Prostin E2

Links rápidos para seções importantes

Prostin E2

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Prostin E2

Propriedade Descrição
Substância ativa Dinoprostona
Forma Dispositivo vaginal, Gel cervical, Supositório vaginal
Classe farmacológica Prostaglandina, Agente oxitócico
Uso comum Indução do trabalho de parto, Maturação cervical
Origem Análogo sintético (da Prostaglandina E₂)

O medicamento conhecido comercialmente como Prostin E₂ contém a substância ativa Dinoprostona. Esta é a denominação comum internacional (DCI) para um análogo sintético de um composto hormonal potente que ocorre naturalmente no organismo, denominado Prostaglandina E₂ (PGE₂). Esta substância é um eicosanoide natural e a sua variante sintética é fundamentalmente classificada como um agente oxitócico dentro da classe farmacológica das prostaglandinas, sendo utilizada para induzir a contração uterina. A Dinoprostona é o componente chave e é clinicamente reconhecida pela sua eficácia em promover alterações cervicais, uma função sustentada por estudos farmacológicos. Esta classificação confirma o papel do medicamento na estimulação de processos relacionados com o trabalho de parto.


Qual é o Objetivo Geral deste Agente Oxitócico?

O objetivo terapêutico geral deste agente uterotónico é promover as alterações fisiológicas necessárias para o parto, através da estimulação do útero e da preparação do colo do útero (cérvix). A Dinoprostona é utilizada primordialmente para iniciar e agilizar estas alterações, apoiando processos como a indução do trabalho de parto em mulheres no final da gestação ou a evacuação do conteúdo uterino em cenários clínicos específicos. A literatura clínica principal destaca consistentemente que o valor fundamental da Dinoprostona reside na sua dupla ação: promove a contração do músculo liso uterino enquanto funciona, simultaneamente, como um agente potente de maturação cervical. Esta dupla capacidade auxilia no apagamento (adelgaçamento) e na dilatação (abertura) do colo do útero, o que é crucial para a progressão do parto. O uso deste medicamento sujeito a receita médica é um procedimento padrão em ambientes hospitalares controlados.


Como é Apresentado o Prostin E2 (Forma e Tipo de Administração)?

A Dinoprostona é preparada exclusivamente como um produto de substância ativa única, concebido para uma administração localizada, minimizando assim os efeitos sistémicos. As principais formas farmacêuticas incluem o dispositivo vaginal (uma matriz de libertação controlada), o gel cervical (uma base de polímero viscoso) e o supositório vaginal. A forma em dispositivo vaginal, em particular, oferece uma característica diferenciadora através de um sistema especializado de libertação controlada, que proporciona uma administração sustentada durante um período prolongado. A via de administração pretendida é a aplicação local direta na vagina ou no colo do útero. Este método assegura a entrega direcionada do agente oxitócico aos tecidos reprodutores para uma ação e eficácia precisas, tornando a sua forma farmacêutica parte integrante da sua função obstétrica especializada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Prostin E2?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da Dinoprostona (Prostin E2) está rigorosamente documentado em fontes regulamentares oficiais, estando os potenciais efeitos secundários classificados pela frequência da sua ocorrência e pelo sistema fisiológico afetado. A documentação enfatiza que a administração deve ocorrer apenas num contexto clínico equipado para a monitorização contínua fetal e uterina.


Classificação da Frequência das Reações Adversas

Apresenta-se de seguida um resumo das reações adversas classificadas por frequência na documentação oficial:

  • Reações Muito Comuns: Estes efeitos observados frequentemente envolvem principalmente o Sistema Gastrointestinal, manifestando-se tipicamente como náuseas, vómitos e diarreia.
  • Reações Comuns: Estas incluem efeitos no Sistema Reprodutor, tais como a hipertonia uterina (tónus muscular excessivo) e distúrbios da contração uterina. O sofrimento fetal ou alterações na frequência cardíaca fetal são também classificados como efeitos comuns. Outros efeitos comuns incluem cefaleias (dores de cabeça) e febre (pirexia).
  • Reações Raras: Esta categoria inclui eventos graves, mas de ocorrência pouco frequente.

Reações Adversas Graves e Considerações de Segurança

A informação oficial identifica riscos graves específicos, refletindo a potente ação oxitócica do medicamento. A rutura uterina é um risco documentado, raro e grave. O distúrbio sanguíneo grave conhecido como Coagulação Intravascular Disseminada (CID) é também identificado como um evento raro, particularmente observado no período pós-parto após a indução do trabalho de parto. O risco de CID está oficialmente assinalado como sendo superior em mulheres com idade materna avançada (mais de 35 anos) e elevada paridade (quatro ou mais partos anteriores a termo).

Restrições de Segurança Independentes da Via de Administração definem restrições absolutas. O medicamento é contraindicado em doentes com condições tais como antecedentes de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), hemorragia vaginal de causa desconhecida e sofrimento fetal pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Dinoprostona (Prostin E2) caracteriza-se primordialmente pela exacerbação dos seus efeitos oxitócicos documentados, de acordo com as fontes regulamentares governamentais oficiais.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Manifestação Primária Hiperestimulação uterina (hipertonia ou hipercontractilidade) devido a uma atividade uterotónica excessiva.
Resultado Associado Sofrimento fetal, indicado por anomalias na frequência cardíaca fetal, o que requer atenção imediata.
Resultados Graves Complicações potencialmente fatais, incluindo a rutura uterina e potencial morte fetal, particularmente em casos não controlados.

Ações de Emergência Necessárias

O aparecimento de sinais de hiperestimulação uterina ou de sofrimento fetal constitui uma emergência médica que exige assistência médica imediata. As entidades reguladoras determinam a remoção célere (descontinuação) da forma farmacêutica de dinoprostona para interromper a exposição adicional ao fármaco. Uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico, a gestão clínica é descrita oficialmente como sintomática e de suporte. Esta pode incluir a utilização de agentes tocolíticos para reduzir a atividade uterina excessiva e a monitorização contínua do estado materno e fetal. O perfil de sobredosagem destina-se a orientar uma intervenção imediata de alto risco com base em achados clínicos e fisiológicos documentados.

Usos terapêuticos de Prostin E2

O que o Prostin E2 trata: principais utilizações e benefícios

O Prostin E2, que contém dinoprostona, é habitualmente utilizado em domínios terapêuticos onde é necessário apoio sintomático adicional, principalmente no contexto da gravidez. Este medicamento é aplicado na abordagem de condições em que a estabilidade funcional é afetada, frequentemente perto do final da gestação.

Esta aplicação fundamental da dinoprostona é relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados associados a alterações agudas ou episódicas. A sua aplicação é pertinente quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada no contexto de um procedimento médico planeado. Isto auxilia na manutenção da estabilidade funcional e é aplicado na abordagem de sintomas ligados ao stress funcional de órgãos específicos. O Prostin E2 é considerado relevante para atenuar agregados de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos em cenários clínicos onde a estabilização a curto prazo é importante. Apoia as pacientes durante episódios de maior desconforto, contribuindo para o alívio da carga global de sintomas.

“O papel do Prostin E2 consiste em ajudar a fornecer o apoio que alivia a carga sintomática global durante as fases clínicas necessárias.”

Facto Rápido: Apoia em sintomas relacionados com o desconforto físico

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Prostin E2

O Prostin E2 (dinoproston) é um medicamento especificamente indicado para mulheres grávidas que necessitam de indução do parto por razões médicas ou obstétricas, desde que se encontre no termo ou próximo do termo da gestação. A sua utilização deve ser sempre decidida e supervisionada por profissionais de saúde num ambiente hospitalar com equipamento de monitorização adequado.

Contraindicações e restrições de uso

Existem situações específicas em que o Prostin E2 não deve ser administrado. Este medicamento é contraindicado para doentes que tenham hipersensibilidade conhecida às prostaglandinas ou a qualquer um dos componentes da formulação. Além disso, não deve ser utilizado em mulheres com contraindicações gerais ao parto vaginal ou em casos onde a estimulação prolongada das contrações uterinas é considerada inadequada.

As contraindicações incluem frequentemente as seguintes condições:

  • Histórico de cirurgia uterina major, como uma cesariana anterior ou miomectomia, devido ao risco de rutura uterina.
  • Desproporção cefalopélvica, onde o tamanho da cabeça do bebé não permite a passagem segura pelo canal de parto.
  • Casos de sofrimento fetal agudo ou quando os padrões de frequência cardíaca fetal sugerem um compromisso iminente.
  • Grande multiparidade (mulheres que já tiveram cinco ou mais partos a termo anteriores).
  • Apresentações fetais não cefálicas (quando o bebé não está posicionado de cabeça para baixo).
  • Histórico de parto difícil ou traumático.

Precauções especiais

O uso de Prostin E2 requer precaução extrema em mulheres com certas condições médicas preexistentes. Devem ser monitorizadas de perto doentes com historial de asma, glaucoma ou pressão intraocular elevada, uma vez que as prostaglandinas podem causar broncoconstrição ou alterações na pressão ocular. Da mesma forma, mulheres com compromisso da função renal, hepática ou cardiovascular devem ser avaliadas cuidadosamente antes da administração.

Este medicamento não se destina ao uso em crianças, adolescentes ou homens. A sua aplicação é exclusiva ao contexto obstétrico para a indução do trabalho de parto, não devendo ser utilizado em qualquer outra fase da gravidez que não a indicada pelo médico assistente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Prostin E2 (dinoprostona) documenta interações que ocorrem principalmente com a classe dos agentes oxitócicos, que são medicamentos utilizados para estimular a atividade do útero. A base desta interação é classificada como um efeito farmacodinâmico aditivo, em que a administração conjunta pode aumentar ou potenciar a atividade da outra substância uterotónica.

Combinações Contraindicadas e Restritas

A administração conjunta de dinoprostona está sujeita a restrições e proibições específicas detalhadas na rotulagem oficial do produto. O uso concomitante de agentes oxitócicos por via intravenosa é formalmente contraindicado para utilização em simultâneo com a formulação de dinoprostona em dispositivo vaginal. As fontes regulamentares aconselham, de uma forma geral, contra a utilização simultânea de qualquer outro agente oxitócico com a dinoprostona.

Intervalos de Tempo Obrigatórios

Devido ao risco de potenciação farmacodinâmica, é obrigatório respeitar um intervalo de tempo para a utilização sequencial de outros agentes oxitócicos, como a oxitocina. O intervalo preciso exigido varia consoante a formulação de dinoprostona:

  • Dispositivo Vaginal: O sistema deve ser removido pelo menos 30 minutos antes da administração de qualquer agente oxitócico subsequente.
  • Gel Cervical ou Comprimidos Vaginais: É especificado um intervalo entre doses de seis a doze horas antes de se iniciar um agente oxitócico sequencial.

Não estão documentados padrões de interação explícitos nas secções de interação regulamentar oficial que envolvam enzimas CYP, transportadores de fármacos, alimentos, álcool, produtos à base de plantas ou suplementos alimentares.

Mecanismo de ação

Como funciona o Prostin E2: O Mecanismo de Ação

A ação da Dinoprostona envolve a sua função como um agonista total nos quatro subtipos de recetores da Prostaglandina E₂ (EP), desencadeando duas cascatas fisiológicas simultâneas e distintas no sistema reprodutor.


Agonismo Direcionado para Iniciar a Contração Uterina

A ligação da dinoprostona aos recetores EP₁ e EP₃ ativa a via de sinalização Gq, levando a um aumento rápido e localizado da concentração de cálcio intracelular (Ca^2+) dentro das células do músculo liso miometrial. O surto de cálcio resultante faz com que as fibras musculares encurtem e contraiam diretamente, produzindo contrações uterinas rítmicas e fortes através do encurtamento das células do músculo liso do miométrio.


Remodelação Enzimática para o Amolecimento Cervical

A ação paralela envolve os recetores EP encontrados no tecido cervical, o que despoleta uma cascata separada que leva ao aumento da produção local de enzimas, tais como a colagenase. Esta atividade enzimática decompõe a rede densa e rígida de fibras de colagénio que fornece integridade estrutural ao colo do útero. Esta modificação estrutural faz com que o colo do útero apresente amolecimento, apagamento (adelgaçamento) e dilatação (abertura), o que diminui a rigidez mecânica do tecido.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito da Administração: Orientações Oficiais

A utilização da dinoprostona está estritamente limitada ao contexto hospitalar e deve ser realizada exclusivamente por profissionais de saúde obstétricos com formação específica. A administração do produto é local, utilizando a via vaginal ou endocervical, e o esquema posológico depende inteiramente da formulação específica que estiver a ser utilizada.

Propriedade Resumo das Instruções Oficiais
Via de administração Intravaginal (dispositivo, supositório ou comprimido) ou Endocervical (gel).
Esquema posológico Dispositivo Vaginal (10 mg): Administrado como uma dose única de duração limitada. Gel Endocervical (0,5 mg): Uma dose inicial de 0,5 mg, que pode ser repetida uma vez após um intervalo de 6 horas (máximo de 1,5 mg em 24 horas). Supositório Vaginal (20 mg): As doses subsequentes de 20 mg são administradas em intervalos de 3 a 5 horas.
Preparação O dispositivo vaginal é geralmente mantido congelado até ao momento da utilização imediata, enquanto os supositórios podem ser aquecidos à temperatura ambiente antes da inserção.
Regras por grupo etário A utilização em grávidas adolescentes (população pediátrica) não foi estabelecida; não existem ajustes posológicos explícitos listados para idosos ou doentes com insuficiência hepática ou renal.

Estrutura do Procedimento

O protocolo global de utilização da dinoprostona é definido pelo seu padrão intermitente e agudo, exigindo um cumprimento rigoroso das regras de tempo. Após a administração, a doente deve permanecer em posição deitada (decúbito) durante um período especificado, que varia entre 10 minutos a duas horas, dependendo da forma farmacêutica, para garantir a aplicação correta. O curso do tratamento é de curta duração; por exemplo, o dispositivo vaginal deve ser removido após 12 horas ou mais cedo, caso se inicie o trabalho de parto ativo. Além disso, o produto deve ser removido ou descontinuado durante um intervalo obrigatório (que varia entre 30 minutos a 12 horas) antes que se inicie a administração sequencial de outros agentes oxitócicos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação e Visão Geral dos Estudos sobre o Prostin E2 (Dinoprostona)

Evidência para utilização na Maturação Cervical e Indução do Parto

A base de investigação inclui inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA). Os resultados destes ensaios foram combinados em Revisões Sistemáticas para examinar a consistência dos resultados observados.

Os estudos foram realizados durante períodos de maior atividade de sintomas em grávidas perto do termo, focando-se naquelas cujo colo do útero ainda não era considerado totalmente pronto para o parto. A investigação examinou grupos específicos nestes ensaios, tais como mulheres pela primeira vez. Os investigadores monitorizaram resultados agudos de curto prazo, incluindo a obtenção da maturação cervical e resultados relacionados com o processo de parto monitorizado.

Os estudos relatam medições do intervalo desde a administração até ao parto vaginal nas populações observadas. Os relatórios dos ensaios descrevem padrões relacionados com as taxas de cesariana observadas nos estudos e a frequência de necessidade de reforço posterior com ocitocina após o início do trabalho de parto. A investigação fornece contexto sobre as alterações de curto prazo.

A documentação destes estudos descreve o que foi observado até ao momento. As conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados pessoais.

Evidência para utilização na Evacuação do Conteúdo Uterino

A investigação explorou a utilização da dinoprostona em cenários clínicos específicos que requerem a evacuação do conteúdo uterino, como na gestão de gravidezes não viáveis. Esta investigação baseia-se em Ensaios Clínicos realizados durante períodos de maior atividade de sintomas e foca-se em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos.

Nestes estudos, os investigadores monitorizaram resultados relacionados com o processo de parto monitorizado, com o desfecho principal focado no intervalo de tempo para a evacuação completa do conteúdo uterino. Os resultados dos estudos refletem as condições clínicas específicas sob as quais foram realizados.

Principais Incertezas e Lacunas na Investigação

Uma lacuna fundamental é o facto de as durações do acompanhamento terem sido curtas, limitando a maior parte do conhecimento ao resultado imediato do parto. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para a mãe ou para a criança. Além disso, falta evidência comparativa face a todos os métodos de indução não farmacológicos. Os resultados foram variáveis entre os estudos quando foram examinadas certas comparações. Os dados para certos grupos, como aqueles com um Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Prostin E2 (FAQ)


P: O Prostin E2 é o mesmo que o misoprostol?

R: O Prostin E2, que contém a substância ativa dinoprostona, não é o mesmo medicamento que o misoprostol. No entanto, ambos pertencem à classe de medicamentos das prostaglandinas, que atuam no útero. Os avisos oficiais indicam que a sua utilização concomitante é geralmente evitada devido ao risco documentado de hiperestimulação ou lesão uterina.


P: O Prostin E2 provoca hemorragias e, se sim, que quantidade é normal?

R: De acordo com a informação oficial do produto, a hemorragia vaginal de causa desconhecida durante a gravidez é listada como um motivo para não utilizar o medicamento (uma contraindicação). Embora os documentos oficiais não descrevam habitualmente perdas de sangue ligeiras esperadas, eventos raros mas graves, como a hemorragia uterina (sangramento severo), são riscos associados à hiperestimulação uterina. Devido a estes riscos documentados, a monitorização contínua da doente é um protocolo obrigatório quando este medicamento é administrado.


P: O Prostin E2 pode interagir com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol?

R: Os documentos regulamentares focam-se principalmente nas interações com outros agentes ocitócicos (medicamentos que estimulam o útero) e não listam explicitamente interações com analgésicos comuns como o ibuprofeno ou o paracetamol. A dinoprostona é uma prostaglandina e alguns analgésicos (AINEs como o ibuprofeno) atuam inibindo as prostaglandinas. Uma vez que este medicamento é apenas utilizado em contexto hospitalar, a equipa de saúde é responsável por rever e gerir toda a medicação concomitante durante o internamento.


P: Como é que o corpo elimina o Prostin E2 após a sua utilização?

R: A substância ativa, dinoprostona, é administrada localmente no colo do útero ou na vagina e foi concebida para atuar onde é colocada. Uma vez absorvida, é rapidamente metabolizada (decomposta) em órgãos como os pulmões e o fígado, sendo rapidamente convertida em substâncias inativas. Como possui uma semivida muito curta (o tempo necessário para que a quantidade se reduza para metade), o fármaco ativo propriamente dito é rapidamente eliminado do organismo.


P: As agências reguladoras têm um "Aviso de Caixa Preta" (Black Box Warning) no Prostin E2 e o que é que isso significa?

R: A rotulagem oficial do produto contém Avisos e Precauções extensos relativos a riscos graves, como a hiperestimulação uterina e a rotura uterina. Embora o rótulo da FDA dos EUA não apresente atualmente um "Aviso de Caixa Preta" (o tipo de aviso mais grave naquele país), contém avisos rigorosos. Estas advertências descrevem condições que restringem a utilização do medicamento a contextos hospitalares para monitorização contínua.


P: Posso utilizar Prostin E2 se estiver a tomar anticoagulantes?

R: A informação oficial do produto não lista uma interação explícita com anticoagulantes padrão. No entanto, a substância ativa faz parte de uma família química envolvida na regulação da função sanguínea. A informação oficial do produto exige que todos os medicamentos atuais, incluindo anticoagulantes, sejam totalmente revistos pela equipa de saúde hospitalar antes da administração, devido ao risco raro de um distúrbio sanguíneo grave conhecido como Coagulação Intravascular Disseminada (CID).


P: O que significa "contraindicação" em relação ao Prostin E2?

R: Uma contraindicação é uma condição médica ou circunstância que torna o uso de um determinado fármaco desaconselhável porque poderá causar danos. Para o Prostin E2, exemplos de contraindicações incluem ter tido uma cesariana anterior ou uma hipersensibilidade conhecida às prostaglandinas. O medicamento não deve ser utilizado quando estas condições estão presentes.


P: O Prostin E2 contém ingredientes que possam causar preocupação em certas populações?

R: O Prostin E2 contém a substância ativa dinoprostona juntamente com outros componentes chamados excipientes, que variam consoante a forma do produto. Por exemplo, algumas formulações podem conter uma pequena quantidade de álcool (etanol) ou substâncias como a lactose. Se tiver preocupações específicas sobre ingredientes não ativos, a revisão completa destes componentes com a equipa de saúde é um passo prudente.


P: O que significa "semivida" para o Prostin E2?

R: A semivida refere-se ao tempo necessário para que a quantidade de medicamento no corpo baixe para metade do seu nível inicial. A dinoprostona é reconhecida por ter uma semivida muito curta — apenas cerca de 1 a 3 minutos — porque é decomposta muito rapidamente após a absorção pelo organismo.


P: O facto de ter alergias a outros medicamentos afeta a elegibilidade para o Prostin E2?

R: O medicamento é contraindicado se a doente tiver uma hipersensibilidade conhecida (reação alérgica grave) especificamente às prostaglandinas ou a qualquer um dos ingredientes não ativos do produto. Embora o rótulo não afirme que alergias a outros medicamentos não relacionados excluam uma doente, este histórico, tal como todas as alergias medicamentosas, é incluído no processo de revisão abrangente realizado pela equipa de saúde antes da utilização.


P: O Prostin E2 pode causar alterações na tensão arterial ou no ritmo cardíaco?

R: Sim, os documentos oficiais relatam que os efeitos comuns do medicamento incluem alterações na frequência cardíaca fetal. Efeitos menos comuns relatados na mãe incluem alterações como hipertensão (tensão arterial alta) e flutuações na frequência cardíaca, como batimentos cardíacos rápidos ou lentos. Recomenda-se precaução em doentes com condições cardiovasculares preexistentes.


P: Como é determinada a necessidade de Prostin E2 por um profissional de saúde?

R: A necessidade deste medicamento é determinada por um profissional de saúde, como um médico ou parteira, através da avaliação minuciosa do estado obstétrico específico e do historial médico da doente. Este processo inclui a verificação cuidadosa de que nenhuma das contraindicações oficiais (razões para não utilizar o fármaco, como uma cesariana anterior) está presente antes de se prosseguir com a administração.


P: Quanto tempo permanece o fármaco no sistema após a última administração?

R: Uma vez que a dinoprostona é eliminada tão rapidamente do organismo devido à sua semivida muito curta e ao seu metabolismo rápido, a substância ativa em si não persiste no corpo durante um longo período após a conclusão da administração ou a remoção do dispositivo.

Como Prostin E2 deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Prostin E2

As exigências de conservação do Prostin E2 (dinoprostona) são rigorosamente controladas e variam consoante a formulação. Os Comprimidos Vaginais e a Solução Estéril devem ser conservados sob refrigeração, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. Em contrapartida, o Inserto Vaginal requer congelação até ao momento da sua utilização imediata e não deve ser aquecido antes da aplicação.

Estabilidade e Manuseamento

Algumas formulações possuem prazos de validade específicos após a preparação; por exemplo, a Solução Estéril deve ser utilizada num período de 24 horas após a diluição. Todos os profissionais envolvidos devem lavar as mãos minuciosamente após a administração e evitar o contacto direto da pele com o produto. O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos. O produto não deve ser deitado no lixo doméstico nem em águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Prostin E2 encontrado em:

ÍNDICE A-Z: