Colestipol

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Colestipol

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Colestipol

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Colestipol
Forma Grânulos (para suspensão), Comprimido
Classe farmacológica Sequestrante de ácidos biliares (SAB)
Uso comum Redução de níveis elevados de colesterol LDL
Origem Polímero sintético não absorvível

Que Tipo de Medicamento é o Colestipol?

O colestipol é um medicamento de receita médica específico, classificado como um sequestrante de ácidos biliares (SAB) e utilizado como agente anti-hiperlipidémico. Este fármaco é uma terapia estabelecida para a redução de níveis séricos elevados de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) em doentes com hipercolesterolemia primária. Este medicamento é um composto sintético de ingrediente único, quimicamente identificado como uma resina de troca aniónica. Esta estrutura permite-lhe funcionar como um polímero não absorvível de grandes dimensões que permanece ativo exclusivamente no trato gastrointestinal, distinguindo-se de agentes que dependem da absorção sistémica.

É clinicamente reconhecido pelo seu uso a longo prazo na gestão lipídica, com o apoio de estudos farmacológicos realizados em investigação de lipidologia. Esta abordagem não sistémica é uma característica fundamental do colestipol, diferenciando-o de agentes que dependem da absorção por parte do organismo para exercerem o seu efeito.


Composição, Forma e Objetivo Geral

O componente ativo deste medicamento é o colestipol ou o seu sal, o cloridrato de colestipol. A substância consiste num polímero insolúvel de elevado peso molecular, conhecido como resina de poli(alilamina). É fornecido para administração oral em duas formas distintas: grânulos destinados a serem misturados numa suspensão oral e uma formulação em comprimido comprimido.

O objetivo geral do medicamento é baixar níveis elevados de colesterol. O colestipol alcança este benefício geral ao ligar-se fisicamente aos ácidos biliares do organismo no interior do intestino delgado. O medicamento atua através do aumento da excreção fecal de ácidos biliares, forçando assim o fígado a consumir o colesterol circulante para sintetizar novos ácidos de substituição. Este mecanismo resulta na redução pretendida da concentração plasmática de colesterol LDL, oferecendo um meio de gerir níveis lipídicos elevados.

Quais efeitos secundários são possíveis com Colestipol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O colestipol é um sequestrador de ácidos biliares que não é absorvido pelo organismo; por conseguinte, as suas reações adversas limitam-se principalmente ao trato gastrointestinal (GI).

Reações Adversas Comuns

A reação adversa comunicada com maior frequência é a obstipação, que ocasionalmente pode ser grave e pode agravar hemorróidas pré-existentes. Outros efeitos gastrointestinais comuns incluem dor abdominal ou cólicas, flatulência, náuseas, vómitos e dispepsia (indigestão). Os efeitos secundários comunicados com menor frequência incluem cefaleias, tonturas, fadiga e várias queixas musculoesqueléticas, tais como artrite ou dores nas costas.


Considerações de Segurança Graves

Devido ao seu mecanismo de ação, o colestipol pode interferir com a absorção de substâncias essenciais. O uso crónico pode levar a uma redução da absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e de ácido fólico. Isto pode resultar numa maior tendência hemorrágica devido a uma hipoprotrombinemia adquirida (deficiência de Vitamina K) e requer uma monitorização regular. O fármaco está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao produto ou naqueles com obstrução biliar total.

Restrições de Segurança e Monitorização

As formulações em pó e granulado nunca devem ser tomadas secas, uma vez que tal acarreta um risco de obstrução esofágica. A dosagem pode necessitar de ser reduzida ou o tratamento interrompido se ocorrer obstipação grave. É necessária a determinação periódica dos níveis de colesterol e de triglicéridos no soro para confirmar a resposta terapêutica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A ingestão de uma dose excessiva de colestipol não costuma constituir uma emergência médica imediata com risco de vida, uma vez que o medicamento não é absorvido pela corrente sanguínea. No entanto, o principal risco de uma sobredosagem reside na potencial obstrução do trato gastrointestinal. A gravidade desta situação depende da quantidade ingerida, da localização da obstrução e do estado de saúde gastrointestinal prévio do paciente.

