Ursacol

Links rápidos para seções importantes

Ursacol

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ursacol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ursodiol (Ácido Ursodesoxicólico, AUDC)
Forma Preparação oral (Cápsulas ou Comprimidos)
Classe farmacológica Agente colelitolítico, Agente hepatoprotetor
Uso comum Modulação da bílis, proteção do fígado, dissolução de cálculos biliares
Origem Ácido biliar secundário, sintetizado para uso farmacêutico

Definição e Classificação do Ursacol

O Ursacol é uma preparação farmacêutica que contém o princípio ativo Ursodiol, quimicamente conhecido como Ácido Ursodesoxicólico (AUDC). Este medicamento é clinicamente reconhecido pelo seu papel tanto como agente colelitolítico como agente hepatoprotetor, o que significa que o seu foco terapêutico está centrado na dissolução de cálculos no sistema biliar e na saúde geral do fígado. O Ursacol é administrado como um produto de ingrediente único numa preparação oral e está disponível estritamente como um medicamento sujeito a receita médica. A singularidade farmacológica do Ursodiol advém da sua natureza altamente hidrofílica, uma característica que permite modificar beneficamente o pool de ácidos biliares do organismo.

Composição e Propósito Geral

Embora o composto ativo, o Ursodiol, seja um ácido biliar secundário que ocorre naturalmente na bílis humana em quantidades vestigiais, o fármaco é obtido através de produção sintética para garantir a elevada concentração e pureza necessárias para a eficácia terapêutica. O medicamento final consiste na dosagem precisa de Ácido Ursodesoxicólico, juntamente com os excipientes farmacêuticos necessários para formar o comprimido ou cápsula. O propósito geral deste medicamento é salvaguardar o fígado e apoiar a função da vesícula biliar, alterando a química da bílis.

Como agente colelitolítico, o fármaco ajuda a facilitar a dissolução de cálculos biliares de colesterol, suprimindo a secreção de colesterol do fígado para a bílis, reduzindo assim a saturação biliar. O uso estabelecido do Ursodiol para a dissolução de cálculos biliares de colesterol é uma prática clínica comum. Um cenário de utilização neutro típico para o Ursacol envolve a sua aplicação em doentes adultos com cálculos biliares não calcificados onde é necessária uma intervenção ativa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ursacol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança oficial do Ursacol (Ursodiol) descreve as potenciais reações adversas categorizadas principalmente pela sua frequência e pelo sistema corporal afetado, em conformidade com as normas regulamentares. As reações observadas com maior frequência são, geralmente, de natureza gastrointestinal.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Categoria de Frequência Exemplos de Reações Adversas Associadas
Muito Frequentes (≥ 10%) Diarreia, Dor Abdominal (ex.: na zona superior direita)
Frequentes (≥ 1% a < 10%) Náuseas, Vómitos, Obstipação, Erupção Cutânea, Alopécia
Muito Raros (< 0,01%) Descompensação de Cirrose Hepática

Classes de Órgãos e Sistemas: As reações adversas são tipicamente reportadas nas classes de Doenças Gastrointestinais e Doenças Hepatobiliares, a par de registos de Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos e Doenças do Sistema Nervoso (ex.: cefaleias).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Certos eventos raros são listados como clinicamente graves, incluindo a descompensação da cirrose hepática em doentes com Colangite Biliar Primária (CBP) e relatos raros de formação de enterólitos (cálculos intestinais) que podem levar a uma potencial obstrução. Estão também documentadas manifestações graves de hipersensibilidade ao fármaco, como o angioedema.

Restrições de Segurança: O Ursacol é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes diagnosticados com obstrução biliar completa ou cirrose hepática descompensada, uma vez que estas condições acarretam um risco acrescido. Além disso, é necessária a monitorização regular dos testes de função hepática durante a terapia, sendo esta uma medida de segurança fundamental para observar o efeito do fármaco nos parâmetros hepáticos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A informação regulamentar oficial relativa ao Ursacol (ácido ursodesoxicólico) indica que o potencial para uma sobredosagem sistémica grave, que coloque a vida em risco, é considerado improvável. Esta avaliação baseia-se no perfil farmacocinético da substância, em que a absorção de ácido ursodesoxicólico pelo organismo diminui à medida que a dose aumenta, resultando na excreção do excesso através das fezes.

