Vivotif

Links rápidos para seções importantes

Vivotif

Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Vivotif

Propriedade Descrição
Substância ativa Estirpe Ty21a de Salmonella typhi (viva, atenuada)
Forma farmacêutica Cápsula gastrorresistente
Classe farmacológica Vacina bacteriana viva atenuada
Uso comum Profilaxia contra a febre tifoide
Origem Derivado biológico (cultura bacteriana)

Que Tipo de Agente Profilático é o Vivotif?

O Vivotif é um agente imunobiológico especializado, designado formalmente como Vacina de Febre Tifoide Viva Oral Ty21a, e classificado na classe farmacológica de vacinas bacterianas. É reconhecido como um dos principais tipos de profilaxia disponíveis contra a tifoide, posicionando-se como uma alternativa de vacina oral face às preparações injetáveis. O produto é uma vacina viva atenuada que se destina a proporcionar imunização ativa contra a febre tifoide. Esta abordagem permite desencadear, de forma segura, uma defesa sistémica contra a doença.

Composição e Forma Única do Vivotif

A substância ativa do Vivotif é um organismo único e enfraquecido, a estirpe viva atenuada Ty21a da Salmonella typhi, que é de origem biológica. A forma farmacêutica é um elemento diferenciador crítico: uma cápsula gastrorresistente. Este revestimento especializado é essencial, pois o seu design protege os organismos viáveis de S. typhi Ty21a contidos na cápsula da degradação pelos ácidos fortes do estômago, assegurando que o material biológico seja entregue intacto no intestino delgado, onde o processo imunitário é iniciado. A composição da cápsula inclui as bactérias liofilizadas, juntamente com excipientes estabilizadores como a sacarose, a lactose e uma mistura de aminoácidos.

Objetivo Geral: Prevenção da Febre Tifoide

O objetivo geral do Vivotif é a prevenção da febre tifoide através da indução segura de uma resposta imunitária protetora robusta. A vacina é recomendada principalmente para a imunização seletiva de adultos e crianças com idade superior a 6 anos que apresentem um risco elevado de exposição à bactéria. Um cenário típico de utilização envolve um viajante que se prepara para uma deslocação a um país onde a doença é endémica. Sendo uma vacina monovalente, a sua proteção é específica para a Salmonella typhi e não se estende a outras causas de doenças entéricas, um fator importante para a compreensão do paciente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Vivotif?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As reações adversas associadas ao Vivotif são classificadas com base em dados de ensaios clínicos e relatórios de vigilância pós-comercialização obtidos de fontes regulamentares oficiais.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas notificadas com maior frequência são classificadas como Frequentes (ocorrendo em ≥ 1/100 a < 1/10 indivíduos). Estas reações incidem principalmente nas classes de Sistemas de Órgãos relativas a Doenças gastrointestinais e Doenças do sistema nervoso.

Classe de Sistemas de Órgãos Reações Adversas Frequentes
Gastrointestinal Dor abdominal, Náuseas, Diarreia, Vómitos
Sistema Nervoso Cefaleia
Perturbações Gerais Febre (Pirexia)
Afeções Cutâneas Erupção cutânea

Efeitos adversos menos frequentes, incluindo os comunicados após a comercialização (em que não é possível estimar uma frequência fiável), incluem artralgia, mialgia, mal-estar, astenia, tonturas e prurido. Um evento clinicamente significativo, embora muito raro, documentado é a Anafilaxia (incluindo o choque), categorizada nas perturbações do sistema imunitário.

Restrições de Segurança e Limitações

A rotulagem da vacina identifica várias condicionantes críticas que proíbem a sua utilização:

O Vivotif é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina ou à cápsula gastrorresistente. Não deve ser administrado durante uma doença febril aguda ou em caso de persistência de diarreia ou vómitos.

A segurança não foi demonstrada em pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida (por exemplo, devido a VIH/SIDA, cancro ou terapêutica imunossupressora), sendo a administração contraindicada nesta população.

A vacina não deve ser administrada concomitantemente com antibióticos ou sulfonamidas, nem até três dias após a toma destes fármacos, uma vez que estes agentes podem interferir com a estirpe viva da vacina e impedir uma resposta imunitária adequada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informações Regulamentares Oficiais

O perfil regulamentar oficial do Vivotif, uma vacina viva atenuada, indica que a ingestão de doses superiores às recomendadas não conduz, habitualmente, a uma crise toxicológica grave por sobredosagem. Este perfil é consistente com a natureza de uma vacina, distinguindo-se de um fármaco de toxicidade química. Estudos realizados com doses até cinco vezes superiores ao regime recomendado documentaram apenas reações ligeiras e autolimitadas.

Manifestações Documentadas e Resultados

As apresentações de sobredosagem envolvem, geralmente, reações adversas ligeiras que não diferem significativamente das reportadas com a dose normal. As manifestações documentadas oficialmente afetam o sistema gastrointestinal e incluem sintomas como dor abdominal, náuseas, cefaleia (dor de cabeça), febre e diarreia.

A exposição a doses elevadas é classificada como resultando apenas em reações ligeiras. Não existem resultados sistémicos graves ou potencialmente fatais documentados explicitamente nas secções oficiais sobre sobredosagem.

A gestão da ingestão de uma dose elevada é descrita como sendo principalmente sintomática e de apoio, não sendo tipicamente necessária uma intervenção médica específica. Não é conhecido nem exigido um antídoto específico.

Medidas de Emergência Obrigatórias

Os documentos regulamentares determinam universalmente que os indivíduos devem contactar imediatamente um profissional de saúde ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) caso suspeitem da ocorrência de uma sobredosagem. Esta ação é necessária para avaliação e orientação, mesmo que a pessoa não apresente sinais imediatos de desconforto. A ingestão de doses superiores às recomendadas pode também aumentar a possibilidade de excreção do organismo Salmonella typhi Ty21a.

Usos terapêuticos de Vivotif

O que o Vivotif Trata: Principais Usos e Benefícios

O Vivotif é utilizado para a imunização ativa de modo a conferir proteção contra a doença sistémica conhecida como febre tifoide, causada pela bactéria Salmonella typhi. O principal benefício terapêutico desta vacina consiste na indução de uma resposta imunitária protetora, que pode auxiliar na prevenção de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, tais como a doença febril aguda de grau elevado e os sintomas de desconforto físico associados, como o mal-estar grave e as dores de cabeça.

Proteção Seletiva em Cenários de Elevado Risco

A vacina é habitualmente utilizada para a imunização seletiva em contextos onde o risco é elevado, incluindo para viajantes que se deslocam para áreas endémicas, indivíduos com contacto próximo com um portador conhecido da bactéria e certas exposições profissionais. A vacina é comummente utilizada em indivíduos com 6 ou mais anos de idade, quando apropriado. O benefício prático proporciona um auxílio preventivo ao atenuar o risco de contrair uma infeção potencialmente grave que interfere com a estabilidade funcional e causa sintomas que geram um esforço fisiológico notório.

“O uso proativo do Vivotif pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, o que é considerado relevante para indivíduos que viajam para regiões de alto risco.”


Facto Rápido: Alívio para o Risco de Doença Sistémica A vacina é aplicada em cenários onde a prevenção de uma infeção grave é habitualmente preconizada.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode Utilizar o Vivotif?

O Vivotif está aprovado para utilização em adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos. Destina-se à imunização seletiva em populações específicas de alto risco, tais como viajantes para áreas endémicas ou pessoal de laboratório que manuseia a bactéria S. typhi. As informações oficiais não recomendam a utilização em crianças com idade inferior a 6 anos, uma vez que a segurança e a eficácia não foram demonstradas neste grupo etário.


Contraindicações Absolutas

A vacina está contraindicada e não deve ser utilizada em diversas populações definidas. Isto inclui indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina ou à cápsula gastrorresistente. Também não deve ser administrada a pessoas que apresentem uma doença febril aguda. O uso é proibido em indivíduos com qualquer estado de imunodeficiência congénita ou adquirida, incluindo aqueles que estejam a receber fármacos imunossupressores ou antimitóticos.


Restrições Condicionais

A elegibilidade pode ser limitada ou adiada devido a condições médicas coexistentes. A vacina não deve ser administrada durante uma doença gastrointestinal aguda ou se a pessoa apresentar vómitos ou diarreia persistentes. Adicionalmente, o Vivotif não deve ser tomado durante a administração de antibióticos ou sulfonamidas, ou de certos agentes antimaláricos, dado que estes podem interferir com a eficácia da vacina. No caso de mulheres grávidas, a administração está restrita a situações em que seja claramente necessária, e não existem dados disponíveis sobre a utilização em mães que estejam a amamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A documentação oficial do Vivotif aborda as interações farmacológicas centrando-se, principalmente, no risco de diminuição da resposta imunitária protetora da vacina. Estas restrições estão classificadas em domínios de alto nível: Contraindicações, Antagonismo Farmacodinâmico e Requisitos de Cronologia de Administração.

Categoria de Interação Descrição dos Documentos Oficiais
Combinações Contraindicadas A vacina é explicitamente contraindicada em pessoas a receber fármacos imunossupressores ou antimitóticos, devido à incapacidade documentada de gerar uma resposta imunitária suficiente. A administração também é restrita durante uma doença febril aguda ou doença gastrointestinal aguda (diarreia/vómitos).
Interações Farmacodinâmicas Os antibióticos e as sulfonamidas podem ser ativos contra a estirpe viva atenuada de Salmonella typhi, o que pode impedir a multiplicação suficiente e reduzir a eficácia da imunização.

Requisitos Obrigatórios de Intervalo e Separação

Para gerir o risco de antagonismo farmacodinâmico, estão definidos intervalos de tempo obrigatórios. A administração da vacina deve ser adiada durante o tratamento com antibióticos e até, pelo menos, três dias após a conclusão do ciclo de tratamento. Para agentes antimaláricos, o Proguanil (quando administrado isoladamente) requer uma separação de 10 dias ou mais após a última dose da vacina. Inversamente, estudos oficiais indicam que a Mefloquina e a Cloroquina podem ser administradas simultaneamente. A coadministração com a Vacina viva contra a Febre Amarela ou a Vacina Oral contra a Poliomielite não apresentou, segundo os relatórios, interferência na resposta imunitária. Não estão documentadas interações conhecidas com alimentos ou bebidas.

Mecanismo de ação

O Vivotif utiliza a estirpe Ty21a viva e atenuada de Salmonella enterica serovar Typhi como o seu alvo biológico. Após a administração oral, a cápsula com revestimento entérico dissolve-se no trato intestinal, libertando as bactérias. A estirpe Ty21a é um mutante caracterizado por uma deficiência na enzima UDP-4-galactose epimerase. Este defeito enzimático restringe a sua capacidade de sintetizar o lipopolissacárido (LPS) completo — um componente fundamental da membrana externa bacteriana — o que impede a sua virulência total. Contudo, a estirpe mantém uma capacidade limitada de sintetizar antigénios LPS suficientes para atuar como um ligando imunológico.

A via intracelular envolve uma acumulação de metabolitos contendo galactose devido à deficiência enzimática, o que acaba por desencadear a lise da célula bacteriana no ambiente do intestino, naturalmente rico em galactose, antes que a estirpe possa reverter para um fenótipo virulento. A exposição resultante aos antigénios bacterianos, particularmente aos antigénios O e H, bem como a níveis baixos de LPS, inicia uma cascata imunológica sistémica e mucosa.

O tipo de interação é classificado como imunização ativa, que modula o sistema fisiológico através da estimulação das placas de Peyer no tecido linfoide associado ao intestino (GALT). Esta indução leva à diferenciação e expansão clonal de células específicas secretoras de anticorpos, incluindo linfócitos B IgA e IgG, e ao desenvolvimento de respostas de linfócitos T citotóxicos (CTL). A cascata subsequente estabelece uma memória imunológica duradoura, resultando numa modulação fisiológica sistémica através da presença de imunidade humoral e mediada por células específica para o antigénio.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Vivotif: Diretrizes Oficiais de Administração

Esta secção descreve os princípios de utilização normalizados e de alto nível para o Vivotif (Vacina de Febre Tifoide Viva Oral Ty21a), conforme delineado nos documentos regulamentares governamentais oficiais.


Âmbito e Esquema de Administração

O Vivotif está aprovado apenas para administração por via oral. Destina-se a ser utilizado em adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos. A vacina é fornecida sob a forma de uma cápsula gastrorresistente que contém uma dose única da estirpe viva atenuada S. typhi Ty21a, totalizando 2 imes 10^9 células viáveis por cápsula.

O esquema de imunização primária consiste em três cápsulas tomadas num regime de dias alternados. Este é tipicamente estruturado como uma cápsula no Dia 1, Dia 3 e Dia 5, completando o ciclo completo ao longo de cinco dias.


