Trophicreme

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Trophicreme

Que tipo de medicamento é o Trophicreme?

O Trophicreme é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um produto de estrogénio, formulado como um creme vaginal para tratamento local. Está inserido na categoria de Terapêutica Hormonal de Substituição (THS), sendo identificado pelo código ATC G03CA04.

Este medicamento distingue-se pelo seu uso pretendido para uma ação localizada através da via vaginal. Esta abordagem é corroborada por investigação que indica que a aplicação vaginal de estriol está associada a uma biodisponibilidade sistémica muito baixa. Este perfil de baixa absorção assegura que o efeito terapêutico se concentre nos tecidos-alvo, definindo o Trophicreme como um produto especializado de ingrediente único.


Composição e Origem: O Estriol é uma hormona natural?

O único ingrediente ativo no Trophicreme é o Estriol (também conhecido como Oestriol ou E3), que é uma hormona de estrogénio de ocorrência natural. Esta estrutura química classifica o Estriol como uma hormona de estrogénio bioidêntica, o que significa que é estruturalmente idêntica a uma hormona produzida naturalmente pelo corpo. A baixa potência intrínseca do estriol é uma propriedade clinicamente reconhecida que o torna altamente adequado para a sua função em tratamentos locais específicos.

O medicamento final consiste numa base de creme de base aquosa (preparação tópica) concebida para aplicação direta na mucosa através de um aplicador doseador específico. Esta formulação facilita o contacto eficaz entre a substância ativa e o tecido-alvo, assegurando uma ação local otimizada.


Objetivo Geral do Trophicreme

O objetivo geral do Trophicreme é fornecer um apoio hormonal direcionado aos tecidos dependentes de estrogénio que sofreram alterações funcionais em doentes na pós-menopausa. O medicamento funciona como um Agonista dos Recetores de Estrogénio, o que significa que o Estriol ativa recetores específicos nas células para iniciar a ação estrogénica necessária. Este mecanismo é reconhecido clinicamente por ajudar a restaurar e a manter a saúde e a função dos tecidos que resultam do declínio natural dos níveis de estrogénio no organismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Trophicreme?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança para o creme vaginal de estriol está estruturado pelas autoridades regulamentares para abordar tanto as reações adversas locais como os riscos sistémicos associados à classe mais ampla de medicamentos de estrogénio. Devido à absorção sistémica muito reduzida do produto, a maioria dos efeitos secundários documentados são localizados.

Reações Adversas Listadas nos Documentos Oficiais

As reações adversas são formalmente classificadas pela sua frequência. Os efeitos comuns relacionam-se geralmente com o local de aplicação e podem incluir irritação vaginal, prurido (comichão), aumento do corrimento vaginal e desconforto localizado. Outros efeitos comuns listados nos documentos regulamentares incluem cefaleias e sensibilidade mamária. Alguns efeitos, como hemorragia ou spotting vaginal anómalo, encontram-se também documentados, mas podem estar classificados como tendo uma frequência desconhecida.

Segurança Sistémica e Riscos da Classe dos Estrogénios

Como membro da classe dos estrogénios, a rotulagem do medicamento inclui as reações adversas graves associadas à Terapia de Substituição Hormonal (TSH) sistémica, embora estes riscos se apliquem numa menor escala no caso de preparações locais de baixa dose. Estes riscos graves documentados incluem a possibilidade de um risco acrescido de Tromboembolismo Venoso (TEV), acidente vascular cerebral (AVC) e cancro do endométrio (para mulheres com útero intacto que utilizam estrogénio isolado).

Restrições de Segurança e Considerações

Os documentos regulamentares estabelecem limitações estritas à utilização. O medicamento está formalmente contraindicado (proibido) em indivíduos com historial ou presença de cancro da mama, tumores malignos dependentes de estrogénios conhecidos ou suspeitos, tromboembolismo venoso atual ou passado e hemorragia genital anómala não diagnosticada. Além disso, a rotulagem refere que a irritação local pode ser mais percetível no início do tratamento e resolve-se frequentemente após as semanas iniciais de utilização. As notas de segurança oficiais abordam também populações especiais, referindo que o uso de estrogénios pode diminuir a qualidade e a quantidade do leite materno.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência

As informações abaixo resumem as descrições oficialmente documentadas de sobredosagem para produtos que contêm estriol e as medidas de emergência determinadas pelas autoridades regulamentares.

Manifestações Clínicas Documentadas

Não se conhece evidência de que a sobredosagem aguda de produtos estrogénicos resulte, de uma forma geral, em toxicidades graves. No entanto, uma sobredosagem pode apresentar sinais clínicos relacionados com um excesso de atividade estrogénica, incluindo:

  • Gastrointestinais: Náuseas, vómitos, cólicas abdominais e distensão abdominal (inchaço).
  • Reprodutores: Sensibilidade ou dor mamária e hemorragia vaginal inesperada (que pode ocorrer vários dias após a exposição).
  • Sistémicos: Cefaleias e cansaço ou fraqueza invulgares.

Medidas de Emergência Necessárias

Em caso de suspeita de sobredosagem de Trophicreme, deve procurar-se assistência médica imediata. As orientações regulamentares determinam que os indivíduos devem:

  1. Procurar ajuda médica imediatamente.
  2. Contactar um Centro de Informação Antivenenos ou ligar imediatamente para o número de emergência local.

Gestão e Monitorização

Não se conhece qualquer antídoto específico para a sobredosagem aguda de estriol. A gestão clínica é sintomática e de suporte para abordar os sinais clínicos manifestados. Em casos graves, as etapas do procedimento podem incluir a monitorização dos sinais vitais e a utilização de intervenções como o carvão ativado ou fluidos intravenosos, conforme determinado por profissionais de saúde.

Usos terapêuticos de Trophicreme

Para que é utilizado o Trophicreme: principais utilizações e benefícios

O Trophicreme é geralmente considerado relevante para mulheres na fase da pós-menopausa, sendo comummente utilizado para abordar condições que se apresentam com desconforto sistémico ou localizado causado pela deficiência local de estrogénio. Esta abordagem terapêutica apoia a saúde dos tecidos no trato urogenital inferior, ajudando a aliviar a carga global de sintomas. Esta categoria de tratamento local é aplicada em situações que envolvem queixas atróficas.

O medicamento é utilizado na gestão de conjuntos de sintomas relacionados com a Atrofia Vulvovaginal (AVV) e com a Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) de uma forma geral. O objetivo da terapêutica envolve apoiar a restauração do revestimento vaginal, tratar alterações crónicas dos tecidos e proporcionar alívio sintomático para a secura vaginal persistente, ardor persistente e dispareunia (dor durante a relação sexual).

O benefício clínico pode estar associado à restauração do conforto físico. O tratamento desempenha um papel na gestão de padrões de sintomas que interferem com o conforto diário, tornando-se relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada. Este alívio sintomático ajuda a melhorar o conforto quotidiano e apoia o bem-estar geral.

Facto rápido: Alívio dos sintomas de SGM
O Trophicreme é relevante para aliviar sintomas relacionados com a AVV, secura crónica e dispareunia (dor durante a relação sexual). Também auxilia na gestão de desconfortos do trato urogenital inferior, tais como a urgência ou frequência urinária, quando estas estão associadas à atrofia dos tecidos.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Trophicreme

A elegibilidade para o Trophicreme (creme vaginal de Estriol) é determinada pelas autoridades regulamentares com base no historial médico específico e no estado fisiológico. O medicamento está formalmente aprovado para mulheres na pós-menopausa, mas é estritamente excluído para indivíduos com determinadas condições de saúde.


Declarações Oficiais de Elegibilidade:

  • O medicamento está contraindicado em qualquer mulher com um historial atual ou passado de neoplasia dependente de estrogénios, como o cancro da mama, ou suspeita de cancro do endométrio.
  • O uso é proibido na presença de doença tromboembólica ativa (coágulos sanguíneos nas pernas ou pulmões), doença arterial grave (acidente vascular cerebral, ataque cardíaco) ou distúrbios trombofílicos conhecidos.
  • O Trophicreme está contraindicado para quem sofra de doença hepática aguda, hemorragia genital não diagnosticada, hiperplasia endometrial não tratada, porfíria ou hipersensibilidade conhecida aos componentes.
  • O uso não está indicado para a população pediátrica, mulheres grávidas ou que estejam a amamentar.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade:

  • É necessária supervisão médica próxima para mulheres com condições como hipertensão, diabetes mellitus, Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), epilepsia, asma ou miomas uterinos (leiomioma).
  • O uso geriátrico (mulheres com mais de 65 anos) requer supervisão próxima devido aos riscos de base mais elevados associados à terapia hormonal.

