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Spersacarpin

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Spersacarpin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Spersacarpin

Que tipo de medicamento é o Spersacarpin?

O Spersacarpin é uma preparação farmacêutica especializada, de componente único, que contém a substância ativa cloridrato de pilocarpina. Esta substância é classificada como um agonista colinérgico de ação direta e um agente parassimpatomimético. Esta classificação indica que o medicamento atua através da estimulação seletiva de recetores muscarínicos no organismo, mimetizando eficazmente os efeitos da acetilcolina, uma molécula de sinalização natural. Este mecanismo de ação fundamental é central para a sua aplicação terapêutica.

O composto químico base, a pilocarpina, possui um historial estabelecido, tendo origem como um alcaloide natural extraído de plantas do género Pilocarpus. O fármaco é classificado como uma monopreparação porque é formulado exclusivamente com este princípio ativo, o que o distingue das terapias de combinação.

Composição, Forma Farmacêutica e Finalidade Geral

O Spersacarpin é disponibilizado como uma solução oftálmica, comummente designada por colírio estéril, concebida estritamente para administração ocular ou tópica oftálmica. Esta forma farmacêutica consiste no princípio ativo cloridrato de pilocarpina dissolvido numa base de solução aquosa tamponada e estéril.

A utilidade terapêutica geral deste composto advém diretamente do seu mecanismo como agonista colinérgico, o qual desempenha um duplo papel terapêutico dependente da via de administração. Por via tópica, a sua função primária é a de um miótico, que provoca a constrição da pupila ao contrair o músculo esfíncter da íris. A pilocarpina é um agente miótico fundamental utilizado para regular a pressão no interior do olho. Separadamente, a substância ativa é também classificada como um sialagogo quando utilizada por via sistémica, devido à sua capacidade de estimular a secreção glandular. Esta ação fundamental — estimular músculos involuntários e promover a secreção de fluidos — é a base do benefício estabelecido do composto no auxílio à regulação da pressão intraocular no olho e no alívio de sintomas de secura de boca grave, respetivamente.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Spersacarpin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Estas informações baseiam-se exclusivamente em documentos regulamentares e descrevem o perfil de segurança conhecido do Spersacarpin (Pilocarpina oftálmica). Não constituem um guia de utilização.

Reações Adversas por Frequência

As reações adversas são predominantemente oculares (relacionadas com o olho), estando documentados efeitos sistémicos com menor frequência.

  • Comuns / Esperadas: Perturbações na acomodação (dificuldade de focagem), visão turva, dor ocular, hiperemia conjuntival (vermelhidão ocular), cefaleias e dor supraorbital (dor na zona da sobrancelha). As dores de cabeça e supraorbitais são particularmente assinaladas no início do tratamento.
  • Eventos Oculares Graves: Os documentos regulamentares referem o risco de descolamento da retina, hemorragias vítreas e tração ou descolamento do vítreo. É aconselhada a realização de um exame do fundo do olho a todos os pacientes antes de iniciarem o tratamento.

Classes de Órgãos e Sistemas Envolvidas

Os efeitos secundários documentados estão organizados principalmente na classe das Afeções Oculares, incluindo-se outras como as Doenças do Sistema Nervoso (cefaleias, dor supraorbital) e, menos frequentemente, efeitos sistémicos relacionados com Afeções Cardíacas e Doenças Gastrointestinais.

Condicionantes de Segurança e Restrições

As contraindicações (condições em que o medicamento não deve ser utilizado) incluem a irite aguda ou a uveíte anterior, bem como situações em que a constrição da pupila seja indesejável. O produto está também contraindicado em casos de hipersensibilidade conhecida à pilocarpina.

Aviso sobre a Visão: Devido ao risco de visão turva e compromisso da acomodação, recomenda-se precaução ao conduzir ou utilizar máquinas, particularmente em condições de pouca luz.

Notas sobre Populações Específicas:

  • Gravidez e Aleitamento: A utilização durante a gravidez é, geralmente, aconselhada apenas se o benefício justificar o risco potencial. É necessária precaução durante o aleitamento.
  • Utilização Crónica: Estão associadas alterações no cristalino ao uso crónico e prolongado.
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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais do Spersacarpin (cloridrato de pilocarpina) definem o perfil de toxicidade sistémica, que reflete primariamente uma estimulação muscarínica excessiva. A sobredosagem pode resultar de uma ingestão acidental ou da sensibilidade a doses tópicas elevadas.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

A toxicidade sistémica apresenta-se com uma atividade secretora excessiva, incluindo sudação profusa e salivação, aliada a uma hiperatividade gastrointestinal (náuseas, vómitos, diarreia, cãibras abdominais). A sobredosagem pode levar a consequências graves e potencialmente fatais, especificamente envolvendo o sistema cardiovascular, tais como bradicardia (diminuição do ritmo cardíaco), uma redução acentuada da pressão arterial e batimentos cardíacos irregulares. Complicações respiratórias, incluindo o edema pulmonar, foram também documentadas após a exposição a doses elevadas.

Ações de Emergência e Gestão Clínica

A assistência médica imediata ou cuidados de emergência são explicitamente necessários perante qualquer suspeita de intoxicação sistémica grave ou a manifestação de sintomas potencialmente fatais. Para cenários menos graves, prevê-se uma recuperação espontânea, auxiliada por observação médica. A gestão é primariamente sintomática e de suporte. O tratamento específico envolve a utilização de Atropina, que está documentada como o antagonista farmacológico da pilocarpina, administrada em casos de intoxicação grave. Os fluidos intravenosos são descritos oficialmente como uma medida de suporte para gerir a desidratação. É necessária supervisão médica rigorosa até que todos os sintomas de toxicidade tenham sido resolvidos.

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Usos terapêuticos de Spersacarpin

Esta solução oftálmica é habitualmente utilizada na gestão de diversas situações clínicas relacionadas com a dinâmica de fluidos e a capacidade de focagem do olho, proporcionando um benefício terapêutico de suporte em domínios oftalmológicos fundamentais. As suas utilizações são relevantes nas áreas da gestão da pressão intraocular e da regulação da pupila.

Foco Terapêutico e Gestão de Sintomas

O Spersacarpin é aplicado em condições onde a pressão intraocular (PIO) elevada cria um esforço fisiológico percetível, incluindo o glaucoma de ângulo aberto crónico e a hipertensão ocular sustentada. É igualmente relevante para o glaucoma agudo de ângulo fechado — situações que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes. O medicamento é, além disso, utilizado para ajudar a gerir a condição associada à idade conhecida como presbiopia, que se caracteriza por sintomas que interferem com o funcionamento diário, especificamente a visão turva ao perto e a distâncias intermédias. Esta preparação pode também fazer parte da gestão de suporte de sintomas necessária para alcançar uma constrição pupilar controlada em contextos clínicos.

“O benefício de suporte deste tratamento reside na gestão de sintomas associados ao aumento do stresse fisiológico e no contributo para a estabilidade do olho.”

Ao abordar as causas sintomáticas subjacentes na dinâmica ocular, o medicamento oferece um suporte que ajuda a mitigar a carga global dos sintomas. Contribui para a nitidez de objetos próximos e auxilia no suporte à estabilidade durante períodos de exacerbação dos sintomas de pressão elevada.


Facto Rápido: Alívio do Esforço Visual ao Perto Este medicamento é considerado relevante para o alívio de sintomas desafiantes associados à presbiopia, ajudando os pacientes a lidar de forma mais estável com o esforço visual inerente à realização de atividades de proximidade.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Spersacarpin — informações regulamentares oficiais

Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais a utilização é permitida: Pacientes adultos elegíveis que estejam inscritos no programa de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS) e que cumpram todos os requisitos de monitorização obrigatórios.