Sintomas de Sobredosagem

Caso ocorra uma ingestão massiva, os sintomas manifestam-se predominantemente a nível digestivo. Os sinais de alerta que podem indicar uma complicação grave incluem:

  • Obstipação grave ou persistente.
  • Dor abdominal intensa ou cólicas.
  • Sensação de enfartamento ou distensão abdominal.
  • Náuseas e vómitos.

Procedimentos em Caso de Emergência

Se houver suspeita de uma sobredosagem significativa, deve contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou recorrer aos serviços de urgência hospitalar. É fundamental não tentar induzir o vómito sem orientação médica.

Ao procurar assistência, esteja preparado para fornecer informações sobre a quantidade aproximada de colestipol ingerida e o tempo decorrido desde a ingestão. O tratamento médico nestes casos foca-se na monitorização do paciente e na prevenção ou resolução de qualquer obstrução intestinal que possa ocorrer.

Usos terapêuticos de Colestipol

Para que serve o Colestipol: Principais Usos e Benefícios

O colestipol é um sequestrante de ácidos biliares, uma categoria de medicamentos frequentemente utilizada para auxiliar na gestão dos níveis lipídicos. O seu uso principal é considerado relevante como terapia adjuvante à dieta em contextos de redução da carga de colesterol total e de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C) séricos elevados em doentes com hipercolesterolemia primária, sendo pertinente em cenários onde os doentes gerem os perfis lipídicos com a dieta. Este fármaco é considerado relevante neste contexto terapêutico.

Este medicamento é relevante para atenuar o desconforto relacionado com o desequilíbrio sistémico, uma condição em que a estabilidade funcional é afetada. Contribui para aliviar a carga global de sintomas associada a lípidos elevados e é aplicado na abordagem à concentração de colesterol 'mau'. O colestipol pode fazer parte da gestão sintomática para doentes que beneficiem de apoio adicional na gestão dos seus perfis lipídicos, e também em situações que envolvam certos sintomas angustiantes associados a stress funcional de órgãos específicos.

“Este medicamento apoia o doente durante episódios difíceis ao aliviar o mal-estar relacionado com níveis elevados de lípidos.”

Facto Rápido: Alívio para Lípidos Elevados
O colestipol é um tratamento frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis (como o colesterol elevado), como um complemento à gestão dietética.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Colestipol — Informações Regulamentares Oficiais

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos com hipercolesterolemia primária que não respondem adequadamente à dieta.
Populações para as quais o uso não é recomendado Lactentes e crianças com menos de 2 anos de idade, uma vez que o colesterol é necessário para o desenvolvimento normal.
Populações para as quais o uso é contraindicado Indivíduos com hipersensibilidade documentada ao Cloridrato de Colestipol ou a qualquer um dos seus componentes. Pacientes com obstrução biliar completa.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade O uso não está estabelecido na população pediátrica; o uso requer cautela na população geriátrica (com mais de 60 anos) devido ao potencial de aumento dos efeitos gastrointestinais.
Regras de elegibilidade específicas por condição As causas secundárias de hipercolesterolemia devem ser excluídas antes do início da terapêutica.
Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação Gravidez: O uso exige que os benefícios potenciais sejam ponderados face aos possíveis riscos, devido à conhecida interferência na absorção de vitaminas lipossolúveis. Lactação: Deve ser exercida cautela.
Restrições relacionadas com a elegibilidade O uso pode não ser indicado em pacientes com níveis de triglicéridos (TG) superiores a 400 mg/dL. O uso deve ser monitorizado se existir obstipação grave pré-existente ou agravada, pois esta condição pode exacerbar hemorroidas.

Ligação ao Perfil Geral de Elegibilidade

Os documentos regulamentares definem quem pode e quem não pode utilizar o Colestipol através de contraindicações absolutas relativas à hipersensibilidade e diversas restrições condicionais relacionadas com a idade e condições pré-existentes. A rotulagem designa a população adulta com hipercolesterolemia primária como a base de utilizadores aprovada, enquanto classifica explicitamente o uso em lactentes como não recomendado. O uso é restrito em pacientes com obstipação grave e exige cautela durante a gravidez, devido ao efeito deste fármaco não sistémico na absorção de vitaminas lipossolúveis.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do colestipol é definido pela sua atividade não sistémica como um sequestrante de ácidos biliares, o que leva a interações farmacocinéticas através da ligação física no trato gastrointestinal. Esta ação de ligação resulta na redução da exposição sistémica de vários medicamentos orais administrados concomitantemente. A documentação regulamentar especifica que a coadministração com micofenolato oral é formalmente classificada como contraindicada, devido à diminuição significativa da absorção resultante.

O padrão primário envolve a redução da absorção de vários outros agentes, incluindo a digoxina, a varfarina, a tiroxina, os antibióticos da classe das tetraciclinas e o genfibrozil. Para mitigar esta interferência na absorção, aplica-se uma regra obrigatória de intervalo na administração: outros medicamentos orais devem ser administrados pelo menos uma hora antes ou quatro horas depois do colestipol.

Esta ação de ligação também interfere com a absorção de nutrientes essenciais, especificamente vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e ácido fólico. Esta redução documentada na exposição a nutrientes pode levar a deficiências, tais como a hipoprotrombinemia associada à deficiência de vitamina K. Separadamente, a formulação de grânulos aromatizados contém fenilalanina, o que constitui uma restrição documentada para o uso em doentes com fenilcetonúria (PKU).

Mecanismo de ação

O colestipol é uma resina de troca aniónica não sistémica que se liga fisicamente aos ácidos biliares no intestino delgado, formando um complexo insolúvel. Este mecanismo de sequestração é responsável pela interrupção da circulação entero-hepática, que é a via normal de reciclagem que devolve os ácidos biliares do intestino ao fígado.

A perda acelerada de ácidos biliares obriga o fígado a compensar essa falta utilizando as suas reservas intracelulares de colesterol para sintetizar novos ácidos biliares. Este esgotamento desencadeia um mecanismo homeostático que estimula a expressão de recetores de LDL na superfície das células do fígado. Este aumento de recetores é o ajuste fisiológico fundamental que aumenta a remoção de partículas de colesterol LDL da corrente sanguínea.

Ao elevar o número de recetores de LDL ativos, o mecanismo resulta num aumento do catabolismo (degradação) e na eliminação de partículas circulantes de lipoproteínas de baixa densidade. Esta ação indireta e direcionada altera o processamento lipídico do organismo, ao acelerar a utilização do LDL-C plasmático para processos metabólicos essenciais.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Colestipol

O colestipol é administrado exclusivamente por via oral como parte de um plano de tratamento a longo prazo. O medicamento está disponível em duas formas: comprimidos de 1 grama e grânulos de 5 gramas para suspensão oral.

Administração e Horários

O protocolo de tratamento baseia-se numa titulação gradual da dose. A dose inicial para adultos, quer sejam 2 gramas (comprimidos) ou 5 gramas (grânulos), é tomada uma vez por dia ou dividida em duas tomas diárias. A dosagem pode ser ajustada em pequenos incrementos em intervalos de 1 ou 2 meses. As doses diárias máximas são de 16 gramas para os comprimidos e de 30 gramas para os grânulos.

Restrição na Administração Instrução Oficial
Preparação dos Grânulos Devem ser misturados com, pelo menos, 90 ml (3 onças) de líquido (ex.: água, sumo, sopa) e nunca devem ser tomados secos.
Integridade do Comprimido Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com líquidos; não devem ser cortados, esmagados nem mastigados.
Separação de Outros Medicamentos Outros medicamentos orais devem ser administrados uma hora antes ou quatro horas depois do colestipol para evitar interferências na sua absorção.
Protocolo de Dose Esquecida Se uma dose for esquecida, o indivíduo deve retomar o seu esquema regular com a dose seguinte e não tomar duas doses ao mesmo tempo.

