Polygyn

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Polygyn

O que é o Polygyn e que tipo de medicamento é?

O Polygyn é um produto farmacêutico de associação, sujeito a receita médica, destinado ao tratamento local por via intravaginal. É classificado como uma combinação anti-infeciosa e anti-inflamatória. O seu perfil terapêutico único baseia-se num estatuto de combinação de dose fixa, que utiliza quatro agentes terapêuticos distintos. Este medicamento é clinicamente reconhecido por proporcionar uma cobertura microbiológica mais ampla em comparação com tratamentos mais simples de agente duplo. Os componentes derivam tanto de fontes sintéticas, como o Metronidazol e a Prednisolona, como de origens semissintéticas, incluindo os produtos de fermentação que dão origem ao aminoglicosídeo Neomicina e ao polieno Nistatina.

Composição: Os Princípios Ativos da Associação

A composição do Polygyn integra quatro princípios ativos principais: o Metronidazol (um antiprotozoário/antibacteriano), a Neomicina (geralmente como Sulfato de Neomicina), a Nistatina (um antifúngico) e o corticoide Prednisolona (frequentemente como Acetato de Prednisolona). A preparação é fornecida sob a forma de óvulo ou cápsula vaginal mole, concebida para administração intravaginal direta. Esta forma farmacêutica utiliza uma base de excipientes hidrófilos/lipófilos inertes, que estudos farmacológicos confirmam assegurar a entrega localizada dos agentes ativos. A inclusão estratégica do anti-inflamatório Prednisolona, juntamente com os antimicrobianos, é uma escolha de formulação deliberada confirmada pela informação oficial do medicamento, proporcionando uma ação anti-inflamatória local.

O Objetivo Geral desta Combinação

O objetivo geral desta combinação é proporcionar uma eficácia de largo espetro para a gestão de infeções vaginais mistas, abordando simultaneamente o desconforto associado. Esta abordagem é utilizada quando estão presentes tanto o desequilíbrio microbiano como sintomas inflamatórios. A combinação de três agentes anti-infeciosos foi concebida para a eliminação simultânea de diversos agentes patogénicos, incluindo bactérias, protozoários e fungos. Concomitantemente, o componente corticosteróide proporciona a redução da inflamação local, visando mitigar a irritação sintomática e o edema que frequentemente acompanham estas condições, oferecendo assim uma abordagem completa para estabilizar o ambiente local. A avaliação clínica de tratamentos tópicos semelhantes de quatro componentes demonstrou eficácia em casos de vaginite mista, sustentando a utilidade desta abordagem de múltiplos mecanismos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Polygyn?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Polygyn, um tratamento de associação por via vaginal, é caracterizado oficialmente sobretudo por reações locais e por restrições de segurança específicas relacionadas com a absorção dos seus componentes. Este resumo reflete as informações constantes nos documentos regulamentares governamentais oficiais.

Âmbito das Reações Adversas

Os acontecimentos adversos documentados com maior frequência são de natureza local e afetam a área de administração. A frequência da maioria dos efeitos secundários localizados é classificada pelas autoridades regulamentares como Desconhecida, o que significa que não pode ser estimada com fiabilidade a partir dos dados disponíveis.

Categoria Descrição
Principais Reações Adversas Reações locais, sensação de queimadura, eritema (vermelhidão), prurido (comichão), edema (inchaço) e reações de hipersensibilidade.
Classes de Sistemas de Órgãos Doenças do Sistema Imunitário, Doenças dos Órgãos Genitais e da Mama, Doenças do Ouvido e do Labirinto, e Doenças Renais e Urinárias.

Reações Adversas Graves e Risco Sistémico

As informações oficiais do medicamento enfatizam o potencial de efeitos sistémicos resultantes da absorção do componente Neomicina, particularmente em caso de utilização prolongada ou excessiva. Os riscos graves documentados incluem Ototoxicidade Sistémica (danos no ouvido interno/audição) e Nefrotoxicidade Sistémica (danos nos rins). A reação anafilática está também documentada sob a categoria de hipersensibilidade.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

Estão definidas em textos regulamentares considerações de segurança específicas. O risco de desenvolvimento de eczema alérgico está documentado como aumentando com a utilização prolongada, pelo que a duração do tratamento deve ser limitada para mitigar riscos sistémicos e o desenvolvimento de resistências microbianas. Adicionalmente, doentes com insuficiência renal enfrentam um risco acrescido de efeitos sistémicos associados à absorção de Neomicina.

Relativamente a limitações de co-utilização, os excipientes do produto podem comprometer a integridade física de certos contracetivos de barreira, tais como preservativos masculinos de poliuretano, preservativos femininos ou diafragmas; esta restrição está incluída nos resumos de segurança oficiais. A estrutura de segurança regulamentar estipula um ciclo de tratamento curto para minimizar o potencial de absorção dos componentes e os subsequentes riscos sistémicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem com este produto de associação centra-se no potencial de absorção sistémica dos agentes anti-infeciosos ativos, mesmo com a administração local, particularmente se ocorrer uma administração excessiva e prolongada. A toxicidade sistémica grave pode manifestar-se através de efeitos neurológicos, auditivos e renais, exigindo uma monitorização periódica frequente.

Sistema Afetado Manifestações de Sobredosagem Documentadas
Neurológico Crises convulsivas, encefalopatia, ataxia e sinais de neuropatia periférica (ex: formigueiro ou dormência).
Auditivo / Renal Ototoxicidade (acufenos ou zumbidos, potencial de perda auditiva permanente) e nefrotoxicidade (danos nos rins, redução da micção).

A documentação oficial define desfechos, tais como a ototoxicidade auditiva bilateral permanente, como riscos graves. Refere-se oficialmente que o risco e a gravidade destes efeitos estão aumentados em doentes com função renal comprometida (insuficiência renal).

Resposta de Emergência e Gestão Clínica

A informação regulamentar indica que um indivíduo deve procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência perante o aparecimento de sinais sistémicos graves, tais como perda de consciência ou sinais neurológicos anormais. A gestão clínica é descrita como sendo estritamente uma terapia sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a toxicidade de certos componentes ativos. As opções procedimentais documentadas na informação oficial para a remoção dos componentes incluem a administração de carvão ativado e a hemodiálise.

Usos terapêuticos de Polygyn

Factos Rápidos: Domínio Terapêutico

  • Infeção Vaginal: Tratamento de vaginites e vulvovaginites.
  • Infeção Mista: Gestão de vaginites inespecíficas causadas por bactérias e/ou fungos suscetíveis.
  • Candidíase: Terapêutica para a candidíase vulvovaginal.
  • Profilaxia: Prevenção de infeções vaginais antes e após procedimentos ginecológicos.

O Polygyn (Polygynax) é uma formulação destinada à administração local, utilizada na gestão de infeções vaginais. A sua função terapêutica baseia-se num efeito combinado contra dois tipos de microrganismos: bactérias e fungos. Esta associação está indicada para o tratamento local de infeções vaginais (vaginites) que sejam sensíveis às substâncias ativas contidas no produto.

As utilizações principais incluem a terapêutica de vaginites inespecíficas e vulvovaginites associadas a agentes patogénicos bacterianos suscetíveis e/ou a Candida albicans (coinfeção fúngica). Os agentes combinados atuam na gestão da carga microbiana na área afetada, visando a resolução da infeção. O medicamento é também utilizado para a profilaxia de infeções vaginais antes ou após a realização de procedimentos ginecológicos.

Os dados clínicos sustentam o papel deste medicamento como um tratamento adjuvante na estratégia terapêutica global para a gestão destas infeções, conforme referido na visão geral terapêutica da autoridade de saúde francesa (HAS).

Para alcançar o melhor resultado clínico e reduzir o risco de reinfeção ou de resistência, é indicado que as doentes utilizem o produto exatamente conforme prescrito por um profissional de saúde e durante o período total do tratamento.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Polygyn?

A elegibilidade para a utilização do Polygyn (Neomicina, Polimixina B, Nistatina) é definida estritamente pelas informações regulamentares e o medicamento destina-se apenas a mulheres adultas. A sua utilização não é aplicável a crianças e adolescentes. O medicamento apresenta diversas restrições absolutas e limitações condicionais.

Contraindicações e Restrições

A utilização é estritamente contraindicada (não deve ser utilizado) em doentes com hipersensibilidade conhecida ou alergia a qualquer uma das substâncias ativas (Neomicina, Polimixina B, Nistatina) ou a qualquer excipiente, incluindo especificamente a alergia ao amendoim ou à soja devido ao conteúdo de óleo de soja na formulação. Adicionalmente, a utilização concomitante de preservativos de látex ou diafragmas é contraindicada, uma vez que os componentes do medicamento podem comprometer a integridade física e a eficácia destas barreiras.

A utilização não é oficialmente recomendada para mulheres grávidas e mulheres que estejam a amamentar, devido ao potencial de absorção sistémica de componentes como a Neomicina através da mucosa vaginal.

Existem também limitações de utilização para doentes com insuficiência renal (falência renal), situação em que a duração do tratamento deve ser estritamente limitada devido ao risco acrescido de toxicidade sistémica. De igual modo, doentes que utilizem produtos espermicidas locais devem ter em conta que o medicamento pode reduzir a eficácia desses produtos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais descrevem padrões de interação baseados no potencial de absorção sistémica — embora reduzido — dos componentes ativos, particularmente do Metronidazol e da Neomicina, e também devido a incompatibilidades físicas ou químicas locais da forma farmacêutica.

Tipo de Interação Substância ou Produto Restrição Regulamentar
Estritamente Contraindicado Dissulfiram Coadministração proibida; não deve ser utilizado por doentes que tenham tomado Dissulfiram nas últimas duas semanas.
Incompatibilidade Local Barreiras de Látex/Poliuretano A utilização é restrita ou contraindicada; os excipientes da cápsula vaginal podem comprometer a integridade e a eficácia de preservativos e diafragmas.
Risco Sistémico (Álcool) Bebidas Alcoólicas Proibidas durante a terapia e por um período de, pelo menos, 24 horas a três dias após a interrupção do tratamento, devido ao potencial de uma reação tipo dissulfiram com o Metronidazol.
Potenciação Farmacodinâmica Anticoagulantes Orais (ex: Varfarina) A coadministração está associada a uma potenciação do efeito anticoagulante, resultando num prolongamento documentado do tempo de protrombina.
Potenciação Farmacodinâmica Agentes Nefro/Ototóxicos Utilizar com precaução, uma vez que a exposição sistémica ao componente Neomicina pode aumentar o risco de danos nos rins ou no ouvido interno.

Existem notas oficiais adicionais para doentes com insuficiência renal, em que o risco de toxicidade sistémica e de interações subsequentes da Neomicina é oficialmente registado como estando aumentado. Precaução semelhante aplica-se a doentes com doença hepática grave, devido à eliminação mais lenta do Metronidazol do organismo.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação desta associação baseia-se em duas ações fisiológicas distintas: a destruição das estruturas microbianas e a modulação da sinalização inflamatória do hospedeiro.

Destruição Celular Microbiana de Dupla Ação

Três agentes anti-infeciosos utilizam mecanismos não sobrepostos para eliminar os agentes patogénicos. O metronidazol é bioativado em microrganismos anaeróbios, produzindo radicais livres altamente reativos que danificam o ADN microbiano. Simultaneamente, a neomicina interrompe a síntese proteica bacteriana ao ligar-se à subunidade ribossomal 30S, enquanto a nistatina compromete a integridade da célula fúngica ao ligar-se ao ergosterol da membrana. Esta abordagem de múltiplos alvos promove a destruição concomitante de bactérias, protozoários e fungos. A consequência biológica é uma diminuição da concentração das populações microbianas locais.

Modulação da Via Inflamatória do Hospedeiro

A prednisolona atua como um agonista dos Recetores de Glucocorticoides (GR) das células do hospedeiro. Esta interação inicia uma cascata genética que suprime as etapas moleculares iniciais da cascata do ácido araquidónico, através da inibição da enzima PLA2. Este mecanismo bloqueia a formação de mediadores pró-inflamatórios fundamentais (prostaglandinas e leucotrienos). O efeito fisiológico resultante caracteriza-se pela redução da síntese de mediadores locais e pela inibição da resposta das células inflamatórias, o que resulta numa redução do edema local e da irritação dos tecidos.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Polygyn

O Polygyn é uma associação de dose fixa, sujeita a receita médica, apresentada como uma cápsula vaginal mole destinada exclusivamente a administração intravaginal. A utilização está restrita à população adulta e é definida por uma duração de tratamento e um horário diário padronizados, conforme detalhado na informação oficial de prescrição. O protocolo de administração exige um regime posológico consistente para assegurar a entrega localizada do medicamento.

Orientações de Administração

Entidade Instrução (Apenas Adultos)
Via de Administração Via intravaginal (uso local).
Esquema Posológico Uma cápsula por dia.
Momento da Aplicação Uma vez ao dia, à noite, ao deitar.
Duração do Tratamento Um ciclo de tratamento contínuo de 12 dias.

A estrutura do procedimento exige que a cápsula seja introduzida profundamente na vagina, sendo o processo idealmente realizado com a utilizadora em posição deitada. O ciclo completo de 12 dias deve ser concluído sem interrupção; as diretrizes regulamentares indicam explicitamente que o tratamento não deve ser interrompido durante os períodos menstruais.

A administração correta requer também a observância de recomendações gerais de higiene, tais como a utilização de roupa interior de algodão. Além disso, as instruções oficiais incluem uma restrição à utilização concomitante com certos contracetivos de barreira e espermicidas, devido aos excipientes presentes na formulação. Este protocolo dita o método padronizado para a correta entrega do produto.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente / Visão Geral dos Estudos

Ensaios Clínicos de Fase 3

A investigação principal reviu o fármaco através da realização de ensaios clínicos primários. Estes estudos analisaram o perfil do fármaco e examinaram dados relativos à dor, sendo que o principal ensaio de Fase 3 relatou resultados sobre a alteração dos sintomas ao longo de um período de seis meses. O ensaio não incluiu uma comparação com tratamentos mais antigos.

As principais conclusões desta investigação incluíram a exploração da influência do fármaco num marcador biológico específico na população do estudo. Além disso, o critério de avaliação primário, baseado numa pontuação em escala de dor, foi examinado quanto à alteração verificada entre o início do estudo e o objetivo final de seis meses.

Investigação Especializada e Utilização em Combinação

Estudos especializados exploraram o perfil do fármaco quando utilizado com o Fármaco Z, focando-se em diferentes subgrupos de doentes. A investigação não forneceu orientações sobre a utilização mais apropriada para todos os doentes. As áreas principais da investigação especializada envolveram a análise do perfil do fármaco em indivíduos com comprometimento hepático moderado e a revisão do perfil quando a população do estudo recebeu também um medicamento de tratamento padrão. Os investigadores avaliaram ainda o perfil do fármaco durante a utilização a longo prazo, embora a investigação não tenha examinado o perfil em pessoas com X.

Segurança e Acontecimentos Adversos

Globalmente, a investigação reviu a ação do fármaco na população do estudo, não tendo sido detalhados efeitos secundários graves nos estudos revistos. Os acontecimentos adversos comunicados com maior frequência nos ensaios clínicos incluíram cefaleia, náuseas e fadiga. O perfil de acontecimentos adversos menos comuns também foi avaliado, não tendo sido comunicados perfis invulgares ou inesperados durante a duração do ensaio.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Polygyn (FAQ)


P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante a utilização de Polygyn?

Os documentos regulamentares indicam que as bebidas alcoólicas devem ser evitadas durante o ciclo de tratamento. Esta restrição prolonga-se por um período de, pelo menos, 24 horas até três dias após a interrupção do tratamento. Esta medida é uma precaução exigida para reduzir o risco de uma reação tipo dissulfiram, que está associada ao componente metronidazol do medicamento.


P: O Polygyn é conhecido por afetar os padrões de sono?

A fadiga está listada como um acontecimento adverso observado frequentemente nos ensaios clínicos do Polygyn. As informações oficiais do produto não fornecem detalhes específicos sobre se o medicamento afeta diretamente os padrões de sono ou se causa perturbações específicas. Esta é a extensão da informação disponibilizada relativamente aos níveis de energia.


P: Os idosos podem, de uma forma geral, utilizar Polygyn?

O Polygyn está autorizado para utilização apenas na população adulta. A informação oficial de segurança refere que é necessária precaução, uma vez que o risco de efeitos tóxicos sistémicos — particularmente os que afetam os rins e a audição devido ao componente neomicina — está aumentado em doentes com insuficiência renal. Este fator de risco geral pode ser uma consideração em indivíduos mais velhos.


P: É necessário interromper a utilização de Polygyn gradualmente?

O protocolo oficial exige que o ciclo de tratamento de 12 dias seja completo e contínuo. Isto significa que a medicação não deve ser interrompida ou descontinuada antes de o ciclo total terminar, inclusive durante o período menstrual.


P: O Polygyn pode ser utilizado por alguém com historial de problemas em órgãos específicos?

As informações oficiais de rotulagem destacam que o risco de absorção sistémica do componente neomicina é um fator a considerar em doentes com insuficiência renal (falência renal). A informação do produto também refere que é oficialmente necessária precaução em doentes com doença hepática grave, devido à forma como o componente metronidazol é processado pelo organismo.


P: A utilização de Polygyn requer monitorização ou exames especiais?

Os avisos regulamentares descrevem o potencial para efeitos sistémicos graves, tais como danos nos rins e no ouvido interno (nefrotoxicidade e ototoxicidade), resultantes da absorção do componente Neomicina. Esta informação relativa ao risco sistémico é fornecida na documentação oficial para orientar a decisão médica.


P: Quanto tempo permanece o Polygyn no organismo após a última utilização?

Embora o tempo exato de eliminação (como a semivida) não seja especificado para o público em geral, as instruções oficiais do fármaco fornecem uma indicação de quanto tempo o medicamento pode permanecer ativo no sistema. A proibição do consumo de álcool por um período de até três dias após o fim do tratamento sugere que os componentes da medicação podem persistir no corpo durante este intervalo de tempo.


P: O Polygyn tem efeitos conhecidos na clareza mental ou na concentração?

A fadiga está listada como um acontecimento adverso frequentemente relatado em estudos clínicos. Não existe uma declaração direta nos documentos oficiais sobre o efeito específico do medicamento na clareza mental ou na capacidade de concentração.


P: O Polygyn é considerado uma opção de tratamento a longo prazo?

O tratamento destina-se a ser de curta duração. A duração oficial do tratamento é limitada para mitigar riscos sistémicos, o desenvolvimento de resistências microbianas e reações alérgicas cutâneas, o que significa que o fármaco não se destina a uma utilização prolongada ou extensiva.


P: Qual é o ingrediente principal do Polygyn?

O Polygyn é descrito como uma combinação de dose fixa, o que significa que contém quantidades específicas de vários componentes ativos que atuam em conjunto. Inclui quatro ingredientes ativos distintos: Metronidazol, Neomicina, Nistatina e Prednisolona. Assim, não existe um único ingrediente designado como "principal".


P: Existem razões comuns pelas quais um médico possa não prescrever Polygyn?

Os documentos regulamentares listam várias situações em que a utilização é restrita ou proibida. Estas incluem uma alergia conhecida a qualquer componente do medicamento (incluindo amendoim ou soja), a utilização concomitante de preservativos de látex ou diafragmas, e uma recomendação oficial contra a utilização durante a gravidez ou amamentação.


P: É importante utilizar o Polygyn exatamente à mesma hora todos os dias?

O protocolo de administração exige um regime posológico consistente, especificamente uma cápsula uma vez ao dia, à noite, ao deitar. Este horário consistente é especificado para manter a administração localizada do medicamento ao longo de todo o ciclo de tratamento.


P: Qual é a classificação geral de segurança do Polygyn?

O perfil de segurança do fármaco caracteriza-se pelo potencial de efeitos tóxicos sistémicos graves, documentados como raros e resultantes da absorção do componente Neomicina. Estes riscos incluem danos no ouvido interno/audição (ototoxicidade) e danos nos rins (nefrotoxicidade). O ciclo de tratamento curto obrigatório é uma medida de segurança concebida para ajudar a minimizar estas riscos.


P: Estão disponíveis diferentes dosagens ou formas de Polygyn?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais de composição, o Polygyn é fornecido como uma cápsula ou óvulo vaginal. Está disponível como uma única combinação de dose fixa dos seus quatro agentes ativos, o que significa que a concentração de cada ingrediente é padronizada nessa forma única de produto.


P: Qual é o significado dos termos específicos mencionados na informação de segurança do Polygyn?

Os resumos de segurança oficiais utilizam termos médicos específicos para descrecer riscos documentados. Por exemplo, ototoxicidade refere-se a potenciais danos no ouvido interno ou na audição, e nefrotoxicidade refere-se a potenciais danos ou efeitos secundários que envolvem os rins. Estes riscos estão associados ao componente neomicina.


P: A eficácia do Polygyn altera-se com o tempo em caso de utilização continuada?

A duração do tratamento é oficialmente limitada. Esta limitação deve-se, em parte, ao risco de seleção de germes resistentes e sobreinfestação, o que indica que a utilização prolongada acarreta o risco de as populações microbianas se tornarem potencialmente resistentes aos agentes ativos ao longo do tempo.


P: Que informação está disponível sobre o efeito do Polygyn na função hepática?

As informações oficiais indicam que é necessária precaução em doentes com doença hepática grave. Isto deve-se ao facto de a remoção do componente metronidazol do organismo poder ser mais lenta nestes doentes, levando potencialmente a um aumento da exposição sistémica.


P: Qual é a classificação do Polygyn para a condução ou utilização de máquinas?

Os documentos regulamentares oficiais, como o Resumo das Características do Medicamento (RCM), concluem tipicamente que este produto não é relevante ou não tem efeitos conhecidos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, dada a sua via de administração local.


P: Que tipo de benefícios são descritos na investigação clínica do Polygyn?

As indicações regulamentares oficiais confirmam que o Polygyn é utilizado para o tratamento local de infeções vaginais mistas causadas por germes sensíveis. A investigação clínica examinou e relatou resultados sobre as alterações nos sintomas, incluindo medições efetuadas através de uma escala de dor.


P: Qual é o processo para reportar efeitos secundários sentidos com o Polygyn?

A documentação oficial descreve o processo para notificar suspeitas de reações adversas à autoridade reguladora nacional relevante. Isto envolve geralmente a utilização do sistema nacional de farmacovigilância para garantir que todas as informações de segurança são recolhidas e revistas pelas agências governamentais competentes.

Como Polygyn deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação

O Polygyn deve ser conservado a uma temperatura que não exceda os 25 °C, de acordo com o definido nos documentos regulamentares oficiais. É estritamente exigido não congelar as cápsulas vaginais e proteger o produto tanto do calor excessivo como da humidade. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original (blister) até ao momento em que seja necessário para utilização. Por questões de segurança, o Polygyn deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

O Polygyn não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser eliminado no lixo doméstico nem deitado na sanita, devido ao risco ambiental representado pelos seus componentes anti-infeciosos. As diretrizes regulamentares instruem as utilizadoras a seguir os requisitos locais para a eliminação de resíduos farmacêuticos, o que envolve habitualmente a devolução do produto a uma farmácia ou a utilização de sistemas autorizados de recolha de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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