Дигоксин

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Дигоксин

Forma selecionada

Opção de tratamento: Arrhythmia, AF

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Дигоксин

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Digoxina
Formas Farmacêuticas Comprimido, Solução Oral, Solução Injetável
Classe Farmacológica Glicosídeo Cardíaco, Fármaco Cardiotónico
Objetivo Geral Reforço da força do músculo cardíaco e controlo do ritmo
Origem Natural (extraída da planta Digitalis lanata)

O que é a Digoxina? (Princípio Ativo e Classe)

A Digoxina é um medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é a substância química com o mesmo nome (DCI). É classificada como um glicosídeo cardíaco, uma categoria de medicamentos conhecidos pela sua ação específica no músculo cardíaco. A Digoxina distingue-se pela sua origem natural, sendo quimicamente derivada das folhas da planta Digitalis lanata, vulgarmente conhecida como dedaleira-lanuda. Este composto é um reconhecido fármaco cardiotónico, clinicamente estabelecido há décadas como um agente padrão no suporte cardiovascular.

Que Tipo de Medicamento é a Digoxina? (Objetivo e Ação Geral)

Estudos farmacológicos confirmam que o objetivo principal da Digoxina é aumentar a eficiência do bombeamento do coração, tornando-a essencial para doentes que necessitam de um suporte constante em problemas cardíacos crónicos. O fármaco alcança este resultado através de uma ação dupla única: aumenta a força das contrações do músculo cardíaco (o efeito inotrópico positivo) enquanto, simultaneamente, ajuda a abrandar um ritmo cardíaco excessivamente acelerado (o efeito cronotrópico negativo). Esta ação de fortalecimento e regulação do ritmo cardíaco é o que define o papel da Digoxina na terapia cardiovascular.

Composição e Formas da Digoxina

A Digoxina é fornecida como um produto de substância única, contendo apenas o composto ativo glicosídeo cardenolídeo. Este medicamento está disponível em várias formas farmacêuticas para atender às diferentes necessidades dos doentes, incluindo comprimidos orais, uma solução oral líquida (frequentemente adequada para doentes pediátricos) e uma solução injetável estéril para contextos de cuidados críticos. A disponibilidade das vias de administração oral e intravenosa proporciona uma utilidade abrangente, tanto na gestão de contextos crónicos como agudos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Дигоксин?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

A característica de segurança mais crítica da Digoxina é o seu intervalo terapêutico estreito, o que significa que existe apenas uma pequena diferença entre a dose eficaz e uma dose que causa reações adversas graves. A preocupação principal é a Toxicidade Digitálica, um estado de acumulação que pode precipitar complicações graves e potencialmente fatais, particularmente arritmias cardíacas e bloqueio cardíaco avançado. A toxicidade pode também apresentar-se através de sintomas não cardíacos, incluindo distúrbios gastrointestinais e alterações visuais.

Os efeitos adversos encontram-se documentados em várias classes de sistemas de órgãos e são categorizados pela sua frequência nos documentos regulamentares:

Classificação Exemplos de Reações Adversas (Documentadas)
Comuns Arritmias, náuseas, vómitos, tonturas, alterações visuais, cefaleias (dores de cabeça)
Pouco Comuns Depressão
Muito Raros Trombocitopenia, distúrbios psicóticos, isquemia intestinal, ginecomastia

O perfil de segurança inclui limitações específicas. A Digoxina está formalmente contraindicada em doentes com patologias como a Fibrilhação Ventricular. Além disso, o risco de toxicidade é significativamente aumentado por desequilíbrios eletrolíticos, especificamente o baixo nível de potássio (hipocaliemia) e o baixo nível de magnésio (hipomagnesemia). Para determinados grupos de doentes, é obrigatória uma precaução acrescida: os idosos e as pessoas com compromisso renal requerem uma monitorização cuidadosa e eventuais ajustes na dosagem, devido à dependência do fármaco em relação à eliminação pelos rins. As informações oficiais recomendam a monitorização periódica das concentrações séricas e da função renal para gerir este risco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Digoxina pode manifestar-se como uma toxicidade aguda (resultante de uma ingestão única e elevada) ou como uma toxicidade crónica (que se desenvolve progressivamente, muitas vezes devido a fatores de risco como a função renal diminuída).

A sobredosagem aguda apresenta-se frequentemente de forma evidente através de sintomas gastrointestinais, incluindo náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal. A sobredosagem crónica pode manifestar-se com sintomas mais generalizados e inespecíficos, tais como fadiga, mal-estar geral e confusão mental; contudo, os riscos cardíacos permanecem como a maior preocupação em todos os cenários de sobredosagem.

Manifestações Documentadas de Toxicidade

No sistema cardíaco, pode ocorrer quase todo o tipo de arritmias cardíacas e anomalias de condução, incluindo arritmias ventriculares potencialmente fatais, bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau e bradicardia acentuada (batimento cardíaco muito lento). Em outros sistemas, são comuns os efeitos no sistema nervoso central, tais como alteração do estado mental, delírio e distúrbios visuais, como por exemplo a visão turva ou amarelada (xantopsia).

Ação de Emergência Necessária

É obrigatório procurar ajuda médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem de Digoxina, especialmente na presença de manifestações de toxicidade potencialmente fatal. Os sinais específicos que exigem intervenção médica urgente incluem arritmias ventriculares graves, paragem cardíaca, abrandamento progressivo da frequência cardíaca que não responde aos tratamentos habituais ou desequilíbrio eletrolítico grave, como um nível de potássio sérico superior a 5,0 mmol/L em toxicidade aguda.

Em casos de toxicidade potencialmente fatal, o tratamento envolve frequentemente a administração imediata de um antídoto específico, o anticorpo específico da digoxina (Fab), que é fundamental para neutralizar os efeitos do fármaco. O carvão ativado pode também ser utilizado caso seja administrado pouco tempo após uma ingestão aguda.

Usos terapêuticos de Дигоксин

O papel principal da Digoxina consiste em proporcionar um suporte essencial a doentes que enfrentam desafios cardiovasculares específicos. Este medicamento é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas que causam mal-estar em duas áreas terapêuticas principais: a insuficiência cardíaca de grau ligeiro a moderado (especificamente HFrEF) e o controlo da frequência ventricular em arritmias supraventriculares crónicas, tais como a fibrilhação auricular e o flutter auricular.

A Digoxina é relevante no alívio de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, incluindo a retenção de líquidos (edema) e a congestão pulmonar, que contribuem para a dificuldade em respirar. É pertinente para suavizar sintomas associados ao desequilíbrio sistémico em contextos onde é necessário um suporte sintomático adicional, ajudando a gerir sintomas que interferem com o conforto diário. Esta abordagem apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional. No contexto de perturbações crónicas do ritmo, o fármaco é aplicado quando apropriado para gerir sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica, ajudando a abrandar e a estabilizar o batimento cardíaco acelerado. Isto oferece um alívio sintomático que pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

“Esta abordagem é prioritariamente relevante para atenuar a carga global dos sintomas e apoiar a estabilidade funcional de doentes com estas condições cardíacas crónicas.”

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Congestivos
Foco Principal Retenção de líquidos (edema) e falta de ar (dispneia)
Tipo de Sintoma Sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico
Benefício para o Doente Apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Doentes adultos para insuficiência cardíaca e arritmias supraventriculares. Doentes pediátricos (incluindo recém-nascidos e lactentes) para indicações cardíacas aprovadas.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à Digoxina. Doentes com fibrilhação ventricular ou arritmias específicas associadas a uma via acessória auriculoventricular (AV) (ex: Síndrome de Wolff-Parkinson-White).

Restrições de Elegibilidade

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Regras de elegibilidade por idade O uso em idosos é condicional devido ao potencial declínio da função renal associado à idade, exigindo um ajuste cuidadoso da dose. O uso em todos os subgrupos pediátricos está estabelecido, mas requer monitorização rigorosa.
Regras de elegibilidade por patologia O compromisso renal grave exige um ajuste obrigatório devido à redução da depuração (clearance) do fármaco. O uso é restrito em estados de hipocaliemia, hipomagnesemia ou hipercalcemia, que aumentam o risco de toxicidade.
Elegibilidade na gravidez e amamentação Gravidez: O uso é restrito e considerado apenas se o benefício clínico justificar o risco, dados os dados de segurança limitados. Amamentação: A Digoxina é excretada no leite materno em pequenas quantidades; o uso é permitido com precaução.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

As diretrizes oficiais estabelecem que a Digoxina é contraindicada em doentes com fibrilhação ventricular e arritmias específicas de via acessória. O medicamento tem o seu uso estabelecido em adultos e em todos os grupos etários pediátricos para as indicações aprovadas. No entanto, a sua utilização é restrita e condicional em doentes com função renal diminuída, desequilíbrios eletrolíticos e na população idosa.

Os documentos oficiais definem quem pode e quem não pode utilizar a Digoxina através do estabelecimento de contraindicações absolutas ligadas a arritmias graves e da fixação de elegibilidade condicional baseada na função renal, idade e estabilidade metabólica do doente. Esta estrutura formal garante que a utilização seja permitida apenas em populações definidas, onde o seu papel terapêutico é devidamente equilibrado face a restrições fisiológicas específicas e documentadas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações da Digoxina é definido por mecanismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos. As interações clinicamente significativas envolvem, sobretudo, substâncias que alteram a exposição sistémica ao fármaco ou que potenciam o seu efeito no coração.

Categoria Padrão de Interação
Aumento da Exposição Inibidores da glicoproteína-P (P-gp), como a Amiodarona ou o Verapamil, aumentam significativamente a concentração plasmática da Digoxina ao inibirem a sua expulsão das células, exigindo frequentemente uma monitorização obrigatória. Certos antibióticos (ex: Claritromicina) também aumentam a absorção ao alterarem a flora intestinal.
Diminuição da Exposição Indutores da P-gp (ex: Rifampicina ou o produto fitoterápico Erva de S. João) podem diminuir as concentrações plasmáticas, levando potencialmente a uma exposição insuficiente. Substâncias como antiácidos e suplementos de fibra interferem com a absorção gastrointestinal.
Efeitos Farmacodinâmicos A coadministração com agentes bloqueadores do nó AV (ex: Betabloqueadores, Diltiazem) aumenta o risco documentado de bradicardia (batimento cardíaco lento). Fármacos que causam hipocaliemia (ex: certos diuréticos) aumentam a sensibilidade do miocárdio, elevando o risco de toxicidade.

Restrições Relacionadas com Interações

Para gerir a interferência na absorção, as diretrizes exigem o espaçamento obrigatório do horário de administração entre a Digoxina e agentes como antiácidos ou sequestradores de ácidos biliares. Além disso, a gravidade das interações é maior em populações com compromisso renal ou idade avançada devido à redução da eliminação do fármaco, o que exacerba o efeito de outros medicamentos administrados em simultâneo.

Mecanismo de ação

Modulação Direta da Bomba de Sódio-Potássio

A Digoxina exerce a sua ação principal através da inibição reversível da enzima Na^+/K^+-ATPase, um sistema de transporte iónico fundamental localizado na membrana dos miócitos cardíacos. Esta inibição impede a função normal da enzima de expulsar ativamente os iões de sódio (Na^+) da célula, o que conduz a um aumento localizado na concentração intracelular de Na^+.

Regulação da Dinâmica do Cálcio Intracelular

O aumento do Na^+ intracelular reduz a eficiência do permutador Na^+/Ca^2+, que é normalmente responsável pela remoção dos iões de cálcio (Ca^2+) da célula. Esta cascata mecanística provoca uma acumulação de Ca^2+ no interior do miócito. A maior disponibilidade de cálcio resulta numa libertação acrescida a partir do retículo sarcoplasmático durante o acoplamento excitação-contração, o que aumenta diretamente a força de contração miocárdica.

Reforço da Atividade Parassimpática

Adicionalmente, a Digoxina influencia indiretamente o sistema nervoso autónomo ao potenciar o tónus vagal (parassimpático) através de efeitos no sistema nervoso central. Esta influência vagomimética tem como alvo o sistema de condução elétrica, especificamente o nó auriculoventricular (AV). Esta modulação provoca uma diminuição da velocidade de condução no nó AV e um prolongamento do período refratário do nó AV, reduzindo assim a frequência de transmissão de sinais através do nó.

Informações sobre dosagem e administração

A Digoxina é administrada por via oral (comprimido ou solução) para a gestão crónica ou por via intravenosa (IV) para efeitos rápidos em situações agudas. A dosagem segue um protocolo de duas fases: uma Dose de Carga inicial, mais elevada, para atingir rapidamente níveis terapêuticos, seguida de uma Dose de Manutenção diária, mais baixa. A via IV requer uma injeção lenta, realizada durante 5 minutos ou mais, para prevenir efeitos sistémicos rápidos.

A Dose de Manutenção específica não é fixa e está altamente dependente de fatores do doente, primordialmente a função renal (clearance da creatinina) e o peso corporal magro. Uma vez que o fármaco é eliminado predominantemente pelos rins, os doentes com função renal diminuída, incluindo muitos idosos, necessitam frequentemente de uma dose diária inferior. Para doentes pediátricos, a dosagem é determinada estritamente pelo peso corporal em microgramas por quilograma.

A administração oral pode ser feita com ou sem alimentos, embora refeições ricas em fibras possam reduzir a quantidade absorvida. A dose diária é habitualmente tomada uma vez por dia. Caso uma dose seja esquecida, a orientação oficial instrui o doente a omitir a dose esquecida e a tomar a dose seguinte à hora habitual, evitando especificamente a duplicação de doses. Ao transitar da administração oral para a intravenosa, a dose IV deve ser reduzida em 20% a 33% para compensar a diferença na biodisponibilidade.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre a Digoxina


Evidência para uso na Insuficiência Cardíaca (Adultos)

A investigação sobre a Digoxina na insuficiência cardíaca em adultos envolveu, primordialmente, ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de grande escala. Estes estudos focaram-se em populações adultas com insuficiência cardíaca ligeira a moderada, monitorizando resultados como os internamentos hospitalares e a sobrevivência global. Os resultados sugerem padrões específicos relacionados com as hospitalizações, relatando que o uso de Digoxina foi associado a uma redução nos internamentos causados especificamente pelo agravamento da insuficiência cardíaca nestas populações observadas. No entanto, os maiores ensaios aleatorizados reportaram, de um modo geral, um efeito neutro na mortalidade global. A certeza permanece baixa quanto ao papel do fármaco em doentes que recebem terapias contemporâneas altamente eficazes para a insuficiência cardíaca, uma vez que a investigação fundamental é anterior ao uso generalizado das mesmas.

Evidência para o controlo da frequência na Fibrilhação Auricular Crónica (Adultos)

Estudos que exploram a Digoxina para a fibrilhação auricular crónica incluíram tanto ensaios direcionados como análises observacionais de grande dimensão. Os investigadores monitorizaram o controlo da frequência cardíaca e os principais eventos de saúde. Alguma evidência descreve padrões observados relacionados com o controlo da frequência cardíaca. Contudo, para doentes com fibrilhação auricular mas sem insuficiência cardíaca, alguns estudos observacionais de grande escala descreveram uma associação entre o uso de Digoxina e taxas mais elevadas de morte por todas as causas. Devido a dados contraditórios e populações de doentes variáveis, faltam evidências comparativas e a certeza permanece baixa para resultados ligados à sobrevivência global.

Evidência em populações especiais

A evidência disponível para a Digoxina em crianças com insuficiência cardíaca é marcadamente limitada a pequenos estudos não controlados e análises de registos. Os resultados destes estudos limitados foram mistos no que toca a alterações na contratilidade do músculo cardíaco e nos sintomas. Para os idosos, a análise dos resultados indica que estes foram incluídos nas populações estudadas, embora os investigadores sublinhem que a idade e as alterações na função renal são fatores que foram avaliados. Os dados permanecem insuficientes para subgrupos específicos, incluindo doentes com compromisso renal significativo, e para resultados a longo prazo em doentes pediátricos.

O que ainda é incerto sobre a Digoxina

As principais áreas de incerteza centram-se nos efeitos a longo prazo e nos resultados em doentes que recebem tratamentos padrão abrangentes e atuais. A qualidade da evidência varia, os períodos de acompanhamento foram frequentemente limitados e a interação complexa entre este fármaco e outros medicamentos modernos não está totalmente estabelecida através de ensaios contemporâneos dedicados. A investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante às médias de grupo observadas nos estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Digoxina (FAQ)

P: A Digoxina é o mesmo que a Digitoxina?

Os dados farmacológicos oficiais indicam que a Digoxina e a Digitoxina são glicosídeos cardíacos relacionados, mas não são o mesmo fármaco. Diferem principalmente na forma como o organismo as processa. A Digoxina é eliminada maioritariamente pelos rins, enquanto a Digitoxina é amplamente metabolizada pelo fígado, o que influencia a forma como a depuração é gerida.

P: Qual a rapidez de ação da Digoxina?

A informação oficial do produto descreve o tempo que a Digoxina demora a atuar. Quando tomada por via oral, a concentração máxima no sangue é geralmente atingida entre 30 a 90 minutos. No entanto, o efeito pleno no tecido cardíaco pode demorar mais tempo, tipicamente cerca de 6 a 8 horas. Quando administrada por via intravenosa para necessidades agudas, a ação é caracterizada como rápida.

P: O que acontece se a Digoxina for interrompida subitamente?

A documentação regulamentar refere que a interrupção abrupta da Digoxina está associada a riscos. Parar o medicamento subitamente pode levar ao agravamento de sintomas relacionados com a condição cardíaca subjacente, como a insuficiência cardíaca ou arritmias. As informações do fármaco indicam que qualquer alteração no regime de tratamento deve ser gerida por um profissional de saúde.

P: Como posso saber se a Digoxina está a fazer efeito?

A eficácia é determinada através de avaliação clínica e revisão profissional. Estudos analisaram respostas clínicas como a melhoria da tolerância ao exercício e a redução das hospitalizações devido ao agravamento da insuficiência cardíaca. A gestão deste medicamento inclui a monitorização periódica das concentrações séricas (níveis no sangue) para ajudar a avaliar o efeito do fármaco.

P: O que é o "intervalo terapêutico" da Digoxina?

O intervalo terapêutico refere-se à concentração específica do fármaco no sangue que tem maior probabilidade de alcançar o benefício, minimizando o risco de toxicidade. As orientações clínicas oficiais sugerem que níveis abaixo de 0,5 ng/mL podem estar associados a uma eficácia reduzida. Por outro lado, níveis acima de 2,0 ng/mL estão geralmente ligados a um risco acrescido de toxicidade.

P: Posso conduzir enquanto tomo Digoxina?

A documentação oficial observa que certos efeitos secundários relatados da Digoxina, como tonturas, distúrbios visuais e perturbações mentais, podem prejudicar a capacidade de manusear máquinas. As informações regulamentares referem que, devido a estes efeitos documentados, é recomendada precaução em atividades que exijam alerta total, como conduzir ou operar maquinaria.

P: Quando foi a Digoxina aprovada pela primeira vez para utilização?

O composto ativo, a Digoxina, é reconhecido e utilizado clinicamente há décadas. Registos regulamentares indicam que a solução oral foi inicialmente aprovada nos Estados Unidos em 1982.

P: Posso tomar Digoxina se tiver problemas de tiroide?

Os textos regulamentares oficiais indicam que distúrbios existentes da tiroide podem alterar a resposta do corpo à Digoxina. Por exemplo, o hipertiroidismo (tiroide hiperativa) pode exigir um aumento da dose, enquanto o hipotiroidismo (tiroide subativa) pode necessitar de uma redução da mesma. A documentação regulamentar refere que é necessário um ajuste cuidadoso da dose na presença de uma condição da tiroide.

P: Por que motivo sou por vezes aconselhado a verificar a pulsação antes de tomar Digoxina?

A Digoxina é conhecida por abrandar a frequência cardíaca e pode causar condições como bradicardia (frequência cardíaca anormalmente baixa) ou bloqueio cardíaco. Verificar a pulsação é uma parte importante da monitorização, pois um ritmo cardíaco muito lento pode ser um sinal de toxicidade ou indicar que é necessário um ajuste da dose.

P: A Digoxina afeta a pressão arterial?

A Digoxina não está formalmente indicada como tratamento primário para a hipertensão e, geralmente, tem efeitos diretos mínimos na pressão arterial sistémica. A sua ação principal é melhorar a eficiência de bombeamento do coração, o que pode levar indiretamente a uma ligeira diminuição da resistência vascular sistémica e a um aumento do débito cardíaco.

P: Quais são os outros nomes ou nomes comerciais da Digoxina?

O princípio ativo é genericamente conhecido como Digoxina. As bases de dados oficiais de medicamentos referem que o fármaco tem sido comercializado sob nomes comerciais que incluem Lanoxin, Digitek e Lanoxicaps.

Como Дигоксин deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação da Digoxina

A Digoxina deve ser armazenada estritamente de acordo com os requisitos regulamentares oficiais para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Condições de Armazenamento

Os comprimidos de Digoxina devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C. O produto deve ser protegido da luz e da humidade e mantido na sua embalagem original com a tampa bem fechada. É um requisito obrigatório manter todas as formas de Digoxina fora do alcance e da vista das crianças para prevenir a ingestão acidental.

Eliminação

A Digoxina não utilizada ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminada seguindo os regulamentos locais e as instruções específicas presentes na rotulagem. O método recomendado é a utilização de um programa de retoma de medicamentos ou local de recolha, como os pontos de recolha em farmácias, conforme aconselhado pelas autoridades de saúde governamentais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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