Pitava

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pitava

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Pitavastatina (sob a forma de sal cálcico)
Forma Forma farmacêutica oral sólida sujeita a receita médica (Comprimido revestido por película)
Classe Farmacológica Inibidor da redutase da HMG-CoA (Estatina)
Objetivo Comum Controlo do colesterol elevado e dislipidemia
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é a Pitavastatina?

O Pitava é um medicamento de receita médica, de origem sintética, cujo princípio ativo é a pitavastatina, estabilizada quimicamente como pitavastatina cálcica. Este composto está classificado no grupo farmacológico dos inibidores da redutase da HMG-CoA, amplamente conhecidos como a classe das estatinas. A pitavastatina foi desenvolvida para uma ação sistémica e a sua administração é feita por via oral. Informações oficiais de saúde confirmam que esta classe de estatinas atua bloqueando a produção endógena de colesterol no fígado, um mecanismo que é fundamental para o propósito do fármaco.

Composição e Forma Farmacêutica

Este medicamento é fabricado de forma consistente como uma forma farmacêutica sólida de constituinte único, apresentando-se como um comprimido revestido por película. A sua origem sintética garante um produto de elevada pureza, combinando o sal ativo de pitavastatina cálcica com excipientes farmacêuticos padrão. A pitavastatina distingue-se dentro da sua classe pela sua estrutura química, que resulta numa metabolização mínima pelo sistema enzimático CYP3A4. Esta característica tem sido fundamentada por estudos farmacológicos, os quais sugerem um potencial risco inferior de interações com muitos medicamentos comuns.

Objetivo Geral desta Classe de Estatinas

O objetivo geral da pitavastatina é controlar e modular níveis elevados de lípidos, ou gorduras, que circulam na corrente sanguínea, servindo como uma parte importante de um programa total de modificação do estilo de vida. Esta função principal é alcançada através da redução significativa da produção de colesterol endógeno pelo fígado, por via da inibição competitiva da enzima redutase da HMG-CoA. A investigação farmacológica observou especificamente que esta ação direcionada contribui para o objetivo de um controlo lipídico abrangente, o que inclui um efeito favorável no aumento dos níveis de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL).

Quais efeitos secundários são possíveis com Pitava?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança: Pitavastatina (Pitava)

Esta secção descreve as reações adversas e as restrições de segurança documentadas oficialmente para a pitavastatina, com base em fontes regulamentares governamentais autorizadas.

Reações Adversas Documentadas

Os efeitos secundários são categorizados por frequência, refletindo a sua ocorrência em ensaios clínicos ou os relatos efetuados durante a vigilância pós-comercialização.

Frequência Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Frequentes Mialgia (dor muscular), dor nas costas, artralgia (dor nas articulações), obstipação (prisão de ventre), diarreia, cefaleia (dor de cabeça).
Pouco Frequentes Anorexia, insónia, tonturas, náuseas, vómitos, prurido (comichão), fadiga.
Raros / Desconhecidos Rabdomiólise, insuficiência hepática, angioedema, diabetes mellitus de início recente, Miopatia Necrosante Imunomediada (MINM).

Reações Adversas Graves

Os documentos regulamentares destacam reações adversas raras mas clinicamente significativas, incluindo a degradação muscular grave (Rabdomiólise), que pode levar a insuficiência renal, e casos raros de Insuficiência Hepática fatal ou não fatal. Os doentes são aconselhados a comunicar imediatamente qualquer dor muscular inexplicada, sensibilidade ou fraqueza.

Restrições de Segurança e Avisos Específicos para Populações

A pitavastatina está contraindicada (não deve ser utilizada) em determinadas circunstâncias:

  • Doentes com doença hepática ativa ou elevação persistente e inexplicada das transaminases séricas (enzimas do fígado).
  • Mulheres que estejam grávidas ou a amamentar.
  • Doentes que estejam a receber concomitantemente Ciclosporina.

Considerações Especiais de Segurança

  • Monitorização Hepática: É necessária a realização de testes de função hepática antes de iniciar o tratamento e periodicamente após o seu início.
  • Insuficiência Renal: São necessários ajustes de dose e monitorização em doentes com problemas renais moderados a graves. Nestes casos, a dose máxima é limitada. O risco de efeitos musculares graves pode estar aumentado em adultos mais velhos (idade igual ou superior a 65 anos).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Na eventualidade de uma exposição a quantidades excessivas de pitavastatina, os documentos regulamentares confirmam que a principal preocupação de segurança é o potencial de toxicidade grave para o sistema muscular esquelético.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Embora não existam sintomas agudos específicos de sobredosagem de pitavastatina definitivamente documentados, a sobre-exposição acarreta um risco significativo e oficialmente reconhecido de miopatia e rabdomiólise. Estas condições, que afetam os sistemas muscular esquelético e renal, podem manifestar-se através de dores musculares inexplicadas, sensibilidade ou fraqueza, por vezes acompanhadas de febre ou mal-estar geral. A consequência mais grave é a rabdomiólise, uma complicação potencialmente fatal que pode conduzir a insuficiência renal aguda secundária, exigindo intervenção médica urgente.

A sobre-exposição requer ação oficial caso se verifiquem níveis acentuadamente elevados de creatina quinase (CK) — o marcador laboratorial para a degradação muscular grave. O risco destes desfechos graves é superior em populações específicas, incluindo pessoas de idade avançada, com insuficiência renal pré-existente ou com hipotiroidismo inadequadamente tratado.

Ações de Emergência Necessárias

As orientações regulamentares oficiais exigem a procura de ajuda médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. Os utilizadores são instruídos a contactar um Centro de Informação Antivenenos ou a ligar imediatamente para os serviços de emergência se o doente tiver colapsado, estiver a ter uma convulsão ou apresentar dificuldades respiratórias.

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem de pitavastatina. A gestão da situação é oficialmente definida como tratamento sintomático e de suporte, administrado em ambiente hospitalar. Devido à elevada ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, não se espera que intervenções procedimentais, como a hemodiálise, sejam eficazes no aumento da sua eliminação.

Usos terapêuticos de Pitava

O que a Pitava trata: principais utilizações e benefícios

A pitavastatina é geralmente utilizada para tratar condições associadas ao desequilíbrio sistémico relacionado com os níveis de lípidos. Isto inclui o tratamento da hipercolesterolemia primária e da dislipidemia mista, que envolvem níveis elevados de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C), colesterol total e, por vezes, triglicéridos. Este domínio terapêutico é relevante para reduzir os níveis de lípidos aterogénicos na corrente sanguínea.

Este medicamento é vulgarmente aplicado como um tratamento crónico de longo prazo em doentes considerados de risco moderado a muito elevado de desenvolver Doença Cardiovascular Aterosclerótica (DCVA). Este domínio terapêutico oferece benefícios ao gerir os fatores associados ao risco metabólico subjacente. Para grupos específicos, incluindo adultos, pessoas com Diabetes Tipo 2 e doentes pediátricos com Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH), atingir os objetivos terapêuticos de colesterol auxilia o processo de gestão do impacto cumulativo a longo prazo associado a níveis lipídicos persistentemente elevados.

Facto rápido: Gestão do risco metabólico silencioso

A pitavastatina apoia o doente em situações onde o desequilíbrio sistémico do colesterol circulante elevado exige intervenção, auxiliando o processo de abordagem deste desequilíbrio metabólico subjacente.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais a utilização é permitida (conforme rotulagem):

  • Doentes adultos com hiperlipidemia primária ou dislipidemia mista.
  • Doentes pediátricos a partir dos 8 anos de idade, especificamente para o tratamento da Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH).

Populações para as quais a utilização está contraindicada:

  • Doença Hepática Ativa, incluindo insuficiência hepática aguda ou elevações persistentes e inexplicadas dos níveis de transaminases hepáticas.
  • Gravidez ou Lactação (Aleitamento materno).
  • Hipersensibilidade Conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes do medicamento.
  • Utilização Concomitante de Ciclosporina.

Elegibilidade Específica por Condição e Restrições

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: A segurança e eficácia não foram estabelecidas para crianças com idade inferior a 8 anos. A idade avançada (igual ou superior a 65 anos) é listada como um fator de risco para miopatia e exige cautela na seleção da dose.

Função orgânica e fatores de risco: O uso em doentes com insuficiência renal moderada ou grave ou Doença Renal Terminal (DRT) em hemodiálise requer uma dose máxima limitada a 2 mg, uma vez por dia. A terapêutica com pitavastatina deve ser temporariamente suspensa em doentes com uma condição aguda e grave que os predisponha à rabdomiólise, como cirurgias de grande porte ou infeções graves.


Estrutura de Elegibilidade Resultante

Declarações oficiais de elegibilidade:

  • A pitavastatina está contraindicada em doentes com doença hepática ativa, durante a gravidez e quando administrada em conjunto com a ciclosporina.
  • A elegibilidade é geralmente definida pela ausência de contraindicações e pelo requisito de idade mínima de 8 anos para utilização pediátrica específica.

Ligação ao perfil global de elegibilidade: Os documentos regulamentares oficiais definem quem pode e não pode utilizar a pitavastatina baseando-se, primordialmente, num conjunto estrito de contraindicações absolutas relativas à saúde hepática, estado reprodutivo e medicação concomitante com ciclosporina. Além destas, a elegibilidade é gerida através de restrições de idade específicas para crianças e requisitos de utilização condicional, tais como limitações da dose máxima para doentes com insuficiência renal moderada a grave. O perfil completo distingue a utilização padrão permitida das populações onde o medicamento é proibido ou sujeito a restrições explicitamente rotuladas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação da pitavastatina é definido por duas categorias principais de risco: o aumento da exposição farmacocinética e os riscos farmacodinâmicos aditivos. A coadministração com ciclosporina é estritamente contraindicada devido à inibição grave do transportador OATP1B1, o que resulta num aumento massivo das concentrações plasmáticas de pitavastatina.

Restrições de Interação Documentadas

Certos medicamentos exigem restrições formais quando tomados em conjunto com a pitavastatina:

  • Limitação Obrigatória da Dose: A coadministração com eritromicina ou rifampicina requer que a dose de pitavastatina seja formalmente limitada, de forma a mitigar o risco documentado de um aumento significativo da exposição plasmática.
  • Evitar ou Precaução: O uso concomitante com genfibrozil não é recomendado. É também assinalada a necessidade de precaução na coadministração com outros fibratos, colchicina ou doses de niacina que modifiquem os lípidos (acima de 1 g/dia), devido ao aumento documentado do risco de miopatia.

Outras Interações Documentadas

A rotulagem indica que certos fatores do doente aumentam a suscetibilidade à gravidade das interações. A idade avançada e a insuficiência renal são citadas como condições predisponentes que elevam o risco de toxicidade muscular quando o fármaco é coadministrado com substâncias que interagem entre si. Separadamente, o suplemento de arroz vermelho fermentado é mencionado pelo seu efeito farmacológico aditivo, o que aumenta o potencial de risco muscular.

Mecanismo de ação

A ação primária da pitavastatina consiste na inibição competitiva da enzima HMG-CoA redutase, o passo molecular que limita o ritmo da via de biossíntese do colesterol no fígado. Este bloqueio molecular interrompe a conversão da HMG-CoA em mevalonato, desencadeando uma resposta celular para conservar o colesterol. Esta compensação envolve a ativação de SREBPs, que aumentam a transcrição e a expressão de recetores de LDL na superfície dos hepatócitos. A consequência fisiológica resultante é a remoção e o catabolismo acelerados das partículas de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) da circulação sistémica.

Para além deste mecanismo lipídico central, a pitavastatina influencia vias independentes do colesterol ao suprimir intermediários não esteroides, modulando assim a via de sinalização Rho/Rho Kinase (ROCK). Isto aumenta a atividade da sintase do óxido nítrico endotelial (eNOS), contribuindo para a regulação da atividade endotelial vascular. A eficiência deste mecanismo global está fundamentalmente dependente da captação hepática ativa da pitavastatina, um processo mediado pelo transportador OATP1B1, que determina a capacidade máxima de inibição intracelular.

Informações sobre dosagem e administração

A pitavastatina é um medicamento destinado exclusivamente a utilização oral, administrado sob a forma de comprimidos revestidos por película nas dosagens de 1 mg, 2 mg ou 4 mg. O regime posológico está padronizado para uma toma única diária, devendo os comprimidos ser engolidos inteiros. Este padrão de administração permite flexibilidade, uma vez que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. Para adultos, o tratamento habitual inicia-se com uma dose inicial de 2 mg, uma vez ao dia. O ajuste da dose, ou titulação, é um passo procedimental formal, que requer a avaliação de um profissional de saúde após um mínimo de quatro semanas desde o início da terapêutica ou da alteração da dose. A dose máxima aprovada é de 4 mg diários.

A rotulagem oficial estabelece restrições específicas de utilização para certas populações. Para doentes com insuficiência renal moderada a grave, a dose inicial é restrita a 1 mg, uma vez ao dia, e a ingestão diária máxima está limitada a 2 mg. Além disso, para manter um protocolo de utilização consistente, as restrições de dose são obrigatórias quando a pitavastatina é coadministrada com determinados medicamentos; por exemplo, a dose não deve exceder os 2 mg diários quando tomada com rifampicina. No caso de esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares aconselham a sua toma o mais brevemente possível, a menos que esteja quase na hora da próxima dose agendada, caso em que a dose esquecida deve ser omitida para evitar a toma de duas doses em simultâneo. Estas regras estabelecidas definem a abordagem padronizada para a utilização de pitavastatina no contexto clínico.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Pitava

Evidência para Uso em Hiperlipidemia Primária e Dislipidemia Mista

A investigação clínica analisou a forma como a pitavastatina foi observada em adultos com hiperlipidemia primária ou dislipidemia mista, condições que envolvem um desequilíbrio nos níveis de lípidos (gorduras) em circulação. Foram realizados ensaios controlados de curto prazo, focados principalmente em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico, especificamente na medição de alterações em marcadores de colesterol essenciais, como o LDL-C ("colesterol mau"), o Colesterol Total e o HDL-C ("colesterol bom"). Estes estudos monitorizaram habitualmente os resultados durante períodos de cerca de 12 semanas.

Nestes ensaios, os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde certas doses de pitavastatina foram associadas a variações nos biomarcadores lipídicos medidos. A investigação, que inclui estudos de vigilância observacional de larga escala e longa duração, explorou alterações sustentadas nos níveis de colesterol ao longo de vários anos. Estes estudos contribuem para o panorama geral da evidência científica.

Evidência para Avaliação do Risco Cardiovascular em Grupos Específicos de Alto Risco

A pitavastatina foi avaliada num ensaio clínico controlado de larga escala e longa duração (REPRIEVE), especificamente desenhado para examinar o desequilíbrio fisiológico temporário e a incidência de taxas de Eventos Cardiovasculares Adversos Maiores (MACE). Esta investigação em particular focou-se num grupo único: adultos que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e que eram considerados como tendo um risco cardiovascular inicial de baixo a moderado. O ensaio estudou a ocorrência de eventos como enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral durante um período mediano de aproximadamente cinco anos.

Os dados revelam padrões relacionados com a incidência de MACE no grupo que recebeu pitavastatina em comparação com o grupo placebo, durante um acompanhamento mediano de cerca de 5 anos. Um subestudo relacionado analisou determinados parâmetros secundários e biomarcadores. Estes estudos ajudam a demonstrar o que foi observado até agora neste grupo de alto risco.

Compreender as Principais Limitações e Lacunas na Evidência

Os dados relativos a resultados de longo prazo não estão totalmente estabelecidos para a população geral com fatores de risco típicos. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos dos ensaios controlados iniciais e existe informação limitada sobre resultados de longo prazo, como as taxas de MACE, proveniente de ensaios de larga escala controlados por placebo na população típica não asiática. Uma limitação importante é que os resultados mais substanciais de dados de MACE a longo prazo aplicam-se apenas às populações estudadas — especificamente adultos com infeção por VIH. Adicionalmente, escasseia evidência comparativa proveniente de ensaios controlados que comparem diretamente os resultados de MACE entre a pitavastatina e as doses de alta intensidade de outras estatinas comummente utilizadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pitava (FAQ)

P: Como é que o Pitava é descrito em comparação com outros medicamentos para o colesterol?

As informações oficiais descrevem a pitavastatina como tendo uma eficácia comparável a certas outras estatinas na redução do "colesterol mau" (LDL-C). Uma característica assinalada é o seu envolvimento mínimo com o sistema enzimático CYP3A4, uma via fundamental para a degradação de fármacos no fígado. Este perfil metabólico é frequentemente considerado pelos profissionais de saúde na gestão de doentes que tomam vários medicamentos.

P: É verdade que o Pitava pode estar associado a desconforto muscular?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, a dor muscular (mialgia) é listada como uma reação adversa comum observada em ensaios clínicos. Foi também documentada uma reação muscular rara, mas grave, denominada rabdomiólise. Os documentos oficiais classificam a mialgia como comum e indicam que os doentes devem comunicar determinados sintomas musculares graves.

P: Existem efeitos a longo prazo descritos para quem toma Pitava?

A informação oficial de prescrição lista várias reações adversas raras que foram observadas, muitas vezes ao longo do tempo ou em vigilância pós-comercialização. Estas incluem o aparecimento de diabetes mellitus, insuficiência hepática (problemas graves no fígado) e Miopatia Necrosante Imunomediada (MINM), que é um tipo raro de lesão muscular.

P: O que acontece se eu me esquecer acidentalmente de uma dose de Pitava?

As orientações regulamentares descrevem que a dose deve ser tomada assim que se lembrar, caso ocorra um esquecimento. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a orientação é que a dose esquecida seja saltada completamente, para evitar a toma de duas doses num intervalo demasiado curto.

P: Que tipos de evidência científica apoiam a utilização de Pitava?

A evidência que apoia a utilização autorizada da pitavastatina provém de vários tipos de estudos. Isto inclui ensaios controlados de curto prazo que mediram alterações nos níveis de colesterol, como o LDL-C e o HDL-C. Adicionalmente, um ensaio clínico controlado de larga escala e longa duração avaliou a incidência de Eventos Cardiovasculares Adversos Maiores (MACE) num grupo específico de alto risco.

P: Que informação existe sobre potenciais interações graves com o Pitava?

A secção de aconselhamento ao doente nas informações oficiais foca-se nos sinais de reações adversas musculares graves. Se um indivíduo sentir dor muscular inexplicada, sensibilidade ou fraqueza, especialmente quando acompanhadas de febre ou mal-estar geral, o aconselhamento oficial indica que estes sintomas devem ser comunicados prontamente, pois podem ser um indicador de uma reação adversa grave.

P: É normal o Pitava causar uma ligeira dor de cabeça ao iniciar o medicamento?

Segundo a documentação regulamentar, a dor de cabeça é listada como uma reação adversa comum observada em ensaios clínicos. Esta classificação indica que as dores de cabeça foram um evento frequentemente relatado durante o período de estudo.

P: Pessoas com problemas de tiroide podem utilizar o Pitava com segurança?

Os avisos oficiais referem que o hipotiroidismo inadequadamente tratado é listado como um fator de risco para miopatia e rabdomiólise. Estas são condições musculares graves associadas ao uso de estatinas. As advertências oficiais estabelecem que a utilização em indivíduos com hipotiroidismo não controlado está sujeita a considerações e monitorização específicas.

P: Por norma, o Pitava deve ser tomado de manhã ou à noite?

A informação oficial de prescrição confirma que a pitavastatina deve ser tomada uma vez por dia. O fármaco oferece flexibilidade, podendo ser tomado a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos. Uma condição para a administração é que o medicamento seja tomado aproximadamente à mesma hora todos os dias para manter um protocolo de utilização consistente.

P: Quanto tempo demora, habitualmente, a ver-se os efeitos do Pitava?

Embora o efeito do fármaco se inicie imediatamente, as orientações regulamentares definem o período formal para a avaliação da sua eficácia. As recomendações oficiais sugerem que os níveis de lípidos devem ser verificados quatro semanas após o início da terapêutica com pitavastatina ou após qualquer alteração da dose. Este intervalo de quatro semanas é o período padrão para avaliar o efeito clínico do medicamento.

P: Segundo os estudos, o Pitava é seguro para pessoas mais velhas?

A informação oficial observa que a idade avançada (65 anos ou mais) é listada como um fator de risco para miopatia. No entanto, os resumos dos estudos clínicos determinaram que não foi observada nenhuma diferença significativa na eficácia entre doentes mais velhos e doentes mais jovens. A utilização nesta população está sujeita a monitorização e considerações específicas devido a este fator de risco.

P: Existe uma versão genérica do Pitava disponível?

Os registos regulamentares confirmam a aprovação de múltiplas versões genéricas de comprimidos de pitavastatina. Isto significa que existe uma forma genérica da substância ativa disponível para prescrição.

P: Porque é que algumas pessoas tomam Pitava em vez de outro medicamento para a mesma condição?

A investigação farmacológica destaca que a pitavastatina é minimamente metabolizada pelo sistema enzimático CYP3A4 no fígado, sendo esta uma característica única dentro da sua classe farmacológica. Este fator é frequentemente considerado pelos médicos ao tratar doentes que necessitam de vários medicamentos diferentes em simultâneo, pois pode reduzir o potencial de certas interações medicamentosas.

P: O Pitava causa aumento ou perda de peso?

Com base no perfil de reações adversas documentado na informação oficial de prescrição, nem o aumento nem a perda de peso estão listados entre os efeitos secundários comuns ou pouco frequentes. Isto indica que não foram relatadas alterações significativas no peso corporal com frequência nos ensaios clínicos.

P: Como é que a eficácia do Pitava é tipicamente medida nos estudos clínicos?

A eficácia da pitavastatina nos estudos clínicos é medida formalmente através da análise de alterações nos biomarcadores lipídicos no sangue. Os principais marcadores acompanhados incluem o colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C, ou "colesterol mau"), o colesterol total e o colesterol de lipoproteínas de alta densidade (HDL-C, ou "colesterol bom").

P: O Pitava é descrito como um medicamento de alta potência nas fontes oficiais?

As diretrizes oficiais e os resumos regulamentares categorizam frequentemente as estatinas com base na percentagem típica de redução de LDL-C alcançada com as doses prescritas. A pitavastatina é geralmente classificada como uma estatina de intensidade moderada, de acordo com estas orientações clínicas.

Como Pitava deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação da Pitavastatina

Os comprimidos de pitavastatina devem ser conservados de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade e a segurança do produto. É necessário manter o medicamento a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F), com proteção contra temperaturas extremas, devendo evitar-se o seu congelamento.

Condições Obrigatórias

Condição Requisito
Proteção Ambiental Proteger da luz, do calor e da humidade.
Embalagem Conservar na embalagem de origem e mantê-la bem fechada.
Segurança Infantil Deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

A pitavastatina fora de validade ou não utilizada deve ser eliminada corretamente. As orientações regulamentares indicam que se deve consultar um farmacêutico ou uma empresa local de gestão de resíduos para obter instruções, desaconselhando-se deitar o medicamento nas águas residuais ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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