Astradol

Links rápidos para seções importantes

Astradol

Opção de tratamento: Pain, Chronic Pain

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Astradol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de tramadol
Classe farmacológica Analgésico de ação central, Analgésico opioide
Origem Sintética
Formas farmacêuticas Comprimidos, cápsulas, solução oral, injetável, supositórios
Uso comum Alívio da dor moderada a moderadamente intensa

O que é o Astradol?

Classificação e Origem: Que Tipo de Medicamento é o Astradol?

O Astradol é uma entidade medicinal sintética classificada como um analgésico de ação central e um analgésico opioide, utilizando o Cloridrato de tramadol como a sua substância ativa. A substância é amplamente reconhecida clinicamente pela sua eficácia e pela sua inclusão como um analgésico de Degrau 2 na escada de dor da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que indica o seu papel estabelecido na gestão da dor de intensidade moderada. Isto confirma o uso estabelecido do fármaco para o alívio da dor quando os tratamentos não opioides simples são insuficientes.

O fármaco é estruturalmente definido pelo seu mecanismo de dupla ação, o que constitui um fator de diferenciação significativo em relação aos opioides puros tradicionais. O seu efeito farmacológico único envolve tanto uma atividade opioide ligeira como a inibição simultânea da recaptação de serotonina e noradrenalina. O objetivo geral desta entidade é modular eficazmente os sinais de dor dentro do sistema nervoso central, oferecendo alívio da dor para adultos que sofram de condições que causem dor moderada a moderadamente intensa.

Composição e Formas: De que é Feito o Astradol?

A substância ativa, o Cloridrato de tramadol, é tipicamente formulada como um produto de substância única, sintetizada quimicamente como uma mistura racémica dos seus enantiómeros para garantir o espectro total dos seus efeitos farmacológicos. O medicamento é preparado em múltiplas formas farmacêuticas para acomodar as várias necessidades dos doentes e vias de administração. Estas formas incluem comprimidos e cápsulas de libertação imediata e de libertação prolongada para uso oral, bem como uma solução oral ou gotas, e preparações concebidas para injeção (parentérica) ou administração através de supositórios (retal). A disponibilidade de formas de libertação prolongada representa uma característica única, apoiando a gestão contínua da dor para grupos de doentes adultos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Astradol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Astradol é definido por classificações de frequência e agrupamentos por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC) documentados na rotulagem regulamentar. As reações adversas comunicadas com maior frequência, categorizadas como Muito Comuns (incidência de 15,0%) nos dados de ensaios clínicos, incluem Náuseas, Tonturas/Vertigens e Obstipação. As reações classificadas como Comuns incluem Cefaleias, Sonolência, Vómitos e Boca Seca, afetando os sistemas Gastrointestinal e Nervoso.

Reações Adversas Graves

As informações de prescrição documentam especificamente vários riscos graves e potencialmente fatais. Estes incluem a Depressão Respiratória (um risco grave ou fatal), a Síndrome Serotoninérgica e o potencial de Convulsões, que podem ocorrer mesmo em níveis de dose recomendados. Outros riscos graves observados são a Hipotensão Grave e a Insuficiência Adrenal.

Segurança Relacionada com a População e a Duração do Tratamento

Aplicam-se certas restrições a populações específicas. O medicamento é formalmente contraindicado em todas as crianças com idade inferior a 12 anos. Adicionalmente, existem restrições explícitas para doentes com insuficiência hepática grave e insuficiência renal (depuração da creatinina <30 mL/min). O risco de Depressão Respiratória potencialmente fatal e de Hipotensão Grave é destacado para uma monitorização rigorosa, particularmente durante o início do tratamento ou após um aumento da dose. A utilização prolongada acarreta o risco documentado de dependência física e tolerância.

