Paracodina

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Paracodina

Método de ação: Analgesic

Opção de tratamento: Pain, Cancer

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Paracodina

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Tartarato de di-hidrocodeína
Forma Comprimidos, Solução Oral, Gotas Orais
Classe Farmacológica Analgésico Opioide, Antitússico
Finalidade Geral Tratamento da dor e supressão da tosse
Origem Semissintética (derivado da codeína)

Di-hidrocodeína: Definição da Entidade e Tipo de Paracodina

A Paracodina é um medicamento reconhecido sujeito a receita médica, cuja identidade é definida pela sua substância ativa principal, a di-hidrocodeína, preparada quimicamente como o sal tartarato de di-hidrocodeína. Enquanto opioide semissintético, o composto é estruturalmente um derivado da codeína, apresentando características farmacológicas específicas que o diferenciam dos opiatos naturais. Esta substância é clinicamente reconhecida pela sua ação fiável no sistema nervoso central (SNC), confirmando a sua inclusão na classe dos analgésicos opioides.

Composição e Formas Farmacêuticas Disponíveis

A composição da Paracodina baseia-se num único princípio ativo, o tartarato de di-hidrocodeína, o que a torna uma preparação sem componentes antipiréticos combinados. Está formulada em diversas formas farmacêuticas específicas adequadas para administração oral, incluindo tipicamente comprimidos e preparações líquidas, como solução oral ou gotas orais. A disponibilidade destas formas assegura flexibilidade na administração, com a substância ativa suspensa num veículo sólido ou aquoso apropriado.

Finalidade Geral: Tratamento da Dor e Supressão da Tosse

O principal propósito terapêutico geral da entidade di-hidrocodeína é duplo: proporcionar um alívio eficaz da dor e atuar como um antitússico potente. Esta dupla funcionalidade é apoiada por estudos farmacológicos que confirmam a sua capacidade para abordar tanto a dor moderada a grave como a tosse persistente de mediação central. Um cenário de utilização típico envolve a prestação de alívio sintomático a um doente que sinta um desconforto significativo. A utilização de medicamentos que contêm esta substância é indicada para o tratamento de dor moderada a grave, o que requer um nível robusto de controlo analgésico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Paracodina?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do tartarato de di-hidrocodeína está estabelecido por normas reguladoras, que classificam os potenciais efeitos adversos de acordo com a sua frequência e os sistemas fisiológicos afetados.

Classificação das Reações Adversas

A maioria dos efeitos indesejados é classificada nos domínios gastrointestinal e do sistema nervoso, sendo observados com frequência. Os efeitos estão agrupados da seguinte forma na informação oficial de prescrição:

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes Náuseas, Vómitos
Frequentes Obstipação, Tonturas, Cefaleias (Dores de cabeça), Sonolência, Confusão, Sudorese (Suor)
Pouco Frequentes/Raros Broncoespasmo, Hipotensão Ortostática, Alucinações, Alterações de Humor

Reações Adversas Graves e Padrões de Segurança

O risco mais grave documentado nos avisos regulamentares é a depressão respiratória potencialmente fatal, que se assinala ser maior durante o início da terapia ou após um aumento da dose. Outras reações adversas graves incluem a depressão circulatória e reações alérgicas severas, como a anafilaxia.

Restrições de População e de Duração

Existem considerações de segurança específicas para determinados grupos de doentes. Os adultos mais velhos podem sentir uma maior sensibilidade aos efeitos depressores, e é necessária precaução em doentes com insuficiência renal ou hepática devido à alteração na eliminação do fármaco. A informação oficial do medicamento refere também o risco de desenvolvimento de dependência física com o uso regular a longo prazo e o potencial de síndrome de abstinência após a interrupção. A substância está igualmente associada ao potencial de adição, abuso e uso indevido de opioides, conforme explicitamente declarado nos avisos regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de di-hidrocodeína é definida como um evento grave centrado na depressão do sistema nervoso central (SNC) e respiratória. As manifestações clínicas documentadas incluem sedação profunda e estupor, progredindo para a incapacidade de acordar ou para o estado de coma. O sinal mais crítico é a depressão respiratória grave e potencialmente fatal, caracterizada por uma respiração lenta, superficial ou difícil, que pode conduzir à hipóxia, a complicações cardiovasculares como a hipotensão e a resultados fatais, incluindo a paragem respiratória. Outros sinais incluem a contração das pupilas (miose) e a coloração azulada da pele ou dos lábios (cianose).