Populações para as quais a utilização é contraindicada: Este medicamento não deve ser utilizado por:

  • Grávidas, devido ao risco grave de malformações congénitas graves. A gravidez deve ser excluída antes do início do tratamento e as pacientes com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e até um mês após a última dose.
  • Pacientes a tomar Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), Antagonistas dos Recetores da Endotelina (ARE) ou aliscireno.
  • Pacientes com historial conhecido de hipersensibilidade ao fármaco ou aos seus componentes.
  • Pacientes com níveis elevados específicos de enzimas hepáticas (aminotransferases) combinados com bilirrubina total elevada, conforme definido pelos critérios regulamentares.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

  • Função Hepática: O início do tratamento é geralmente evitado em pacientes com níveis de aminotransferases superiores a 3 vezes o Limite Superior do Normal (LSN) no início do processo. Todos os pacientes requerem testes de função hepática obrigatórios no início e periodicamente durante a terapia.
  • Idade: A segurança e eficácia não foram estabelecidas em pacientes pediátricos.
  • Amamentação: A utilização não é recomendada durante o aleitamento.
  • Outras Condições: A utilização não é recomendada em pacientes com insuficiência hepática grave ou doença renal grave (DRC estádio 4 com TFG estimada inferior a 30 mL/min/1,73 m²).

Resumo Regulamentar

Os documentos regulamentares definem a população elegível como aquela que consegue cumprir os requisitos rigorosos de monitorização do programa obrigatório REMS e que não esteja a realizar co-administração com outros fármacos cardiovasculares essenciais (ARA II/ARE/aliscireno). A restrição mais severa é a proibição absoluta de utilização durante a gravidez.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Spersacarpin (solução oftálmica de cloridrato de pilocarpina) baseia-se em dois eixos principais: a anulação do efeito farmacodinâmico e as normas obrigatórias de intervalo na administração. Devido à absorção sistémica mínima após a aplicação tópica, não estão documentadas interações metabólicas (via enzimas CYP) ou mediadas por transportadores que sejam clinicamente relevantes. Além disso, os documentos oficiais não especificam interações com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.


Padrões de Interação Farmacodinâmica

A ação miótica do Spersacarpin pode ser antagonizada, ou seja, neutralizada, pela administração conjunta de diversos agentes sistémicos ou tópicos. Estes agentes potencialmente antagonistas incluem anticolinérgicos sistémicos, anti-histamínicos, antidepressivos tricíclicos, petidina, bem como simpaticomiméticos ou corticosteroides (sejam eles de aplicação tópica ou sistémica).

Existe uma restrição importante documentada para a co-administração oftálmica: não se recomenda a combinação de Spersacarpin com outros mióticos. Esta limitação deve-se ao potencial de antagonismo entre fármacos, o que pode aumentar o risco de o olho deixar de responder a ambos os medicamentos.


Intervalo de Tempo na Administração

Aplica-se uma regra obrigatória sempre que o Spersacarpin é co-administrado com qualquer outra preparação oftálmica tópica. Para evitar interferências físicas ou alterações na absorção, os medicamentos devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, 5 minutos. Este requisito procedimental é exigido pelos documentos regulamentares para assegurar uma co-administração segura e eficaz.

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Mecanismo de ação

Ativação dos Recetores Muscarínicos e Dinâmica do Humor Aquoso

O Spersacarpin funciona como um agonista direto dos recetores muscarínicos da acetilcolina (mAChRs), principalmente do subtipo M3, localizados no segmento anterior do olho. Ao ligar-se a estes recetores, o Spersacarpin inicia a contração de dois músculos lisos oculares fundamentais: o músculo esfíncter da pupila e o músculo ciliar.

A contração do músculo esfíncter da pupila produz miose (constrição pupilar). De forma mais crítica, a contração do músculo ciliar exerce uma tração física sobre o esporão escleral, o que alarga mecanicamente os espaços dentro da rede trabecular e do Canal de Schlemm.

Esta alteração estrutural melhora a saída do humor aquoso da câmara anterior. O aumento resultante no escoamento trabecular reduz o volume líquido total no interior do olho, levando diretamente à consequência fisiológica de redução da pressão intraocular (PIO), o que contribui para modular as alterações nos tecidos oculares dependentes da pressão.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Spersacarpin

O Spersacarpin, formulado como solução oftálmica de cloridrato de pilocarpina, destina-se exclusivamente à administração tópica oftálmica sob a forma de gotas (colírio). O seu padrão de utilização e a concentração específica são determinados pela condição clínica a tratar, de acordo com os documentos oficiais de prescrição.


Orientações Oficiais de Administração

Componente de Utilização Orientação Regulamentar Oficial
Via de Administração Apenas via tópica oftálmica, com aplicação no saco conjuntival.
Dose Recomendada Geralmente 1 ou 2 gotas no olho afetado. As concentrações variam entre 1% e 4% para a gestão da pressão intraocular (PIO), e uma gama inferior (ex.: 1,25% a 1,5%) para sintomas de visão ao perto.
Padrão de Frequência Para o controlo da PIO, o regime padrão é habitualmente prescrito até quatro vezes ao dia (QID). Para a gestão de sintomas de visão ao perto, o regime é geralmente de uma vez ao dia (QD).

Instruções Procedimentais e Contextuais

O tratamento de patologias como a hipertensão ocular crónica segue um padrão de manutenção contínuo e a longo prazo, enquanto a utilização para sintomas de visão ao perto constitui um regime diário sustentado. A técnica de administração deve assegurar a esterilidade, evitando-se rigorosamente o contacto entre a ponta do conta-gotas e o olho ou qualquer outra superfície.

Um passo procedimental fundamental é a técnica de oclusão nasolacrimal. Esta consiste em aplicar pressão no canto interno do olho durante um a dois minutos imediatamente após a instilação da gota, de forma a minimizar a absorção sistémica do fármaco. No caso de uma dose ser esquecida, os pacientes são instruídos a aplicá-la o mais rapidamente possível, exceto se estiver muito próximo da hora da dose seguinte; nesse caso, a dose em falta deve ser omitida para evitar uma administração dupla.

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Evidência clínica recente

Spersacarpin: Evidência Clínica Recente

Evidência na Visão Turva ao Perto associada à Idade (Presbiopia)

A investigação disponível para esta aplicação inclui Ensaios Clínicos Aleatórios, Duplamente Mascarados e Controlados por Veículo (RCTs). Estes ensaios de curta duração foram avaliados em populações adultas, geralmente com idades entre os 40 e os 55 anos, que apresentavam visão turva ao perto. Os investigadores procuraram medir alterações na acuidade visual para perto e intermédia, bem como acompanhar os resultados funcionais relatados pelos próprios pacientes.

Os estudos analisaram o tempo da alteração visual, com resultados que descrevem padrões onde foi registada uma alteração medida na acuidade visual em comparação com a solução de veículo inativa. A investigação descreve o acompanhamento destas alterações durante várias horas após a dose. Os resultados aplicam-se principalmente às populações estudadas, sendo que os resultados a longo prazo para o uso episódico permanecem insuficientemente caracterizados.


Evidência na Pressão Intraocular Elevada (Glaucoma e Hipertensão Ocular)

A evidência para a sua utilização em condições como o glaucoma de ângulo aberto deriva de ensaios clínicos históricos e de investigação contemporânea que o avaliou em conjunto com outros tratamentos. Os estudos analisaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico, especificamente a medição precisa de alterações na Pressão Intraocular (PIO).

Os dados históricos descrevem padrões relativos a alterações medidas na PIO nos participantes dos estudos. A investigação descreve também padrões em que a adição da solução a agentes redutores da pressão já existentes foi seguida de alterações adicionais medidas na PIO, contribuindo para o panorama mais amplo de evidência na gestão da pressão ocular.


Compreender as Lacunas e a Incerteza na Investigação

A investigação disponível deve ser considerada no contexto da duração do acompanhamento. Para a aplicação na visão ao perto, os períodos de seguimento limitaram-se a avaliações de curto prazo. A investigação descreve como principais limitações as reduzidas dimensões das amostras para certas análises exploratórias e o âmbito demográfico restrito dos ensaios clínicos fundamentais para a visão ao perto.

A qualidade da evidência varia entre os estudos, especialmente dada a diversidade de investigação mais antiga e mais recente que suporta as diferentes aplicações. Os dados para certos grupos, tais como indivíduos com comorbilidades significativas, permanecem insuficientes, e a consistência dos resultados para além dos períodos de curto prazo medidos não está totalmente estabelecida.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Spersacarpin (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Spersacarpin a fazer efeito?

R: A informação oficial de prescrição indica que o efeito miótico, que consiste na constrição da pupila, começa geralmente entre 10 a 30 minutos após a aplicação tópica. Para o objetivo de reduzir a pressão dentro do olho, este efeito terapêutico é habitualmente percetível no espaço de 60 minutos.


P: O Spersacarpin interage com analgésicos comuns de venda livre?

R: Os documentos regulamentares descrevem principalmente interações farmacodinâmicas com classes específicas de fármacos, tais como anticolinérgicos e anti-histamínicos sistémicos, que podem anular os efeitos do Spersacarpin. Os documentos oficiais não listam analgésicos comuns de venda livre pelo nome. É descrito como sendo importante informar um profissional de saúde sobre todos os medicamentos em uso, com ou sem receita médica.


P: É verdade que o Spersacarpin não é adequado para pessoas com determinados problemas de saúde gerais?

R: As informações oficiais de segurança aconselham precaução quando o Spersacarpin é utilizado em pacientes com certas condições sistémicas pré-existentes. Isto inclui condições como asma brônquica, úlcera péptica, hipertensão (tensão arterial alta) e doença de Parkinson. Esta precaução é recomendada devido ao potencial de uma absorção sistémica mínima do medicamento pelo organismo.


P: É normal sentir algumas náuseas ao iniciar o Spersacarpin?

R: Foram comunicados efeitos secundários sistémicos, que são menos frequentes, podendo incluir sintomas gastrointestinais como náuseas, vómitos e diarreia. A informação oficial do produto menciona estes sintomas. Além disso, estes mesmos efeitos sistémicos podem ser sinais potenciais relacionados com uma sobredosagem.


P: Existem interações conhecidas entre o Spersacarpin e outras doenças?

R: Os documentos regulamentares referem que o medicamento é geralmente contraindicado, o que significa que o seu uso não é recomendado, em casos de irite aguda ou uveíte anterior. A informação oficial também aconselha precaução em indivíduos com certas doenças retinianas pré-existentes ou historial de descolamento da retina.


P: O Spersacarpin contém alergénios comuns?

R: A rotulagem oficial indica que a hipersensibilidade (uma reação alérgica) à substância ativa ou a qualquer um dos ingredientes inativos, conhecidos como excipientes, é uma contraindicação. Muitas formulações do medicamento contêm o conservante Cloreto de Benzalcónio. Esta substância é conhecida por ser absorvida pelas lentes de contacto moles.


P: Qual é a duração do efeito de uma dose única de Spersacarpin?

R: A informação regulamentar oficial indica que o efeito de constrição da pupila (miose) dura tipicamente entre 4 a 8 horas. É relatado que o efeito de redução da pressão intraocular persiste por um período mais longo, variando entre 4 a 14 horas, dependendo a duração específica da concentração da solução utilizada.


P: Os estudos sugerem que o Spersacarpin é mais eficaz em determinados grupos etários?

R: Embora o fármaco possa ser utilizado por adultos mais velhos, a informação regulamentar indica que não se espera geralmente a ocorrência de problemas geriátricos específicos que limitem a utilidade do medicamento. A informação oficial do produto não compara explicitamente a eficácia entre diferentes grupos etários adultos.


P: Porque é que algumas pessoas não sentem qualquer benefício com o Spersacarpin?

R: De acordo com fontes oficiais, a ausência do efeito esperado pode estar relacionada com a administração conjunta de outros medicamentos que contrariam a ação do Spersacarpin. Por exemplo, medicamentos conhecidos como anticolinérgicos ou outros mióticos podem neutralizar a ação primária do fármaco, levando a um benefício reduzido.


P: O Spersacarpin afeta a tensão arterial ou o ritmo cardíaco?

R: Sim, a informação oficial do produto lista efeitos sistémicos, que podem incluir um ritmo cardíaco lento (bradicardia) e diminuição da tensão arterial. É aconselhada precaução específica para o uso em pacientes com hipertensão pré-existente ou insuficiência cardíaca aguda.


P: O Spersacarpin afeta a fertilidade masculina ou feminina?

R: A documentação regulamentar oficial refere que foram observadas alterações na fertilidade em estudos com animais. Contudo, não foram realizados estudos em humanos para avaliar o efeito na capacidade reprodutiva e o potencial carcinogénico.


P: A hora do dia é relevante ao aplicar o Spersacarpin?

R: A frequência recomendada para a gestão de sintomas de visão ao perto é, muitas vezes, de uma vez ao dia, com a opção de uma segunda dose várias horas mais tarde, conforme determinado por um profissional de saúde. Devido aos efeitos conhecidos na visão em ambientes com pouca luz, os avisos oficiais aconselham precaução ao conduzir ou realizar atividades perigosas, especificamente à noite.


P: O Spersacarpin pode ser tomado por crianças ou adolescentes?

R: A rotulagem oficial permite o uso do fármaco na população pediátrica para certas condições. No entanto, é aconselhada precaução específica, uma vez que houve relatos de um aumento paradoxal da pressão intraocular em crianças com formas específicas de glaucoma. Os documentos oficiais referem que se recomenda iniciar o tratamento com a dose mais baixa disponível.


P: Existem sintomas específicos que exijam o contacto com um médico durante o uso de Spersacarpin?

R: Os avisos oficiais de segurança descrevem certos sintomas como exigindo uma avaliação médica imediata devido ao aparecimento súbito de eventos oculares graves. Estes sintomas preocupantes incluem luzes cintilantes, o aparecimento de corpos flutuantes persistentes ou perda súbita de visão, pois podem ser sinais de problemas subjacentes na retina.


P: Quanto tempo permanece o Spersacarpin no sistema após a última dose?

R: Após a aplicação da solução oftálmica no olho, a quantidade de medicamento absorvida pelo corpo é muito reduzida. Estudos focados na taxa de eliminação do medicamento absorvido relatam que a semivida de eliminação é de aproximadamente 3,96 horas.


P: Existem diferentes nomes comerciais para o mesmo fármaco que o Spersacarpin?

R: Sim, o Spersacarpin contém a substância ativa Cloridrato de Pilocarpina. Esta substância ativa também está disponível como produto genérico e é comercializada sob vários outros nomes comerciais, tais como Isopto Carpine, Vuity e Qlosi.

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Como Spersacarpin deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Spersacarpin?

O Spersacarpin (solução oftálmica de cloridrato de pilocarpina) deve ser conservado e manuseado de acordo com as condições específicas definidas na sua rotulagem oficial para manter a estabilidade e a esterilidade do produto.


Requisitos de Conservação e Manuseamento

Condição Requisito Regulamentar
Temperatura Conservar entre 15 °C e 25 °C.
Proteção Proteger do congelamento. Não expor a calor excessivo.
Integridade do Recipiente Não tocar com a ponta do conta-gotas em qualquer superfície para evitar a contaminação. Não utilizar se a anilha de segurança do gargalo não estiver intacta.
Segurança Infantil Manter fora do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Spersacarpin fora do prazo de validade ou não utilizado deve ser eliminado seguindo as diretrizes locais da comunidade para resíduos farmacêuticos, tais como a utilização de um programa de recolha de medicamentos autorizado. O rótulo dos frascos de utilização individual indica explicitamente que estes devem ser eliminados imediatamente após a utilização.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Spersacarpin encontrado em:

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