O colestipol destina-se, geralmente, a uma utilização a longo prazo. Após a interrupção, os níveis de colesterol sérico regressam tipicamente aos valores de base no prazo de um mês. As informações oficiais de prescrição não especificam uma dosagem diferente para doentes pediátricos, que devem ser medicados sob orientação especializada.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama dos Estudos sobre o Colestipol

Evidência para Uso na Hipercolesterolemia Primária

A investigação relacionada com a área de estudo principal do Colestipol envolveu prioritariamente ensaios clínicos controlados e estudos de dose-resposta que avaliaram o medicamento em monoterapia. Estes estudos focaram-se geralmente em adultos com diagnóstico de hipercolesterolemia moderada primária. Os resultados que os investigadores mediram com maior frequência foram as variações nas concentrações de LDL-C (colesterol de lipoproteínas de baixa densidade) e de Colesterol Total (CT) no sangue. O acompanhamento para estas avaliações laboratoriais primárias de biomarcadores foi, tipicamente, de curto prazo, com uma duração aproximada de 8 a 10 semanas.

Os resultados destes estudos de curto prazo reportaram medições das concentrações de LDL-C e CT durante o período do estudo. Com base na consistência destas medições entre os vários estudos, a evidência relacionada com as alterações de curto prazo nos biomarcadores lipídicos é classificada como Evidência de Nível Elevado.

Existe informação limitada relativamente a eventos clínicos de longo prazo. Estão disponíveis poucos dados sobre a forma como as medições lipídicas evoluíram após a interrupção do estudo. O conhecimento sobre os padrões observados em pacientes que apresentam níveis de triglicéridos (TG) gravemente elevados é também limitado.


Evidência de Terapia Combinada e Investigação Cardiovascular

O Colestipol foi avaliado em investigação que analisou o seu uso como parte de uma terapia combinada com outros agentes que alteram os lípidos. Estes cenários de investigação focaram-se em populações com fatores de risco estabelecidos, tais como indivíduos com Doença Coronária (DC) ou Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH). Os investigadores exploraram resultados relacionados com alterações físicas nos vasos sanguíneos ao longo de vários anos, utilizando exames de imagem angiográfica para avaliar a progressão ou regressão da aterosclerose. Os estudos também monitorizaram padrões relacionados com eventos cardiovasculares adversos major.

A evidência relacionada com estes desfechos cardiovasculares específicos é classificada como Evidência de Nível Moderado. Esta avaliação observa que os dados foram derivados de regimes de terapia combinada, o que significa que a contribuição específica do Colestipol dentro de um regime combinado intensivo não está totalmente caracterizada.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

A investigação foi desenhada para monitorizar as medições observadas nos pacientes ao longo de intervalos de tempo definidos, com períodos de acompanhamento que, em alguns estudos, se estenderam até sete anos. A evidência relacionada com desfechos clínicos de longo prazo pode ser inferida a partir dos dados de grandes ensaios envolvendo outros sequestradores de ácidos biliares. A investigação destaca padrões onde as medições lipídicas foram observadas, em alguns estudos, como evoluindo para os valores de referência iniciais após o período de monitorização do estudo.


O que Permanece Incerto na Investigação sobre o Colestipol

Em todo o panorama global da investigação, a extensão total da avaliação de longo prazo sobre eventos clínicos adversos major não está caracterizada por ensaios clínicos determinantes para o próprio Colestipol. Para a investigação que explora utilizações experimentais fora da gestão lipídica, a evidência é limitada, baseando-se frequentemente em amostras de pequena dimensão e períodos de acompanhamento limitados. No geral, a investigação disponível fornece contexto, mas não previsões individuais, e a investigação prossegue para caracterizar totalmente o perfil de longo prazo deste medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Colestipol (FAQ)


P: O Colestipol é o mesmo tipo de fármaco que a colestiramina?

R: O Colestipol e a colestiramina são ambos classificados em documentos regulamentares como sequestradores de ácidos biliares. Estes medicamentos partilham um mecanismo de ação geral semelhante, que envolve a ligação física aos ácidos biliares no intestino. Este mecanismo é o que os distingue de outros tipos de agentes redutores do colesterol.