Medidas Determinadas pelas Autoridades

É determinado que se deve procurar assistência médica de emergência imediata se houver suspeita de qualquer sinal de sobredosagem ou se a respiração ficar comprometida. Esta ação é crítica, uma vez que a ingestão acidental, particularmente por crianças, está documentada como podendo resultar numa sobredosagem fatal. Os protocolos de gestão exigem a manutenção da desobstrução das vias respiratórias e a administração do antagonista opioide Naloxona para reverter os efeitos depressores. É também necessária a prestação de cuidados de suporte, incluindo o fornecimento de oxigénio e a monitorização rigorosa dos sinais vitais até que o doente esteja estabilizado. Grupos específicos, incluindo idosos e doentes com problemas pulmonares crónicos, apresentam um risco acrescido de desfechos graves.

Usos terapêuticos de Paracodina

Para que serve a Paracodina: Principais Utilizações e Benefícios

A Paracodina é habitualmente utilizada para auxiliar no alívio do desconforto físico e da dor de intensidade moderada a grave, em casos onde os sintomas geralmente não respondem a medicamentos não opioides comuns. O seu uso terapêutico é indicado para fornecer suporte sintomático em situações de desconforto físico acentuado, sendo relevante na gestão de episódios agudos intensos — como os que ocorrem após uma cirurgia ou um traumatismo — ou na prestação de apoio contínuo em condições de dor crónica.

O fármaco é aplicado no tratamento de conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, o que inclui acessos de tosse persistente e grave, dor moderada a grave e manifestações relacionadas com a falta de ar grave (dispneia). O medicamento contribui para o suporte perante o desconforto físico acrescido e desempenha um papel na gestão da tosse. Isto auxilia na redução da carga total de sintomas durante períodos de maior intensidade e ajuda a manter a estabilidade funcional quando os sintomas são mais percetíveis.


Facto Rápido: Alívio dos Principais Domínios de Sintomas
Sintomas-Alvo: Dor, tosse persistente e falta de ar grave (dispneia).
Contexto Típico: Episódios agudos, recuperação pós-operatória e cuidados paliativos de suporte.
Principal Benefício: Oferece suporte que ajuda a atenuar a carga global de sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar a Paracodina — informação regulamentar oficial

A elegibilidade para a utilização da Paracodina (di-hidrocodeína) é rigorosamente definida por documentos regulamentares, focando-se em exclusões absolutas e populações que requerem uma utilização condicional.

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, sob as condições padrão rotuladas.
Populações para as quais o uso é contraindicado Crianças com menos de 12 anos. Doentes com menos de 18 anos submetidos a amigdalectomia ou adenoidectomia. Doentes com depressão respiratória grave, asma brônquica grave, cor pulmonale grave, ileus paralítico ou hipersensibilidade conhecida à di-hidrocodeína.
Regras de elegibilidade por idade Contraindicado em crianças menores de 12 anos. Recomenda-se uma dose reduzida para idosos devido ao aumento da sensibilidade.
Regras de elegibilidade por condição específica O uso requer precaução e uma potencial redução da dose em doentes com insuficiência hepática (problemas no fígado) ou disfunção renal grave (problemas nos rins). Recomenda-se também cautela em indivíduos com pressão intracraniana elevada ou histórico de abuso de opioides.
Elegibilidade na gravidez e lactação Não recomendado durante a gravidez devido ao risco de dependência do fármaco no feto. Não recomendado durante a amamentação devido ao risco de depressão respiratória no lactente.

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade da elegibilidade Contraindicado (Não elegibilidade absoluta), Não Recomendado, Utilizar com Precaução (Uso Restrito).
Base regulamentar Resumos das Características do Medicamento e Informações de Prescrição.
Fatores condicionantes da elegibilidade Idade, Estado Respiratório, Função de Órgãos e Estado Reprodutivo.

O perfil regulamentar proíbe a utilização em grupos específicos de alto risco, definidos principalmente por condições respiratórias graves e limitações de idade, ao mesmo tempo que determina um uso cauteloso ou restrito para doentes com eliminação comprometida (fígado ou rins) ou compromisso neurológico. Estas declarações oficiais definem rigidamente a população de doentes aprovada para uma utilização segura.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A documentação oficial da di-hidrocodeína (Paracodina) detalha restrições específicas relativas à coadministração com outros medicamentos e substâncias. Existe uma restrição formal contra o uso concomitante de Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO). A coadministração é formalmente proibida, sendo exigido um período de intervalo mínimo de 14 dias após a cessação da terapia com IMAO para evitar o risco de efeitos graves, tais como hipertensão ou excitação do sistema nervoso central (SNC).

Está documentada uma interação significativa com depressores do sistema nervoso central (SNC), incluindo, mas não se limitando a, benzodiazepinas, sedativos, hipnóticos e anestésicos gerais. Esta interação envolve um efeito aditivo, aumentando o risco de sedação profunda, depressão respiratória, coma e outros resultados clínicos graves. O álcool (etanol) é incluído nesta categoria devido à sua capacidade de potenciar estes efeitos depressores aditivos do SNC. Este risco é assinalado como sendo superior em doentes idosos ou debilitados.

O perfil farmacocinético do fármaco também contribui para interações documentadas, principalmente através da modulação das enzimas CYP450. Substâncias que atuam como inibidores da CYP2D6 (por exemplo, a fluoxetina ou a quinidine) podem aumentar a concentração plasmática do fármaco de origem (di-hidrocodeína), reduzindo simultaneamente a exposição ao seu metabolito ativo. Da mesma forma, tanto os inibidores da CYP3A4 como os indutores da CYP3A4 estão documentados como substâncias que alteram a exposição à di-hidrocodeína, quer aumentando-a (inibidores), quer diminuindo-a (indutores). A coadministração com opioides de tipo misto (agonistas/antagonistas) é desaconselhada, pois pode reduzir a eficácia ou precipitar sintomas de abstinência.

Mecanismo de ação

A Paracodina é uma forma comercial da di-hidrocodeína, um opioide semissintético. O seu mecanismo principal envolve a atuação como um agonista nos recetores opioides mu (MOR) do sistema nervoso central. Esta interação é também significativamente mediada pelo seu metabolito ativo, a di-hidromorfina, formada através da metabolização pela enzima CYP2D6 do citocromo P450.

A ligação do agonista ao MOR, um recetor acoplado à proteína G, inicia uma cascata ao associar-se à proteína G inibidora (subunidade Gi/Go). Este acoplamento inibe a enzima adenilato ciclase, levando a uma redução na concentração intracelular do segundo mensageiro AMP cíclico (AMPc). Simultaneamente, o complexo ativado da proteína G promove a abertura dos canais de potássio e a inibição dos canais de cálcio dependentes da voltagem na membrana neuronal.

Esta sequência de eventos intracelulares resulta na hiperpolarização neuronal e na supressão da libertação de neurotransmissores nos terminais pré-sinápticos, particularmente nas vias ascendentes da dor da medula espinal e do tronco cerebral. A consequência fisiológica ao nível do sistema é a modulação da transmissão dos sinais nociceptivos dentro do sistema nervoso central.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Paracodina: Diretrizes Oficiais de Administração

A Paracodina (di-hidrocodeína) é administrada exclusivamente por via oral, utilizando formas farmacêuticas como comprimidos de libertação imediata, comprimidos de libertação prolongada ou solução oral. As instruções oficiais definem regras de administração precisas baseadas no tipo de formulação e na população de doentes.


Princípio de Administração Orientações (Adultos)
Regime Posológico (Libertação Imediata) Uma dose individual típica é de 30 mg, tomada conforme necessário, com um máximo de 180 mg num período de 24 horas.
Regime Posológico (Libertação Prolongada) O intervalo diário habitual situa-se entre 60 mg e 120 mg, administrado num esquema de duas vezes ao dia (a cada 12 horas). A dose total não deve exceder 240 mg diários.
Condições de Ingestão O medicamento é geralmente aconselhado a ser tomado com ou logo após uma refeição ou pequeno lanche para ajudar a minimizar um potencial desconforto gástrico.
Restrições de Administração Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser partidos, mastigados ou esmagados para garantir a libertação controlada do princípio ativo.
Ajuste em Populações Especiais A redução da dose é oficialmente recomendada para adultos mais velhos e indivíduos com função renal ou hepática comprometida.

Estas diretrizes estruturam o uso procedimental adequado do fármaco ao definirem a dose diária máxima permitida e ao estabelecerem o intervalo de tempo obrigatório para cada tipo de formulação. As instruções definem também requisitos explícitos de manuseamento, tais como garantir que os comprimidos de libertação prolongada permanecem intactos, e determinam as modificações de dose necessárias para populações específicas de doentes, como aqueles que apresentam insuficiência hepática ou renal.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente: Di-hidrocodeína (Paracodina)

A Paracodina, que contém o derivado opioide di-hidrocodeína (DHC), tem sido utilizada historicamente pelas suas propriedades antitússicas (supressão da tosse) e analgésicas (alívio da dor). A investigação clínica relativa à sua eficácia, particularmente para a tosse, tem sido objeto de revisão por parte de organismos de saúde globais.

Avaliação de Eficácia

Estudos clínicos exploraram a atividade da DHC, especialmente no contexto do alívio da tosse em várias populações de doentes. Os resultados da investigação centrada na DHC e na sua comparação com outros antitússicos indicam que, em estudos que avaliaram a gravidade da tosse, a DHC foi associada a uma diminuição das pontuações de gravidade ao longo do tempo nos grupos em estudo. O perfil temporal desta alteração observada foi reportado como sendo semelhante ao de outros tratamentos antitússicos em ensaios comparativos. No entanto, revisões sistemáticas destacaram a falta de evidência suficiente proveniente de ensaios controlados para apoiar ou opor-se definitivamente ao uso generalizado da codeína ou dos seus derivados como agentes antitússicos em certas condições, tais como a tosse crónica em crianças.


Perfil de Tolerabilidade

Os dados de segurança derivam principalmente da experiência clínica e da monitorização de eventos adversos em ensaios e relatórios pós-comercialização. Devido à sua classificação como opioide, o risco de depressão respiratória (respiração lenta) e o potencial de dependência ou adição são as principais preocupações de segurança associadas ao uso prolongado.

Eventos Observados Contexto Clínico
Efeitos Secundários Comuns Náuseas, vómitos, obstipação, sonolência e tonturas são comunicados habitualmente.
Riscos Graves Potencial de dependência física/psicológica, depressão respiratória (especialmente em doses elevadas ou em populações sensíveis) e interações com outros depressores do Sistema Nervoso Central (ex.: álcool).

Nota: Devido aos riscos conhecidos, as orientações restringem frequentemente o uso de medicamentos que contenham DHC em populações sensíveis específicas, tais como crianças com menos de 12 anos de idade.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Paracodina (FAQ)


P: A Paracodina é o mesmo que a codeína?

A di-hidrocodeína, a substância ativa da Paracodina, é classificada como um opioide semissintético e um derivado da codeína. Isto significa que as substâncias estão quimicamente relacionadas e partilham uma estrutura e um mecanismo de ação semelhantes, embora sejam quimicamente distintas.

P: O que significa "derivado de opiáceos" em relação à Paracodina?

A informação oficial identifica a substância ativa como um opioide semissintético. Esta classificação indica que a substância é preparada quimicamente a partir de opiáceos naturais, como a codeína, que têm origem na papoila do ópio.

P: Existem efeitos a longo prazo associados à utilização da Paracodina?

O uso regular e prolongado de qualquer opioide está associado ao risco de desenvolvimento de dependência física ou psicológica. Podem também ocorrer riscos como disfunção hormonal e alterações no funcionamento do sistema nervoso central.

P: Como é que a Paracodina se diferencia de outros antitússicos semelhantes?

A substância ativa da Paracodina, a di-hidrocodeína, é um opioide que atua centralmente sobre o reflexo da tosse. Isto é conseguido através da ação direta no centro da tosse no cérebro. Em contrapartida, os supressores não opioides utilizam diferentes vias farmacológicas para tratar a tosse.

P: Por que razão a Paracodina é indicada apenas para uso a curto prazo?

O medicamento destina-se apenas a uma utilização a curto prazo devido ao risco estabelecido de dependência e de cefaleia por uso excessivo de medicação quando utilizado por mais de três dias consecutivos.

P: Que tipo de tosse é que a Paracodina está aprovada para tratar?

O medicamento está aprovado como um antitússico, focado na utilização para a tosse persistente de mediação central, ou seja, tosse com origem no centro da tosse do cérebro.

P: A Paracodina pode afetar a condução ou a operação de máquinas?

Sim, a di-hidrocodeína pode comprometer as capacidades mentais e físicas necessárias para tarefas potencialmente perigosas. Atividades como conduzir veículos ou operar máquinas pesadas devem ser evitadas se o utilizador for afetado por sonolência ou tonturas.

P: O que se deve saber sobre tomar Paracodina com antidepressivos?

A di-hidrocodeína é contraindicada para uso com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO). O medicamento também interage com certos antidepressivos que inibem a enzima CYP2D6, o que pode alterar o processamento do fármaco e a exposição do organismo à substância ativa.

P: Existe um prazo máximo de tempo para a utilização da Paracodina?

Sim, o uso contínuo deve limitar-se a não mais de três dias sem uma reavaliação médica, devido ao risco documentado de dependência e para minimizar o risco de cefaleia por uso excessivo de medicação.

P: Existem alimentos específicos que interagem com a Paracodina?

Embora não existam interações específicas amplamente destacadas, recomenda-se geralmente que o medicamento seja tomado durante ou logo após uma refeição ou lanche para ajudar a reduzir o potencial de desconforto gástrico.

P: Por que razão algumas pessoas sentem obstipação com a Paracodina?

A obstipação é um efeito secundário comum, uma vez que a di-hidrocodeína atua abrandando o movimento e a atividade normal do sistema digestivo.

P: A Paracodina pode ser tomada com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A coadministração com analgésicos não opioides, como o paracetamol ou o ibuprofeno, não é geralmente listada como restrita ou contraindicada pelas diretrizes oficiais.

P: Com que rapidez se pode esperar que a Paracodina comece a fazer efeito?

Embora não exista um tempo exato para o início da ação, o medicamento é indicado para utilização em intervalos de 4 a 6 horas para as formas de libertação imediata, o que oferece uma estimativa geral da duração do efeito.

P: A Paracodina é considerada uma substância controlada?

Sim, devido à sua natureza como opioide e derivado da codeína, o fármaco é regulamentado como uma substância controlada, estando sujeito a requisitos legais específicos quanto à prescrição, armazenamento e eliminação.

P: A Paracodina interage com suplementos à base de plantas?

Não existe evidência suficiente para confirmar a segurança quando o fármaco é tomado em conjunto com suplementos à base de plantas. Recomenda-se a consulta do médico ou farmacêutico nestes casos.

P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito da Paracodina?

A duração depende da formulação: as formas de libertação imediata são geralmente utilizadas em intervalos de 4 a 6 horas, enquanto os comprimidos de libertação prolongada são tomados em intervalos de 12 horas.

P: O que acontece em caso de esquecimento de uma toma?

Deve-se saltar a dose esquecida e tomar a dose seguinte à hora programada. Nunca se deve tomar uma dose dupla para compensar a dose esquecida.

P: A Paracodina aparece em testes de drogas padrão?

Sim, como opiáceo, a di-hidrocodeína pode ser detetada em exames de rastreio de drogas padrão por um período de até 3 dias após a administração.

P: A eficácia da Paracodina diminui com o uso repetido?

Sim, o corpo pode desenvolver tolerância com o uso repetido. Isto significa que a dose inicial pode tornar-se menos eficaz ao longo do tempo, o que pode levar a um aumento das necessidades de dosagem e ao risco de dependência.

P: O que fazer se houver suspeita de uma interação medicamentosa?

Se houver suspeita de uma interação entre medicamentos, deve-se procurar orientação profissional imediata junto do médico prescritor ou do farmacêutico.

Como Paracodina deve ser armazenado e descartado?

O armazenamento e a eliminação da Paracodina (Tartarato de Di-hidrocodeína) são regidos por normas oficiais para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Requisitos Oficiais de Armazenamento

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura não superior a 25°C e mantido na sua embalagem original para preservar a sua estabilidade até à data de validade. É necessária proteção contra a luz e a humidade. Devido à sua classificação como opioide, a Paracodina deve ser mantida estritamente fora da vista e do alcance das crianças para prevenir ingestões acidentais fatais. A utilização do produto é proibida após a data de validade indicada na cartonagem.

Instruções de Eliminação

As diretrizes determinam que a Paracodina não utilizada ou fora do prazo de validade não deve ser eliminada no lixo doméstico nem em águas residuais. Os doentes devem consultar o seu farmacêutico para obter orientações sobre os procedimentos de eliminação adequados, os quais devem cumprir os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos e substâncias controladas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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