Urica

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Urica

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Urica

O que é o Urica?

O Urica é um medicamento de prescrição reconhecido cujo princípio ativo é o composto sintético Alopurinol. Está formalmente classificado como um agente antigotoso, inserindo-se na categoria farmacológica dos fármacos utilizados para a gestão da hiperuricemia crónica, ou níveis anormalmente elevados de ácido úrico. Este produto de ingrediente único é um análogo estrutural das bases purinas, o que o define como uma classe específica de terapia de redução de urato (ULT). A evidência clínica confirma o papel deste fármaco na gestão a longo prazo de condições onde a hiperuricemia está presente, quer seja de forma isolada ou associada a manifestações clínicas. Estudos farmacológicos fundamentam o uso do Alopurinol como um pilar no planeamento de regimes de terapia de manutenção.

Composição, Forma e Finalidade Terapêutica Geral

O Urica é apresentado numa forma farmacêutica oral, especificamente em comprimido, destinado à via de administração oral. Na sua forma de comprimido, a composição consiste no Alopurinol ativo combinado com excipientes sólidos, proporcionando um método padronizado e adequado para a administração sistémica. O objetivo terapêutico geral do Urica é manter uma concentração de urato sérico controlada e reduzida ao longo do tempo.

O Alopurinol é um agente estabelecido para a diminuição do urato sérico, limitando assim o risco de formação de cristais de urato nos tecidos. Isto confirma que o medicamento funciona primordialmente para alcançar a estabilidade no equilíbrio de ácido úrico do organismo. Ao suprimir de forma consistente a formação de ácido úrico, o medicamento proporciona benefícios de terapia de manutenção, ajudando a mitigar desequilíbrios metabólicos associados à hiperuricemia persistente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Urica?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Urica (febuxostat) baseia-se em documentos regulamentares oficiais, detalhando os efeitos secundários por frequência e sistema afetado. Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem náuseas, diarreia, dores de cabeça, erupções cutâneas e resultados anormais em testes de função hepática, especificamente a elevação das transaminases.

Reações Adversas Clinicamente Significativas e Graves

Foram documentadas diversas reações adversas graves, embora raras. Em doentes com doença cardiovascular major pré-existente, observou-se uma taxa mais elevada de morte cardiovascular em comparação com o alopurinol, o que restringe a utilização do fármaco a doentes que não toleram ou que não respondem ao alopurinol. Foram também reportados casos raros de reações cutâneas graves e potencialmente fatais, incluindo a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) e Reação a Fármaco com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS). Adicionalmente, existem relatos raros de insuficiência hepática grave, incluindo casos fatais e não fatais.

Restrições de Segurança e Monitorização

Existem restrições específicas e protocolos de monitorização obrigatórios para a utilização deste medicamento. O Urica é estritamente contraindicado em doentes a receber tratamento concomitante com azatioprina ou mercaptopurina. É necessária a realização periódica de testes de função hepática durante o tratamento para monitorizar a elevação assintomática de enzimas hepáticas ou lesões hepáticas graves.

No início do tratamento, é frequentemente observado um aumento na taxa de crises de gota. Quanto às restrições populacionais, a utilização não é geralmente recomendada em doentes com insuficiência hepática grave ou em indivíduos que tenham sido submetidos a transplantes de órgãos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação oficial refere que não foram reportados formalmente casos de sobredosagem maciça ou envenenamento agudo por Urica (Alopurinol) na experiência clínica humana. O perfil de segurança deste medicamento destaca o risco de toxicidades graves que exigem uma intervenção imediata, em vez dos sintomas clássicos de uma sobredosagem aguda.

Riscos Documentados e Ações de Emergência

As informações do medicamento citam explicitamente o risco de Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), incluindo a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN), bem como a Síndrome de Hipersensibilidade ao Alopurinol (AHS). Estas são toxicidades sistémicas graves e potencialmente fatais associadas ao envolvimento de múltiplos órgãos, tais como a nefrotoxicidade e a hepatotoxicidade.

Perante qualquer sinal de uma reação de hipersensibilidade, como o aparecimento de uma erupção cutânea (rash), o medicamento deve ser interrompido imediatamente. Os doentes devem procurar assistência médica imediata em caso de potencial sobredosagem ou perante qualquer sinal grave de toxicidade sistémica. O risco de desenvolver estes resultados graves é especificamente superior em doentes com função renal comprometida.

Informação sobre Gestão Clínica

Confirma-se que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Urica. Embora o fármaco e o seu metabolito sejam quimicamente dialisáveis, a utilidade global da hemodiálise ou da diálise peritoneal na gestão de uma situação de sobredosagem aguda permanece desconhecida no contexto da informação técnica oficial.

Usos terapêuticos de Urica

O que o Urica trata: principais utilizações e benefícios

O Urica (Alopurinol) é uma terapia de redução de urato (ULT) de longo prazo, utilizada para a gestão contínua de condições crónicas desencadeadas por níveis elevados de ácido úrico. Esta terapia proporciona benefícios preventivos de suporte, em vez de tratar a dor aguda.

O seu papel principal é a gestão da gota e das respetivas consequências estruturais, mas é também relevante para reduzir o risco de cálculos renais de ácido úrico e para uso profilático em cenários de alto risco, como em certos tratamentos de quimioterapia. Este foco na estabilidade a longo prazo e na prevenção contribui, de um modo geral, para a gestão dos sintomas relacionados com a hiperuricemia crónica.

"Esta terapia preventiva apoia o doente ao reduzir o impacto global dos sintomas e pode auxiliar na gestão da frequência de crises agudas disruptivas."

Este medicamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao abordar sintomas relacionados com as consequências estruturais progressivas da hiperuricemia crónica, incluindo os tofos (depósitos duros de urato) e o risco de destruição articular a longo prazo. A terapia é geralmente aplicada em contextos que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas da condição.


Facto Rápido: Suporte no Desconforto Recorrente

O Urica é habitualmente utilizado para ajudar a gerir a recorrência da dor articular inflamatória (artrite gotosa) e para auxiliar na gestão do risco de nefropatia por ácido úrico (lesão renal) associada ao desequilíbrio sistémico.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Urica?

Esta informação baseia-se estritamente nos documentos regulamentares oficiais relativos ao perfil de elegibilidade do febuxostat (o princípio ativo do Urica).


Populações Contraindicadas

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade ou reação alérgica grave ao febuxostat ou a qualquer um dos seus componentes inativos. Está também contraindicado para doentes que estejam a receber tratamento concomitante com azatioprina ou mercaptopurina.

Utilização Restrita e Não Recomendada

A utilização não está estabelecida e não é recomendada em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Doentes com doenças cardiovasculares major pré-existentes, como antecedentes de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral ou angina instável, devem utilizar este medicamento com precaução devido a preocupações documentadas relativas a um risco acrescido de morte cardiovascular. Em algumas regiões, a utilização está limitada a doentes que não podem tomar ou que não respondem ao alopurinol.

O medicamento não é recomendado para doentes com hiperuricemia secundária, como recetores de transplantes de órgãos ou indivíduos com síndrome de Lesch-Nyhan, ou com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh), uma vez que a segurança e a eficácia não foram estudadas nestas populações específicas.

Finalmente, o Urica não é recomendado para utilização durante a gravidez ou o período de amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Urica com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interações do Urica (Alopurinol) é definido pela documentação regulamentar oficial, delineando principalmente os condicionalismos relacionados com a coadministração e a interferência metabólica.

Combinações Contraindicadas e Restritas

A coadministração com Vidarabina é formalmente contraindicada. A utilização concomitante com Azatioprina ou Mercaptopurina é altamente restrita; a dosagem destes fármacos deve ser reduzida para um terço ou um quarto da dose padrão quando tomados com o Urica.

Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

Está documentado que o Urica inibe o metabolismo de certos medicamentos, conduzindo a uma maior exposição e níveis plasmáticos mais elevados. Este efeito é observado com a Teofilina e a Didanosina, podendo também prolongar a semivida de anticoagulantes orais, como o Dicumarol.

São assinalados efeitos toxicológicos aditivos com outras classes de fármacos. O Urica pode aumentar o risco de supressão da medula óssea causado por citostáticos, como por exemplo a Ciclofosfamida. Está também documentada uma maior incidência de erupção cutânea quando o Urica é tomado com Ampicilina ou Amoxicilina.

Inversamente, os agentes uricosúricos, como a Probenecida, podem aumentar a excreção do oxipurinol, que é o metabolito ativo do Urica.

Notas Específicas para Determinadas Populações

A interação que causa o prolongamento da semivida da Clorpropamida e o consequente risco de hipoglicemia está especificamente assinalada como ocorrendo em doentes com insuficiência renal.

Não se encontram explicitamente documentados na rotulagem regulamentar oficial requisitos obrigatórios de separação temporal entre tomas, nem interações formais com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

O mecanismo do Urica (Alopurinol) baseia-se numa cascata de inibição metabólica que tem como alvo a via de catabolismo das purinas endógenas do organismo.

A ação primária envolve o Alopurinol e o seu principal metabolito ativo, o Oxipurinol, que atuam como inibidores da enzima Xantina Oxidase (XO). Esta inibição bloqueia diretamente as duas etapas enzimáticas finais necessárias para a conversão dos precursores das purinas em ácido úrico. Ao acionar este mecanismo, o fármaco torna-se relevante em sistemas onde o ajuste direcionado da via metabólica é necessário para suprimir a sobreprodução deste metabolito final específico, conduzindo a uma consequência fisiológica sustentada.

O bloqueio da produção de ácido úrico altera o metabolismo para favorecer a acumulação e subsequente excreção de precursores de purinas mais solúveis em água (Hipoxantina e Xantina). Esta cascata promove um efeito hipouricemiante ao reduzir a reserva total de urato no corpo. A inibição metabólica sustentada leva a uma redução profunda da concentração de urato sérico para níveis abaixo do ponto de saturação termodinâmica. Este efeito fisiológico resultante tira partido de um mecanismo passivo de gradiente químico para promover a dissolução gradual e a depuração sistémica dos cristais de urato depositados nos tecidos.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Urica (Alopurinol) é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Urica é administrado como um agente terapêutico de longo prazo, seguindo protocolos de utilização oficiais que definem a sua via, dosagem e condições de administração. Está disponível na forma de comprimido para ingestão oral, que é a via principal para a terapia de manutenção, e como pó para solução injetável para administração intravenosa (IV) em contextos clínicos específicos, tais como durante a utilização profilática de alto risco.

Dosagem e Esquema Terapêutico

O medicamento é tipicamente iniciado com uma dose oral baixa, como 100 mg uma vez ao dia para adultos com hiperuricemia ou gota, sendo a dose aumentada gradualmente. Este aumento, conhecido como titulação, é geralmente realizado em incrementos de 100 mg a intervalos semanais até que o nível desejado de urato sérico seja atingido. A dose diária oral máxima aprovada é de 800 mg. Para doses orais que excedam os 300 mg, as diretrizes oficiais recomendam que a quantidade total seja tomada em doses divididas para minimizar a irritação gástrica.

Condições de Administração e Ajustes

Para otimizar a tolerância, aconselha-se que os comprimidos orais sejam tomados após as refeições. A ingestão adequada de líquidos é um componente obrigatório da administração, garantindo um débito urinário diário suficiente. A dosagem deve ser rigorosamente ajustada com base no estado fisiológico; por exemplo, reduções significativas na dose são obrigatórias para indivíduos com função renal comprometida, com regimes específicos previstos para doentes em diálise ou com diferentes níveis de depuração da creatinina. O medicamento, de um modo geral, não é iniciado durante uma crise aguda, mas sim após o episódio ter estabilizado. Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que houver recordação, mas os doentes são instruídos a não duplicar a dose seguinte.

Evidência clínica recente

Urica: Evidência Clínica Recente

Investigação na Artrite Reumatoide (AR)

A investigação clínica tem examinado se existe uma melhoria dos sintomas em doentes com Artrite Reumatoide (AR). Esta investigação explorou o papel do fármaco no processo da doença, focando-se em componentes inflamatórios fundamentais.

Ensaios clínicos de referência reportaram consistentemente medições inferiores de sensibilidade e inchaço articular ao longo de 12 semanas, ao comparar o grupo tratado com o fármaco com o grupo de controlo.


Terapia Combinada e Resultados a Longo Prazo

Um estudo secundário avaliou o registo de alterações nos sintomas com a utilização da combinação do fármaco com metotrexato, por comparação com a monoterapia.

A investigação de longo prazo examinou a relação entre a utilização do medicamento e as alterações na progressão dos danos nas articulações, com os resultados a serem avaliados através de dados de raio-X aos dois anos. Esta observação foi realizada numa coorte de doentes que receberam o fármaco em comparação com um grupo placebo.

Foram também conduzidos estudos em populações de doentes que não responderam às terapias de primeira linha, com o objetivo de avaliar os resultados nestes grupos específicos.


Segurança e Populações de Doentes

A investigação avaliou o perfil de segurança do fármaco durante a realização dos estudos. Nestas análises, os efeitos secundários foram descritos, de um modo geral, como ligeiros, sendo os efeitos mais comummente reportados o desconforto gastrointestinal ligeiro e as dores de cabeça. Os estudos apresentaram conclusões relativas à segurança do medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Urica (FAQ)


P: Existem medicamentos comuns de venda livre que não devam ser tomados com o Urica? Os documentos oficiais referem que alguns medicamentos, como a Ampicilina ou a Amoxicilina, podem aumentar o risco de erupção cutânea quando tomados com a substância ativa Alopurinol. Relativamente à substância ativa Febuxostat, os estudos não demonstraram interações clinicamente significativas com certos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o naproxeno ou a indometacina. O folheto informativo sugere que todos os medicamentos de venda livre em utilização sejam comunicados a um profissional de saúde.


P: O Urica pode ser utilizado por pessoas com problemas renais? A informação oficial aborda a utilização do medicamento em pessoas com função renal reduzida. Para a substância ativa Alopurinol, é frequentemente necessária uma redução da dose em indivíduos com compromisso renal. Inversamente, para o Febuxostat, não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado.


P: Qual é o efeito secundário mais frequentemente reportado do Urica? De acordo com os dados dos estudos clínicos para a substância ativa Febuxostat, a reação adversa comunicada com maior frequência foram os resultados anormais nos testes de função hepática, especificamente a elevação das transaminases. Este efeito é detetado através de análises laboratoriais específicas. Geralmente, recomenda-se a realização periódica de testes de função hepática, sob supervisão de um profissional de saúde, para fins de monitorização.


P: Existe investigação publicamente disponível sobre o Urica e a gravidez? Os documentos regulamentares estipulam que o medicamento não é recomendado durante a gravidez ou a amamentação. Esta recomendação é fornecida porque a segurança e a eficácia não foram totalmente estabelecidas nestas populações. Se uma doente engravidar durante a utilização de Urica, a orientação oficial sugere o contacto imediato com um profissional de saúde.


P: O que é uma "contraindicação" para o Urica, em termos simples? Uma contraindicação é um termo de segurança crítico utilizado em documentos regulamentares oficiais. Descreve uma condição ou situação específica na qual o medicamento não deve ser utilizado. Isto deve-se ao facto de os riscos conhecidos de tomar o fármaco nessa situação específica superarem claramente qualquer potencial benefício terapêutico.


P: Existem preocupações de saúde a longo prazo associadas ao uso de Urica? Para a substância ativa Febuxostat, os documentos regulamentares identificam um risco a longo prazo de eventos tromboembólicos cardiovasculares, incluindo morte cardiovascular, em doentes com doença cardiovascular major pré-existente. Esta conclusão contribui para as restrições relativas à sua utilização em doentes com condições cardiovasculares prévias, conforme descrito nos documentos oficiais.


P: O Urica interfere com análises ao sangue? Sabe-se que o medicamento afeta os resultados de certos testes laboratoriais. O efeito secundário mais comum reportado nos estudos clínicos foi a elevação dos testes de função hepática. A possibilidade de ocorrência deste efeito é a razão pela qual os profissionais de saúde recomendam frequentemente a monitorização periódica através destas análises ao sangue durante o tratamento.


P: O Urica é utilizado para outros fins além do seu objetivo principal listado? Para além do seu objetivo primordial na gestão de níveis elevados de ácido úrico, a substância ativa Alopurinol possui outras utilizações aprovadas descritas no folheto informativo. Isto inclui a gestão de níveis elevados de ácido úrico que ocorrem de forma secundária a certas terapias contra o cancro. É também indicado para alguns doentes com cálculos renais de oxalato de cálcio recorrentes.


P: Em quanto tempo se espera que o Urica comece a fazer efeito? O tempo necessário para o medicamento atuar está relacionado com a substância ativa específica. Para o Alopurinol, o início da ação é geralmente reportado como sendo entre 2 a 3 dias. Para a substância ativa Febuxostat, a redução para o nível alvo de urato sérico pode ser avaliada logo às 2 semanas após o início da terapia.


P: O Urica pode fazer-me sentir cansado ou tonto? A informação de segurança regulamentar para a substância ativa Alopurinol inclui relatos de tonturas, sonolência e falta de coordenação como efeitos secundários. As tonturas também constam como sintoma de efeitos secundários graves na informação oficial para o Febuxostat. Aconselha-se os doentes a estarem atentos a estes possíveis efeitos.


P: O Urica é considerado seguro para pessoas com mais de 65 anos? Os estudos avaliaram especificamente a utilização do medicamento em doentes idosos. Para a substância ativa Febuxostat, a informação oficial indica que não é necessário ajuste de dose apenas com base na idade para pessoas com mais de 65 anos. O efeito do medicamento na redução do ácido úrico foi semelhante em todos os grupos etários nos ensaios clínicos.


P: O que acontece se eu parar de tomar Urica subitamente? As diretrizes oficiais de segurança para o Alopurinol advertem que interromper o tratamento subitamente e reiniciá-lo depois com a mesma dose constitui um fator de risco para o desenvolvimento de reações cutâneas graves. Qualquer decisão relativa à paragem ou interrupção do tratamento é tipicamente gerida por um profissional de saúde.


P: O Urica causa habituação? De acordo com a classificação oficial das entidades reguladoras, as substâncias ativas do Urica (Alopurinol e Febuxostat) não constam da lista de substâncias controladas. Isto indica que o medicamento não é considerado passível de causar habituação ou de estar associado a risco de dependência.


P: Como é que o Urica afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? Uma vez que a substância ativa Alopurinol pode causar efeitos secundários como tonturas, sonolência ou falta de coordenação, o aviso oficial recomenda precaução. Os avisos oficiais aconselham os doentes a absterem-se de conduzir ou utilizar máquinas até compreenderem os efeitos do medicamento sobre si.


P: Preciso de alterar a minha dieta enquanto tomo Urica? A informação oficial sugere que os doentes que tomam a substância ativa Febuxostat podem manter a sua dieta normal, a menos que recebam indicação contrária de um profissional de saúde. Para o Alopurinol, uma ingestão de líquidos adequada é fortemente recomendada como parte das condições de administração.


P: Qual é o prazo geral para ver o efeito total do Urica? O efeito terapêutico total do Urica é medido através da obtenção e manutenção de um nível controlado e baixo de ácido úrico no sangue. Para a substância ativa Febuxostat, este nível alvo de urato sérico pode ser avaliado logo às 2 semanas após o início da terapia.


P: Porque é que o Urica é por vezes descrito como um medicamento de "primeira linha"? A restrição oficial sobre a substância ativa Febuxostat ajuda a definir o posicionamento típico dos medicamentos. O Febuxostat é frequentemente restringido para utilização apenas em doentes que não toleraram ou não responderam ao Alopurinol. Isto indica que o Alopurinol é tipicamente considerado o tratamento padrão inicial, ou de primeira linha.


P: O Urica pode causar problemas de sono? Os dados de segurança regulamentar para a substância ativa Alopurinol incluem relatos de insónia como um efeito secundário raro reportado na experiência pós-comercialização. Se forem sentidos problemas de sono graves ou persistentes, a orientação oficial sugere a consulta de um profissional de saúde.


P: Existem vitaminas ou suplementos que interajam com o Urica? A informação de aconselhamento oficial sugere frequentemente que todas as vitaminas e suplementos nutricionais em utilização sejam comunicados a um profissional de saúde. Este é um conselho padrão porque o profissional de saúde poderá necessitar de monitorizar efeitos secundários ou ajustar as doses de outros medicamentos ou suplementos.


P: O Urica é um tipo de medicamento anti-inflamatório? O Urica, que contém Alopurinol ou Febuxostat, é oficialmente classificado como um inibidor da xantina oxidase (XO) e um agente antigotoso. O medicamento atua suprimindo a formação de ácido úrico e não é classificado como um medicamento anti-inflamatório direto.


P: Homens e mulheres podem usar o Urica da mesma forma ou existem avisos específicos por género? Os dados clínicos indicam que a substância ativa Febuxostat funciona de forma semelhante em ambos os géneros. Embora a concentração máxima no sangue possa diferir, o efeito global na redução dos níveis de ácido úrico foi semelhante e não é necessário ajuste de dose com base no género.


P: O Urica é um opioide ou uma substância controlada? O Urica (Alopurinol ou Febuxostat) não é classificado como um opioide, nem consta da lista de substâncias controladas por entidades reguladoras.


P: Qual é o objetivo oficial do aviso de advertência grave aplicado ao Urica? A preocupação de segurança mais grave registada pelas autoridades reguladoras para a substância ativa Febuxostat refere-se ao risco acrescido de morte cardiovascular observado em ensaios clínicos. Esta conclusão contribui para as restrições sobre quem é elegível para utilizar o medicamento e é destacada como uma preocupação de segurança grave nos documentos regulamentares oficiais.


P: O Urica está disponível como medicamento genérico? As substâncias ativas do Urica, Alopurinol e Febuxostat, possuem ambas versões genéricas aprovadas. Os medicamentos genéricos contêm a mesma substância ativa e funcionam da mesma forma que o produto de marca.

Como Urica deve ser armazenado e descartado?

Os comprimidos de Urica (Alopurinol) devem ser conservados de acordo com as especificações regulamentares oficiais para manter a integridade do produto.

Condições Oficiais de Conservação

Requisito Condição Específica
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, entre 20°C e 25°C. São permitidas variações breves até aos 30°C.
Proteção Proteger da luz e da humidade; manter o recipiente bem fechado.
Embalagem Conservar na embalagem original.
Segurança Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

A eliminação de Urica não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser efetuada estritamente de acordo com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos. Salvo indicação específica no folheto informativo do produto, o medicamento não deve ser deitado no cano nem no lixo doméstico, reforçando-se a necessidade de utilizar programas de retoma de medicamentos, como os pontos de recolha em farmácias.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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