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Amifostine

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Amifostine

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Amifostine

Propriedade Descrição
Princípio ativo Amifostina anidra
Forma Pó liofilizado estéril (para reconstituição)
Classe farmacológica Agente citoprotetor; Fosforotioato
Uso comum Redução da toxicidade em tecidos saudáveis
Origem Pró-fármaco sintético

A amifostina é um agente citoprotetor sintético especializado, pertencente à classe química dos fosforotioatos [PubChem ID: 2141]. Não se trata de um agente terapêutico destinado a tratar uma doença de forma direta, mas sim de uma ferramenta preparatória utilizada para atenuar as lesões causadas por tratamentos específicos em células saudáveis. O fármaco, cuja designação corresponde à Denominação Comum Internacional (DCI), é clinicamente reconhecido pela sua capacidade única de proporcionar uma proteção seletiva a determinados tecidos normais [Dicionário NCI do NIH].

Classificação, Formulação e Diferenciação

O ingrediente farmacêutico ativo é a amifostina anidra, que funciona como um pró-fármaco tiofosfato orgânico. O termo pró-fármaco significa que o composto está biologicamente inativo quando é administrado pela primeira vez; este requer uma conversão metabólica, através de enzimas que ocorrem naturalmente no organismo, para originar a sua componente funcional. O produto é fornecido como um pó liofilizado estéril e necessita de ser dissolvido num meio aquoso estéril antes da sua via de administração obrigatória por injeção intravenosa.

Objetivo Geral como Quimioprotetor

O propósito principal da amifostina é atuar como um quimioprotetor, conferindo uma defesa direcionada a células e órgãos saudáveis específicos. Uma revisão das suas propriedades confirma que o seu metabolito ativo se concentra seletivamente nos tecidos normais, protegendo-os, devido aos elevados níveis de atividade da fosfatase alcalina, um processo central para o seu desenvolvimento [PubMed ID: 17154238]. Este mecanismo de suporte ajuda a reduzir a gravidade de efeitos potencialmente danosos impostos a órgãos sensíveis, tais como os rins ou as glândulas salivares, por regimes terapêuticos primários, ajudando assim os doentes a tolerar os tratamentos necessários sem comprometer a eficácia da terapia principal.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Amifostine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da amifostina é definido por reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência na documentação regulamentar. Os eventos mais frequentes são as náuseas e os vómitos, que são classificados como Muito Frequentes (frequência igual ou superior a 10%). As reações adversas Frequentes (1–10%) incluem hipotensão (tensão arterial baixa), rubor, arrepios e tonturas.

Afeções por Classes de Órgãos e Reações Graves

Os efeitos adversos são categorizados de acordo com o sistema fisiológico afetado. As Afeções vasculares proeminentes incluem a hipotensão e o rubor, enquanto as Afeções gastrointestinais abrangem náuseas, vómitos e diarreia. O perfil de segurança também inclui reações raras, mas graves, documentadas na rotulagem regulamentar. Estas Reações Adversas Graves incluem reações alérgicas agudas graves, como a anafilaxia, convulsões e reações cutâneas graves, que englobam a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET).

Padrões Temporais e Restrições de Segurança

O perfil de segurança regulamentar observa que certos eventos estão ligados ao momento da exposição ao fármaco. Por exemplo, a hipotensão está tipicamente documentada como ocorrendo durante ou pouco depois da perfusão intravenosa. As restrições de segurança aplicam-se também a populações específicas; com base em achados em animais, a amifostina pode causar danos fetais, sendo a sua utilização desaconselhada durante a gravidez e a lactação. A administração conjunta com agentes redutores da tensão arterial pode aumentar a gravidade da hipotensão, um fator observado na documentação oficial de segurança.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredose de Amifostina e Quando Procurar Ajuda

A documentação regulamentar oficial indica que não existe informação específica sobre os efeitos de uma sobredose de amifostina em seres humanos. Por conseguinte, o perfil de sobredose é definido pelos efeitos tóxicos graves conhecidos do fármaco que foram observados em doses terapêuticas.

Potenciais Manifestações de Sobredose

A principal preocupação após uma sobredose ou uma administração rápida é a hipotensão grave (tensão arterial perigosamente baixa). Este evento cardiovascular pode progredir e envolver outros sistemas fisiológicos importantes:

  • Sistema Cardiovascular: Hipotensão grave, podendo levar a uma paragem cardíaca.
  • Sistema Nervoso Central: Convulsões ou perda de consciência.
  • Sistema Respiratório: Dificuldade respiratória (dispneia), apneia (interrupção da respiração) e paragem respiratória.
  • Sistema Renal: Insuficiência renal aguda.

Ações de Emergência Necessárias

Devido à natureza crítica destas potenciais complicações, qualquer suspeita de sobredose ou o aparecimento de sintomas graves deve ser tratado como uma emergência médica. Deve procurar-se ajuda médica imediata se ocorrer uma descida acentuada da tensão arterial, desmaio, convulsões ou dificuldade em respirar. As orientações oficiais estipulam que o tratamento deve consistir em medidas de suporte gerais, incluindo a possível utilização de um vasopressor (medicamento para elevar a tensão arterial) caso o doente apresente hipotensão grave e resistente ao tratamento.

Embora tenham sido estudadas em contexto clínico doses únicas elevadas do medicamento até 1300 mg/m², estes dados não definem um limite oficial de sobredose.

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Usos terapêuticos de Amifostine

Para que serve a Amifostina: principais utilizações e benefícios

O papel fundamental da amifostina é proporcionar um apoio sintomático adicional aos doentes, podendo auxiliar na gestão de sintomas associados ao stress funcional de órgãos específicos provocado por tratamentos oncológicos intensivos. Conforme detalhado na visão geral do Instituto Nacional do Cancro (NCI) do NIH, este agente de suporte é habitualmente utilizado em contextos terapêuticos que envolvem respostas acentuadas para lidar com o stress funcional orgânico.


Foco Terapêutico e Benefícios

A amifostina é frequentemente utilizada para gerir a carga sintomática associada a condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado. Especificamente, é aplicada em duas indicações principais: para abordar sintomas relacionados com o stress funcional renal cumulativo (nefrotoxicidade) causado pela administração repetida de agentes de quimioterapia específicos, como a cisplatina, e é relevante para aliviar a carga sintomática da boca seca (xerostomia) de grau moderado a grave resultante da radioterapia na cabeça e pescoço.

Ao tratar estes conjuntos de sintomas graves, a amifostina apoia o doente durante episódios difíceis e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.


Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio de Toxicidades Chave Benefício
Nefrotoxicidade (Lesão Renal) Contribui para apoiar a continuidade do regime terapêutico ao atenuar o desequilíbrio sistémico.
Xerostomia (Boca Seca Grave) Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional (ex.: deglutição, fala).
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Critérios de utilização e restrições

A utilização da amifostina é estritamente definida por critérios regulamentares oficiais relativos ao estado do doente e ao contexto terapêutico. O seu uso está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida a compostos de aminotiol.

Populações para as quais a Utilização está Restrita ou Proibida

O medicamento não deve ser administrado a doentes que apresentem atualmente hipotensão (tensão arterial baixa) ou que se encontrem num estado de desidratação. Doentes que recebam medicação anti-hipertensiva devem ter a sua terapia interrompida antes da administração, quando recebem doses de quimioterapia.

A utilização não é recomendada em contextos onde a quimioterapia ou a radioterapia definitiva ofereçam um benefício significativo de sobrevivência ou cura, a menos que a administração ocorra no âmbito de um estudo clínico. Doentes com condições cardiovasculares ou cerebrovasculares pré-existentes requerem particular cuidado e precaução.

Idade e Estado Reprodutivo

A segurança e a eficácia da amifostina não foram estabelecidas na população pediátrica e a sua utilização não é recomendada em crianças. Os adultos mais velhos requerem precaução devido à maior frequência de diminuição da função dos órgãos.

Relativamente à gravidez, a amifostina só deve ser utilizada apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. É recomendado que a amamentação seja interrompida caso a mãe receba tratamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A principal interação documentada da amifostina ocorre com agentes que afetam a tensão arterial, exigindo restrições procedimentais específicas para a sua administração. Isto deve-se ao efeito estabelecido do fármaco em causar frequentemente hipotensão transitória (tensão arterial baixa).

Interações Farmacodinâmicas Documentadas

Domínio da Interação Categoria do Produto Interagente Requisito ou Restrição Regulamentar
Risco de Hipotensão Exacerbada Agentes Anti-hipertensores (ex: beta-bloqueadores, inibidores da ECA) A utilização concomitante não é recomendada; a terapia anti-hipertensiva deve ser interrompida 24 horas antes da administração de amifostina.

Restrições Procedimentais e Precauções

Os documentos regulamentares oficiais estipulam vários requisitos para gerir o risco de hipotensão grave aquando da administração de amifostina:

  • Doentes que estejam a receber simultaneamente qualquer medicação anti-hipertensiva devem ver essa terapia interrompida durante as 24 horas que antecedem a perfusão de amifostina.
  • Caso um doente não consiga interromper em segurança a sua terapia anti-hipertensiva, a amifostina não deve ser administrada.
  • O fármaco está contraindicado para utilização em doentes que apresentem hipotensão ou desidratação antes do início da perfusão.

Este enquadramento garante que o medicamento apenas seja administrado sob condições que minimizem o risco de uma descida clinicamente significativa da tensão arterial, resultante da combinação dos efeitos da amifostina com outros medicamentos redutores da pressão sanguínea.

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Mecanismo de ação

Como funciona a Amifostina

A amifostina funciona como um pró-fármaco inativo que é convertido no metabolito ativo, o WR-1065, através da enzima Fosfatase Alcalina Capilar. Esta enzima encontra-se com maior atividade nos capilares de órgãos saudáveis, criando um gradiente de concentração que garante que o composto ativo se acumule preferencialmente em tecidos periféricos, tais como os túbulos renais e as glândulas salivares, influenciando a localização da sua ação molecular.

A ação molecular envolve uma dupla neutralização química realizada pelo grupo sulfidrilo do metabolito ativo. Este atua como um poderoso sequestrador de radicais livres, neutralizando as Espécies Reativas de Oxigénio (ROS), que são espécies moleculares associadas ao stresse oxidativo e à degradação do ADN. Simultaneamente, liga-se quimicamente e inativa os metabolitos reativos de agentes quimioterápicos específicos, limitando a sua interação química deletéria com as macromoléculas celulares.

Esta ação direcionada inicia uma cascata de processos de desintoxicação celular que reforça o sistema de desintoxicação celular. Este processo influencia o desempenho fisiológico sustentado de órgãos periféricos específicos através da proteção das células epiteliais renais e das células secretoras das glândulas salivares. Um efeito secundário distinto do metabolito ativo envolve a modulação transitória do tónus vascular, levando a uma redução passageira da resistência vascular sistémica.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Amifostina

A amifostina é administrada de acordo com um protocolo procedimental rigoroso estabelecido para a sua utilização como agente citoprotetor. O medicamento é fornecido sob a forma de um pó liofilizado estéril e requer reconstituição antes da sua utilização obrigatória como perfusão intravenosa (IV). O esquema de administração preciso é fixado em relação ao tratamento primário do doente, exigindo a administração uma vez por dia, imediatamente antes dessa terapia.

Protocolo de Dosagem e Administração

A dosagem é determinada pelo contexto clínico específico e calculada com base na área de superfície corporal (ASC) do doente. Para a redução do stresse funcional renal associado à quimioterapia, a dose padrão é de 910 mg/m², administrada através de uma perfusão intravenosa curta de 15 minutos. Para a redução da xerostomia relacionada com a radioterapia, a dose é de 200 mg/m², aplicada numa perfusão intravenosa de 3 minutos.

A administração requer etapas de preparação específicas. O pó deve ser reconstituído utilizando uma solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9%, uma vez que a compatibilidade com outras soluções não está estabelecida. Além disso, o protocolo para o regime de doses elevadas inclui requisitos para que os doentes estejam adequadamente hidratados e colocados em decúbito dorsal (deitados de costas) durante a perfusão. As instruções oficiais especificam que o fármaco deve ser administrado 30 minutos antes do início da quimioterapia ou entre 15 a 30 minutos antes de uma fração de radioterapia.

Restrições Procedimentais

A dose total é administrada apenas se o doente tolerar a perfusão; as informações oficiais de prescrição estabelecem critérios específicos para a interrupção da perfusão e a subsequente redução da dose em ciclos futuros, caso ocorra uma reação relacionada com a administração. O procedimento de dose elevada exige a monitorização frequente da pressão arterial a cada 5 minutos durante a perfusão.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica para a Proteção Renal

A investigação tem explorado a amifostina em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) fundamentais, envolvendo adultos com cancro do ovário avançado submetidos a quimioterapia de dose elevada baseada em cisplatina. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, tais como alterações no clearance da creatinina. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relativamente à proporção de doentes que atingiram o nível definido de stresse renal. A investigação também examinou a eficácia antitumoral (ex.: sobrevivência, taxas de resposta) e relatou que os resultados antitumorais estiveram associados aos padrões de eficácia observados.

Evidência Científica para a Redução da Secura da Boca

A amifostina foi estudada quanto a resultados relacionados com o desconforto físico após radioterapia para o cancro da cabeça e pescoço. A base de evidência inclui ensaios clínicos aleatorizados e revisões sistemáticas abrangentes. Os investigadores monitorizaram a incidência e gravidade da xerostomia (secura da boca) aguda e crónica e o fluxo salivar. Os resultados descrevem padrões observados relacionados com a proporção de doentes que sentiram secura na boca. No entanto, a literatura científica agregada relata que a qualidade da evidência varia entre os estudos, observando que a certeza permanece baixa para alguns resultados.

Seguimento a Longo Prazo e Eficácia Antitumoral

Para ambas as indicações, a investigação monitorizou a eficácia antitumoral ao longo de períodos de seguimento prolongados (ex.: sobrevivência global e taxas de controlo da doença). Os dados demonstram que, em alguns estudos, se observou que os resultados antitumorais foram comparáveis entre os grupos de estudo. Esta investigação aborda a questão crítica de saber se os padrões relacionados com alterações a curto prazo comprometem o objetivo da terapia oncológica primária.

Lacunas de Evidência e Áreas de Incerteza Científica

A investigação inicial focou-se intensamente em populações de estudo específicas (cancro do ovário avançado, campos de radiação específicos de cabeça/pescoço). Como resultado, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. As conclusões em subgrupos são incertas para doentes com comorbilidades significativas e as durações do seguimento foram limitadas para medir a recuperação funcional tardia além de um ano. A investigação continua em curso para melhor caracterizar estes eixos funcionais a longo prazo e expandir a aplicação a populações de doentes mais amplas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Amifostina (FAQ)


P: A amifostina é utilizada para radioproteção fora do âmbito do cancro de cabeça e pescoço?

De acordo com os documentos regulamentares, a amifostina é especificamente indicada para reduzir a incidência de secura da boca (xerostomia) moderada a grave após o tratamento radioterápico para o cancro de cabeça e pescoço. A documentação oficial adverte contra a sua utilização noutros contextos de radioterapia definitiva, exceto se ocorrer no âmbito de um estudo clínico controlado.


P: Os efeitos secundários como tonturas, espirros ou soluços costumam durar muito tempo?

O efeito secundário de tensão arterial baixa (hipotensão), que pode causar tonturas, é tipicamente transitório, o que significa que é de curta duração e geralmente resolve-se rapidamente. A informação oficial do produto não especifica a duração exata de outros efeitos secundários comuns, como os espirros ou os soluços.


P: Quais são os sinais de uma reação cutânea grave associada à amifostina?

Embora raras, foram associadas reações cutâneas graves à amifostina. Os sintomas relatados incluem o aparecimento de bolhas, descamação da pele ou lesões avermelhadas nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés. Estas reações podem também ser acompanhadas por febre ou sintomas semelhantes aos da gripe.


P: É necessário administrar líquidos por via intravenosa antes de cada perfusão de amifostina?

As orientações oficiais estabelecem que os doentes devem estar adequadamente hidratados antes de receberem amifostina. Embora os profissionais de saúde possam administrar líquidos por via intravenosa (IV) como medida de precaução ou como parte do procedimento, o requisito regulamentar central é garantir o estado de hidratação adequada do doente.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave à amifostina?

