Advertisements

Digoxin

Links rápidos para seções importantes

Digoxin

Forma selecionada

Advertisements
Advertisements

Opção de tratamento: Arrhythmia, AF

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Advertisements

Visão geral de Digoxin

Visão Geral Rápida

Propriedade Descrição
Substância ativa Digoxina (DCI)
Forma Comprimido, Solução Oral, Solução Injetável
Classe farmacológica Glicosídeo Cardíaco, Inotrópico Positivo
Origem Origem Natural (da planta Digitalis lanata)
Tipo Medicamento Sujeito a Receita Médica

Que tipo de medicamento é a Digoxina?

A digoxina é um medicamento específico, sujeito a receita médica, classificado como um glicosídeo cardíaco, uma categoria potente de agentes utilizados para gerir o desempenho do coração. O fármaco é classificado como um agente cardiotónico, enquadrando-se no código do Sistema de Classificação Anatómica Terapêutica Química (ATC) C01AA05, que o designa como um glicosídeo de Digitalis. O composto ativo, Digoxina (DCI), é quimicamente definido como um esteroide cardiotónico com a fórmula C41H64O14. A sua eficácia é reconhecida clinicamente por décadas de utilização no tratamento de condições cardíacas, distinguindo-se de agentes farmacêuticos sintéticos mais recentes. Esta substância é um composto de origem natural, historicamente purificado a partir das folhas da planta Digitalis lanata, ou um derivado semissintético, confirmando a sua identidade como uma ferramenta bem estabelecida e altamente especializada para a modulação direta da função cardíaca.

Composição, Formas e Objetivo Geral

O medicamento é um produto de substância ativa única, no qual a digoxina é o único componente ativo, estando disponível para os pacientes em múltiplas preparações farmacêuticas para permitir uma utilização flexível. Estas formas farmacêuticas incluem o comprimido sólido para administração oral a longo prazo, uma solução oral líquida (elixir), que é útil para pacientes pediátricos, e uma solução injetável estéril para administração por via intravenosa. O objetivo geral do fármaco baseia-se na sua dupla ação: aumenta a força da contração do coração, conhecido como um efeito inotrópico positivo, enquanto simultaneamente gera um efeito cronotrópico negativo, o que ajuda a diminuir a frequência cardíaca. Observa-se que este composto afeta fundamentalmente a função elétrica e mecânica do coração. Por conseguinte, o principal objetivo do medicamento é melhorar a eficiência funcional global do coração na manutenção da circulação sanguínea, um mecanismo que tem sido amplamente apoiado por estudos farmacológicos.

Advertisements

Quais efeitos secundários são possíveis com Digoxin?

Digoxina: Efeitos Secundários Possíveis e Informação de Segurança

A digoxina é um medicamento com um intervalo terapêutico estreito, o que significa que a dose eficaz é próxima da dose que pode causar toxicidade. A incidência global de reações adversas reportada situa-se entre 5% e 20%, sendo que uma parte significativa destas é considerada grave.

Os efeitos adversos são categorizados principalmente pelo sistema afetado:

  • Toxicidade Cardíaca: As complicações mais graves incluem arritmias, como a fibrilhação ventricular, a taquicardia ventricular e vários tipos de bloqueio cardíaco (de segundo ou terceiro grau). A bradicardia (frequência cardíaca lenta) e as extrassístoles ventriculares são comuns.
  • Perturbações Gastrointestinais: Efeitos secundários comuns incluem a perda de apetite (anorexia), náuseas, vómitos e diarreia. Foram reportados casos de isquémia intestinal e necrose hemorrágica em fase pós-comercialização.
  • Sistema Nervoso Central (SNC) e Visão: Tonturas, dores de cabeça, sonolência e confusão são comuns. As alterações visuais envolvem frequentemente visão turva ou a visualização de um halo amarelo-esverdeado em redor dos objetos (xantopsia). Efeitos raros incluem convulsões, psicose e depressão.

Considerações de Segurança e Restrições

A digoxina é contraindicada em doentes com fibrilhação ventricular, taquicardia ventricular e certos problemas de ritmo cardíaco que envolvam uma via atrioventricular acessória, como a Síndrome de Wolff-Parkinson-White, devido ao risco de uma resposta ventricular rápida que pode levar à fibrilhação. É também geralmente evitada em doentes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva.

A toxicidade da digoxina é um risco de segurança crítico, frequentemente desencadeado ou agravado por distúrbios eletrolíticos (nomeadamente baixos níveis de potássio/hipocaliemia, baixos níveis de magnésio/hipomagnesemia e níveis elevados de cálcio/hipercalcemia) e pelo compromisso da função renal, uma vez que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins. Doentes com função renal reduzida ou idosos requerem frequentemente uma seleção de dose e monitorização cuidadosas. Os sinais de toxicidade podem ser subtis e confundidos com o agravamento dos sintomas da insuficiência cardíaca.

A monitorização rigorosa dos níveis de eletrólitos séricos, da função renal (creatinina) e do ritmo cardíaco (ECG) é essencial para uma utilização segura. A concentração sérica de digoxina é um parâmetro importante, mas deve ser interpretada no contexto do estado clínico do doente, uma vez que a toxicidade pode ocorrer mesmo dentro do intervalo terapêutico convencionalmente definido.

Advertisements

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Digoxina e Quando Procurar Ajuda

A digoxina possui uma margem estreita entre a dose terapêutica e a dose tóxica, o que significa que a toxicidade ou a sobredosagem podem surgir após uma única ingestão elevada ou ao longo do tempo durante uma terapia crónica. Certos fatores, como o compromisso da função renal, a idade avançada, o baixo peso corporal e desequilíbrios eletrolíticos (especialmente o potássio baixo ou hipocaliemia), aumentam o risco de toxicidade.

Sintomas de Sobredosagem

As manifestações de toxicidade são variadas e podem afetar múltiplos sistemas do organismo. Os sintomas podem ser gerais, semelhantes a outras patologias, ou graves e potencialmente fatais. Os sinais precoces mais comuns incluem náuseas, vómitos, perda de apetite e fadiga. Outros sinais podem incluir dores de cabeça, tonturas, desorientação e perturbações visuais, em que os objetos podem parecer tingidos de amarelo ou verde.

Sinais e sintomas fatais que requerem atenção médica imediata incluem:

  • Arritmias Cardíacas: Quase todos os tipos de perturbação do ritmo cardíaco ou anomalias de condução estão associados à toxicidade, particularmente arritmias ventriculares graves, abrandamento progressivo do batimento cardíaco (bradicardia) ou bloqueio cardíaco de grau elevado.
  • Anomalias Eletrolíticas Graves: Níveis elevados de potássio sérico (hipercaliemia) num contexto de agravamento rápido dos sintomas, o que é um sinal de toxicidade severa.

Ação de Emergência

Se suspeitar de uma sobredosagem, ou se a vítima colapsar, tiver uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar, contacte imediatamente os serviços de emergência médica (112) ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). O tratamento para a toxicidade grave e potencialmente fatal não deve ser adiado enquanto se aguarda pelos resultados dos exames laboratoriais, uma vez que pode ser necessária uma intervenção médica imediata.

Advertisements

Usos terapêuticos de Digoxin

Para que serve a Digoxina: principais utilizações e benefícios

A digoxina é um medicamento prescrito principalmente para tratar problemas que afetam o ritmo cardíaco e a capacidade do coração em bombear o sangue de forma eficiente. Este fármaco pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como glicosídeos cardíacos, sendo frequentemente utilizado para gerir condições crónicas do sistema cardiovascular.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca

Uma das principais utilizações da digoxina é no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva. Nestes casos, o músculo cardíaco está enfraquecido e não consegue bombear sangue suficiente para suprir as necessidades de oxigénio e nutrientes do organismo. A digoxina ajuda a aumentar a força de contração do coração, o que pode melhorar a circulação e reduzir sintomas comuns como a fadiga, o inchaço nas pernas e tornozelos e a falta de ar durante a atividade física.

Gestão de Arritmias Cardíacas

A digoxina é também utilizada para controlar certos tipos de ritmos cardíacos irregulares, conhecidos como arritmias. É particularmente eficaz no tratamento da fibrilhação auricular e do flutter auricular. Nestas condições, as câmaras superiores do coração (aurículas) batem de forma desorganizada e demasiado rápida, o que pode levar a um ritmo cardíaco acelerado ou irregular. O medicamento atua abrandando a condução dos impulsos elétricos através do coração, ajudando a estabilizar a frequência cardíaca e a melhorar a função cardíaca global.

Benefícios Esperados

Quando integrada num plano de tratamento adequado, a digoxina pode proporcionar benefícios significativos na qualidade de vida do paciente. Ao melhorar a eficiência do bombeamento cardíaco e controlar a frequência cardíaca, o medicamento pode ajudar a:

  • Aumentar a tolerância ao exercício e à atividade física diária.
  • Reduzir a frequência de hospitalizações relacionadas com a insuficiência cardíaca.
  • Aliviar os sintomas persistentes de falta de ar e cansaço extremo.

É importante notar que a digoxina é frequentemente utilizada em combinação com outros medicamentos, como diuréticos ou inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), para otimizar os resultados terapêuticos em pacientes com doenças cardíacas complexas.

Advertisements

Critérios de utilização e restrições

A digoxina é um medicamento estabelecido para o tratamento de certas patologias cardíacas, mas a sua utilização é rigorosamente regulada por critérios de elegibilidade presentes nos documentos regulamentares oficiais.

Quem Não Deve Utilizar a Digoxina (Populações Contraindicadas)

O uso de digoxina é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com hipersensibilidade documentada ou reação alérgica à digoxina ou a outros preparados digitálicos. Adicionalmente, o medicamento é estritamente proibido em indivíduos que apresentem fibrilhação ventricular (uma arritmia grave e potencialmente fatal) ou naqueles com uma via atrioventricular (AV) acessória (como na Síndrome de Wolff-Parkinson-White), quando esta se encontra associada a fibrilhação ou flutter auricular. A digoxina está também contraindicada em doentes com certas anomalias de condução, especificamente no bloqueio AV de segundo ou terceiro grau, a menos que esteja presente um pacemaker funcional.

Restrições e Considerações Especiais

A utilização requer consideração especial e precaução em doentes com compromisso renal, necessitando frequentemente de uma redução da dose para evitar a toxicidade. O fármaco não é recomendado na presença de desequilíbrios eletrolíticos não corrigidos, tais como a hipocaliemia (níveis baixos de potássio) ou a hipomagnesemia (níveis baixos de magnésio), que devem ser resolvidos antes da administração. O uso na gravidez está restrito a situações em que o benefício clínico seja considerado superior aos riscos potenciais.

Advertisements

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Interações Farmacocinéticas

As interações medicamentosas mais significativas documentadas com a digoxina envolvem alterações na sua concentração plasmática (exposição), resultantes principalmente do seu papel como substrato para o transportador de efluxo Glicoproteína-P (P-gp).

Tipo de Interação Exemplos de Medicamentos Resultado Oficial
Inibição da P-gp Amiodarona, Quinidina, Verapamil Aumenta substancialmente a exposição à digoxina e pode exigir uma monitorização reforçada.
Indução da P-gp Rifampicina, Erva de São João (Hipericão) Diminui a exposição à digoxina, podendo levar a concentrações séricas mais baixas.
Alteração da Absorção Antibióticos (Macrólidos/Tetraciclinas), Antiácidos Os antibióticos podem aumentar a absorção em alguns doentes; os antiácidos podem reduzir a absorção.

Interações Farmacodinâmicas

Estão também formalmente documentadas interações que alteram a sensibilidade do músculo cardíaco à digoxina. A coadministração com medicamentos que causam hipocaliemia (níveis baixos de potássio), como os diuréticos espoliadores de potássio, ou a administração de cálcio por via intravenosa, é reconhecida por aumentar o risco de toxicidade digitálica e de arritmias graves.

Notas Específicas para Grupos de Risco

O perfil regulamentar destaca que os doentes com compromisso da função renal apresentam uma eliminação (clearance) reduzida da digoxina, o que leva a uma exposição elevada. Esta condição pode intensificar a relevância clínica de todas as interações que alteram a concentração do fármaco no organismo.

Advertisements

Mecanismo de ação

Como funciona a Digoxina

O efeito da digoxina é alcançado através de um mecanismo de dupla ação preciso, que tem como alvo tanto as funções mecânicas como as elétricas do coração.

Inibição Seletiva da Bomba de Sódio-Potássio

A digoxina inicia a sua ação principal ao funcionar como um inibidor seletivo da ATPase sódio-potássio (Na^+/K^+-ATPase), a enzima responsável pela regulação do gradiente de iões sódio (Na^+) e potássio (K^+) através da membrana da célula cardíaca. Esta inibição leva a um aumento do sódio intracelular que, consequentemente, condiciona o funcionamento do permutador sódio-cálcio (NCX). O aumento resultante do cálcio intracelular é a etapa final desta cascata molecular, permitindo uma maior libertação de cálcio para a contração muscular. Este mecanismo resulta diretamente num aumento da contratilidade do miocárdio (inotropismo positivo).

Modulação Indireta da Condução Elétrica Cardíaca

Em paralelo, a digoxina exerce uma influência sobre o sistema elétrico do coração ao aumentar indiretamente o tónus vagal (atividade parassimpática). Este reforço do controlo inibitório abranda a cadência natural de disparo elétrico do nó sinoatrial (SA) e aumenta o período refratário do nó atrioventricular (AV). Este domínio do mecanismo contribui para a redução da frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e para o atraso na condução elétrica (dromotropismo negativo). A intensidade deste mecanismo é altamente sensível ao equilíbrio eletrolítico, sendo que a hipocaliemia (níveis baixos de potássio) aumenta a ligação inibidora do fármaco e potencia o seu efeito.

Advertisements

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Digoxina: Diretrizes Oficiais de Administração

A digoxina é administrada através de duas vias principais aprovadas: a via oral (comprimidos ou solução oral) ou a via intravenosa (IV) (injeção). A injeção intramuscular (IM) geralmente não é recomendada devido ao potencial de reações no local da injeção.

Dosagem Oficial e Esquema Terapêutico

A terapêutica com digoxina é tipicamente dividida em duas fases: uma dose de carga (digitalização) para atingir rapidamente os níveis desejados no organismo, seguida de uma dose de manutenção.

  • Dose de Carga: Se for clinicamente necessário, a dose total é administrada em porções divididas (por exemplo, uma dose inicial de metade do total, seguida de quartos da dose a cada 6 a 8 horas) com uma avaliação clínica cuidadosa antes de cada dose adicional. Alternativamente, uma abordagem de carga lenta envolve o início da dose de manutenção diária, permitindo que os níveis acumulem ao longo de 1 a 3 semanas.
  • Dose de Manutenção: Para adultos e crianças com mais de 10 anos, a dose de manutenção é geralmente tomada uma vez por dia. Para lactentes e crianças pequenas, a dose é frequentemente dividida e administrada duas vezes por dia.

Requisitos de Administração

Condição Instrução (Baseada na Rotulagem Regulamentar)
Medição da Dose A solução oral deve ser medida utilizando um dispositivo de medição calibrado (por exemplo, pipeta ou seringa oral); não devem ser utilizadas colheres domésticas.
Administração IV A injeção deve ser administrada lentamente, tipicamente durante pelo menos 5 minutos ou mais por perfusão. A administração IV requer uma redução da dose de aproximadamente 20–33% em comparação com a dose oral.
Dose Esquecida Se uma dose for esquecida e lembrada num intervalo de 12 horas após a hora prevista, deve ser tomada. Se for lembrada com mais de 12 horas de atraso, deve-se saltar a dose esquecida e retomar o esquema regular.
Ingestão de Alimentos Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos, mas a sua ingestão com refeições ricas em fibras de farelo pode reduzir a quantidade absorvida.

Utilização em Populações Específicas

A dosagem é individualizada com base na idade, peso corporal magro e, especialmente, na função renal. As doses são geralmente mais baixas para doentes idosos e para aqueles com compromisso da função renal, uma vez que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins. A dosagem de manutenção para doentes com insuficiência renal é determinada através de cálculos baseados na estimativa do clearance de creatinina (Ccr).

Advertisements

Evidência clínica recente

Digoxina: Evidência Clínica Recente

Esta secção descreve a investigação clínica realizada sobre o fármaco, que é indicado principalmente para a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e fibrilhação auricular (FA). Esta informação descreve apenas os resultados dos estudos e não se destina a ser um conselho médico ou uma declaração de adequação clínica individual.


Evidência na Insuficiência Cardíaca (ICFEr)

A investigação, nomeadamente o histórico ensaio do Digoxin Investigators Group (DIG), examinou o efeito do fármaco em doentes com ICFEr que já recebiam a terapêutica padrão. Os resultados deste ensaio controlado e aleatorizado indicaram um efeito neutro na mortalidade por todas as causas. No entanto, a investigação demonstrou que o tratamento pode estar associado a uma redução nos internamentos relacionados com a insuficiência cardíaca.

Fibrilhação Auricular e Gestão de Sintomas

Para doentes com fibrilhação auricular permanente, especialmente aqueles com sintomas de insuficiência cardíaca coexistentes, ensaios controlados e aleatorizados (ECA) recentes compararam a digoxina com outros medicamentos para o controlo da frequência cardíaca, tais como os bloqueadores beta. O ensaio RATE-AF, por exemplo, observou que a digoxina estava associada a um melhor controlo dos sintomas e a menos eventos adversos relacionados com o tratamento em comparação com o grupo do bloqueador beta, não mostrando diferenças significativas no controlo da frequência cardíaca ou na qualidade de vida física.

Considerações sobre Segurança e Monitorização

Estudos observacionais, que são propensos a viés de prescrição, sugeriram historicamente uma ligação entre o uso de digoxina e o aumento do risco de mortalidade, particularmente em doentes com FA sem insuficiência cardíaca. No entanto, meta-análises de ensaios aleatorizados mostram geralmente um efeito neutro na mortalidade global. Devido ao seu estreito intervalo terapêutico, os resultados destes estudos sugerem que as características do doente, tais como a função renal e os níveis de concentração do fármaco, podem influenciar os resultados. A investigação em curso continua a clarificar o papel da monitorização individualizada do tratamento.

Advertisements

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Digoxina (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre a Digoxina e outros medicamentos comuns para a frequência cardíaca, como os bloqueadores beta ou os bloqueadores dos canais de cálcio?

R: De acordo com a informação oficial do produto, a Digoxina é um medicamento único que atua de duas formas. Primordialmente, aumenta a força das contrações do músculo cardíaco (um efeito inotrópico positivo), que se destina a melhorar a eficiência de bombeamento do coração. Também abranda os impulsos elétricos que controlam o ritmo cardíaco, ajudando a gerir a frequência cardíaca.


P: O medicamento Digitalis é a mesma coisa que a Digoxina?

R: Não, não são exatamente a mesma coisa. A Digoxina é o fármaco ativo específico que é extraído das folhas da planta Digitalis lanata. O termo 'digitalis' designa a classe geral de glicosídeos cardíacos, da qual a Digoxina é um membro específico.


P: Quanto tempo demora normalmente uma pessoa a notar os efeitos da Digoxina?

R: A informação regulamentar indica que o início do efeito de uma dose de Digoxina administrada por via oral começa geralmente entre 30 minutos a 2 horas. Os efeitos totais são tipicamente observados após os níveis do fármaco terem atingido uma concentração estável (estado de equilíbrio) no organismo, o que pode demorar vários dias ou semanas.


P: É possível tomar Digoxina mesmo que a minha frequência cardíaca já esteja baixa?

R: A rotulagem oficial lista condições como a bradicardia sinusal (frequência cardíaca lenta) e o bloqueio cardíaco como potenciais riscos e avisos. Se um doente tiver uma frequência cardíaca lenta, esta condição requer frequentemente uma monitorização rigorosa por parte de um profissional de saúde.


P: A Digoxina ainda é prescrita habitualmente ou foi substituída por fármacos mais recentes?

R: A Digoxina é uma terapêutica oficialmente indicada para a gestão da insuficiência cardíaca crónica e de certos problemas persistentes do ritmo cardíaco, como as arritmias supraventriculares. O seu papel continua a ser definido por dados clínicos que fundamentam a sua utilização nestas condições específicas.


P: A Digoxina interage com analgésicos de uso comum, como o ibuprofeno ou o naproxeno (AINEs)?

R: Sim, a informação oficial sobre interações medicamentosas indica que a Digoxina pode interagir com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Esta combinação pode resultar num aumento dos níveis de Digoxina no sangue e pode necessitar de uma monitorização mais próxima dos níveis do fármaco por um prestador de cuidados de saúde.


P: A Digoxina pode fazer com que uma pessoa se sinta geralmente cansada ou fraca?

R: Sim, os documentos regulamentares listam a fraqueza e a fadiga como potenciais reações adversas. Estes sintomas podem estar relacionados com efeitos no sistema nervoso central.


P: Existe alguma interação conhecida entre a Digoxina e suplementos de cálcio?

R: O aviso regulamentar geral foca-se no risco de níveis elevados de cálcio e potencial toxicidade. Níveis elevados de cálcio no sangue (Hipercalcemia) podem aumentar os efeitos da Digoxina e podem levar a arritmias graves.


P: É possível que a Digoxina cause aumento mamário (ginecomastia) nos homens?

R: Sim, a ginecomastia (aumento mamário em homens) tem sido ocasionalmente observada como uma possível reação adversa, especialmente após o uso prolongado.


P: A Digoxina pode ser utilizada por mulheres grávidas ou a amamentar?

R: O uso durante a gravidez é aconselhado apenas se o benefício clínico justificar o risco potencial. A Digoxina é excretada em pequenas quantidades no leite humano e recomenda-se precaução quando o medicamento é utilizado por mães que amamentam.


P: O padrão clássico em 'colher' num ECG é um sinal de toxicidade por Digoxina?

R: Doses terapêuticas de Digoxina causam alterações esperadas num eletrocardiograma (ECG), tais como a depressão do segmento ST (o aspeto em 'colher' ou 'anzol'). Estes efeitos eletrofisiológicos específicos são um achado normal e esperado, conhecido como o 'efeito digitálico', e tipicamente não são considerados um sinal de toxicidade.


P: A Digoxina é considerada um tratamento a longo prazo ou temporário para condições cardíacas?

R: As indicações oficiais mostram que a Digoxina é utilizada para a gestão da insuficiência cardíaca crónica e de certas arritmias crónicas. O tratamento envolve normalmente uma dose de manutenção contínua, sugerindo um papel a longo prazo na gestão destas condições.


P: A Digoxina é utilizada mais frequentemente como tratamento primário ou como tratamento secundário juntamente com outros fármacos para o coração?

R: A Digoxina é frequentemente utilizada como terapêutica adjuvante ou complementar, juntamente com outros fármacos de primeira linha estabelecidos (como inibidores da ECA/ARA e bloqueadores beta) para a gestão da insuficiência cardíaca e fibrilhação auricular. O seu uso baseia-se no seu mecanismo de ação específico.


P: Os potenciais efeitos secundários da Digoxina são os mesmos para todos os grupos etários?

R: Embora muitos efeitos secundários sejam comuns a todas as idades, os documentos regulamentares observam diferenças na forma como a toxicidade se apresenta nas crianças. Em bebés e crianças pequenas, os sinais mais precoces de sobredosagem são frequentemente alterações na frequência e no ritmo do batimento cardíaco, que podem diferir dos sinais iniciais de toxicidade tipicamente observados em adultos.


P: Se alguém estiver a apresentar sintomas de toxicidade, que tipos gerais de tratamentos são utilizados em contexto hospitalar?

R: Para o tratamento de intoxicação por Digoxina grave ou que coloque a vida em risco, um fragmento de anticorpo específico chamado Digoxina Imune Fab (Ovina) está listado na informação oficial de prescrição como uma contramedida médica.


P: A Digoxina pode afetar a capacidade do doente para conduzir ou utilizar máquinas?

R: Reações adversas como tonturas, cefaleias, confusão ou distúrbios visuais são possíveis ao tomar Digoxina. Os doentes que sintam estes sintomas devem ter cautela ao operar máquinas ou conduzir.

Advertisements

Como Digoxin deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar a Digoxina

Requisitos Oficiais de Conservação

Tanto os comprimidos como a solução oral de digoxina devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações temporárias até aos 30 °C. O produto deve ser armazenado de modo a ficar protegido da luz e da humidade, devendo ser mantido na sua embalagem original bem fechada. Todas as formas de digoxina devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

A digoxina não utilizada ou fora do prazo de validade não deve ser eliminada na sanita ou no esgoto, a menos que existam instruções governamentais específicas em contrário. O protocolo oficial de eliminação consiste em misturar o medicamento com uma substância pouco atrativa, selar a mistura num saco ou recipiente e colocá-lo no lixo doméstico. Alternativamente, o medicamento pode ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos autorizado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Digoxin encontrado em:

ÍNDICE A-Z: