uma velocidade controlada após a fase inicial. A administração demasiado rápida da solução pode aumentar o risco de sobrecarga circulatória, o que pode levar a complicações como edema pulmonar (fluidos nos pulmões), particularmente em doentes com condições cardíacas ou renais pré-existentes.

P: Sabe-se se o Dextrano interage com medicamentos para o coração?

A utilização de Dextrano é restrita com certos fármacos utilizados nos cuidados cardíacos, tais como a Heparina e a Varfarina, devido a um risco acrescido de hemorragia. Recomenda-se também precaução quando este é utilizado com Corticosteroides, devido ao potencial de aumento da retenção de fluidos.

P: O Dextrano é considerado um medicamento essencial?

O Dextrano é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um Medicamento Essencial para satisfazer necessidades críticas de saúde. No entanto, o seu uso exige vigilância rigorosa quanto ao risco de reações anafilactoides graves.

P: O que acontece ao Dextrano após entrar no organismo?

Uma vez administradas, as moléculas de Dextrano que permanecem no espaço vascular são decompostas pelas células do organismo em produtos de glicose mais pequenos ou são eliminadas pelos rins. O processo de eliminação depende do tamanho inicial das moléculas administradas.

P: O Dextrano afeta os níveis de açúcar no sangue?

O Dextrano é um polímero de glicose que acaba por ser decomposto pelas células do corpo em glicose e água. Foi observado que o Dextrano, quando utilizado em formulações farmacêuticas, pode estar associado a um aumento dos níveis de açúcar no sangue.

P: O Dextrano já é utilizado há muito tempo?

Sim, o Dextrano tem uma longa história de utilização na medicina. Um método controlado para a sua produção médica e utilização comercial foi estabelecido pela primeira vez em 1947.

P: O Dextrano é um medicamento de venda livre?

Sendo uma solução intravenosa com protocolos de administração rigorosos, o Dextrano é um medicamento que é habitualmente administrado por profissionais num contexto clínico monitorizado.

P: Quanto tempo permanece o Dextrano no sistema?

O tempo de permanência no sistema depende do peso molecular. As moléculas mais pequenas são habitualmente eliminadas de forma rápida pelos rins, enquanto as moléculas maiores requerem metabolização pelo fígado antes de serem removidas.

P: O Dextrano é utilizado na medicina veterinária?

Sim, os sistemas regulamentares reconhecem a utilização do Dextrano para além dos pacientes humanos. O Dextrano possui uma classificação oficial que indica que as suas utilizações são regulamentadas também no âmbito da medicina veterinária.

Como Dextran deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Dextrano?

Esta secção descreve os requisitos oficiais para o armazenamento e a eliminação da solução intravenosa de Dextrano, com base na documentação normativa.

Requisitos Oficiais de Armazenamento

O Dextrano deve ser armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório proteger a solução do congelamento para evitar danos na integridade do produto. A solução destina-se, habitualmente, a uma utilização única.

Manuseamento e Inspeção

Antes da administração, a solução deve ser inspecionada visualmente. Não utilize o produto se estiverem presentes sinais de cristalização, partículas ou alteração da cor. Cumpra a regra geral de manter todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Qualquer porção remanescente não utilizada da solução de utilização única, ou o produto que tenha expirado, deve ser devidamente descartado. A eliminação deve ser efetuada de acordo com as diretrizes locais para resíduos farmacêuticos, tais como programas de retoma de medicamentos, e não deve envolver o despejo de medicamentos na sanita ou no ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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