Manifestações e Gestão da Sobredosagem Documentadas

Manifestação de Sobredosagem Ação Necessária
Diarreia (sinal mais provável de sobredosagem grave) A terapia deve ser interrompida; os líquidos e os eletrólitos devem ser repostos.
Outros sintomas de sobredosagem Considerados geralmente improváveis devido à absorção limitada.

Na eventualidade de ocorrer uma sobredosagem, a manifestação clínica primária e mais provável é a diarreia. As consequências de uma diarreia persistente devem ser tratadas sintomaticamente, com o objetivo de restaurar o equilíbrio essencial de líquidos e eletrólitos do organismo. Os documentos regulamentares oficiais referem que, além deste tratamento sintomático, não são geralmente necessárias contramedidas específicas.

Procurar Ajuda Médica

Embora a toxicidade sistémica grave seja considerada rara, é necessária uma consulta médica imediata se surgir diarreia persistente ou grave após a utilização de doses elevadas. A interrupção do medicamento, sob orientação médica, é a ação necessária caso a diarreia continue.

Usos terapêuticos de Ursacol

O que o Ursacol Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O âmbito terapêutico do Ursacol (Ursodiol) é relevante na gestão de condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado associado a stresse funcional de órgãos específicos. Este medicamento é habitualmente utilizado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional para patologias hepáticas crónicas e problemas do trato biliar.

O Ursacol é uma terapia fundamental para condições como a Colangite Biliar Primária (CBP), sendo também utilizado para a gestão de pequenos cálculos biliares ricos em colesterol e na prevenção da formação de cálculos biliares em doentes de alto risco. No caso da CBP, o benefício é considerado relevante para a saúde a longo prazo, uma vez que apoia a melhoria dos parâmetros da função hepática e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional. Além disso, o Ursacol ajuda a gerir sintomas como o prurido (comichão) perturbador que pode acompanhar condições colestáticas, contribuindo para atenuar a carga sintomática global.


Facto Rápido: Relevante para a Gestão de Sintomas Relacionados com a Colestase

Categoria Foco do Uso Terapêutico
Indicação Primária Gestão crónica da Colangite Biliar Primária (CBP).
Domínio Biliar Aplicado no contexto da dissolução de cálculos biliares de colesterol (cálculos pequenos, não calcificados).
Profilaxia Prevenção de cálculos biliares em doentes de alto risco (ex.: perda de peso rápida).
Alívio de Sintomas Atenuação do prurido (comichão) e estabilização dos níveis de enzimas hepáticas.

Critérios de utilização e restrições

O Ursacol (ursodiol) é um medicamento sujeito a receita médica indicado para grupos específicos de doentes e não é adequado para todas as pessoas. A elegibilidade para a sua utilização é estritamente definida pelos documentos regulamentares oficiais.

Populações Autorizadas e Contraindicadas

Classificação Quem Pode Utilizar (Doentes Elegíveis)
Elegíveis Adultos com Colangite Biliar Primária (CBP); adultos com cálculos biliares radiotransparentes e não calcificados que não podem ser submetidos a cirurgia; doentes obesos para a prevenção da formação de cálculos biliares durante uma perda de peso rápida.
Classificação Quem Não Pode Utilizar (Contraindicado/Não Recomendado)
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao ursodiol ou aos seus componentes. É também contraindicado em doentes com cálculos calcificados ou radiopacos, ou naqueles com uma obstrução do canal biliar ou condições que exijam a remoção urgente da vesícula biliar (ex.: colecistite aguda, colangite ou pancreatite biliar).

Considerações Especiais de Elegibilidade

Gravidez e Amamentação: O uso durante a gravidez não é geralmente recomendado devido à inexistência de dados de segurança suficientes, embora alguns estudos sugiram benefícios em condições hepáticas específicas. No caso de mulheres em período de amamentação, os documentos regulamentares estipulam que deve ser tomada uma decisão entre interromper a amamentação ou o tratamento com o medicamento.

