Prokain

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Prokain

Opção de tratamento: Anesthesia, Hemorrhoids

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Prokain

Que tipo de medicamento é o Prokain (Procaina)?

O Prokain (Denominação Comum Internacional: cloridrato de procaina) é um medicamento sintético de receita médica obrigatória, classificado na classe farmacológica dos anestésicos locais. Pertence especificamente ao tipo amino-éster dos agentes anestésicos. Esta distinção química determina a sua via metabólica única, resultando numa duração de ação reconhecidamente curta quando comparada com anestésicos mais recentes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirma o papel da procaina como um anestésico local fundamental, apoiando a sua utilização contínua em protocolos específicos de controlo da dor. Estudos farmacológicos confirmam amplamente a sua eficácia na indução de dormência localizada.


Composição e Forma: A Solução Injetável

A substância ativa do Prokain é o cloridrato de procaina, preparado exclusivamente como uma solução injetável estéril. Sendo um produto de substância ativa única (monoterapia), a formulação consiste numa solução aquosa precisa, o que significa que o fármaco está dissolvido em água estéril para preparações injetáveis ou em soro fisiológico. Esta solução é administrada por via injetável, que é a via de administração necessária dado que o fármaco é ineficaz se for tomado por via oral ou aplicado topicamente. Esta forma injetável específica é clinicamente reconhecida por proporcionar uma anestesia rápida e controlável nos nervos periféricos pretendidos.


Objetivo Principal de um Anestésico Local

O objetivo central da procaina é induzir uma perda de sensibilidade temporária e localizada, criando assim um efeito de dormência para o controlo da dor regional. Isto é alcançado através do mecanismo do fármaco como um bloqueador dos canais de sódio dependentes da voltagem, o que impede as células nervosas de transmitirem impulsos elétricos de dor. Por exemplo, proporciona o alívio temporário da dor necessário para realizar um procedimento dentário ou uma pequena excisão. A sua característica definidora como anestésico do tipo éster é a sua rápida degradação no organismo, o que minimiza a exposição sistémica e é um fator chave considerado em contextos clínicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Prokain?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As reações adversas documentadas oficialmente para o Prokain (cloridrato de procaina) estão primordialmente relacionadas com a toxicidade sistémica dependente da dose, que ocorre quando são atingidos níveis plasmáticos elevados. Estes eventos são classificados principalmente de acordo com os sistemas de órgãos afetados, conforme especificado na informação regulamentar de prescrição.


Classificação das Reações Adversas

Os efeitos adversos mais significativos estão agrupados em duas grandes Classes de Sistemas de Órgãos (SOC). As reações estão geralmente associadas a sobredosagem, absorção rápida ou injeção intravascular acidental durante a administração.

  • Perturbações do Sistema Nervoso Central (SNC): As reações podem envolver inicialmente sinais de excitação, tais como agitação, ansiedade, tonturas ou tremores, que podem progredir para eventos graves, incluindo convulsões, ou para uma fase de depressão que pode levar à paragem respiratória (apneia).
  • Perturbações do Sistema Cardiovascular: A toxicidade sistémica pode causar diminuição do débito cardíaco, hipotensão (tensão arterial baixa), bradicardia (ritmo cardíaco lento) e desfechos graves, como a paragem cardíaca.

Reações Graves e Condicionalismos Populacionais

As reações adversas graves oficialmente documentadas incluem eventos potencialmente fatais, como paragens cardíacas e respiratórias, e toxicidade sistémica severa. Em ocasiões raras, registaram-se reações fatais com a utilização de anestésicos locais.

As notas de segurança especificam condicionalismos para certas populações de pacientes, uma vez que a capacidade do organismo para processar o medicamento pode estar alterada:

  • Deficiência Enzimática: Pacientes com deficiência de pseudocolinesterase não devem receber a injeção devido à tolerância diminuída e à persistência de níveis sistémicos prolongados do fármaco.
  • Condições Pré-existentes: Doses elevadas são geralmente contraindicadas em pacientes com bloqueio cardíaco pré-existente. O uso também pode ser restrito em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES).
  • Hipersensibilidade: É assinalado o risco de reações de hipersensibilidade (ex.: anafilaxia), frequentemente relacionadas com o fármaco ou com o seu metabolito, o ácido para-aminobenzoico (PABA).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com o cloridrato de procaina é definida oficialmente como uma toxicidade sistémica relacionada com a dose, resultante de concentrações excessivamente elevadas do fármaco no plasma. Esta situação aguda exige contramedidas imediatas devido ao potencial de efeitos graves no sistema nervoso central (SNC) e no sistema cardiovascular.

O quadro de sobredosagem começa habitualmente com sinais de excitação do SNC, que estão documentados nas informações regulamentares como incluindo agitação, ansiedade, tonturas, tremores e convulsões. Esta fase de excitação pode progredir rapidamente para a depressão do SNC, caracterizada por sonolência, perda de consciência e o desfecho grave de paragem respiratória.

Simultaneamente, está documentado que os níveis plasmáticos elevados afetam o sistema cardiovascular, manifestando-se como depressão do miocárdio, bloqueio cardíaco, hipotensão e várias arritmias ventriculares, levando em última análise ao risco de paragem cardíaca.

É necessária assistência médica urgente imediatamente após o reconhecimento de qualquer uma destas manifestações adversas agudas. Os folhetos informativos oficiais advertem explicitamente que o atraso na gestão adequada desta toxicidade relacionada com a dose pode resultar em desfechos graves, como a paragem cardíaca e a morte. Além disso, os pacientes com deficiência de colinesterase plasmática têm documentada oficialmente uma tolerância individual diminuída ao fármaco, o que constitui uma consideração populacional específica quanto ao risco de toxicidade.

Usos terapêuticos de Prokain

O que o Prokain trata: principais utilizações e benefícios

O Prokain é um anestésico local sujeito a receita médica, aplicado exclusivamente por via injetável para proporcionar um alívio sintomático regional de curta duração, focando-se inteiramente na gestão do desconforto agudo. De acordo com as revisões clínicas sobre as indicações deste fármaco, a sua utilização é frequente em diversas áreas terapêuticas onde a perda temporária de sensibilidade é essencial.


Controlo Localizado da Dor e Cenários Clínicos

O Prokain é habitualmente utilizado em contextos clínicos que envolvam o controlo da dor localizada de curta duração para pequenos procedimentos em regime de ambulatório. As principais indicações para as quais é frequentemente aplicado incluem vários procedimentos dentários, intervenções cirúrgicas menores — como a sutura de feridas ou a remoção de lesões cutâneas — e certas formas de bloqueio de nervos periféricos. É aplicado em situações onde a dor aguda localizada poderia, de outra forma, interferir com a realização bem-sucedida dos cuidados necessários. O principal benefício oferecido é a perda temporária de sensibilidade numa área específica, o que contribui para um maior conforto durante o processo clínico.

“O Prokain apoia o paciente durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento, sendo primordialmente relevante para a gestão do desconforto agudo associado a procedimentos.”

O Prokain é considerado relevante para pacientes com sensibilidades conhecidas ou alergias aos anestésicos locais mais comuns do tipo amida (por exemplo, a lidocaína). Nestes cenários, o benefício consiste em oferecer um meio viável de obter alívio sintomático durante o procedimento, o que pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade durante fases sintomáticas agudas.


Facto Rápido: Alívio Sintomático para Dor Aguda Localizada (O Prokain é frequentemente utilizado para ajudar a gerir a dor aguda e imediata associada a pequenos procedimentos cirúrgicos e dentários.)

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Prokain — informações regulamentares oficiais

Populações para as quais o uso é contraindicado

O uso do Prokain (Procaina) é estritamente contraindicado em pacientes com hipersensibilidade ou alergia conhecida à procaina, a outros anestésicos locais do tipo éster (devido à estrutura química semelhante), ou ao ácido para-aminobenzoico (PABA) ou seus derivados. Adicionalmente, formulações específicas que contenham sulfitos (como o bissulfito de sódio) são contraindicadas para indivíduos com sensibilidade conhecida aos mesmos.

Procedimentos específicos, como a anestesia espinal com Prokain, são contraindicados em pacientes com septicemia generalizada ou certas doenças do sistema nervoso central (como meningite ou sífilis).

Uso restrito e considerações especiais

O uso é restrito e exige cautela em diversas populações, necessitando frequentemente de doses reduzidas:

  • Relacionado com a condição clínica: Pacientes com perturbações graves do ritmo cardíaco, bloqueio cardíaco (em doses elevadas), choque ou hipotensão devem ser tratados com precaução. Doentes com insuficiência hepática ou renal grave requerem doses reduzidas devido à potencial acumulação do fármaco.
  • Relacionado com a idade: Pacientes debilitados, idosos e doentes agudos devem receber doses reduzidas, proporcionais ao seu estado físico.
  • Gravidez e Lactação: O Prokain é classificado pela FDA na Categoria C de Gravidez, o que significa que o seu uso está restrito a situações em que o benefício potencial seja considerado superior ao risco potencial para o feto.

Classificações oficiais de elegibilidade

O quadro regulamentar define a elegibilidade através de categorias de Contraindicação (proibição absoluta), Aviso (restrição baseada em excipientes como os sulfitos) e Precaução (que exige dose reduzida ou monitorização especial devido a condições subjacentes).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Prokain (Procaina) define várias precauções obrigatórias, particularmente quando o produto contém um vasoconritor, como a epinefrina.

Classificação da Interação Medicamentos ou Classes Interagentes Implicação Prática
Contraindicado Ocitócicos do tipo Ergot (ex.: metilergonovina) Deve evitar-se o uso com Procaina que contenha um vasoconritor devido ao risco de hipertensão grave e persistente.
Utilizar com Extrema Cautela IMAO e Antidepressivos Tricíclicos Risco de hipertensão grave e prolongada ou perturbações do ritmo cardíaco quando associados a Procaina com vasoconritor.
Antagonismo por Metabolito Antibióticos Sulfonamidas e Ácido Aminossalicílico A Procaina é metabolizada em PABA, o qual pode antagonizar os efeitos terapêuticos destes agentes.
Toxicidade Sistémica Aditiva Outros Anestésicos Locais e Bloqueadores Neuromusculares O uso concomitante pode resultar num aumento da toxicidade sistémica ou no prolongamento do efeito de bloqueio.

Este perfil refere igualmente que os agentes que inibem a colinesterase plasmática podem diminuir o metabolismo da Procaina, aumentando potencialmente a exposição sistémica ao fármaco. Adicionalmente, os pacientes com deficiência de pseudocolinesterase apresentam uma tolerância metabólica reduzida, o que constitui uma consideração importante de interação específica nesta população. A estrutura das interações define, essencialmente, os limites contra os efeitos hemodinâmicos combinados do vasoconritor e o antagonismo exercido pelo metabolito PABA noutras classes farmacológicas.

Mecanismo de ação

1. Bloqueio Direto dos Canais de Sódio Periféricos

A ação principal do Prokain é o bloqueio direto dos canais de sódio dependentes da voltagem (canais NaV) presentes nas membranas das fibras nervosas periféricas. Esta interação molecular altamente direcionada inibe a entrada necessária de iões de sódio (Na^+), o que interrompe o fenómeno elétrico da despolarização e impede que o nervo inicie ou propague um potencial de ação. Este mecanismo constitui a base fisiológica para a consequente supressão da sinalização neural aferente.


2. Condicionantes do pH dos Tecidos e Duração Funcional

Existem dois fatores que limitam intrinsecamente o mecanismo de bloqueio: a sua dependência da forma não carregada para a penetração na membrana nervosa (o que o torna menos eficaz em tecidos ácidos) e a sua propriedade vasodilatadora intrínseca. Esta vasodilatação acelera a distribuição local e a eliminação do fármaco do tecido neural.


3. Impacto Diferencial nas Vias Sensoriais

O bloqueio molecular resulta num bloqueio diferencial dos sinais nervosos, o que significa que nem todas as fibras nervosas são afetadas da mesma forma. As fibras pequenas e não mielinizadas, responsáveis pela transmissão de sinais nociceptivos (dor) e de temperatura, são significativamente mais suscetíveis ao bloqueio dos canais de sódio do que as fibras motoras de maior calibre. Isto permite o bloqueio preferencial de estímulos sensoriais específicos ao nível local.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Prokain (Procaina) é utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O cloridrato de procaina é administrado exclusivamente como uma solução injetável estéril. A sua utilização é regida por protocolos procedimentais precisos e limites de dose definidos pelas autoridades reguladoras para a gestão aguda e de curta duração.


Administração e Dosagem Aprovadas

O Prokain destina-se a uma utilização num evento único, o que significa que é administrado apenas uma vez para um procedimento específico. A via de administração determina a concentração e a dose máxima recomendada:

Via de Administração Concentrações Aprovadas Diretriz de Dose Única Máxima
Infiltração Local 0,25% a 2% (frequentemente diluída) Até 350 a 600 mg
Bloqueio de Nervos Periféricos 0,5% a 2% Varia consoante o volume (ex: 50 mL de solução a 2%)
Anestesia Espinal Apenas solução a 10% Tipicamente 50 a 200 mg

De um modo geral, a dose única total máxima em todas as vias não deve exceder 1000 mg (1 grama) de cloridrato de procaina. Devido à sua ação curta, o início do efeito ocorre entre 2 a 5 minutos e o efeito dura, tipicamente, entre 1 a 1 hora e meia.


Preparação e Condicionantes do Procedimento

As soluções de Prokain podem necessitar de diluição antes da utilização e um vasoconritor, como a epinefrina, pode ser adicionado sob condições clínicas específicas para gerir a absorção sistémica. Devem observar-se condicionantes procedimentais cruciais para a utilização correta:

  • Aspiração: Deve ser realizada antes da injeção total para garantir que a agulha não se encontra inadvertidamente num vaso sanguíneo ou no espaço subaracnoide.
  • Velocidade: Na anestesia espinal, a solução a 10% deve ser injetada lentamente, tipicamente a um ritmo de 1 mL a cada 5 segundos.

Regras para Populações Específicas

As diretrizes de administração incluem ajustes para grupos específicos. Para a infiltração local pediátrica, a dose máxima é calculada até 15 mg/kg. O uso em pacientes idosos ou debilitados requer, geralmente, precaução e uma redução na dose total administrada, conforme estipulado na informação oficial de prescrição.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Prokain


Panorama dos Estudos para Adormecimento Localizado

O conjunto de investigação sobre o Prokain (cloridrato de procaina) foi estudado para a sua utilização em contextos de procedimentos agudos, envolvendo primordialmente ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCTs) e estudos observacionais comparativos. Estes estudos têm sido relevantes em ensaios que avaliam padrões de sintomas a curto prazo relacionados com o desconforto físico localizado. A investigação foi examinada em populações de adultos submetidos a pequenos procedimentos em regime de ambulatório, tais como cuidados dentários ou a remoção de pequenas lesões cutâneas. Especificamente, a investigação analisou medições temporais fundamentais, incluindo a rapidez com que a perda de sensibilidade se inicia (tempo de início de ação) e a duração total da perda de sensação (bloqueio sensorial).

Os estudos observaram que, após a administração, o início da perda de sensibilidade localizada foi descrito como rápido. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos que caracterizaram consistentemente o Prokain como um agente anestésico de curta duração. Os estudos descreveram que a duração do efeito medido era consistente com um perfil de ação curta. Os desfechos a longo prazo não estão bem caracterizados, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas ao período imediato do procedimento.


Estudos que Analisam o Uso em Bloqueios Nervosos Periféricos

A investigação foi avaliada em contextos que exploram os bloqueios nervosos periféricos com Prokain, baseando-se em ensaios comparativos mais antigos e em análises retrospetivas. A investigação examinou a eficácia com que o sinal nervoso foi bloqueado, incluindo a velocidade de início, a duração global do bloqueio e o tempo necessário para a recuperação das funções sensorial e motora do paciente.

Os dados mostram padrões relacionados com o tempo de recuperação da função que são consistentes com uma duração de ação mais curta quando comparada com agentes mais recentes e de ação mais prolongada. A qualidade da evidência varia entre os estudos para este uso, visto que a maioria da evidência de suporte se baseia em dados históricos e em relatórios de experiência clínica. A investigação focada nesta aplicação dispõe de informação limitada sobre desfechos a longo prazo para além da duração imediata da perda de sensibilidade.


Evidência para a Utilização como Anestésico Alternativo

O Prokain também foi avaliado num grupo de pacientes específico: aqueles com sensibilidades conhecidas ou suspeitas aos anestésicos locais comuns do tipo amida (ex.: lidocaína). A evidência nesta área é limitada, baseando-se maioritariamente em relatos de casos clínicos e nas diferenças químicas documentadas entre o Prokain (um tipo amino-éster) e os anestésicos do tipo amida. A investigação explorou a indução da perda de sensibilidade localizada nestes pacientes como uma abordagem alternativa.

Os relatos de casos descreveram instâncias em que a perda de sensibilidade foi observada nalguns estudos neste grupo específico de pacientes. A evidência é limitada para este grupo de pacientes e carece de evidência comparativa para caracterizar plenamente os desfechos face a outras alternativas que não sejam do tipo amida nesta população específica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Prokain (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Prokain e outros medicamentos semelhantes que vejo anunciados?

O Prokain é classificado oficialmente como um anestésico local do tipo amino-éster. De acordo com as informações oficiais do produto, esta estrutura química confere-lhe uma curta duração de ação e uma via metabólica distinta quando comparado com os anestésicos mais recentes do tipo amida.

P: Porque é que o Prokain é prescrito para as condições mencionadas nos documentos oficiais?

O Prokain é prescrito porque o seu objetivo principal é induzir uma perda de sensibilidade localizada e temporária para o controlo regional da dor. Os documentos oficiais descrevem que o medicamento alcança este efeito ao bloquear temporariamente a função dos canais de sódio nos nervos periféricos.

P: A minha idade afeta a forma como o Prokain funciona?

Sim, as diretrizes oficiais de administração estipulam a necessidade de redução da dose para pacientes idosos, debilitados e pediátricos. Isto deve-se a fatores relacionados com a capacidade alterada do organismo para processar o medicamento e gerir a exposição sistémica.

P: O Prokain é seguro para pessoas que estejam grávidas ou a tentar conceber?

Os documentos regulamentares classificam o Prokain na Categoria C de Gravidez. Esta classificação é utilizada quando o benefício potencial do fármaco, conforme determinado por um profissional de saúde, pode justificar a sua utilização apesar de um risco potencial para o feto. A informação oficial não aborda especificamente o uso durante a tentativa de conceção.

P: O Prokain foi estudado em crianças ou adolescentes?

Sim, as diretrizes oficiais de administração confirmam a sua utilização em crianças ao incluírem cálculos específicos de dose máxima para procedimentos de infiltração local pediátrica. Esta evidência sustenta o seu uso nesta população para contextos de procedimentos específicos.

P: Porque é que as fontes oficiais listam tantos efeitos secundários potenciais para o Prokain?

A lista oficial de reações adversas está primordialmente relacionada com a toxicidade sistémica dependente da dose, que ocorre quando são atingidos níveis plasmáticos elevados. Segundo fontes regulamentares, esta toxicidade afeta dois sistemas principais: o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular.

P: Como é que o corpo processa ou decompõe o Prokain?

O Prokain é rapidamente decomposto no organismo. A informação oficial indica que este processo é gerido principalmente pela enzima colinesterase plasmática, transformando-se o fármaco no metabolito ácido para-aminobenzoico (PABA).

P: Por que razão poderá um médico substituir outro medicamento pelo Prokain?

A evidência científica oficial apoia a avaliação do Prokain como um anestésico alternativo para grupos específicos de pacientes. Isto acontece frequentemente em casos de doentes com sensibilidades conhecidas ou suspeitas aos anestésicos locais comuns do tipo amida, devido à classe química diferente do Prokain.

P: Os estudos mostram que o Prokain é eficaz em todas as populações de pacientes?

Os estudos focados na eficácia foram maioritariamente caracterizados em adultos submetidos a pequenos procedimentos em ambulatório. Além disso, as diretrizes oficiais especificam que são necessárias reduções de dose para certas populações, tais como idosos e pacientes pediátricos.

P: O que significa 'contraindicação' no contexto do Prokain?

Uma contraindicação é um termo oficial encontrado na rotulagem regulamentar. Indica que, de acordo com a informação regulamentar oficial, o medicamento não deve ser administrado a um determinado paciente ou situação porque o risco de um evento adverso grave é considerado demasiado elevado.

P: Porque é que o meu médico me pede para monitorizar certos sintomas enquanto utilizo Prokain?

A monitorização é uma precaução de segurança realizada para observar quaisquer sinais iniciais de toxicidade sistémica após a administração. Isto inclui efeitos no Sistema Nervoso Central (como tonturas ou agitação) ou no Sistema Cardiovascular (como alterações na frequência cardíaca ou na pressão arterial).

P: O Prokain pode causar alterações nos meus padrões de sono?

Os documentos oficiais listam reações adversas que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC), tais como agitação, ansiedade e tremores. Estes efeitos centrais têm o potencial de interferir com os padrões habituais de sono.

P: O Prokain interage com medicamentos comuns de venda livre para a constipação?

Os avisos oficiais referem que as formulações que contêm um vasoconritor devem ser utilizadas com cautela em conjunto com outros agentes que possam aumentar o risco de hipertensão grave ou outros efeitos cardiovasculares. É importante considerar os componentes dos medicamentos para a constipação de venda livre neste contexto.

P: O Prokain pode ser tomado com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

Os avisos oficiais recomendam cautela quanto ao potencial de toxicidade sistémica aditiva quando o Prokain é utilizado com outros anestésicos locais ou certos agentes bloqueadores neuromusculares. Os documentos regulamentares fundamentais não fornecem uma declaração explícita e geral relativamente a todos os analgésicos comuns de venda livre.

P: O Prokain afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Uma vez que as reações oficialmente documentadas podem afetar o Sistema Nervoso Central, incluindo tonturas, visão turva e tremores, é geralmente aconselhada precaução. Por segurança, recomenda-se tipicamente evitar conduzir ou utilizar máquinas complexas até que estes efeitos tenham desaparecido totalmente.

P: É comum as pessoas relatarem sensação de cansaço ou fadiga com o Prokain?

As reações adversas do Sistema Nervoso Central (SNC) estão oficialmente documentadas como incluindo uma fase de depressão e sonolência. Estes efeitos podem manifestar-se como sensações de fadiga ou fraqueza invulgar.

P: O Prokain tem uma janela terapêutica estreita?

A rotulagem regulamentar oficial enfatiza que as reações adversas do fármaco se devem à toxicidade sistémica dependente da dose. Isto significa que existe uma margem relativamente pequena entre a dose eficaz necessária para o procedimento e a dose que pode causar efeitos adversos graves.

P: O Prokain causa habitualmente mal-estar estomacal?

De acordo com a informação oficial de segurança, foram documentados náuseas e vómitos como sintomas potenciais. Estes sintomas estão associados principalmente às reações do tipo alérgico, menos comuns, ao medicamento ou a componentes da sua formulação.

Como Prokain deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

A conservação e a eliminação do Prokain (solução de cloridrato de procaina para injeção) devem seguir rigorosamente as condições definidas na rotulagem regulamentar oficial para garantir a estabilidade e a segurança do produto.

Requisito Instrução Oficial
Temperatura Conservar abaixo de 25°C em local fresco e seco.
Proteção Proteger da luz; manter o produto na embalagem exterior original, bem fechada.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças (precaução obrigatória).
Estabilidade Utilizar a solução num prazo de 28 dias após a primeira abertura (perfuração) do frasco.
Eliminação Não eliminar o produto não utilizado ou fora de validade no lixo doméstico ou nas águas residuais. Eliminar através de um sistema de eliminação de resíduos farmacêuticos aprovado ou programa de retoma de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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