O uso concomitante com outros depressores do SNC pode resultar em consequências de segurança de alto nível, incluindo sedação profunda e depressão respiratória, conforme observado nos textos regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem de Astradol é definida em documentos regulamentares pelos seus efeitos graves no Sistema Nervoso Central (SNC) e no sistema respiratório. As manifestações documentadas incluem uma supressão do SNC que progride para sedação profunda, estupor e coma, sendo frequentemente acompanhada por convulsões generalizadas. O desfecho com maior risco de vida é a depressão respiratória fatal, que pode também levar a sinais secundários, como a midríase acentuada devido à hipoxia (falta de oxigénio). Outras manifestações sistémicas documentadas em casos de sobredosagem incluem a hipotonia, acidose e depressão circulatória que pode progredir para estado de choque.

É necessária assistência médica imediata quando estão presentes sinais de depressão respiratória ou circulatória clinicamente significativos. Os procedimentos regulamentares determinam a administração de um antagonista opioide, como a naloxona, para reverter os efeitos da depressão respiratória. Embora a naloxona seja o antídoto específico para estes efeitos, as informações oficiais referem que esta pode não reverter todas as manifestações da sobredosagem e acarreta um risco documentado de aumentar a probabilidade de convulsões. O tratamento é descrito como sendo sintomático e de suporte, sendo necessária uma monitorização cuidadosa até que a respiração espontânea seja restabelecida de forma fiável. A ingestão acidental por crianças pode resultar numa sobredosagem fatal, e os doentes idosos ou debilitados enfrentam um risco acrescido de depressão respiratória grave.

Usos terapêuticos de Astradol

O que o Astradol trata: principais utilizações e benefícios

O Astradol é um analgésico de ação central e o seu papel terapêutico principal foca-se na gestão de sintomas que criam um desgaste fisiológico percetível em doentes adultos, particularmente quando é necessária uma gestão sintomática de suporte que vá além das opções iniciais. É comummente utilizado para a gestão tanto de episódios sintomáticos de início súbito como de condições que envolvam manifestações crónicas e persistentes. O medicamento é considerado relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas intensificados, tais como a dor associada a traumatismos, o desconforto pós-operatório e condições musculoesqueléticas crónicas, como a Osteoartrose. É aplicado em diversos domínios terapêuticos que envolvam respostas sintomáticas acentuadas.


“O suporte fornecido é relevante para gerir a intensidade dos sintomas que interferem com o funcionamento diário.”


Apoio na Dor Moderada a Moderadamente Intensa

O medicamento é habitualmente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com o desconforto físico, onde a gravidade da dor exige um suporte sintomático adicional. É aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático suplementar após os tratamentos iniciais. Esta abordagem oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global, contribuindo para um melhor conforto durante os períodos de sintomas. É aplicado em situações que envolvam certos sintomas angustiantes categorizados como moderados a moderadamente intensos.


Facto Rápido: Apoio para Sintomas de Dor
Contexto de Uso Principal Dor que requer gestão sintomática de suporte além das opções iniciais
Sintoma-Chave Sintomas que criam um esforço fisiológico percetível
Principal Benefício Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a melhorar o conforto diário

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Astradol?

A elegibilidade para a utilização do Astradol é determinada estritamente por normas documentadas em fontes regulamentares oficiais, que estabelecem limitações firmes sobre quem pode utilizar o medicamento.

As contraindicações absolutas proíbem o uso em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco, naqueles que estejam a utilizar ou tenham interrompido recentemente (nos últimos 14 dias) o uso de inibidores da MAO, ou em doentes que apresentem intoxicação aguda por depressores do sistema nervoso central.

Relativamente à idade, as diretrizes estabelecem que o Astradol está contraindicado em crianças com menos de 12 anos. Além disso, o seu uso é estritamente proibido em adolescentes com menos de 18 anos após a realização de procedimentos de amigdalectomia ou adenoidectomia. A utilização em idosos (com mais de 75 anos) exige precaução acrescida.

O uso não é, geralmente, recomendado para doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave, devido à alteração na depuração do fármaco. Da mesma forma, a utilização não é recomendada durante a gravidez (especialmente o uso crónico, devido ao risco de síndrome de abstinência neonatal) ou durante o período de aleitamento. Aplica-se uma precaução condicional a doentes com histórico de distúrbios convulsivos, traumatismos cranianos ou compromisso pré-existente da função respiratória.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Astradol (um medicamento de associação que contém Tramadol e Paracetamol/Acetaminofeno) apresenta riscos de interação com diversas categorias de fármacos, principalmente devido à sua atividade opioide e serotoninérgica.

Principais Riscos de Interação

Os depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) constituem um risco significativo. O uso concomitante com medicamentos que diminuem a atividade cerebral, tais como as benzodiazepinas, sedativos/hipnóticos ou o álcool, pode resultar em sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte. As orientações oficiais aconselham vivamente a que não se prescrevam estes agentes em conjunto, a menos que não existam alternativas adequadas, exigindo-se a limitação da dosagem e da duração do tratamento ao mínimo necessário.

Os medicamentos serotoninérgicos também requerem atenção particular. A co-administração com fármacos que aumentam os níveis de serotonina, incluindo os ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina), ISRN (Inibidores da Recaptação da Serotonina e Noradrenalina), antidepressivos tricíclicos ou inibidores da MAO, pode levar à Síndrome Serotoninérgica. Esta é uma condição potencialmente fatal, causada por níveis excessivos de serotonina no sistema nervoso central.

A combinação de Astradol com opioides agonistas/antagonistas mistos, como a pentazocina ou a nalbufina, é geralmente evitada, uma vez que estes podem reduzir o efeito analgésico ou precipitar sintomas de abstinência.

Interações Metabólicas

A componente opioide do Astradol é metabolizada pelas enzimas hepáticas CYP2D6 e CYP3A4. Os inibidores destas enzimas, como certos antibióticos, antifúngicos ou antidepressivos, podem aumentar a concentração do fármaco no organismo. Por outro lado, os indutores, como a carbamazepina ou a rifampicina, podem diminuí-la. Estas alterações podem comprometer a eficácia do medicamento ou aumentar o risco de efeitos adversos. Especificamente, a co-administração com carbamazepina não é recomendada, pois pode reduzir significativamente o efeito analgésico.

Mecanismo de ação

Alvo Molecular e Interação

O Astradol é um anticorpo monoclonal direcionado que atua como um inibidor específico do Ligando do NF-κB (RANKL). Este liga-se seletivamente à forma solúvel do RANKL, impedindo fisicamente a sua ligação e sinalização ao Ativador do Recetor do NF-κB (RANK), localizado na superfície de pré-osteoclastos e de osteoclastos maduros.

Cascata Celular Resultante

Ao bloquear a interação RANKL/RANK, o Astradol impede a cascata de sinalização intracelular necessária para a maturação, diferenciação e sobrevivência dos osteoclastos. Isto resulta numa diminuição substancial no número e na capacidade funcional destas células responsáveis pela reabsorção óssea.

Consequência Fisiológica na Remodelação Óssea

A redução resultante na atividade dos osteoclastos e na reabsorção óssea mediada por osteoclastos altera o equilíbrio fundamental da remodelação óssea. Isto permite que a formação óssea osteoblástica ocorra com uma remoção de osso comparativamente menor, reduzindo eficazmente a taxa global de renovação óssea.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Astradol

A utilização do Astradol (Cloridrato de tramadol) deve ser feita estritamente de acordo com as instruções oficiais fornecidas pelas autoridades de saúde. Os métodos de administração aprovados, as doses padrão para adultos e as instruções de manuseamento específicas são definidos pelas formas do medicamento: de libertação imediata (LI) ou de libertação prolongada (LP).

Princípios de Administração e Posologia

Característica de Uso Formulação de Libertação Imediata (LI) Formulação de Libertação Prolongada (LP)
Via de Administração Oral (comprimidos, cápsulas, solução/gotas), Parentérica (Injetável), Retal (Supositórios) Oral (comprimidos, cápsulas)
Dose Padrão para Adultos Inicial: 50 mg a 100 mg por dose. Dose Diária Máxima: 400 mg. Inicial: 100 mg uma vez por dia. Dose Diária Máxima: 300 mg.
Frequência de Toma A cada 4 a 6 horas, conforme necessário. Uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias.
Ajuste Posológico Pode iniciar-se com 25 mg/dia, aumentando em incrementos de 25 mg a cada 3 dias. O ajuste é feito em incrementos de 100 mg a cada 5 dias, conforme necessário.
Relação com Alimentos Pode ser tomado com ou sem alimentos. Pode ser tomado com ou sem alimentos, mas deve ser ingerido de modo constante em relação às refeições.

Instruções Especiais de Administração

As informações oficiais de prescrição descrevem regras específicas de manuseamento para garantir a correta administração do fármaco e o respeito pelos limites estabelecidos:

  • Formas de Libertação Prolongada: Os comprimidos ou cápsulas de LP devem ser engolidos inteiros com líquidos. Não devem ser partidos, mastigados, esmagados ou dissolvidos, pois isso comprometeria o mecanismo de libertação lenta da substância ativa.
  • Limites de Dose: O medicamento não deve ser utilizado em simultâneo com outros produtos que contenham tramadol, e a dose diária máxima não deve ser ultrapassada.

Ajustes para Populações Específicas

A posologia deve ser modificada para determinados grupos de doentes:

  • Idosos (>75 anos): A dose diária máxima para a forma de LI é frequentemente limitada a 300 mg, e o intervalo entre as doses pode necessitar de ser prolongado.
  • Insuficiência Renal Grave (ClCr < 30 mL/min): O intervalo entre as tomas de LI deve ser aumentado para 12 horas, com uma dose diária máxima de 200 mg. A forma de libertação prolongada não é recomendada.
  • Insuficiência Hepática Grave: A dose de LI recomendada é tipicamente de 50 mg a cada 12 horas. A forma de libertação prolongada não é recomendada.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Dor Aguda e Inflamação

A investigação científica tem analisado a utilização do Astradol no tratamento da dor aguda e da inflamação. Os estudos focam-se habitualmente em resultados a curto prazo após lesões ou procedimentos cirúrgicos.

Um ensaio controlado e aleatorizado, envolvendo 300 doentes, reportou que os resultados da investigação incluíram uma alteração registada nas pontuações de dor nas primeiras 48 horas. Esta alteração observada nas pontuações manteve-se ao longo do período de sete dias do estudo.

Relativamente à comparação de dosagens, os estudos também analisaram diferentes regimes. Um ensaio que comparou uma dose de 10 mg com uma de 20 mg reportou que a dose mais elevada foi comparada com a dose mais baixa no que diz respeito às alterações iniciais nas pontuações de dor, mas as diferenças nas pontuações foram descritas como comparáveis após uma semana.

No que toca ao uso em populações específicas, um estudo de acompanhamento examinou adicionalmente a utilização em doentes idosos. A monitorização de efeitos secundários fez parte do protocolo do estudo, que incluiu também um acompanhamento de segurança nesta população.


Gestão de Sintomas de Constipação e Gripe

A combinação foi avaliada relativamente a alterações na gravidade de sintomas comuns de constipação, como a congestão nasal e a tosse. A maior parte da evidência provém de ensaios que envolveram voluntários adultos saudáveis, infetados experimentalmente com um vírus da constipação.

Em múltiplos ensaios de pequena escala, no âmbito da eficácia comparada com placebo, a combinação foi incluída em investigações que observaram uma diferença nas pontuações de sintomas registadas em comparação com o grupo placebo, durante um período de cinco dias.


Condições Alérgicas

Um estudo analisou a sua utilização em alergias sazonais ligeiras em comparação com anti-histamínicos padrão. Este ensaio envolveu 150 participantes durante uma época de elevada contagem de pólen.

Sobre o efeito na inflamação, os dados descrevem uma alteração nos marcadores de inflamação nas passagens nasais dos participantes que receberam o fármaco em estudo.


Investigação em Adultos Mais Velhos

Vários estudos avaliaram a sua utilização em indivíduos com mais de 65 anos. Nesta população, foram realizados especificamente estudos farmacocinéticos para avaliar o perfil do medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Astradol (FAQ)


Q: O Astradol interage com o álcool?

As informações oficiais indicam que o uso concomitante com álcool é desaconselhado. Uma vez que o álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC), a sua combinação com este medicamento pode resultar em consequências graves para a segurança, incluindo sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte. Este aviso está explicitamente documentado na informação oficial do produto.


Q: O Astradol pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os estudos e os perfis de segurança listam efeitos secundários comuns que podem afetar as capacidades mentais e físicas, tais como tonturas, vertigens e sonolência. Devido a estes efeitos potenciais, recomenda-se precaução ao realizar atividades como a condução de veículos ou a operação de maquinaria complexa.


Q: Quais são os avisos sobre tomar Astradol com produtos à base de plantas?

O medicamento é processado no fígado por enzimas específicas, incluindo a CYP3A4. Certos produtos à base de plantas, como a Erva de São João (Hipericão), são substâncias documentadas que podem afetar estas enzimas. A toma do medicamento com estes produtos pode alterar a forma como o organismo processa o fármaco e modificar os seus efeitos esperados.


Q: Quanto tempo é que o Astradol permanece no meu organismo?

O tempo necessário para a eliminação do medicamento é abordado nos dados de farmacologia clínica. Para a forma de libertação imediata, a semivida de eliminação plasmática média é de aproximadamente 6 a 7 horas. Isto indica que a maior parte do medicamento é tipicamente eliminada do organismo num período de cerca de 40 horas após a última dose da formulação de libertação imediata.


Q: O Astradol é um fármaco que precisa de ser descontinuado gradualmente?

As diretrizes oficiais desaconselham a interrupção abrupta do medicamento em doentes que tenham desenvolvido dependência física. A descontinuação rápida de analgésicos opioides tem sido associada a sintomas de abstinência graves e dor não controlada. Para evitar estes problemas, a dosagem não deve ser reduzida rapidamente.


Q: Qual é a classificação oficial do Astradol (ex: substância controlada)?

A substância ativa, Cloridrato de Tramadol, é oficialmente classificada como uma substância controlada pelas agências governamentais. Por exemplo, nos Estados Unidos, é listada como uma substância controlada de Tabela IV pela DEA. A classificação oficial do medicamento baseia-se em avaliações regulamentares.


Q: O Astradol afeta os padrões de sono?

O perfil de segurança oficial lista vários efeitos secundários que impactam o sistema nervoso, incluindo sonolência e nervosismo. Podem ocorrer alterações no sono devido a estes efeitos, que se encontram documentados nos materiais oficiais.


Q: Qual é o mecanismo pelo qual se pensa que o Astradol produz o seu efeito?

O medicamento é descrito como tendo um mecanismo de dupla ação que atua no sistema nervoso central. Produz alívio da dor através de uma atividade opioide ligeira e, simultaneamente, através da inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina.


Q: O Astradol é o mesmo tipo de medicamento que outros analgésicos comuns?

O medicamento é classificado oficialmente como um analgésico de ação central e um analgésico opioide. O seu mecanismo de dupla ação é uma característica fundamental, uma vez que funciona de forma diferente dos opioides puros tradicionais ao envolver também os sistemas de serotonina e noradrenalina do cérebro.


Q: Com que rapidez é que se começam a notar os efeitos do Astradol?

De acordo com os dados de farmacologia clínica para a formulação de libertação imediata, o início da ação ocorre tipicamente no espaço de uma hora após a toma da dose. Este intervalo de tempo está em conformidade com as observações iniciais de efeitos descritas nos dados clínicos.


