Plivit D3

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Plivit D3

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Plivit D3

O Plivit D3 é uma preparação medicinal cujo princípio ativo é o Colecalciferol (Vitamina D3). Esta substância é categorizada fundamentalmente como uma Vitamina Lipossolúvel e uma pró-hormona no organismo. Este componente pertence à classe farmacológica da Vitamina D e análogos. O Colecalciferol é comummente designado por Vitamina D3 e a sua utilidade é clinicamente reconhecida pelo papel essencial no metabolismo mineral em diversos grupos de doentes.

O Colecalciferol é a forma natural da Vitamina D sintetizada pela pele humana através da exposição aos raios UVB, o que a torna uma vitamina condicionalmente essencial. Enquanto pró-hormona, a sua identidade exige que passe por uma ativação metabólica no fígado e nos rins, de modo a ser convertida na forma hormonal ativa que executa as suas funções reguladoras. Esta preparação está frequentemente disponível como um suplemento não sujeito a receita médica (OTC), adaptado a fases específicas da vida.

Composição, Forma e Origem

A composição base do Plivit D3 consiste no ingrediente ativo único, o Colecalciferol, que é disponibilizado para administração oral em diversas preparações farmacêuticas, que incluem tipicamente soluções orais (gotas), cápsulas moles de gelatina e comprimidos.

Devido à natureza lipossolúvel essencial do Colecalciferol, as formas líquidas e em cápsulas moles utilizam uma base oleosa (como triglicéridos de cadeia média ou óleos semelhantes). A utilização deste veículo oleoso é um aspeto obrigatório da formulação, garantindo a biodisponibilidade necessária desta molécula secosteróide essencial, ao assegurar que a mesma é absorvida eficientemente através do sistema digestivo.

Objetivo Geral: Porque é que o Colecalciferol é Importante?

O principal objetivo geral do fornecimento de Colecalciferol é apoiar a regulação e a utilização eficiente de minerais fundamentais pelo organismo, especificamente o cálcio e o fosfato. Ao garantir que quantidades suficientes destes minerais são absorvidas através da dieta e transportadas corretamente por todo o sistema, o Colecalciferol oferece um suporte crucial para a manutenção de dentes e ossos fortes e saudáveis. Esta função reguladora reforça a razão pela qual o Colecalciferol é utilizado: para tratar ou prevenir uma carência deste componente vital, necessário para a estabilidade do sistema esquelético.

Quais efeitos secundários são possíveis com Plivit D3?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Colecalciferol (Plivit D3) caracteriza-se pelos riscos associados à ingestão excessiva, que pode resultar numa toxicidade designada Hipervitaminose D. A maioria das reações adversas está diretamente relacionada com níveis elevados de cálcio no organismo.


Reações Adversas e Frequências

As reações adversas são classificadas de acordo com a frequência com que foram reportadas na utilização clínica:

  • Pouco frequentes (afetam menos de 1 em cada 100 pessoas): Hipercalcemia (nível elevado de cálcio no sangue) e Hipercalciúria (nível elevado de cálcio na urina).
  • Raras (afetam menos de 1 em cada 1.000 pessoas): Reações dermatológicas como prurido (comichão), erupção cutânea e urticária.
  • Frequência desconhecida (não pode ser estimada): Reações de hipersensibilidade, que podem incluir inchaço ou respostas alérgicas graves.

Estes efeitos envolvem prioritariamente os sistemas de Doenças do Metabolismo e da Nutrição, Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos, e Doenças Renais e Urinárias.


Considerações de Segurança Graves

As preocupações de segurança mais graves estão associadas à exposição excessiva e prolongada. Níveis elevados e sustentados de cálcio resultantes de sobredosagem podem conduzir a um compromisso renal irreversível e à calcificação de tecidos moles e órgãos.

Estão também descritas perturbações gastrointestinais como náuseas, vómitos, obstipação e dor abdominal, que ocorrem frequentemente como sinais precoces de hipercalcemia.


Restrições de Segurança e Populações Especiais

O Colecalciferol está contraindicado e não deve ser utilizado em indivíduos com condições pré-existentes que envolvam uma carga elevada de cálcio, incluindo Hipercalcemia, Hipervitaminose D e a presença de Nefrolitíase (cálculos renais).