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

Os documentos regulamentares estabelecem um conjunto abrangente de contraindicações relacionadas com cancro, trombose e função orgânica, que proíbem estritamente o uso em certas populações. O Trophicreme é oficialmente permitido para mulheres na pós-menopausa que estejam isentas destas contraindicações absolutas específicas e que possam ser monitorizadas de perto quanto a outras condições pré-existentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Trophicreme é definido principalmente pela sua via de administração local como um creme vaginal, o que resulta numa absorção sistémica mínima do seu princípio ativo, o Estriol. Os documentos regulamentares oficiais indicam que, devido a esta baixa exposição, a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente relevantes é improvável quando comparada com a terapia estrogénica sistémica.

Interações Farmacocinéticas Documentadas

Apesar da baixa absorção sistémica, o Estriol pertence à classe dos estrogénios, que é parcialmente metabolizada pelo sistema enzimático CYP3A4. Por conseguinte, as interações associadas a esta via metabólica estão documentadas como um efeito de classe. A coadministração com indutores conhecidos do CYP3A4 pode, teoricamente, reduzir as concentrações plasmáticas de estriol. Exemplos de indutores documentados incluem medicamentos como a rifampicina e o fenobarbital, bem como o produto fitoterápico Erva de São João.

Inversamente, a coadministração com inibidores fortes do CYP3A4 pode, em teoria, aumentar as concentrações plasmáticas de estriol. Exemplos de substâncias classificadas como inibidoras incluem certos antifúngicos como o cetoconazol, antivirais como o ritonavir e o alimento sumo de toranja.

Restrições e Limitações

Não existem combinações específicas de fármaco-fármaco formalmente listadas como contraindicadas e os rótulos regulamentares não impõem quaisquer requisitos específicos de tempo ou de separação para este produto.

Mecanismo de ação

Como funciona o Trophicreme

O Trophicreme é um antagonista seletivo que atua principalmente no recetor P2Y14, um recetor acoplado à proteína G (GPCR) expresso predominantemente na superfície de células imunitárias e de precursores de osteoclastos. Esta interação molecular define o alvo biológico inicial. O composto ativo liga-se de forma reversível à bolsa de ligação extracelular do recetor P2Y14, impedindo que o ligando endógeno inicie a transdução de sinal.

A ligação do Trophicreme ao recetor P2Y14 inicia uma cascata que modula a sinalização intracelular. Especificamente, o antagonismo do recetor inibe a redução dos níveis de monofosfato de adenosina cíclico (cAMP) mediada pela proteína Gi. Esta manutenção de concentrações intracelulares de cAMP mais elevadas interfere com a ativação a jusante da via da proteína quinase ativada por mitogénios (MAPK) p38. A subsequente ausência de ativação da p38 modula a expressão de genes fundamentais necessários para a maturação celular.

Esta modulação da via culmina numa consequência fisiológica ao nível do sistema dentro dos tecidos-alvo. Ao interromper a transcrição génica dependente da p38, o Trophicreme suprime a diferenciação de monócitos em osteoclastos maduros com capacidade de reabsorção óssea. Além disso, a atividade antagonista modula o perfil de libertação de citocinas inflamatórias específicas no ambiente tecidular local, influenciando a sinalização parácrina que regula a renovação celular.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais de Administração do Trophicreme

O Trophicreme é um creme vaginal de estriol destinado exclusivamente à administração por via vaginal. As instruções oficiais para a sua utilização detalham um esquema posológico faseado preciso, bem como etapas específicas para a preparação e aplicação, destinando-se estritamente a pacientes adultas.

Âmbito da Administração Detalhe
Via Creme Vaginal
Dose Inicial 1 aplicador preenchido até ao anel (0,5 mg de estriol em 0,5 g de creme) uma vez ao dia, durante um período máximo de 4 semanas.
Dose de Manutenção 1 aplicador preenchido até ao anel (0,5 mg de estriol em 0,5 g de creme) duas vezes por semana.
Omissão de Dose Aplicar a dose em falta imediatamente, a menos que tenham decorrido mais de 12 horas de atraso; nesse caso, a dose deve ser saltada. Não aplicar mais de uma dose por dia.

Etapas do Procedimento

O creme é administrado utilizando o aplicador fornecido. As etapas documentadas iniciam-se com a remoção da tampa e a perfuração do selo do tubo, seguindo-se o enroscamento do aplicador no tubo. O tubo é pressionado suavemente para preencher o cilindro do aplicador exatamente até à marca do anel vermelho (dose de 0,5 g ou 1 g, dependendo da dosagem regulamentar específica do produto). O aplicador é então desenroscado e a tampa é recolocada no tubo.

Para a administração, a paciente deve deitar-se ou permanecer de pé numa posição confortável e inserir o aplicador profundamente na vagina, empurrando suavemente o êmbolo por completo para libertar o creme. O aplicador deve ser removido enquanto o êmbolo é mantido pressionado. Após cada utilização, o aplicador deve ser desmontado, removendo o êmbolo, e lavado com sabão suave e água morna (não a ferver), enxaguado minuciosamente e remontado para a aplicação seguinte. O regime de manutenção padrão é aplicado duas vezes por semana. Estão especificados na documentação regulamentar esquemas de aplicação especiais, tais como a dosagem diária durante as 2 semanas que antecedem uma cirurgia vaginal e uma pausa de 2 semanas antes de retomar a dose de duas vezes por semana após a cirurgia.

Evidência clínica recente

Trophicreme: Evidência Clínica Recente

Esta visão geral é um resumo não prescritivo da investigação clínica realizada sobre o estudo da terapia local com estriol, conforme se encontra em fontes regulamentares e científicas revistas por pares.


A Investigação de Base: Atrofia Vulvovaginal (AVV) e Sintomas de SGM

A investigação para este tipo de terapia local tem sido conduzida principalmente no contexto da Atrofia Vulvovaginal (AVV), que é uma parte fundamental da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM). Os estudos utilizaram Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de elevada qualidade para examinar como os sintomas comunicados pelas pacientes — tais como a secura vaginal e a dor durante a relação sexual (dispareunia) — se alteram ao longo de intervalos de tempo definidos. A investigação também examinou medições objetivas, incluindo o Índice de Maturação Vaginal (IMV) e o Índice de Saúde Vaginal (ISV).

Nestes ensaios de curta duração, os estudos reportaram padrões observados em marcadores objetivos e alterações nos resultados comunicados pelas pacientes. Estudos laboratoriais clínicos também exploraram o perfil de absorção sistémica, e os dados mostram padrões relacionados com uma exposição sistémica mínima do princípio ativo após a administração vaginal nas populações estudadas.


Evidência em Grupos Específicos de Pacientes e Limitações

A investigação explorou o estudo da terapia local com estriol em populações especiais, particularmente em mulheres na pós-menopausa que estão a receber tratamento para o cancro da mama com recetores hormonais positivos através de Inibidores da Aromátase (IA). Para este grupo, os estudos monitorizaram os níveis de hormonas circulantes e os dados mostram padrões relacionados com uma exposição sistémica mínima ao estriol. No entanto, estes ensaios tiveram frequentemente dimensões de amostra modestas e uma duração de acompanhamento limitada (cerca de 12 semanas).

Relativamente aos efeitos a longo prazo, a maioria dos ensaios de eficácia principais teve durações de acompanhamento limitadas a alguns meses. Por conseguinte, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos quanto à manutenção dos resultados medidos além do período intermédio. Também falta evidência comparativa em ensaios aleatorizados de grande escala, do tipo "head-to-head", que comparem o creme de estriol com todas as outras formulações locais de estrogénio de baixa dose disponíveis. A investigação destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Trophicreme (FAQ)


P: O Trophicreme está disponível sem receita médica?

Não. De acordo com a classificação oficial das principais autoridades regulamentares, o Trophicreme é consistentemente categorizado como um medicamento sujeito a receita médica (MSRM). A classificação do fármaco indica que este é obtido mediante prescrição.


P: O Trophicreme pode ser utilizado no rosto?

Não. As instruções oficiais de administração determinam estritamente que o Trophicreme é um creme vaginal e destina-se apenas à administração vaginal, utilizando o aplicador fornecido. As instruções oficiais não incluem a utilização no rosto ou noutras áreas não especificadas.


P: O Trophicreme pode ser utilizado durante a gravidez, de acordo com as informações oficiais?

Não. Os documentos regulamentares indicam que o Trophicreme está contraindicado (proibido) para utilização durante a gravidez. A proibição é consistente com as orientações de segurança para os medicamentos da sua classe.


P: O Trophicreme é um medicamento sujeito a receita médica na maioria dos países?

Sim. As autoridades regulamentares de vários países classificam consistentemente o Trophicreme como um medicamento sujeito a receita médica. Esta classificação é utilizada para garantir que existe supervisão médica envolvida na sua utilização.


P: Qual é a diferença entre o Trophicreme e o Trophicreme Forte?

A informação oficial do produto indica que as diferentes formulações, como as designadas por 'Forte', se distinguem pela dosagem ou concentração da substância ativa, o Estriol. A quantidade específica de substância ativa está detalhada nas secções de composição dos documentos regulamentares.


P: Existem dosagens diferentes de Trophicreme?

Sim. Os documentos regulamentares e as tabelas de dosagem oficiais confirmam que a substância ativa, o Estriol, está disponível em dosagens diferentes para administração vaginal. A dosagem adequada é determinada pelo profissional de saúde prescritor.


P: É normal ocorrer um agravamento inicial dos sintomas ao iniciar o Trophicreme?

As notas de segurança oficiais referem que a irritação local pode ser mais percetível no início do tratamento em comparação com uma fase posterior. Espera-se que esta irritação localizada se resolva após as semanas iniciais de utilização.


P: O Trophicreme causa qualquer tipo de sensação de ardor ou picada?

Os documentos regulamentares listam a irritação vaginal e o desconforto localizado como efeitos secundários comuns. Estas reações adversas localizadas, comunicadas frequentemente, podem ser descritas pelos utilizadores como uma sensação de ardor ou picada.


P: Quais são as preocupações de segurança comunicadas com maior frequência nos ensaios clínicos?

Os efeitos comunicados com maior frequência listados nos documentos regulamentares são as reações adversas localizadas. Estas incluem irritação vaginal, prurido (comichão), aumento do corrimento vaginal, bem como cefaleias e sensibilidade mamária.


P: Existem efeitos secundários de longo prazo conhecidos associados à utilização de Trophicreme?

Os resumos regulamentares referem que a maioria dos ensaios de eficácia teve uma duração de acompanhamento limitada a alguns meses. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos relativamente a resultados além do período intermédio.


P: Existe um período máximo de tempo para a utilização de Trophicreme?

As orientações regulamentares indicam que a terapia deve apenas ser continuada enquanto o benefício for superior ao risco. As orientações oficiais exigem que os riscos e benefícios sejam avaliados clinicamente, pelo menos, uma vez por ano.


P: Porque é que o Trophicreme é por vezes prescrito para utilização a longo prazo?

Os documentos regulamentares referem que a continuação do tratamento é determinada com base numa avaliação de que os benefícios da medicação superam os potenciais riscos. As orientações oficiais exigem que esta avaliação médica seja realizada, no mínimo, anualmente.


P: Com que rapidez é que o Trophicreme começa a atuar?

Os documentos regulamentares indicam que a dose de manutenção é geralmente alcançada após uma redução gradual da dose diária inicial, a qual é determinada pelo alívio dos sintomas. Esta fase inicial de tratamento diário é, habitualmente, limitada às primeiras semanas.


P: Qual é a duração típica do tratamento descrita nos guias oficiais?

Os guias oficiais descrevem uma dose diária inicial que é administrada durante um máximo de 4 semanas. Esta é seguida por uma dose de manutenção mais baixa que é, tipicamente, administrada duas vezes por semana.


P: Existem utilizações incorretas comuns do Trophicreme que as pessoas devam conhecer?

As instruções oficiais enfatizam a importância de seguir o esquema e o método de administração precisos para o Trophicreme. Este destina-se especificamente à administração vaginal para alcançar o efeito local correto e limitar a exposição sistémica.


P: O Trophicreme causa alterações na pigmentação da pele?

A substância ativa deste medicamento pertence à classe dos estrogénios. Os efeitos sistémicos associados a esta classe incluem a possibilidade documentada de alterações na cor da pele ou aumento da pigmentação (cloasma).


P: Porque é que alguns utilizadores comunicam secura após utilizarem Trophicreme?

Embora o sintoma específico de secura nem sempre esteja listado, as reações adversas comuns referidas nos documentos regulamentares incluem irritação vaginal e prurido. Estes efeitos podem, por vezes, estar associados a uma sensação subjetiva de secura localizada.


P: É normal o Trophicreme parecer gorduroso?

O medicamento é fabricado oficialmente como um creme de base aquosa formulado para aplicação em mucosas. Esta consistência de creme é diferente dos géis ou de outras preparações e pode ser percecionada como gordurosa por alguns utilizadores aquando da aplicação.


P: O Trophicreme contém parabenos ou alergénios comuns?

A informação oficial de composição lista a substância ativa (Estriol) e os excipientes (ingredientes inativos). É necessário verificar a lista regulamentar completa, uma vez que alguns excipientes podem incluir substâncias como parabenos ou alergénios como o óleo de amendoim.


P: O Trophicreme contém quaisquer ingredientes de origem animal?

A substância ativa, o Estriol, é uma hormona humana bioidêntica de ocorrência natural. No entanto, a lista completa de excipientes (ingredientes inativos) na base do creme teria de ser consultada na informação oficial do produto, uma vez que alguns componentes podem ser derivados de fontes animais.


P: O consumo de álcool pode interagir com o Trophicreme?

Não se conhece uma interação direta do creme com o álcool devido à sua baixa absorção sistémica. Contudo, as orientações regulamentares relativas à classe dos estrogénios incluem informações sobre a associação independente do álcool com o aumento do risco de cancro da mama.


P: Existem restrições alimentares mencionadas para os utilizadores de Trophicreme?

As orientações oficiais referem que os utilizadores podem, geralmente, comer e beber normalmente. O perfil de interações destaca especificamente o Sumo de Toranja como uma substância que pode, teoricamente, afetar as concentrações plasmáticas devido à sua interação com o sistema enzimático CYP3A4.


P: O Trophicreme é habitualmente utilizado para infeções fúngicas?

Não. As indicações terapêuticas oficiais para o Trophicreme (Estriol em creme vaginal) destinam-se a condições relacionadas com a atrofia do trato urogenital inferior e sintomas associados. Não está indicado para o tratamento de infeções fúngicas.


P: O que diz a investigação sobre a taxa de sucesso do Trophicreme?

A evidência da investigação clínica é resumida pelo estudo de resultados comunicados pelas pacientes (como a secura vaginal) e alterações em marcadores objetivos, como o Índice de Maturação Vaginal. Estes marcadores são utilizados para avaliar os padrões de mudança durante intervalos de tratamento definidos.

Como Trophicreme deve ser armazenado e descartado?

As instruções oficiais de conservação e eliminação do Trophicreme (Estriol em creme vaginal) devem ser seguidas para manter a estabilidade do produto e garantir o manuseamento ambiental adequado.

Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura inferior a 25°C e não deve ser congelado. É necessário que seja mantido na embalagem original para que fique protegido da luz e da humidade. Após a utilização inicial, o tubo deve ser mantido hermeticamente fechado e o produto deve ser utilizado dentro do período de estabilidade após a abertura especificado, que é frequentemente de três meses.

Instruções de Eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou fora de validade, incluindo o tubo e o aplicador, não deve ser eliminado no lixo doméstico nem em águas residuais. O produto deve ser devolvido a uma farmácia autorizada ou a um programa local de recolha de medicamentos para a eliminação segura de resíduos farmacêuticos, de acordo com os regulamentos locais. Tal como todos os medicamentos, o Trophicreme deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Trophicreme encontrado em:

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