Sintar

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sintar

1. Identidade do Sintar: Classe e Composição

O Sintar é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa sinvastatina, integrada no grupo farmacêutico conhecido como estatinas. Estes fármacos são formalmente categorizados como inibidores da redutase da HMG-CoA, uma distinção clinicamente reconhecida como a abordagem farmacológica fundamental para o controlo de níveis elevados de lípidos no sangue. Diversos estudos clínicos confirmam que as estatinas desempenham um papel central na redução do colesterol sérico.

A molécula ativa específica, a sinvastatina, é um pró-fármaco semissintético, o que significa que a sua estrutura base provém de um composto fúngico natural, sendo quimicamente modificada para otimizar a eficácia terapêutica. É administrada por via oral como um composto inativo que o fígado deve metabolizar na sua forma ativa de beta-hidroxiácido. O Sintar é disponibilizado em comprimidos revestidos por película — um formato habitualmente produzido por fabricantes como a Centaur Pharmaceuticals — e contém excipientes padrão, como a lactose mono-hidratada, para garantir uma entrega estável e fiável da substância.

2. Forma Farmacêutica e Objetivo Terapêutico Geral

O Sintar é fornecido predominantemente sob a forma de comprimidos revestidos por película para uso oral, um formato especificamente concebido para assegurar a absorção sistémica controlada da substância ativa. A função principal deste medicamento é a sua utilização como agente antilipémico na gestão lipídica, visando a otimização dos níveis de gordura em circulação no sangue de doentes com hiperlipidemia.

O cerne do efeito do fármaco reside na inibição competitiva da enzima redutase da HMG-CoA, o que reduz diretamente a produção interna de colesterol pelo fígado. Revisões científicas relevantes confirmam que as estatinas são altamente eficazes na redução do Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL-C) e na melhoria dos perfis lipídicos globais. Ao reduzir consistentemente os níveis de LDL-C, o medicamento diminui sistematicamente a concentração de lipoproteínas aterogénicas, cumprindo o objetivo terapêutico geral de melhorar o perfil lipídico cardiovascular global.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sintar?

O perfil de segurança oficial do Sintar (sinvastatina) é formalmente classificado pelas autoridades de saúde com base no sistema de órgãos afetado e na frequência documentada da reação. Esta abordagem estruturada, consistente nas normas regulamentares, destaca as considerações de segurança mais significativas do fármaco: os efeitos musculoesqueléticos e hepatobiliares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas encontram-se organizadas por escalões de frequência oficiais. As reações comuns (afetam entre 1/100 a < 1/10 dos doentes) documentadas nos materiais regulamentares incluem mialgia (dor muscular), cefaleias, infeção das vias respiratórias superiores e distúrbios gastrointestinais, tais como dor abdominal e obstipação. As reações raras (afetam entre 1/10,000 a < 1/1,000 dos doentes) incluem eventos graves como a rabdomiólise e hepatite ou icterícia. Eventos muito raros podem incluir falência hepática fatal e não fatal, anafilaxia e compromisso da memória.

Reações Adversas Graves e Padrões de Segurança

As reações adversas mais significativas documentadas nas informações oficiais de prescrição incluem a Rabdomiólise — uma degradação muscular grave que pode levar a insuficiência renal aguda — e a Falência Hepática. O risco de distúrbios musculares graves, incluindo a rabdomiólise, é explicitamente descrito como estando relacionado com a dose, apresentando uma incidência desproporcionalmente superior com a dose de 80 mg. Este risco é também assinalado como sendo mais elevado durante o primeiro ano de tratamento com doses mais altas.

Notas de Segurança Contextuais e Populações

O perfil regulamentar identifica fatores de risco específicos. O risco de miopatia é citado como sendo superior em indivíduos de idade avançada e em pessoas com insuficiência renal. O medicamento está oficialmente restringido em doentes com doença hepática ativa ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases hepáticas. As informações de segurança referem ainda que o compromisso cognitivo, quando ocorre, é geralmente não grave e reversível após a interrupção da toma.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos oficiais indicam que a sobredosagem aguda com sinvastatina apenas foi reportada em instâncias raras, tendo a ingestão máxima documentada atingido os 3.6 g. Nestes relatos, não se encontram documentados de forma consistente sintomas específicos ou característicos de sobredosagem. Além disso, todos os casos conhecidos de sobredosagem aguda resultaram numa recuperação total, sem complicações duradouras ou sequelas.

A orientação para a gestão da sobredosagem é definida pela resposta de emergência necessária e pelo perfil de risco estabelecido do fármaco, que prevalece sobre os relatos de sobredosagem aguda.

Aspeto do Perfil de Sobredosagem Declaração Geral
Sintomas Agudos Não se encontra documentado um perfil de sintomas específicos.
Gestão de Emergência Devem ser adotadas medidas de suporte.
Estado do Antídoto Não se conhece um antídoto específico; não se sabe se a substância é eliminável por diálise.

Quando Procurar Assistência Médica Imediata

Embora a sobredosagem aguda resulte tipicamente na recuperação, o principal risco sistémico associado à sinvastatina permanece o potencial de Rabdomiólise. Trata-se de uma lesão muscular esquelética grave que pode levar a insuficiência renal aguda. Deve procurar-se assistência médica imediata perante a suspeita de quaisquer sintomas de dor muscular intensa, sensibilidade ou fraqueza, uma vez que estes sinais indicam uma emergência médica que requer avaliação urgente e monitorização hospitalar, em conformidade com os avisos oficiais de segurança.

Usos terapêuticos de Sintar

O Sintar é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, ajudando a controlar sinais associados ao stresse funcional sistémico. O medicamento é considerado relevante para o tratamento de condições específicas, incluindo a hiperlipidemia primária, a dislipidemia mista e formas hereditárias graves, como a Hipercolesterolemia Familiar.


Gestão de Risco e Apoio à Estabilidade

A utilização do Sintar é aplicada em diversos domínios terapêuticos onde é necessário suporte sintomático adicional para ajudar a gerir sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. O medicamento é considerado pertinente na gestão do risco cardiovascular em doentes com doença coronária estabelecida, diabetes ou outras condições crónicas. Este auxilia na manutenção da estabilidade funcional, apoiando a gestão do risco durante fases de maior sobrecarga sistémica.

Para indivíduos em cenários de risco elevado, particularmente aqueles com distúrbios lipídicos genéticos graves, este tratamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, apoiando o bem-estar geral durante fases sintomáticas relacionadas com anomalias lipídicas hereditárias.

Facto Rápido: Apoia a gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Sintar?

O perfil de elegibilidade para o Sintar (sinvastatina) é definido por critérios regulamentares rigorosos em diversos domínios populacionais. Estes critérios encontram-se estabelecidos nas informações oficiais de prescrição para definir quem está autorizado a utilizar o medicamento e quem está proibido de o fazer.

Populações Contraindicadas

O uso de Sintar é absolutamente contraindicado em doentes com doença hepática ativa, incluindo aqueles que apresentem elevações persistentes e inexplicadas das transaminases hepáticas. É também estritamente proibido para mulheres grávidas e para mulheres que estejam a amamentar, devido aos riscos potenciais para o feto ou para o lactente. Adicionalmente, doentes com hipersensibilidade conhecida à sinvastatina não devem utilizar o medicamento.

Grupos de Utilização Autorizada e Restrita

O medicamento está aprovado para utilização em doentes adultos. A elegibilidade pediátrica é especificamente concedida a crianças com idade igual ou superior a 10 anos que sofram de Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com idade inferior a 10 anos.

A utilização é condicional em populações com certas comorbilidades; por exemplo, a insuficiência renal grave exige uma ponderação inicial especial. Além disso, a dose de 80 mg está restringida e não é recomendada para novos doentes; esta dosagem reserva-se apenas a doentes que já se encontrem estáveis com essa dose há 12 meses ou mais, sem evidência de toxicidade muscular. A idade avançada é também listada como um fator de predisposição para efeitos relacionados com o sistema muscular.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais classificam as interações com o Sintar (sinvastatina) com base na forma como outras substâncias afetam a exposição e a eliminação do fármaco no organismo. Este processo ocorre predominantemente através de duas vias: o metabolismo pela enzima CYP3A4 e o transporte através da proteína de captação OATP1B1.

Combinações Formalmente Contraindicadas

A coadministração de Sintar é oficialmente proibida com substâncias classificadas como inibidores potentes da CYP3A4. Isto inclui antibióticos macrólidos específicos (como a eritromicina ou claritromicina), antifúngicos azólicos (como o cetoconazol ou itraconazol) e inibidores da protease do VIH. A combinação com Ciclosporina, Danazol e Genfibrozil está também formalmente contraindicada.

Combinações com Limitação de Dose e Outros Requisitos

Medicamentos específicos determinam uma limitação rigorosa da dose de Sintar devido ao risco de aumento da exposição sistémica. Por exemplo, a coadministração com Verapamil ou Diltiazem determina que a dose de Sintar não exceda os 10 mg diários, enquanto a utilização com Amiodarona ou Amlodipina restringe a dose a um máximo de 20 mg por dia.

O uso concomitante com outros agentes lipídicos, como doses de Niacina modificadoras de lípidos (ge 1 g/dia), ou fármacos como a Colquicina, é oficialmente reconhecido como acarretando um risco acrescido e aditivo de toxicidade muscular. No caso da coadministração com sequestradores de ácidos biliares, requer-se que o Sintar seja administrado pelo menos 4 horas depois ou 2 horas antes do sequestrador, de forma a evitar interferências na absorção da substância ativa.

Relativamente a alimentos e suplementos, o consumo de grandes quantidades de sumo de toranja é restringido, uma vez que aumenta significativamente a concentração plasmática do medicamento. O Hipericão (Erva de S. João) está também documentado como um indutor que pode reduzir os níveis de Sintar na circulação.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Sintar

O mecanismo de ação do Sintar define-se por uma abordagem dupla: um bloqueio enzimático direcionado no fígado e a modulação da sinalização nas células vasculares, o que conduz estritamente a alterações fisiológicas mensuráveis.


Mecanismo Primário: Inibição da Produção Intracelular de Colesterol

A ação central deste fármaco é a inibição competitiva da redutase da HMG-CoA, a enzima que limita a velocidade da via de síntese do colesterol no fígado. Ao suprimir esta enzima, a concentração interna de colesterol na célula diminui, o que desencadeia um mecanismo compensatório: o aumento acentuado da expressão (upregulation) dos recetores de LDL na superfície do fígado. Este reforço na expressão dos recetores é o passo fisiológico fundamental que facilita uma depuração mais intensa e eficiente do LDL-C da circulação sistémica, resultando na modulação das lipoproteínas em circulação.


Mecanismo Secundário: Modulação da Função Endotelial Vascular

Independentemente do seu efeito direto na redução do colesterol, o mecanismo do Sintar inclui ações pleitrópicas no sistema vascular. Ao limitar a produção de moléculas de isoprenóides — intermediários essenciais para a ativação de proteínas de sinalização — o fármaco modula a estabilidade e a atividade da enzima Sintase do Óxido Nítrico endotelial (eNOS). Esta modulação leva a uma melhoria da biodisponibilidade local de Óxido Nítrico (NO), o que contribui para a manutenção da função das células vasculares e estabelece um estado modulado nas vias vasculares.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Sintar

O Sintar, que contém a substância ativa sinvastatina, é prescrito para uma gestão crónica e de longo prazo, devendo ser administrado por via oral uma vez por dia, preferencialmente à noite. Este momento específico da toma é determinado pelas orientações regulamentares para alinhar a concentração do fármaco com o ciclo circadiano natural de produção de colesterol do organismo.

Protocolo Oficial de Dosagem e Administração

As instruções de utilização gerais apresentadas de seguida baseiam-se nas informações oficiais:

Instrução Detalhe
Via e Frequência Oral, uma vez por dia, à noite
Intervalo Adulto Usual 20 mg a 40 mg uma vez por dia
Dose Máxima 40 mg por dia para a maioria dos novos doentes
Ajuste de Dose Com intervalos não inferiores a quatro semanas
Esquecimento de Dose Tomar assim que se lembre; não duplicar a dose seguinte

Condições de Uso e Populações Especiais

Os comprimidos revestidos por película podem ser tomados com ou sem alimentos. As normas oficiais estabelecem limites rigorosos para grupos específicos de doentes e para a utilização concomitante com outros medicamentos:

  • Insuficiência Renal Grave: A dose inicial recomendada está limitada a 5 mg uma vez por dia.
  • Doentes Pediátricos (idades entre os 10 e os 17 anos com HeFH): A dose máxima permitida é de 40 mg por dia.
  • Restrições de Coadministração: Certos fármacos requerem que a dose de sinvastatina seja limitada a um máximo de 10 mg ou 20 mg diários. O consumo de quantidades elevadas de sumo de toranja é igualmente restringido nas instruções oficiais de utilização.

Estas normas oficiais estruturam o procedimento padrão para o uso do Sintar, definindo a frequência necessária, os limites máximos e as restrições de administração ao longo de todo o período de tratamento.

Evidência clínica recente

Evidência na Hiperlipidemia Primária e Dislipidemia Mista

A investigação científica tem analisado a utilização do Sintar em adultos com níveis elevados de lípidos no sangue, recorrendo prioritariamente a ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curta duração. Estes estudos focaram-se na medição de alterações em biomarcadores lipídicos fundamentais, como o Colesterol de Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL-C). A evidência é limitada no que diz respeito à relação de longo prazo entre estas alterações precoces nos biomarcadores e a ocorrência posterior de eventos de saúde major, uma vez que muitos ensaios se centraram exclusivamente nas variações dos biomarcadores.


Evidência na Prevenção Secundária de Eventos Cardiovasculares Major

O Sintar foi avaliado em ensaios clínicos aleatorizados de larga escala e longa duração, que monitorizaram a taxa de ocorrência de eventos cardiovasculares major — incluindo mortalidade por todas as causas, AVC e enfarte do miocárdio não fatal — em doentes com doença cardíaca estabelecida. Observou-se que os dados relativos a subgrupos são incertos para certos regimes de dosagem de sinvastatina de alta intensidade.


Evidência na Prevenção Primária em Doentes de Alto Risco

A investigação também explorou o uso do Sintar em doentes com risco elevado de doença cardíaca, mas sem eventos cardiovasculares major prévios, monitorizando as taxas de ocorrência de primeiros eventos vasculares major nestas populações. Os limiares de risco ideais utilizados para definir quais os doentes a incluir nestes ensaios de prevenção primária são objeto de investigação contínua.


Evidência em Populações Especiais

Foram realizados estudos para explorar a utilização da sinvastatina em crianças e adolescentes (com idade igual ou superior a 10 anos) com Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH) grave. Embora os estudos tenham monitorizado as alterações no LDL-C e os parâmetros de crescimento, os períodos de acompanhamento foram limitados, e os efeitos a longo prazo nos resultados clínicos definitivos para este grupo não estão totalmente estabelecidos.


Estudos de Longa Duração e Durabilidade dos Resultados de Investigação

A base de investigação inclui ensaios clínicos aleatorizados de larga escala e longa duração que acompanharam doentes por períodos de até sete anos, estabelecendo dados relativos a resultados clínicos e monitorizando a consistência das alterações medidas ao longo destes períodos alargados.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

As limitações da investigação incluem amostras de tamanho reduzido em estudos sobre condições raras, insuficiência de dados para certos grupos (como doentes muito idosos) e o facto de os resultados se aplicarem apenas às populações específicas estudadas. Esta evidência destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto — sobre o medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sintar (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Sintar e [medicamento semelhante]?

R: O Sintar é o nome comercial da substância ativa sinvastatina, que pertence à classe de medicamentos designada por estatinas (inibidores da redutase HMG-CoA). Embora todas as estatinas partilhem a função principal de reduzir o colesterol, a informação oficial do produto assinala diferenças. Estas distinções podem incluir a forma como o organismo metaboliza o fármaco, a sua potência e os limites de dose oficiais relacionados com questões de segurança documentadas, tais como o risco de toxicidade muscular associado à dose mais elevada de sinvastatina.

P: O Sintar pode causar aumento de peso?

R: O aumento de peso não consta formalmente como uma reação adversa comum ou frequente nos perfis de segurança oficiais da sinvastatina. Os rótulos oficiais incluem outros tipos de perturbações metabólicas ou gastrointestinais. Embora a experiência pós-comercialização registe por vezes flutuações de peso, não está definitivamente estabelecida na investigação oficial uma relação causal direta entre a sinvastatina e o aumento de peso.

P: O Sintar pode afetar o sono?

R: A informação oficial de segurança, baseada em relatos pós-comercialização, inclui perturbações do foro psiquiátrico, tais como insónia e pesadelos. Estas são listadas como reações adversas raras das estatinas, o que significa que não são observadas frequentemente, mas foram documentadas após uma utilização generalizada.

P: O Sintar interage com o álcool?

R: As orientações oficiais aconselham precaução no que diz respeito ao consumo de álcool. Doentes que consumam quantidades substanciais de álcool ou que tenham antecedentes de doença hepática podem enfrentar um risco acrescido de lesão hepática ao tomar sinvastatina. Recomenda-se que os doentes limitem o consumo de álcool, particularmente aqueles com histórico de problemas no fígado.

P: O Sintar pode ser utilizado por crianças?

R: A aprovação regulamentar do Sintar é específica e restrita em doentes pediátricos. O medicamento está aprovado para utilização em crianças com idade igual ou superior a 10 anos que sofram de Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com idade inferior a 10 anos.

P: O Sintar é seguro para utilização a longo prazo?

R: O Sintar foi concebido para o controlo crónico e prolongado de distúrbios lipídicos, e os ensaios clínicos monitorizaram a sua utilização durante muitos anos. No entanto, existem restrições específicas para a dose mais elevada devido a um risco acrescido de lesão muscular, especialmente durante o primeiro ano de tratamento.

P: O Sintar é seguro para pessoas idosas?

R: Os documentos oficiais de segurança identificam a idade avançada como um fator de predisposição para efeitos adversos musculares (miopatia). Foram também comunicados casos de compromisso cognitivo, geralmente não graves e reversíveis, em indivíduos idosos a utilizar o medicamento.

P: Posso tomar Sintar se tiver pressão arterial elevada?

R: A pressão arterial elevada (hipertensão) não é uma contraindicação formal. Contudo, certos fármacos utilizados no tratamento da hipertensão podem exigir um ajuste específico ou uma limitação da dose de sinvastatina utilizada devido a interações medicamentosas.

P: O Sintar é utilizado para a ansiedade ou apenas para a indicação principal?

R: O Sintar (sinvastatina) está formalmente indicado para o controlo de lípidos e para a prevenção de eventos cardiovasculares. A sua utilização para condições psiquiátricas, como a ansiedade, não é uma indicação aprovada ou oficial.

P: Quais são as interações conhecidas entre suplementos naturais e o Sintar?

R: O suplemento Erva de S. João (Hipericão) é listado como uma potencial interação que pode reduzir a eficácia da sinvastatina. Além disso, doses elevadas de Niacina aumentam o risco de toxicidade muscular. Recomenda-se que os doentes discutam todos os suplementos com um profissional de saúde antes da utilização.

P: O Sintar pode ser esmagado ou aberto?

R: O Sintar é apresentado na forma de comprimido revestido por película, concebido para ingestão oral. O comprimido deve ser engolido inteiro, não devendo ser partido nem esmagado.

P: O Sintar afeta os rins ou o fígado?

R: Sim, a informação oficial destaca potenciais efeitos em ambos os órgãos. O Sintar está contraindicado em doentes com doença hepática ativa. O efeito muscular mais grave, a rabdomiólise, pode levar a danos renais graves (insuficiência renal aguda). Doentes com compromisso renal grave requerem uma dose inicial reduzida.

P: Qual é o prazo de validade do Sintar?

R: O Sintar deve ser guardado a uma Temperatura Ambiente Controlada específica e protegido da humidade e da luz. O prazo de validade específico é determinado pelo fabricante e encontra-se impresso diretamente na embalagem original.

P: O Sintar interage com medicamentos comuns para a constipação de venda livre?

R: A documentação de interações foca-se em ingredientes específicos, particularmente inibidores potentes da CYP3A4, que estão contraindicados. Aconselha-se precaução com certos ingredientes, como agentes simpaticomiméticos, em doentes com distúrbios subjacentes do coração ou dos vasos sanguíneos.

P: O Sintar afeta a fertilidade?

R: O Sintar está contraindicado para mulheres grávidas ou que planeiem engravidar. Embora estudos em animais tenham mostrado uma redução da fertilidade com exposições elevadas, a informação sobre os efeitos na fertilidade humana fora do contexto da gravidez é limitada.

P: Em que medida o Sintar é diferente de uma vitamina ou suplemento?

R: O Sintar é um medicamento sujeito a receita médica (inibidor da redutase HMG-CoA) que bloqueia ativamente uma enzima específica no fígado para reduzir o colesterol. As vitaminas e suplementos não partilham a mesma classificação regulamentar nem o mesmo mecanismo de inibição enzimática.

P: Que considerações ou restrições alimentares estão oficialmente descritas para o uso de Sintar?

R: A principal restrição é evitar o consumo de grandes quantidades de sumo de toranja (mais de um litro por dia), pois este aumenta a concentração do fármaco no sangue. O Sintar é indicado como um complemento à dieta para controlar os níveis de lípidos.

P: Qual é a informação oficial sobre a coadministração de Sintar e analgésicos comuns de venda livre?

R: O uso concomitante de sinvastatina com Colquicina comporta um risco acrescido de toxicidade muscular. Para a maioria dos outros analgésicos gerais de venda livre, não consta qualquer aviso específico ou restrição de dose nos documentos oficiais.

Como Sintar deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Proteção

Os comprimidos de Sintar (sinvastatina) devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F). Para garantir a estabilidade do medicamento, este deve ser protegido do congelamento, do calor excessivo, da humidade e da luz direta.

Os comprimidos devem ser mantidos no seu recipiente original com a tampa bem fechada. Locais de armazenamento como as casas de banho são frequentemente desadequados devido à elevada humidade. Por motivos de segurança, o medicamento deve ser sempre guardado fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação, respeitando as diretrizes oficiais de segurança infantil.

Instruções de Eliminação

Os comprimidos de Sintar fora do prazo de validade ou não utilizados devem ser eliminados de acordo com o protocolo regulamentar oficial. O método preferencial consiste na utilização de um programa comunitário de recolha de medicamentos ou de um sistema de entrega em farmácias.

Caso não esteja disponível uma opção de recolha, o medicamento (que não consta na lista de fármacos que podem ser eliminados na sanita) pode ser colocado no lixo doméstico. Para o fazer, deve retirar os comprimidos do recipiente original, misturá-los com uma substância indesejável (como borras de café usadas ou areia de gato), selá-los num saco de plástico ou recipiente e colocá-los no lixo. Todas as informações pessoais devem ser removidas ou riscadas da embalagem original antes da sua eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Sintar encontrado em:

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