Existem considerações de segurança especiais para certos grupos de doentes. Indivíduos com compromisso renal ou condições como a sarcoidose podem necessitar de uma monitorização reforçada do cálcio e da função renal, uma vez que o risco de níveis elevados de cálcio é superior nestas populações.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Colecalciferol (Plivit D3) é definido pela Hipervitaminose D, que conduz diretamente à Hipercalcemia (níveis anormalmente elevados de cálcio no sangue). Esta condição ocorre tipicamente após uma ingestão crónica e excessiva que excede largamente as necessidades documentadas.

Manifestações Documentadas e Consequências Graves

As manifestações documentadas estão ligadas aos efeitos do excesso de cálcio em múltiplos sistemas. Os sinais clínicos iniciais listados em fontes regulamentares incluem sintomas gastrointestinais como náuseas, vómitos, perda de apetite e obstipação. Os sinais sistémicos envolvem frequentemente sede excessiva, micção frequente, fraqueza muscular, fadiga e confusão.

As entidades reguladoras documentam que podem resultar consequências graves ou potencialmente fatais de uma toxicidade prolongada. Estas consequências severas envolvem danos em órgãos críticos, incluindo insuficiência renal progressiva, o desenvolvimento de arritmias cardíacas (batimento cardíaco irregular) e calcificações metastáticas patológicas nos tecidos moles e vasos sanguíneos. Além disso, observa-se que indivíduos com condições crónicas renais ou hepáticas pré-existentes apresentam um risco acrescido de toxicidade grave.

Ações de Emergência Obrigatórias

As diretrizes regulamentares oficiais determinam que os doentes devem procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência logo que suspeitem de uma sobredosagem ou apresentem estas manifestações graves. Uma vez que não existe um antídoto farmacológico específico conhecido para o Colecalciferol, a gestão de emergência oficialmente descrita é de suporte, focando-se na interrupção imediata da medicação e na administração de medidas terapêuticas para reverter a Hipercalcemia.

Usos terapêuticos de Plivit D3

O que trata o Plivit D3: principais utilizações e benefícios

O Colecalciferol (Plivit D3) é habitualmente utilizado para ajudar a gerir o desequilíbrio sistémico relacionado com a deficiência de Vitamina D. A sua aplicação abrange diversas áreas terapêuticas que envolvem sintomas associados a este desequilíbrio e onde seja necessário um suporte sintomático adicional. Esta medicação é comummente utilizada para ajudar em condições marcadas por um aumento do stress fisiológico, tais como o Raquitismo e a Osteomalacia, sendo também considerada relevante para o alívio de sintomas relacionados com a Osteoporose, quando aplicada em conjunto com o cálcio.

A medicação proporciona um alívio de suporte que, de um modo geral, ajuda a atenuar a carga sintomática global relacionada com a perda de massa óssea, o desconforto muscular e a fadiga decorrente da carência vitamínica. Isto é particularmente relevante para grupos de alto risco, incluindo lactentes amamentados, idosos e pessoas com distúrbios gastrointestinais que prejudicam a absorção. Nestes cenários, o seu uso apoia a estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

“O Plivit D3 é comummente utilizado quando os sintomas criam uma sobrecarga funcional percetível relacionada com a deficiência, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

Facto Rápido: Gestão de Suporte para o Desconforto Físico O Plivit D3 é frequentemente aplicado para gerir conjuntos de sintomas que acompanham níveis baixos de Vitamina D, especificamente a fraqueza muscular persistente, dores ósseas generalizadas e fadiga crónica.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Plivit D3

O Plivit D3 é um medicamento que contém colecalciferol (vitamina D3), sendo utilizado principalmente para prevenir ou tratar a carência desta vitamina. No entanto, a sua utilização não é adequada para todos os indivíduos e requer precauções específicas em determinadas condições de saúde.

Contraindicações

Não deve utilizar Plivit D3 se apresentar as seguintes situações:

  • Hipersensibilidade: Se tem alergia ao colecalciferol ou a qualquer outro componente da formulação.
  • Hipercalcemia: Se os níveis de cálcio no seu sangue estiverem acima do normal.
  • Hipercalciúria: Se apresentar níveis excessivos de cálcio na urina.
  • Hipervitaminose D: Se já possuir níveis excessivos de vitamina D no organismo.
  • Problemas Renais Graves: Incluindo a presença de cálculos renais (pedras nos rins) ou insuficiência renal grave.

Advertências e Precauções

Existem grupos de pacientes que devem ter cuidado redobrado e consultar um profissional de saúde antes de iniciar o tratamento:

  • Doenças Inflamatórias: Pacientes com sarcoidose devem ser monitorizados, pois existe o risco de uma conversão excessiva da vitamina D na sua forma ativa.
  • Doenças Cardíacas: Indivíduos com doenças do coração ou estreitamento das artérias (aterosclerose) necessitam de acompanhamento, uma vez que o aumento do cálcio pode agravar estas condições.
  • Função Renal: Se tem problemas renais ligeiros a moderados, o médico deverá monitorizar os níveis de cálcio e fosfato para evitar calcificações nos tecidos moles.
  • Uso de Outros Medicamentos: A utilização simultânea de diuréticos tiazídicos, glicosídeos cardíacos (como a digoxina) ou outros suplementos que contenham cálcio e vitamina D deve ser feita com cautela para evitar a toxicidade.

Gravidez e Amamentação

A suplementação com vitamina D durante a gravidez e a amamentação só deve ser realizada sob orientação direta de um profissional de saúde. Doses elevadas de vitamina D podem ser prejudiciais ao feto ou ao lactente, pelo que a dose deve ser rigorosamente ajustada às necessidades individuais da mãe.

Utilização em Crianças

O uso de Plivit D3 em crianças e adolescentes deve ser sempre supervisionado por um médico. O organismo infantil é mais sensível aos efeitos da vitamina D, e o uso prolongado de doses inadequadas pode interferir no crescimento e desenvolvimento normais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a administração concomitante de Plivit D3 (colecalciferol) com certos produtos medicinais exige uma análise cuidadosa devido a interações farmacocinéticas ou farmacodinâmicas.


Categorias de Produtos e Agentes com Interação

Categoria Exemplos de Agentes Específicos Restrição por Interação
Cardiovasculares/Diuréticos Diuréticos Tiazídicos (ex: Hidroclorotiazida); Glicósidos Cardíacos (ex: Digoxina) Risco aumentado de Hipercalcemia devido à redução da excreção de cálcio (diuréticos) ou risco aumentado de toxicidade cardíaca fatal (Digoxina) caso ocorra hipercalcemia.
Anticonvulsivantes Fenitoína, Fenobarbital Estes agentes aumentam o catabolismo e a degradação do colecalciferol no fígado, o que leva oficialmente à diminuição dos níveis circulantes do fármaco.
Moduladores de Gordura/Colesterol Sequestradores de ácidos biliares (ex: Colestiramina); Inibidores da lipase (ex: Orlistat) Estes produtos podem interferir ou prejudicar a absorção intestinal do colecalciferol, que é uma vitamina lipossolúvel.
Outros Agentes Calcipotrieno (medicamento tópico para psoríase); Corticosteroides (ex: Prednisona); Agentes de ligação ao fosfato contendo alumínio A combinação com calcipotrieno é oficialmente restrita devido ao risco aditivo de hipercalcemia. Os corticosteroides podem reduzir a eficácia do colecalciferol. As preparações que contêm alumínio podem causar níveis elevados de Alumínio no sangue, particularmente em doentes com insuficiência renal.

As restrições regulamentares enfatizam a necessidade de monitorizar rigorosamente os níveis de cálcio sérico quando este produto é utilizado em simultâneo com diuréticos tiazídicos ou glicósidos cardíacos. Podem ser necessários ajustes na dosagem de Plivit D3 quando co-administrado com anticonvulsivantes ou agentes que prejudiquem a absorção.

Mecanismo de ação

O Plivit D3 (colecalciferol) funciona como uma pró-hormona que necessita de uma biotransformação para se converter no seu ligante ativo, o calcitriol (1,25-(OH)2D3). Esta conversão ocorre sequencialmente através de um processo de hidroxilação no fígado e, posteriormente, nos rins. O calcitriol exerce os seus efeitos ligando-se ao Recetor da Vitamina D (VDR), um recetor nuclear presente em múltiplos tipos de células.

Esta ligação forma um complexo ligante-recetor que se transloca para o núcleo celular. O complexo interage então com os Elementos de Resposta à Vitamina D (VDREs) no ADN, iniciando ou suprimindo a transcrição de genes específicos. Esta consequência intracelular modula principalmente a via da homeostasia do cálcio e do fosfato.

Através da ativação do VDR no intestino delgado, o Plivit D3 aumenta a expressão das proteínas necessárias para a absorção do cálcio. O mecanismo também influencia a reabsorção de cálcio e fosfato pelos rins. Estes efeitos sistémicos alteram o gradiente de concentração destes iões essenciais, o que afeta a deposição e a mobilização de minerais no osso.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Plivit D3 (Colecalciferol)—Diretrizes Oficiais de Administração

O Plivit D3 (colecalciferol ou Vitamina D3) é administrado por via oral. A dosagem específica é altamente individualizada e deve ser determinada por um profissional de saúde com base na idade, peso corporal, gravidade da deficiência e ingestão concomitante de cálcio do doente.

Posologia e Administração

Âmbito da Administração Diretrizes Oficiais (baseadas em documentos regulamentares)
Via de Administração Oral
Relação com as Refeições As cápsulas ou comprimidos devem ser engolidos inteiros com água. É geralmente recomendado que a toma seja feita com uma refeição (frequentemente a refeição principal) para potenciar a absorção.
Padrão de Frequência Pode ser doseado diariamente, semanalmente ou mensalmente, conforme prescrito, dependendo da dosagem e do regime (dose de carga vs. dose de manutenção).
Intervalos de Dose As doses para prevenção da carência iniciam-se frequentemente entre 800–1600 UI/dia, enquanto as doses de tratamento podem variar entre 800–4000 UI/dia ou doses equivalentes semanais/mensais. Doses mais elevadas são utilizadas para a carga inicial de modo a corrigir a deficiência.

Regras Específicas por Faixa Etária

  • Lactentes e Crianças Pequenas: Para a prevenção do raquitismo, a administração começa tipicamente na segunda semana de vida. Se utilizar uma formulação de comprimido para dissolução, este deve ser dissolvido numa colher de chá com água ou leite e administrado diretamente na boca da criança, de preferência durante uma refeição. Não se recomenda adicionar o comprimido dissolvido a um biberão completo para garantir que a dose total é administrada.
  • Adolescentes e Adultos: As doses para manutenção ou deficiência são prescritas por um médico. Algumas cápsulas ou comprimidos de dosagem elevada não são recomendados para crianças com menos de 12 anos.
  • Gravidez e Aleitamento: O uso é permitido, mas a dose diária total deve ser confirmada com um médico para tratar a deficiência sem exceder os limites de segurança.

Instruções de Procedimento e Omissão de Dose

Se falhar uma dose diária, tome-a assim que se lembrar, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte; nesse caso, ignore a dose esquecida. Não duplique uma dose para compensar a que falhou. Os doentes devem considerar todas as fontes de Vitamina D, incluindo alimentos enriquecidos e outros suplementos, para evitar uma ingestão excessiva, e a suplementação adicional de cálcio só deve ser tomada se tal for indicado por um profissional de saúde.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos para Plivit D3


Evidência para utilização na Síndrome de Fadiga Crónica (SFC)/Encefalomielite Miálgica (EM)

A utilização do Plivit D3 (ou do seu componente ativo, a Vitamina D) foi estudada em indivíduos diagnosticados com Síndrome de Fadiga Crónica ou Encefalomielite Miálgica, centrando-se primordialmente em estudos que observaram padrões de sintomas a curto prazo. Estes estudos incluíram, geralmente, populações adultas pequenas e utilizaram questionários padronizados para medir resultados relacionados com o desconforto físico e resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. A investigação examinou o contexto dos estudos, e estes monitorizaram a forma como os sintomas se alteraram nas populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos, que duraram habitualmente de algumas semanas a alguns meses.

Os dados mostram padrões relacionados com a heterogeneidade entre os estudos. Alguns ensaios descreveram dados que mostram padrões relacionados com medições da função física e pontuações globais em escalas de fadiga. No entanto, as alterações relatadas e medidas durante o período do estudo foram frequentemente pequenas e variaram consideravelmente entre os diferentes estudos realizados. Globalmente, a evidência disponível é limitada e permanece heterogénea devido a diferenças na configuração dos estudos e nas formas específicas como os sintomas são medidos.

Os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados relativamente ao Plivit D3 em indivíduos com esta condição. As durações do acompanhamento foram limitadas em toda a investigação existente. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo e sobre como os padrões observados podem continuar ou alterar-se ao longo de um período prolongado. Os estudos existentes também fornecem informações limitadas sobre os efeitos em grupos de sintomas distintos, tais como problemas cognitivos ou mal-estar pós-esforço, dentro desta condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas.


Evidência para utilização na Fibromialgia (FM)

A investigação disponível inclui ensaios controlados e aleatorizados que monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico, tais como pontuações de intensidade da dor, a par de medidas do estado funcional e da qualidade de vida ao longo de intervalos de tempo de curto a médio prazo. Estes estudos envolveram populações que apresentavam Fibromialgia, uma condição marcada por limitações funcionais e resultados amplamente relatados pelos próprios doentes descrevendo o desconforto percecionado.

Os estudos monitorizaram padrões relacionados com medições de desconforto físico que variaram entre as populações observadas. Os estudos descreveram medições efetuadas durante o período do estudo, incluindo pequenas diferenças em ferramentas multidimensionais como o Questionário de Impacto da Fibromialgia. Os estudos relataram como os sintomas evoluíram nas populações observadas, embora a certeza global permaneça baixa devido à dimensão e ao alcance da base de evidência. Os resultados foram mistos entre os estudos relativamente à avaliação do funcionamento físico e da qualidade do sono.

Os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas aos períodos de curto prazo dos ensaios. A evidência é limitada para resultados a longo prazo, mas os dados atuais ainda estão a surgir. A qualidade da evidência disponível varia entre os estudos, e os dados para certos grupos, tais como aqueles com níveis extremos de gravidade dos sintomas ou fatores demográficos específicos, permanecem insuficientes. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas em que foram realizados e aplicam-se principalmente às populações adultas estudadas.


Evidência para utilização na Síndrome de Taquicardia Ortostática Postural (POTS)

O uso de Plivit D3 (ou Vitamina D) foi avaliado em indivíduos com Síndrome de Taquicardia Ortostática Postural, uma condição que envolve períodos de agravamento de sintomas e monitorização de tensão ou stress fisiológico, com base num pequeno número de estudos, incluindo ensaios abertos e desenhos cruzados (crossover) de pequena escala. Estes estudos observaram respostas ao longo de intervalos de tempo definidos e mediram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial durante testes ortostáticos, bem como resultados relatados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado.

Os achados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com parâmetros hemodinâmicos, embora os resultados não tenham sido uniformes e mostrassem frequentemente variabilidade de indivíduo para indivíduo. A investigação destaca alterações medidas em escalas de sintomas subjetivos; no entanto, esta evidência é limitada. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, mas a certeza permanece baixa porque as dimensões das amostras foram modestas e a evidência derivou de contextos com cargas de sintomas variadas.

A aplicação dos achados é limitada pela dimensão reduzida das coortes e pelos desenhos de estudo utilizados. Faltam evidências comparativas. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo e sobre como as alterações fisiológicas observadas podem persistir ou progredir ao longo do tempo. Além disso, a variabilidade na causa subjacente da POTS entre os participantes pode ter impacto na interpretação da investigação, o que significa que os achados em subgrupos são incertos.


Estudos a longo prazo e acompanhamento

Os estudos examinaram alterações de sintomas a curto prazo em relação ao Plivit D3, mas existe informação limitada sobre resultados a longo prazo em todas as condições estudadas. A maioria dos ensaios existentes observou respostas ao longo de intervalos de tempo definidos, o que significa que as durações de acompanhamento foram limitadas, não se estendendo tipicamente além de alguns meses. Isto deixa muitas questões sem resposta sobre a estabilidade dos padrões observados. Os dados disponíveis ainda estão a surgir, e a investigação prossegue para examinar o perfil de utilização a longo prazo e se quaisquer alterações relatadas a curto prazo se mantêm ao longo de anos.


Evidência em populações especiais

Os dados para certos grupos permanecem insuficientes em toda a base de evidência disponível para o Plivit D3. A maioria dos estudos focou-se em populações adultas gerais. A qualidade da evidência varia entre os estudos e há uma falta de investigação abrangente que examine a sua utilização e os padrões de sintomas associados em grupos como adolescentes, idosos ou grávidas. Faltam evidências comparativas para avaliar potenciais diferenças nos resultados para pessoas com condições complexas ou comorbilidades, e os achados para estes subgrupos específicos são atualmente incertos.


O que ainda é incerto sobre o Plivit D3

A evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto — sobre a utilização do Plivit D3 nestas condições. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais. As principais limitações incluem dimensões de amostra modestas, o que significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas, e achados inconsistentes entre os ensaios, o que contribui para a baixa certeza dos dados atuais. A investigação fornece informações sobre alterações a curto prazo, mas existe informação limitada para resultados a longo prazo, e os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados. A evidência comparativa em relação a outras abordagens também é inexistente em muitas das áreas estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Plivit D3 (FAQ)

P: O que é o Plivit D3 e para que é utilizado?

O Plivit D3 é um medicamento que contém colecalciferol (vitamina D3). A vitamina D ajuda o organismo a absorver o cálcio e o fósforo, que são essenciais para dentes e ossos fortes. Desempenha também um papel na função do sistema imunitário.

O Plivit D3 é utilizado para:

  • Prevenir e tratar a deficiência de vitamina D.
  • Fornecer vitamina D quando existe uma necessidade acrescida, ou quando o organismo não consegue obter a quantidade suficiente através da dieta ou da luz solar.
  • Gerir condições ósseas específicas causadas pela deficiência de vitamina D.

P: Como devo tomar o Plivit D3?

Tome sempre o Plivit D3 exatamente como o seu médico ou farmacêutico lhe indicou. A dosagem depende da sua condição, idade e níveis de vitamina D. As gotas ou comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos.

  • Para as gotas: As gotas podem ser colocadas diretamente na boca ou misturadas com uma pequena quantidade de comida ou bebida fria. Não misture com grandes volumes de líquidos.
  • Para os comprimidos: Engula o comprimido inteiro com água.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose esquecida. Se não tiver a certeza, contacte o seu prestador de cuidados de saúde.

P: Quem não deve tomar Plivit D3?

Não deve tomar Plivit D3 se:

  • For alérgico ao colecalciferol (vitamina D3) ou a qualquer outro componente da formulação.
  • Tiver níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia) ou níveis elevados de cálcio na urina (hipercalciúria).
  • Tiver pedras nos rins (nefrolitíase) ou problemas renais graves.
  • Já estiver a tomar outros medicamentos que contenham vitamina D.

Informe sempre o seu médico sobre todos os seus problemas de saúde e todos os outros medicamentos que está a tomar.

P: Quais são os possíveis efeitos secundários do Plivit D3?

Quando tomado na dose recomendada, o Plivit D3 é geralmente bem tolerado. Os efeitos secundários são raros, mas podem ocorrer, frequentemente devido a doses elevadas ou utilização a longo prazo, o que pode levar a um excesso de vitamina D no organismo.

Os possíveis efeitos secundários, tipicamente relacionados com a hipercalcemia, incluem:

  • Sensação de enjoo (náuseas) ou sentir-se mal (vómitos)
  • Prisão de ventre (obstipação)
  • Perda de apetite
  • Sede excessiva
  • Aumento da necessidade de urinar
  • Cansaço ou fraqueza

Se sentir quaisquer efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento e procure aconselhamento médico imediatamente.

Como Plivit D3 deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar Plivit D3

As exigências de conservação e eliminação para o Plivit D3 (colecalciferol) estão definidas na rotulagem regulamentar oficial para garantir a estabilidade do produto.

Condições de Armazenamento

  • Temperatura: Conservar abaixo de 25 °C (temperatura ambiente controlada); não congelar nem refrigerar.
  • Proteção: Manter ao abrigo da luz direta e da humidade.
  • Recipiente: Manter o medicamento na embalagem de cartão original e manter o frasco bem fechado.
  • Segurança Infantil: Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

O Plivit D3 não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as normas locais. Não deite o medicamento nas águas residuais ou no lixo doméstico. Consulte um farmacêutico sobre os métodos de eliminação adequados, tais como programas de recolha de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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