Requisitos de Administração e Cronologia

Para uma utilização adequada, a cápsula deve ser engolida inteira e não deve ser mastigada nem esmagada. Esta restrição é crítica porque o revestimento entérico foi concebido para proteger as bactérias vivas do ácido gástrico, garantindo a sua entrega no intestino delgado.

Cada cápsula deve ser tomada uma hora antes de uma refeição, com uma bebida fria ou morna. Devem evitar-se bebidas quentes, uma vez que estas podem comprometer o revestimento da cápsula e a viabilidade da estirpe da vacina.

A revacinação para a manutenção da proteção é administrada através de um ciclo completo de 3 doses a cada 5 anos para indivíduos que permaneçam em risco de exposição. Crucialmente, a cápsula final do ciclo primário deve ser concluída pelo menos sete dias (uma semana) antes da data prevista de exposição, tal como o início de uma viagem para uma área endémica.


Resumo do Procedimento

A sequência exigida envolve o início do ciclo no Dia 1, a adesão rigorosa ao intervalo de uma hora antes da refeição, a garantia de que a cápsula é engolida intacta e a conclusão do regime de dias alternados dentro da janela temporal especificada antes da exposição.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Vivotif


Evidência para Utilização em Regiões Endémicas e Coortes de Alto Risco

A compreensão inicial desta vacina na profilaxia da febre tifoide baseou-se em investigações científicas organizadas, conhecidas como ensaios clínicos aleatorizados e controlados (RCTs). Estes ensaios de campo foram aplicados principalmente em estudos que analisaram o risco da doença em grupos alargados de crianças e adolescentes (geralmente com idade igual ou superior a 6 anos) residentes em áreas onde a febre tifoide é comum. O principal parâmetro de medição observado nestes ensaios foi a incidência de Febre Tifoide Confirmada por Cultura — o que significa que o diagnóstico da doença foi verificado através de métodos laboratoriais.

A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, reportando padrões onde a incidência de febre tifoide confirmada por cultura entre os grupos que receberam a vacina foi inferior em comparação com os que não a receberam. Investigações subsequentes, focadas na formulação específica da cápsula gastrorresistente, contribuem para o panorama de evidência atual, descrevendo a continuidade deste padrão de menor incidência ao longo de períodos de acompanhamento de vários anos.


Evidência para Viajantes de Países Não Endémicos e Estudos de Exposição Controlada

A investigação sobre o uso da vacina em viajantes provenientes de países não endémicos baseia-se num conjunto de evidências diferente. Os estudos exploraram as características da vacina através de estudos de provocação experimental controlada, nos quais voluntários adultos saudáveis que receberam a vacina foram posteriormente expostos intencionalmente à bactéria Salmonella typhi num ambiente controlado. Estes estudos focaram-se em verificar se a doença se desenvolvia após a exposição.

Adicionalmente, os investigadores analisaram marcadores imunológicos, tais como a resposta de anticorpos do organismo (taxas de seroconversão), tanto em adultos de regiões endémicas como em voluntários saudáveis de áreas não endémicas. A evidência para este grupo de viajantes é frequentemente uma inferência baseada nos resultados dos ensaios em zonas endémicas e nos padrões observados nos estudos laboratoriais de provocação.


O Que Permanece Incerto no Panorama da Investigação

Falta evidência comparativa entre o Vivotif e outros tipos de vacinas contra a febre tifoide, uma vez que ensaios de campo de larga escala, de comparação direta ("head-to-head"), não estão amplamente disponíveis na literatura publicada. Além disso, existe uma lacuna reconhecida na literatura científica: o mecanismo biológico preciso pelo qual a bactéria viva atenuada (estirpe S. typhi Ty21a) atua para conferir proteção ainda não está totalmente estabelecido. Por fim, os efeitos a longo prazo não estão completamente determinados fora dos dados de vigilância das regiões endémicas, o que significa que as conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais, especialmente para indivíduos que viajam com pouca frequência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Vivotif (FAQ)


P: O Vivotif garante uma proteção total contra a febre tifoide?

Os estudos oficiais indicam que o Vivotif não oferece uma proteção completa de 100%. A proteção varia, tendo os ensaios clínicos reportado diferentes taxas de eficácia ao longo de vários anos de acompanhamento. Embora a vacinação ajude a reduzir o risco, este não é totalmente eliminado.


P: Qual é o esquema típico para tomar as cápsulas?