Uma reação alérgica grave, conhecida como anafilaxia, é um risco documentado. Os sinais relatados que podem estar associados a uma reação alérgica grave incluem erupção cutânea, prurido (comichão), dificuldade em respirar ou inchaço do rosto, língua ou garganta. Uma descida súbita ou severa da tensão arterial é também um sinal reconhecido.


P: Durante quanto tempo deve o doente ser monitorizado pela equipa clínica após a perfusão?

A tensão arterial é monitorizada rigorosamente a cada 5 minutos durante a própria perfusão para gerir o risco de hipotensão. No caso do regime de dose baixa, a monitorização é também necessária imediatamente após a perfusão. Qualquer monitorização necessária para além do período pós-perfusão imediato baseia-se nos procedimentos clínicos estabelecidos.


P: Que tecidos, além dos rins e das glândulas salivares, absorvem a amifostina?

Estudos demonstram que a forma ativa da amifostina concentra-se preferencialmente em tecidos saudáveis periféricos, como o rim e as glândulas salivares. O metabolito ativo também foi encontrado em níveis mensuráveis nas células da medula óssea pouco tempo após a perfusão intravenosa.


P: Com que rapidez começa a amifostina a atuar após ser infundida?

A amifostina atua rapidamente no organismo. Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que o fármaco é eliminado rapidamente da corrente sanguínea, sendo o seu componente ativo prontamente distribuído pelos tecidos saudáveis periféricos, onde ocorrem os seus efeitos protetores.


P: A amifostina ainda está a ser utilizada em novos estudos de investigação clínica?

Os avisos oficiais referem que a amifostina não é recomendada em alguns cenários oncológicos, a menos que a sua administração ocorra no contexto de um estudo clínico controlado. Isto indica que o fármaco continua a ser utilizado e estudado em contextos de investigação sob condições específicas.


P: Qual é a ligação entre a amifostina e os níveis de cálcio no organismo?

A amifostina está associada ao risco de hipocalcemia, o que significa níveis baixos de cálcio no sangue. As orientações regulamentares determinam que os níveis de cálcio no sangue sejam monitorizados pela equipa de saúde em doentes de risco, podendo ser utilizados suplementos de cálcio se for clinicamente necessário.


P: O que significa a utilização da amifostina "off-label" noutros contextos de tratamento do cancro?

"Off-label" significa que um medicamento é utilizado para uma condição ou num contexto de tratamento que não consta especificamente na sua aprovação regulamentar oficial. Os documentos oficiais advertem contra a utilização da amifostina em cenários diferentes das suas indicações aprovadas, exceto se fizer parte de um estudo de investigação clínica.


P: Existem interações conhecidas entre a amifostina e analgésicos comuns de venda livre?

As bases de dados oficiais de interações medicamentosas indicam que a amifostina pode ter interações com certos medicamentos não sujeitos a receita médica (venda livre), incluindo aqueles que contêm ingredientes como o paracetamol ou a aspirina. É fundamental que os doentes informem o médico assistente sobre todos os medicamentos e produtos que estejam a tomar.


P: São necessários exames de sangue específicos antes ou durante o tratamento com amifostina?

Podem ser necessários exames de sangue específicos como parte do procedimento. As orientações regulamentares exigem que os níveis de cálcio sérico sejam monitorizados em doentes que possam estar em risco de hipocalcemia (cálcio baixo), especialmente naqueles que recebem múltiplas doses do fármaco.


P: Quais são os efeitos secundários a longo prazo que foram estudados para a amifostina?

O acompanhamento a longo prazo em estudos clínicos focou-se na monitorização da eficácia do tratamento oncológico primário, como as taxas de controlo da doença e a sobrevivência, muitas vezes durante pelo menos um ano. A monitorização da segurança ao longo do tempo inclui a atenção a reações adversas graves de aparecimento potencialmente tardio, como condições cutâneas sérias.


P: A amifostina está atualmente disponível sob um nome comercial ou é apenas genérica?

Amifostina é a Denominação Comum Internacional (DCI), que é o nome genérico do fármaco. Historicamente, foi comercializada sob o nome comercial Ethyol, estando atualmente disponíveis versões genéricas.


P: A amifostina protege contra os danos nos nervos (neuropatia) causados pela cisplatina?

A proteção contra danos nos nervos (neuropatia) não é uma indicação aprovada para a amifostina. As suas utilizações aprovadas limitam-se especificamente à redução da toxicidade renal da quimioterapia com cisplatina e à redução da secura da boca (xerostomia) na radioterapia.


P: É comum os doentes receberem medicação para as náuseas antes da amifostina?

Sim, é comum e frequentemente recomendado que sejam administrados medicamentos para as náuseas (antieméticos) antes ou em conjunto com a amifostina. Isto deve-se ao facto de a informação oficial de segurança relatar uma elevada incidência de náuseas e vómitos associados ao fármaco.


P: A amifostina afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

Os recursos de informação para o doente referem que a amifostina pode causar infertilidade. Recomenda-se que os doentes que tenham preocupações sobre este possível efeito as comuniquem à sua equipa de saúde.


P: Porque é que a amifostina é por vezes referida pelo seu nome de código WR-2721?

WR-2721 é o nome de código químico histórico utilizado para a amifostina durante o seu desenvolvimento e investigação inicial. Continua a ser um sinónimo técnico ou abreviatura do fármaco, particularmente da sua forma tri-hidratada.


P: O que acontece se um doente tiver níveis baixos de cálcio antes da perfusão de amifostina?

A informação oficial para o doente indica que a equipa de cuidados deve ser informada de quaisquer condições médicas pré-existentes, incluindo níveis baixos de cálcio no sangue (hypocalcemia). Isto é necessário porque a amifostina está associada ao risco de diminuir ainda mais os níveis de cálcio.


P: A amifostina tem algum efeito no sistema imunitário?

Estudos analisaram o efeito da amifostina na toxicidade hematológica, que envolve os componentes de formação do sangue do organismo. A evidência observou que o fármaco pode reduzir a duração de contagens baixas de glóbulos brancos (neutropenia) em contextos de tratamento específicos.


P: A amifostina é o único fármaco citoprotetor deste tipo?

A amifostina é classificada como um agente citoprotetor e é amplamente citada na literatura científica como o único fármaco da sua classe específica (fosforotioato) que foi aprovado por entidades reguladoras para uso clínico como radioprotetor.


P: Existem diferenças na sua utilização para a cisplatina face a outras quimioterapias à base de platina?

Os documentos regulamentares oficiais indicam especificamente a utilização da amifostina com o agente quimioterápico cisplatina. Os avisos oficiais referem que existem dados limitados sobre os seus efeitos quando utilizada com outros agentes de quimioterapia à base de platina.


P: Qual é o significado da semivida rápida descrita para a amifostina?

Os dados oficiais mostram que a amifostina tem uma semivida (half-life) muito rápida, o que significa que é processada rapidamente pelo organismo. O fármaco é eliminado rapidamente da corrente sanguínea e convertido prontamente na sua forma protetora ativa, que se distribui velozmente pelos tecidos saudáveis pretendidos.

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Como Amifostine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Amifostina?

Os requisitos de conservação e estabilidade para a amifostina (pó para solução injetável ou para perfusão) encontram-se rigorosamente definidos nas informações regulamentares oficiais.

Condições de Conservação

Forma do Produto Intervalo de Temperatura Tempo Máximo de Estabilidade
Pó Liofilizado (frasco fechado) Temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C) Até à data de validade
Solução Reconstituída Temperatura ambiente (aprox. 25°C) 5 horas
Solução Reconstituída Refrigeração (2°C a 8°C) 24 horas

Manuseamento e Eliminação

O produto é fornecido em frascos para utilização única, devendo qualquer porção não utilizada ser obrigatoriamente descartada. Antes da sua utilização, é obrigatória a realização de uma inspeção visual para verificar a ausência de turvação ou formação de precipitados. A eliminação da amifostina deve cumprir os procedimentos específicos de manuseamento e descarte estipulados na documentação regulamentar, o que geralmente requer a sua gestão como resíduo farmacêutico ou resíduo perigoso.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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