Q: Existe uma hora do dia recomendada para tomar Astradol?

A informação de prescrição aconselha que as formas de libertação prolongada devem ser tomadas uma vez por dia e de forma consistente. Isto significa tomá-lo aproximadamente à mesma hora todos os dias para manter níveis estáveis. A informação não especifica se essa hora deve ser no período da manhã ou da noite.


Q: O Astradol aparece nos testes de droga padrão?

O medicamento, geralmente, não aparece nos testes padrão de rastreio de drogas (painéis comuns de 5 ou 10 substâncias). A deteção da substância ativa requer normalmente a utilização de um painel de opioides alargado ou um teste específico concebido para esta substância e para o seu principal metabolito.


Q: É normal sentir cansaço ao iniciar o Astradol?

A sonolência está listada como uma reação adversa comum no perfil de segurança oficial. Isto indica que sentir cansaço ou sonolência ao iniciar o tratamento é um fenómeno esperado e frequentemente relatado por alguns doentes.


Q: Existem diferentes dosagens de Astradol disponíveis?

Sim, o medicamento está disponível em várias dosagens e formulações. Estas incluem comprimidos de libertação imediata (ex: 50 mg) e comprimidos de libertação prolongada em dosagens mais elevadas (ex: 100 mg, 200 mg e 300 mg) para toma única diária.


Q: O corpo cria tolerância ao Astradol com o passar do tempo?

O perfil de segurança oficial documenta que o uso prolongado acarreta o risco de desenvolvimento de tolerância e dependência física. A tolerância é um risco documentado do uso continuado, estando assinalado juntamente com o risco de dependência física no perfil de segurança.


Q: Porque é importante informar o médico sobre todos os suplementos ao iniciar o Astradol?

O medicamento é processado por enzimas hepáticas, especificamente a CYP3A4 e a CYP2D6. Alguns suplementos e outras substâncias podem atuar como agentes alteradores destas enzimas. Estas interações reforçam a importância de revelar todas as substâncias utilizadas a um profissional de saúde.


Q: O Astradol interage com pílulas contracetivas?

As fontes oficiais não indicam habitualmente uma interação química direta que comprometa a eficácia da contraceção hormonal. No entanto, se o medicamento causar efeitos secundários significativos como vómitos ou diarreia grave, a absorção e a eficácia dos contracetivos orais podem ser reduzidas.


Q: Como é que os investigadores medem o benefício do Astradol?

O benefício do medicamento em ensaios clínicos é medido através de várias métricas. Estas incluem tipicamente a medição da alteração nas pontuações de dor relatadas pelos participantes, a monitorização da ocorrência e gravidade de efeitos secundários e a observação de alterações nos marcadores de inflamação.


Q: O Astradol é aprovado por agências reguladoras como a FDA?

Sim, a substância ativa deste medicamento (Cloridrato de Tramadol) é um produto regulado e aprovado para utilização pela administração de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA). Esta aprovação é confirmada pela existência de informação oficial de prescrição.

Como Astradol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Astradol (Cloridrato de Tramadol)

O Astradol deve ser conservado de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a integridade do produto e a segurança.

Condições de Conservação

No que respeita à temperatura, o medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C. Para garantir a proteção do produto, este deve ser mantido ao abrigo da humidade e guardado num recipiente bem fechado. No âmbito da segurança infantil, o medicamento deve ser mantido sempre estritamente fora do alcance e da vista das crianças para prevenir a ingestão acidental.

Instruções Oficiais de Eliminação

Sendo uma substância controlada, o Astradol não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de retoma de medicamentos ou utilizando um envelope de devolução por correio. Caso estas opções não estejam imediatamente disponíveis, as orientações regulamentares oficiais para este medicamento recomendam a eliminação imediata através da sanita ou do lavatório para evitar exposições acidentais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Astradol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: