Progestin

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Progestin

O que é a Progestina? Uma Classe de Medicamentos Hormonais

A secção abaixo define a identidade fundamental, a composição e o objetivo geral da progestina, um componente essencial na terapia hormonal.


Factos Rápidos Descrição
Substância Ativa (Base) Progesterona (Esteroide C21 endógeno)
Classe Farmacológica Agente Progestagénio
Origem Endógena (Progesterona) ou Sintética (Progestinas)
Função Comum Regulação do ciclo menstrual e equilíbrio dos efeitos do estrogénio

O que é a Progestina? Definição e Classe Farmacológica

Progestina é o termo médico para uma classe abrangente de hormonas sexuais esteroides conhecidas como agentes progestagénios, que mimetizam a atividade da hormona produzida naturalmente pelo corpo, a progesterona. Sendo um tipo de medicamento hormonal, as progestinas estão estruturalmente relacionadas com os esteroides C21 e são essenciais para a regulação do sistema reprodutor feminino e para a manutenção do equilíbrio hormonal. Esta classificação é clinicamente reconhecida pela sua ação direta nos tecidos reprodutores. A progestina pertence a esta classe farmacológica e a sua função central é ligar-se a recetores de progesterona específicos e ativá-los em todo o corpo. O termo é utilizado para definir toda a classe de compostos ativos que exercem este efeito biológico específico nos tecidos-alvo, primordialmente no útero.

A Progestina é Progesterona Natural ou Sintética?

Progestina é um termo abrangente que engloba tanto a substância endógena, a progesterona, como os seus diversos derivados sintéticos. A progesterona é a hormona natural; contudo, muitas preparações amplamente utilizadas contêm progestinas sintéticas, tais como o acetato de medroxiprogesterona (MPA) ou a noretindrona. Estas progestinas sintéticas são microscopicamente projetadas para serem mais potentes, possuírem maior biodisponibilidade oral ou apresentarem uma duração de ação mais longa quando comparadas com o composto natural. O uso de progestinas sintéticas é frequentemente escolhido quando o objetivo é obter uma influência hormonal estável e previsível, como em certos métodos contracetivos. Estes derivados são utilizados tanto em produtos de ingrediente único como em produtos combinados com outras hormonas.

Qual é o Objetivo Geral das Progestinas?

O objetivo geral das progestinas é contrabalançar os efeitos proliferativos do estrogénio no endométrio, o revestimento uterino. Ao desencadearem a maturação e a estabilização do endométrio, estes agentes estão farmacologicamente demonstrados como sendo vitais para assegurar as alterações cíclicas adequadas e apoiar um ambiente reprodutivo saudável. Essencialmente, as progestinas são utilizadas para restaurar e manter o delicado equilíbrio hormonal necessário para a regulação do ciclo menstrual e de outras funções reprodutivas. Estes agentes atuam para estabelecer e manter o ambiente hormonal necessário nos tecidos-alvo, confirmando o seu papel no suporte da função normal.

Quais efeitos secundários são possíveis com Progestin?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial para a classe das progestinas (agentes progestagénios) é estabelecido por documentos regulamentares, que categorizam as potenciais reações adversas com base na sua frequência e no impacto nos sistemas do organismo. Esta classificação define o perfil de risco, transitando de eventos comuns e não graves para restrições de segurança raras e críticas.


Reações Adversas Documentadas

As reações adversas são agrupadas em categorias com base em padrões oficiais de frequência:

  • Eventos Muito Comuns e Comuns (≥ 1/10 a < 1/100): Efeitos como dores de cabeça, náuseas, sensibilidade mamária e irregularidades no ciclo menstrual (por exemplo, spotting ou amenorreia) são tipicamente listados como muito comuns ou comuns. Outros efeitos documentados incluem tonturas, fadiga e alterações de humor.
  • Classes de Sistemas de Órgãos Envolvidos: As reações adversas são observadas principalmente nas categorias de doenças dos órgãos genitais e da mama, doenças do sistema nervoso, doenças gastrointestinais e perturbações psiquiátricas.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Os rótulos oficiais especificam riscos raros, mas clinicamente significativos, e limitações de segurança:

  • Reações Adversas Graves (RAG): As RAG documentadas incluem o risco de eventos tromboembólicos (trombose venosa profunda, embolia pulmonar), acidente vascular cerebral (AVC), enfarte do miocárdio e riscos associados a certas neoplasias malignas, particularmente na terapia combinada.
  • Restrições Específicas na População: As progestinas estão contraindicadas em indivíduos com uma neoplasia maligna sensível a hormonas conhecida ou suspeita, antecedentes de distúrbios tromboembólicos ativos ou compromisso hepático grave (doenças ou tumores hepáticos). Estas condicionantes definem limites obrigatórios para a utilização do medicamento.
  • Padrões Relacionados com o Tempo: As notas de segurança indicam que efeitos comuns, como o sangramento irregular inicial, são mais frequentes no início do tratamento e podem diminuir com a exposição continuada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais para as progestinas (agentes progestagénios) indicam que a ingestão aguda acima dos níveis prescritos resulta geralmente num perfil de sintomas relacionados com o excesso hormonal, sendo habitualmente classificada como não apresentando risco de vida.


Manifestações Clínicas Documentadas

As manifestações após uma sobredosagem incluem efeitos constitucionais e gastrointestinais, apresentando-se tipicamente como náuseas, vómitos, sonolência e dores de cabeça. Os efeitos no sistema reprodutor podem envolver sensibilidade mamária ou, em alguns casos, o aparecimento tardio de hemorragia vaginal abundante.


Ações de Emergência Necessárias

A necessidade de cuidados médicos imediatos é especificamente estipulada sempre que sejam observados sintomas graves ou potencialmente fatais. Os doentes ou cuidadores devem contactar imediatamente os serviços de emergência (112) se o indivíduo apresentar convulsões, colapso, dificuldade em respirar ou incapacidade de despertar (perda de consciência).

Para situações de suspeita de sobredosagem menos graves, as orientações recomendam o contacto com o Centro de Informação Antivenenos (CIAV - 800 250 250) para obter instruções especializadas.


Gestão e Monitorização

Não existe um antídoto específico listado para a sobredosagem por progestinas. A gestão é oficialmente descrita como sendo estritamente sintomática e de suporte. Esta abordagem envolve a monitorização dos sinais vitais e pode incluir a administração de carvão ativado ou outros tratamentos de apoio em ambiente médico.

Usos terapêuticos de Progestin

Para que é utilizada a Progestina: Principais Aplicações e Benefícios

As progestinas são geralmente consideradas relevantes para a gestão de condições caracterizadas por sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos e manifestações episódicas ou flutuantes. Estes agentes são utilizados primordialmente para abordar domínios terapêuticos fundamentais.

Aplicações Terapêuticas e Apoio Sintomático

As progestinas podem fazer parte da gestão sintomática em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes relacionados com a hiperplasia do endométrio, uma condição onde a estabilidade funcional é afetada. Este domínio terapêutico aplica-se a perturbações do ciclo menstrual, incluindo a ausência de períodos (amenorreia), e é comummente utilizado para ajudar em episódios de hemorragia uterina anormalmente pesada ou imprevisível. São também relevantes para gerir sintomas que interferem com o conforto diário, tais como a dor pélvica crónica e as cólicas menstruais graves (dismenorreia) associadas a condições como a endometriose. As progestinas podem auxiliar no suporte ao processo reprodutor e são utilizadas quando a gestão adicional do desconforto é adequada para apoiar as fases iniciais da gravidez.

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Cíclico e Sintomas de Origem Hormonal
Este papel de suporte na terapia hormonal ajuda as pacientes a manterem uma sensação de estabilidade quando os sintomas reprodutivos ou da menopausa são mais percetíveis.

Na terapia hormonal da menopausa, as progestinas contribuem para o alívio sintomático de sintomas vasomotores, tais como os afrontamentos perturbadores. Isto oferece um suporte que contribui para atenuar a carga global de sintomas e apoia as pacientes durante episódios de maior desconforto.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Progestina — Informação Regulamentar Oficial

A utilização de progestina é determinada oficialmente por documentos regulamentares, que definem as populações específicas às quais é permitido, restringido ou proibido o uso do medicamento.

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Mulheres com potencial reprodutivo (conforme indicado) e mulheres com útero intacto (quando utilizado em terapêutica de substituição hormonal).
Populações para as quais o uso não é recomendado Mães em período de amamentação (devido ao potencial documentado de redução da produção de leite) e mulheres com mais de 35 anos que fumam (no caso de produtos combinados).
Categoria Contraindicações Oficiais
Contraindicações Absolutas Cancro da mama confirmado ou suspeito ou outras neoplasias dependentes de progestina, compromisso hepático grave ou tumores no fígado, e doenças tromboembólicas ativas ou antecedentes das mesmas (ex.: Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar).

Restrições por Idade e Condição Médica:

O medicamento está contraindicado durante a gravidez e não é geralmente indicado antes da menarca. A utilização é proibida em casos de hemorragia uterina anormal de causa não diagnosticada. Doentes com compromisso renal grave ou um histórico de depressão estão sujeitos a limitações específicas e requerem uma observação rigorosa, conforme documentado nas diretrizes regulamentares oficiais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações das progestinas é definido por interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas documentadas, com base na rotulagem regulamentar oficial.


Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Declaração Regulamentar Oficial
Exposição Metabólica Está documentado que os indutores fortes do CYP3A (ex.: certos anticonvulsivantes, Aminoglutetimida ou Hipericão/Erva de São João) diminuem as concentrações plasmáticas das progestinas, reduzindo potencialmente a sua eficácia. Inversamente, espera-se que os inibidores fortes do CYP3A aumentem as concentrações ao limitar a depuração metabólica.
Combinações Contraindicadas A coadministração com regimes antivirais específicos para a Hepatite C (contendo ombitasvir/paritaprevir/ritonavir, com ou sem dasabuvir) é formalmente contraindicada devido ao risco documentado de elevações das enzimas hepáticas.
Risco Farmacodinâmico A progestina Drospirenona apresenta um risco documentado de hipercaliemia (níveis elevados de potássio) quando utilizada com outros agentes que aumentam o potássio (ex.: AINEs, diuréticos poupadores de potássio), um risco que é superior em doentes com compromisso renal, hepático ou adrenal.
Influência da Administração A administração de Acetato de Medroxiprogesterona (MPA) por via oral com alimentos aumenta a sua biodisponibilidade, estando documentado o aumento tanto da Cmax como da AUC.

Condicionantes Regulamentares

Os documentos regulamentares estabelecem condicionantes para a coadministração, exigindo atenção específica a agentes que modifiquem a exposição às progestinas. A atividade antimineralocorticoide da Drospirenona requer precaução relativamente a fármacos que aumentam o potássio. Além disso, a rotulagem oficial indica restrições específicas, tais como o uso obrigatório de contraceção não hormonal durante e por um período após a administração de Mavacamten.

Mecanismo de ação

A progestina é um ligando sintético que funciona como um agonista do recetor de progesterona (RP), um membro da superfamília de recetores nucleares. A sua ação é mediada pela ligação intracelular e ativação destes recetores, que depois se deslocam para o núcleo para modificar a transcrição de genes-alvo específicos.

Modulação das Vias Reprodutivas e Endócrinas

A progestina exerce um feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise-ovário (HHO). Ao alterar a transcrição genética no hipotálamo e na hipófise, reduz a libertação de gonadotrofinas — especificamente a Hormona Luteinizante (LH) e a Hormona Folículo-Estimulante (FSH). Esta cascata mecanística influencia a modulação dos padrões de secreção hormonal e contribui para a atenuação da atividade de sinalização elevada dentro deste eixo.

Alteração da Morfologia Endometrial

No endométrio, a progestina modifica as sequências de sinalização intracelular, alterando o tecido de uma fase proliferativa para uma fase secretora. Isto resulta em alterações moleculares que induzem o adelgaçamento endometrial e um processo conhecido como decidualização. O mecanismo facilita a transição para o controlo mediado por recetores da sinalização a jusante, resultando em alterações fisiológicas específicas na arquitetura do tecido uterino.

Informações sobre dosagem e administração

Administração Oficial e Calendarização

As progestinas são administradas através de vias regulamentares definidas, utilizando principalmente as vias oral (cápsulas ou comprimidos), injeção intramuscular (IM) ou injeção subcutânea (SC). O padrão de administração específico depende da formulação e da utilização terapêutica. Informações oficiais sobre o acetato de medroxiprogesterona detalham a utilização de formas injetáveis de ação prolongada.

As progestinas orais são frequentemente utilizadas em regimes cíclicos, exigindo que o composto seja tomado durante um número definido de dias consecutivos, como 10 ou 12 dias por ciclo, seguidos de um intervalo livre de fármaco. As doses padrão para a progesterona micronizada oral variam geralmente entre 200 mg e 400 mg por dia. Para garantir uma administração adequada, a progesterona micronizada oral deve ser tomada como uma dose única ao deitar, enquanto se nota que o acetato de medroxiprogesterona oral apresenta uma biodisponibilidade aumentada quando administrado com alimentos.

Frequência e Condições Especiais

Em contraste, as progestinas injetáveis são utilizadas para administração em intervalos longos, sendo aplicadas em intervalos de aproximadamente 12 a 13 semanas. Estas suspensões devem ser agitadas vigorosamente imediatamente antes da administração para garantir uma concentração uniforme. O protocolo para a primeira injeção exige um tempo específico em relação ao ciclo menstrual. A dosagem para as formas injetáveis é padronizada e não requer ajustes com base no peso corporal.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, as instruções recomendam que o doente não duplique a dose, mas sim que salte a dose esquecida se a próxima estiver próxima do horário previsto. Além disso, a utilização de formas injetáveis como método de longo prazo não é geralmente recomendada para durações superiores a dois anos, a menos que outras opções sejam inadequadas.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre a Progestina

Esta visão geral resume a investigação que envolve a progestina, centrando-se nos tipos de estudos realizados, nos resultados medidos e nos pontos onde a compreensão científica ainda apresenta limites. Baseia-se em literatura científica e regulamentar oficial.


Evidência na Gestão do Revestimento Uterino

A investigação tem-se focado extensivamente na forma como a progestina foi avaliada em estudos de regressão histológica do revestimento uterino (endométrio) em casos de hiperplasia endometrial. Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) monitorizaram doentes quanto a alterações celulares, comparando frequentemente a administração por via oral com a via intrauterina. Os resultados descrevem padrões associados a alterações medidas nas células anormais do revestimento, embora a duração do acompanhamento seja limitada no que respeita ao rastreio de taxas de recorrência a longo prazo.


Evidência na Regulação do Ciclo e Contraceção

Existe um corpo sólido de investigação relacionado com o papel da progestina na regulação do ciclo e na contraceção. Numerosos ECA e análises abrangentes avaliaram diferentes formulações, examinando resultados tais como medidas de regularidade do ciclo, incidência de hemorragias irregulares e o acompanhamento de resultados reportados pelos doentes relativos ao desconforto físico. Os resultados variaram frequentemente de forma significativa dependendo da progestina sintética específica estudada, e verifica-se uma falta de evidência comparativa para muitas avaliações diretas (head-to-head).


Evidência em Contextos Reprodutivos e Sintomáticos

A progestina foi estudada em circunstâncias específicas de alto risco durante a gravidez, incluindo em indivíduos com historial de parto pré-termo espontâneo, onde ECA monitorizaram as taxas medidas de parto prematuro. A evidência é limitada, uma vez que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas. Separadamente, a investigação que explora padrões de sintomas associados à endometriose examinou alterações nas pontuações de dor, enquanto estudos de grande escala em Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) na menopausa focaram-se em observações relacionadas com a estabilidade do revestimento endometrial quando a progestina foi coadministrada com estrogénio.


Panorama da Investigação a Longo Prazo e Incerteza

A investigação tem explorado resultados para além da fase inicial do tratamento para compreender a durabilidade das respostas, mas existe informação limitada para resultados a longo prazo em todas as utilizações. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos ensaios. A certeza permanece baixa ao retirar conclusões que se apliquem a toda a classe de agentes progestagénios, uma vez que os padrões de alteração medida e a experiência dos doentes diferem frequentemente de forma substancial entre os vários derivados sintéticos estudados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Progestina (FAQ)

P: Todas as pílulas de progestina funcionam para as mesmas condições médicas?

A informação oficial indica que o derivado sintético específico da progestina e a sua formulação podem resultar em diferentes aprovações regulamentares ou indicações de uso. Isto sugere que o leque de condições médicas tratadas pode variar entre os diferentes medicamentos que contêm progestina.

P: Porque é que se diz que a progestina causa aumento de peso?

Os documentos regulamentares de alguns produtos específicos contendo progestina listam o aumento de peso como uma reação adversa documentada, relatada em ensaios clínicos. Este é um dos efeitos possíveis observados no perfil oficial de segurança de certas formulações.

P: Com que rapidez é que a progestina começa habitualmente a afetar o corpo?

As orientações oficiais para algumas formulações orais de progestina indicam que os níveis séricos máximos (quando a concentração do fármaco no sangue é mais elevada) são tipicamente atingidos cerca de 2 horas após a administração. Efeitos clínicos específicos, como alterações no muco cervical, podem exigir uma exposição contínua e mais prolongada.

P: A progestina pode afetar o meu humor ou estado emocional?

A informação oficial de segurança para esta classe inclui reações adversas categorizadas como perturbações psiquiátricas. Efeitos específicos documentados em ensaios clínicos podem incluir irritabilidade e labilidade emocional (alterações de humor). O potencial para estes efeitos é reconhecido no perfil de segurança oficial do medicamento.

P: Existem diferentes tipos ou gerações de progestina?

As classificações regulamentares oficiais e os documentos farmacêuticos definem diferentes derivados sintéticos de progestina (como a noretisterona ou o levonorgestrel). Estes derivados são, por vezes, agrupados em gerações distintas na literatura médica, particularmente no contexto de medicamentos contracetivos.

P: A progestina pode ser utilizada por pessoas que fizeram uma histerectomia?

A função principal da progestina, quando utilizada em conjunto com estrogénio, é contrabalançar os efeitos proliferativos do estrogénio no revestimento uterino. A rotulagem oficial para este uso específico é fornecida para mulheres com útero, uma vez que esta função não é aplicável após uma histerectomia (remoção do útero).

P: Os fatores de estilo de vida, como a dieta, podem influenciar o funcionamento da progestina?

A informação regulamentar oficial indica que certos alimentos podem influenciar a absorção do fármaco. Por exemplo, a coadministração de algumas progestinas orais com alimentos ou itens específicos, como o sumo de toranja, pode influenciar a absorção do medicamento e alterar as suas concentrações plasmáticas.

P: A progestina causa cansaço ou insónias?

A informação oficial de segurança lista a fadiga e as tonturas como reações adversas comuns para produtos com progestina. Alguns rótulos também referem que a medicação pode causar tonturas ou sonolência, efeitos que devem ser tidos em conta.

P: O que significa o termo 'atividade progestagénica' para este fármaco?

A progestina é classificada como um agente progestagénio. Este termo indica que o fármaco produz efeitos progestagénicos ao atuar como um agonista (um ativador) dos recetores de progesterona no corpo, modificando assim a sinalização hormonal.

P: Existe um prazo máximo de tempo pelo qual a progestina é habitualmente prescrita?

Os documentos regulamentares oficiais para certas formulações injetáveis incluem uma declaração relativa ao uso a longo prazo. Especificamente, o uso não é recomendado por períodos superiores a dois anos, a menos que outras opções de tratamento sejam consideradas inadequadas. Isto serve como uma restrição temporal na utilização do produto.

P: A progestina pode ser utilizada por pessoas com historial de enxaquecas?

As orientações oficiais observam uma ligação entre produtos hormonais e dores de cabeça ou enxaquecas. As formulações exclusivas de progestina são frequentemente citadas em guias regulamentares como adequadas para doentes que tenham restrições ao uso de produtos com estrogénio, tais como aqueles com historial de enxaquecas com aura.

P: Que tipo de monitorização é geralmente sugerida durante a terapia com progestina?

A informação oficial ao doente sugere frequentemente que é necessária uma monitorização médica regular para verificar o progresso e garantir que o tratamento permanece adequado. Esta monitorização pode incluir um exame pélvico, exame mamário e mamografia.

P: Quais são as principais preocupações relativas à progestina e à saúde cardiovascular?

Os rótulos regulamentares especificam que a progestina está associada a um risco de Reações Adversas Graves (RAG) que envolvem o sistema cardiovascular. Estas incluem eventos tromboembólicos (como trombose venosa profunda e embolia pulmonar), acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio.

P: A progestina é conhecida por causar alterações na pele, como acne ou erupções cutâneas?

Embora não esteja listada como uma reação adversa comum para todas as formulações, os documentos oficiais de segurança de alguns produtos com progestina incluem relatos de acne ou erupções cutâneas. Este potencial efeito está documentado na informação específica do produto.

P: Qual é a diferença entre tratamentos apenas com progestina e tratamentos combinados?

A progestina pode ser utilizada como um medicamento de princípio ativo único ou como um medicamento combinado com estrogénio. Na terapia combinada, a função principal da progestina é contrabalançar os efeitos proliferativos do estrogénio no revestimento uterino.

P: Existem avisos diferentes para a progestina dependendo da forma farmacêutica (comprimido, injeção, etc.)?

Os documentos regulamentares oficiais especificam avisos que dependem da forma farmacêutica. Exemplos destas restrições específicas incluem a duração máxima de uso recomendada para formas injetáveis e instruções específicas para a administração de formas orais com ou sem alimentos.

P: O que concluíram os estudos de larga escala sobre a progestina e certos cancros?

Os temas de investigação resumidos em documentos oficiais incluem o exame do uso da progestina para a regressão histológica do revestimento uterino. Estudos em Terapêutica de Substituição Hormonal na menopausa também se focaram em observações relacionadas com a estabilidade do revestimento endometrial quando a progestina foi coadministrada com estrogénio.

P: A orientação oficial menciona algo sobre conduzir ou utilizar máquinas enquanto se toma progestina?

A informação oficial ao doente para algumas formulações contém um aviso regulamentar específico declarando que os doentes devem evitar conduzir ou utilizar máquinas até saberem como o medicamento os afeta. Este aviso é referido devido à possibilidade de efeitos adversos como tonturas ou sonolência.

P: Qual é a diferença entre a progesterona natural e as progestinas sintéticas?

A progesterona é a hormona natural produzida pelo organismo, enquanto as progestinas sintéticas são derivados criados através de engenharia molecular. As versões sintéticas são frequentemente escolhidas por propriedades específicas, tais como serem mais potentes, terem maior biodisponibilidade oral ou uma duração de ação mais longa.

Como Progestin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Progestina: Requisitos Regulamentares Oficiais

Os produtos de progestina devem ser armazenados sob condições específicas para manter a estabilidade e garantir a segurança, conforme indicado na rotulagem oficial.

Conservação e Manuseamento

A maioria das formulações requer armazenamento à Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente entre 20°C e 25°C. O medicamento deve ser mantido na embalagem original, bem fechada, e guardado longe do calor excessivo e da humidade. Para algumas formas injetáveis, é obrigatório proteger da luz e não refrigerar nem congelar. É um requisito fundamental manter todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

As progestinas não utilizadas ou com prazo de validade expirado devem, de preferência, ser geridas através de um programa de retoma de medicamentos ou de um ponto de recolha oficial (como em farmácias). Se não estiver disponível nenhum programa, o produto pode ser colocado no lixo doméstico após ser misturado com uma substância pouco apelativa, como terra ou borras de café, e selado num saco. Não deve eliminar o medicamento em canos ou cursos de água devido a restrições ambientais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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