Regras Relativas à Idade: A segurança e a eficácia da utilização em doentes pediátricos (crianças) não foram estabelecidas no âmbito das informações principais de prescrição.

Restrições da Condição: Para a dissolução de cálculos biliares, o medicamento apenas é apropriado se os cálculos forem radiotransparentes (não calcificados) e se a vesícula biliar for funcional. A segurança do tratamento para a dissolução de cálculos biliares além dos 24 meses não foi estabelecida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O Ursacol (Ursodiol) possui interações documentadas com determinados medicamentos que podem afetar a sua eficácia ou a sua absorção. É importante que os doentes tenham conhecimento destas potenciais interações, que se encontram descritas na informação regulamentar oficial.


Interações que Afetam a Absorção do Ursacol

Os fármacos que se ligam aos ácidos biliares ou que contêm alumínio podem reduzir a absorção e, consequentemente, a eficácia do Ursacol. Estes incluem as resinas sequestradoras de ácidos biliares, tais como a colestiramina e o colestipol, e os antiácidos que contenham hidróxido de alumínio.

Ação Necessária: Caso a administração conjunta com estes agentes seja necessária, é exigido um intervalo no horário de administração para mitigar a redução da absorção do Ursacol.


Interações que Contrariam a Eficácia Terapêutica

Certos medicamentos podem aumentar a secreção de colesterol na bílis, o que se opõe diretamente à ação terapêutica pretendida do Ursacol relativa à dissolução de cálculos biliares. Entre estes encontram-se os estrogénios e os contracetivos orais que contenham estrogénios, bem como agentes hipolipemiantes, especificamente o clofibrato e outros fibratos.

Restrição: O uso concomitante com estes medicamentos é desencorajado, uma vez que podem comprometer a eficácia do Ursacol, reduzindo a sua capacidade de dissolver cálculos biliares de colesterol. Este efeito constitui uma oposição farmacodinâmica documentada.

Mecanismo de ação

O Ursodiol (AUDC) obtém o seu perfil de eficácia através de dois domínios mecanísticos principais e interligados no seio do sistema entero-hepático, influenciando tanto a composição da bílis como a integridade das células do fígado.

Modulação da Composição da Bílis e Dessaturação do Colesterol

O AUDC, sendo altamente hidrofílico, desloca outros ácidos biliares tóxicos e interfere ativamente no transporte de colesterol, ao inibir a sua absorção no intestino e ao reduzir a sua secreção pelo fígado. Esta sucessão de ações altera o estado da bílis de um estado litogénico (formador de cálculos) para um estado solubilizante, o que constitui o pré-requisito físico-químico necessário para a dissolução do colesterol.

Citoproteção Hepatocelular e Fluxo Biliar

O AUDC exerce uma ação citoprotetora direta ao estabilizar as membranas mitocondriais e celulares dos hepatócitos e colangiócitos, bloqueando a sinalização que conduz à apoptose (morte celular). Este mecanismo é complementado pela estimulação da secreção de bicarbonato e água, aumentando o volume e a alcalinidade do fluxo biliar (colerese) para manter a integridade do revestimento dos canais biliares e apoiar os processos de transporte.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Ursacol (ursodiol) é efetuada exclusivamente por via oral, recorrendo às apresentações disponíveis em comprimidos ou cápsulas. O regime posológico fundamenta-se no contexto clínico e é calculado de acordo com o peso corporal do doente, estabelecendo um padrão de utilização preciso e informativo.

Posologia Oficial e Administração

Para a gestão da Colangite Biliar Primária (CBP), o regime oficial é habitualmente de 13–15 mg/kg por dia, administrados em duas a quatro doses divididas, juntamente com alimentos. Quando o medicamento é utilizado para a dissolução de cálculos biliares de colesterol, a dosagem indicada é geralmente de 8–10 mg/kg por dia, dividida em duas ou três tomas. Para apoiar a eficácia durante o período noturno, a orientação procedimental padrão para a terapia de dissolução consiste em tomar a maior parte da dose diária ao deitar. A dosagem para a prevenção da formação de cálculos biliares em doentes de alto risco é frequentemente um valor fixo, como 300 mg duas vezes ao dia.

Condições de Administração e Duração

Os comprimidos que são ranhurados (por exemplo, na dosagem de 500 mg) podem ser divididos para fornecer a dose necessária, mas os segmentos devem ser engolidos inteiros, sem mastigar, e com água de imediato. Uma restrição crítica na administração é a necessidade de separar a toma de Ursacol de agentes quelantes de ácidos biliares ou de antiácidos que contenham alumínio por um intervalo de, pelo menos, duas horas, de forma a prevenir a redução da absorção.

A duração da utilização é geralmente de longo prazo para condições crónicas como a CBP. Para a dissolução de cálculos biliares, o tratamento pode prolongar-se até dois anos e deve continuar durante três a quatro meses após o desaparecimento radiológico dos cálculos para confirmar a sua eliminação total. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, a orientação oficial é saltar essa toma se estiver próxima da hora da dose seguinte; não devem ser tomadas doses duplas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama dos Estudos sobre o Ursacol

Evidência para Uso na Colangite Biliar Primária (CBP)

A investigação clínica sobre o Ursacol no âmbito da Colangite Biliar Primária (CBP) tem sido objeto de diversos estudos. A investigação incluiu ensaios clínicos aleatorizados e controlados (RCT), bem como estudos de coorte observacionais abrangentes. Os investigadores centraram-se na medição de alterações nos marcadores bioquímicos (como a fosfatase alcalina [ALP] e a bilirrubina) e no acompanhamento de desfechos clínicos objetivos, tais como a necessidade de transplante hepático ou a mortalidade por todas as causas.

Os estudos reportaram medições que demonstram variações nos principais marcadores bioquímicos hepáticos ao longo dos intervalos observados. Relativamente aos resultados a longo prazo, os dados mostram padrões relacionados com estes eventos, particularmente em indivíduos que apresentaram alterações específicas nos seus marcadores numa fase inicial do estudo. A evidência de coortes a longo prazo contribui para o panorama geral da prova científica. O que permanece incerto é a consistência absoluta dos achados clínicos de longo prazo em todas as populações de doentes.

Evidência para Uso na Dissolução de Cálculos Biliares de Colesterol

A investigação explorou a utilização do Ursacol em estudos que avaliaram a dissolução de cálculos biliares. Estes estudos foram essencialmente ensaios clínicos prospetivos que se focaram em populações específicas de doentes, incluindo aqueles com cálculos biliares radiotransparentes (não calcificados) de pequenas a médias dimensões. Os ensaios reportaram a percentagem de doentes que alcançaram o desaparecimento total ou parcial dos cálculos.

Os estudos indicam que os padrões observados nas taxas de dissolução estavam associados ao tamanho inicial e à composição do cálculo. Os resultados aplicam-se apenas às populações de doentes muito específicas que foram estudadas, e persiste incerteza quanto à taxa de recorrência a longo prazo após a interrupção do tratamento.

Estudos a Longo Prazo e Dados de Acompanhamento Prolongado

Existem estudos que descrevem padrões observados durante períodos de acompanhamento prolongados relativamente ao uso do Ursacol, rastreando doentes, em certos casos, durante muitos anos. O objetivo principal destes estudos de longa duração foi monitorizar os padrões observados nos marcadores bioquímicos e a sua relação com os desfechos clínicos a longo prazo. No entanto, a qualidade da evidência varia entre estes estudos, dado que muitos são de natureza observacional e não aleatorizados.

O Que Ainda Permanece Incerto Sobre o Ursacol

Apesar da vasta quantidade de investigação, diversos aspetos permanecem incertos. Continuam a surgir dados para compreender plenamente a consistência dos resultados a longo prazo para todos os doentes com CBP. A qualidade da evidência varia entre os estudos e os dados para certos grupos de doentes (como aqueles com CBP avançada ou cálculos biliares sintomáticos) continuam a ser insuficientes. A investigação fornece contexto clínico, mas não previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ursacol (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Ursacol a começar a atuar em condições hepáticas?

R: Estudos relativos à Colangite Biliar Primária (CBP) indicam que a melhoria nos principais marcadores bioquímicos — que são parâmetros medidos no sangue para monitorizar a saúde do fígado — é habitualmente observada num período de três a seis meses após o início do tratamento. A duração da terapia para doenças hepáticas crónicas é, geralmente, de longo prazo. A avaliação do efeito do fármaco envolve a monitorização regular destes marcadores.


P: É comum ter diarreia ao iniciar o tratamento com Ursacol?

R: A diarreia está classificada nos documentos oficiais do medicamento como uma reação adversa muito frequente, o que significa que ocorre em mais de 10% dos utilizadores. A informação regulamentar indica que estes sintomas gastrointestinais resolvem-se, frequentemente, cerca de três meses após o início da terapia.


P: Tomar Ursacol significa que posso evitar a cirurgia para os meus cálculos biliares?

R: O Ursacol é indicado como uma opção de tratamento para a dissolução de cálculos biliares de colesterol em doentes que não podem ou não desejam ser submetidos a cirurgia. Embora constitua uma alternativa não cirúrgica para doentes selecionados, a documentação oficial não garante que todos os doentes evitem a cirurgia. O curso do tratamento é acompanhado através de exames de imagem regulares.


P: Porque é que o Ursacol é frequentemente recomendado para ser tomado ao deitar?

R: Para doentes que utilizam o Ursacol para dissolver cálculos biliares, a orientação oficial sugere frequentemente a toma da maior parte da dose diária ao deitar. Esta prática visa apoiar a ação pretendida do fármaco durante a noite, quando a concentração de ácidos biliares naturais é tipicamente mais baixa.


P: Posso continuar a tomar antiácidos enquanto utilizo o Ursacol?

R: A administração conjunta com antiácidos que contenham alumínio requer uma separação no horário das tomas. Sabe-se que os antiácidos à base de alumínio interferem na absorção do Ursacol, o que pode reduzir a sua eficácia. Para mitigar esta interação, a informação oficial aconselha a toma destes antiácidos pelo menos duas horas antes ou duas horas depois de tomar o Ursacol.


P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum do Ursacol?

R: A cefaleia (dor de cabeça) está listada em fontes regulamentares como uma potencial reação adversa que afeta o sistema nervoso central. No entanto, uma frequência específica (como "Frequente" ou "Muito Frequente") não está consistentemente definida em todos os documentos regulamentares primários para este efeito secundário em particular.


P: Qual é a evidência para o uso de Ursacol em condições que não sejam cálculos biliares e CBP?

R: Embora a aprovação regulamentar se centre na dissolução de cálculos biliares e na Colangite Biliar Primária (CBP), alguns estudos exploraram os efeitos do fármaco noutros problemas hepáticos, como a doença do fígado gordo não alcoólico. Contudo, as diretrizes autorizadas atuais podem não recomendar a sua utilização em todas as doenças hepáticas não colestáticas.


P: É possível que um cálculo biliar se torne calcificado durante o tratamento com Ursacol?

R: O Ursacol foi concebido para dissolver cálculos de colesterol não calcificados (radiotransparentes). Os documentos oficiais aconselham que, se ocorrer a calcificação dos cálculos (endurecimento) ou se a vesícula biliar deixar de funcionar durante o tratamento, a terapia deve ser interrompida. O fármaco é contraindicado se os cálculos já estiverem calcificados.


P: Como é que o Ursacol ajuda a prevenir a formação de novos cálculos biliares?

R: O mecanismo do fármaco envolve tornar a bílis menos saturada de colesterol. Isto é conseguido através da diminuição da secreção de colesterol pelo fígado e pela ajuda na dissolução do colesterol já presente na bílis. Este processo altera o estado da bílis para um estado que atua ativamente contra a cristalização e a formação de novos cálculos de base colesterólica.


P: O Ursacol pode ajudar com enzimas hepáticas elevadas, mesmo que eu não tenha cálculos biliares?

R: Sim. O ursodiol demonstrou resultar numa redução dos níveis de enzimas séricas elevados — tais como a fosfatase alcalina, AST e ALT — em várias condições que envolvem o comprometimento do fluxo biliar, incluindo a CBP. Este efeito benéfico na elevação das enzimas hepáticas está ligado à capacidade do fármaco de substituir ácidos biliares mais tóxicos.


P: Qual é a diferença entre o Ursacol e outros medicamentos usados para suporte hepático?

R: O Ursacol é classificado pelas entidades regulamentares como um Agente Colelitolítico (que dissolve cálculos biliares) e um Agente Hepatoprotetor (que protege o fígado). Esta classificação baseia-se na sua ação primária de alterar a composição dos ácidos biliares e proteger as células hepáticas, distinguindo-o farmacologicamente de outros tipos de medicamentos usados para suporte hepático geral.


P: O Ursacol causa aumento ou perda de peso?

R: O aumento de peso é reportado como um efeito secundário pouco frequente na informação oficial. A perda de peso não consta habitualmente como uma reação adversa comum ou frequente no perfil oficial do produto.


P: O Ursacol pode causar problemas de sono ou fadiga?

R: A informação oficial lista tanto a fadiga como as perturbações do sono como potenciais reações adversas que afetam o sistema nervoso central. Estas fazem parte do perfil de segurança reconhecido do fármaco.


P: O Ursacol é um medicamento anti-inflamatório?

R: As classificações primárias do Ursacol são como agente colelitolítico e hepatoprotetor. No entanto, alguma informação científica sugere que o fármaco pode também ter efeitos anti-inflamatórios, sendo utilizado pela sua ação anticolestática (melhoria do fluxo biliar), o que pode ter efeitos protetores secundários.


P: Existem restrições alimentares ou de dieta específicas durante a toma de Ursacol?

R: Não existem regras alimentares obrigatórias estritas ou restrições de dieta explicitamente descritas nos principais documentos regulamentares para o Ursacol. A prática médica geral para condições hepáticas envolve, por vezes, limites em alimentos ricos em gordura e no álcool para reduzir o stress no fígado, mas não são obrigatórias regras alimentares específicas para o fármaco em si.


P: O Ursacol ajuda a reduzir os níveis de bilirrubina?

R: Sim. No tratamento da Colangite Biliar Primária (CBP), os dados de eficácia regulamentar indicam que o Ursacol pode levar a uma melhoria significativa nos parâmetros químicos do fígado, incluindo uma redução nos níveis de bilirrubina total quando monitorizados em relação aos valores iniciais.


P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que interajam com o Ursacol?

R: Embora listagens específicas de vitaminas sejam raras, a informação oficial indica que a absorção de ácidos biliares pode potencialmente afetar a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Estas vitaminas podem necessitar de monitorização em doentes submetidos a terapia de longo prazo.


P: O Ursacol é conhecido por causar alterações no humor ou levar à depressão?

R: Os dados de segurança oficiais listam a ansiedade e a depressão como potenciais reações adversas que afetam o sistema nervoso central.


P: Existe um tempo máximo que alguém pode permanecer em terapia com Ursacol?

R: A duração máxima depende da condição clínica. Para a Colangite Biliar Primária (CBP), o tratamento é geralmente exigido a longo prazo e por tempo indefinido. Para a dissolução de cálculos biliares, o tratamento é habitualmente recomendado por um período de até dois anos.


P: Quais são os sinais de que o Ursacol está a funcionar para a minha condição?

R: A eficácia do fármaco é medida principalmente por uma redução nos níveis elevados de enzimas hepáticas séricas (como a fosfatase alcalina, AST e ALT) e outros marcadores bioquímicos. Estas variações específicas são monitorizadas e avaliadas através de análises ao sangue regulares.

Como Ursacol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Ursacol?

A conservação e a eliminação do Ursacol (Ursodiol) devem cumprir os requisitos regulamentares oficiais para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, habitualmente entre 20 °C e 25 °C. Não congelar.
Proteção Manter na embalagem original bem fechada e proteger da humidade excessiva e da luz direta.
Nota de Estabilidade Os comprimidos partidos ou parciais devem ser utilizados no prazo de 28 dias após terem sido divididos.
Segurança Infantil É obrigatório manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Instruções de Eliminação

O Ursacol fora de prazo ou não utilizado deve ser eliminado de acordo com as diretrizes regulamentares locais para medicamentos não utilizados. Os doentes não devem deitar o medicamento na sanita nem vertê-lo num ralo, a menos que tal seja especificamente autorizado por entidades competentes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ursacol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: