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Sandostatine

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Sandostatine

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Sandostatine

O que é a Sandostatina?

A Sandostatina é o nome comercial amplamente reconhecido da substância farmacêutica octreotido, um medicamento sujeito a receita médica classificado como um análogo da somatostatina. Pertence à categoria farmacológica mais abrangente das Hormonas Hipofisárias e Hipotalâmicas e seus Análogos (Código ATC H01CB). A identidade deste medicamento é definida pelo seu ingrediente principal, o octreotido, geralmente utilizado sob a forma de sal de acetato de octreotido.

A substância ativa é um octapéptido cíclico sintético desenvolvido para mimetizar as ações da somatostatina, uma hormona reguladora que ocorre naturalmente no organismo. Ao contrário da somatostatina nativa, a estrutura sintética proporciona uma atividade biológica significativamente prolongada e uma maior resistência à degradação metabólica no corpo — uma distinção que estudos farmacológicos sustentam como crucial para a gestão de condições crónicas. Este design robusto permite-lhe funcionar como um potente agonista dos recetores da somatostatina de ação prolongada, ligando-se predominantemente aos subtipos de recetores SSTR2 e SSTR5.

Formas do Octreotido e Objetivo Geral

O octreotido é administrado por via parentérica (injeção) e está disponível em duas preparações farmacêuticas principais: uma solução aquosa para injeção (de libertação imediata) e uma suspensão injetável (forma Depot de ação prolongada). A forma Sandostatina LAR Depot utiliza microesferas de polímero biodegradável para assegurar que a substância ativa seja libertada lentamente durante um período prolongado, reduzindo significativamente a frequência das administrações.

O objetivo geral deste medicamento baseia-se na sua capacidade de atuar como um "travão hormonal" fisiológico, alcançando a inibição da secreção hormonal para uma variedade de péptidos. A evidência clínica confirma que o octreotido está estabelecido pela sua capacidade de suprimir eficazmente a hormona do crescimento e certos péptidos gastrointestinais. Ao suprimir esta sobreatividade, o medicamento gere desequilíbrios sistémicos e proporciona alívio sintomático associado a condições hormonais específicas.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Sandostatine?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do octreótido (Sandostatina) é definido por reações adversas documentadas oficialmente que afetam principalmente os sistemas gastrointestinal, hepatobiliar e endócrino, conforme classificado nos documentos regulamentares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão formalmente agrupadas por categorias de frequência documentadas nos rótulos regulamentares:

  • Muito Frequentes (Afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais): Diarreia, dor abdominal, náuseas, flatulência, dor de cabeça, reações no local da injeção e colelitíase (formação de cálculos biliares).
  • Frequentes (Afetam entre 1 em cada 100 e menos de 1 em cada 10 pessoas): Vómitos, obstipação, tonturas, dispepsia, bradicardia (frequência cardíaca lenta), hipotiroidismo e esteatorreia (presença de gordura nas fezes).

Reações Adversas Graves e Considerações de Segurança

A rotulagem oficial observa a possibilidade de reações adversas raras, mas clinicamente significativas. Estas incluem complicações de colelitíase (tais como colecistite aguda ou pancreatite), anomalias na condução cardíaca (por exemplo, bloqueios de condução auriculoventricular de grau elevado) e reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia.

O tratamento com octreótido está formalmente associado a alterações metabólicas sistémicas, incluindo o risco de hiperglicemia e de hipoglicemia. Devido ao seu efeito na absorção de nutrientes, o medicamento pode também levar à diminuição dos níveis de Vitamina B12 e a alterações na função da tiroide.

Notas de Segurança sobre a Duração do Tratamento e Populações Específicas

O desenvolvimento de anomalias na vesícula biliar está fortemente ligado à utilização crónica ou de longa duração. As informações oficiais de segurança referem que a segurança e a eficácia não estão estabelecidas na população pediátrica em geral, tendo sido relatados eventos adversos graves em crianças, particularmente naquelas com idade inferior a dois anos. Observa-se também a necessidade de precaução na utilização em doentes com insuficiência hepática, uma vez que a eliminação do fármaco pode estar reduzida.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil de sobredosagem regulamentar para a Sandostatina (Octreótido) detalha manifestações clínicas graves específicas e as ações imediatas necessárias. Todas as informações baseiam-se estritamente na documentação de prescrição autorizada pelas autoridades competentes.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

As informações oficiais indicam que a sobre-exposição pode manifestar-se através de batimentos cardíacos lentos ou irregulares (arritmia), tonturas, desmaios, hipotensão, rubor facial, diarreia, letargia e fraqueza. Os resultados graves documentados em fontes regulamentares incluem paragem cardíaca, convulsões, hipóxia cerebral e acidose lática. O risco de bloqueio atrioventricular completo é especificamente assinalado em casos que envolvam a administração intravenosa.

Ações de Emergência e Gestão Clínica

  • Necessidade de Ajuda Imediata: Deve-se contactar imediatamente os serviços de emergência se a pessoa tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. O contacto com uma linha de apoio antivenenos é também explicitamente aconselhado.
  • Gestão de Suporte: Não existe nenhum antídoto farmacológico específico documentado para a sobredosagem por octreótido. O tratamento é sintomático e de suporte. São necessárias a monitorização cardíaca contínua e a monitorização da glicemia para abordar o potencial de complicações cardiovasculares e metabólicas.
  • Considerações Especiais: O risco de sintomas prolongados pode ser superior em idosos ou doentes com insuficiência renal ou hepática, devido à eliminação mais lenta do fármaco documentada nestas populações.
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Usos terapêuticos de Sandostatine

Indicações da Sandostatina: Principais Utilizações e Benefícios

Este medicamento é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes relacionados com o desequilíbrio sistémico em doentes com Acromegalia. De acordo com as informações de prescrição estabelecidas, a Sandostatina é habitualmente utilizada quando os tratamentos iniciais, como a cirurgia ou a radioterapia, não proporcionaram um controlo suficiente da condição. Este apoio terapêutico é frequentemente empregue para ajudar a gerir grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como dores de cabeça crónicas, sudação excessiva e dores articulares.

A Sandostatina é também aplicada na abordagem de padrões de sintomas agudos ou persistentes associados a Tumores Neuroendócrinos (NETs) funcionantes, incluindo a Síndrome Carcinóide e os VIPomas. Isto abrange a utilização para gerir manifestações debilitantes, como sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico (por exemplo, diarreia grave) e sintomas associados a alterações agudas ou episódicas, como os rubores faciais súbitos. O medicamento é igualmente considerado relevante quando é necessária assistência sintomática de curto prazo em situações que envolvem hemorragias associadas a varizes esofágicas.

“Este suporte terapêutico contribui para um melhor conforto durante períodos de exacerbação dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas se tornam mais percetíveis.”


Facto Rápido: Suporte Sintomático

A Sandostatina auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao abordar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, sendo frequentemente utilizada quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte. Contribui para atenuar a carga global de sintomas em várias condições caracterizadas por períodos de maior intensidade clínica.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Sandostatina?

A elegibilidade para o uso de Sandostatina (octreótido) é determinada por critérios populacionais e clínicos específicos, estabelecidos em documentos regulamentares oficiais, tais como o Resumo das Características do Medicamento (RCM) e as informações de prescrição autorizadas.

Restrições Oficiais de Elegibilidade

Grupo Populacional Estado Regulamentar Detalhe da Restrição
Adultos Utilização Estabelecida O uso está estabelecido para as indicações aprovadas.
Doentes Pediátricos Utilização Não Estabelecida A segurança e a eficácia não foram formalmente estabelecidas na população pediátrica.
Hipersensibilidade Contraindicado O uso é estritamente proibido em doentes com hipersensibilidade conhecida ao octreótido ou a qualquer componente da formulação.
Gravidez Consideração Especial O uso é, geralmente, preferível evitar devido aos dados clínicos limitados; só deve ser considerado se a necessidade for clara.
Insuficiência Hepática/Renal Utilização Condicional Ajustes na dose podem ser necessários em doentes com insuficiência hepática significativa (ex.: cirrose) ou insuficiência renal grave, dado que estas condições podem alterar a eliminação do fármaco.

As mulheres com potencial reprodutivo devem ser informadas sobre a possibilidade de restauração da fertilidade e sobre a necessidade de utilizarem contraceção adequada durante o tratamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Sandostatina com outros medicamentos e produtos

Os padrões de interação oficialmente documentados para a Sandostatina (Octreótido) são classificados pelas autoridades regulamentares com base na capacidade do medicamento em modificar a exposição sistémica a outros fármacos administrados em conjunto, bem como na sua influência em funções fisiológicas.


Alterações na Exposição a Medicamentos

O octreótido pode modificar a concentração de determinados fármacos administrados concomitantemente. A coadministração pode resultar numa biodisponibilidade relativa reduzida e numa menor exposição sistémica à Ciclosporina. Inversamente, a utilização concomitante pode levar ao aumento das concentrações séricas de Bromocriptina. Adicionalmente, as normas regulamentares exigem precaução com fármacos metabolizados principalmente pelo sistema enzimático CYP3A4, especialmente aqueles com uma janela terapêutica estreita, dado que o octreótido pode alterar a sua depuração metabólica.

Restrições Farmacodinâmicas e Processuais

As interações farmacodinâmicas envolvem efeitos aditivos. Os efeitos inibitórios do octreótido na secreção de insulina e glucagon requerem uma monitorização rigorosa da glicose no sangue quando este é utilizado em simultâneo com Insulina e Antidiabéticos Orais. São também observados efeitos aditivos na função cardíaca com a coadministração de Bloqueadores Beta e Bloqueadores dos Canais de Cálcio, devido à associação do medicamento com a bradicardia. Existe uma restrição processual obrigatória que exige a interrupção da Sandostatina LAR Depot pelo menos quatro semanas antes da administração de Injeção de Lutécio (177Lu) Dotatato. A informação regulamentar documenta ainda que a depuração do fármaco diminui em doentes com insuficiência hepática (cirrose) e na população idosa.

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Mecanismo de ação

Agonismo Molecular e o Interruptor Inibitório Central

O mecanismo do octreotido é definido pelo seu papel como um agonista altamente seletivo dos recetores da somatostatina (SSTRs), particularmente do subtipo SSTR2, que se expressam nas células endócrinas. Ao ligar-se e ativar estes recetores, o fármaco aciona a cascata da proteína Gi inibitória, que inicia um sinal através da inibição da adenilil-ciclase e do bloqueio do influxo necessário de iões de cálcio (Ca^2+).


Inibição da Secreção e Modulação Sistémica

Esta cascata molecular traduz-se diretamente na inibição da fusão das vesículas secretoras com a membrana celular, levando a uma supressão sistémica profunda da libertação de péptidos reguladores. Este mecanismo modula a sinalização celular em todo o organismo, resultando em consequências fisiológicas fundamentais, tais como a redução do transporte de fluidos e eletrólitos para o intestino delgado e uma vasoconstrição localizada na circulação do trato digestivo. Esta modulação da secreção glandular e da hemodinâmica local caracteriza o mecanismo de ação do medicamento.

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Informações sobre dosagem e administração

A Sandostatina (acetato de octreótido) é um análogo sintético da somatostatina, uma hormona de ocorrência natural. É administrada por injeção, sendo que a via específica, a dosagem e a formulação dependem da patologia a ser tratada.

Vias de Administração e Formulações

A Sandostatina está disponível em duas formas principais, cada uma exigindo uma técnica de administração distinta:

  1. Sandostatina Injetável (Solução de Libertação Imediata): Esta formulação pode ser administrada por via subcutânea (SC) ou intravenosa (IV). A injeção subcutânea é a via mais comum, sendo frequentemente autoadministrada, geralmente três vezes ao dia (t.i.d.). A administração intravenosa é, regra geral, reservada para contextos hospitalares ou situações de emergência, como uma crise carcinoide, e pode ser administrada como um bolus intravenoso lento durante 3 minutos ou como uma perfusão ao longo de 15 a 30 minutos. Os locais de injeção subcutânea devem ser rodados sistematicamente para ajudar a minimizar a dor no local da injeção. Deve permitir-se que a injeção atinja a temperatura ambiente antes de ser utilizada para reduzir o desconforto local.

  2. Sandostatina LAR Depot (Pó para Suspensão de Libertação Prolongada): Esta formulação deve ser administrada uma vez a cada quatro semanas por um profissional de saúde, através de uma injeção intramuscular (IM) profunda, tipicamente no músculo glúteo. Deve ser cuidadosamente reconstituída com o diluente fornecido e injetada imediatamente após a mistura. Esta forma não se destina a utilização intravenosa.

Dosagem Geral e Monitorização

A dosagem é altamente individualizada com base na patologia, resposta e tolerabilidade do paciente. Tanto para tumores carcinoides como para a acromegalia, o tratamento começa frequentemente com a formulação de libertação imediata para estabelecer a tolerância e uma dose eficaz antes de se transitar para a injeção depot de libertação prolongada.

  • Titulação e Monitorização: A dose é ajustada com base em marcadores bioquímicos (como os níveis de Hormona do Crescimento e IGF-I para a acromegalia, ou sintomas para tumores carcinoides) e nos sintomas do paciente.
  • Nota Importante: Não misture a Sandostatina com soluções de Nutrição Parentérica Total (NPT), pois isto pode reduzir a eficácia do fármaco. Os pacientes em terapêutica crónica devem ser monitorizados periodicamente quanto à função cardíaca, níveis de glicose (risco de hipo ou hiperglicemia), função da tiróide e formação de cálculos biliares (colelitíase).
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Evidência clínica recente

Sandostatina: Evidência Clínica Recente

A investigação clínica com a Sandostatina (octreótido) continua focada, primordialmente, nas suas utilizações estabelecidas na Acromegalia e nos Tumores Neuroendócrinos (TNE), em particular naqueles que causam a síndrome carcinoide.

Resultados de Ensaios Clínicos

Na Acromegalia, os estudos têm investigado o efeito do fármaco na supressão da produção excessiva da hormona do crescimento (GH) e do fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1). Ensaios de Fase 3 compararam o octreótido com placebo ou outros análogos da somatostatina de ação prolongada. Para doentes previamente controlados com terapêutica injetável, a investigação explorou também a segurança e eficácia de cápsulas de octreótido oral como uma opção alternativa para manter o controlo bioquímico.

No que respeita aos TNE funcionantes, a investigação centra-se na gestão dos sintomas, especialmente a diarreia e o rubor facial associados à síndrome carcinoide. Estudos examinaram o efeito da formulação de libertação prolongada (LAR) no controlo destes sintomas. Algumas revisões sistemáticas focaram-se em doentes cujos sintomas são refratários às doses convencionais, analisando a utilização relatada de doses superiores ao intervalo inicialmente aprovado para avaliar potenciais benefícios sintomáticos.

Segurança e Novas Formulações

Novas formulações de octreótido, tais como injeções depot subcutâneas, foram avaliadas em ensaios de Fase 2. Estes estudos compararam principalmente o perfil farmacocinético e a tolerabilidade do depot subcutâneo face à injeção intramuscular (IM) LAR estabelecida em doentes com acromegalia ou TNE funcionantes. Os eventos adversos relatados permanecem consistentes com o perfil conhecido do octreótido, envolvendo essencialmente distúrbios gastrointestinais e reações no local da injeção.

A investigação clínica em curso inclui estudos que visam clarificar se a terapêutica com octreótido poderá estar associada a uma redução da perda de peso pós-operatória ou a uma melhoria na recuperação nutricional após cirurgias para certos tipos de cancro, embora a evidência nestas áreas permaneça exploratória.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Sandostatina (FAQ)


P: Qual é a rapidez de atuação da Sandostatina no alívio do rubor facial ou da diarreia?

R: A informação regulamentar indica que a solução de libertação imediata (Sandostatina Injetável) tem uma semivida plasmática inferior a duas horas. Embora o fármaco comece a atuar rapidamente, os seus efeitos podem persistir até 12 horas, dependendo da condição tratada. Nas formas de ação prolongada, o medicamento é libertado lentamente ao longo de várias semanas para proporcionar um controlo sustentado dos sintomas.


P: A Sandostatina afeta os meus níveis de açúcar no sangue?

R: Sim, a informação oficial do produto refere que a Sandostatina pode causar alterações na glicemia, incluindo tanto hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) como hipoglicemia (açúcar baixo no sangue). Devido a este risco, os doentes podem ser monitorizados e quaisquer tratamentos antidiabéticos concomitantes podem exigir ajustes médicos.


P: A Sandostatina pode afetar a minha função tiroideia?

R: A rotulagem oficial observa que a Sandostatina pode afetar a glândula tiroide, podendo ocorrer hipotiroidismo (níveis baixos de hormona tiroideia). Devido a este efeito potencial, as diretrizes regulamentares indicam que a monitorização dos níveis da tiroide pode ser realizada periodicamente em indivíduos sob tratamento crónico.


P: A Sandostatina interage com vitaminas comuns ou suplementos à base de ervas?

R: Dados de segurança oficiais indicam que a Sandostatina pode interferir com a absorção de nutrientes. A utilização a longo prazo está associada a uma diminuição dos níveis de Vitamina B12. Por este motivo, indivíduos em terapêutica crónica podem necessitar de monitorização dos níveis de B12, podendo a reposição ser necessária em alguns casos.


P: Que tipo de exames de monitorização são habitualmente feitos durante o tratamento com Sandostatina?

R: A informação oficial aconselha que indivíduos em tratamento crónico sejam monitorizados periodicamente quanto a vários fatores. Estes incluem a função cardíaca (devido ao risco de bradicardia/frequência cardíaca lenta), níveis de glicose, função tiroideia e a potencial formação de cálculos biliares (colelitíase).


P: Porque é que os médicos verificam os níveis de vitamina B12 em doentes que tomam Sandostatina?

R: Os médicos monitorizam os níveis de Vitamina B12 porque o tratamento prolongado com Sandostatina está associado a uma diminuição desta vitamina essencial. Isto deve-se ao efeito do fármaco na absorção de nutrientes e gorduras, o que pode levar à esteatorreia (presença de gordura nas fezes).


P: A Sandostatina afeta os exames de função hepática ou renal?

R: Os documentos regulamentares indicam que a eliminação do fármaco é mais lenta em doentes com insuficiência renal grave ou cirrose hepática. Embora possam ser necessários ajustes na dose, não existem detalhes específicos sobre como o fármaco afeta os resultados dos exames laboratoriais padrão da função hepática ou renal.


P: A Sandostatina causa aumento ou perda de peso?

R: As alterações de peso constam do perfil oficial de efeitos secundários. Dados regulamentares listam a diminuição de peso como uma reação pouco frequente, o que significa que afeta uma pequena percentagem de doentes (1% a 4%).


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns relatados com as injeções de Sandostatina?

R: Os efeitos secundários mais frequentes (Muito Frequentes, afetando 10% ou mais dos doentes) relacionam-se principalmente com o sistema gastrointestinal e o local da injeção. Estes problemas relatados incluem frequentemente diarreia, dor abdominal, náuseas e reações locais no local da injeção.


P: É normal sentir cansaço ou fraqueza após uma injeção de Sandostatina?

R: Dados regulamentares listam a fraqueza generalizada (astenia) e a fadiga como reações adversas pouco frequentes, afetando 1% a 4% dos doentes. Os tremores (rigores) são listados como uma reação ainda menos comum.


P: A Sandostatina é utilizada para diferentes tipos de tumores neuroendócrinos (TNE)?

R: Sim, os documentos regulamentares indicam que a Sandostatina está aprovada para a gestão de sintomas associados a vários tipos de tumores gastro-entero-pancreáticos funcionais. Estes incluem tumores como Tumores carcinoides, VIPomas, Glucagonomas, Gastrinomas e Insulinomas.


P: Que tipo de investigação está a ser feita sobre novas utilizações para a Sandostatina?

R: O foco principal da investigação clínica permanece nas utilizações estabelecidas para a Acromegalia e TNE, bem como no desenvolvimento de novos métodos de administração, como cápsulas orais. Para certos TNE avançados do intestino médio, os estudos focaram-se na capacidade da formulação de ação prolongada para controlar o crescimento tumoral.


P: A Sandostatina pode afetar o meu apetite?

R: Dados regulamentares listam a diminuição do apetite, medicamente referida como anorexia, como uma reação adversa pouco frequente. Isto significa que foi relatada numa pequena percentagem (1% a 4%) de doentes.


P: Durante quanto tempo se pode manter o tratamento com Sandostatina?

R: O tratamento com Sandostatina para condições como a Acromegalia ou TNE é frequentemente crónico (longo prazo). No entanto, os avisos oficiais referem que o desenvolvimento de cálculos biliares está fortemente associado à utilização prolongada.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo da Sandostatina com os quais me deva preocupar?

R: Para indivíduos em terapêutica crónica, os principais riscos a longo prazo documentados incluem o potencial de formação de cálculos biliares (colelitíase). Adicionalmente, o uso prolongado requer monitorização de possíveis diminuições nos níveis de Vitamina B12 e alterações na função tiroideia.


P: A Sandostatina irá travar o crescimento do tumor ou apenas controlar os sintomas?

R: O uso de Sandostatina está aprovado para ambos os fins, dependendo da patologia. Para tumores carcinoides, a injeção é indicada para o tratamento sintomático (diarreia/rubor facial). Contudo, a forma depot de ação prolongada também é indicada para controlar o crescimento tumoral em doentes com certos Tumores Neuroendócrinos (TNE) avançados do intestino médio.


P: Crianças ou adolescentes podem ser tratados com Sandostatina?

R: Documentos regulamentares oficiais referem que a segurança e eficácia da Sandostatina não foram formalmente estabelecidas na população pediátrica em geral. Os avisos de segurança também observam que foram relatados eventos adversos graves em crianças.


P: O que devo fazer se o local da injeção da Sandostatina estiver vermelho ou dorido?

R: Reações no local da injeção, incluindo dor, vermelhidão ou inchaço, são comuns. As diretrizes regulamentares indicam que a rotação sistemática dos locais de injeção subcutânea pode ajudar a minimizar a dor e a irritação local.


P: Porque é que a Sandostatina é por vezes utilizada antes da cirurgia em certas condições?

R: O fármaco está oficialmente indicado para o controlo pré-operatório da hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) em doentes com tumores raros específicos chamados Insulinomas. Esta utilização visa estabilizar os níveis hormonais antes de um procedimento cirúrgico.


P: É normal sentir dores de estômago após iniciar a Sandostatina?

R: Sim, a dor abdominal está listada nos documentos regulamentares como um efeito secundário Muito Frequente. Isto significa que afeta 1 em cada 10 ou mais doentes.


P: A injeção de Sandostatina de ação curta é dolorosa?

R: As reações no local da injeção, incluindo a dor, são listadas como efeitos secundários Muito Frequentes. Para ajudar a reduzir o desconforto local, a orientação regulamentar aconselha que se deixe a injeção de Sandostatina atingir a temperatura ambiente antes da administração.


P: A Sandostatina pode causar alterações de humor ou depressão?

R: Dados oficiais de reações adversas listam tanto a depressão como a ansiedade como reações adversas menos comuns. Isto significa que ocorrem numa pequena percentagem (1% a 4%) de doentes.


P: O que é o "efeito de ressalto" que as pessoas mencionam ao interromper a Sandostatina?

R: Em alguns doentes com Acromegalia que receberam irradiação hipofisária, a orientação regulamentar sugere que o fármaco deve ser suspenso anualmente para avaliar a atividade da doença. Se os sintomas ou níveis hormonais reaparecerem ou aumentarem bruscamente após a suspensão, a terapêutica pode necessitar de ser retomada.


P: A Sandostatina tem uma versão genérica disponível?

R: Sim, a substância ativa, acetato de octreótido, está disponível de forma genérica. Isto inclui tanto a injeção de libertação imediata como a formulação depot de ação prolongada.

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Como Sandostatine deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação da Sandostatina

Este medicamento requer condições de conservação específicas para manter a sua qualidade, conforme documentado na rotulagem regulamentar.

Condições de Conservação

Para a conservação a longo prazo, a Sandostatina (acetato de octreótido) deve ser mantida no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto deve ser conservado na sua embalagem de origem e protegido da luz. É uma instrução obrigatória não congelar o produto.

Os frascos para injetáveis que ainda não foram abertos podem ser conservados à temperatura ambiente controlada (20°C a 30°C) por um período máximo de 14 dias. Após a abertura de um frasco multidose, o conteúdo permanece estável durante 14 dias à temperatura ambiente. A caneta pré-cheia permanece estável por 28 dias à temperatura ambiente após a primeira utilização, desde que seja mantida com a respetiva tampa.

Eliminação

A Sandostatina deve ser guardada fora da vista e do alcance das crianças. O medicamento não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais. As agulhas e seringas usadas devem ser colocadas imediatamente num recipiente específico para objetos cortantes e perfurantes, resistente à perfuração.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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