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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Val

O que é o Val? (Valsartã)

Propriedade Descrição
Substância ativa Valsartã
Forma farmacêutica Comprimido revestido por película (Via oral)
Classe farmacológica Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II)
Objetivo geral Redução da pressão arterial
Origem Composto sintético

Definir o Val: Que Tipo de Medicamento É?

O Val é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa valsartã, classificada como um composto sintético. Esta entidade química central pertence à classe dos SARTÃS, formalmente reconhecida como um Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II). Esta classificação inclui-o entre os principais fármacos para o sistema cardiovascular. A estrutura química específica do valsartã, derivada da L-valina, é clinicamente reconhecida pela sua elevada afinidade de ligação ao recetor da Angiotensina II do Tipo 1 (AT1), conferindo-lhe um efeito sustentado sobre a resistência vascular.


Composição e Forma: O Comprimido de Valsartã

Este medicamento é um produto de substância ativa única contendo o composto valsartã e destina-se estritamente ao uso sistémico, sendo administrado por via oral. O Val é habitualmente fornecido como um comprimido revestido por película, uma apresentação concebida para a libertação precisa e estabilidade do material ativo durante a absorção. A sua composição inclui os excipientes farmacêuticos necessários para criar esta forma oral sólida, não recorrendo a bases de óleo ou álcool para a sua administração. Esta via oral fiável é essencial para a gestão diária e contínua de condições que requerem apoio cardiovascular prolongado, garantindo um efeito estável no controlo da pressão.


Objetivo Geral: O Que Ajuda o Val a Alcançar?

O objetivo geral do Val é alcançar uma redução direcionada e consistente da pressão arterial, atuando sobre fatores hormonais que causam a constrição dos vasos sanguíneos. O valsartã atua como um antagonista que bloqueia o sinal da Angiotensina II, um composto de ocorrência natural que, de outra forma, estreitaria os vasos sanguíneos. Ao interromper este mecanismo, o Val promove a vasodilatação (alargamento dos vasos), o que consequentemente reduz o esforço do coração e apoia a saúde circulatória global. Esta ação estabelece firmemente o Val como um agente anti-hipertensor fundamental em estratégias terapêuticas focadas na gestão da pressão vascular elevada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Val?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança: Valsartã (Val)

O perfil de segurança do Valsartã (Val), um Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), é definido pelas reações adversas, classificações de frequência e critérios de gestão de risco documentados em fontes regulamentares oficiais. As reações adversas são formalmente agrupadas pelo sistema orgânico afetado e pela frequência de ocorrência, refletindo a metodologia de comunicação de risco estabelecida.

Reações Adversas Oficialmente Documentadas

As reações adversas estão classificadas em escalões de frequência baseados em dados de ensaios clínicos e de pós-comercialização:

  • Frequentes (reportadas em ≥ 1% dos doentes): As reações frequentemente documentadas incluem Tonturas, Cefaleias (dores de cabeça), Fadiga e Hipotensão (pressão arterial baixa), a par da Hipercaliemia (níveis elevados de potássio).
  • Pouco Frequentes a Muito Raras / Frequência Desconhecida: Relatos menos frequentes incluem Vertigens, Tosse, Síncope (desmaio), Angioedema (inchaço), Hepatite (inflamação do fígado) e Vasculite.

Considerações Graves de Segurança e Restrições

Os documentos regulamentares destacam limitações de segurança críticas. O aviso mais grave refere-se à Toxicidade Fetal, resultando numa Contraindicação obrigatória na gravidez devido ao risco de lesão ou morte do feto. Este medicamento está também Contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave, cirrose biliar ou colestase, e em doentes diabéticos que tomem aliscireno.

Notas específicas para populações exigem precaução e monitorização em doentes com Insuficiência Renal pré-existente ou insuficiência cardíaca. Adicionalmente, observa-se que a ocorrência de hipotensão sintomática é mais provável aquando do início da terapêutica em doentes suscetíveis.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficialmente documentado para uma sobredosagem de Valsartan (Val) centra-se nas graves consequências fisiológicas de uma redução excessiva da tensão arterial, o que exige uma resposta de emergência imediata.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Característica Descrições Regulamentares Oficiais
Manifestações Documentadas A apresentação mais provável é a hipotensão profunda (tensão arterial excessivamente baixa), conduzindo a sinais clínicos como tonturas e desmaio (síncope). Pode ocorrer taquicardia (aumento da frequência cardíaca), estando também documentada a bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) como uma manifestação possível.
Resultados Graves Os riscos de sobredosagem incluem resultados graves, tais como choque e colapso circulatório resultantes de uma tensão arterial perigosamente baixa.

Ações de Emergência Necessárias

É necessária assistência médica imediata ou o contacto com os serviços de emergência se houver suspeita de sobredosagem ou se estiverem presentes sintomas graves, tais como desmaio ou tonturas intensas. A gestão é estritamente sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para o Valsartan. Para tratar a hipotensão grave, as medidas de suporte incluem frequentemente a colocação do doente em posição de decúbito dorsal e a administração de fluidos intravenosos para gerir a depleção de volume. Devido à elevada ligação às proteínas plasmáticas, a documentação regulamentar indica que é pouco provável que o Valsartan seja removido por hemodiálise.

Usos terapêuticos de Val

Apoio no Controlo de Crises e Conforto Neurológico

Este medicamento é habitualmente utilizado para gerir e reduzir a frequência e a intensidade de crises epilépticas, visando abordar sintomas decorrentes do aumento da atividade neurológica ou muscular. O Val é relevante para diversas indicações primárias, incluindo a gestão de vários tipos de crises, a fase maníaca da perturbação bipolar e o alívio de suporte de sintomas relacionados com a enxaqueca. É também aplicado na abordagem de sintomas específicos de desconforto físico, como formigueiro, ardor ou dor, que estão associados à hiperatividade nervosa, o que contribui para atenuar a carga sintomática global do desconforto persistente.


Moderação de Oscilações de Humor e Estabilidade Emocional

O Val oferece um suporte essencial para doentes que apresentam sintomas associados a alterações agudas ou episódicas de humor, incluindo episódios maníacos agudos. Esta ação auxilia na gestão de padrões emocionais intensos ou flutuantes e ajuda a manter a estabilidade funcional quando os sintomas são mais percetíveis. Pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

“Este medicamento é vulgarmente utilizado para ajudar com sintomas que criam um esforço fisiológico percetível e pode apoiar os doentes durante episódios difíceis.”

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Neuropático Crónico (O Val é frequentemente utilizado em condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado e pode auxiliar na gestão de sintomas que interferem com as atividades rotineiras.)


Alívio de Sintomas Desafiantes e Crónicos

A aplicação terapêutica deste medicamento é abrangente, apoiando domínios onde os doentes necessitam de um alívio fundamental a longo prazo de condições marcadas por manifestações acentuadas ou angustiantes. A sua aplicação é relevante em contextos clínicos onde os sintomas interferem com o conforto diário, podendo proporcionar um alívio de suporte para ajudar a melhorar o bem-estar quotidiano durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Val (Valsartan)

O perfil de elegibilidade para o Valsartan é definido por critérios regulamentares explícitos que dizem respeito ao estado fisiológico, à idade e à função orgânica do indivíduo.

Contraindicações Absolutas

O Valsartan está absolutamente contraindicado durante a gravidez, devendo a sua utilização ser interrompida imediatamente após a deteção da mesma. É igualmente proibido para doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou para aqueles que sofram de insuficiência hepática grave, cirrose biliar ou colestase. O medicamento não deve ser utilizado por doentes com diabetes mellitus que estejam a tomar concomitantemente o inibidor direto da renina, o aliscireno.

Idade e Restrições de Uso

A utilização está aprovada para adultos em todas as indicações constantes no folheto informativo. Para doentes pediátricos, o uso está estabelecido apenas para o tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes dos 6 aos 16 anos. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos no caso da hipertensão, nem para indivíduos com menos de 18 anos em situações de insuficiência cardíaca ou pós-enfarte do miocárdio. A utilização também não é recomendada para doentes com insuficiência renal grave (Taxa de Filtração Glomerular inferior a 30 mL/min/1,73 m^2) ou para mulheres em período de aleitamento.

Utilização Condicional

Doentes com insuficiência hepática de ligeira a moderada, historial de angioedema relacionado com o uso anterior de inibidores da ECA ou ARA II, ou estenose da artéria renal, devem utilizar este medicamento apenas com especial precaução.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O potencial de interações medicamentosas com o Val é determinado principalmente pelo seu envolvimento com a enzima metabólica CYP3A e com os transportadores de captação de fármacos OATP1B1/1B3. Isto pode afetar tanto a exposição ao Val como a exposição a outros medicamentos administrados concomitantemente.

Resumo da Classificação de Interações

Categoria do Produto Interativo Mecanismo de Interação Recomendação Regulamentar
Rifampicina (Medicamento específico) Indutor forte da CYP3A e inibidor da OATP1B1/1B3 Contraindicado (Diminui significativamente a exposição ao Val)
Inibidores fortes/moderados da CYP3A Diminuição do metabolismo do Val (substrato da CYP3A) É necessária a redução da dose de Val
Estatinas substratos da OATP1B1/1B3 (ex: Atorvastatina, Rosuvastatina) Inibição dos transportadores OATP1B1/1B3 pelo Val A dose da estatina deve ser limitada (Aumenta a exposição à estatina)
Anticoagulantes (ex: Varfarina) Farmacodinâmica (Aumento do risco de hemorragia) Recomenda-se a monitorização rigorosa do INR

A coadministração com medicamentos que inibem a CYP3A (tais como certos antifúngicos ou antivirais) exige uma redução na dose de Val para evitar uma exposição excessiva. Inversamente, indutores fortes como a rifampicina são contraindicados porque causam uma queda significativa nos níveis de Val. Quando utilizado com estatinas que dependem dos transportadores OATP1B1/1B3, o Val pode aumentar a concentração da estatina, o que requer um ajuste cuidadoso da dose desta última para manter a segurança.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Val: Mecanismo de Ação

O Val atua através de um mecanismo duplo e complementar que incide sobre duas vias fisiológicas principais.

Uma das componentes atua como um antagonista nos recetores de tipo 1 da angiotensina II (AT1), impedindo a ligação e a atividade da hormona vasoconritora angiotensina II. Este bloqueio dos recetores atenua a sinalização no seio do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA), o que leva ao relaxamento dos vasos sanguíneos e a uma menor retenção renal de sódio e água.

A segunda componente funciona como um inibidor da enzima neprilisina. Ao bloquear esta enzima, o fármaco impede a degradação enzimática dos péptidos natriuréticos (PN) que ocorrem naturalmente no organismo. Esta inibição aumenta a concentração e a duração destes péptidos vasoativos, promovendo assim a vasodilatação e reforçando a excreção de sódio e água pelos rins (natriurese e diurese).

Estas etapas combinadas do mecanismo resultam numa redução dupla da resistência vascular sistémica e numa diminuição global do volume de fluidos no corpo, o que altera as condições de carga sobre o coração.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Val é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O valsartã (Val) é administrado exclusivamente por via oral, estando disponível na forma de comprimidos revestidos por película em dosagens que variam de 40 mg a 320 mg. Existe também uma formulação em suspensão oral, destinada primordialmente a doentes pediátricos ou a indivíduos com dificuldade em deglutir a forma sólida. A suspensão oral deve ser bem agitada antes da medição de cada dose.

Frequência e Esquema Posológico

A frequência da administração está estritamente ligada ao contexto clínico. Para o controlo a longo prazo da hipertensão, o medicamento é habitualmente tomado uma vez por dia. Em contrapartida, para doentes em gestão de insuficiência cardíaca ou que necessitem de tratamento pós-enfarte do miocárdio, o fármaco é administrado duas vezes por dia, em doses divididas. A administração não está dependente das refeições; as orientações oficiais permitem que o medicamento seja tomado com ou sem alimentos.

Utilização em Populações Específicas e Titulação

A posologia é definida por uma dose inicial fixa e um limite máximo. No caso da hipertensão, a dose inicial para adultos situa-se geralmente nos 80 mg ou 160 mg, sendo ajustada até um máximo de 320 mg diários. Para a insuficiência cardíaca, o esquema começa com 40 mg duas vezes por dia e é aumentado gradualmente, conforme a tolerância, no sentido de uma dose de manutenção alvo de 160 mg duas vezes por dia. As instruções oficiais confirmam que não são necessários ajustes posológicos iniciais para adultos mais velhos ou doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada. A hipertensão pediátrica requer uma dose inicial baseada no peso corporal.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Estudos clínicos recentes têm-se focado na avaliação da eficácia e segurança do fármaco em diversas populações de doentes. Os dados obtidos reforçam o perfil terapêutico estabelecido, demonstrando resultados consistentes no controlo dos sintomas e na progressão da condição clínica em comparação com os tratamentos padrão anteriormente documentados.

Numa análise de ensaios de fase III, observou-se que os doentes que receberam a intervenção apresentaram melhorias estatisticamente significativas nos parâmetros primários de avaliação. Estes resultados sugerem que o mecanismo de ação contribui de forma eficaz para a estabilização da patologia, mantendo um perfil de tolerabilidade aceitável. Os efeitos secundários relatados nestes estudos foram, na sua maioria, de intensidade ligeira a moderada, alinhando-se com as expectativas de segurança previamente delineadas.

Além disso, investigações de monitorização pós-comercialização e estudos observacionais de longo prazo forneceram informações adicionais sobre a durabilidade da resposta ao tratamento. Estes dados são fundamentais para compreender como o fármaco atua em contextos de prática clínica real, onde as comorbilidades e a utilização de medicação concomitante são mais frequentes. A evidência acumulada apoia a utilização continuada como uma opção terapêutica viável, sublinhando a importância da adesão ao tratamento para a obtenção dos melhores resultados clínicos possíveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Val (FAQ)


P: O Val é utilizado para mais do que um problema de saúde ou condição clínica?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, o Val (Valsartan) está aprovado para ser utilizado no tratamento de mais do que uma condição. Estas indicações incluem o controlo a longo prazo da tensão arterial elevada (hipertensão) e a sua utilização no tratamento da insuficiência cardíaca crónica. Está também autorizado para melhorar os resultados em doentes específicos que tenham sofrido recentemente um enfarte do miocárdio (ataque cardíaco).


P: Durante quanto tempo é que, habitualmente, se espera que uma pessoa tome Val?

A informação oficial indica que o Val se destina, de um modo geral, ao controlo a longo prazo de condições cardiovasculares crónicas. No caso de condições como a hipertensão e a insuficiência cardíaca, o tratamento requer frequentemente um apoio continuado. A duração específica da utilização é determinada pelo profissional de saúde do doente, com base na condição tratada e na resposta individual.


P: É considerado normal sentir cansaço ou sonolência ao começar a tomar Val?

Os relatórios regulamentares oficiais classificam a fadiga como um efeito secundário comum do Val. É também referido que reações como tonturas e tensão arterial baixa (hipotensão) têm maior probabilidade de ocorrer ao iniciar o tratamento. Estes efeitos fazem parte do perfil de segurança oficialmente documentado.


P: Existem riscos conhecidos para a saúde a longo prazo associados à toma de Val por um período prolongado?

Os documentos oficiais reportam riscos que podem ocorrer, tais como o inchaço grave conhecido como angioedema. Para doentes com condições pré-existentes, como compromisso renal, os documentos regulamentares afirmam que é necessária precaução redobrada durante a utilização a longo prazo. Isto realça a razão pela qual o uso prolongado requer monitorização, conforme definido nas diretrizes oficiais.


P: Posso tomar Val com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol?

As fontes regulamentares alertam para o facto de a toma de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, poder potencialmente reduzir o efeito de diminuição da tensão arterial do Val e aumentar o risco de problemas renais. O paracetamol não costuma estar listado como uma interação principal na informação oficial de prescrição, mas tal não garante a segurança absoluta.


P: Que medicamentos de venda livre, além dos analgésicos, devem ser evitados enquanto se toma Val?

É recomendada precaução no que diz respeito à administração conjunta com outros agentes que possam aumentar os níveis de potássio no sangue, uma condição designada por hipercaliemia. Estas substâncias incluem certos produtos de venda livre, como substitutos do sal que contenham potássio.


P: É seguro tomar Val com o meu medicamento habitual para a tensão arterial?

Os avisos oficiais desaconselham a combinação de Val com um inibidor da ECA, devido a um possível aumento dos efeitos adversos e à ausência de benefícios adicionais para muitos doentes. Além disso, o Val está contraindicado (proibido) para utilização com o inibidor direto da renina aliscireno em indivíduos com diabetes.


P: A versão genérica do Val é geralmente considerada tão eficaz como o produto de marca?

As agências governamentais do medicamento aprovam os medicamentos genéricos exigindo que estes demonstrem bioequivalência em relação ao produto de marca. A bioequivalência confirma que a forma genérica contém a mesma substância ativa e que se espera que atue da mesma forma.


P: Que tipo de evidência científica apoia as utilizações atuais do Val?

A evidência que apoia as utilizações aprovadas do Val baseia-se em ensaios controlados aleatorizados (ECA) de larga escala e de longa duração. Estes estudos examinam indicadores clínicos, tais como alterações na tensão arterial, taxas de sobrevivência e a frequência de hospitalização por insuficiência cardíaca nas populações de doentes estudadas.


P: O que acontece se uma pessoa parar de tomar o medicamento subitamente?

As advertências gerais para medicamentos cardiovasculares crónicos indicam que interromper o medicamento subitamente pode resultar num retorno rápido ou no agravamento da condição que está a ser tratada, como a tensão arterial elevada. Alterações abruptas no regime de medicamentos cardiovasculares crónicos estão frequentemente associadas a esta advertência nas orientações oficiais.


P: Com que rapidez é que uma pessoa pode esperar notar os benefícios do Val após iniciar o tratamento?

A informação de farmacologia clínica indica que o efeito de redução da tensão arterial começa logo após a primeira dose. As concentrações máximas são tipicamente atingidas num período de duas a quatro horas, e o efeito terapêutico total do medicamento é geralmente observado no prazo de duas a quatro semanas após o início do tratamento.


P: O Val causa aumento ou perda de peso?

Nem o aumento nem a perda de peso estão listados como reações adversas comuns nos documentos regulamentares oficiais. As reações adversas comuns são definidas como aquelas que ocorrem em 1% ou mais dos doentes nos ensaios clínicos.


P: O Val interage com a cafeína?

As orientações oficiais de administração confirmam que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, e os documentos regulamentares não listam habitualmente a cafeína como uma interação medicamentosa específica que exija monitorização especial.


P: O Val interage com suplementos à base de plantas, como a Erva de São João ou o ginkgo?

As fontes regulamentares oficiais alertam para interações com substâncias que são indutores fortes da CYP3A (um tipo de alteração enzimática). Tomar Val com um indutor forte, que pode incluir certos suplementos à base de plantas como a Erva de São João, pode causar uma diminuição significativa da exposição do corpo ao Val.


P: Podem certos alimentos ou bebidas alterar a forma como o Val atua no corpo?

As orientações oficiais de administração indicam que o Val pode ser tomado com ou sem alimentos. Isto indica que o efeito necessário do medicamento no corpo não é significativamente alterado pelo horário das refeições.


P: Posso consumir álcool socialmente enquanto tomo Val?

A informação oficial para o doente adverte habitualmente que o consumo de álcool pode potenciar o efeito de redução da tensão arterial do Val. O aviso oficial indica que isto pode aumentar o potencial de efeitos secundários associados à tensão arterial baixa, tais como tonturas ou desmaios.


P: Existem interações conhecidas entre o Val e multivitamínicos diários?

Os multivitamínicos não estão listados como uma interação direta na informação oficial de prescrição. No entanto, recomenda-se precaução se o multivitamínico contiver níveis elevados de potássio, uma vez que a administração conjunta pode aumentar o risco de níveis elevados de potássio (hipercaliemia) no organismo.


P: Posso tomar Val com segurança se precisar de utilizar um antibiótico para uma infeção separada?

O potencial de interação depende do tipo de antibiótico. As fontes regulamentares alertam especificamente contra a utilização de Val com inibidores fortes da CYP3A — uma classificação que inclui certos antibióticos. A administração conjunta com este tipo de medicamentos é descrita como necessitando de um ajuste de dose por parte de um profissional de saúde.


P: Como saberei com certeza se o Val está realmente a ter um efeito terapêutico positivo?

O Val foi concebido para reduzir a tensão arterial e diminuir o risco de eventos cardíacos graves. A forma mais comum de monitorizar o efeito do fármaco é através da medição regular da tensão arterial, tal como delineado no plano de gestão geral da hipertensão.


P: Os efeitos positivos do Val podem desaparecer com o tempo (desenvolvimento de tolerância)?

Estudos regulamentares oficiais acompanham os efeitos sustentados do Val ao longo de longos períodos de utilização. O medicamento é descrito como proporcionando uma redução sustentada da tensão arterial durante o intervalo entre doses, e a perda de eficácia (tolerância) não é tipicamente citada como uma característica comum na documentação oficial.


P: O Val precisa de ser tomado exatamente à mesma hora todos os dias para manter o seu efeito?

Os documentos regulamentares especificam que o medicamento deve ser tomado regularmente e aproximadamente à mesma hora todos os dias. Este esquema consistente ajuda a manter níveis estáveis do medicamento no sangue, o que é essencial para manter o efeito terapêutico total.


P: O Val está aprovado para utilização em países fora dos Estados Unidos?

Sim, o Val está aprovado para utilização em muitos países a nível global. O medicamento possui informações de prescrição oficiais disponíveis em várias autoridades governamentais internacionais, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a Health Canada e a Therapeutic Goods Administration (TGA) na Austrália.


P: O Val é seguro para utilizar durante a amamentação?

Os documentos regulamentares aconselham que o Val não é recomendado para utilização durante a amamentação. Isto deve-se ao facto de o medicamento poder passar para o leite humano, e o risco ou efeito potencial no lactente não foi estabelecido.


P: O Val tem risco de sintomas de abstinência se uma pessoa parar de tomar o medicamento subitamente?

Os resultados adversos associados à interrupção súbita do Val são descritos principalmente como o agravamento ou efeito ricochete da condição tratada, em vez de um síndrome de abstinência clássico. Esta é uma precaução comum para medicamentos utilizados no tratamento de condições cardiovasculares crónicas.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Val?

A informação oficial para o doente aconselha frequentemente que, se uma dose for esquecida, esta pode ser tomada assim que for lembrada. No entanto, se já estiver perto da hora da próxima dose programada, o conselho é geralmente saltar a dose esquecida e retomar o esquema regular.


P: O Val torna inseguro conduzir ou operar máquinas?

Os documentos oficiais contêm um aviso específico de que podem ocorrer efeitos secundários como tonturas ou fadiga. O aviso oficial indica que pode ser necessária precaução ao realizar tarefas que exijam alerta mental, tais como conduzir ou operar máquinas, caso esses efeitos sejam sentidos.


P: O Val é apenas para adultos ou está aprovado para utilização por crianças ou adolescentes?

O Val está aprovado para o tratamento da hipertensão em doentes pediátricos com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos. No entanto, não é recomendado para crianças com menos de 6 anos, nem para utilização em doentes com menos de 18 anos no tratamento da insuficiência cardíaca ou após um enfarte do miocárdio (pós-enfarte).


P: Qual a frequência dos efeitos secundários comunicados do Val?

Os documentos regulamentares classificam as reações adversas em escalões de frequência baseados em dados de ensaios clínicos. Estes escalões definem os efeitos secundários como comuns (ocorrendo em 1% a 10% dos doentes), pouco comuns (ocorrendo em 0,1% a 1% dos doentes), raros ou muito raros.


P: Existem avisos menores associados ao Val?

A secção de Avisos e Precauções na rotulagem oficial abrange um espetro de riscos, não apenas os mais graves. Por exemplo, estão listadas especificamente precauções para doentes com compromisso hepático (fígado) ligeiro a moderado ou com antecedentes de inchaço (angioedema).

Como Val deve ser armazenado e descartado?

Condições de armazenamento e regras de eliminação

Os comprimidos de Valsartan devem ser armazenados de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade e a eficácia do produto.

Âmbito do Armazenamento e Eliminação Requisito Regulamentar Oficial
Temperatura de Armazenamento Conservar a temperatura ambiente controlada (entre 20 °C e 25 °C).
Requisitos de Proteção Proteger da humidade, do calor elevado e da luz direta. Não congelar.
Requisitos do Recipiente Conservar os comprimidos na embalagem de origem e manter o recipiente bem fechado.
Segurança Infantil O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.
Instruções de Eliminação Eliminar o medicamento não utilizado ou fora de prazo de acordo com os requisitos locais. Não deve ser eliminado através do lixo doméstico nem de águas residuais.

Estas condições obrigatórias definem a forma como o produto deve ser armazenado, protegido, manuseado e descartado, assegurando que a sua qualidade seja mantida até à data de validade definida na documentação regulamentar.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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