REVOLADE

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de REVOLADE

Que Tipo de Medicamento é o REVOLADE (Eltrombopag)?

O REVOLADE é um medicamento sujeito a receita médica e uma terapia dirigida, classificado principalmente como um agonista do recetor da trombopoietina (TPO-RA). A sua substância ativa é o Eltrombopag.

Este medicamento é classificado como um TPO-RA devido à sua ação específica no recetor TPO-R. Esta classificação confirma que o fármaco atua ao visar um mecanismo biológico específico para aumentar a contagem de plaquetas, uma função que é clinicamente reconhecida para estabelecer contagens plaquetárias sustentadas, apoiada por estudos farmacológicos.


Composição e Forma: Um Composto Sintético Oral

O Eltrombopag é um composto sintético conhecido quimicamente como um agonista não peptídico, e o medicamento está disponível para administração oral em comprimidos revestidos por película e numa formulação específica para suspensão oral.

Como composto sintético, o Eltrombopag é fabricado quimicamente, distinguindo-se dos agentes biológicos. A sua estrutura como agonista não peptídico significa que é uma pequena molécula que pode ser absorvida através do sistema digestivo, permitindo que o medicamento seja administrado convenientemente por via oral. A forma de suspensão oral foi desenvolvida especificamente para doentes pediátricos ou para aqueles que têm dificuldade em deglutir comprimidos. A preparação final, que fornece a fração ativa Eltrombopag a partir da sua forma de sal Eltrombopag olamina, é um produto de substância ativa única.


Como o REVOLADE Visa Ajudar

O objetivo geral do REVOLADE é estimular a produção de plaquetas, proporcionando uma função de apoio à capacidade de coagulação do organismo.

Este medicamento atua ligando-se diretamente ao TPO-R e enviando sinais que incentivam a maturação dos megacariócitos na medula óssea. Este processo, conhecido como megacariopoiese, leva a uma libertação acelerada e sustentada de plaquetas na corrente sanguínea. Por exemplo, em indivíduos com contagens baixas de plaquetas, o medicamento destina-se a ajudar a elevar estas contagens para níveis que reduzam o risco de eventos hemorrágicos graves, um objetivo primordial desta terapia. Ao atuar como um sinalizador direto, o REVOLADE visa corrigir o défice de plaquetas, apoiando as defesas do organismo contra hemorragias e hematomas.

Quais efeitos secundários são possíveis com REVOLADE?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Tal como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. É fundamental que os doentes estejam atentos a quaisquer alterações no seu estado de saúde durante o tratamento com Revolade.

Efeitos secundários graves

Alguns efeitos secundários podem ser graves e requerem atenção médica imediata:

  • Problemas no fígado: O tratamento pode causar alterações nos exames de sangue que indicam danos no fígado. Os sinais a observar incluem o amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos (icterícia), urina invulgarmente escura ou dor na zona superior direita do abdómen.
  • Coágulos sanguíneos: Existe um risco acrescido de formação de coágulos sanguíneos nas veias ou artérias. Os sintomas podem incluir inchaço, dor ou calor numa perna, falta de ar súbita, dor no peito ou alterações na visão.
  • Problemas de medula óssea: Em alguns doentes, podem ocorrer alterações na medula óssea, como a formação de fibras de reticulina, que podem afetar a produção de células sanguíneas.

Outros efeitos secundários comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem:

  • Dores de cabeça e tonturas.
  • Perturbações gastrointestinais, como náuseas, diarreia ou obstipação.
  • Cansaço excessivo ou fadiga.
  • Dores musculares ou articulares.
  • Infeções do trato respiratório superior, como tosse ou dor de garganta.
  • Queda de cabelo invulgar ou erupções cutâneas.

Monitorização e precauções

Antes de iniciar o tratamento, deve informar o seu médico se tiver antecedentes de coágulos sanguíneos, problemas hepáticos ou renais, ou se estiver grávida ou a planear engravidar. Durante o tratamento, serão realizados exames de sangue regulares para monitorizar a função hepática e a contagem de plaquetas.

Se detetar qualquer efeito secundário, mesmo que não esteja listado nesta secção, deve contactar o seu médico ou farmacêutico. A interrupção do tratamento deve ser feita apenas sob supervisão médica, uma vez que a contagem de plaquetas pode baixar drasticamente após parar a medicação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do REVOLADE (eltrombopag) em caso de sobredosagem foca-se nas consequências do efeito exagerado do medicamento, o que leva a riscos clínicos específicos e a ações de emergência obrigatórias.


Âmbito da sobredosagem

A sobredosagem é caracterizada principalmente por contagens excessivas de plaquetas (por exemplo, acima de 400 x 10^9/L), o que constitui um exagero do efeito pretendido do fármaco. Manifestações menos específicas, tais como erupções cutâneas, batimento cardíaco lento e cansaço excessivo, também estão descritas nas informações oficiais destinadas ao doente.

O principal risco para os sistemas fisiológicos são as complicações trombóticas ou tromboembólicas decorrentes dos níveis excessivos de plaquetas. Os doentes com doença hepática crónica enfrentam um risco acrescido de descompensação hepática após uma exposição elevada ao medicamento. Adicionalmente, doentes com hepatite C crónica e doença hepática crónica avançada apresentam um risco superior de desfechos graves, incluindo a referida descompensação hepática, devido ao aumento da exposição ao fármaco.


Ações de emergência e ajuda necessária

Os doentes devem procurar assistência médica imediata ou ligar para os serviços de emergência se houver suspeita de sobredosagem, ou se a vítima colapsar ou sofrer uma convulsão. É necessária orientação médica urgente caso as contagens de plaquetas excedam os 400 x 10^9/L.

Relativamente às medidas processuais e de suporte, a gestão da sobredosagem limita-se ao tratamento sintomático e de apoio. A administração de carvão ativado pode ser considerada para reduzir a absorção do eltrombopag. As informações oficiais do produto confirmam que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com eltrombopag.

O perfil regulamentar estabelece que, em casos de resposta excessiva na contagem de plaquetas, o medicamento deve ser interrompido temporariamente e a frequência da monitorização das plaquetas deve ser aumentada para duas vezes por semana, até que os valores regressem a um nível seguro.

Usos terapêuticos de REVOLADE

O que o REVOLADE trata: Principais Utilizações e Benefícios

O REVOLADE é um agente terapêutico dirigido utilizado geralmente para gerir condições específicas que causam contagens de plaquetas muito baixas (trombocitopenia). Este fármaco desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com um risco acrescido de eventos hemorrágicos graves. O medicamento é considerado relevante para três áreas terapêuticas principais onde é necessária uma gestão de suporte das plaquetas.

O medicamento é utilizado em condições como a Trombocitopenia Imune Crónica (PTI), a Anemia Aplástica Grave (SAA) adquirida e a trombocitopenia associada ao vírus da hepatite C (VHC). O principal objetivo terapêutico é tratar a baixa contagem deste componente sanguíneo, o que auxilia os doentes na manutenção da estabilidade funcional e a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.


Facto Rápido: Alívio do Risco Hemorrágico

O medicamento é aplicado para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, contribuindo para atenuar a carga global de sintomas de hematomas (nódoas negras) e hemorragias espontâneas ao apoiar contagens de plaquetas que são geralmente consideradas mais estáveis. A terapia é relevante em situações que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas após opções de gestão anteriores, ou é aplicada quando as condições produzem uma carga sintomática significativa que pode interferir com o tratamento primário necessário.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o REVOLADE?

A elegibilidade para o Revolade (eltrombopag) é definida por critérios regulamentares oficiais, que abrangem as populações aprovadas, contraindicações absolutas e limitações específicas. O medicamento destina-se apenas a doentes com Trombocitopenia Imunitária (PTI) crónica, Anemia Aplástica Grave (AAG) ou Trombocitopenia associada ao Vírus da Hepatite C (VHC) que cumpram as condições estabelecidas na rotulagem, tal como serem refratários a terapias anteriores.


Populações com contraindicação

A utilização é contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ao eltrombopag ou a qualquer componente da formulação. Adicionalmente, alguns documentos regulamentares listam doentes com Insuficiência Hepática Grave (Classe C de Child-Pugh) como uma contraindicação para o uso.


Restrições por idade e comorbilidades

PTI Pediátrica: Aprovado para doentes com idade igual ou superior a 1 ano.

AAG Pediátrica: Aprovado para doentes com idade igual ou superior a 2 anos (em combinação com outras terapias).

MDS/Outras Trombocitopenias: Não indicado para tratamento.

AAG com anomalia no Cromossoma 7: O tratamento não deve ser iniciado.

Insuficiência Hepática: Requer uma dose inicial reduzida e monitorização próxima na maioria dos doentes; não é recomendado para doentes com PTI com pontuação de Child-Pugh igual ou superior a 5, a menos que os benefícios superem os riscos.

Ascendência da Ásia Oriental: Requer uma redução da dose inicial para a maioria das indicações.

Gravidez e Aleitamento: O uso é restrito; as mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos contracetivos eficazes. É necessária uma decisão entre interromper o medicamento ou o aleitamento.


O tratamento não deve ser utilizado com o objetivo de normalizar as contagens de plaquetas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do REVOLADE (eltrombopag) é determinado por dois mecanismos principais: a quelação e a inibição dos transportadores de fármacos.


Quelação e requisitos de tempo

A absorção do eltrombopag é significativamente reduzida quando este é administrado em conjunto com catiões polivalentes (tais como alumínio, cálcio, ferro e magnésio) presentes em antiácidos, suplementos minerais e certos alimentos, incluindo laticínios. Para evitar esta redução na exposição ao medicamento, o eltrombopag deve ser tomado pelo menos quatro horas antes ou quatro horas depois de qualquer produto ou alimento que contenha catiões polivalentes.


Transportadores e exposição ao fármaco

O eltrombopag é um inibidor dos transportadores de fármacos OATP1B1 e BCRP. Esta inibição pode levar a um aumento da exposição sistémica de medicamentos coadministrados que sejam substratos destes transportadores, como a rosuvastatina, entre outros. Por conseguinte, são necessárias a monitorização e a potencial redução da dose do medicamento coadministrado, conforme documentado na informação regulamentar.

A ciclosporina (um inibidor do OATP e do BCRP) pode também aumentar a exposição ao eltrombopag, exigindo uma monitorização próxima. Populações específicas de doentes, incluindo aqueles com insuficiência hepática, podem também apresentar uma maior exposição ao eltrombopag.


Interações farmacodinâmicas

O uso concomitante de eltrombopag com Interferão e Ribavirina em doentes com hepatite C crónica está associado a um risco acrescido de descompensação hepática. Adicionalmente, quando coadministrado com outros tratamentos para a Trombocitopenia Imunitária (PTI), poderá ser necessário o ajuste posológico da terapia para a PTI, com o intuito de manter as contagens de plaquetas dentro do intervalo pretendido.

Mecanismo de ação

Estimulação Direcionada da Produção de Plaquetas

Este domínio abrange a ação central do medicamento como um agonista do recetor da trombopoietina (TPO-R). O Eltrombopag liga-se seletivamente ao TPO-R nas células precursoras, ativando a via de sinalização JAK-STAT no interior da medula óssea. Esta ativação fornece a instrução molecular essencial, acelerando a proliferação e diferenciação de megacariócitos, o que leva a um aumento fisiológico direto no número de plaquetas em circulação, um componente necessário da função hemostática.


Modulação da Destruição de Plaquetas de Origem Imunitária

Este domínio complementar aborda a influência na função das células imunitárias, modulando as vias que regulam a eliminação das plaquetas. O fármaco atua como um imunomodulador ao modular o equilíbrio dos recetores Fc-gama nos monócitos e ao influenciar a função das células T reguladoras (Tregs) CD4+. Este mecanismo contribui para uma taxa reduzida de eliminação de plaquetas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o REVOLADE

O REVOLADE (Eltrombopag) é administrado por via oral uma vez ao dia e está disponível sob a forma de comprimidos revestidos por película e como pó para suspensão oral. O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no tratamento da respetiva doença do sangue ou da infeção crónica por Hepatite C.


Restrições de Administração e Horários

A instrução mais crítica para a utilização correta envolve o horário da dose para garantir uma absorção adequada. O Eltrombopag deve ser tomado com o estômago vazio, o que se define como 1 hora antes ou 2 horas após uma refeição. Além disso, é necessário um intervalo de 4 horas entre a toma da dose e o consumo de qualquer produto que contenha catiões polivalentes — tais como antiácidos, laticínios ou suplementos minerais (por exemplo, cálcio, ferro, magnésio). Se for utilizada a forma de suspensão oral, esta deve ser reconstituída imediatamente antes da ingestão.


Esquemas Posológicos Oficiais e Ajustes

A dosagem é altamente específica para a condição clínica e é ajustada com base na contagem de plaquetas do doente, não tendo o propósito de a normalizar.

Indicação (Adultos) Dose Inicial Típica Dose Diária Máxima
Trombocitopenia Imune Crónica (PTI) 50 mg uma vez ao dia 75 mg
Anemia Aplástica Grave (SAA) Refratária 50 mg uma vez ao dia 150 mg
Anemia Aplástica Grave (SAA) de Primeira Linha 150 mg uma vez ao dia (com IST) 150 mg

As modificações de dose são tipicamente feitas em incrementos de 25 mg ou 50 mg, dependendo da indicação, e devem ocorrer com uma frequência não superior a uma vez a cada duas semanas. São obrigatórias doses iniciais reduzidas (por exemplo, 25 mg uma vez ao dia) para populações específicas, incluindo pessoas com ascendência da Ásia Oriental ou do Sudeste Asiático, ou com insuficiência hepática. Caso uma dose diária seja esquecida, esta deve ser saltada, devendo o doente retomar o tratamento com a dose seguinte agendada para o dia seguinte.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

A evidência clínica relativa ao REVOLADE (eltrombopag) baseia-se em estudos de investigação específicos, concebidos para avaliar o seu efeito em condições caracterizadas por contagens baixas de plaquetas (trombocitopenia). Esta informação resume a estrutura e o foco da investigação, refletindo os padrões de grupo observados nos estudos.


Trombocitopenia Imunitária (PTI) Crónica

A investigação envolveu principalmente vários ensaios clínicos aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo (RCTs) de grande escala, realizados em adultos previamente tratados e em doentes pediátricos (crianças com idade igual ou superior a 1 ano). Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com as contagens sanguíneas, especificamente a taxa de atingimento e manutenção de uma contagem de plaquetas alvo (um biomarcador vital). Os ensaios também monitorizaram padrões relacionados com a utilização de medicação de resgate e o uso, ou não, de outros tratamentos para a PTI durante o período do estudo.


Trombocitopenia Associada ao Vírus da Hepatite C (VHC-TC)

Foram estabelecidos dois grandes ensaios clínicos internacionais (RCTs) para avaliar a capacidade dos doentes em atingir os níveis de plaquetas necessários para o início e manutenção da terapia antiviral padrão, juntamente com a medida final de Resposta Virológica Sustentada (RVS), uma medição padrão da presença viral. No entanto, estes estudos foram estruturados com base em regimes antivirais mais antigos, que utilizavam interferão, o que limita a compreensão sobre o seu papel com as atuais terapias sem interferão.


Anemia Aplástica Grave (AAG)

A evidência para a AAG incluiu estudos iniciais pequenos, abertos e não comparativos em doentes refratários, e investigação posterior que examinou a sua utilização em combinação com a terapia imunossupressora (TIS) padrão. Os estudos monitorizaram alterações nas contagens sanguíneas e mudanças relacionadas com as necessidades de transfusão. Os dados fundamentais para doentes refratários foram limitados pelo tamanho reduzido das amostras e pela ausência de um grupo de controlo.


Lacunas e Limitações da Investigação

Embora estudos de extensão abertos e de longo prazo tenham monitorizado os resultados durante vários anos, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além destes grupos específicos. A investigação para a PTI depende fortemente do biomarcador da contagem de plaquetas. Os dados para populações grávidas ou em período de amamentação permanecem limitados. Globalmente, a base de investigação não é uniforme em todas as áreas estudadas, e os estudos mostram padrões relacionados com as populações e condições específicas sob as quais foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o REVOLADE (FAQ)


P: O REVOLADE pode ser tomado a longo prazo?

R: As informações oficiais indicam que a experiência clínica inclui o tratamento de doentes durante vários anos em estudos de extensão de longo prazo para condições crónicas, como a Trombocitopenia Imunitária (PTI). A segurança e a eficácia da utilização do medicamento por estes períodos prolongados continuam a ser monitorizadas de acordo com as diretrizes regulamentares oficiais.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de REVOLADE?

R: As instruções oficiais especificam que, caso se esqueça de uma dose, esta deve ser omitida. A dose seguinte agendada deve ser tomada no dia seguinte. Os documentos regulamentares especificam que não se devem tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar a dose esquecida.


P: Quais são alguns dos efeitos secundários menos comuns, mas graves, sobre os quais as pessoas perguntam?

R: Os documentos regulamentares mencionam efeitos graves menos comuns relatados em estudos, como o desenvolvimento de cataratas, que consiste na opacificação da lente do olho. Para doentes com Anemia Aplástica Grave (AAG), os avisos oficiais referem um risco potencial de desenvolvimento de novas anomalias cromossómicas ou progressão para doenças do sangue mais graves. Isto exige monitorização médica profissional.


P: Os efeitos secundários do REVOLADE são permanentes?

R: Os documentos oficiais focam-se no efeito da interrupção do tratamento, observando que a contagem de plaquetas regressa habitualmente aos níveis anteriores ao tratamento no prazo de cerca de duas semanas. A informação oficial não generaliza a permanência de todos os possíveis efeitos secundários, sendo que estes aspetos são avaliados caso a caso por profissionais de saúde.


P: É aceitável beber álcool com moderação durante o uso de REVOLADE?

R: As informações oficiais para o consumidor aconselham os doentes a informar o seu médico se consumirem álcool. Dado que são possíveis efeitos secundários como tonturas, os doentes são aconselhados a ter precaução antes de conduzir ou utilizar máquinas até compreenderem como este medicamento os afeta.


P: Qual é a ligação entre o REVOLADE e os níveis de ferro?

R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o medicamento pode, em alguns casos, causar níveis elevados de ferro no sangue. Além disso, a absorção do fármaco pelo estômago é reduzida significativamente quando tomado demasiado próximo de produtos, incluindo alimentos ou suplementos, que contenham ferro.


P: Qual é a duração máxima de utilização descrita nos documentos regulamentares?

R: Para condições crónicas como a Trombocitopenia Imunitária (PTI) ou a Anemia Aplástica Grave (AAG), não existe um limite de tempo máximo oficial especificado para a utilização. No entanto, para a trombocitopenia relacionada com a Hepatite C crónica, a duração do uso é geralmente limitada pela duração do tratamento antiviral concomitante.


P: O REVOLADE está disponível como medicamento genérico?

R: A substância ativa, eltrombopag, está disponível em algumas regiões sob nomes genéricos. As formas genéricas são aprovadas pelas agências regulamentares com base em evidências de que são consideradas terapeuticamente equivalentes ao medicamento de marca.


P: Existem restrições oficiais à condução durante o uso de REVOLADE?

R: A informação oficial do produto refere que o REVOLADE tem uma influência negligenciável na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, os doentes devem estar atentos ao seu estado de saúde geral e a possíveis efeitos secundários, como tonturas, antes de realizarem tarefas que exijam concentração.


P: O REVOLADE afeta a fertilidade?

R: Estudos não clínicos em animais mostraram efeitos potenciais na fertilidade. Assim, os documentos oficiais aconselham as mulheres com potencial reprodutivo a utilizar métodos contracetivos eficazes durante todo o período de tratamento. O risco potencial para a fertilidade humana é atualmente referido como desconhecido.


P: Existem contraindicações relacionadas com problemas cardíacos?

R: Não existe uma contraindicação geral listada para doenças cardíacas em si. No entanto, os documentos oficiais listam o risco de eventos tromboembólicos, ou coágulos sanguíneos, como um efeito secundário grave. Os avisos regulamentares mencionam sintomas cardíacos que são considerados sinais que exigem atenção médica imediata.


P: Os estudos mostram que o REVOLADE é utilizado de forma eficaz em diferentes grupos étnicos?

R: Os documentos regulamentares oficiais confirmam que os estudos clínicos demonstraram diferenças na forma como o corpo processa o fármaco com base na ascendência étnica. Devido a isto, é obrigatória uma dose inicial reduzida para doentes de ascendência da Ásia Oriental ou do Sudeste Asiático na maioria das condições, para ter em conta a maior exposição ao medicamento observada.


P: Os doentes precisam de uma dieta especial durante o tratamento com REVOLADE?

R: Não é necessária uma dieta especial geral. No entanto, o medicamento deve ser tomado com uma refeição pobre em cálcio (50 mg ou menos) ou com o estômago vazio. Deve manter-se um intervalo obrigatório de 4 horas ao consumir qualquer alimento, bebida ou suplemento rico em catiões polivalentes, como cálcio, ferro ou magnésio.


P: Com que rapidez a maioria das pessoas começa a notar alterações após tomar REVOLADE?

R: O esquema oficial de ajuste de dose sugere um período de resposta típico. Indica que o efeito de qualquer alteração de dose deve ser avaliado aguardando, pelo menos, duas semanas antes de considerar outro ajuste, refletindo o tempo necessário para observar uma alteração estável nas contagens de plaquetas.


P: Com que frequência os doentes precisam de análises ao sangue enquanto tomam REVOLADE?

R: São necessários testes de função hepática antes de iniciar o tratamento, durante a fase de ajuste de dose e, posteriormente, mensalmente, devido ao risco de problemas no fígado (hepatotoxicidade). As contagens de plaquetas são geralmente monitorizadas com maior frequência, especialmente no início do tratamento com o medicamento.


P: O REVOLADE deve ser tomado com ou sem alimentos?

R: O medicamento deve ser tomado com o estômago vazio (1 hora antes ou 2 horas após uma refeição) ou com uma refeição muito pobre em cálcio. Deve respeitar-se um intervalo rigoroso de 4 horas antes ou depois da dose ao consumir qualquer produto que contenha catiões polivalentes, o que inclui laticínios.


P: Existem alimentos ou suplementos específicos que possam interagir com o REVOLADE?

R: Sim, os documentos regulamentares observam que a absorção é significativamente reduzida quando tomado com suplementos ou alimentos que contenham catiões polivalentes. Estes incluem suplementos minerais, antiácidos e laticínios, bem como alimentos enriquecidos que contenham altos níveis de minerais como cálcio, ferro ou magnésio.


P: Posso tomar REVOLADE com analgésicos comuns de venda livre?

R: A informação oficial sobre interações medicamentosas foca-se em medicamentos coadministrados que são substratos de transportadores específicos, como o OATP1B1 e o BCRP. Embora analgésicos comuns de venda livre (como o ibuprofeno ou o paracetamol) não sejam habitualmente listados como interações major, a consulta com um profissional de saúde é importante relativamente a todos os medicamentos coadministrados.


P: O REVOLADE interage com sumo de toranja?

R: O sumo de toranja, um conhecido inibidor de enzimas envolvidas no metabolismo de muitos medicamentos, não está explicitamente listado como uma interação primária nos documentos regulamentares oficiais. Isto deve-se ao facto de o eltrombopag ser predominantemente metabolizado através de vias bioquímicas diferentes.


P: Qual é a diferença entre o REVOLADE e outros medicamentos para a PTI?

R: O REVOLADE é classificado oficialmente como um agonista do recetor da trombopoietina (AR-TPO). Este mecanismo distingue-se de tratamentos mais antigos para a PTI, pois funciona estimulando diretamente a medula óssea a produzir novas plaquetas, em vez de suprimir o sistema imunitário ou aumentar a sobrevivência das plaquetas.


P: Como é que o REVOLADE afeta os níveis de plaquetas ao longo do tempo?

R: O medicamento destina-se a ajudar os doentes a atingir e manter uma contagem de plaquetas alvo que reduza o risco de hemorragia. Após a interrupção do tratamento, a contagem de plaquetas regressa habitualmente aos níveis baixos anteriores ao tratamento em cerca de duas semanas, o que se associa ao regresso do risco de hemorragia.


P: Que avisos oficiais existem sobre o REVOLADE e problemas de pele?

R: Os documentos oficiais listam a erupção cutânea e o aumento da sudação como efeitos secundários comuns que têm sido relatados com o REVOLADE. Os documentos também descrevem sinais de reações alérgicas graves ou reações cutâneas severas que podem ocorrer e que exigem atenção médica imediata.


P: Pessoas com problemas renais podem usar REVOLADE?

R: A informação oficial do produto sugere que os indivíduos devem informar o seu médico se tiverem problemas renais. Embora não existam geralmente ajustes de dose obrigatórios para a insuficiência renal, é necessária uma monitorização próxima da condição do doente devido às propriedades do fármaco.


P: As fontes oficiais descrevem um risco de danos no fígado com REVOLADE?

R: Sim, as fontes regulamentares oficiais contêm um aviso de segurança significativo sobre o risco de hepatotoxicidade, ou problemas no fígado. Podem ocorrer anomalias na função hepática e lesões hepáticas graves, razão pela qual as diretrizes oficiais exigem testes de função hepática antes e regularmente durante o tratamento.


P: O REVOLADE pode ser esmagado ou partido para facilitar a ingestão?

R: As instruções oficiais para o doente especificam que os comprimidos revestidos por película devem ser engolidos inteiros e não devem ser esmagados, partidos ou mastigados. Para doentes com dificuldade em engolir, está disponível uma formulação do medicamento em pó para suspensão oral.


P: Qual é a informação oficial sobre o risco de cataratas com o REVOLADE?

R: Os documentos oficiais indicam que foram observados novos casos de cataratas (uma condição que causa a opacificação da lente do olho) em alguns doentes a receber este medicamento. Devido a esta observação, a orientação oficial sugere que os doentes podem necessitar de exames oftalmológicos antes e durante a terapia.

Como REVOLADE deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o REVOLADE

O REVOLADE (eltrombopag) deve ser conservado de acordo com os requisitos regulamentares para manter a qualidade do produto.


Condições oficiais de conservação

Relativamente à temperatura, o medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F). No que diz respeito à proteção, deve manter o fármaco na embalagem de origem e afastado do calor excessivo e da humidade. Quanto ao prazo de validade, não utilize o medicamento após a data de validade impressa na embalagem.


Manuseamento e eliminação

O medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças para evitar a ingestão acidental. Não é necessário qualquer manuseamento especial além da conservação normal à temperatura ambiente.

Para a eliminação, qualquer REVOLADE não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser descartado de forma segura, entregando-o a um farmacêutico ou utilizando um programa oficial de recolha de medicamentos. O produto não deve ser eliminado no lixo doméstico nem deitado no esgoto, conforme exigido pelos regulamentos locais de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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