Prostin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Prostin

Factos Rápidos

Característica Detalhes
Substância Ativa Dinoprostona (Prostaglandina E2)
Classe Farmacológica Agente Ocitócico, Prostaglandina
Administração Gel ou comprimido vaginal, ou injetável (dependendo do produto específico e uso)
Classificação quanto à Dispensa Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM)

O que é o Prostin?

O Prostin é o nome comercial de um medicamento cuja substância ativa é a dinoprostona, uma versão sintética da hormona de ocorrência natural prostaglandina E2 (PGE2). Este composto é classificado como um agente ocitócico e a sua utilização ocorre primordialmente no âmbito da obstetrícia.

Papel Terapêutico

A dinoprostona é reconhecida clinicamente pela sua capacidade de atuar no tecido muscular do útero e no colo do útero. A sua principal aplicação médica divide-se em duas áreas distintas, que variam consoante a formulação específica (por exemplo, gel vaginal, comprimido vaginal ou solução injetável):

  1. Maturação Cervical e Indução do Parto: Quando existe uma necessidade médica ou obstétrica para a indução do parto, o Prostin (frequentemente comercializado como Prostin E2) é utilizado para ajudar a preparar o colo do útero. Este processo amolece, adelgaça e dilata o colo — um procedimento conhecido como maturação cervical — tornando-o mais favorável ao trabalho de parto.
  2. Esvaziamento do Conteúdo Uterino: Algumas formulações específicas podem ser utilizadas por profissionais de saúde na gestão de condições como morte fetal intrauterina, aborto retido ou interrupção da gravidez (no segundo trimestre).

Características Distintivas Principais

Sendo uma prostaglandina, a dinoprostona funciona principalmente através da estimulação das contrações do miométrio (a camada muscular do útero), mimetizando as contrações observadas num parto natural. A administração deste medicamento é altamente especializada e está restrita a hospitais ou clínicas que possuam unidades de obstetrícia dedicadas, onde possa ser efetuada a monitorização contínua tanto da atividade uterina da paciente como da frequência cardíaca do feto.

Quais efeitos secundários são possíveis com Prostin?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Prostin (alprostadil) baseia-se nas classificações de documentos regulamentares, detalhando os efeitos adversos observados principalmente na população neonatal, à qual se destina. Estes efeitos estão frequentemente relacionados com a atividade do medicamento nos tecidos vasculares e no músculo liso.


Categorias de Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes Apneia (cessação temporária da respiração), Rubor
Frequentes Bradicardia, Hipotensão, Taquicardia, Paragem Cardíaca, Febre, Convulsões, Diarreia, Hipotermia

Estas reações encontram-se agrupadas por classes de órgãos e sistemas; os efeitos registados nos Sistemas Cardiovascular, Respiratório e Nervoso são os classificados com maior frequência.


Considerações de Segurança Graves

A documentação oficial regista reações adversas graves, incluindo a paragem cardíaca e um risco acrescido de apneia, especialmente em recém-nascidos com baixo peso à nascença (inferior a 2,0 kg). Devido ao potencial de ocorrência destes eventos agudos, a medicação deve ser administrada em contextos onde existam meios de cuidados intensivos pediátricos e suporte respiratório imediato, conforme exigido pelas restrições oficiais de segurança.


Padrões de Segurança Relacionados com a Duração

As informações de segurança indicam que certas alterações, como a proliferação óssea cortical e o espessamento difuso da parede do ducto arterioso, têm sido associadas à utilização contínua prolongada. Estas alterações estruturais, que ocorrem com uma exposição mais longa, são tipicamente reversíveis após a interrupção do tratamento.

Este conjunto de riscos documentados oficialmente serve de guia para a compreensão da utilização altamente especializada e condicionada deste medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações abaixo resumem as manifestações de sobredosagem e as ações de emergência necessárias, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais para as substâncias ativas associadas à marca Prostin (Dinoprostona e Alprostadil).


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Substância Ativa Principal Manifestação de Sobredosagem
Dinoprostona (Uso Obstétrico) Hipertonia uterina ou hipercontractilidade.
Alprostadil (Uso Intracavernoso) Ereção prolongada ou priapismo.
Alprostadil (Uso IV Neonatal) Apneia, hipotensão ou bradicardia.

Ações de Emergência Necessárias

Deve procurar-se assistência médica imediata perante eventos específicos que indiquem uma sobredosagem ou um efeito farmacológico excessivo. No caso da Dinoprostona, a utilização do produto deve ser interrompida ou removida imediatamente perante qualquer sinal de atividade uterina sustentada ou de sofrimento fetal, uma vez que estas situações podem levar a resultados graves, como a rutura uterina.

Relativamente ao Alprostadil, uma ereção que persista por mais de quatro horas requer assistência médica imediata para prevenir danos permanentes nos tecidos. Os recém-nascidos que recebem Alprostadil intravenoso são monitorizados de perto, devendo a perfusão ser descontinuada imediatamente se ocorrer apneia ou bradicardia, especialmente em bebés com peso inferior a dois quilogramas.

O tratamento da sobredosagem para ambas as substâncias ativas é essencialmente sintomático e de suporte, dado que não se conhece um antídoto específico.

Usos terapêuticos de Prostin

Para que é utilizado o Prostin: principais utilizações e benefícios

O Prostin é um medicamento que contém dinoprostone, uma substância análoga à prostaglandina E2 que ocorre naturalmente no organismo. A sua aplicação principal ocorre no âmbito da saúde reprodutiva, sendo fundamental para a indução do trabalho de parto em mulheres que se encontram no termo ou próximas do termo da gravidez.

A função primordial deste medicamento é promover a maturação do colo do útero, um processo conhecido como apagamento e dilatação cervical. Ao suavizar e preparar o colo do útero, o Prostin facilita a progressão do parto, tornando-o necessário em situações clínicas onde o início espontâneo do trabalho de parto não ocorreu ou quando a continuação da gravidez representa um risco para a saúde da mãe ou do feto.

Além da indução do parto, o Prostin desempenha um papel importante na gestão de outras condições obstétricas. É utilizado para o esvaziamento do conteúdo uterino em casos de aborto retido ou quando existe a necessidade de interromper a gravidez por razões médicas específicas. Atua estimulando as contrações do miométrio, o tecido muscular do útero, ajudando assim o corpo a expelir os tecidos necessários de forma eficaz.

Os benefícios da utilização do Prostin incluem a capacidade de iniciar o processo de parto de forma controlada em ambiente hospitalar, permitindo uma monitorização rigorosa tanto da grávida como do feto. Ao promover as alterações cervicais necessárias, pode reduzir a necessidade de intervenções cirúrgicas mais invasivas, como a cesariana, em casos selecionados onde a indução farmacológica é bem-sucedida.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Prostin

O perfil de elegibilidade para o Prostin é estritamente definido por documentos regulamentares, que abrangem duas substâncias ativas diferentes para populações distintas de doentes: a Dinoprostona (para uso obstétrico) e o Alprostadil (para uso cardíaco neonatal).


Categoria Dinoprostona (Uso Obstétrico) Alprostadil (Uso Neonatal)
Populações Permitidas Mulheres adultas no termo ou próximas do termo da gravidez para indução do parto. Recém-nascidos com defeitos cardíacos congénitos específicos.
Contraindicações Absolutas Hipersensibilidade. Antecedentes de cesariana ou cirurgia uterina de grande porte. Multiparidade (seis ou mais gestações anteriores a termo). Doença cardíaca, pulmonar, renal ou hepática ativa. Hipersensibilidade. Recém-nascidos com Síndrome de Dificuldade Respiratória (Doença da Membrana Hialina).
Uso Condicional Requer precaução em doentes com insuficiência renal ou hepática, historial de asma ou glaucoma. Requer precaução em recém-nascidos com tendências hemorrágicas ou peso inferior a 2 kg.
Regras de Idade Apenas para adultas (grávidas). Uso não estabelecido em crianças ou idosos. Apenas recém-nascidos e lactentes. Não aplicável a grupos etários mais velhos.

Os documentos regulamentares oficiais definem estas regras de elegibilidade através de uma estrutura abrangente de proibições absolutas e restrições condicionais explícitas. Estas duas indicações distintas criam grupos de doentes muito limitados, garantindo que o medicamento seja apenas administrado nos contextos clínicos e fisiológicos específicos definidos na rotulagem oficial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial do Prostin estrutura o perfil de interações do medicamento principalmente em torno da sinergia farmacodinâmica e de restrições procedimentais específicas estabelecidas pelas autoridades de saúde.

Interações Farmacodinâmicas e Contraindicações

A administração concomitante de dinoprostona (Prostin E2) com agentes oxitócicos intravenosos é formalmente contraindicada devido ao risco de estimulação uterina excessiva. O uso sequencial com outros agentes oxitócicos, como a ocitocina, pode aumentar o efeito uterino e exige o cumprimento de regras específicas de intervalo de tempo. O sistema de libertação vaginal deve ser removido pelo menos 30 minutos antes da administração de um agente oxitócico intravenoso, enquanto o gel vaginal requer um intervalo de, pelo menos, 6 horas.

No caso do alprostadil injetável (Prostin VR), o uso conjunto com anticoagulantes (como a varfarina ou a heparina) está associado a uma maior tendência para a ocorrência de hemorragias.

Considerações sobre Excipientes e Farmacocinética

A formulação de alprostadil neonatal (Prostin VR) contém etanol como excipiente. As informações oficiais do medicamento documentam um risco de acumulação de etanol e possíveis efeitos no sistema nervoso central, particularmente quando administrado com outros medicamentos que contenham álcool ou propilenoglicol. Este risco é amplificado na população pediátrica devido à sua menor capacidade metabólica. Adicionalmente, são observados riscos de exposição relacionados com a depuração do fármaco em doentes com função hepática ou renal comprometida, o que pode prolongar a atividade e alterar o perfil de interações da dinoprostona.

Mecanismo de ação

Como funciona o Prostin

O mecanismo de ação do Prostin (Dinoprostona) baseia-se na modulação da sinalização na via dos prostanoides através do agonismo seletivo de recetores. Esta ação desencadeia dois efeitos principais e coordenados, a nível celular e tecidular, que resultam nas consequências fisiológicas definidas para o medicamento.

Sinalização dos Recetores de Prostaglandinas

O Prostin atua como um agonista direto dos recetores naturais da Prostaglandina E2 (PGE2) do organismo, especificamente os subtipos EP1, EP2, EP3 e EP4, que são recetores acoplados à proteína G (GPCRs). Esta ligação inicia cascatas de segundos mensageiros intracelulares distintas (por exemplo, regulando o cAMP e o Ca^2+), regulando desta forma a atividade fisiológica a jusante.

Mecanismos Fisiológicos Duplos

A ativação de recetores como o EP1 e o EP3 na parede uterina (miométrio) influencia o fluxo de iões cálcio (Ca^2+) dentro das células do músculo liso, levando a um aumento líquido do Ca^2+ intracelular. Este passo molecular essencial ativa o mecanismo contrátil, resultando em contrações uterinas rítmicas acrescidas (efeito oxitócico).

Separadamente, a ativação dos recetores EP2 e EP4 no tecido conjuntivo cervical aumenta a regulação das metaloproteinases da matriz (MMPs) — enzimas que decompõem as fibras de colagénio estruturais. Este processo conduz à alteração fisiológica conhecida como maturação cervical, ou seja, o amolecimento e o apagamento do colo do útero.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Prostin

O nome Prostin engloba produtos que contêm duas prostaglandinas diferentes, a Dinoprostona e o Alprostadil, cada uma com protocolos de administração distintos e altamente regulados que exigem supervisão médica especializada.

O medicamento é utilizado exclusivamente em ambiente hospitalar, com padrões de administração definidos pela substância ativa e pelo uso pretendido:

Substância Ativa Via de Administração e Forma Princípios de Dosagem e Calendarização
Dinoprostona (Uso Obstétrico) Vaginal (Sistema de libertação, Gel, Supositório) ou Endocervical (Gel). Dose única ou utilização intermitente programada. Normalmente, administra-se um único sistema de libertação vaginal de 10 mg uma única vez, ou uma dose de 0,5 mg de gel endocervical que pode ser repetida após 6 horas, não excedendo 1,5 mg em 24 horas. A doente deve permanecer deitada de costas durante um período específico após a administração.
Alprostadil (Uso Neonatal) Perfusão Intravenosa (IV) Contínua (numa veia de grande calibre ou cateter na artéria umbilical). Baseada no peso e contínua. A administração inicia-se com uma taxa de 0,05 a 0,1 microgramas/kg/minuto. A taxa deve ser reduzida para a dose de manutenção mínima eficaz após a obtenção de resposta, uma vez que se trata de uma medida paliativa temporária num contexto de cuidados intensivos monitorizados.

No caso do Alprostadil, o concentrado da solução deve ser diluído imediatamente antes da administração com um fluido intravenoso compatível, tal como solução de glicose ou cloreto de sódio para injeção. Quanto à Dinoprostona, existe um período de espera obrigatório antes que outros agentes oxitócicos possam ser introduzidos. Todos os procedimentos, incluindo a remoção do sistema de libertação vaginal ao iniciar-se o trabalho de parto ativo, são altamente padronizados por diretrizes regulamentares para garantir uma utilização precisa.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Prostin


Evidência para utilização na maturação cervical e indução do trabalho de parto (Dinoprostona)

A investigação que fundamentou a avaliação clínica da dinoprostona (frequentemente associada ao Prostin E2) para a preparação do colo do útero e início do trabalho de parto foi analisada num elevado número de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes ensaios foram compilados em diversas Meta-análises. Os investigadores examinaram como a administração de dinoprostona estava associada a alterações no índice de Bishop — um método para medir o grau de maturação e prontidão do colo uterino. Os estudos também monitorizaram resultados relacionados com o processo global do parto, tais como o intervalo de tempo total decorrido até ao nascimento e a necessidade de medicação adicional para estimular as contrações.

Os resultados destes ensaios descrevem padrões observados nos estudos relativos às mudanças na prontidão cervical após a administração. A base de investigação para este uso específico é vasta. Apesar da investigação extensiva, os resultados foram mistos quando a dinoprostona foi estudada para comparação com outros agentes; além disso, os métodos de administração do fármaco variam entre os estudos, o que pode dificultar as comparações diretas.


Evidência para utilização na evacuação do conteúdo uterino (Dinoprostona)

A dinoprostona foi estudada pelo seu papel na gestão de condições como a morte fetal no segundo trimestre. A investigação nesta área inclui uma combinação de ECCA e estudos observacionais. Os ensaios exploraram resultados relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional, medindo o intervalo entre a indução e a expulsão (aborto).

A investigação descreve padrões observados nos estudos quanto à taxa e ao tempo necessário para uma expulsão bem-sucedida. Contudo, a evidência para este uso no segundo trimestre é mais limitada do que a existente para os estudos de indução do parto. Uma parte significativa dos dados provém de investigação mais antiga e falta evidência comparativa para determinados cenários de estudo.


Evidência para utilização aguda em recém-nascidos com defeitos cardíacos congénitos (Alprostadil)

A utilização de uma formulação diferente de Prostin, que contém alprostadil, para cuidados de suporte em recém-nascidos com defeitos cardíacos congénitos específicos, foi avaliada em contextos que exigem intervenção imediata para salvar a vida. Devido à natureza crítica destas condições, a evidência provém principalmente de Séries de Casos Descritivos e Estudos Farmacodinâmicos Agudos focados na estabilização rápida. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional, tais como a manutenção contínua da abertura do ducto arterioso.

Os achados descrevem padrões observados nos estudos onde o tratamento foi associado à manutenção da patência ductal. A base de investigação para este uso específico consiste em numerosos estudos. A investigação descreve os padrões observados durante a fase de estabilização imediata.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Prostin (FAQ)


Q: O Prostin é o mesmo tipo de fármaco que outros medicamentos utilizados para o mesmo fim?

Prostin é um nome comercial utilizado para duas substâncias ativas diferentes: a Dinoprostone (um análogo da Prostaglandina E2) e o Alprostadil (um análogo da Prostaglandina E1). Embora ambos pertençam à família mais alargada das prostaglandinas — versões sintéticas de compostos que ocorrem naturalmente — são moléculas diferentes e estão associadas a utilizações médicas distintas e específicas.


Q: Qual é a diferença entre o Prostin e outros fármacos de prostaglandina?

Os produtos Prostin contêm dinoprostone ou alprostadil, que são dois tipos específicos de prostaglandinas. De acordo com a rotulagem oficial, a dinoprostone é especificamente indicada para a maturação cervical e indução do trabalho de parto em mulheres grávidas. Isto foca a sua utilização e distingue-a das indicações e utilizações aprovadas de outros fármacos de prostaglandina.


Q: Quais são alguns dos mal-entendidos comuns que as pessoas têm sobre a utilização do Prostin?

Um ponto comum de confusão é pensar que o Prostin é um único medicamento; no entanto, o nome refere-se a produtos com duas substâncias distintas, a dinoprostone e o alprostadil. Estas duas substâncias ativas tratam condições completamente diferentes. A dinoprostone é utilizada para procedimentos em adultos (obstetrícia), enquanto o alprostadil é utilizado para cuidados temporários e de suporte em recém-nascidos com defeitos cardíacos congénitos específicos.


Q: Os doentes sentem normalmente alguma diferença logo após a administração do Prostin?

Os dados oficiais de segurança relativos à dinoprostone mencionam várias sensações que podem ocorrer pouco após a administração. Estas podem incluir uma sensação de calor na vagina ou o facto de a doente se tornar consciente das contrações uterinas que o medicamento se destina a induzir. Os doentes são normalmente aconselhados a comunicar qualquer desconforto inesperado ou grave à equipa médica presente durante a administração.


Q: Quanto tempo demora para que os efeitos do Prostin sejam notados?

Nas formulações de dinoprostone, o medicamento começa a ser absorvido de forma relativamente rápida, com os níveis máximos dos seus metabolitos a serem frequentemente observados no espaço de uma hora após a administração. O efeito clínico total, como a preparação do colo do útero, pode demorar mais tempo. Os documentos regulamentares descrevem um período de espera típico antes de qualquer eventual repetição da administração poder ser considerada.


Q: O Prostin é um medicamento utilizado apenas no hospital?

Sim, a rotulagem oficial determina que o Prostin deve ser administrado exclusivamente em ambiente hospitalar ou clínico. Isto deve-se ao facto de as instalações especializadas de cuidados intensivos obstétricos ou pediátricos e a monitorização contínua, tanto do doente como do feto ou recém-nascido, deverem estar imediatamente disponíveis durante e após a administração.


Q: O Prostin pode ser utilizado para outros fins que não os oficialmente listados?

A documentação oficial detalha apenas as utilizações específicas para as quais o medicamento foi revisto e aprovado pelas autoridades reguladoras. A documentação oficial limita estritamente a utilização do fármaco às indicações para as quais foi formalmente revisto e aprovado.


Q: É normal a temperatura de um doente mudar após a administração de Prostin?

Sim, as alterações de temperatura são um evento comummente relatado, particularmente com o uso de supositórios vaginais de dinoprostone. Os dados oficiais de segurança indicam que aproximadamente metade dos doentes estudados apresentaram elevações de temperatura (febre), que são frequentemente transitórias. Estas alterações de temperatura tendem geralmente a diminuir após a conclusão do período de tratamento.


Q: Por que razão as fontes oficiais utilizam por vezes nomes comerciais diferentes para o mesmo medicamento que o Prostin?

As substâncias ativas do Prostin, que são a dinoprostone e o alprostadil, são comercializadas sob vários nomes comerciais a nível global, tais como Cervidil e Prepidil. Diferentes fabricantes ou mercados regionais podem utilizar nomes comerciais distintos para o mesmo composto químico. A identidade química central e a finalidade regulamentar permanecem as mesmas, independentemente da marca.


Q: O Prostin afeta a pressão arterial de forma percetível?

A informação oficial de segurança do Prostin inclui o potencial para alterações na pressão arterial. Para a formulação de alprostadil, a Hipotensão (pressão arterial baixa) está listada como uma reação adversa comum. Para a dinoprostone, um pequeno número de doentes em estudos apresentou reduções transitórias na pressão arterial diastólica.


Q: O Prostin pode causar problemas digestivos como náuseas ou vómitos?

Sim, a documentação oficial lista vários tipos de perturbações digestivas. Para as formulações de dinoprostone, os efeitos secundários comummente relatados incluem náuseas, vómitos e diarreia, sendo os vómitos uma das reações mais frequentes observadas em determinados estudos clínicos.


Q: Com que frequência os doentes têm uma reação alérgica ao Prostin?

Os documentos de rotulagem oficial registam relatos pós-comercialização de reações de hipersensibilidade graves e potencialmente fatais, incluindo anafilaxia. O potencial para uma reação alérgica, incluindo hipersensibilidade grave, está listado como uma consideração de segurança crítica na rotulagem oficial. Devido a este risco, o fármaco não é utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida.


Q: Qual é o procedimento padrão se ocorrer um efeito secundário após a administração?

O procedimento padrão delineado nos documentos regulamentares aconselha o pessoal médico a remover ou interromper o fármaco imediatamente se ocorrer uma reação adversa grave ou sustentada. Isto é seguido pela prestação de terapia sintomática e de suporte para gerir a reação. Este requisito de ambientes especializados sublinha a importância da supervisão médica durante a administração.


Q: O Prostin pode afetar a fertilidade mais tarde?

A rotulagem oficial para a formulação de dinoprostone refere que não foram realizados estudos relativos ao potencial de comprometimento da fertilidade. Isto deve-se às indicações limitadas e especializadas do fármaco e à curta duração da administração necessária. Estudos pré-clínicos que examinaram efeitos a longo prazo não encontraram evidências de mutagenicidade (alterações no material genético).


Q: Qual é a recomendação oficial relativa à atividade física após receber Prostin?

Para as formulações vaginais de dinoprostone, a informação oficial do produto exige que a doente permaneça deitada (em posição supina ou lateral) durante um período especificado, normalmente pelo menos 30 minutos, após a administração. Esta posição é necessária como parte do procedimento de administração definido na informação oficial do produto.


Q: Existe um tempo máximo durante o qual o Prostin pode ser administrado?

Sim, a utilização máxima é estritamente controlada pela formulação. Para as formulações de dinoprostone, existem limites quanto à quantidade total que pode ser administrada num período definido, como por exemplo 24 horas. Para o alprostadil, a sua utilização destina-se a ser temporária e paliativa, com a informação oficial de segurança a notar que podem ocorrer alterações estruturais com a exposição contínua e prolongada."

Como Prostin deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Prostin

A conservação do Prostin exige obrigatoriamente a manutenção da cadeia de frio para garantir a estabilidade das suas substâncias ativas. Todas as formulações, incluindo o Prostin E2 e o Prostin VR Pediátrico, devem ser mantidas no frigorífico a uma temperatura entre os 2°C e os 8°C. É estritamente proibido congelar o produto.

Estabilidade e Manuseamento

As soluções diluídas, como as perfusões de Prostin VR Pediátrico, devem ser utilizadas num prazo de 24 horas e depois descartadas. O Prostin E2 Gel Vaginal requer um período de 30 minutos para atingir a temperatura ambiente antes da sua administração e destina-se apenas a uma utilização única.

Eliminação Final

Em conformidade com as diretrizes regulamentares, todos os medicamentos não utilizados ou com prazo de validade expirado, bem como os materiais residuais, devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais em vigor para resíduos farmacêuticos. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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