As informações oficiais estabelecem que o regime consiste numa série de três cápsulas, tomadas em dias alternados (Dia 1, 3 e 5). Este esquema foi desenhado para assegurar que o princípio ativo da vacina chega ao intestino para estabelecer a resposta imunitária.


P: Qual é a percentagem de pessoas que costuma sentir efeitos secundários?

As informações oficiais de segurança indicam que os efeitos secundários mais comuns são sentidos apenas por uma minoria dos vacinados. Por exemplo, em ensaios clínicos, as reações mais reportadas incluíram dor abdominal e náuseas. Estas reações são geralmente consideradas passageiras.


P: Existe o risco de contrair febre tifoide através da vacina Vivotif?

Não, a vacina em si não pode causar a doença. O Vivotif é uma vacina viva atenuada, o que significa que contém uma estirpe enfraquecida da bactéria Salmonella typhi. Esta estirpe é incapaz de provocar a doença, mas consegue desencadear uma resposta imunitária protetora.


P: O que acontece se eu vomitar ou tiver diarreia grave logo após tomar uma cápsula?

Os avisos oficiais referem que doenças gastrointestinais agudas, como vómitos ou diarreia persistente, podem reduzir o efeito protetor da vacina. O folheto informativo indica que a vacinação deve ser adiada se estes sintomas estiverem presentes. A informação do produto não especifica um protocolo para a repetição da dose em caso de vómito imediato.


P: Porque é que o ciclo da vacina deve ser concluído algum tempo antes da potencial exposição?

As instruções do produto exigem que o ciclo completo termine pelo menos uma semana (sete dias) antes da possível exposição à bactéria. Este intervalo é necessário para permitir que o organismo complete o processo de imunização ativa e desenvolva uma resposta imunitária protetora.


P: O que sugerem os estudos mais recentes sobre a taxa de eficácia do Vivotif?

Os estudos demonstram que a eficácia protetora da vacina pode variar consoante a população e o tempo de acompanhamento. Por exemplo, alguns ensaios clínicos registaram uma eficácia de até 62% durante os sete anos seguintes à conclusão do esquema vacinal recomendado.


P: Qual a importância de verificar se a cápsula tem fissuras ou danos antes de a tomar?

A cápsula possui um revestimento entérico especial desenhado para proteger as bactérias vivas da destruição pelo ácido do estômago. Se este revestimento estiver comprometido por danos, fissuras ou se a cápsula for mastigada, o princípio ativo pode ser libertado demasiado cedo. Se isto ocorrer, a eficácia da vacina poderá ser reduzida.


P: Quais são os ingredientes específicos da cápsula e do seu revestimento?

A substância ativa é a estirpe Ty21a enfraquecida da Salmonella typhi. Os ingredientes inativos (excipientes) incluem agentes estabilizadores como lactose, sucrose e um derivado proteico conhecido como hidrolisado ácido de caseína. O revestimento especializado contém agentes como o ftalato de hipromelose para garantir a entrega segura no intestino.


P: A vacina pode ser administrada a quem já teve uma reação alérgica a outra vacina?

As informações de prescrição indicam que o Vivotif é contraindicado para qualquer pessoa com hipersensibilidade grave conhecida a qualquer um dos seus componentes ou excipientes. Uma reação alérgica prévia a uma vacina diferente não proíbe automaticamente o uso do Vivotif, mas é necessária uma consulta profissional para verificar se não existem componentes comuns que causaram a reação anterior.


P: Há evidências de que o Vivotif cause efeitos secundários a longo prazo?

Os ensaios clínicos reportam maioritariamente efeitos ligeiros e de curta duração. Os documentos oficiais de investigação indicam que os efeitos a longo prazo do Vivotif não estão totalmente estabelecidos, particularmente fora dos dados de vigilância recolhidos em regiões endémicas.


P: Porque é que o Vivotif não é recomendado de forma rotineira para quem reside em países com baixa incidência?

A indicação oficial do Vivotif é para a imunização seletiva de pessoas em risco elevado, como viajantes para áreas endémicas ou profissionais de laboratório que manuseiam a bactéria. Não é recomendada para a população geral em países onde a incidência de febre tifoide é muito baixa.


P: O Vivotif é considerado seguro para pessoas com alergias conhecidas a certos alimentos ou corantes?

A vacina é contraindicada se existir uma hipersensibilidade grave conhecida a qualquer um dos seus ingredientes. Uma vez que os componentes podem incluir certas proteínas ou corantes, os indivíduos com estas alergias devem consultar um profissional de saúde para rever a lista completa de excipientes.


P: O Vivotif pode ser usado como tratamento se eu já tiver febre tifoide?

O Vivotif é um agente imunizante destinado exclusivamente à prevenção (profilaxia). Não está aprovado nem é adequado para o tratamento de uma infeção aguda por Salmonella typhi já diagnosticada.


P: Tomar Vivotif afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A informação oficial indica que não foram realizados estudos específicos para avaliar os efeitos da vacina na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Contudo, alguns efeitos secundários reportados, como tonturas ou mal-estar geral, podem afetar temporariamente estas capacidades.


P: O Vivotif interage com medicamentos de venda livre, como analgésicos?

A documentação foca os seus avisos de interação em categorias específicas de medicamentos sujeitos a receita médica, como antibióticos, sulfonamidas e certos antimaláricos. Os analgésicos comuns de venda livre não estão listados como tendo uma interação conhecida que impacte a eficácia da vacina.


P: O Vivotif pode afetar a eficácia de outras vacinas orais, como a da cólera?

Sim, a administração conjunta com a vacina oral contra a cólera pode reduzir a eficácia do Vivotif devido à interferência do agente tampão da vacina da cólera. As orientações especificam um intervalo de, pelo menos, oito horas entre a administração das duas vacinas.


P: O Vivotif é considerado seguro para doentes idosos?

Os documentos regulamentares indicam que não existem dados específicos ou estudos clínicos sobre a segurança e eficácia do Vivotif especificamente na população idosa. O uso recomendado abrange pessoas a partir dos 6 anos de idade.


P: Preciso de repetir toda a série se tomar uma das doses fora do prazo?

Se uma dose for esquecida ou tomada com atraso, as diretrizes gerais de imunização sugerem que não é necessário repetir toda a série. O protocolo oficial é tomar a dose em falta assim que possível e completar o restante ciclo.


P: O consumo de álcool pode afetar o funcionamento do Vivotif?

A vigilância e a monitorização regulamentar não encontraram interações conhecidas entre o consumo de álcool e a eficácia do Vivotif.


P: É aceitável retirar o pack de Vivotif do frigorífico temporariamente para viajar?

As cápsulas devem ser mantidas continuamente sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, para manter a viabilidade da vacina viva. A data de validade oficial só é válida se esta conservação em cadeia de frio tiver sido mantida de forma consistente.


P: O Vivotif pode ser tomado ao mesmo tempo que vacinas injetáveis?

Sim, as orientações indicam que o Vivotif pode ser administrado em simultâneo, ou em qualquer intervalo antes ou depois, de vacinas injetáveis (parenterais). Não se conhece interferência na resposta imunitária quando coadministrada com este tipo de vacinas.


P: Tomar Vivotif reduz a necessidade de precauções com a comida e a água durante a viagem?

Não, a vacinação não substitui a necessidade de comportamentos cuidadosos. Os avisos oficiais confirmam a necessidade de continuar a seguir todas as precauções de segurança alimentar e de água contra a exposição à febre tifoide e outros organismos entéricos.


P: É necessário o ciclo completo do Vivotif para que ocorra proteção parcial?

Os documentos oficiais de prescrição indicam que a resposta imunitária protetora ideal pode não ser alcançada a menos que o esquema vacinal completo seja cumprido. A eficácia da vacina baseia-se na administração de todas as doses recomendadas.

Como Vivotif deve ser armazenado e descartado?

As cápsulas de Vivotif devem ser conservadas continuamente sob refrigeração para preservar a viabilidade da componente viva da vacina. O intervalo de temperatura oficialmente exigido situa-se entre os 2°C e os 8°C (35,6°F e 46,4°F).

Requisitos de Conservação

Não se deve congelar as cápsulas, uma vez que o congelamento faz com que a vacina perca a sua eficácia. As cápsulas devem ser conservadas num local seco e protegidas da luz, devendo ser mantidas no blister original até ao momento da utilização. A data de validade apenas é válida se a conservação obrigatória em cadeia de frio tiver sido mantida de forma consistente. Além disso, o produto deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Eliminação

O Vivotif não utilizado, fora de prazo ou expirado deve ser entregue a um farmacêutico para uma eliminação segura. As diretrizes regulamentares desaconselham a descarga não controlada do produto no meio ambiente, como em cursos de água.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Vivotif encontrado em:

ÍNDICE A-Z: