Asacol

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Asacol

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Asacol

Factos Rápidos sobre o Asacol (Mesalazina)

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Mesalazina (ácido 5-aminossalicílico, 5-ASA)
Formas Farmacêuticas Comprimidos de libertação retardada, comprimidos de libertação prolongada, supositórios, enemas
Classe Farmacológica Aminossalicilato (Anti-inflamatório de ação tópica)
Objetivo Geral Controlo e supressão da inflamação intestinal crónica
Origem Composto Sintético

Que Tipo de Medicamento é o Asacol?

O Asacol é um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é a Mesalazina, quimicamente identificada como ácido 5-aminossalicílico ou 5-ASA. Trata-se de um composto sintético classificado no grupo farmacológico dos aminossalicilatos, atuando primordialmente como um agente anti-inflamatório de ação tópica. O consenso clínico reconhece a Mesalazina como uma abordagem terapêutica fundamental para a gestão da irritação crónica no intestino. O Asacol é um produto monocomponente que utiliza a Mesalazina — a parte terapeuticamente ativa derivada de terapias de aminossalicilatos mais antigas — proporcionando uma componente anti-inflamatória direcionada.

Composição e Sistema Especializado de Libertação

A composição única dos produtos de Mesalazina é concebida para uma libertação localmente direcionada no trato gastrointestinal inferior. As formulações incluem comprimidos orais de libertação retardada e comprimidos de libertação prolongada, bem como formulações retais, como supositórios e enemas. As formas farmacêuticas orais do Asacol são especificamente protegidas por uma matriz com revestimento entérico, desenhada para libertar o princípio ativo apenas quando este atinge o íleo terminal e o cólon. Este mecanismo, apoiado por estudos farmacológicos, assegura que as concentrações do fármaco sejam maximizadas no local da inflamação. Esta capacidade de libertação direcionada é uma característica definidora das formulações de Mesalazina.

Finalidade Geral da Mesalazina

O objetivo geral deste medicamento é suprimir e controlar a inflamação crónica e localizada no revestimento do intestino grosso. A Mesalazina atinge este fim através de uma ação anti-inflamatória localizada direta, que se crê interferir com as vias químicas que geram mediadores inflamatórios, como as prostaglandinas e os leucotrienos. Ao modular esta resposta biológica, o benefício central do fármaco é o controlo do processo inflamatório subjacente, necessário para promover a cicatrização da mucosa e manter a saúde a longo prazo do tecido intestinal afetado. Este uso terapêutico geral é clinicamente reconhecido pela sua eficácia na manutenção da estabilidade da doença.

Quais efeitos secundários são possíveis com Asacol?

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. É fundamental contactar um médico imediatamente se sentir reações alérgicas graves, tais como inchaço da face, lábios ou garganta, dificuldade em respirar ou erupções cutâneas súbitas.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem dores de cabeça, náuseas e dor abdominal. Alguns doentes podem também experienciar diarreia, flatulência ou agravamento dos sintomas de colite já existentes. Em casos raros, foram reportadas inflamações do pâncreas ou do músculo cardíaco, manifestando-se através de dor torácica ou febre.

Informações de segurança e precauções

Antes de iniciar o tratamento, deve informar o seu médico sobre o seu historial clínico, especialmente se tiver problemas renais ou hepáticos. O acompanhamento médico regular, incluindo análises ao sangue e à urina, é essencial para monitorizar a função renal durante a utilização deste medicamento.

As mulheres grávidas ou em período de amamentação devem consultar o médico antes de utilizar este fármaco, uma vez que o princípio ativo atravessa a barreira placentária e é excretado no leite materno em pequenas quantidades. O tratamento só deve ser mantido se os benefícios potenciais superarem os riscos.

Interações medicamentosas

Informe o seu médico se estiver a tomar outros medicamentos, especificamente agentes que possam afetar os rins ou fármacos que alterem a acidez do sistema digestivo, pois estes podem interferir com a libertação controlada do medicamento. O uso simultâneo de certos imunossupressores deve ser feito sob vigilância médica rigorosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem com mesalazina (Asacol) indica que a experiência em humanos é rara e limitada, resultando na orientação de que a gestão deve ser sintomática e de suporte. Não existe um antídoto específico disponível. No caso de uma exposição aguda a doses elevadas, as manifestações clínicas podem incluir sintomas associados à estrutura dos aminossalicilatos, tais como náuseas, vómitos, dores de cabeça, confusão ou convulsões, embora estes correspondam frequentemente a um exagero de efeitos adversos conhecidos.

A documentação regulamentar determina que deve ser procurada ajuda médica imediata perante sinais de reações sistémicas graves ou potencialmente fatais que exijam uma intervenção urgente. Isto inclui qualquer indicação de hipersensibilidade cardíaca (miocardite ou pericardite), deterioração rápida da função renal (nefrite ou insuficiência renal), discrasias sanguíneas ou o aparecimento de Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs). É exigido que os doentes interrompam o medicamento imediatamente e procurem assistência médica perante a suspeita destas manifestações graves.

Devido à conclusão de que o rim é o principal órgão alvo de toxicidade em estudos pré-clínicos, a monitorização contínua da função renal e das contagens sanguíneas é essencial. Esta monitorização é particularmente crítica para doentes idosos ou para aqueles com compromisso renal ou hepático pré-existente.

Usos terapêuticos de Asacol

O que o Asacol trata: principais utilizações e benefícios

A Mesalazina (Asacol) é habitualmente utilizada em contextos clínicos que envolvem inflamação ativa, de gravidade ligeira a moderada, associada à Colite Ulcerosa (CU), uma condição crónica do intestino grosso. Este medicamento é utilizado na gestão dos sintomas da doença ativa. O benefício central durante uma fase de agudização reside no auxílio ao controlo da condição clínica quando os sintomas podem intensificar-se temporariamente, o que ajuda a aliviar a carga sintomática.

Este tratamento auxilia na gestão de grupos de sintomas que incluem hemorragia retal, diarreia frequente e sanguinolenta, bem como sintomas associados, como cólicas abdominais e urgência fecal. O suporte terapêutico primário é aplicado para abordar o objetivo crucial da manutenção da remissão e da indução da remissão em condições que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes. Esta utilização contínua auxilia na gestão dos sintomas associados ao stresse funcional específico do órgão e apoia os doentes durante episódios de maior desconforto.


Facto Rápido: Alívio dos Sintomas Inflamatórios Intestinais

A Mesalazina é relevante para atenuar os sintomas que podem tornar-se mais disruptivos durante as crises de agudização. O fármaco apoia o doente durante episódios difíceis ao aliviar o mal-estar e contribui para um melhor conforto quotidiano, o que ajuda a reduzir a carga sintomática global.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Asacol (Mesalazina)

A elegibilidade para a utilização de Asacol é determinada pelas autoridades regulamentares e baseia-se em restrições de idade documentadas, alergias conhecidas e no estado da função dos órgãos.

Contraindicações Absolutas

O Asacol é estritamente contraindicado para utilização em determinados grupos de doentes devido a riscos formais e documentados:

  • Hipersensibilidade: Indivíduos com uma alergia conhecida ou suspeita a salicilatos (que incluem a mesalazina) ou a qualquer outro componente do produto.
  • Compromisso Orgânico Grave: Doentes com compromisso hepático grave (insuficiência hepática) ou compromisso renal grave (insuficiência renal).
  • Idade: Determinadas formulações estão contraindicadas em crianças com idade inferior a 2 anos.

Utilização Condicional e Limitações

A utilização é restrita ou condicional para diversas populações, exigindo precaução médica e monitorização:

  • Adultos: Aprovado para o tratamento e manutenção da remissão da Colite Ulcerosa.
  • Doentes Pediátricos: Aprovado para o tratamento da colite ulcerosa ativa em crianças a partir dos 5 anos de idade. A eficácia para a manutenção da remissão em indivíduos com menos de 18 anos não está estabelecida.
  • Compromisso Conhecido: Doentes com compromisso renal ou hepático conhecido e não grave exigem precaução e monitorização obrigatória da função renal antes e durante a terapia.
  • Gravidez e Aleitamento: A utilização é condicional; só é permitida se o benefício potencial justificar o risco potencial, conforme determinado por um profissional de saúde. Existem conselhos específicos para a monitorização de diarreia em bebés durante o aleitamento.
  • Idosos: Deve ser utilizado com precaução, geralmente apenas se apresentarem uma função renal e hepática normal ou com compromisso não grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação da mesalazina (Asacol) com base nos riscos de toxicidade aditiva em sistemas de órgãos, possíveis alterações na atividade anticoagulante e no comprometimento do sistema especializado de libertação do fármaco.

Padrões de Interação Documentados

Categoria Substância ou Classe de Interação Resultado da Interação
Toxicidade Aditiva Tiopurinas (Azatioprina ou 6-Mercaptopurina) Aumento do risco de mielotoxicidade (distúrbios graves das células sanguíneas).
Agentes Nefrotóxicos (incluindo AINEs) Risco acrescido de nefrotoxicidade (danos nos rins).
Anticoagulação Varfarina (Anticoagulantes Orais) Pode potenciar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, exigindo a monitorização do INR.
Libertação do Fármaco Antiácidos ou Inibidores da Bomba de Protões (IBP) Risco de libertação prematura da substância ativa devido à interrupção do revestimento entérico, reduzindo potencialmente o efeito terapêutico.

Precauções e Monitorização

A coadministração com tiopurinas requer a monitorização das contagens de células sanguíneas. Quando utilizada em conjunto com a varfarina, os documentos regulamentares exigem uma vigilância rigorosa do Rácio Internacional Normalizado (INR). Devido ao risco de danos renais aditivos, a função renal deve ser monitorizada sempre que a mesalazina for administrada com outros agentes nefrotóxicos. Não existem regras obrigatórias de intervalo de tempo para a separação entre a toma de mesalazina e outros medicamentos. Além disso, foi documentado que o uso de mesalazina interfere com testes laboratoriais específicos, conduzindo a resultados falsamente elevados nos exames de normetanefrina urinária.

Mecanismo de ação

O princípio ativo, Mesalazina (5-ASA), atua primordialmente através de um mecanismo localizado que modula as vias inflamatórias no cólon e no íleo terminal. Esta ação envolve uma intervenção direta na sinalização inflamatória ao nível celular, no revestimento do intestino, sendo um processo que depende da obtenção de uma elevada concentração local.

Regulação da Ativação Genética Inflamatória

A ação fundamental da Mesalazina envolve a intervenção nas vias de sinalização nuclear que impulsionam a inflamação. O fármaco atua como um inibidor do Fator Nuclear-kappa B (NF-kB), uma proteína essencial que inicia a produção de moléculas inflamatórias. Em simultâneo, funciona como um agonista do PPAR-gama, um recetor nuclear que suprime ativamente esses mesmos genes inflamatórios. Esta modulação de dupla ação sobre os fatores de transcrição resulta na supressão dos sinais moleculares que sustentam a inflamação localizada.

Supressão de Mediadores Químicos Locais

O medicamento suprime ainda mais a inflamação ao interferir com substâncias destrutivas fundamentais na mucosa. A Mesalazina inibe enzimas como a Ciclo-oxigenase (COX) e a Lipoxigenase (LOX), reduzindo assim a síntese de mensageiros inflamatórios, tais como o Leucotrieno B4 (LTB4). Adicionalmente, exerce uma função antioxidante, procedendo à captação química de Espécies Reativas de Oxigénio (ERO). Esta supressão de mediadores em múltiplos alvos atenua a degradação dos tecidos e reduz a quimiotaxia (atração química) de células imunitárias.

Mecanismo Restrito à Superfície da Mucosa

O mecanismo de ação é fisiologicamente restrito, dependendo da manutenção de elevadas concentrações locais de 5-ASA em contacto direto com a superfície da mucosa inflamada. Esta exigência de atuação tópica significa que a ação do mecanismo está limitada à inflamação superficial no cólon, sendo fisiologicamente limitada na sua influência sobre inflamações que se estendam profundamente na parede intestinal (transmurais).

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Asacol (Mesalazina) — Diretrizes Oficiais de Administração

O Asacol é um comprimido oral de libertação retardada que contém mesalazina (ácido 5-aminossalicílico). A sua administração deve seguir rigorosamente as instruções fornecidas para garantir que o fármaco atinja o cólon de forma correta. Devido a diferenças na formulação, aplicam-se regras específicas dependendo do produto que foi prescrito.


Âmbito de Administração

Característica Comprimido de Libertação Retardada (ex: Asacol 400 mg) Comprimido de Libertação Retardada (ex: Asacol HD 800 mg)
Via de Administração Oral Oral
Preparação Engolir inteiro. Não se deve cortar, esmagar, partir ou mastigar os comprimidos. Engolir inteiro. Não se deve cortar, esmagar, partir ou mastigar os comprimidos.
Relação com as refeições Pode ser tomado com ou sem alimentos. Deve ser tomado com o estômago vazio (pelo menos uma hora antes ou duas horas após uma refeição).
Posologia (Adultos) 2,4 g a 4,8 g por dia para doença ativa; 1,6 g por dia para manutenção, geralmente em doses divididas. Dose diária total de 4,8 g (1600 mg três vezes ao dia) para colite ulcerosa moderadamente ativa, durante um período de 6 semanas.
Grupos Etários Aprovado para colite ulcerosa ativa ligeira a moderada em crianças a partir dos 5 anos (dosagem baseada no peso, máx. 2,4 g/dia); não recomendado noutras jurisdições. Aprovado para utilização apenas em adultos.
Dose Esquecida Tome a dose seguinte conforme habitual; não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida.
Condições Especiais Avaliar a função renal antes e periodicamente durante a terapia; assegurar uma ingestão adequada de líquidos. Avaliar a função renal antes e periodicamente durante a terapia; um comprimido de 800 mg não é substituível por dois comprimidos de 400 mg.

Estrutura Procedimental Resultante

A sequência necessária envolve a avaliação da função renal antes do início do tratamento, seguida do ato de engolir o comprimido de libertação retardada correto, inteiro, conforme prescrito. O produto de 400 mg pode ser tomado com ou sem alimentos, enquanto o produto de 800 mg (Asacol HD) deve ser tomado especificamente com o estômago vazio. As doses devem ser tomadas regularmente, em doses divididas ou uma vez ao dia, conforme indicado para a condição clínica em tratamento, sendo fundamental manter uma ingestão de líquidos adequada.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Asacol (Mesalazina)

Evidência na Indução da Remissão na Colite Ulcerosa Ativa

A investigação científica examinou o Asacol (Mesalazina) em diversos ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de curta duração para explorar a sua avaliação em períodos de maior atividade dos sintomas em adultos com Colite Ulcerosa (CU) ligeira a moderada. Estes estudos centraram-se em resultados relacionados com o desconforto físico. Os investigadores estudaram principalmente medições padronizadas de Remissão Clínica, que incluíram a avaliação de alterações no sangramento retal e na frequência das fezes, bem como a monitorização de sinais de cicatrização da mucosa no revestimento do cólon.

Os ensaios de curta duração registaram medições que diferiram entre os grupos que utilizaram Mesalazina e os que utilizaram placebo. Os estudos reportaram a evolução dos sintomas nas populações observadas durante o intervalo de tempo definido pelo ensaio. Estes resultados reportados apoiaram a base de evidência da Mesalazina para esta situação clínica.

Evidência na Manutenção da Remissão na Colite Ulcerosa

A investigação de longo prazo, incluindo ensaios aleatorizados de vários anos, foi avaliada em adultos cuja Colite Ulcerosa já se encontrava num estado estável de remissão. Estes estudos exploraram o uso contínuo de Mesalazina para observar como esta se associava à não recorrência de sintomas ativos e monitorizaram o tempo até à recaída — o regresso de episódios agudos ou disruptivos.

Os estudos monitorizaram o tempo até à recaída e reportaram que os indivíduos que continuaram os tratamentos com Mesalazina apresentaram padrões de recorrência de sintomas diferentes daqueles observados no grupo placebo. A investigação também analisou abordagens simplificadas para a utilização do medicamento, com alguns ensaios de não-inferioridade a observar como os regimes de toma única diária se comparavam à toma do fármaco várias vezes ao dia. As conclusões indicam que estes regimes mais convenientes mostraram padrões semelhantes na manutenção da remissão nas populações observadas.

Investigação de Longo Prazo e Resultados de Acompanhamento Prolongado

A investigação explorou potenciais resultados a longo prazo do uso de Mesalazina para além da prevenção de recaídas imediatas. Foram necessários estudos observacionais e de coorte em larga escala para estudar de que forma o uso do medicamento ao longo de muitos anos se associava a complicações de longo prazo, tais como o acompanhamento da incidência de cancro colorretal (CCR) e a necessidade de colectomia (remoção cirúrgica do cólon).

Os estudos focados nestes resultados de longo prazo reportaram conclusões variadas em diferentes grupos de doentes relativamente à associação entre o uso de Mesalazina e a incidência de CCR. Algumas metanálises descreveram associações observadas com taxas de incidência mais baixas quando a Mesalazina era utilizada continuamente por longos períodos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos porque estes estudos não podem provar definitivamente uma relação de causa e efeito; podem apenas descrever associações observadas ao longo do tempo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Asacol (FAQ)


P: O Asacol é utilizado para tratar todas as formas de doença inflamatória intestinal (DII)?

A: A aprovação regulamentar oficial do Asacol destina-se especificamente ao tratamento da colite ulcerosa (CU). Embora a substância ativa, a mesalazina, possa ser por vezes discutida no contexto de outras doenças inflamatórias intestinais, não se encontra formalmente aprovada para o tratamento da doença de Crohn.

P: Qual é a diferença entre o Asacol e outras marcas de mesalazina, como o Lialda ou o Pentasa?

A: Diferentes produtos de mesalazina oral utilizam mecanismos de libertação únicos, tais como revestimentos entéricos especializados ou sistemas de matriz múltipla, para garantir que o medicamento alcança a parte correta do trato digestivo. Estas diferenças na tecnologia de libertação estão associadas à variação nas recomendações oficiais de utilização, como o momento da toma em relação às refeições, que pode diferir entre produtos.

P: Em quanto tempo devo esperar uma melhoria dos sintomas após iniciar o Asacol?

A: Os documentos regulamentares relativos a ensaios clínicos referem frequentemente um período de avaliação definido que, em muitos estudos sobre a mesalazina, abrange várias semanas para avaliar a indução da remissão (controlo dos sintomas). Os documentos oficiais descrevem geralmente o prazo global para atingir resultados clínicos, em vez de especificarem o início exato do alívio dos sintomas no dia a dia.

P: O que devo fazer se os sintomas da colite ulcerosa parecerem piorar após iniciar o Asacol?

A: O folheto informativo oficial alerta para o potencial de uma reação rara designada por Síndrome de Intolerância Aguda à Mesalazina. Uma vez que os sintomas desta condição — como cólicas, febre e diarreia com sangue — podem assemelhar-se muito a um surto grave de colite ulcerosa, os documentos regulamentares oficiais indicam que o produto prescrito é frequentemente descontinuado se houver suspeita desta síndrome, seguindo-se uma reavaliação médica adequada.

P: É normal aparecer o revestimento vazio do comprimido de Asacol nas fezes?

A: Sim, a rotulagem regulamentar para este tipo de comprimido de mesalazina de libertação prolongada refere que o revestimento ou invólucro do comprimido pode ser observado nas fezes. Esta é uma possibilidade devido ao revestimento entérico concebido para a libertação no intestino inferior. No entanto, se isto ocorrer repetidamente, a informação oficial ao consumidor recomenda que esta observação seja discutida com um profissional de saúde.

P: A "síndrome de intolerância aguda à mesalazina" é o mesmo que um surto de colite ulcerosa?

A: Não, esta síndrome é uma reação induzida pelo fármaco e não um agravamento da doença em si. A informação regulamentar refere que a condição pode ser difícil de distinguir de um surto real, pois apresenta sintomas muito semelhantes, incluindo cólicas e diarreia com sangue. É fundamental diferenciar as duas situações, uma vez que a via de tratamento é distinta.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Asacol?

A: Foram reportadas reações de hipersensibilidade induzidas pela mesalazina, envolvendo por vezes inflamação grave de órgãos internos, como miocardite (inflamação do músculo cardíaco) ou nefrite (inflamação renal). A informação oficial do produto enfatiza que sinais ou sintomas consistentes com uma reação de hipersensibilidade exigem uma avaliação médica imediata e podem levar à interrupção do produto prescrito.

P: Porque é que se descreve que o Asacol pode alterar a cor da urina?

A: Os documentos oficiais europeus do produto descrevem que a mesalazina pode causar uma coloração castanho-avermelhada inofensiva na urina. Esta alteração de cor é o resultado de uma reação química comum que ocorre quando os metabolitos da mesalazina na urina entram em contacto com lixívia (hipoclorito de sódio), que se encontra frequentemente na água da sanita.

P: O Asacol torna a pessoa mais sensível à exposição solar (fotossensibilidade)?

A: De acordo com a informação oficial de segurança do consumidor, o aumento da sensibilidade da pele à luz solar (conhecido como fotossensibilidade) foi reportado como um efeito secundário pouco frequente da mesalazina. Alguns materiais informativos oficiais para o consumidor referem que minimizar ou evitar a exposição à luz solar direta e a dispositivos de bronzeamento é recomendado durante a utilização deste medicamento.

P: Quanto tempo é que o fármaco permanece no organismo após eu parar de o tomar?

A: O tempo necessário para um fármaco ser eliminado é descrito pela sua semivida, que é o tempo necessário para que a concentração do fármaco seja reduzida para metade. Os documentos regulamentares indicam que a semivida de eliminação média para a mesalazina e para o seu principal metabolito é de aproximadamente 12 horas, embora este valor possa ser variável, dependendo de fatores individuais.

P: Existe uma versão genérica do Asacol disponível e é igual à marca original?

A: Sim, as versões genéricas de comprimidos de mesalazina de libertação prolongada estão formalmente aprovadas e disponíveis. Para que uma versão genérica receba aprovação oficial, as entidades regulamentares exigem que cumpra normas rigorosas de bioequivalência, o que significa que se espera que atuem de forma semelhante ao produto de referência de marca no organismo.

P: O Asacol causa aumento de peso como efeito secundário?

A: Embora não conste entre as reações adversas mais comuns, o aumento de peso foi reportado em listagens de efeitos secundários raros ou pós-comercialização da mesalazina. Quando reportado, está frequentemente associado a outros sintomas, como a retenção de líquidos (edema).

P: Se eu tiver antecedentes de problemas cardíacos como miocardite ou pericardite, posso utilizar o Asacol?

A: A informação oficial do produto aconselha que deve haver precaução ao prescrever mesalazina a doentes com condições preexistentes que os possam predispor ao desenvolvimento de inflamação cardíaca, como miocardite ou pericardite. Os documentos oficiais também indicam que, se problemas cardíacos anteriores foram suspeitos de serem induzidos pela mesalazina, o produto pode estar contraindicado.

P: Existe alguma ligação entre o Asacol e a queda de cabelo?

A: A documentação oficial do fármaco, incluindo os resumos das características do produto europeus, lista a alopecia (queda de cabelo) no perfil de efeitos secundários da mesalazina. É geralmente classificada como um efeito secundário muito raro ou menos comum.

P: A toma de Asacol pode causar dores nas articulações ou nos músculos?

A: Fontes regulamentares oficiais documentam que a artralgia (dor nas articulações) e a mialgia (dor muscular) são efeitos secundários conhecidos associados à mesalazina. Estes são tipicamente classificados como eventos adversos menos comuns ou muito raros.

P: É possível desenvolver uma reação cutânea grave, como a síndrome de Stevens-Johnson, ao tomar Asacol?

A: Fontes oficiais confirmam que a utilização de mesalazina foi associada a reações cutâneas graves e muito raras, incluindo a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a necrólise epidérmica tóxica (NET). Os documentos regulamentares referem que, se aparecerem sinais de uma reação cutânea grave, a interrupção do produto e a assistência médica imediata são indicadas.

P: O Asacol pode ser tomado se uma pessoa tiver uma alergia conhecida ao enxofre (sulfamidas)?

A: A substância ativa do Asacol, a mesalazina, é um salicilato e não contém sulfa. No entanto, a rotulagem oficial recomenda precaução para indivíduos com historial de hipersensibilidade à sulfassalazina, um fármaco relacionado que contém sulfa, porque podem apresentar uma reação semelhante à mesalazina.

P: O Asacol afetará a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: A informação oficial do produto indica que a mesalazina tem uma influência negligenciável na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pesadas. Contudo, se um indivíduo sentir potenciais efeitos secundários, como tonturas ou dores de cabeça, o conselho regulamentar oficial sugere que a condução ou a operação de máquinas deve ser evitada.

P: Qual é a ligação entre o Asacol e a síndrome de Reye em crianças?

A: O Asacol pertence à classe de fármacos conhecida como salicilatos. Os avisos de saúde oficiais associados à classe dos salicilatos recomendam geralmente precaução na sua utilização em crianças e adolescentes que apresentem sintomas de gripe ou varicela, devido a uma associação documentada com a condição rara e grave conhecida como síndrome de Reye.

P: A toma de Asacol pode causar tosse ou falta de ar nova ou agravada?

A: Os resumos regulamentares oficiais listam as reações pulmonares alérgicas e fibróticas como efeitos secundários muito raros da mesalazina. Estas reações podem incluir sintomas como tosse, falta de ar (dispneia) ou aperto das vias respiratórias (broncoespasmo).

P: E se eu tiver pedras nos rins? Posso tomar Asacol?

A: Os documentos regulamentares referem que a formação de cálculos renais (pedras nos rins) foi associada à utilização de mesalazina. A informação oficial ao doente enfatiza a necessidade de garantir a ingestão suficiente de líquidos durante o tratamento, particularmente para indivíduos com historial de cálculos renais.

P: Quanto tempo após parar o Asacol podem os sintomas regressar?

A: Estudos de investigação indicaram que uma recaída da doença (um regresso dos sintomas ativos) pode ser prevista em aproximadamente metade dos doentes que interrompem a monoterapia com mesalazina. O rótulo oficial do produto não especifica um prazo exato, mas os estudos descrevem um risco potencial de recorrência após a retirada.

P: Os outros componentes do comprimido de Asacol causam efeitos secundários?

A: A rotulagem oficial do fármaco especifica que o medicamento é contraindicado se uma pessoa tiver alergia à substância ativa (mesalazina/salicilatos) ou a qualquer outro componente do produto. Embora os ingredientes não ativos não sejam tipicamente listados como causas de efeitos secundários comuns, uma reação alérgica a qualquer componente do comprimido é uma possibilidade formal.

P: Qual é a diferença na forma como os comprimidos de Asacol funcionam comparativamente ao descontinuado Asacol HD?

A: As duas formulações contêm quantidades diferentes de mesalazina e têm requisitos de administração distintos: o Asacol (400 mg) pode ser tomado com ou sem alimentos, enquanto o Asacol HD (800 mg) exigia geralmente ser tomado com o estômago vazio. Estas regras diferentes estão ligadas à tecnologia específica de revestimento entérico, concebida para assegurar que a libertação do fármaco apenas ocorre no cólon.

Como Asacol deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação dos Comprimidos de Asacol

Os comprimidos de Asacol devem ser conservados de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a qualidade e a estabilidade do produto. O medicamento deve ser mantido a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F). São permitidas variações temporárias até aos 30 °C (86 °F).

Embalagem e Proteção

A conservação exige proteção contra a humidade; por conseguinte, o recipiente deve ser mantido bem fechado e quaisquer saquetas dessecantes presentes no interior do frasco não devem ser removidas. Por motivos de segurança infantil, o medicamento deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças em todos os momentos.

Instruções de Eliminação

Ao eliminar Asacol não utilizado ou fora do prazo de validade, é obrigatório que os procedimentos de eliminação estejam em conformidade com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos. O produto não deve ser eliminado através das águas residuais ou do lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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