P: Que tipo de alterações devo esperar na minha dieta ao tomar Colestipol?

R: As orientações oficiais descrevem o Colestipol como um complemento à dieta. Isto significa que o medicamento se destina a ser utilizado em conjunto com uma dieta especial prescrita por um profissional de saúde para ajudar a baixar o colesterol. O cumprimento do plano dietético é referido na documentação oficial como um componente obrigatório do protocolo de tratamento para que o medicamento seja utilizado conforme pretendido.


P: O Colestipol está disponível como medicamento genérico?

R: Sim, o Colestipol está disponível como formulação genérica, o Cloridrato de Colestipol. Isto inclui tanto a forma de comprimidos como a de grânulos.


P: Porque é que o Colestipol é por vezes prescrito se eu já tomo uma estatina?

R: A documentação regulamentar indica que este medicamento é utilizado como terapêutica adjuvante (tratamento adicional) à dieta. A documentação oficial refere que é utilizado como terapia adjuvante em indivíduos que não atingiram a redução desejada de LDL apenas com a terapêutica de estatina na dose máxima tolerada.


P: Com que rapidez deve o Colestipol começar a atuar nos níveis de colesterol?

R: Os documentos regulamentares afirmam que o declínio mensurável nos níveis de colesterol sérico é geralmente evidente por volta de um mês de tratamento. O tratamento destina-se geralmente a uma utilização de longo prazo.


P: Porque é que o Colestipol é por vezes utilizado para outras condições além do colesterol elevado?

R: Recursos médicos ligados a entidades reguladoras descrevem utilizações para a gestão do prurido (comichão) associado a níveis elevados de ácidos biliares. É também mencionado para o tratamento de certos tipos de diarreia associados a um excesso de ácidos biliares.


P: Como é que o Colestipol afeta os triglicéridos?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o Colestipol geralmente não tem efeito clinicamente relevante nas concentrações de triglicéridos séricos na população padrão de pacientes. No entanto, os documentos regulamentares advertem que os níveis de triglicéridos podem aumentar em alguns pacientes, sendo necessária a determinação periódica dos níveis de triglicéridos séricos para confirmar a resposta terapêutica.


P: O Colestipol causa obstipação e como é que isso é gerido geralmente?

R: A obstipação é referida nos documentos oficiais como a reação adversa comunicada com maior frequência. A informação regulamentar que descreve a gestão padrão inclui sugestões como o aumento da ingestão de líquidos e a inclusão de fibra dietética. Pode também ser adicionado um amolecedor de fezes.


P: O Colestipol causa azia?

R: A azia está especificamente listada nos documentos regulamentares como uma das queixas gastrointestinais menos frequentes reportadas nos estudos clínicos do medicamento.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo descritos por fontes oficiais para o Colestipol?

R: Os documentos oficiais observam que o uso crónico pode levar à redução da absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e de ácido fólico. Esta redução na exposição a nutrientes está associada ao risco de deficiências, como a hipoprotrombinemia (deficiência de Vitamina K), que pode levar a uma maior tendência para hemorragias.


P: Posso tomar Colestipol se tiver doença renal?

R: Uma vez que o Colestipol é classificado como uma resina de troca aniónica, a informação regulamentar sugere cautela ao administrar o fármaco a pacientes com insuficiência renal (doença renal). Isto deve-se ao potencial desenvolvimento de uma alteração metabólica conhecida como acidose hiperclorémica associada ao uso crónico.


P: Tomar Colestipol pode causar problemas de cálculos biliares?

R: A colecistite (inflamação da vesícula biliar) e a colelitíase (cálculos biliares) foram reportadas raramente em pacientes, mas estas condições não estão necessariamente ligadas ao fármaco. A informação regulamentar refere que se recomenda cautela em pacientes com cálculos biliares pré-existentes.


P: O Colestipol pode interferir com as pílulas contracetivas?

R: A informação oficial indica que o Colestipol pode interferir com a absorção de certos ingredientes encontrados nos contracetivos orais, como a progesterona, quando tomados ao mesmo tempo. Como resultado, aplica-se a regra obrigatória de separação temporal, em que outros medicamentos orais são tomados uma hora antes ou quatro horas depois do Colestipol.


P: O que dizem os dados oficiais sobre o Colestipol e as alterações no colesterol HDL?

R: Os dados oficiais indicam geralmente que se observa pouca alteração nos níveis de colesterol HDL (HDL-C) ao tomar Colestipol. No entanto, os estudos notaram um aumento observado numa partícula específica, a partícula LpAI, dentro da fração HDL.


P: Porque é que a orientação oficial de utilização é tão pouco específica quanto ao horário das refeições?

R: A orientação oficial permite flexibilidade no horário: os comprimidos podem ser tomados com as refeições e os grânulos podem ser misturados com vários líquidos ou alimentos. A orientação enfatiza a adesão à regra de separação de medicamentos para evitar a interferência na absorção de outros fármacos orais.


P: Os documentos oficiais mencionam o Colestipol a afetar o humor ou o sono?

R: Os documentos regulamentares listam a insónia (dificuldade em dormir) e, raramente, a ansiedade como reações adversas não gastrointestinais pouco frequentes registadas em estudos clínicos.


P: Os estudos sugerem que o Colestipol tem benefícios cardiovasculares a longo prazo?

R: A investigação relacionada com o perfil de longo prazo do Colestipol refere frequentemente as conclusões de estudos que envolveram um sequestrador de ácidos biliares semelhante, a colestiramina. Estes estudos reportaram uma redução observada na taxa combinada de morte por doença coronária e enfarte do miocárdio não fatal ao longo de sete anos.


P: O Colestipol pode ser tomado por alguém com problemas de fígado?

R: O Colestipol é contraindicado em pacientes com obstrução biliar completa. Para outras condições hepáticas não obstrutivas, a informação oficial exige uma consideração cuidadosa, particularmente relacionada com o risco potencial de interações com medicamentos concomitantes que possam ser afetados pelo mecanismo do Colestipol.


P: O Colestipol pode afetar a absorção de outros medicamentos para o colesterol pelo organismo?

R: Sim, o Colestipol pode diminuir o nível ou o efeito de outros medicamentos orais para o colesterol, como a estatina atorvastatina, ao interferir com a absorção no trato gastrointestinal. Para mitigar este efeito, aplica-se a regra obrigatória de separação de fármacos.


P: O Colestipol precisa de ser tomado a uma hora específica do dia?

R: Para a população adulta, se a dose for dividida, a orientação regulamentar permite que uma dose seja tomada ao pequeno-almoço ou almoço e uma segunda dose à noite. Recomenda-se geralmente que os grânulos sejam tomados antes das refeições.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Colestipol?

R: A hipersensibilidade ao Colestipol é uma contraindicação. Os sinais reportados de reações cutâneas incluem erupção cutânea e irritação. A documentação oficial refere que foi descrita irritação grave ou prolongada da língua, a qual deve ser comunicada.

Como Colestipol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Colestipol?

Os requisitos oficiais de armazenamento e eliminação do Colestipol estão definidos em documentos regulamentares para garantir a estabilidade do produto e a segurança pública.

Temperatura de Armazenamento

Deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20 C e 25 C (68 F a 77 F).

Proteção e Manuseamento

Mantenha o recipiente hermeticamente fechado e proteja o medicamento da humidade, do calor excessivo e do congelamento. Não armazene o medicamento num local húmido, como uma casa de banho.

Segurança Infantil

O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance de crianças e de animais de estimação, e as tampas de segurança devem estar devidamente bloqueadas.

Eliminação

Elimine o Colestipol fora de prazo ou não utilizado através de um programa de recolha de medicamentos. Se não houver um programa de recolha disponível, misture o medicamento com uma substância desagradável (como terra ou borras de café), coloque-o num saco ou recipiente selado e deite-o no lixo doméstico comum. Não deve, em circunstância alguma, deitar o medicamento na sanita ou no esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Colestipol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: